Talvez Seja Amor
27 Capítulo 27
Notas iniciais
POV EDWARD
Eu não conseguia pronunciar nenhuma palavra, ou mesmo respirar. Não é como se eu nunca tivesse tido a visão de um corpo feminino nu antes, porque isso não era nenhuma novidade para mim desde os meus quinze anos. Já vi, toquei, provei por incontáveis vezes. Mas pela primeira vez, sentia uma emoção arrebatadora que jamais havia sentido ao longo desses anos enquanto meus olhos percorriam cada partícula de pele exposta do corpo completamente nu de Bella parada lindamente na minha frente como veio ao mundo.
Podia sentir meu coração agitado, o maxilar travado e o pomo de adão subindo e descendo num ritmo anormal. Minha mente ainda tentava se recuperar com o que ela havia feito minutos atrás ao me ter em suas mãos. Mas revelar a parte dela que ainda não tinha visto não era algo que eu esperava. Não agora. E por mais que eu tentasse lutar contra a escuridão de luxúria que assolara violentamente os meus olhos, não encontrava outra saída.
Eu estava fascinado.
Olhei-a de cima a baixo, admirando as curvas do seu corpo esguio de adolescente sem nenhuma peça, fotografando com meus olhos cada centímetro da pele suave, todas as partes perfeitamente proporcionais. E sem que eu tivesse permitido ou dado algum comando, demorei-me fitando fixamente a área localizada entre as suas coxas, consciente que Bella acompanhava o meu olhar da mesma forma em que eu acompanhei os seus no momento em que ela pôs os olhos no meu membro. Elevei meus olhos, encontrando os dela. Eles se encararam por um longo tempo, como se estivessem presos numa conversa silenciosa. Nossas respirações eram os únicos sons que se sobressaiam no silêncio da casa. Nenhum dos dois parecia saber o que fazer quando notei os lábios de Bella se contrair num sorriso.
Em dois meses de namoro, sabia o quanto Bella ficava embaraçada em determinadas situações, e apesar disso incomodá-la eu simplesmente amava o rubor que assumia em seu rosto quando isso acontecia. Eu nunca tinha presenciado algo tão sexy como agora pouco, ao vê-la levantar-se da cama, ficando em pé de frente para mim, enquanto tirava lentamente o conjunto de peça íntima. Meu coração falhou umas cem batidas. Ela estava tão segura de si, como se não tivesse sido nem um pouco difícil ficar completamente nua. Mas eu a conhecia suficientemente bem para saber que, embora o tom de vermelho não tivesse aparecido até agora, tal atitude não havia sido fácil para ela. Eu sabia que por dentro Bella estava tensa, ansiosa. O sorriso nervoso que ela me lançou não pôde esconder isso, afinal, essa era a primeira vez que alguém a via dessa forma, totalmente exposta.
Então, sorri de volta.
Bella levou as duas mãos para frente, esticando-as de um modo que agora escondia dos meus olhos essa parte do corpo dela que eu acabara de conhecer, dando dois passos em seguida até se sentar na ponta da cama.
Estendi a minha mão até ela, chamando-a para perto de mim.
- Vem cá... – murmurei. –, não tenha vergonha de mim.
- Não estou com vergonha. – comentou olhando a minha mão. – Eu só... – parou, baixando a cabeça para olhar os dedos das suas mãos em seu colo, sorrindo rapidamente e mordendo o lábio em seguida. – eu só não sei como agir, agora que estamos... assim.
- Eu sei. Também estou me sentindo da mesma forma. – declarei a ela, para que soubesse que não era a única.
Bella ergueu a cabeça para me olhar, franzindo a testa.
- Está? – perguntou.
- Vem cá. – repeti. – Deita aqui comigo, Bella.
Ela segurou finalmente a minha mão e engatinhou para sentar de pernas cruzadas de frente para mim na cama.
Era difícil acreditar que estávamos completamente sem roupas na frente do outro pela primeira vez. O meu peito e o dela subiam e desciam enquanto fitávamos um ao outro, enquanto olhávamos o corpo do outro, nossas peles igualmente pálidas. Era um momento nosso, extremamente íntimo, e eu tinha plena consciência do que isso significava.
Esse era um grande passo.
Levantei a mão e passei-a pela sua bochecha, sentindo a pele quente arrepiar-se com o contato e ela fechar os olhos em seguida. Minha mão desceu até seu pescoço, parando atrás da sua nuca, onde me inclinei para juntar meus lábios nos dela.
Toda a tensão que senti no dia em que nos beijamos pela primeira vez não chegava perto do que eu sentia agora.
O que eu iria fazer?
Nosso beijo foi intensificando a casa segundo, e quando menos esperei as mãos de Bella já estavam no meu cabelo, fazendo com que eu gemesse a cada puxada que ela dava inconscientemente nos fios. A posição de pernas cruzadas que estávamos agora, no entanto, não parecia agradar a nós dois então deliberadamente desci a minha mão direita até a cintura de Bella, e sem quebrar nosso beijo empurrei delicadamente o seu corpo de modo que ela estava agora deitada com as costas na cama, e eu estava deitado de lado apoiado pelo cotovelo esquerdo, para não ficar por cima dela e evitar que a minha ereção, completamente dura novamente, encostasse sem querer em algum lugar nela.
Infelizmente precisávamos de ar, então contra a minha vontade afastei nossos lábios por alguns instantes para respirar, quando Bella surpreendeu-me mais uma vez nesta tarde ao levar seus lábios para a curva do meu pescoço, espalhando beijos molhados e sugando aquela área. Seus beijos foram tomando um caminho até que senti sua língua tentando invadir a minha orelha, fazendo-me fechar os olhos e ronronar muito alto ao sentir o profundo arrepio de deixar os pêlos do meu corpo eriçados. Meu membro sentiu a vibração e o calor do clima, e antes que ele pudesse pensar por mim, lembrei que agora seria apenas ela.
