Notas iniciais
Hey babys! Como estão? Espero que maravilhosamente bem. Esse capítulo demorou um pouquinho porque eu comecei a escrevê-lo um pouco tarde. Sabem como é.. fim de ano... estou fazendo monografia... essas coisas. Quero até me desculpar pelos erros que a fic apresenta ao longo do caminho, em especial nos primeiros capítulos. Eu estava lendo essa semana e identifiquei muitas coisas, mas que já foram consertadas. Quanto ao capítulo 21, espero que gostem

POV BELLA

Abri os olhos preguiçosamente pela manhã, observando a luz forte do sol que irradiava através da porta de vidro que davam acesso a varanda. Podia ver um dia absolutamente perfeito. Mas assim que a consciência me bateu, assimilei o corpo firme de Edward debaixo do meu. Nesse instante, flashes da noite passada me assaltaram violentamente.

Edward me puxando para os seus braços. Nossa conversa. O seu cheiro. Edward me beijando. Edward tocando no meu corpo. Edward me proporcionando sensações inimagináveis.

Eu tinha absoluta consciência de tudo que aconteceu nesse quarto. E só o pensamento fazia o meu corpo tremer. Eu não sabia o que esperar, e aquilo ultrapassou todas as minhas expectativas. Mas eu também tinha absoluta certeza que não estava na mesma posição que adormeci. Eu estava agora do lado esquerdo da cama, meio que de bruços, com a cabeça entre o ombro e o peito sem camisa de Edward e o meu braço esquerdo bem em cima do seu abdômen. Ele mantinha uma mão protetora atravessando a minha cintura, e o edredom estava nos nossos pés. Eu podia ouvir as batidas tranqüilas do seu coração. Por outro lado, não pude controlar o ritmo dos meus batimentos quando me dei conta que também estava sem a minha blusa do conjunto de dormir.

Minha respiração ficou mais pesada e eu comecei a me preocupar com a possibilidade dessa minha reação acordar Edward, e eu não queria acordá-lo agora. Levantei um pouco a cabeça, muito lentamente para os meus movimentos não o despertarem do sono e olhei em seu rosto. Eu quase me engasguei com a visão de Edward dormindo. Sei que a beleza dele era quase imoral, mas ele parecia ainda mais lindo de olhos fechados, aqueles cílios longos... sem contar os lábios cheios, macios. Eu estava lutando contra uma súbita vontade de esticar um pouco a cabeça e pode tocar a sua boca com a minha. Incrível como a barba dele crescia rápido da noite pro dia. Há dois dias seu rosto estava tão liso que quando eu tocava me fazia lembrar pele de bebê. Agora estava crescendo, bem rala na verdade. Ele estava tão calmo enquanto dormia.

Deitei novamente a cabeça em seu tronco nu, ouvindo o som dos seus batimentos, sentindo o subir e descer da sua respiração. Fechei os olhos e me permiti passear suavemente a minha mão pelo seu peito, descendo mais um pouco. Edward tinha um abdômen perfeito, definido, mas não musculoso. Eu já tinha visto ele sem camisa por duas vezes. Quando o flagrei dormindo sem roupa e ontem, quando ele deu um mergulho no mar. Porém, bem melhor que ver, é sentir. E, Deus, como eu queria ficar aqui assim abraçada a ele para sempre.

– Tão bom acordar com a minha namorada fazendo um carinho. – congelei imediatamente com a rouquidão da sua voz, parando todo o movimento que eu estava tentando fazer suavemente para não acordá-lo.

Edward me apertou um pouco em seus abraços, puxando-me um pouco mais para cima, depositando um beijo no topo da minha cabeça.

“Fala alguma coisa, Bella.”

Gritava a minha mente.

– M-me desculpe. Eu não queria te acordar. – disse finalmente.

– Se desculpar? Bella, se eu for ganhar um carinho assim, quero que você me acorde todos os dias.

Eu ri, criando uma imagem na minha cabeça de Edward e eu dormindo e acordando juntos todos os dias.

– Volte a dormir. – pedi.

– Você vai me acordar do mesmo jeito depois? – perguntou.

Ri novamente, mas não respondi nada.

– Você não me respondeu dona Isabella. Olhe para mim! – pediu numa falsa voz autoritária. Ri mais uma vez e inclinei a minha cabeça para cima, olhando nos seus lindos olhos. – Você vai me acordar do mesmo jeito depois? – perguntou com a voz grave de sono, mais uma vez.

Antes que eu pudesse dar uma resposta, percebi Edward baixar os seus olhos até o meu tronco exposto, para a sugestão da linha entre os meus seios.

Minha respiração ficou ofegante, e só percebi que já não estava mais deitada quando senti minhas costas nuas tocarem o peito nu de Edward, que tinha me puxado para sentar no meio de suas pernas, enquanto ele se acomodava e encostava-se na cabeceira da cama. Ele enlaçou os dois braços na minha cintura, quando começou a falar.

– Bella, quero que você fique assim de costas para mim enquanto vou conversar algo com você, certo? – perguntou calmamente.

– Certo. – respondi hesitante, de repente receosa com o que ele queria conversar.

– Quando você me disse àquela vez que ainda era virgem, a sensação que eu tive era que o meu coração ia saltar pela boca a qualquer momento de tamanho contentamento em ouvir aquilo. – ele deu uma breve pausa e continuou. – Sabe, eu nunca dei importância à questão da virgindade. Da garota se resguardar, casar virgem. Sempre achei que ela poderia decidir por perdê-la quando se sentisse pronta, segura. E também nunca me importei caso... caso tivesse a oportunidade de sair com uma garota virgem, apesar de só ter estado com uma, antes de você. Lembra quando te falei sobre Victória?

– Lembro. Você foi o primeiro dela. – respondi, lembrando o dia que ele contara sobre suas ex-namoradas, embora ele não tivesse entrado muito em detalhes sobre Victoria.

– Sim, eu fui. Victória foi um exemplo do quanto eu não ligava para isso. Nós... apenas flertávamos na escola, nunca tivemos nada um com o outro. Mas na noite de formatura, ela estava lá, linda, com aquele vestido longo decotado, continuamos com os flertes, dançamos juntos, eram nítidas as intenções dela. E... bem, eu tinha acabado de completar dezoito anos, os hormônios em ebulição... não resisti quando ela me propôs sairmos da festa, para... um lugar mais tranqüilo. Ela queria, eu queria. Eu só soube que ela era virgem na hora do ato em si, porque ela teve um namorado antes de mim, achei que ela já tivesse dormido com ele antes. Então, tentei ser um pouco mais cuidadoso como normalmente eu era, mas não me incomodei em continuar, não pensei no que aquilo significaria para ela, não pensei nas conseqüências.

“Depois disso, Victória passou a nutrir sentimentos por mim. Ela acabou contando para a mãe, que contou para o pai, e o resto da história você já sabe. Acabamos namorando, depois das ameaças do seu pai. Juro como tentei, Bella. Eu tentei fazer dar certo, mas eu não me sentia da mesma forma. Quando terminamos, ela começou a namorar depois de um tempo um antigo colega nosso de turma, Frank. Eu sabia que ele gostava dela no segundo colegial, mas achei que ele tivesse desistido porque ele nunca tinha tentado se aproximar dela antes de mim. Nós éramos parceiros de turma, jogamos no time da escola, quando larguei a banda ele era um dos caras que saia comigo. Era um amigo. Mas enquanto namorei Victoria ele se afastou. Foi uma surpresa para mim, saber que eles estavam juntos, mas fiquei feliz. Foi quando descobri que durante todo esse tempo ele ainda gostava dela, e eu me senti muito mal com isso, Bella“.

– Foi por isso que ele se afastou de você? Por que você, o amigo, namorava a garota que ele era apaixonado?

– Sim. – ele suspirou. – Mas o pior não foi saber que ele gostava dela durante todo esse tempo.

– Não? O que aconteceu? – perguntei.

– Encontrei Frank uma vez num pub. Fui com o Tom e alguns amigos assistir uma partida do Liverpool com o Manchester, e ele sentou próximo a nós. Ele se afastar eu até entendo, mas ele não dirigia mais a palavra a mim. Numa certa hora, depois de muitas cervejas no cérebro, esbarrei com ele no banheiro e acabei perguntando qual o problema dele comigo. Quis saber por que ele deixou de falar, se agora ele tinha o que tanto queria. Fui um pouco rude, eu sei, mas ele era um cara bacana, eu gostava dele. Isso estava me incomodando muito. Ele me empurrou e eu quase cai por cima da pia do banheiro. Tentei revidar, mas desisti logo que ele começou a falar. Até hoje lembro as suas palavras.

Edward parou de falar e eu esperei. Quando ele não continuou resolvi perguntar.

– O que ele falou Edward?

