Talvez Seja Amor
28 Capítulo 28
Notas iniciais
Já estou com vergonha de tanto me desculpar pela demora rsrs. Mas tive mesmo uns contratempos, tipo, só estou podendo escrever finais de semana e ainda assim sempre tenho algo pra fazer além da minha monografia. Sem falar da promessa que havia feito, então tive que passar uma semana sem escrever. Quem me segue no twitter tem conhecimento disso rsrs.
Bom não vou demorar muito falando.Nos encontramos nas notas finais.Boa leitura ;)
POV BELLA
– Edward você... – pausei, incrédula, enquanto olhava o barco à minha frente –, você está me dando um barco de presente? – minha voz saindo um pouco mais alta na última parte.
– Bella, eu...
– Você perdeu o senso de noção? – o interrompi, soltando-me de seus braços e me virando de frente para ele, encarando-o em descrédito.
– Me deixa explicar. Esse presente...
– Sim! Você perdeu a noção! – exclamei exasperada.
– Não, Bella. Eu apenas...
– Eu não posso aceitar, isso foi...
– Bella! — agora fora a vez de Edward me interromper. Suas mãos se estenderam até a lateral dos meus ombros, numa tentativa de me parar.
– Bella, me escuta. – pediu.
– Edward, isso... isso é insano, esse barco deve ter custado uma fortuna!
– Calma. Eu vou explicar. Não menti quando disse que não tinha me custado alguma coisa. Quer dizer, só paguei para gravarem seu nome, mas não foi muito.
– Como assim? – perguntei, cruzando os braços na altura dos meus seios enquanto o fitava com a sobrancelha erguida.
– Isso mesmo que você ouviu. – disse ele sorrindo. – Esse barco era da família, Bella. Do meu avô, pai de Carlisle. Meu pai fez uns reparos alguns anos atrás, mudou o motor, pagou para fazerem uma nova pintura, mas sempre esteve abandonado sob os cuidados do Joe. Acontece que ele vai mudar de estado e não vai mais poder ficar com ele. Meu pai não sabe o que fazer com o barco, pensou em vender, dar a alguém, mas antes quis saber se eu ou os meus irmãos queríamos ficar. Emmett e Jasper disseram que não, e eu também, inicialmente. Mas então eu meio que lembrei de você.
– De mim?
– Sim. – ele soltou os meus dois braços que estavam cruzados e levou as minhas mãos até a sua boca, beijando-as. – Lembra quando fomos a Long Beach e fizemos aquele passeio de barco?
– Claro que eu lembro. – sorri fraco.
– Você parecia receosa no início, mas depois estava tão animada, alegre, leve, precisava ver a forma como você sorria. – o sorriso de Edward alargou-se. – E foi por lembrar aquele dia que voltei atrás e falei para o meu pai que eu queria ficar, que eu sabia o que fazer com ele.
– Me dar de presente?
– Sim. Você contou sobre a sua infância em Santa Mônica, do quanto gostava e sentia saudades de quando saía para pescar com Charlie. Falou isso tão saudosa que... bem, pensei que poderia te proporcionar um pouco disso.
– Mas, Edward... eu...
– Aceite, Bella. – ele inclinou o rosto para frente, escovando a minha boca com a sua de leve, num beijo breve. – Vou conseguir um lugar para ele ficar, se você não quiser usá-lo pode deixar com o seu pai, mas, por favor, aceite. – pediu com olhos suplicantes.
Por alguns instantes encarei aquele par de orbes verdes que brilhavam em expectativa. Eu iria desapontá-lo se não aceitasse, isso era tão certo como dois e dois são quatro. Edward tinha esse lado de querer dar presentes ostensivos e isso me incomodava. Mesmo sabendo que a família Cullen tinha uma excelente condição financeira, não queria que ele gastasse tanto dinheiro comigo. Tudo bem que o barco não custou nada para ele, mas isso não diminuía o absurdo que aquele presente representava. Droga, não era uma miniatura, era um barco de verdade!
Mas ser assim fazia parte do que Edward era e não havia nada que eu pudesse fazer em relação a isso. Eu só sabia que não queria magoá-lo.
Soltei o ar que prendia na garganta e assenti.
– Será nosso então, Edward. Não apenas meu.
– Como você quiser. – disse ele, colocando os braços na minha cintura e erguendo-me no ar enquanto sorria radiante.
– Você é absurdo. – sorri.
Ele me pôs de volta ao chão.
– Absurdamente louco por você. – disse ele, colocando as duas mãos na minha nuca e se inclinando para me beijar novamente quando o parei no meio do caminho.
– Não pense que vou mudar minha mente. Ainda acho o presente insano.
Ele parou a poucos centímetros dos meus lábios, fazendo-me sentir o seu hálito quente.
– Já vi que só o tempo para fazer você se acostumar. Mas aceitar foi um bom começo. – disse e em seguida me beijou.
O beijo fora doce e delicado. Seus lábios eram macios e insistentes, demorados em meus lábios. Porém ele não aprofundou.
– Vamos. – disse ele após se afastar. – Quero te mostrar o interior.
– Vamos andar nele? – perguntei quando ele me puxou pela mão para subirmos no barco.
Ele saltou para o barco rapidamente e se virou para me ajudar a subir pela escada.
– Sim. Mas antes eu quero te dar o seu verdadeiro presente. – disse ele com um sorriso.
– Que? – perguntei com um leve tremor.
– Sim Bella e, por favor, me deixe te dar isso.
– Adianta eu dizer que não aceito? – perguntei, bufando.
Edward soltou uma gargalhada sonora enquanto me guiava até uma escada.
O barco era pequeno, menor que o do passeio que fizemos em Long Beach. Por uma escadinha descemos até chegar num pequeno corredor. De um lado uma porta dava até um pequeno banheiro, do lado contrário, uma porta que dava para um pequeno quarto. Ao entrar, Edward apertou o interruptor, acendendo a luz. O cômodo quase não tinha mobília. Apenas uma cama e um criado-mudo com um abajur em cima. A parede norte era de um discreto tom azul petróleo, e as demais num branco gelo. Tinha uma linda pintura em preto e branco, que eu logo identifiquei ser a velha Londres, logo acima da cabeceira da cama, que estava coberta por uma colcha branca grossa, com vários ramos de rosas pintadas de preto. Travesseiros pretos e brancos estavam arrumados por cima. Do lado oeste, alguns arranjos de flores que eu sabia terem sido preparados por Esme completavam o visual.
– Gostou? – perguntara Edward.
– É tão... aconchegante. – falei sentando-me na borda da cama.
– E pequeno. – disse Edward sorrindo rapidamente enquanto se sentava ao meu lado.
– Eu gostei. – murmurei olhando o teto que só agora reparei ser de madeira como o piso. – É quente. É lindo!
Edward sorriu. Em seguida tirou uma caixinha de veludo verde de dentro do bolso do paletó.
– Ah. – sussurrei à meia-voz. Abri a minha bolsa de mão e de dentro tirei uma pequena sacolinha.
Edward me olhou curioso antes de perguntar.
– Posso ir primeiro?
– Vá em frente. – concordei sorrindo.
Edward estendeu a mão até mim, entregando-me a caixinha. Baixei meus olhos, reparando agora o minúsculo nome escrito nela. Era da Tiffany & Co. Olhei imediatamente para Edward, que pela expressão facial sabia exatamente o que se passava na minha cabeça agora. Presente caro.
– Por favor, Bella, abra. – pediu numa voz calma, de sinos. A forma como seus olhos brilhavam e o tom de voz que ele usara quando disse isso, era impossível alguém ser capaz de lhe negar tal pedido. Definitivamente ele era altamente persuasivo e tinha um escandaloso dom de convencimento.