Relutantemente afastei a minha cabeça, já sentindo falta da carícia que ela estava fazendo na minha orelha com a língua. Seus olhos pareciam confusos quando ela me olhou e antes que pudesse protestar eu juntei novamente os nossos lábios selando um beijo. Quando mergulhei a minha língua dentro de sua boca, levei a minha mão direita, antes em sua cintura, até um de seus seios. Bella enterrou as suas mãos atrás da minha cabeça e quando dei por mim, ela já estava me puxando para ficar por cima de si. Apoiei minhas mãos em cada lado da sua cabeça para não fazer peso, em seguida meus lábios desceram pelo seu pescoço. Fui me inclinando para baixo, e rapidamente estava passeando com a minha língua na região entre os seus seios. Apertei o esquerdo com uma mão, e ergui um pouco a cabeça para olhar o bico intumescido. Fechei os olhos e abocanhei-o, revezando entre os meus dentes e língua, enquanto sentia as pontas dos dedos de Bella tentando segurar o meu cabelo. Não satisfeito, levei a minha boca ao outro, deixando o meu polegar circular ao redor do mamilo rosado durinho que estava livre. Durante as sugadas, abri os meus olhos e a visão à minha frente era puro deleite. Ergui a cabeça para olhá-la melhor, sem parar a carícia com a minha mão. A única palavra que gritava na minha mente que descrevia a imagem da garota que eu amo deitada nua na minha cama não podia ser outra além de sexy. Cabelo desordenado, olhos fechados, lábios inchados dos nossos beijos. Tinha certeza que da minha mente essa imagem jamais se apagaria.
Minha cabeça ainda estava na altura de seus seios, as minhas mãos estavam agora apoiadas na cama, em cada lateral do seu corpo para evitar fazer peso na sua forma pequena, e os meus joelhos estavam na abertura entre as suas pernas. Olhei rapidamente para a região no meio de suas coxas e o único pensamento que tive era que eu queria me enterrar ali dentro.
Não sei se Bella havia percebido que eu a estava olhando quando de repente ela abriu os olhos. Eles estavam brilhantes, cheios de luxúria, assim como deveriam estar os meus. Eu não conseguiria descrever o que acontecia comigo internamente quando a via dessa forma. Puro desejo? Talvez mais que isso. Eu queria prolongar, mas estava com receio de ser incapaz de conter-me.
- O que foi? – sussurrou.
- Bella... – murmurei. – Eu quero fazer algo com você.
E então seu rosto ficou totalmente rubro, e os seus batimentos cardíacos se aceleraram quando senti seu peito subir e descer debaixo de mim.
- Não! – exclamei atônito, sabendo exatamente o que ela estava pensando que eu estava propondo. – Não é o que você está pensando, nós não vamos fazer isso agora. Eu não quero fazer sexo com você... Não! – sacudi minha cabeça – É claro que quero, eu só quis dizer que... Bella, eu queria muito fazer isso agora, mas... Não, espera! Merda, o que eu estou dizendo.
Inesperadamente, Bella começou a rir. Contagiado pela sua risada e até mesmo achando graça do meu momento de estupidez, comecei a rir junto.
- Eu entendi, Edward. – disse ela, tocando o meu braço, quando as risadas cederam. – Eu sei que ainda não estamos prontos. – completou.
Eu queria poder dizer que estava pronto e que necessitava tê-la dessa forma como jamais quis algo na vida. Mas com ela não era apenas sexo e a amo tanto que esperaria um pouco mais até que estivesse pronta. Bella era inexperiente e sabia tão pouco de preliminares. E eu queria mostrá-la que havia tantas formas de prazer antes de chegarmos ao último passo.
- Não. – disse a ela enquanto esticava meu corpo para cima para beijá-la. – Mas eu queria fazer uma coisa. – disse a centímetros de seu rosto, olhando-a nos olhos.
- Você pode fazer o que quiser Edward. – sussurrou sem hesitar enquanto levava suas mãos ao meu cabelo, massageando-o com seus dedos macios, suas palavras fazendo-me estremecer com a determinação e confiança incutidas.
Tomei o seu lábio inferior com os meus dentes e quando ela abriu um pouco mais sua boca deslizei a minha língua li dentro. Senti a sua língua tocar a minha enquanto nossos lábios se moldavam lento e apaixonadamente. Senti as mãos de Bella nas minhas costas, abraçando-me, pressionando-me contra ela. Meu corpo inteiro doía.
Uma de minhas mãos foi para a sua cintura enquanto ainda me apoiava com a outra. O som do atrito de nossas bocas enlouquecendo-me por inteiro. Eu gemia e ela gemia depois que o nosso beijo se tornou mais intenso e a nossa respiração pesada. Afastei nossos lábios e passei a espalhar beijos por todo o seu rosto. Desci lentamente com os lábios até o seu pescoço, liberando a minha língua e passando-a de um lado a outro. O som dos gemidos de Bella era como música aos meus ouvidos e só me incitava a continuar. Eu simplesmente não conseguia e nem queria parar.
Meu corpo foi descendo mais e meus lábios estavam novamente nos seios de Bella. Eu alternava entre sugadas e lambidas nos mamilos, a ponta da minha língua percorrendo em torno das auréolas. Minha boca cobriu inteiro o bico de um deles, sugando com rítmicos movimentos, e a resposta dela foi puxar meus cabelos. E antes que eu chegasse ao meu objetivo, desci um pouco mais, alcançando o seu umbigo. Mergulhei a minha língua dentro dele enquanto sentia Bella arquear o quadril e prender a respiração. Minutos mais tarde me inebriava com o sabor da pele macia impregnada nos meus lábios enquanto minha língua passeava sutil e delicadamente pelo seu ventre.
Deslizei o meu corpo para baixo, rastejando até suas pernas. Depositei um beijo leve na parte interna de sua coxa, sentindo-a ficar tensa. Ergui a minha cabeça e a olhei, vendo-a abrir os olhos, me olhando intensamente.
- Eu posso... continuar? – inquiri.
Bella assentiu com a cabeça, antes de responder.
- Sim. – sua voz era apenas um murmúrio.