Edward apertou os braços na minha cintura.

– Bella, eu não sei como seria se você... – ele suspirou –, se você tivesse tido algo com Mike. Quero dizer, eu ia querer você do mesmo jeito, mas não sei qual seria a minha reação diante dele, sabendo que ele te tocou, ou que você o tocou, que ele te viu como eu vi ontem, que ele te fez gozar. Desculpa o uso das palavras, eu só estou tentando te dizer, te explicar o quanto seria difícil para mim ter que lidar com isso. – de repente ele ficou agitado.

– Edward, por favor, o que Frank falou para você? – perguntei com urgência.

– Ele disse que não suportava estar no mesmo lugar que eu, ouvir minha voz, muito menos olhar na minha cara. Porque foi o meu rosto que ele viu quando ela lhe contara como tinha sido a primeira vez mesmo sem mencionar o meu nome. Era o meu rosto que ele via sempre que transava com ela. Era o meu rosto que ele via sempre que ela fazia alguma comparação mesmo sem intenção de magoá-lo. Foi quando percebi a intensidade dos sentimentos dele para com ela. Eu não sabia que ele gostava tanto dela a ponto de sentir tanto ciúmes de mim. Eu fiquei muito mal com aquilo, mas as palavras de Frank só vieram fazer muito sentido quando te conheci, Bella.

– Por quê?

– Bella, só o fato de você ter dito que tirou a blusa para ele me deixou doente de ciúmes.

– Eu... eu não posso mudar isso. – murmurei.

– Eu sei que você não pode. – disse, depositando um beijo no seu ombro. – Bella, eu também não posso mudar o meu passado, em relação a Victória. O que a gente fez, está feito, mas eu jamais quis fazer isso novamente, ser o primeiro de alguém. Pelo menos não quando não há sentimento envolvido. Depois daquele dia com o Frank, prometi a mim mesmo que só tiraria a virgindade de uma garota se eu estivesse realmente apaixonado por ela, e ela por mim. Se fôssemos um casal. Sexo é coisa séria, e a primeira vez será sempre lembrada, não pode ser feita de qualquer jeito. Tem que ser especial, e é assim que eu quero que seja a sua, linda.

Depositei os meus braços por cima dos braços de Edward, enlaçando-os na minha cintura. Eu estava ficando emocionada.

– Eu só queria que você soubesse o quanto me sinto em relação a você, o quanto a noite passada foi importante para mim. – ele continuou. – Eu quero fazer tudo devagar, Bella. Eu não posso fazer isso enquanto você ainda não se sente confortável em ficar sem blusa na minha frente depois do que fizemos ontem.

Engoli em seco. De repente entendi tudo. Entendi onde ele queria chegar quando me colocou de costas para ele.

– E-eu vou me acostumar a isso, Edward. Eu prometo.

– Eu não quero que você me prometa isso, Bella. E nem quero que você faça nada por mim. Não quero te forçar, muito menos que você faça algo para me agradar. Não se importe comigo. O que importa aqui é você. Se você não está bem em estar tão exposta assim na minha frente, vista a sua blusa. – ele me afastou um pouco dos seus braços, e se esticou para pegar a blusa do meu pijama que estava jogada perto do travesseiro, colocando na minha mão. – Tudo será no seu ritmo Bella. Como você quiser.

Olhei para a blusa em minhas mãos, hesitando um pouco. Edward me deu uma opção. Se eu não estivesse confortável em estar sem a parte de cima, eu poderia colocar a blusa agora. Tudo seria como eu quisesse.

Fechei os olhos, lembrando a noite de ontem. Tinha sido tão maravilhosa. Foi tão incrível que eu ainda estava tentando absorver tudo aquilo. Nunca imaginei o que um simples toque poderia fazer, e eu sabia que tinha sido tão bom porque era Edward ali comigo.

Exatamente, Bella. Porque era Edward com você. Não há necessidade de ser tão tímida e insegura na frente dele. Edward disse que te adora e, por Deus, em breve ele vai dizer que te ama.

Tentava convencer a mim mesma.

Respirei fundo e decidi que não importava. Eu não ia colocar a blusa agora. Porque eu quero ficar à vontade com Edward. Ele disse que seria assim. Que tudo seria como eu quisesse. Eu não iria mais ser tão tímida. Era isso o que eu queria.

– Eu não vou vestir. – falei.

– Bella, não precisa...

– Não, Edward. Eu não quero vestir. – repeti, afastando-me para virar de frente para ele.

Provavelmente eu estava corando, mas não estava me importando com isso quando fiquei de joelhos na cama, de frente para ele, com os seios expostos.

– Você está errado, Edward. Isso não é apenas sobre por mim. É sobre nós. – ele ia protestar quando continuei. – Deixa eu terminar. – suspirei, mordendo meu lábio inferior- Edward, desde a primeira vez que te vi, percebi o quão fácil é se apaixonar por você. Você deve saber, sabe o poder que tem sobre as pessoas. – ele riu. Abaixei um pouco a cabeça, olhando para as minhas mãos. – E foi o que aconteceu. Comigo. Me apaixonei por você, de uma forma tão forte que eu não saberia medir a intensidade dos meus sentimentos. O dia em que começamos a namorar foi sem dúvida o dia mais feliz da minha vida. Eu não sei explicar com palavras a falta que você me faz quando não está comigo, e mais difícil ainda é tentar te dizer como me sinto depois de ontem. – eu o olhei nos olhos. Ele tinha uma expressão tão linda no rosto. – O que eu quero dizer Edward, é que... eu sei que sou um pouco tímida, e praticamente não sei nada sobre sexo. Mas eu quero que você me ensine, e eu não poss.. não, eu não quero ter vergonha de você. Nós somos namorados, não preciso ter medo ou receio. É você. É você que está aqui comigo. Eu confio em você.

“Na verdade queria dizer que te amo, mas acho cedo demais pra isso...”

Pensei.

O rosto inteiro de Edward se iluminou em um sorriso. Ele me puxou, e me colocou deitada com as costas na cama, enquanto se posicionava sobre mim.

– Você é linda. – falou, beijando a ponta do meu nariz. – Eu... adoro você, Bella.

Ele tinha uma emoção diferente nos olhos quando levou a sua mão direita até o meu rosto e escovou os lábios contra os meus. Mal fazendo contato. Edward abriu um pouco os lábios e mordiscou o meu lábio inferior. Ele soltou e depois mordiscou novamente, dessa vez usando um pouco mais de força nos dentes. Não sei se foi o meu gemido ou as minhas mãos apertando os seus ombros que fizeram com que ele me beijasse de uma vez por todas.

O beijo não foi gentil. Edward não hesitou quando enfiou sua língua sem pedir licença na minha boca. Enquanto nossas bocas se fundiam, senti uma de suas mãos percorrer o meu abdômen alcançando rapidamente o meu mamilo. Eu esqueci que não deveria ficar nervosa quando ele começou a fazer círculos no local, e tremi involuntariamente quando seus lábios começaram a percorrer ao longo da linha do meu queixo, descendo até o meu pescoço e não consegui evitar o segundo gemido somente esta manhã.

Olhei para baixo e vi Edward descer com os lábios até a minha clavícula, descendo um pouco mais, até finalmente chegar ao meu seio. Eu instantaneamente tremi, com vergonha. Edward riu, sugando uma única vez o meu mamilo, subindo para ficar com a cabeça na mesma altura da minha.

Edward vagou um pouco em pensamentos antes de falar novamente.

– Bella... eu vou ser sincero. Já estive com muitas mulheres. Mas nunca senti com elas o que sinto com você, o que senti com você ontem. Quero dizer... apenas te toquei, e eu só pensava em você, estava realmente disposto a fazer você se sentir bem. – ele suspirou. – O que eu quero dizer... – Edward parecia procurar as palavras. –, claro que eu procurava dar prazer a quem estivesse comigo, mas eu sempre estive preocupado com o meu próprio prazer, e nada se compara com o que houve ontem aqui nesse quarto. Nada que eu tenha visto ou experimentado foi tão lindo como ver você tendo o primeiro orgasmo pelas minhas mãos, Bella. – e o meu rosto corou de vez. – Apesar de ser linda essa cor em seu rosto, eu não quero que você sinta vergonha, e estou imensamente feliz por você confiar em mim. Vamos devagar com isso até chegar o momento certo. Eu quero que você converse comigo, que não hesite em me perguntar qualquer coisa. E sim, Bella, eu estou aqui. Por você, sempre.

Nos encaramos por um longo minuto, que mais pareciam horas. Em seguida eu sorri para ele e o abracei, não deixando nenhum espaço entre nós. O mundo podia parar lá fora que eu não importava. Eu só queria estar aqui, em seus braços.