Umedeci meus lábios e olhei novamente para baixo, pegando deliberadamente a caixinha de suas mãos.
Quando abri fiquei sem ar.
Era uma pulseira de prata com dois pingentes de coração. Neles estavam escritos, com letras minúsculas, trecho de uma citação de Romeu e Julieta.
– Você gostou? – ele perguntou um minuto depois, quando eu não disse nada.
Eu estava impressionada. A pulseira era linda, de muito bom gosto. Mas a minha reação de choque devia-se à coincidência que ela tinha com o que eu havia comprado. Edward entenderia quando eu o entregasse.
Quando finalmente desviei meus olhos da pulseira, olhei para ele.
– É lindo, Edward. Eu adorei! – exclamei junto com um sorriso.
– Fico aliviado que tenha gostado. Eu queria te dar algo especial, que representasse o que sentíamos um pelo outro, então quando vi o que estava escrito nos pingentes não pensei duas vezes. Afinal, fora com os atos de Romeu e Julieta que tudo começou.
Eu estava tão emocionada. Até sem nenhuma intenção nossos pensamentos estavam sincronizados. Os presentes não eram iguais, mas ambos queríamos que ele tivesse alguma representação do nosso relacionamento, e sem sabermos nossas escolhas terminaram por coincidir.
Eram por esses pequenos detalhes que vez em quando eu me pegava divagando sobre destino, almas gêmeas. Eu nunca realmente tinha dado importância sobre uma pessoa ser destinada a encontrar a sua metade. Isso até Edward surgir na minha vida e me fazer rever certos conceitos. Talvez existam mesmo almas destinadas a se amarem, que se encontram em algum ponto da estrada da vida. Felizmente eu tinha encontrado a minha.
– Quer colocar? – perguntei, esticando o braço.
Edward sorriu e colocou a pulseira no meu pulso.
– Agora é a sua vez. – declarei.
– Sim. – disse Edward animado.
Entreguei-lhe a sacolinha, vendo-o olhar rapidamente para mim antes de abrir. Assim que sua mão tirou o objeto de dentro, fiquei atenta a sua reação.
Observei Edward arregalar os olhos, abrindo a boca ligeiramente e batendo rapidamente os cílios.
– Bella... – sua expressão era de espanto.
– Eu sei. – declarei, sorrindo. – Acho que pensamos iguais.
Eu comprara para Edward um penduricalho de miniatura de Romeu e Julieta banhado a ouro para pôr no retrovisor do carro.
– Não é grande coisa, nem foi comprado na Tiffany & Co, mas... – Edward me interrompeu, capturando os meus lábios com os dele.
– Esse foi para você parar de falar besteiras. – disse ele após afastar nossas bocas, voltando a me beijar no segundo seguinte. – E esse é para agradecer o melhor presente que ganhei na vida.
– Você fala sério? – perguntei, franzindo uma sobrancelha.
– Bella, você quer parar de ser absurda? Além do mais eu sei que esse penduricalho não foi barato.
– É que... você tem tudo, já ganhou tantas coisas legais, caras e ...
– Eu não ligo para coisas caras. Acho que você já me conhece tempo suficiente para saber disso, Bella. Eu me importo com o valor simbólico do que tenho ou ganho, e esse aqui – disse, olhando para o penduricalho –, é o presente mais valioso que eu recebi em toda a minha vida. – voltou a fitar meu rosto. – Porque simboliza o que sentimos pelo outro. Foi no teatro, com Romeu e Julieta que tudo começou.
Abri um largo sorriso e juro, senti vontade de chorar diante de suas palavras.
– É perfeito, Bella. Obrigado.
Edward segurou o meu rosto com as duas mãos e me beijou rapidamente.
– Acho que Julieta Capuleto e Romeu Montéquio querem de todo jeito os créditos de cupidos.
Sorri alto, balançando a cabeça em concordância.
– Parece que sim.
– Vou pendurá-lo no Volvo e ele jamais vai sair de lá.
– Promete? – pedi olhando-o nos olhos. – Promete que aconteça o que acontecer você nunca vai tirar do seu carro? – Na verdade eu não entendia por que motivo eu pedia que ele me prometesse. Eu só sentia que devia.
Edward me puxou pela mão e me colocou sentada no seu colo. Seus dedos tocaram a pele fina da minha bochecha, em seguida seus olhos guinaram para os meus. Havia tanto brilho.
– Embora não seja necessário você me pedir eu prometo. – disse com sinceridade. – Nada vai me fazer tirá-lo de lá, Bella. Mesmo que eu mude de carro Romeu e Julieta vai comigo.
Ele sorriu e eu sorri de volta para ele.
– Obrigada. – murmurei e imediatamente mirei seus lábios. Observei quando eles se partiram e antes que eu pudesse ter uma visão da ponta de sua língua, inclinei minha cabeça na direção deles e varri meus lábios contra os seus.
Se me dissessem que o mundo ia acabar e me pedissem para fazer um último pedido, não hesitaria em dizer que meu último desejo seria sentir os lábios quentes e convidativos de Edward nos meus. Eu poderia passar o resto da minha vida beijando-o.
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– Você ainda está deitada? – perguntou Edward assim que passou pela porta. Disse a ele que estava sozinha em casa e que quando chegasse era só subir até meu quarto, pois tinha deixado a porta da entrada aberta.
– Estou pronta, só vou colocar o casaco. – falei sorrindo enquanto tirava o livro dos meus olhos. – Olha o que estou lendo. – virei a capa do livro para que ele pudesse ver. Eu estava deitada, lendo por três horas ininterruptas o livro que conta a história do personagem que Edward encenaria no teatro, O Retrato de Dorian Gray.
– Oh! – sorriu quando seus olhos bateram no livro. – Um de seus presentes. – disse ele ao mesmo tempo em que sentava ao meu lado esquerdo, encostando as costas na cabeceira e esticando as pernas em cima da cama.
– Sim. – falei fechando o livro. – Queria saber mais sobre o seu personagem. – estiquei-me para colocar o livro em cima do criado-mudo.
– Gostando?
– Muito. – respondi ao voltar, beijando-o rapidamente nos lábios. – Me pergunto quem fará o papel da jovem Sibyl.
– Ah. – Edward riu. – A Holly Grainger. Ela também é britânica, aliás, todo o elenco.
– Você a conhece? – perguntei despreocupada.
– Sim. Trabalhei com ela numa peça antes. Há uns dois ou três anos atrás. Por quê?
– Por nada, só perguntando. – dei de ombros.
Edward expandiu um sorriso no rosto. Talvez ele pensasse que eu estivesse com ciúmes. E eu não estava mesmo com ciúmes. Confiava cegamente nele e tenho certeza que ele em mim. Na verdade só um pouco curiosa, já que o livro descreve a Sibyl como uma jovem incrivelmente bela. É só que eu não fazia idéia de quem era essa Holly Grainger. Talvez eu procurasse por ela no Google mais tarde.
– Tire esse sorriso do rosto, Edward. Não estou com ciúmes. – sorri para ele.
– Mas eu não disse nada. – falou ele, sorrindo matreiro.
– E precisa? Olhe só para você! – exclamei.
– Não é que eu esteja pensando que você está com ciúmes ou coisa parecida. – ele pausou, colocando os braços atrás da cabeça. – É que... de tantas coisas que você poderia ter me perguntado foi logo querer saber quem faria o papel da Sibyl? Foi engraçado, Bella. – ele riu.
– Não. Não foi engraçado. – falei, estreitando os olhos para ele.
– Você sabe que foi. – disse ele, descendo um dos braços e apertando a minha coxa esquerda com a sua mão.
– Você sabe que não é ciúme. Já conversamos sobre isso.