E então fiz exatamente isso. Continuei após a sua concordância.
Minhas mãos foram até as suas pernas, abrindo-as um pouco mais para que eu me abrigasse no meio entre elas. Sentei-me sobre os meus joelhos e meus olhos caíram em sua fenda, aberta para mim.
Proporcionalmente ao corpo, a intimidade de Bella era pequena e a vulva rosada. Os pêlos pubianos macios, que pareciam ter a quantidade certa, se estendiam pelas dobras. Meus olhos se demoraram na pequena saliência que se destacava no centro, o clitóris, que ficava bem no ponto em que os pequenos lábios se encontravam. Podia ver que ela estava lubrificada e a ponta rosada do nervo sensível rígido, tamanha a sua excitação.
Eu só conseguia pensar que eu queria prová-la.
Não olhei para Bella naquele instante para ver se ela ainda estava me olhando. Apenas inclinei a minha cabeça até a sua região íntima, deitando de barriga no colchão, parando a centímetros de distância para inalar o cheiro da excitação que ela exalava. Fechei meus olhos sentindo o calor quente que provinha do seu centro, em seguida quebrei a distância quando botei a minha língua para fora, deslizando-a por toda a extensão do seu sexo.
Nós dois trememos naquele momento.
Nada do que eu havia imaginado chegava perto do verdadeiro gosto do seu néctar. Eu sabia que a partir de hoje me viciaria e dificilmente agüentaria ficar sem sentir esse sabor. Meu cérebro não tinha mais nenhum controle sobre mim, eram apenas os meus hormônios que me guiavam quando circulei o seu clitóris com a minha língua, sentindo-a se debater na cama e gemer de forma audível. Eu sugava a sua carne sensível lentamente, e sabia que isso a estava matando. Levei as minhas mãos até a sua virilha e abri as suas pernas um pouco mais. Levantei a cabeça rapidamente e a vi. Bella estava de olhos fechados, suas mãos se fechando como presas no travesseiro. A imagem me fez congelar, mais uma vez aquela tarde. E não fazia nenhum bem para o meu autocontrole saber que era para mim, que eu a havia deixado daquele jeito. Sentimentos de diferentes proporções me invadiram e algo que eu jamais senti ou pensei sentir por alguma mulher um dia se alojou violentamente na minha mente. Bella era minha. Sempre seria minha e de mais ninguém, e o meu peito doía só de imaginar o contrário. Nunca havia sentido tanta possessivamente por alguém como eu sentia agora.
Bella abriu os olhos e flagrou-me no exato momento em que eu estava olhando fixamente para ela.
- Alguma coisa errada? – perguntou ofegante.
- Não. – neguei com a cabeça. Eu pensei em dizer tudo isso a ela, mas achei melhor guardar pra mim. – Nada. Só estou... olhando o quanto você é linda. – sussurrei.
Ela sorriu lento e continuou me fitando. Sem quebrar o contato dos nossos olhos, deslizei a minha língua novamente na sua abertura e a vi suspirar. Suas pernas tremeram quando mordi gentilmente o seu clitóris e passeei com a minha língua para cima e para baixo, de um lado para o outro, e em círculos pelas suas dobras. Eu estava perdido. Perdido pelo seu gosto e pela forma que nossos olhos estavam conectados enquanto eu a estimulava com minha língua e lábios.
Sei que ela não estava muito longe de gozar através da minha língua quando voltei a minha atenção para a sua intimidade e alternei entre beijos e lambidas. Minha língua desceu mais para o sul, encontrando a sua entrada intacta. Empurrei-a dentro e instantaneamente senti as suas mãos apertarem os meus cabelos.
- Ahhhh... Edward... – choramingou. Sua voz embargada com o prazer enquanto chamava o meu nome fazia o meu peito inflar.
Ergui meus olhos e encontrei os seus novamente fechados.
Bella arqueava o quadril, se contorcendo e eu sabia que estava levando-a a loucura. Seus gemidos me estimulavam a prová-la mais e mais e meu coração quase parou quando suas mãos cravadas na minha nuca faziam pressão para baixo, apertando meu rosto na sua intimidade. Minha língua pressionou com mais velocidade o seu sexo, dando atenção máxima no seu clitóris que eu sabia que era o ponto que a faria atingir rapidamente o clímax. Minha mente não conseguia se desgarrar do pensamento do quanto ela era quente e deliciosa, até porque era difícil não pensar nisso enquanto a minha boca a devastava, sugando-a, lambendo-a, sorvendo-a.
Girei a minha língua na ponta da pequena e rosada protuberância, enquanto sentia Bella perder o controle ao mesmo tempo em que sussurrava o meu nome entre os gemidos. A sensação que eu tinha era de que ela arrancaria a qualquer momento os meus cabelos e o pensamento me deu vontade de sorrir. E eu não estava nem um pouco preocupado com isso. Eu só queria o seu prazer, que era o meu prazer também. Ela apertou com muito mais força as mãos nos meus cabelos, erguendo os quadris. Suas pernas se contraíram e começaram a tremer quando ela explodiu. Na minha boca.
Continuei com a minha língua na sua entrada enquanto sentia a umidade se multiplicar com o orgasmo. Minhas mãos ainda estavam nas suas pernas, mantendo-as abertas. Quando percebi que o tremor havia cessado e as suas mãos estavam frouxas no meu cabelo, afastei a minha boca do seu clitóris e engatinhei para cima, deitando-me inclinado ao lado dela, assistindo-a se recompor. Ainda de olhos fechados, Bella ofegava, seu peito subia e descia. Ela levou as mãos até o rosto, em seguida passou os dedos pelos cabelos, jogando-os para trás. Quando ela finalmente abriu os olhos e me olhou, sua boca se contraiu em um sorriso.
Porra. E que sorriso!