Edward inclinou a cabeça e pressionou seus lábios novamente contra os meus, fazendo com que meu coração acelerasse novamente. O beijo era lento, de língua, intenso, torturante. Às vezes me perguntava se eu preferia o lento ou o frenético. Definitivamente os dois. Arrepios percorriam todo o meu corpo e minhas próprias mãos se arrastaram de suas costas até o cabelo. Edward havia dito que adorava quando eu fazia isso, mas eu nem demorei muito para lembrar que ele gostava. Sua reação foi instantânea e ele gemeu contra os meus lábios, afastando a sua boca dali, fazendo um caminho lento até a minha orelha. Edward deu um beijo molhado naquele local, fazendo-me tremer com a sensação. Ele riu contra a minha orelha e se afastou para me olhar.

– Desculpe. Eu não consigo parar de beijar você.

– Então não pare. – murmurei, sem pensar exatamente.

– Você não devia me pedir isso! – exclamou, sorrindo torto.

– Por que não?

Edward deu um leve beijo nos meus lábios, depois outro na minha bochecha, no meu pescoço, na minha orelha, onde permaneceu por lá, deixando-me novamente mole como geléia. Céus. Ele sabia mexer com os botões certos!

– Porque eu não quero apressar nada. – sussurrou em meu ouvido, voltando a olhar para mim em seguida. Congelei quando olhei em seus olhos. Eles estavam me perfurando. – E isso não está me ajudando em nada, Bella. – disse, abaixando o corpo para encostar delicadamente o seu membro duro na minha coxa.

Confesso que fiquei um pouco assustada. Mas não vou negar que isso me deixou... excitada. Podia sentir o calor morno no meio das minhas coxas e o meu rosto completamente em chamas.

Edward rapidamente afastou o seu corpo do meu.

– Desculpa, eu não quero te assustar, muito menos ser rude. Não vamos apressar nada. Eu realmente me importo com você, Bella.

Balancei a cabeça, engolindo em seco.

– Não... eu só... fiquei surpresa.

– Quando for demais para você, sabe que é só...

– Não, Edward. – eu o cortei. – Para de se desculpar. Não quero que haja constrangimento entre nós. Eu quero que você também faça o que tiver vontade. Eu quero tornar isso mais fácil, e eu não posso ter medo ou vergonha. É você. Eu confio em você.

– Você me surpreende a cada dia. – disse, passando o polegar na minha bochecha. – E você tem razão. Não tem que sentir vergonha. Apesar de eu amar o rubor no seu rosto quando isso acontece. — disse rindo.

– Ai, Edward, pare! – eu ri também. – Obrigada. – falei depois de um tempo. – Obrigada por ser um namorado maravilhoso.

– Você que é maravilhosa. – me deu um selinho. – Eu devo ter feito algo muito bom nessa vida para me apaixonar por você e ser correspondido.

– Não se subestime pelos erros do passado. Você era jovem. Fazemos muita coisa idiota.

– Como roubar um táxi, por exemplo?

Edward riu com escárnio e eu coloquei minhas duas mãos no rosto, sorrindo envergonhada.

– Sim. Como roubar um táxi. – respondi entediada.

– Bella, é difícil acreditar que você fez isso. – disse em meio a risadas. – Eu ainda quero que você me conte essa história direito. Mas agora, que tal levantar dessa cama e sair para nos divertir um pouquinho? O dia está lindo lá fora e podíamos dar um mergulho antes de irmos para o Super Bowl. O que você acha?

– Hmmm.. acho uma boa idéia.

– Então... – deu-me um beijo. –, vou tomar – outro beijo -, um banho, certo?

– Ok. Vou logo depois de você.

Assim que Edward levantou da cama, puxei o edredom até cobrir os meus seios.

– Edward! – chamei quando ele já estava na porta do banheiro.

– Sim? – disse assim que se virou para me olhar.

– Er... obrigada por ontem.

Ele riu. Mas não era qualquer sorriso. Era o meu sorriso torto.

– Obrigado você, por me deixar fazer e por ... por me dar a oportunidade de tido uma visão tão linda. Foi maravilhoso ver você amolecer em minha mão, Bella.

Enrubesci, puxando o edredom até a cabeça, escondendo meu rosto e Edward entrou no banheiro, morrendo de rir.

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Quando Edward saiu do banho, enrolado numa toalha, tratei de entrar rapidamente no banheiro, levando a minha roupa para me trocar lá mesmo, e deixar Edward à vontade no quarto para se vestir.

Após o banho, espalhei protetor solar fator 50 por todo o corpo. Minha pele é muito branca, não podia e nem queria correr o risco de me queimar e pegar uma insolação. Feito isso, coloquei o pequeno biquíni branco sem alças que Rosalie trouxe para mim de uma viagem que ela fez à Miami, era esse ou os outros que eram ainda menores, vesti um short branco, e uma regatinha preta, saindo do banheiro em seguida.

Assim que voltei para o quarto, encontrei um Edward esparramado na cama, deitado com as duas mãos atrás da cabeça, vendo TV. Ele vestia uma bermuda marrom escuro, e uma camisa de mangas curtas azul cobalto.

– Vamos? – perguntou, se sentando na cama.

– Vamos. Ei, espere. Você colocou protetor solar?

– Não. Preciso? – indagou, desligando a TV, levantando-se e vindo até a mim.

– Edward! Você é tão branco quanto eu, quer pegar uma insolação? O sol já está muito alto.

– Eu estava pensando em pegar um bronzeado. – falou rindo, agarrando-me pela cintura, beijando meu pescoço.

– Toma, coloca. – ri também, desprendendo-me de seus braços, e entregando a embalagem do protetor.

Edward bufou e começou a tirar a camisa.

– Te espero lá embaixo. – eu disse, sorrindo com a birra que ele fazia, saindo do quarto.

Desci as escadas, notando que a casa estava em um completo silêncio. Não sei a que horas todo mundo chegou, mas acredito que tenha sido muito tarde. Estava indo em direção a cozinha para preparar café da manhã quando dei de cara com Alice.

– Ai, Alice, que susto!

– Você que me assustou chegando assim de repente. – disse colocando a mão no peito.

– O que você está fazendo aqui? Não deveria estar dormindo, como os outros? – perguntei, entrando na cozinha.

– Deveria. – respondeu, vindo atrás de mim, sentando-se à mesa. – É que... é estranho dormir ao lado de alguém que... ah, você sabe. Dormir com um homem que não é seu amigo, namorado ou coisa parecida. – ela começou a mexer na correntinha em seu pulso.

– Eu pensei que vocês fossem amigos. – falei, abrindo os armários, pensando no que eu faria para o café.

– Nós somos, quer dizer, eu não sei te explicar Bella. – ela levantou a cabeça, olhando para mim. – Nós somos amigos, mas é como se não fôssemos, entende?

– Não. Isso está meio confuso. – respondi, tirando os ingredientes necessários para fazer bagels do armário.

– Você vai fazer bagels para o café da manhã? – perguntou Alice.

– Sim. Estou com vontade. Acha que é uma boa?

– Definitivamente sim. – disse, passando a língua nos lábios. Ela adorava essa receita.

– Certo, Alice. Prossiga. O que você quis dizer com nós somos amigos, mas é como se não fôssemos?

– É como... é como se o nosso tipo de relacionamento não tivesse definição ainda, sabe. – falou.

– Ainda não estou entendendo, Ali. Como assim? – inquiri confusa, enquanto preparava a massa em cima do balcão.

– Digamos que eu gosto do Jasper, de uma forma... diferente, que vai além de amizade. E, bem... acho que ele sente da mesma forma.

– Alice! Você está confessando que está apaixonada pelo Jasper? E ele por você? – perguntei, parando um instante o que eu estava fazendo para olhar pra ela.

– Fala baixo. – sussurrou, olhando para trás, checando se tinha alguém. – Não sei se é apaixonada. Ai, Bella. Senti algo diferente por ele desde a primeira vez que nos vimos. Não sei te explicar, mas foi... sabe deja vu? – assenti, voltando a mexer na massa. – foi a impressão que tive quando nos vimos naquela boate. Tive uma sensação estranha, como se aquele encontro já tivesse acontecido um dia.

– Você nunca falou sobre isso comigo. Sobre Jasper. – pontuei um pouco ofendida.

– Eu sei, Bella, me perdoa, me perdoa, me perdoa. – pediu, vindo na minha direção me abraçando pela cintura. – Você me perdoa?

– Vou deixar passar essa. Mas ai de você se esconder coisas de mim. – ameacei com uma colher na mão, rindo.

– Ain, Bells. Por isso que te amo tanto. – disse beijando a minha bochecha. Ela sorriu, mas não era o sorriso iluminado como o sol que eu estava acostumada a ver em seu rosto. Em seguida, voltou a se sentar-se à mesa da cozinha.