– Eu sei, Bella. Só estou brincando com você. – falou enquanto massageava a minha coxa. – Ossos do ofício. Mesmo porque sabemos que não há motivo para ciúmes. É tudo atuação, encenação. Se optamos por atuar, é nosso dever fazer como manda o script.
– Claro. – falei me levantando da cama. – Foi só curiosidade mesmo. – completei pegando o casaquinho que estava aberto por cima da cadeira da mesa do computador.
– Você já almoçou? – perguntou Edward, ainda na minha cama.
– Não. Achei que você quisesse comer no caminho. – respondi vestindo o casaco por cima da blusa.
– Perfeito, também não almocei. Podíamos almoçar lá mesmo, em algum restaurante do shopping. O que você acha?
– Acho uma ótima ideia. Estaremos lá mesmo. – sentei na borda da cama para calçar as sapatilhas. Em seguida me levantei, esticando a minha mão para ele, sorrindo – E então, preparado para uma tarde de compras?
– Na verdade não. – ele riu, segurando a minha mão enquanto se levantava da cama. – Mas vamos lá. Será divertido.
– Espero. – falei enquanto saíamos do meu quarto de mãos dadas. – Essa época do ano é a pior para fazer compras. Os Shoppings estão sempre lotados.
– Talvez nem tanto, já que o Natal passou e as pessoas não costumam comprar tanto para o Ano Novo como no Natal.
– Tem razão. – disse enquanto descíamos as escadas. – Além do mais não deve ser tão ruim quando não tem Alice por perto. Você precisa saber como é ir ao shopping com ela.
– Oh não. Me deixe fora disso. – Edward sorriu.
– Fora de que? – perguntou a minha mãe, que estava na sala pendurada no telefone.
– Nada não, mãe. – falei rindo. – Não ouvi você chegar. Nós estamos indo ao shopping.
– Oh meu Deus. Vocês são a minha salvação. – disse minha mãe, colocando o telefone no gancho. – Estou atolada de coisas para fazer, deveria estar na SW, mas tive que vir aqui pegar o orçamento de um cliente que esqueci e ele está lá me esperando. Preciso de alguém para ir ao supermercado comprar essência de baunilha, mas todos os nossos funcionários estão ocupados. Acho que terei que contratar alguém para fazer esse tipo de serviço porque eu não posso ficar parando...
– Respira mãe. – a interrompi quando percebi que ela estava agitada e falando um monte de coisas de uma vez sem fazer pausas.
– Oh! – ela piscou os olhos. – Desculpe queridos. – disse ela, rindo envergonhada. – Vocês sabem, Réveillon amanhã, muitas festas, muitos pedidos. Estou mesmo sem poder respirar. A propósito, você almoçou filha?
– Não, vou comer qualquer coisa no shopping com Edward. – respondi. – Por que você disse que éramos sua salvação?
– Será que vocês poderiam comprar essência de baunilha para mim? – perguntou olhando para mim e Edward. – Não estou podendo perder tempo enfrentando filas de supermercado, mas preciso disso com urgência. Uma encomenda de um cliente para amanhã. – explicou minha mãe.
– Claro que sim, Renée. – disse Edward. – Antes de irmos ao shopping podemos comprar, depois deixamos lá para você.
– Edward, você já viu o tamanho das filas do supermercado? – perguntei olhando para ele. – Vamos chegar no shopping só à noite! – lembrei a ele.
– Não é para tanto, Bella. – replicou ele, sorrindo. – E também podemos pegar uma fila de pequenas compras.
– Aw, Edward. Você é mesmo o melhor genro do mundo. – disse Renée, segurando o rosto de Edward para beijar-lhe a testa. – Que Emmett não me ouça. – completou ela, sorrindo.
Bufei. Eu odiava ir a supermercados nessa época do ano onde todos os seres do planeta pareciam decidir fazer compras na mesma hora.
– Ai mãe. Dá logo o dinheiro. – falei esticando a minha mão que não estava segurando a de Edward, com a palma para cima.
– Obrigada, filha. – disse ela indo até a bolsa que estava jogada no sofá para pegar a carteira. Tirou algumas notas e voltou, me entregando o dinheiro. – Aqui. Isso dá suficiente para duas caixinhas com trinta unidades cada. Obrigada mais uma vez meus amores. – disse ela, olhando para mim e para Edward.
– Estamos à disposição Renée, sempre que pudermos ajudá-la. – disse Edward com sua inerente cortesia.
– Eu sei, filho, obrigada. Ainda não tive tempo de agradecer mais uma vez a Esme pela ceia de Natal. Estava tudo perfeito. – disse minha mãe.
– Ela comentou que queria conversar com você antes do Réveillon, mas também está na correria com as encomendas de flores.
– Posso imaginar. Diga a ela que ligarei hoje para falarmos sobre amanhã assim que puder.
– Direi. – concluiu Edward. – Vamos, Bella?
– Vamos. – respondi, mas antes de irmos embora me dirigi a Renée. – Mãe, você sabe que nunca nego o que me pede, mas, por favor, da próxima vez não me pede isso. Você sabe que não tenho paciência para supermercados durante as festas de fim de ano.
– Sinto muito filha. Não pediria se não fosse uma emergência. – se desculpou.
– Eu sei, e é só por isso que concordei. Agora nos deixe ir. – falei soltando a mão de Edward para abraçá-la.
Soltei-me e peguei novamente a mão de Edward para enfim sairmos.
– Vão com cuidado. – disse minha mãe enquanto saíamos pela porta.
Edward e eu entramos no Volvo e algum depois chegamos ao supermercado.
Como previra, o estabelecimento estava abarrotada de gente. Era impossível até mesmo para passear com o carrinho. Felizmente só estávamos indo para comprar essências, então não precisávamos utilizar um. Quando chegamos na fila para pagar fiz uma careta ao constatar que mesmo a fila de pequenas compras estava imensa. Reclamei, dizendo que não sairíamos dali tão cedo. Edward sorriu e me beijou rapidamente nos lábios, dizendo que se eu ficasse pensando muito nisso, a fila realmente não iria andar. Concordei com ele e propus conversarmos sobre o que faríamos no shopping para ajudar a passar logo o tempo.
– Bom, tenho muitas camisas brancas e Emmett não explicou se era obrigatório irmos completamente de branco.
– Ele ainda está no trabalho? – perguntei.
– Sim, ele trabalha até às cinco da tarde.
– Talvez se ligarmos para ele. – sugeri.
Edward tirou o celular do bolso, apertou algum botão que deveria ser de chamadas rápidas e o levou até a orelha.
– Ele deve estar ocupado, não atendeu. – disse Edward, tirando o celular do ouvido.
– E Jasper?
– Acho que ele não sabe, mas vou tentar.
Edward apertou as teclas em seguida ligava para Jasper.
– Hey Jazz. – disse Edward. – Sobre a festa amanhã, sabe dizer se é regra ir vestido totalmente de branco? – Edward pausou, ouvindo a resposta do Jasper. – Hmmm, é também não sei. – Outra pausa. – É que estou indo ao Shopping com Bella, estava pensando em comprar uma calça bege, mas ela acha que a calça também deve ser branca. – Uma nova pausa. – É, vou tentar ligar para ele novamente. – Pausa. – Hmmm, não sei. Quer que eu pergunte a Bella? – Edward me olhou, antes de perguntar. – Er... ele quer saber se Alice também vai.
– Hmmm eu ainda não sei, ela não deu a resposta. – respondi nem um pouco surpresa pela pergunta. Depois do que conversamos no Natal, sabia que Jasper perguntaria por Alice novamente.
FLASHBACK ON
– Ah! Enfim vocês chegaram! – disse uma Esme animada ao nos receber na porta.