Eu estava esperando que ela recuperasse a fala, quando a vi morder o lábio inferior. Isso foi o suficiente para me fazer estreitar a distância de nossas bocas. Nem me importei em ficar por cima dela, ignorando o fato de que o meu pênis duro e latejante estava nesse momento tocando alguma parte da coxa dela enquanto a beijava com urgência. O seu gosto na minha boca agora era sentido por ela. Em pensar que se eu erguesse o meu corpo um pouco para cima, encontraria o calor do seu sexo e me aconchegaria...
E foi tentando controlar a necessidade de estar dentro dela que fui diminuindo a contragosto a intensidade dos nossos beijos. Beijei de leve a sua boca, em seguida depositei um beijo na ponta do seu nariz, na sua testa, em ambas as pálpebras. Apoiei os meus cotovelos em cima do travesseiro em cada lateral da sua cabeça, e com umas das mãos coloquei algumas pontas do cabelo dela atrás da orelha.
E quando ela abriu os olhos, vi que havia lágrimas neles. Fiquei apavorado.
- Isso foi incrível, Edward. – disse ela sorrindo, inclinando a cabeça para frente e depositando um delicado beijo rápido em meus lábios.
- Você me assustou agora. Achei que havia feito algo de errado. – murmurei aliviado.
- Você não faz nada de errado. Você foi a coisa mais certa que aconteceu na minha vida. – ela disse olhando-me fixamente. Vi uma lágrima deslizando pela sua face e a capturei com meus lábios.
- E você é a coisa mais importante do mundo para mim. A mais importante da minha vida. – declarei, aconchegando a minha cabeça no vão do seu pescoço.
Bella cruzou os braços nas minhas costas e me abraçou.
E assim adormecemos nos braços do outro.
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POV BELLA
- Não vou mostrar, só se você mostrar primeiro.
- Edward, por favor! – exclamei de dentro do banheiro. Eu estava assustada com o que possivelmente ele tinha comprado para mim. Principalmente depois do último presente.
- Você também não quer me falar o que comprou. – disse ele divertido.
- Claro que não. Você quer saber o que vai ganhar, mas não quer que eu veja o meu presente agora. Isso não é justo Edward. Além do mais você não devia me dar mais presentes.
- Você também não. Já disse que não me importo com isso, mas eu gosto de te dar coisas, Bella.
- E você acha isso justo? Você pode me dar presentes e eu não?
- Tudo bem, não vamos mais discutir sobre quem deve ou não dar presentes. – disse ele calmamente. Mas eu sabia que ele ainda estava rindo. – E já que você insiste com isso, que tal falar o que você comprou para mim que representa o nosso relacionamento?
- Só se você mostrar o meu também. – disse, na esperança de conseguir persuadi-lo.
- Eu não posso te mostrar agora, Bella. Só depois do jantar. Não está comigo.
- Então você também vai esperar até depois do jantar. – falei, bufando e revirando os olhos em seguida.
- Eu sei que você está revirando os olhos, Bella. – disse Edward, rindo alto agora. Ele estava me provocando.
Saí do banheiro, enrolada numa toalha, vendo um Edward parado em pé tentando colocar o botão da ponta da manga do paletó escuro. Edward trajava terno e sapatos negros, e uma camisa de botões branca.
- Deixa eu te ajudar. – falei parando na frente dele.
- Como odeio não conseguir abotoar isso. – reclamou, deixando-me ajudá-lo.
Embora eu estivesse olhando para as minhas mãos enquanto elas abotoavam as duas mangas do paletó, sentia os olhos de Edward em mim. A nossa tarde tinha sido maravilhosa e com certeza foi um grande avanço na nossa relação. Eu não conseguia parar de pensar no que fizemos, e acredito que Edward também não.
- Pronto. – falei ao terminar.
- Você pode me ajudar com a gravata? – perguntou.
- Claro. – sorri.
- Obrigado. – agradeceu, beijando-me rapidamente nos lábios.
Ele foi até o closet, voltando com uma gravata negra e colocou na minha mão. Enquanto eu dava o nó no seu pescoço, o ouvi perguntando-me:
- Onde você adquiriu prática com gravatas? – perguntou ele rindo enquanto caminhava até a cama, se sentando nela para calçar os sapatos.
- Bom, meu pai usava todos os dias para trabalhar então, num desses dias, pedi a minha mãe para fazer isso em seu lugar. – sorri. – Acredita que o meu pai fala que hoje eu faço melhor que a minha mãe?
- Ah, então agora você é a expert em dar nós em gravatas da família Swan? – perguntou divertido.
- Digamos que sim. A prática leva a perfeição, sabia?
- Oh, sim. Tenho certeza disso. – declarou, piscando um olho para mim.
Continuei parada no meio do quarto sem saber ao certo o que fazer. Sei que isso parece idiotice, principalmente depois de ficarmos nus na frente do outro. Eu não devia ficar assim, mas a verdade era que eu não sabia se me trocava ou não na frente de Edward.
Como se lesse meus pensamentos, Edward se levantou da cama ao terminar de calçar os sapatos antes de falar.
- Vou te dar um pouco de privacidade. – disse se aproximando de mim e beijando a minha testa antes de sair do quarto.
Droga. Eu devia ter impedido ele de sair, mas agora era tarde demais. Já não bastava hoje à tarde quando acordei e me vi debaixo do edredom que Edward havia colocado sobre mim provavelmente ao acordar. Nem sequer me lembrava de ter dormido. Olhei para o lado na cama procurando por ele e o encontrei sentado na poltrona mexendo em seu laptop. Quando ouviu o meu movimento na cama, olhou para mim e sorriu, levantando-se em seguida. Edward usava apenas uma cueca samba canção e meu coração disparou com as lembranças do que fizemos. Assim que ele se sentou na cama, sentei-me também, segurando o edredom que estava acima dos meus seios. Sem esperar que ele pudesse dizer qualquer coisa, levantei-me enrolada no edredom e disse que precisava ir ao banheiro. Antes que eu passasse pela porta, a voz de Edward me parou. Quando me virei ele já estava na minha frente, segurando a minha blusa, o conjunto de calcinha e sutiã, e a bermuda dele que eu usava antes. Sorri, envergonhada, em agradecimento enquanto assistia seu sorriso torto.