– Certo. Mas me diga, como isso aconteceu?

– Bem... as coisas só ficaram mais claras depois de um tempo. Depois que você e Edward começaram a namorar. E tanta coisa aconteceu depois disso. Minha faculdade, meu trabalho, fiquei muito tempo sem vê-lo. Mas agora que estamos aqui, tudo voltou. – vociferou desanimada, cruzando as pernas agitando-as nervosamente.

– Entendo. Mas você está apaixonada por ele. – sentenciei, rindo.

– Acho que sim. – ela sorriu, mordendo o lábio.

– Mas, Alice, me conta, o que aconteceu ontem entre vocês? Vocês estavam bem mais próximos, saíram daqui praticamente de mãos dadas e ainda dormiram juntos! – exclamei.

– Bem... nós...

– Bom dia Alice. – disse Edward entrando na cozinha, fazendo com que ela parasse de falar. Pela expressão que seu rosto assumiu, podia afirmar que ela estava nitidamente preocupada com o possível fato de Edward ter ouvido alguma coisa.

– B-bom dia, Edward. – cumprimentou, gaguejando.

– Bom dia, minha linda. – disse ele parando do meu lado, dando-me um breve beijo nos lábios.

– De novo? – perguntei, sorrindo.

– De novo? O que? – perguntou confuso.

– De novo bom dia?

Não, não é de novo. Não demos bom dia ao outro quando acordamos, caso não se lembre. Acho que nos distraímos conversando. – disse, sorrindo torto.

Ouvi Alice sorrir baixinho, e olhei imediatamente para ela, que tentava sem sucesso esconder a expressão de riso no rosto, provavelmente tirando conclusões precipitadas.

– Er... nós acabamos conversando, e esquecemos. Acontece. – respondi, olhando para Alice.

– Dormir juntos pela primeira vez e acordar sem dar bom dia? Amanhã isso não vai se repetir. – sussurrou no meu ouvido, para que apenas eu escutasse, provocando borboletas no meu estômago com a palavra repetir. Será que ele pretendia fazer de novo o que ele fez ontem?

– Ok, vou deixar o calsazinho a sós e voltar para o quarto. Tchauzinho. – disse Alice, se levantando e saindo.

Edward se encostou à mesa, apoiando as duas mãos na ponta desta, enquanto me observava. Sorri para ele, que sorriu de volta, caloroso. Voltei a minha atenção para o que estava fazendo. Tentando na verdade, porque com Edward tão próximo é praticamente impossível desviar a atenção ou se concentrar em alguma outra coisa. Eu estava com a cabeça baixa, para a massa que eu manipulava, mas totalmente consciente em Edward, enquanto o silêncio ainda predominava. Decidi lentamente olhar para cima, constatando que Edward ainda estava lá. Tudo bem que eu sabia que ele ainda estava lá, mas o que eu quero dizer, é que ele estava na mesma posição, ainda olhando para mim.

– O que foi? – perguntei, contraindo os cantos dos meus lábios num sorriso.

– Nada. Só... só estou olhando você.

– Estou vendo. – comentei, voltando a olhar para a massa, enquanto fazia os rolinhos e colocava na fôrma.

– E eu também estou vendo. – disse Edward, fazendo-me levantar a cabeça e olhar novamente para ele que tirava as suas duas mãos apoiadas na mesa e caminhava na minha direção, parando bem do meu lado. – Vendo o quanto você é linda. – completou, fazendo um carinho na minha bochecha enquanto as borboletas do meu estômago se agitavam e meu rosto corava.

Nossos rostos estavam muito próximos e, Deus, como ele era lindo.

– Você também. – disparei, comemorando internamente por não gaguejar.

– Quantos bagels vou ganhar Bella? – perguntou de repente, me fazendo franzir a testa.

– Oras, seu... – falei empurrando-o com o cotovelo esquerdo, já que minhas mãos estavam ocupadas. – um elogio por bagels hein Edward? – perguntei ofendida enquanto ele explodia de rir.

– Calma, Bella. Não é bem assim. – disse, ainda rindo. – Você é muito linda, perfeita, mas oras... eu quero ganhar mais bagels que todo mundo, afinal de contas sou seu namorado.

– Edward Cullen! Deixe de olho grande, tem suficiente pra todo mundo! – exclamei, tentando parecer séria, quando meu desejo era me acabar de rir. Edward era louco pelos meus bagels e eu devia ter imaginado que ele estava tentando me enganar com esses elogios.

– Mas diz que eu vou ganhar muitos desses, diz. – pediu, beliscando um pedaço da massa crua.

– Tire a mão daí. – falei, dando um leve tapa na sua mão. – Tá, ta, ta, vou fazer mais. Deixe de agir como criança! – agora quem estava rindo era eu.

– Eu sabia. – disse, colocando as mãos na minha cintura. – Você não resiste a um pedido meu.

– Vou deixar de fazer isso a partir de hoje. Essa foi a última vez. Você vai ver, Edward!

Ele ainda ria quando me beijou na bochecha.

POV EDWARD

Estávamos, Bella e eu, terminando de tomar café quando Emmett e Rosalie desceram, vindo do quarto. Emmett olhou de Bella para mim e depois de mim para Bella, soltando uma gargalhada em seguida.

– Posso saber qual é a graça? – perguntei azedo.

– Nada... – riu. –, e aí Bella, dormiu bem?

– Sim. – respondeu Bella simplesmente, dando um breve sorriso.

– Bem ou muito bem? – Eu sabia que Emmett estava mal intencionado.

– Muito bem. – ela riu, arqueando a sobrancelha. Não tinha entendido. – Por quê?

– É que vocês estão muito engraçados. – falou sentando à mesa. – Todo bonitinho com o outro, colocando comidinha na boquinha, cabelos molhados de manhã. Parece até que... ah, você sabe. – ele piscou o olho para ela e eu o olhei de cara feia.

O rosto de Bella rapidamente tingiu-se de vermelho. Agora ela tinha entendido a insinuação.

– Emmett! Cala a boca. – quase gritei, muito irritado. – Vai cuidar da sua vida!

– Calma, Edward. – falou Rose sorrindo. – Ele apenas quis fazer uma brincadeira. Sabemos que... han... não houve nada demais. Quer dizer, achamos. – riu, com uma expressão de malícia no rosto.

– Rosalie! Não comece. – repreendeu, Bella. Pela expressão eu sabia que ela estava com vergonha.

– Mas se tivesse rolado, o que é que tem, não é? Todo casal faz isso. – falou Emmett enquanto comia, o som abafado pela boca cheia.

– Isso não é da conta de vocês! – exclamei enervado, usando um tom de voz alto.

– Ok, Ok, não está mais aqui quem falou. Continuem comendo aí, esqueçam que estamos aqui. – disse Emmett.

– Já terminamos. – falei, levantando da mesa, estendendo a minha mão a Bella que também fez o mesmo.

– Hey, Bella, não leva a sério. Sabe que estava apenas tirando uma com vocês. – gritou Emmett, quando estávamos saindo da casa.

– Ok. – gritou Bella, de volta.

– Desculpa por Emmett. Ele é um idiota. – falei, passando a mão nos meus cabelos, ainda irritado. Odiava quando ele deixava Bella sem jeito.

– Não, tudo bem. Já estou acostumada. Ele sempre solta piadinhas quando estamos na sua casa. – ela riu, seu rosto estava mais relaxado.

– Mas ele está passando do limite. – eu disse, enquanto caminhávamos na areia.

– Esquece Edward. E... então, o que vamos fazer? – perguntou, mudando de assunto. Bella não gostava de me ver irritado ou chateado com alguma coisa, principalmente se era algo relacionado a ela. Na semana passada, eu quase quebrei a marcha do carro quando ela disse que Mike perguntou a ela se o término deles era definitivo. Eu a avisei que quando voltássemos para Sacramento, todos saberiam que éramos um casal. Principalmente na escola dela.

– Nadar. – disse, parando na beira da praia, tirando a camisa.

– Não sei nadar. – comentou Bella.

– Sério?

– Hum... sim.

– Vamos lá, eu te ensino. – disse sorrindo, piscando o olho para ela.

– Isso não vai dar certo. – ela disse sorrindo, ao mesmo tempo em que começava a tirar a blusa.

Parei o que estava fazendo e fiquei olhando para ela, com expectativa. Eu já tinha visto Bella algumas vezes usando shorts, expondo suas lindas pernas brancas torneadas, já a vi de toalha, e ontem tive o prazer de ver um pouco do que ela esconde por debaixo de suas roupas. A barriga sequinha, os seios delicados, pelo qual pude acariciar com bastante ímpeto e desejo. Tudo bem, não foi isso. Eu toquei, beijei, suguei.