– Boa Noite. – falei, dando um abraço em Esme.
– Desculpa a demora, Esme. Pelo menos não chegamos depois da meia-noite. – disse minha mãe. – Aqui estão nossos presentes para pôr na árvore. – Entregou-lhe uma grande sacola.
– Ainda bem, já estávamos preocupados. – disse Carlisle.
– Dessa vez a demora foi de Renée. – dissera meu pai.
– Ela demorou mais de uma hora fazendo esse penteado no cabelo. – disse Rose, cumprimentando os sogros e Jasper com um abraço, deixando Emmett por último para beijar-lhe nos lábios.
Edward, que acabara de chegar ali vindo provavelmente da cozinha, largou umas garrafas de cerveja em cima da mesa de centro e caminhou a passos apressados até chegar a mim.
– Eu já estava pensando em ir te buscar. – disse ele, segurando-me pela cintura e selando nossos lábios.
– E eu já estava quase pegando meu carro e vindo sozinha. – falei contra seus lábios.
– Ok, ok, me desculpem. Atrasei todos. Mas o que importa é que chegamos a tempo, não é? – perguntou minha mãe.
– Não se preocupe Renée. A demora valeu, seu cabelo está lindo nesse coque. – comentou Esme.
– Obrigada. Fiz uma vez no salão. Não está igual, tenho que admitir, mas ficou bem parecido.
– Vocês não vão ficar conversando sobre salão, cabelos e outros assuntos de mulher em plena noite de Natal, não é? – disse meu pai olhando para as duas.
Todos riram.
– Tenho que concordar com você, Charlie. A noite pede assuntos mais interessantes e com certeza esses não estão listados.
– Ouviu querida? – meu pai perguntou, com um sorriso satisfeito, à minha mãe.
– Não se preocupe querido. Só porque é Natal vou te dar esse desconto.
– Vamos nos sentar. Falta pouco para a meia-noite. – disse Esme.
Os mais velhos sem acomodaram no sofá, enquanto eu, Edward, Jasper, Rose e Emmett preferimos sentar nas cadeiras mais a leste da sala, perto do som, que tocava músicas natalinas. Provavelmente a pedido de Esme porque conhecendo os três jovens Cullens como conheço, a trilha sonora da noite definitivamente seria outra coisa.
– O que você quer beber Bella? – perguntou Edward.
– O mesmo que você. – respondi, olhando-o nos olhos.
– Eu estou na cerveja. – respondeu.
– E?
– Como “e”?
– Eu não posso beber o mesmo que você? – rebati, erguendo a sobrancelha.
– Você quer beber cerveja? – perguntou ele, franzindo a testa.
– Sim, por que não?
– Dá logo cerveja a ela Edward. – intrometeu-se Emmett, falando alto.
– Bella vai beber cerveja? – perguntou Charlie, após ouvir a voz de Emmett.
– Pai, o que tem de mais? – inquiri a ele.
– Você não tem idade e eu não quero que você fique acostumada a beber essas coisas, filha. – disse ele. Não usou um tom de “pai querendo mandar na filha”, mas a pontada de advertência estava incutida.
– Não sei. Você pode passar mal Bella. – falou Edward baixinho, só para eu ouvir.
– Ai, Edward. Isso já faz tempo! – falei. Acho que ele jamais ia esquecer aquela noite que entrei em coma alcoólico. – E bebemos champagne no nosso jantar, lembra?
– Aquele champagne era fraco, quase não tinha álcool. E essa cerveja é forte, você vai sentir o efeito rápido.
Bufei.
– Já vai deixar Edward mandar em você, Bella? Toma aí. – estendeu Rosalie uma long neck Heineken.
– Rose! – advertiu Charlie.
– Charlie! – advertiu minha mãe.
– Ta bom, não vou beber cerveja. – revirei os olhos. – Vão implicar se eu quiser beber uma taça de champagne também? – perguntei.
– Em minha opinião não. Mas pelo menos champagne não vicia. – falou meu pai.
– Vou pegar para você. – falou Edward, se levantando.
Assim que ele saiu, Rose começou um sermão em como uma mulher não pode deixar ser dominada pelo namorado, marido, amante, ou seja lá o grau de envolvimento. Revirei os olhos, dizendo a ela que não tem nada a ver com dominância, que Edward só agiu assim por se preocupar comigo. Ela balançou a cabeça, dizendo que eu era um caso perdido. Ignorei-a e engatei uma conversa com Jasper, que parecia não estar muito animado.
Edward voltou com a minha taça e após entregar-me se sentou ao meu lado. Ele segurou o meu braço vendo a pulseira que me dera e sorriu. Agradeci pela taça e antes que eu lhe dissesse sobre o que conversávamos, a pergunta de Jasper a seguir fez o grupo virar-se para ele num átimo.
– Por que Alice não veio?
Nós quatro arregalamos os olhos. Incrédulos. A última coisa que esperávamos era Jasper perguntando por ela.
Talvez ainda houvesse esperanças.
– Se você deixasse de ser idiota talvez ela estivesse aqui. – disse Rose, sem papas na língua.
Todos ficaram mudos.
Jasper ficou sem jeito, levando a garrafa de cerveja até os lábios, bebericando todo o líquido. Colocou a garrafa em cima da mesinha e se levantou, pedindo licença.
Rosalie estava tranqüila, aparentemente nem um pouco arrependida do que dissera a ele, ao contrário das expressões que eu, Edward e Emmett estampávamos no rosto.
– Er, eu vou conversar com ele. – disse a Edward.
Ele assentiu com a cabeça.
– Por que vocês estão com essas caras? Não disse nenhuma mentira e vocês sabem disso.
– Podia ter pegado leve com ele, Rose. – disse-lhe Edward.
– Alguém precisa acordá-lo para vida. Palavras mansas não vão fazer efeito. Quantas vezes vocês já falaram a ele que a vida continua? Que todos estamos nessa vida para amar e sofrer? Edward ele não foi o primeiro e nem será o último a sofrer uma desilusão amorosa. Nem mesmo nós quatro estamos imunes disso.
Estreitei os olhos para ela. Não gostei muito desse papo de “nem mesmo nós quatro estamos imunes disso”.
– Não foi uma simples desilusão amorosa.
– Eu sei que não. Mas o que ele pensa? Que todas as mulheres do mundo são como a Carolyn? Isso é ridículo! – esbravejou minha irmã.
Percebi Esme olhar rapidamente para nossa direção. Tenho certeza que ela estava ouvindo a nossa conversa.
– Ela tem razão, Edward. – disse Emmett.
Edward passou a mão nos cabelos, um ato involuntário que indicava que ele estava nervoso, preocupado.
– Eu vou lá falar com ele. – disse novamente, me levantando.
Você tem certeza? – perguntou Edward, puxando a minha mão. Olhando para cima, na direção dos meus olhos.
– Sim. Não se preocupe. Só vou dizer-lhe sobre Alice.
Edward largou a minha mão então caminhei na direção que Jasper tinha ido. A varanda.
– Oi. – disse ao me aproximar, parando ao lado dele que tinha os dois cotovelos apoiados no parapeito, olhando para a paisagem em volta.
Jasper não esboçou nenhuma reação, permaneceu na mesma posição. Esperei um tempo, e enquanto tentava formular algo para lhe dizer, sua voz finalmente quebrou o silêncio.
– Eu sei que estou sendo um idiota. – murmurou.
– Não está. Eu entendo, Jasper.
Ele fechou os olhos, soltando um longo suspiro. Em seguida saiu da posição que estava, virando-se para mim.
– Eu só... não consigo. – seus olhos demonstravam algum tipo de sofrimento. – Você acha que eu já não tentei, Bella?
– Primeiro você tem que se perguntar se quer conseguir. Você quer conseguir Jasper? – perguntei-lhe.