Edward estava agindo tão natural e eu me sentia ridícula e estúpida. Tudo bem que sentir a sua boca e língua quase me fez ter uma síncope e hiperventilar com as vibrações que aqueles movimentos provocavam em minhas áreas sensíveis, mas o mais difícil eu tinha feito e agora eu ia ficar com vergonha?
Era só o que me faltava.
A raiva de mim mesma só passou quando voltei para o quarto devidamente vestida. Edward estava extremamente carinhoso, me cobrindo de beijos e afagos enquanto ficamos abraçadinhos na cama o resto da tarde se curtindo e conversando trivialidades como músicas e filmes antigos. Ele ficou surpreso quando eu confessei nunca ter assistido “E O Vento Levou”, então se levantou de repente dizendo que já voltava e voltou minutos depois com um DVD do filme nas mãos que pegara no quarto dos pais, possivelmente pertencente à Esme. Levei as minhas duas mãos à boca e comecei a rir.
Fiquei mais interessada com os comentários de Edward do que o filme propriamente dito. Eu ouvia fascinada e orgulhosa ele narrar o valor inestimável do filme para o cinema americano, assim como os prêmios que recebera, além da sua admiração por Max Steiner, que fazia parte da trilha sonora e que, segundo ele, era um dos maiores compositores de trilhas sonoras do mundo.
Nunca pensei que amar alguém nos deixava assim, feito uma boba apaixonada que adorava qualquer coisa que a pessoa amada fazia ou dizia, por mais insignificante que aquilo fosse, ou mesmo rir de qualquer piada sem graça. O engraçado é que para nós nunca seria insignificante e a piada nunca seria sem graça.
Assim era eu em relação a Edward.
Fui até a cama, onde estava a sacola que eu trouxera de casa e tirei de lá o vestido, os sapatos e os acessórios que eu usaria esta noite. Em vinte minutos eu estava pronta, sentada de pernas cruzadas na ponta da cama enquanto segurava um espelho numa mão e com a outra colocava uma maquiagem leve no rosto quando Edward batera na porta.
- Bella, você já está pronta? – perguntou do outro lado.
- Estou. – respondi enquanto colocava um batom clarinho nos lábios.
Ergui os olhos no momento que Edward entrou. Olhou-me de cima a baixou e sorriu, caminhando até ficar próximo a mim. Inclinou-se para baixo e eu pensei por um segundo que ele iria me dar um beijo, mas sua cabeça se encaixou no lado esquerdo do meu pescoço onde ele deixou um rastro de fungados de um lado a outro.
- Você está linda. – sussurrou próximo ao meu ouvido.
- Hmmm... – murmurei com dificuldade.
Edward riu no meu pescoço e depositou um beijo lento e molhado antes de se afastar.
- Sei que você teve um grande trabalho colocando essa gravata – disse, afrouxando o nó –, mas você se importa se eu retirar? Está me sufocando.
Eu ri, negando com a cabeça enquanto me levantava.
- Claro que não, Edward. Não vamos a um evento de gala. É apenas um jantar.
- Ei, não é apenas um jantar. – disse numa falsa reação de ultraje, tirando a gravata. – É desse jeito que você se refere o nosso jantar de mês de namoro?
- Edward! – adverti, dando-lhe um leve tapa no ombro. – Você entendeu o que eu quis dizer. Você sabe que essa noite é especial para mim.
Ele jogou a gravata longe e deu dois passos ao meu encontro, colocando as duas mãos nas minhas costas, colando o meu corpo ao dele.
- Eu sei. Só estou brincando. Gosto de te ver irritadinha. – disse, beijando a ponta do meu nariz.
- Pare com isso. Você já me frustrou muito hoje. – falei, lutando para não rir.
- Sério? – perguntou, sorrindo torto enquanto erguia uma sobrancelha. Nossos rostos muito próximos um do outro.
- Sim. – respondi.
- Eu te frustrei muito hoje? Em que ponto? – inquiriu, sua expressão de repente era maliciosa.
- No ponto em que não... quis me falar sobre... o meu presente. – murmurei, agradecendo o blush rosa que coloquei nas bochechas que impediam agora que ele me visse corar.
- Bom saber que foi apenas... – ele inclinou a cabeça até o meu pescoço, passando o nariz de leve pela lateral. – nesse ponto. – completou, fazendo todos os poros da minha pele estremecerem. Senti os músculos do meu centro se contrair e o meu fôlego obstruído na garganta. De repente parecia que eu estava com febre.
Acho que Edward tinha o dom de me deixar excitada.
Tentei me desvencilhar dele. Mas suas mãos eram como rochas em minhas costas.
- Tentando se livrar de mim, Srta Swan?
Fui incapaz de responder.
- Hum? – murmurou ele, enquanto torturava o meu pescoço com a sua boca.
- Não. – sussurrei.
- Não parece. – comentou com a sua voz áspera, continuando a beijar meu pescoço.
- Eu só acho que... deveríamos ir. – disse baixinho.
- Não está gostando? – questionou, referindo-se ao que fazia.
- Sim. – suspirei. – E é justamente por isso que devemos ir. Está gostoso. – falei não acreditando no que acabara de dizer.
Agora foi a minha vez de sentir Edward estremecer.
- Bella, Bella, Bella. – disse, afastando a boca do meu pescoço, voltando-se para mim. – Você não sabe o quanto me deixa louco. – Tirou os braços das minhas costas e segurou a minha mão. – Vamos. Antes que você me faça perder o controle.
Sorri, tentando me recompor.
- Espera. Vou pegar o casaco e a bolsa.
Edward pegou um controle pequeno, que eu sabia ser da garagem, o celular e a carteira. Depois que pegamos tudo, finalmente saímos.
Estávamos passando pela sala em direção à porta quando ouvi a voz da minha irmã. Nem sabia que ela estava aqui.
- Hey Bella. Você está gostosa.
Virei o rosto e a vi sentada no sofá sorrindo, com Emmett deitado com a cabeça em seu colo enquanto assistiam algum programa na televisão.