Eu tinha um desejo secreto, mas óbvio que ainda era muito cedo para ele ser realizado. Ele se baseava em, Bella e eu, num quarto, ela num conjunto de calcinha e sutiã super sexy e saltos. Bem altos. Eu idealizei isso algumas vezes, quando acariciei suas pernas semanas atrás na sua casa. Estávamos vendo um filme, e Bella deitou com a cabeça no braço do sofá, as pernas na minha coxa. Eram tão macias, tão lindas. Porém, nunca a vi num conjunto de calcinha e sutiã, e hoje teria um vislumbre do meu desejo. Só que ao invés da lingerie, eu a veria de biquíni, aguçando a minha imaginação. Nesse caso, só faltariam os saltos. Mas claro que saltos na areia da praia não rola.

Bella tirou a blusa, mas continuou de short. Me perguntei se ela entraria assim na água, e logo me senti um pouco decepcionado. Eu realmente queria vê-la de corpo inteiro, como nunca a vi antes.

– O que foi? – ela perguntou, percebendo que eu estava um bom tempo olhando para ela.

– Er... nada. – respondi, sacudindo a cabeça.

Ela me olhou e de início nada falou, até que perguntou:

– Vamos?

– Han? – perguntei.

– Para a água. Nadar? – respondeu, incerta.

– oh, sim. Claro. Vamos. Er... não vai tirar o short? – inquiri, só percebendo que tinha mesmo perguntado isso quando ela respondeu.

– Eu... humm.. você vai tirar a sua bermuda?

– Ah, eu... nem tinha... eu esqueci. – respondi, baixando a bermuda e tirando-a, ficando apenas de sunga.

Bella correu os olhos pelo meu corpo, e eu tive a satisfação de vê-la arregalar os olhos, como no dia anterior, no barco. Não resisti e sorri, me corroendo por dentro tentando imaginar o que se passava na cabeça dela quando me olhava assim.

Ela baixou a cabeça e timidamente colocou a mão no cós do short, baixando o zíper em seguida. Meu coração disparou apenas com o som daquilo. Porra, eu estava me sentindo um adolescente com tesão, como se nunca tivesse visto aquilo. Eu realmente não vira, não de Bella. E ela nem ia mostrar tanta coisa. Mas eu não conseguia parar de pensar como seria a região da sua pélvis, da virilha. Oh céus, por que eu estou pensando nisso? Ontem eu até toquei suas partes íntimas. Senti os pêlos, as dobras dos lábios da vulva, o clitóris. Só não mexi com a sua entrada. Isso ficaria para um outro dia, onde eu pudesse colocar outra coisa, além de dedos.

Bella tirou o short por completo, jogando próximo às minhas roupas e a sua blusa, jogadas na areia. Percebi ela colocar instintivamente as mãos na frente da parte debaixo do biquíni, envergonhada. Me aproximei dela e puxei as suas mãos, para os meus ombros, enlaçando os meus braços na sua cintura. A encarei bem nos olhos, fazendo com que ela olhasse para mim.

– Você tem um corpo lindo. Não esconda. – disse, beijando-a suavemente nos lábios. Não podia aprofundar muito. Já não bastava a visão na minha frente, que faria as minhas noites solitárias durante as viagens ainda mais difíceis. Sempre que eu fechar os olhos antes de dormir, além de seu sorriso e os seus beijos, eu sabia que mais uma lembrança seria acrescentada: o seu lindo corpo coberto por um maldito micro biquíni.

– Eu só... você sabe. Eu estou me esforçando, mas ainda sinto vergonha. Eu vou me acostumar, Edward, é que... poxa, você é tão perfeito que eu fico preocupada se estou a sua altura e...

– Hey. – falei, colocando um dedo na sua boca, calado-a. – Nunca mais diga isso, Bella. Não está a minha altura... de onde você tirou isso? Você é perfeita para mim. Você é linda, completamente linda. Pena que você não se enxerga com tanta clareza.

– Desculpa. É que... você é grande, tem um corpo bonito, um rosto lindo de morrer, é experiente, e eu me sinto tão sem graça, tão magra, tão...

– Pare, Bella! – a cortei. – Você se subestima o tempo inteiro. Você é linda do jeito que é, sem tirar nem pôr.

– Diz isso porque é meu namorado. – ela riu, me fazendo rir também.

– Também. Mas eu estou falando a mais pura verdade. Por favor, me prometa que vai parar com isso! Eu estou ficando aborrecido com isso, Bella.

– Tudo bem, tudo bem, não falo mais. Não quero te aborrecer ou ver você com raiva de mim.

– É bom mesmo, porque você não viu nada ainda, mas verá se continuar com esse assunto. Você vai finalmente conhecer a minha ira e vai pedir para nunca mais ver, Bella. – falei, tentando manter uma expressão séria enquanto dizia, mesmo que eu estivesse apenas tentando assustá-la de brincadeira. Mas pelo visto não funcionou nem um pouco. Bella estreitou os olhos e em seguida soltou uma risada sonora.

Ela se separou de mim e começou a andar em direção ao mar, deixando-me atordoado quando tive o vislumbre de seu bumbum redondinho e empinadinho. Levei as duas mãos ao cabelo, e puxei os fios numa tentativa estranha de me controlar. Suspirei e fui atrás dela.

– Bella, estou falando sério. – corri, me aproximando dela, agarrando-a pela cintura e jogando-a por cima do meu ombro direito.

– Edward, me põe no chão! – gritou, dando leves socos nas minhas costas. Eu sabia que ela estava rindo.

Peguei Bella nos braços e pedi para ela enrolar as duas pernas na minha cintura, levando-a para uma parte mais funda. Era tão bom ficar com ela assim, abraçados dentro d’água Passamos a manhã nos divertindo enquanto nadávamos. Bem, eu nadava e tentava ensiná-la a nadar. Tentava porque ela só fazia rir, dizendo que nunca ia conseguir aprender. Quando ela disse que já estava enjoada de não conseguir tocar os pés na areia, voltamos para o raso. Nós brincamos de pega-pega, dela subir na minha cacunda e eu a jogava na água, boiamos enquanto conversávamos assuntos aleatórios, como por exemplo o jogo que íamos mais tarde em Los Angeles. Depois de um certo tempo, Emmett e Jasper apareceram, seguidos por Rosalie e Alice. Eles tiraram as roupas, deixando-as na areia, junto com a minha e a de Bella e entraram no mar também. Alice se aproximou de Bella, falando algo em seu ouvido, que sorriu. Elas não sabiam, mas eu ouvi uma parte da conversa delas logo cedo na cozinha. Alice estava se apaixonando por Jasper. Talvez fosse recíproco, mas eu conhecia o meu irmão gêmeo e toda a sua história suficientemente bem para saber que ele estaria com medo. Medo que tudo se repetisse.

Eu conversaria depois com Jasper, mas não aqui. E com Bella, claro. Teria que contar para ela que ouvi partes da conversa dela com Alice, e também conversar sobre o outro assunto, que estava me corroendo por dentro. Eu ainda não decidi nada, mas precisava falar com ela sobre isso.

Ficamos os seis conversando dentro d’água. Combinamos a saída para Los Angeles e discutimos um pouco sobre o Super Bowl. Quer dizer, Emmett, Jasper e eu discutíamos porque as garotas se afastaram de nós, e ficaram conversando entre si. Assuntos de mulheres, acredito. Eu ficava tantos dias sem ver Bella quando viajava que não agüentava ficar um minuto sequer longe dela quando estávamos juntos. Nadei até ela e a puxei pela cintura, dando um beijo no seu pescoço, sussurrando em seu ouvido ‘um minuto longe e já estou com saudades’. Senti seu corpo se arrepiar, e era tão bom ver o que eu causava nela.

Quando vimos que já estávamos na água muito tempo, resolvemos sair. Bem, apenas eu, Bella, Jasper e Alice saímos. Emmett e Rosalie avisaram que iam ficar mais alguns minutos, e que fôssemos na frente. Com o deserto da praia, já que a nossa casa era a única ali, eu sabia bem o que eles pretendiam fazer nesses minutos. A expressão no rosto dos dois dizia tudo: sexo. Jasper também captou e riu, me fazendo rir junto.