Ele levou as mãos aos cabelos, uma ação idêntica a de Edward. Deve ser uma dessas coisas de irmãos gêmeos.
– Antes não. – disse. – Mas tudo mudou depois que conheci Alice. – confessou finalmente.
– O que você sente por ela?
– Eu não sei.
– Não sabe? – questionei.
– Sim, não sei. Não é como o que eu sentia por... – ele pausou, sem completar.
– Carolyn. – respondi por ele.
– Sim. – bufou – Não adiantou, no final deveria saber que Edward contaria a você, e Emmett contaria a Rosalie.
– A propósito, me desculpe pela grosseria da minha irmã.
– Não se desculpe, Bella. Ela tem razão. Sou mesmo um idiota.
– Alice foi passar o Natal com a mãe em Nova York, Jasper, por isso não está aqui. Não tem nada a ver com você.
Ele assentiu, baixando os olhos para os próprios pés.
– Mesmo assim não muda nada. – disse ele.
– O que não muda?
– O fato dela me odiar agora.
– Ela não te odeia. – assegurei. – Então... você dizia que não é como o que sentia por Car... pela sua ex. – continuei, tentando aproveitar o fato dele ter tocado no assunto delicado.
– Não. – disse ele, erguendo a cabeça para olhar para mim. – É diferente. Apesar do medo.
– Medo de se machucar de novo?
– Sim. Por mais que eu tente ignorá-lo ele está sempre lá.
– Jasper, eu entendo os seus motivos de querer se afastar do sexo feminino, mas nem todas as mulheres são ordinárias como a sua ex-noiva. Alice não é.
– Eu sei.
– Então por que você está agindo assim? Fugindo?
– Já disse. Medo.
– Jazz, você precisa superar isso. Já pensou em buscar uma ajuda especializada?
– Fiz terapia uma época, mas não surtiu efeito.
– Talvez por que não era um bom momento, você não tinha por quem mudar, como agora com Alice.
– Mudar. – murmurou ele para si, esboçando um fraco sorriso. – Sabia que eu senti algo diferente quando a vi pela primeira vez? Quando ela entrou naquela boate com Rosalie? Não sei explicar, mas senti algo novo.
– Você se apaixonou por ela. – não foi uma pergunta.
Jasper me encarava, mas não afirmou. Também não negou.
– Ela é linda. – disse ele após um tempo.
– Sim, ela é. – sorri para ele.
– Eu ferrei com tudo não foi? – perguntou com uma expressão de tristeza estampada.
– Ainda há tempo de consertar. Vocês precisam conversar, Jasper.
– Não sei mais se isso é possível, ela me evita.
– Ela só está chateada. Você sabe, depois da história que o beijo não existiu.
– E você ainda diz que não sou idiota.
– Tudo bem, devo admitir que nesse ponto você foi mesmo um idiota. – falei, arrancando dele um sorriso, que foi acompanhado por mim em seguida.
– Quando ela volta? – perguntou.
Alarguei meu sorriso.
– Depois de amanhã. Ela sempre passa Réveillon conosco.
– Emmett tem uma sugestão de festa para irmos dia trinta e um, Edward vai te contar. Você acha que ela poderia ir?
– Bom... não sei ainda sobre essa festa, mas sim, eu e Rosalie indo, Alice também irá. Posso te assegurar.
– Ela... sabe sobre a Carolyn? – perguntou hesitante.
Suspirei.
– Não, embora muitas vezes tenha tido vontade de contar a ela. Isso é algo que cabe a você contar.
Jasper assentiu com a cabeça, em seguida virou-se novamente para o parapeito, fitando a paisagem ao redor da casa.
– Você vai contar? – perguntei após um minuto.
– Se ela se dispor a ouvir.
– Ela vai. – coloquei minha mão em seu ombro. – O que Alice mais deseja é uma explicação do que aconteceu com você na praia, Jasper.
– Vou voltar a fazer terapia. – falou baixinho, de repente.
– Isso é ótimo Jasper! – exclamei, animada.
– É. Acho que sim. – disse ele sorrindo tímido, enquanto se virava para encostar-se ao parapeito.
– Vai ver, vai conseguir. – incentivei. – Porque dessa vez você quer que dê certo. Não é?
– Eu realmente quero que dê certo, Bella. Não agüento mais viver dessa forma. Eu preciso me desprender do que aconteceu no passado.
– Querer já é um bom começo. O que irá acontecer depois é conseqüência.
Jasper olhou por cima do meu ombro um breve momento. Virei meu rosto para olhar na direção dos seus olhos, vendo nossas famílias interagindo na sala. No exato momento que olhei, de longe, Edward virou a cabeça e nossos olhos se encontraram. Ele sorriu, e eu sorri de volta. Ficamos assim nos encarando alguns segundos, até que ouvi um pigarro, fazendo-me quebrar o contato que os meus olhos faziam com os de Edward.
Virei-me de volta a Jasper, que sorria.
– Ele não consegue desgrudar de você nem por cinco minutos. – disse o meu cunhado, à minha frente.
– Nem eu dele. – confessei timidamente. Aposto que minhas bochechas estavam vermelhas.
– Edward merecia encontrar alguém como você. Inteligente, madura, linda. E você também, Bella. Meu irmão não é só um rostinho bonito, ele é um homem incrível.
– Eu sei disso. Às vezes me pergunto o que fiz para merecê-lo, por ele ter se apaixonado por mim.
– Você se subestima. – reprovou Jasper. – O engraçado é que ele se pergunta a mesma coisa. – sorriu. – Vocês foram mesmo feitos um para o outro.
Ouvimos um click da porta, e nos viramos para ver Esme surgir na varanda.
– Crianças, é quase meia-noite, está na hora da ceia. – anunciou minha sogra, sorrindo amavelmente como sempre.
– Claro, mãe. – disse Jasper ante de se virar para mim. – Obrigado, Bella.
– Não fiz nada demais. – disse a ele. – Tudo depende de você.
Ele assentiu e em seguida saiu, entrando na casa.
Virei-me para Esme.
– Vamos? – perguntou ela, enroscando o seu braço no meu.
– Vamos. – concordei.
– Seja lá o que estava falando com o meu filho, obrigada, querida. O rosto dele parece ter ganhado um pouco mais de vida.
FLASHBACK OFF
– Jazz, Bella ainda não sabe se Alice vai, ela não deu a resposta ainda. – Pausa. – Ok. – Pausa. – Nos falamos mais tarde. – Em seguida ele desligou, guardando o celular no bolso.
– Estou chateada porque assegurei a ele que Alice ia, uma vez que Rosalie e eu também vamos. Mas ela está irredutível, disse que prefere ficar e ir com os meus pais para a casa dos Weber.
– Não tem porque se sentir assim, Bella. Todos nós sabemos que Alice ainda está muito sentida com o que Jasper fez em Long Beach. Você já fez muito conversando com ele, agora é com eles dois. Quero muito que Alice vá e eles possam conversar, mas se ela não for, não se culpe por isso.
– Eu sei. – concordei desanimada. – É que eu queria tanto que eles conversassem, que se acertassem.
– E irão. – disse Edward, afagando meu rosto. – No momento certo. Se não for amanhã, será logo. Sei o irmão que tenho, ele está agitado, não duvido que ele apareça de repente qualquer dia na sua casa procurando por ela.
– Isso soa tão perfeito. – sorri. – Eu também sei a prima que tenho. Provavelmente Alice ia morrer se Jasper aparecesse.
– Então. – ele colocou os braços em minha volta, me abraçando. – Você fez sua parte, eu fiz a minha. Não podemos fazer tudo por eles, forçar uma situação. Jasper precisa voltar a lutar pelo que quer, como ele sempre fez antes de Carolyn aparecer e bagunçar a sua vida.