Não respondi nada. Olhei para Edward que apenas sorriu.
- Sair para jantar, han? – perguntou Emmett com um sorriso malicioso na face.
-Rosalie, diga a Renée e a Charlie que deixarei Bella em casa um pouco mais tarde hoje. – disse Edward ignorando o comentário do irmão.
- Shi Edward, não vou voltar para casa. Vou dormir aqui essa noite.
- O papai sabe disso? – perguntei a ela.
- Bella, desde quando eu preciso pedir autorização?
- Não sei... ele... não gostou muito da história de Long Beach. – falei dando de ombros, relembrando o surto que ele teve quando soube que dormimos com nossos namorados durante aquele fim de semana.
- Ele não tem o que gostar. Já sou adulta. – disse ela, voltando a olhar para a tv. – Ele pode querer controlar você, mas a mim não.
- Ele não me controla.
- Que seja. – ela disse voltando a olhar para nós. – O que estão fazendo aí parados? Vão. Estão perdendo tempo de se divertirem. A sós. – ela sorriu cheia de segundas intenções.
Revirei os olhos e puxei a mão de Edward para sairmos.
- Tenham uma boa noite. – eu disse antes de passarmos pela porta.
- Edward, você está levando camisinha? Não quero ser tio muito cedo! – ouvimos a voz de Emmett enquanto descíamos as escadas da varanda. Provavelmente a risada que ele dava agora poderia ser ouvida por quem estivesse passando neste momento pela rodovia.
Emmett e Rose adoravam soltar essas gracinhas, e por mais que eu não ligasse, não pude evitar ficar constrangida. O que não passou despercebido por Edward.
- Não liga para o que eles falam. – disse ele ao mesmo tempo em que abria a porta da garagem com o controle.
- Tudo bem, não ligo. – disse enquanto passávamos pela porta.
Edward abriu a porta do volvo para mim e a fechou assim que me acomodei. Contornou o carro, entrando e se sentando no assento ao meu lado.
- E então, já pode dizer onde vamos jantar? – perguntei ansiosa.
- Não. – ele se inclinou para me dar um selinho. – É surpresa. – sorriu, ligando o carro e o som.
Não insisti. Sabia que não adiantaria mesmo e Edward adora fazer essas surpresas. Deixaria as coisas saírem do jeito dele.
Passei os primeiros minutos da viagem até o restaurante ainda desconhecido por mim observando Edward e o modo como ele dirigia. Me pergunto se havia alguma coisa nele que não fosse obviamente tão sexy.
Eu estava me debatendo por dentro, com uma enorme vontade dizer o quanto ele estava lindo essa noite. Como sempre estava. Se bem que Edward e lindo eram pleonasmo. Mas eu diria assim que tivesse oportunidade.
Contemplei aqueles cabelos acobreados, gloriosamente bagunçados, o maxilar quadrado...
Então notei que Edward percebera que eu estava o observando quando parou num sinal vermelho e se virou para mim. Virei rapidamente o rosto para a janela, de repente interessada na paisagem lá fora. Pela minha visão periférica, eu sabia que ele estava me olhando. Segundos depois, quando pensei que já podia olhar, virei meu rosto para ele.
- Droga! – resmungou, me assustando.
- O que foi? – perguntei temerosa.
- Preciso abastecer. – disse ele. Seu rosto era uma carranca enquanto visualizava o painel do carro.
- O que, está na reserva? — perguntei aliviada por não ser nada comigo.
- Sim. Aposto que foi Emmett. Ele é o único que pega o carro e esquece que o carro precisa de gasolina para andar.
- Provavelmente. – falei sorrindo. Emmett era muito desligado.
- Vou pegar um desvio, tem um posto de gasolina aqui perto.
Quando chegamos no referido posto, Edward desceu do carro pedindo para que eu o esperasse. Fiquei sentada no banco ouvindo o CD do Oasis que tocava, mas resolvi sair do automóvel e enfrentar a noite gélida do lado de fora, checando se ele já tinha terminado de abastecer.
Estava encostada no carro com os braços cruzados na altura do peito, observando Edward, quando um conversível preto parou atrás do volvo.
Os dois ocupantes desceram do carro e logo os reconheci. Eram Leah e James.
- Edward, Bella! – disse Leah ao nos ver.
- Hey Leah. – cumprimentei, evitando contato com os olhos com o namorado dela.
- Leah. Que surpresa te encontrar por essas bandas. – disse Edward, olhando rapidamente para o loiro ao lado dela.
- Pois é. Nós estamos indo a uma festa de um amigo aqui perto. – disse segurando a mão do namorado. – Bella já conhece então, — Edward olhou para mim quando ela disse isso. – Edward esse é meu namorado James. James este é Edward.
James estendeu a sua mão a Edward.
- Oi James. – disse meu namorado educadamente.
- Edward. – foi a vez do loiro.
Em seguida ele me olhou e estendeu a sua mão. Fui forçada a olhar para ele e estendi a minha a contragosto.
- Oi. – cumprimentei tentando parecer educada. Tentando ignorar as lembranças da última vez que o vi, quando ele me olhou de um jeito que eu não gostei. Rapidamente recolhi a minha mão.
- Oi, Bella. – disse ele. Seu olhar não era tão penetrante e desrespeitoso como da última vez, mas ainda era analisador.
Eu não gostava nada disso, principalmente porque eu tinha a impressão de que o conhecia de algum outro lugar que eu não conseguia me lembrar.
- É uma ocasião especial? Estão tão bonitos. – perguntou Leah nos analisando.
- Sim, estamos saindo para jantar. Comemoramos hoje dois meses de namoro. – respondeu Edward sorrindo enquanto colocava um braço na minha cintura e beijava a minha bochecha.
- Hum... que bonitinho. – disse ela antes de se virar para o companheiro. – Viu James? Deveríamos sair nessas ocasiões também.
- Nós vamos. – disse o loiro, tirando despreocupadamente um maço de cigarros do bolso da camisa. – Quando completar um ano eu te levo para jantar fora.