Kaure havia preparado frango e batatas fritas para o almoço. Nós a dispensamos do jantar, avisando que jantaríamos fora. Depois de saciados, subimos para nossos quartos. Bella tomou banho primeiro, e eu a deixei se trocando no quarto para tomar o meu em seguida. Quando saí do banheiro, a encontrei sentada na cama calçando uma sapatilha preta, vestida de jeans, uma camiseta cinza cheias de furo e um ombro caído, e o característico nozinho na barra da mesma. Ela sorriu para mim, um pouco tímida, mas mais relaxada que de costume quando me viu de toalha. Pedi para ela se virar de costas, enquanto eu colocava minha boxer, e avisei que ela já podia olhar quando eu tinha vestido, mas ela não olhou. Acompanhei seus movimentos quando ela pegou o secador, ligando-o e começando a secar os cabelos. Decidi me trocar. Coloquei uma calça jeans preta, sapato preto e fiquei na dúvida entre a camisa do New York Giants que ganhei durante a viagem ou uma camiseta xadrez. Optei por colocar camisa branca e a de xadrez nas cores branco, preto e cinza por cima. Levaria a dos Giants na mão. Bella colocou um pouco de maquiagem no rosto, e eu resolvi sentar na cama, as costas na cabeceira, as pernas esticadas e as duas mãos atrás da cabeça enquanto a assistia. Ela notou que eu a olhava e sorriu.

– Vamos? – disse, quando terminou com a maquiagem e guardava tudo no nécessaire. Me levantei e fui para perto dela.

– Você está linda. – falei beijando-a no topo da cabeça.

– Você também. Como sempre. – disse ela, se esticando na ponta dos pés para beijar-me na boca.

Trocamos um beijo rápido, porque ela estava preocupada com o batom. Eu ri e a puxei de novo, beijando-a de verdade.

Ela riu e pegou o batom de novo, retocando. Fui até o banheiro e limpei a minha boca, que estava toda borrada de batom rosa.

Descemos e encontramos Jasper na sala. Minutos depois desceu Alice. Rosalie e Emmett foram os últimos a aparecer, depois da nossa impaciência e dos gritos por causa da demora.

O caminho não foi muito tranqüilo. Pegamos trânsito e demoramos um pouco mais de uma hora para chegar. Los Angeles inaugurava estádio e a cidade respirava a final. O Super Bowl é a grande final da NFL (National Football League), transmitido ao vivo e assistido por milhões de pessoas em todo o mundo. Esse ano seria entre New York Giants x Dallas Cowboys, com show do Black Eyed Peas.

Estacionamos os carros nas proximidades do estádio, num galpão demolido para servir de estacionamento. Emmett e eu paramos lado a lado. Alice e Jasper mais uma vez tinham vindo conosco. Descemos e peguei a mão de Bella. Saímos os seis do galpão, pagando antecipado um valor absurdo pelo estacionamento.

Quando estávamos saindo da rua do galpão, demos de cara com um local cuja sacada tinha uma placa enorme escrito Life Strip Club, com bastante luzes em evolução. Logo abaixo, não muito menor, estava escrito For Women. Certo, um clube de stripper para mulheres.

– Hmmm. Um clube para mulheres. – murmurou Rose, sorrindo.

– Lembra Rose, que quase fomos num ano passado em Nova York? – falou Alice, rindo com a lembrança.

– Claro que lembro. Você ficou com medo.

– Não fiquei com medo. Eu só... sei lá. Não sei o que aconteceu.

– Você ia entrar num clube desses, ursinha? – perguntou Emmett, enquanto caminhávamos em direção ao estádio, deixando o clube para trás.

– Sim. Por pouco Alice e eu entramos quando estávamos em Nova York. Tenho muita vontade de entrar. Curiosidade.

– Curiosidade? Você sabe o que tem. Homens dançando. Pelados.

– Nada disso ursão. Eles não dançam pelados. Eles ficam quase pelados, mas não chegam a mostrar o pênis.

– Mas rola prostituição. Duvido que eles não transam quando lhes oferecem dinheiro. – disse Jasper. Eu não estava gostando do assunto.

– Lembram da Paradise? Daquela loira alta que queria transar com Edward? – eu disse que não estava gostando do assunto, sabia que Emmett ia falar sobre isso. – Ela disse que custava 200 euros, mas quando Ed disse que não queria transar, ela disse que para ele fazia de graça. – Pela minha visão periférica, eu sabia que Bella estava olhando para mim.

– Você já foi num clube de stripper? – perguntou-me, baixinho.

– Ursão! Por que você nunca me contou isso? – perguntou Rose, irritada.

– Você nunca me perguntou. Ai. – ele se queixou quando ela lhe deu um tapa no ombro. – não aconteceu nada, baby, relaxe. Só fomos vê-las dançar. Curiosidade também.

– Sua pergunta foi respondida. – deu isse para Bella, enquanto andávamos, sem olhar para ela.

Ela hesitou, e minutos depois perguntou.

– Você... transou com essa.. er.. loira?

– Não! Claro que não. – disse ultrajado. Bella achava que eu transaria com uma prostituta? – Ela era uma prostituta, Bella.

– Desculpa, Edward, eu só... não sei.. eu sinto muito, não queria ofender.

– Tudo bem. Vamos mudar de assunto. — beijei a sua mão e andamos por mais uns cinco minutos, até chegar ao estádio.

Minutos mais tarde estávamos nos nossos assentos. Bella estava super animada, deslumbrada com a beleza do lugar e com a quantidade de pessoas. O estádio estava totalmente lotado. Eu adorava vê-la sorrindo. Era tão lindo o seu sorriso, como tudo nela. Tive uma súbita vontade de beijá-la e assim o fiz. Peguei o seu rosto com as minhas duas mãos e a beijei, apaixonadamente. Se eu pudesse passava o dia todo fazendo isso.

Jennifer Hudson subiu ao palco para cantar o Hino nacional americano, e minutos mais tarde, os 22 jogadores, 11 de cada lado, se posicionavam em campo. Eu não era um fã fervoroso de football, mas sempre assistia aos jogos pela TV e passei a ter simpatia pelos Giants depois da final de 2007. Jasper, Emmett, nosso pai e eu estávamos em Nova York aquele ano, e passamos a torcer pelos gigantes.

– Hora do kickoff! – gritou Emmett.

– O que é kickoff, Edward? – perguntou Bella.

– É o chute inicial. – respondi, tirando um pontinho preto que estava no seu rosto.

– Ah! – ela murmurou, sacudindo a cabeça, me fazendo rir.

Já nos primeiros minutos do primeiro quarto, ouvi Bella bufar. Estávamos sentados com a minha mão direita na sua coxa esquerda, e o seu braço esquerdo enlaçando o meu direito.

– Eu não entendo nada. Só sei que cada equipe deve invadir a endzone do campo adversário, mas não entendo essa questão da pontuação. – reclamou.

– Não é tão difícil linda. – falei, apertando a minha mão na sua coxa. – Por exemplo, a pontuação principal, o touchdown, é quando o jogador cruza a linha de gol, chegando na endzone, sem ser impedido. Com isso ele marca seis pontos. A equipe ganha o direito de converter um chute extra, valendo um ponto, ou então pode tentar uma conversão de dois pontos, cruzando a linha de gol novamente.

– Mas não entendo também sobre as jardas. – ela disse, fazendo um bico.

Eu ri, dando um breve beijo na sua bochecha, voltando a minha atenção para a partida ao mesmo tempo em que explicava a ela sobre as jardas e outras regras do jogo.

No intervalo entre o segundo e o terceiro quarto, as luzes se apagaram indicando que era a hora do show do Black Eyed Peas. O locutor anunciou e logo gritos, confetes, gelo seco e fogos de artifício marcavam a entrada do Will.I.Am, Fergie e companhia ao palco. A banda iniciou o show ao som de Let’s Get Started e levou o público ao delírio encerrando com I Gotta Feeling.

No terceiro tempo a partida estava muito equilibrada, os Giants ganhavam com apenas dois pontos de diferença.

– Eu acho que os Cowboys ganham. – disse Alice, ao lado de Bella.

– Você acha? Eu tenho certeza! – murmurou Rose, ao lado de Emmett, que estava do meu lado.

– Hey, baby. Acho que você está equivocada. Os Giants estão ganhando, e vão se manter assim até o fim.

– Não vão não. Quer apostar? — ela o desafiou.

– Qual é, Rose, você está louca? Você acha mesmo que o New York Giants vai deixar escapar esse título? – perguntei, me metendo entre eles.

– Vai querer apostar também Edward? — inquiriu, arqueando a sobrancelha.

– Só estou falando. Eles são melhores. – respondi.

– Jasper? – ela perguntou.

– Eu não sei Rose. – ele respondeu.

– Eles estão com medo de apostar, Rose. Sabem que vão perder. – disse Alice, rindo.

– Claro que estão. Babacas. – desdenhou Rose.

– Você quer mesmo apostar? Certo, vamos lá. Estou dentro. Qual a aposta? – perguntou Emmett.

– Antes quero saber se os três vão participar. A aposta servirá para os três.

– Vamos lá Ed, Jazz. Tão dentro? – questionou Emmett.

– Tô dentro. – disse Jasper.

– Ela vai perder. Também estou dentro. – falei.

– Certo, ursinha. Os três estão dentro, e ai?