– Vocês têm notícias dela?
– Não. Desde que ela foi embora, não soubemos de mais nada. Para onde foi, o que anda fazendo. – deu de ombros. – Ela não deixou nenhum rastro, apenas o seu fantasma atormentando a vida amorosa do meu irmão.
– Ele irá fazer terapia novamente.
– É, e sempre serei grato a você por conversar com ele.
– Não fiz nada, Edward. O seu irmão já havia tomado a decisão. Ele só estava esperando uma oportunidade para confessar isso em voz alta.
– Estamos todos confiantes. Minha mãe chorou quando ele anunciou no dia seguinte. – Edward sorriu, levemente emocionado.
– Mais do que nunca ele precisa do apoio de vocês.
– E ele terá. Não deixaremos que ele desista.
– Próximo. – Ouvimos anunciar o alto falante.
– Viu só? Não demorou tanto assim. – disse-me Edward enquanto nos dirigíamos ao caixa.
Depois do supermercado fomos até a mini-empresa da minha mãe e a Sra. Weber levar as caixas de essência de baunilha. Feito isso, fomos finalmente ao Shopping. Estávamos muito famintos, então a primeira coisa que fizemos após Edward rodar durante vinte minutos procurando um lugar para estacionar o carro foi praticamente corrermos para a praça de alimentação, igualmente abarrotada de gente.
Após o almoço, seguimos pelos corredores do shopping. Andávamos de mãos dadas fazendo carinho no outro a todo instante. Entramos em várias lojas e brincávamos o tempo todo, mostrando alguma peça ridícula de roupa, afirmando que combinava com o outro.
Eu deveria saber que mesmo levando o meu dinheiro para comprar o que quer que fosse para mim, Edward me impediria. Tudo começou quando entramos numa loja de departamentos esportivos, onde Edward quis comprar um novo tênis, como se não tivesse muitos. Enquanto ele provava vários modelos, fiquei olhando as araras com os agasalhos, e acabei me encantando com um novo modelo da Nike. Ele era azul marinho, com alguns detalhes listrados em branco e azul claro na gola e na barra das mangas compridas.
– Gostou? – ouvi Edward perguntar atrás de mim.
– Sim, é lindo.
– Você deveria tê-lo. Aposto que ficará bem em você. Por que não prova?
– Não. Além de ser muito caro eu tenho outras prioridades. – respondi, colocando o agasalho no lugar. – E então, já escolheu o tênis? Sei que você está na dúvida, mas o Lacoste branco e preto ficou perfeito.
– Também achei, vou levá-lo. – disse ele sorrindo. – Vamos? Vou pagar.
Nos demos as mãos e caminhamos pela loja. Edward pediu para eu esperá-lo numa das poltronas enquanto ele ia ao caixa pagar. Sentei e vi quando ele se aproximou de um vendedor, que após ouvir o que Edward lhe falara olhou rapidamente para mim e anotou algo num papel. Segundos depois os dois tomaram um caminho diferente.
Fiquei desconfiada, mas preferi ficar na minha, aguardando.
Minutos mais tarde, Edward voltava com duas sacolas.
– Resolveu comprar o Adidas também? – perguntei ao me levantar.
– Não. – respondeu ele, pegando a minha mão com a sua esquerda livre.
– Então por que está com duas sacolas? – perguntei enquanto saíamos da loja.
– Em uma está o tênis, na outra o seu agasalho.
– Edward! Não acredito que você comprou! – exclamei, soltando a minha mão da dele, fazendo-o parar e se virar para mim enquanto eu o encarava.
– Bella, eu gosto de comprar coisas para você. – disse ele simplesmente.
– Edward, esse agasalho custou duzentos e cinqüenta dólares.
– Esqueça valores. Eu vi seu rosto se iluminar quando colocou os olhos nele. — ele riu suavemente.
– Nem tudo que a gente quer podemos ter. – disse com fervor.
– Mas eu quero e posso te dar, Bella. – falou, pegando novamente a minha mão. – Por favor, aceite. É só um presente de Natal.
– O Natal já passou. – anunciei.
– Foi só há cinco dias e eu não te dei nada porque você me fez prometer que o que compramos ao outro no dia que comemoramos dois meses de namoro contaria como presente de Natal.
– Mas a sua mãe não concordou com isso e acabou comprando para mim.
– E a sua também. – Edward riu.
– Argh! Edward, não faça mais isso. – rosnei, e ele apenas riu.
Andamos por mais algumas lojas e então o celular de Edward tocou. Era Emmett. Edward perguntou sobre a vestimenta da festa, e seu irmão mais velho respondeu que não era obrigatório estar completamente de branco, mas que todos os convidados deveriam vestir alguma peça da cor.
Emmett estava organizando com um colega do trabalho uma festa de Réveillon no Terraço Sacra. O restaurante ficava no último andar de um dos arranhas céus mais conhecidos da cidade de Sacramento, de frente para a marina, onde haveria uma queima de fogos de quinze minutos quando o relógio apontasse zero hora do novo ano.
Carlisle e Esme também iriam conosco de início, mas mudaram os planos quando meus pais os convidaram para a tradicional festa da Street Colomby, organizada pelos Weber. Uma dessas festas em que os mais velhos se reuniam enquanto seus filhos procuravam algum tipo de diversão destinado ao público jovem na virada do ano. Seria a primeira vez que Rosalie e eu não passaríamos o Réveillon com nossos pais. E, segundo Edward, a primeira vez dos três Cullen também.
Edward e eu saímos do shopping quatro horas depois que chegamos. Meus argumentos e ameaças de não acompanhá-lo na festa não o impediram de comprar o que eu agora estava carregando. Ele me comprou um vestido branco perolado e um par de sapatos nude, além de um novo óculos Ray Ban que ele dissera combinar muito comigo, sem esquecer o agasalho da Nike que fora o primeiro item, enquanto ele levava apenas o tênis e uma calça branca, que eu o convenci a levar no lugar da bege, para que estivéssemos os dois igualmente de branco.
Edward me deixou na porta de casa, onde nos despedimos com um beijo dentro do carro. Já se passavam das sete da noite e estávamos esgotados para fazer algo após o dia de hoje. Observei o Volvo sumir na rua escura, em seguida andei a passos lentos até a porta da minha casa.
– Hey pai, vai sair? – perguntei quando passei pela porta, vendo-o descer as escadas, arrumado.
– Vou buscar a sua mãe e sair para jantarmos. – ele falou, se aproximando para beijar minha testa.
– Ela está estressada. – falei.
– É, deve ser a menopausa. – disse rindo.
– Pai! – sorri. – Diga isso a ela.
– Deus me livre. – falou abrindo a porta para sair.
– Rose ou Alice chegaram? – perguntei.
– Sim, estão lá em cima. Boa Noite Bella.
– Boa Noite pai, bom jantar.
Ele sorriu e saiu.
Subi as escadas e entrei no meu quarto, jogando as sacolas em cima da cama, deitando-me ao lado delas. Nem me importei em tirar os sapatos.
Minutos depois, quando estava prestes a entrar no banheiro e tomar um banho, Rose e Alice entraram no meu quarto.
– Quantas sacolas! – falou minha irmã.
– O que você comprou, Bella? – perguntou Alice, se aproximando delas para abri-las. Não sei por que ela pergunta se vai checar com as próprias mãos e olhos mesmo.
– Algo para usar amanhã. – respondi.
– E você vai usar óculos escuros à noite? – questionou Alice franzindo a testa, tirando a caixinha do óculos dentro de uma das sacolas.
– Edward quem comprou. – falei, tirando o óculos de sua mão, colocando-o de volta a sacola. – na verdade ele comprou tudo isso.