- Insensível. – quase gritou.
- Qual é? Não vou gastar dinheiro com besteiras. Como vamos comprar a casa dos seus sonhos? – disse ele sarcasticamente, acendendo um cigarro e jogando a fumaça no rosto dela. De repente tive uma sensação de Deja vú, como se já tivesse visto essa cena antes.
Droga, droga. De onde eu o conheço? Por mais que tentasse arrancar da minha cabeça, eu não conseguia me lembrar.
- Idiota. Já disse pra você não fazer isso! – exclamou Leah irritada.
- Er... nós já vamos. – disse Edward, constrangido.
- Quando o Espejo voltar do recesso quero saber da viagem Edward. – disse Leah, sua expressão indicava que a discussão com o namorado só começava.
- Certo. Hum... tchau.
Apenas acenei com a cabeça e acompanhei Edward.
Assim que estávamos dentro do carro, olhei para trás rapidamente vendo através do vidro traseiro que eles discutiam. E então a voz de Edward me fez voltar para frente.
- De onde você conhece o namorado dela?
Bem que eu queria saber Edward.
- Humm... semanas atrás, estava chovendo muito quando eu estava saindo do Espejo. Leah estava esperando um táxi do lado de fora então ofereci uma carona. Ela estava indo para a casa dele, e quando a deixei, insistiu para que eu entrasse e esperasse a chuva passar. – contei a versão que até então era a única que eu sabia.
- Ah. – disse Edward.
- Por quê?
- Não, nada. – ele franziu o cenho enquanto ligava o carro e dava partida. – Ele parece estranho.
- Hmm é. – concordei. – Meio... bad-boy, não sei. – sacudi a cabeça – Talvez sejam apenas aquelas roupas e o cabelo comprido.
Eu iria dizer que não gostava da forma como ele me olhava, mas achei melhor ficar em silêncio. Se bem conheço Edward, provavelmente ele voltaria àquele posto e tiraria satisfações com James.
E, talvez, esta fosse a forma que ele olhava para as pessoas. Neste caso as do sexo feminino.
- Não sei, ele não parece ser o tipo dela. – concluiu Edward.
Não disse mais nada. Não queria ficar falando sobre Leah, James, muito menos sobre o estranho relacionamento que eles tinham. Então mudei rapidamente de assunto.
- Eu me pergunto se o que você vai me dar de presente custou uma fortuna. – disse, sorrindo.
- Não custou. – respondeu Edward, olhando-me de soslaio com aquele sorriso torto que não saía de seus lábios.
- Edward. Não seja evasivo! – brinquei.
- Não seja ansiosa. – disse ele sorrindo baixo, tirando a mão da marcha para apertar de leve o meu joelho. – Em pouco tempo você vai ver.
Mordi o lábio inferior e sorri, voltando a minha atenção para a estrada.
- Eu conheço esse caminho. – eu disse depois de um tempo.
- Conhece?
- Se estamos na Capitol então... estamos indo em direção ao Tower Bridge? – disse soando mais como uma pergunta.
Edward sorriu, mas nada disse.
- Estou quente? – perguntei a ele.
- Se você está quente? – inquiriu ele, me analisando. – Hmm... sim. Você está muito quente. – disse sorrindo com malícia.
- Edward! – exclamei, ruborizando quando entendi a insinuação por trás das suas palavras. – Eu não estava falando disso. Quando perguntei se estava quente era sobre o caminho que estamos indo. Se eu estava certa.
Edward sorriu audivelmente.
- E você fica rindo? – perguntei fingindo irritação.
- Você fica muito linda nervosa, Bella. – brincou ele.
- Edward, pare. – pedi, cobrindo meu rosto com as duas mãos.
- Parar com o que? – perguntou ele, sem conter a risada.
- Você sabe. – respondi, sem esconder que agora estava rindo também.
- Eu sinto muito, baby. – disse ele, continuando a rir. – É mais forte que eu.
Bati de leve no braço dele com a minha bolsa, e ele riu ainda mais.
- Ei! Você vai quebrar meu presente. – disse ele, se divertindo às minhas custas.
- Edward! Pare com isso e olhe para frente!
- Certo, certo. Parei. – disse ele, deslizando a mão pelo meu joelho com movimentos de baixo para cima.
Se ele queria me distrair fazendo isso, conseguiu, porque nem percebi quando finalmente chegamos ao restaurante.
- Chegamos. – disse Edward ao desligar o motor do carro.
Entregou as chaves ao manobrista e caminhou até o meu lado, abrindo a minha porta.
- Uau! – murmurei assim que sai do carro e meus olhos caíram sobre o Tower Bridge Bristo.
O restaurante era lindo, ao ar livre, de frente para a ponte. Na entrada tinha um arco repleto de rosas.
- É lindo não é? – perguntou Edward. – Você precisa ver dentro.
- Você já esteve aqui antes? – perguntei curiosa.
- Sim, hoje cedo. Quando tive que vir pessoalmente fazer uma reserva. Não havia mais vagas. – disse ele, enquanto seguíamos até a entrada.
- E como você conseguiu?
- Dei meu jeito. – disse, piscando o olho para mim. Na certa, esse jeito tinha alguns dólares envolvidos no meio.
Por dentro o ambiente tinha uma pitada de sofisticação e requinte, sem parecer muito formal. Era aconchegante, com uma decoração que se aproximava ao bucolismo, com tons verdes, repleta de orquídeas, lavanda e vários outros tipos de rosas. Uma música ambiente baixa, calma, com sons de saxofone e piano davam um ar cult e completavam o clima romântico.
Após dar os nossos nomes na entrada um maitre nos encaminhou até a nossa mesa.
- Fiquem à vontade. O garçom já irá atendê-los. – disse com simpatia enquanto puxava a cadeira para que eu me sentasse.
Eu ainda percorria meus olhos pelo ambiente, encantada, quando ouvi a voz de Edward, sentado à minha frente.