– Agora quero que vocês me prometam que se perderem vão concordar com o que eu vou pedir.

– Mas nem sabemos o que é! – exclamou Jasper.

– Não confio em você, Rose. Aposto que é algo bem cruel. – eu disse.

– Eu juro que vocês não vão sofrer nada. Nenhuma vergonha, humilhação, apanhar, nada disso. Aliás, vocês vão poder fazer algo que gostam muito, caso percam a aposta.

– Como o que? – perguntei.

– Beber cerveja e jogar conversa fora. – respondeu a loura.

– Sério? – inquiriu Emmett.

– Sério, e então?

– Se é assim nós topamos, não é brothers?

– Pode lançar o desafio. – pedi.

– Ok. Estou até curioso. – disse Jasper.

– Ótimo E não podem mais voltar atrás. Promessa é dívida.

– Tá ursa, fala logo.

– Certo. A aposta é... se os Cowboys vencerem o Super Bowl – ela pausou, rindo -, vocês irão para o Seven, aquele bar perto do estacionamento, e beber muito, muito mesmo. Porque enquanto isso, eu, Alice e Bella vamos estar no Life Strip Club.

Vi Alice e Bella arregalarem os olhos, a baixinha de cabelos curtos dando uma gargalhada em seguida

– Como é que é? – perguntei, franzindo a testa, incrédulo.

– Ficou louca, Rose? – perguntou Jasper.

– Que idéia idiota é essa ursinha? – inquiriu Emmett em choque.

– Vocês prometeram. A aposta está feita e não vão dar para trás, já era.

– Não sabíamos o que era! – exclamei irritado.

– Não interessa. Deviam ter pensando nisso antes. Agora é tarde. Os cowboys ganhando, nós vamos ao Life Strip Club e ponto final. – informou a loura, jogando o cabelo para trás e cruzando as pernas, voltando a olhar para a partida.

– Bella não vai! – anunciei.

– Claro que ela vai. É justamente por causa dela que eu quero ir. Apesar de eu ser louca para conhecer.

– Rosalie, eu não vou. – ouvi Bella falar pela primeira vez durante a discussão.

– Por quê?

– Porque Edward não quer que eu vá.

– Ah, mas você vai sim. Ele supera. A aposta foi feita, Bella. Não discuta comigo. Vou arrastar você. E você não manda nela, Edward, qual o seu problema?

– Ursinha, você está falando sério? – perguntou Emmett, ela penas o olhou e não disse nada. A resposta estava bem na sua expressão.

– Bella não tem dezoito anos ainda, então ela não pode entrar. – tentei justificar.

– Você está preocupado com a idade dela? Edward, isso é o de menos. E ela passa muito bem por uma garota até de vinte anos. Não tente arrumar desculpas, porque ela vai.

– Você quer ir? – perguntei a ela.

– Eu...

– Claro que ela quer ir Bella. – cortou Rose. – Irmãzinha... é só para conhecer, descontrair, nada demais. Só uma horinha.

Bella me olhou, como se quisesse autorização. Eu a olhei de volta demoradamente, tentando imaginá-la num local como aquele. Ela era tão pura para freqüentar lugares assim. Mas eu não sou dono dela, apenas namorado. Por mais que isso me doesse, eu não podia impedi-la de ir.

Maldita aposta.

– Tudo bem. – eu disse, contrariado.

Puxei Bella pela mão e a coloquei sentada no meu colo. Agora mais do que nunca eu torcia fervorosamente pelos Giants. O quarto e último tempo estava ainda mais equilibrado. O Giants esteve na frente o tempo inteiro, mas o último minuto foi decisivo. Já comemorávamos vitória com 4 pontos de diferença quando nos últimos segundos os Cowboys armaram uma jogada e conseguiram alcançar a endzone, marcando assim seis pontos, ultrapassando os Giants.

E assim o Dallas Cowboys era o mais novo campeão da NFL.

Maldita Rosalie.

Porra! Eu estava soltando fogo pelas narinas.

Rosalie e Alice comemoraram. Bella sorriu fraco para mim, pedindo para que eu não ficasse assim, que elas não demorariam no clube.

Quando saímos do estádio, Emmett começou a dar instruções a Rosalie e eu aproveitei para dizer que seria apenas por meia hora. Depois de muita discussão, ficou decidido que seria por quarenta e cinco minutos. Eu beijei Bella várias vezes antes de soltá-la. E quando a vi se afastar com Rose e Alice, indo em direção ao clube, resolvi me juntar a Jasper e a Emmett, no bar.

Gente demais, barulho demais. As pessoas conversavam, bebiam, gritavam, cantavam, comemoravam a vitória dos Cowboys. E eu estava entediado. Como se não bastasse a derrota dos Giants, por causa da porra de uma aposta, minha namorada estava nesse momento vendo homens seminus. Peguei uma Heineken long neck, e bebi rapidamente o líquido todo em menos de dois minutos. Peguei mais duas, bebendo também em tempo recorde.

– Calma aí, Edward. Vai devagar. – advertiu Jasper.

– É só um clube. Você sabe, a minha garota também está lá. – murmurou Emmett.

– Não enchem! – falei mal humorado, dando mais um gole.

Só me dei conta que tinha bebido quinze garrafas porque Emmett estava contando. E quando pensei na palavra contar, lembrei de checar as horas no relógio.

– Porra. Combinamos que as meninas só ficariam lá por quarenta e cinco minutos, mas elas já estão por quase duas horas. Vocês não se deram conta disso? – perguntei gritando exasperado.

– Já faz isso tudo? – berrou Emmett, após se engasgar com a própria bebida.

– Vou tirar Bella de lá. Agora. – anunciei, me levantando. – Paga a conta Jasper.

– Eu vou, mas Edward, você não acha melhor...

Não ouvi mais nada, já estava saindo do bar.

Minha vontade era de esganar Rosalie. Bella não queria ir, mas ela praticamente a arrastou. Aposto que ela está lá dentro entediada, desconfortável e com vontade de ir embora. Tenho certeza que ela não está gostando nem um pouquinho de estar naquele lugar imundo, cheio de mulheres pervertidas e homens de vida fácil.

Quando estava me aproximando do clube ouvi a voz de Emmett atrás de mim.

– Espere aí, Edward!

Continuei andando e congelei quando olhei para as três garotas que saíam da entrada do clube

– Bella? – perguntei, para mim mesmo. Não podia ser!

Rose estava com uma gravata pendurada no pescoço, ao seu lado estava Bella, com um copo de bebida na mão e estava sorrindo. Não, ela não estava sorrindo. Ela estava gargalhando. E o pior. Ela falava alto. Muito alto.

– O que fizeram com a minha namorada? – murmurei novamente para mim mesmo.

– O que aconteceu com elas? Elas estão bêbadas! – exclamou Emmett do meu lado.

– O que houv... Alice? – perguntou Jasper.

Talvez eu estivesse bêbado. Mas meu estado de embriaguez não chegava perto da situação que Bella se encontrava. Ela não conseguia nem se equilibrar.

– Ops.... – murmurou, quando chegou próximo a mim, quase caindo.

– Bella... você está bêbada? – inquiri, com uma expressão nada boa no rosto.

– S-ssssó um pouquinho. – respondeu, fazendo o gesto com dedo indicador e o polegar.

– O que você bebeu?

– Eu bebi vários...han... não lembro o nome. Eu quero um beijo. – ela disse, passando os dois braços na minha nuca.

– O que Bella bebeu, Rosalie? – perguntei a loira, muito irritado.

– Han? – Rose não estava melhor que Bella. Aliás eu não sabia qual das três estava pior.

– O que ela bebeu?

– Hmmm Love Sex. Uma bebida afrodisíaca. – respondeu, enquanto agarrava Emmett no meio da rua.

Olhei para Alice e ela estava abraçada a Jasper.

– O que eu faço? – ele perguntou.

– Vamos todos para casa. – instrui.

Se eu não tivesse bebido teria carregado Bella no colo, mas meu reflexo ainda não estava cem por cento, então era melhor tentar ajudá-la a se equilibrar enquanto caminhávamos até os carros.

Jasper foi dirigindo o meu carro e eu sentei ao lado dele, no banco da frente enquanto Alice e Bella riam no banco de trás, falando sobre um tal de Mister Tonny. Um loiro alto e forte – palavras delas -, que entrou no palco dançando, vestindo uma fantasia de piloto de avião.

– Eu fechei os olhos quando ele tirou a cueca. – disse Bella, rindo alto.

Quando eu ia protestar, ouvi Alice falar.

– Não mostrou nada, ele estava de tapa-sexo, sua boba.

– Mesmo assim. – ela riu.