– Sério? – perguntou Rosalie, deitando-se na minha cama. – Edward está me saindo melhor que Emmett. – disse, abrindo a sacola da Gucci.
– Que vestido lindo! – disse Alice quando Rosalie o tirou de dentro.
– Amei esse cinto prata na cintura. – completou Rosalie. – Quem o escolheu?
– A vendedora trouxe algumas opções, Edward e eu escolhemos esse.
– Você vai arrasar Bella. É simples e ao mesmo tempo fabuloso. – Alice se virou para mim com um sorriso malicioso no rosto. – Estou gostando de ver. Vestidinhos curtos hein? .
– Nem é tão curto. – disse guardando o que elas tinham tirado de dentro das sacolas, colocando-as no closet. – Mas e então, a que devo a honra da visita de vocês em meus aposentos?
– Também não sei. Rosalie me chamou até aqui, dizendo que tinha algo importante para nos contar. – respondeu Alice.
Sentei-me no puff ao lado da minha cama, onde Rose e Alice estavam deitadas. Rose de barriga para cima, apoiando a cabeça num dos travesseiros, pensativa, e Alice deitada de bruços, os pés ao lado da cabeça de Rose.
– Bem. – começou minha irmã. – Preciso contar algo a vocês. Isso está me matando.
– Hmmm... pode falar. – incentivei.
– Minha menstruação está atrasada.
– E...? – instigou Alice.
– Talvez eu possa estar grávida.
– O que? Grávida? – perguntei em voz alta.
– É. – respondeu incerta.
– Rose, tem certeza? – perguntou Alice. – Porque você sempre teve a menstruação irregular.
– Certeza eu não tenho. Mas Emmett e eu estamos transando sem camisinha há algum tempo.
– Nossa, Rosalie. Eu não te vejo mãe. – falei.
– Nem eu. – disse Alice com uma risadinha.
– Vocês querem parar? Isso é um assunto sério. – disse minha irmã levemente chateada.
– Desculpe, Rose. – disse Alice. – Mas então, o que você vai fazer?
– Fazer um teste de gravidez? – respondeu ela.
– Claro. Mas não digo só isso. Tipo, o que você vai fazer se estiver realmente grávida? – perguntou Alice.
– Não sei.
– Você vai casar? – perguntei.
– Não! – exclamou. – Quer dizer, eu não quero casar assim de repente, com uma barriga enorme. Não foi assim que imaginei que seria meu casamento.
– Você sabe que nosso pai vai enlouquecer, não sabe? Você ainda nem entrou para a faculdade.
– Eu ia entrar no próximo semestre. Mas o que posso fazer? Aconteceu.
– Você fala como se já estivesse realmente grávida. – comentou Alice.
– Não é isso, é que estou tentando acostumar a minha mente com essa possibilidade.
– Como você deixou isso acontecer, Rose? – perguntou Alice.
– Ué, como as mulheres engravidam Alice? – disse minha irmã, revirando os olhos.
– Não é isso. O que quero é dizer é que, porque você não estava tomando pílula já que não estavam usando preservativo?
– Não sei. – deu de ombros. – Eu marquei ginecologista algumas vezes, mas nunca tinha tempo para ir.
– Então porque você deixava Emmett gozar dentro de você? – insistiu Alice.
– Porque além de não conseguirmos nos segurar, eu gosto de sentir o líquido me invadindo, sabe.
– Ah, tenho que concordar. – disse Alice sorrindo.
– Ei, você nunca me contou que já transou sem camisinha! – esbravejou minha irmã.
Certo. Agora elas tinham iniciado um papo sobre gozo, preservativos e vários outros sujeitos relacionados a sexo que eu nem tinha idéia de como acontecia.
– Foi com o Alec, faz tempo. Na verdade aconteceu duas vezes. Foi loucura, eu sei. Mas por sorte em ambas as vezes não estava no meu período fértil, não corria riscos. Tinha muita curiosidade em saber como era senti-lo gozar dentro.
– E na sua boca? Alguma vez alguém já... ? – perguntou-lhe Rose sugestivamente.
Fiz uma careta.
– Que foi Bella? – inquiriu-me Rosalie.
– Dentro da boca? Isso é nojento! – declarei.
– Não é, não, Bella. Quando gostamos da pessoa, e sei lá, quando estamos com tesão, é automático. Simplesmente você deixa ele gozar. – respondeu a loira.
– Quando chegar a sua vez de tomar Edward pela boca, vai ver. É muito normal, na hora não sentimos nojo. – continuou Alice. – Mas como você sequer chegou a ver o pênis dele ainda está longe de entender o que estamos dizendo.
Nesse momento fiquei muda. E as duas olharam para mim.
– Bella? – disse Alice.
– Você já...? – questionou Rosalie.
Minhas bochechas coraram sem a minha permissão. Malditas!
– Oh Meu Deus! Vocês já estão fazendo isso? – surtou Alice, sentando-se rapidamente na cama.
– Rá! Essa é a minha irmã, não perde tempo! – se animou Rose, também se sentando na cama.
– Não estamos fazendo nada, ok? Eu ainda sou virgem. – consegui dizer.
– Ainda? – perguntou Alice. – Então está perto?
– Não sei. Não tem como saber o dia.
– Claro que tem. – intrometeu-se minha irmã. – Depende dos avanços da intimidade de vocês. O que anda rolando?
– Rose. Isso é entre mim e Edward. – falei.
– Qual é, Bella. Sou eu, Alice, sua prima e amiga, e Rose é sua irmã. Você precisa ter um papo de meninas vez em quando. Você acha que Edward não conversa isso com os irmãos dele?
– Você acha que eles conversam sobre isso? – perguntei.
– Claro que sim. Emmett me contou que eles conversam. – comentou Rose. – Isso é normal Bella. Homens conversam entre si e nós mulheres também. É bom conversar sobre isso. Vá por mim.
As duas ficaram me olhando, esperando. Soltei o ar dos pulmões e resolvi falar sobre a minha primeira dúvida.
– Bem, eu... queria perguntar algo a vocês.
– O que quiser. – disse Alice animada.
– Como... cabe lá dentro?
– O pênis? – perguntou Rose, eu assenti. – Bem, a vagina tem uma musculatura que estica quando a mulher está excitada e assim o recebe, Bella.
– Eu li em algum lugar que abertura pode chegar a até 16 cm. – completou Alice.
– Hmm. – murmurei. – E... dói? Quando entra?
– Na primeira vez sim, não vou negar. Mas é uma dor suportável, substituída em seguida por uma dor prazerosa. Depende muito do parceiro. E tenho certeza que Edward será muito gentil com você.
– Você vai se sentir tão diferente quando isso acontecer, Bella. – suspirou Alice.
– Como assim? – perguntei, erguendo uma sobrancelha.
– Sei lá, não sei explicar. É uma sensação diferente.
– O que ela está querendo dizer é que você vai se sentir mulher.
– Ah! — sorri, de boca fechada.
– Mas e aí, me fala, como Edward é? – perguntou minha irmã.
– Como Edward é? – perguntei confusa.
– Sim, o tamanho dele Bella, dã! – revirou os olhos.
– Você quer saber sobre o tamanho do pênis dele? – inquiri.
– Sim. O que é que tem? Não tenho vergonha de dizer sobre o de Emmett. É grande. Ou melhor, é enorme!
– Rosalie disse que apelidou o instrumento sexual dele de anaconda.
– Anaconda? – questionei.
– É. Comprido, grosso e extremamente duro quando está excitado.
Arregalei os olhos.
– E então, Bella? É de família? – quis saber, Alice.
– Hmmm... bem... possivelmente sim. – respondi timidamente.