- Você gostou? – perguntou, sorrindo.
- Muito. – Estendi a minha mão para tocar a sua. – Obrigada, Edward.
Ele pegou a minha mão com as dele e a levou até a sua boca, dando um beijo.
- Um lugar especial para alguém especial. – dissera ele, perfurando-me com os olhos. De repente meu coração estava apertado.
- Boa noite senhores. O que vão querer pedir? – perguntou o garçom, nos interrompendo.
Recolhi a minha mão e Edward abriu o menu que estava em cima da mesa. Fiz o mesmo.
Após um tempo decidindo optei pelo Three Cheese Ravioli Bolognese e Edward o Lobster Pot Pie. Para beber ele pediu duas taças de champagne após minha concordância.
Enquanto aguardávamos nossos pedidos, continuamos a conversar sobre nada demais. E a conversa se estendeu enquanto degustávamos o nosso jantar. Eu estava contando a Edward o quanto era desastrada e o meu histórico de quedas e tropeços, arrancando dele muitas risadas. Edward disse que era muito traquina quando criança, narrando certa vez que quebrou o braço ao tentar subir numa árvore no quintal da casa do avô aos seis anos de idade.
- Eu quero ver a foto disso. – falei sorrindo. – Você deve ter ficado muito fofo com um gesso no braço.
- Nós não temos essa foto em casa, meu avô ficou com ela. – disse Edward, colocando o guardanapo na mesa e levando a taça de champagne até a boca. – Talvez eu possa trazê-la quando voltar de Londres.
- Você gosta muito do seu avô. Seus olhos brilham ao falar nele. – comentei, soando analisadora.
- Sim, muito. – Edward sorriu. Ele agora parecia pensativo.
- Me fala um pouco mais sobre ele. – pedi.
— Bem... meu avô era uma espécie de amigo mais velho. Nós fazíamos muitas coisas juntos, especialmente depois que a minha avó morreu. Eu lembro que sentia pena por ele ficar sozinho dentro daquela casa, então eu sempre pedia a minha mãe para me levar lá depois da escola e ver como ele estava. Nós jogávamos vídeo game, futebol no campinho, empinávamos pipa. – ele deu uma pausa e suspirou, provavelmente emocionado com a lembrança. – Meu avô me ajudou muito no período de turbulência, com a banda, a morte do Bobby, você sabe. Assim como eu o havia ajudado quando ele perdeu a minha avó. Eu devo muito a ele, Bella.
- Você sente muita falta dele, não é?
- Sinto. Eu tentei convencê-lo a vir com meus pais para morar conosco, mas ele é incapaz de abandonar aquela casa mais uma vez, quando fez ao se mudar para a Irlanda quando meus pais namoravam escondido. Você já conhece a história.
- Sim. Sua mãe me contou duas vezes. – sorri, assentindo com a cabeça.
- Sabe o que ele disse quando decidimos nos mudar para cá? – balancei a cabeça negativamente. – Que éramos todos traidores por trocar a Inglaterra pela América. – Edward abriu um largo sorriso.
- Seu avô parece legal. – falei sorrindo.
- Ele é. Um dia vou levar você para conhecê-lo.
Meu interior se animou com a idéia de viajar com Edward um dia.
- Aceitam outra taça senhores? – perguntou o garçom ao se aproximar.
- Bella?
- Não. Uma foi o suficiente. – declarei, sacudindo a cabeça.
- Não, obrigado. – disse Edward educadamente ao garçom.
- Sobremesa? É cortesia da casa.
Edward me olhou novamente, e eu assenti, pegando novamente o menu. Pedi um Bistro Tiramisu, que dividi com Edward.
Ficamos mais um tempo no restaurante conversando e curtindo o lugar. Nem percebemos o tempo passar, até que se tornou um pouco tarde e Edward decidiu pedir a conta.
- Foi um prazer servi-los. Tenham uma boa noite. – disse o maitre, se retirando em seguida.
- Preparada para o seu presente? – perguntou Edward enquanto me conduzia para o lado de fora do restaurante.
- Oh Deus. Acho que sim. – respondi num misto de medo e ansiedade.
Edward sorriu largo e apertou o braço na minha cintura.
Atravessamos a rua, e caminhamos em direção à ponte. Agora eu estava curiosa. Quando Edward me perguntou sobre estar preparada para o meu presente achei que fosse algo que ele estivesse escondendo no carro, mas agora eu não estava entendendo nada.
Por que estávamos indo para as margens do rio?
- Está com frio? – perguntou Edward.
- Um pouco. – murmurei me apertando ao redor dele.
- Nós já vamos para um lugar quente. – disse ele despreocupadamente, me envolvendo com mais vigor.
Permaneci em silêncio enquanto andava, mas podia sentir Edward me olhando. Analisando a minha expressão. Olhei para ele e sorri, fazendo sinal de que estava tudo bem.
Edward nos conduziu até uma escadinha, que dava num píer. Havia três homens na ponta, próximos a algumas embarcações, e se aproximaram quando nos viu.
- Boa noite Edward, senhorita. – Um dos homens nos cumprimentou.
- Como vai Joe? – perguntou Edward, sorrindo.
- Bem, obrigado. – ele sorriu. – Na hora certa como pedido. Vai querer conduzir?
- Hmm... sim. Er... vocês poderiam nos deixar a sós por alguns minutos?
- Ah sim, claro. Desculpe-me, Edward. Esqueci desse detalhe.
- Tudo bem. Não vamos demorar.
Os três homens pediram licença e subiram, nos deixando a sós.
- Vamos. – disse, me puxando pela mão.
Caminhamos pelo piso de madeira até chegar à ponta. Eu continuava sem entender o que estávamos fazendo naquele lugar, até que meus olhos caíram num barco branco cujo nome gravado nele fizeram meu coração acelerar e a minha respiração falhar.
Estava escrito Isabella.
Edward me puxou para frente e se prostrou atrás de mim, abraçando-me pela cintura e colocando o queixo no meu ombro esquerdo.
- Esse é o seu presente, Bella.
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