– Até parece que não sei que foi por causa de Edward que você não se soltou. Você só falava no nome dele. “Edward está triste”. “Eu não devia estar aqui e deixado Edward”. “O que será que Edward está fazendo”.

De repente comecei a gostar do falatório das duas.

Não muito tempo depois, estávamos em casa. Ajudei Bella sair do carro e Jasper ajudou Alice. Minutos mais tarde chegou Emmett, rebocando Rose que parecia a mais bêbada das três.

– Edward, eu quero nadar. – disse Bella, me puxando em direção ao mar.

– Está tarde, Bella. Vamos dormir.

– Não está. E não foi você mesmo quem disse que a água era quentinha à noite e que devíamos dar um mergulho? E então, vamos. – disse ela, me puxando pela mão.

– Está bem. Mas não vamos mergulhar. Vamos apenas molhar os pés. Nem eu nem você estamos bem para enfrentar o mar agora.

– Por quê? Ah eu quero mergulhar. – falou, fazendo um bico. Era tão lindo quando ela fazia isso, especialmente hoje que está um pouco bêbada. Eu ainda não acredito que Rosalie permitiu que ela bebesse depois do que aconteceu com ela da outra vez, quando ela ainda namorava aquele idiota.

– Hoje não, Bella. Amanhã. Deixe de ser teimosa. – falei, rindo.

Ela revirou os olhos e continuou caminhando, até chegarmos na beira.

– É quente mesmo. Oh.meu.deus. Eu quero entrar, Edward, me deixa, por favor, por favor, sim?

– Não. A correnteza pode nos levar.

– Como você está chato! – ela disse, soltando a minha mão, dobrando os braços na frente do peito.

– Bella, não fica assim. – falei, trazendo-a próxima a mim, puxando-a pela cintura. Mas ela não soltou os braços.

– Você está chato. Nem me deu um beijo quando pedi.

– Eu? Eu te beijei o dia todo! – exclamei.

– Estou falando de quase agora, na frente do clube.

– Ah. – murmurei.

Eu sorri e soltei os seus braços, colocando-os por cima do meu ombro. Bella tentou resistir, mas logo apertou os braços na minha nuca.

– Posso reparar o meu erro? Te beijando agora? – questionei, nossos rostos muito próximos. Eu podia sentir o seu hálito, uma mistura de álcool com mais alguma coisa que eu não sabia identificar, por enquanto.

– Se você pode? Não, Edward. Você deve! – falou, puxando meu rosto para o dela com uma certa violência, beijando-me subitamente forte, feroz. Tentei ser gentil, levando em consideração a sua bebedeira, mas eu não estava tão sóbrio o suficiente para pensar em algo coerente diante da forma com que ela esmagava os seus lábios nos meus.

– Bella... – falei, em meio aos beijos. –, vamos entrar. Aqui está frio, sua pele está arrepiada.

– Não é por causa do frio, Edward. É você que está me deixando assim.

Se controla, Edward. Ela está bêbada. Não se aproveite da situação. Se controla.

Eu estava tentando dizer para mim mesmo.

– Vamos entrar. – falei em definitivo.

Ela não protestou e segurou a minha mão.

Entramos na casa, que estava completamente silenciosa. Acho que todos já haviam subido para os seus quartos. Quando menos esperei, Bella me agarrou pela gola da camisa, me beijando impetuosamente como há minutos atrás, na praia. Eu estava tão entorpecido e totalmente entregue ao beijo que nem percebi que ela estava me guiando em direção ao sofá. Ela me empurrou, e eu caí com as costas nele. Ela olhou para mim e sorriu, de um jeito tão sexy e malicioso que eu agradeci aos céus por ela estar bêbada e eu estivesse tendo um vislumbre disso.

Cristo. Ela está bêbada! Eu não vou me aproveitar dela. Não posso. Não devo.

Quando pensei em me levantar, após a consciência me atingir, vi Bella subir em cima de mim no sofá. Ela colocou uma perna em cada lado do meu corpo e sentou bem em cima do meu abdômen.

– Jesus Cristo. – murmurei, tentando pensar no que fazer.

Ela segurou nos meus ombros, enquanto mais uma vez eu tentava me afastar.

– Você não vai sair daqui. Nunca mais. – disse Bella, inclinando o seu corpo para frente, os seis lábios encostando os meus. Pensei que ela fosse me beijar, mas ela apenas roçou nossos lábios, mordiscando meu lábio inferior em seguida.

Deus, ela está me matando!

Eu peguei o seu rosto, com as minhas duas mãos, sussurrando.

– Eu só queria ir ao banheiro, linda.

– Já disse. – falou aproximando os lábios no meu ouvido. Não, Bella, por favor, não faz isso. Você estará colocando a tampa do meu caixão. – Você não vai sair daqui. Nunca mais. – ela sussurrou, provocando uma onda de arrepios e desejo de possuí-la ali, naquele sofá.

Peguei o seu rosto com as duas mãos e o aproximei ao meu, forçando-a a olhar para mim.

– Eu tentei Bella. – avisei, pressionando em seguida minha boca na sua com voracidade. Seus cabelos caíam, e eu os segurei, tentando tirá-los de seu rosto. Como não houve jeito, nos mudei de posição, ficando agora por cima dela. Minha mão ganhou vida, e eu estava tentando subir a sua blusa. Ela percebeu o que eu estava tentando fazer e afastou nossas bocas, tirando-a rapidamente por cima da cabeça, jogando no chão. Em seguida me puxou novamente para continuarmos a nos beijar com luxúria e entusiasmo. A cada segundo o beijo se tornava ainda mais inflamado. Eu gemia alto, ela também. Nunca antes ouvi Bella gemer daquele jeito.

Subi a minha mão direita até o seu seio direito e comecei a apertá-lo com um pouco mais de força. Bella gemeu mais uma vez na minha boca e isso foi o suficiente para que eu abaixasse o seu sutiã, liberando um de seus seios. Não pedi permissão e o abocanhei assim que meus olhos registraram o bico intumescido. Bella começou a arfar e a movimentar o seu corpo debaixo do meu, me deixando ainda mais afetado. A essas alturas, meu membro queria saltar de dentro das calças. Eu não sabia o que ela pretendia, mas não pensei duas vezes quando desci o meu corpo, fazendo com que o meu membro encostasse no centro de suas pernas. Comecei a me movimentar também, estimulando o atrito entre nossos corpos. Quando dei por mim, estávamos nos movimentando como se estivéssemos fazendo sexo, só que com as roupas.

Por Deus! Ela não tinha consciência do que estava fazendo. Ela nunca fez isso!

– Bella. – gemi, separando nossos lábios, tentando respirar.

Ela sorriu e começou a desabotoar a minha camisa.

– Bella, eu acho que nós devemos parar. Precisamos ir devagar.

– Eu não quero mais ir devagar, Edward. – ela falou, tirando a minha camisa xadrez.

Quando me afastei um pouco para passar a camisa pelos braços, olhei novamente para o seio dela que estava liberado, e levei minha mão instintivamente até ele, fazendo círculos com as pontas dos dedos.

– Você está acabando comigo. — sussurrei com a voz rouca de desejo, enquanto a puxava para beijar-lhe o seio. — Mas ainda acho que é melhor irmos devagar. – passei a minha língua no mamilo, deixando-a arrepiada. – Nós estamos um pouco bêbados, Bella. – suguei repetidas vezes. – Não devemos fazer algo que nos deixe arrependidos amanhã. — falei e me afastei.

Ela suspirou e não disse nada.

– Mas — ela disse depois de um tempo. — Mesmo que vamos levar as coisas devagar... você pode fazer aquilo comigo que você fez ontem?

– Claro. – eu ri.

– Ótimo, porque eu quero agora.

– Você vai ter agora. – sai de cima dela e envolvi seus joelhos em meus braços, carregando-a em direção às escadas.

Apesar da bebida e dos hormônios, eu tinha que mostrar que a respeito mais do que tudo.

Notas finais
Continua no capítulo 22............rsrs. Essa bebida causou um estrago GRANDE na Bella. Que assanhadinha ela ficou! HAHA. Ai, esse Edward também, viu! O que tem de mais ela ir num clube de stripper? Lá não tem nada, apenas homens seminus. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Gente, estou tentando arrumar um tempinho para responder os reviews, mas quero que saibam que leio tudo com o maior carinho. Algumas morro de rir. rsrsrs. Quero agradecer as lindas: MaiCullen, mazinhamartins, Nessie Swan, Nik Cullen, Biah_FA e a paulaamsp por indicar #TSA. Nossa estou absurdamente feliz com a aprovação da fic. Muito obrigada a todas as indicações, aos reviews. E obrigada você, que passa aqui dá uma lidinha desde os primeiros capítulos, mas nunca se manifestou. Espero que esteja curtindo. Beijos e até a próxima. Pattitorres