– Uau! Então você está dizendo que é grande?
– Sim, Rose. É grande e... grosso.
– I-SA-BEL-LA! – disse Alice lentamente cada sílaba do meu nome. – Pode desembuchando o que vocês dois andam fazendo. E onde.
– Eu... na verdade não muita coisa. – soltei. – Não sei direito o que fazer quando estamos assim... sozinhos.
– Se você já viu, então você o tocou, certo? – perguntou Rosalie.
– Sim. Só uma vez. – respondi.
– Só uma vez?
Assenti.
– E o que você fez?
– Eu o estimulei.
– Com a mão? – perguntou Alice.
– Sim.
– E o que Edward fez com você? Ele te tocou? – perguntou Rose.
– Sim.
– Você gozou? – continuou.
– Sim. – parecia um interrogatório.
– Ahhhhhh... Bella não é mais santa, já sabe o que é ter um orgasmo.
– Quantas vezes? – insistia Rosalie.
– Acho que umas três. Isso, três vezes.
– Em todas ele fez com os dedos?
Parei, antes de responder.
– Não.
Alice soltou um gritinho.
– Rá! Ele já fez um oral em você! – comentou a baixinha com um exagerado entusiasmo.
– Definitivamente você precisa usar a boca da próxima vez. – anunciou a loira.
Meu rosto enrubesceu. Eu não tinha coragem para fazer isso.
– Não precisa ter medo, Bella. Você não vai machucá-lo. E os homens adoram sexo oral. – informou Alice.
– Mas .. eu não sei como fazer...
– E você acha que nascemos sabendo? É natural, Bella. Simplesmente vai lá e mete a boca. Edward te conduzirá, dizendo como você pode fazer.
– Você fala como se fosse fácil. – disse a ela.
– E é. – comentou Alice. – Ah, tenho uma coisa aqui que pode te ajudar. Você vai ver como é fácil.
– Do que você está falando, Alice? – perguntou minha irmã. Mas a baixinha saiu voando do quarto sem responder e voltou minutos depois com um DVD na mão.
– Vamos assistir um filminho? – perguntou retoricamente enquanto ia até o meu aparelho de DVD e ligava a televisão.
– O que é isso Alice? É um filme pornô? – quis saber Rosalie.
– É erótico.
– Grande diferença. – disse minha irmã sarcasticamente.
– Tem diferença sim. Pornô é escrachado, esse não é assim.
– Não sabia que você assistia a esse tipo de filme. – disse a Alice.
– Na verdade não costumo assistir, mas comprei. Para você.
– Para mim? – perguntei incrédula
– Sim. – disse ela. – Lembra quando você estava estudando com as suas amigas aqui e eu entrei dizendo que tinha comprado um filme para você?
– Sim. Insisti durante dias que você me contasse, mas você dizia que não era nada.
– Então. – disse ela, voltando a se sentar na cama com o controle remoto na mão. – Era esse filme. – completou com um sorrisinho sacana.
– E por que eu iria querer um filme pornô? – perguntei cética.
– É erótico.
– Tanto faz, Alice. Por que você comprou para mim?
– Porque você estava com tantas dúvidas que queria que você visse como era fazer sexo com seus próprios olhos.
– Deixe-me me ver a capa. – pediu Rosalie. – Inspetor do Sexo? – ela começou a rir.
– Eu ainda não assisti, e aí? – quis saber Alice.
– Aperta logo play. Quero assisti-lo. – disse minha irmã.
– Bella? – chamou Alice.
Apenas dei de ombros.
Alice apertou o play, dando início ao filme. Uma loira, muito bonita por sinal, está sentada no sofá, vendo algo em sua TV. De repente a campainha toca e ela se levanta para atender. Um homem jovem, moreno, bonito e forte, surge na entrada. A mulher sorri e dá um passo para trás, dando passagem para ele entrar. Ela fecha a porta em seguida, perguntando-o se deseja uma bebida, que ele logo aceita de bom grado. Ela vai até a cozinha e volta com duas taças de vinho, entregando-o uma delas. Ambos estão sentados lado a lado no sofá, conversando. A distância entre eles é quase nula, pois os ombros estão quase se tocando. A mulher derruba, “sem querer”, a bebida na sua blusa, pedindo licença para trocar. Ela entra no quarto, tirando a blusa, e quando abre a porta do closet para pegar outra, uma mão a bloqueia. É o homem. Ele está agora no quarto com ela.
– Ui, acho que é agora. – disse Rosalie eufórica.
O homem a vira de frente para ele, puxando-a pela nuca, aproximando as duas bocas. Eles se beijam fervorosamente. Em seguida ele vai empurrando-a gentilmente até a cama, sem quebrar o beijo, onde ela cai de costas no colchão. Ela deu um sorriso malicioso que logo é respondido igualmente por ele, que está agora desprendendo os botões da camisa. Ela se levanta da cama, ficando de joelhos, e o ajuda a tirar. O homem estende a mãos até as costas da mulher, soltando o sutiã. A mulher tem seios enormes.
– Olha só estes silicones! – murmurou Rosalie.
– Ah, talvez nem seja. – comentou Alice.
– Está na cara que é. – replicou minha irmã.
– Também acho que é silicone. – concordei com Rosalie.
A mulher se deita na cama, e o homem deita por cima dela, chupando os seus seios. Ele abaixa a saia dela até os pés, tirando-a, em seguida a vira de costas para ele, exibindo um exuberante fio dental. Ele se levanta novamente, dessa vez para tirar a calça jeans. Meus olhos se arregalaram com o que vi. Ele estava de cueca boxer, mas era possível ver a ponta do pênis querendo fugir de dentro do tecido.
– Tira logo! – gritou Rosalie.
Alice começou a rir.
O homem desceu a cueca e a câmera de repente ficou mais próxima, focalizando cada centímetro do membro do ator.
– Oh. Meu.Deus! – sibilou Alice.
– É do tamanho do de Emmett. – falou Rosalie.
– Puta merda, Rose. Sério? Como você agüenta? – questionou Alice.
– Já disse, a vagina se estica quando estamos excitadas.
– Você precisa estar muito excitada então, hein.
– Digamos que meu namorado é mestre nesse quesito. – deu uma piscadela. – Oh lá, ele vai penetrar agora.
O ator puxou com bastante força a calcinha da atriz, rasgando-a, em seguida deu um tapa na bunda dela. Ela gritou e começou a pedir por mais. Ele desferiu um novo tapa, deixando a marca de seus dedos na pele alva da loira.
A câmera estava tão próxima que no exato momento em que ele enfiou o membro dentro dela, foi possível ver perfeitamente o ângulo.
Santo Deus!
Ele a estava deflorando!
Tapas, gritos e gemidos ecoavam, quebrando o silêncio do quarto.
– Erótico, Alice? – inquiriu Rosalie.
– Er... talvez eu tenha me enganado. – disse ela com os olhos grudados na tela.
– Bella, você sabe que não vai ser desse jeito a sua primeira vez, certo? – perguntou minha irmã.
Assenti com a cabeça. E quando estava prestes a respondê-la com palavras, inesperadamente a figura que abriu de repente a porta e entrou no quarto me impediu, arrancando gritos de susto e constrangimento de nós três.
– AAAAAHHHHHH!
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Notas finais
Quero agradecer as minhas leitoras pelo carinho, dizer um "seja bem-vindo" as novas leitoras também e agradecer por todos os reviews e recomendações que TSA tem recebido.Vocês não têm ideia de como isso MUITO anima!
Gostaria de acalmá-las, a primeira vez está mais que perto, mas antes ainda teremos um P*** amasso, então aguardem aí mais um pouquinho.
Um super beijo e nos vemos no próximo capítulo.
Patti ;)
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