Notas iniciais
Oi amoresss Culpem o Nyah pela demora da postagem. Antes de qualquer coisa, queria falar um negócio. Acho que eu dei a impressão errada na minha nota do capítulo anterior. Edward NÃO VAI MUDAR com a Bella depois da primeira vez. Ele vai continuar o mesmo romântico, apaixonado, dedicado, carinhoso... e digo mais, ele ainda vai ficar mais apaixonado por ela do que já é. Eu quis dizer que, depois que acontecer a primeira vez, e a segunda, terceira, sei lá que vez, ele vai ficar mais à vontade para mostrar a Bella o que gosta. O que gosta de fazer numa mulher e o que ele gosta que a mulher faça com ele. Gente, ele é experiente, né. Quis dizer que, é óbvio que casais fazem amor, mas às vezes eles fazem sexo, ou seja, aquela coisa mais carnal, mais selvagem, entenderam? Espero que não tenha ficado nenhuma dúvida quanto a isso. Minhas recomendações sumiram, então quando voltar a aparecer, vou agradecer a cada uma viu? Agora podem curtir o capítulo. Beijos da Patti

POV BELLA

Tinha acabado de chegar da escola e estava arrumando a minha mala para o feriado na casa de Praia de Edward em Long Beach quando ouço meu celular tocar. Alice. Pela terceira vez em menos de meia hora.

– Que foi agora Alice?

Socorro. Minha chefe está me arrumando trabalho para eu não largar.

– Ainda? Mas vocês não tinham entrado em um acordo?

Sim. Mas essa mulher é uma cobra. Bella, e se eu não chegar aí a tempo?

– Alice. Não se preocupe. Já disse, só vamos sair quando você largar.

Obrigada, Bella. – deu aquele característico gritinho – Quando eu largar te ligo. Beijos.

Desligou antes que eu respondesse.

Coloquei tudo que eu precisava para passar os quase três dias. Roupas leves, de verão, algo para vestir à noite caso resolvêssemos sair, uma para usar no Super Bowl, além de biquínis, lingerie, shampoo, sabonete, e outros produtos de higiene pessoal. Edward me dissera que tinha tudo na casa, toalha, sabonete, produtos de banho, higiene pessoal, etc, mas que fazia questão que eu levasse o meu shampoo de morango, porque ele adorava sentir a fragrância em mim. Lógico que atendi a seu pedido e foi exatamente a primeira coisa que pus na mala.

Eu fiquei muito aliviada depois da conversa que tivemos ontem. Edward me prometera parar de agir como se tivesse cometendo um crime quando me beijava mais afoito, e ele realmente cumprira. Em algum momento da noite anterior, logo após o jantar e de conversarmos com os meus pais sobre a viagem, subimos e ficamos um pouco no meu quarto. Após meia hora sentados na cama, fazendo planos para o fim de semana, lancei-me contra ele beijando-o de supetão que caiu para trás e começou a rir da minha atitude inesperada. Na verdade queria fazer um teste para a sua reação e ele não me decepcionou. Edward pôs a sua mão na minha nuca puxando-me para aprofundar o beijo, enquanto a minha mão trabalhava nos seus cabelos e ele até colocou a outra mão livre na lateral do meu corpo, o que me deixou aliviada e ao mesmo tempo tensa. Não sei se ele percebeu minha reação, mas continuou com a mão lá, massageando o local. Por incrível que pareça, interrompemos o beijo por minha causa, estava com receio que alguém aparecesse na porta e nos visse.

Fechei a mochila, deixando-a em cima da cama, e corri para o banho, checando antes as horas. Passavam das cinco da tarde. Edward avisou que chegaria antes das seis da noite, para buscar eu e Alice. Rosalie, que já havia levado a mala quando saiu para o trabalho, iria de lá para a casa dos Cullens, onde deixaria o carro, e seguiria com Emmett e Jasper.

Estava secando os cabelos, ainda de tolha, quando Alice irrompeu o quarto, atônita.

– Ainda bem que cheguei a tempo. Será que dá para um banho? – falou ofegante. Tinha quase certeza que subiu as escadas correndo.

– Já arrumou as malas? Porque aposto que você vai levar suas coisas numa mala, ou melhor, mais de uma, certo? – disse, rindo.

– Não e sim.

– Não, você não arrumou as malas, e sim você vai levar mais de uma mala?

– Exatamente. – concordou piscando um olho.

– Então esqueça o banho, Alice. Pode indo para o seu quarto, arrumando tudo. Daqui a pouco Edward chega. Se não der tempo você toma banho lá.

– Ok, chefa. – disse rindo, batendo continência enquanto saía do meu quarto.

Após secar o cabelo, vesti meu conjunto de calcinha e sutiã brancos, que estavam separados em cima da cama, em seguida coloquei uma calça skinny preta, e uma camiseta branca de algodão, dando um nozinho na barra esquerda, a fim de ajustá-la melhor à minha cintura, fazendo com que um pedaço minúsculo da minha barriga ficasse à mostra, e para finalizar um tênis branco da Nike. Abri a mochila para pegar o Hypnôse, respingando duas gotas em cada lado do meu pescoço, guardando-o lá novamente. Joguei o peso num ombro só e finalmente saí do quarto.

Bati duas vezes na porta do quarto de Alice, ouvindo um sonoro ‘Estou descendo em dez minutos, Bella’. Dei meia volta e desci as escadas.

Fui até a cozinha para pegar um copo de água quando ouvi o barulho da campanhia. Sorri para mim mesma, dando um longo gole e jogando o copo de qualquer jeito na pia, correndo em direção à porta, escancarado-a para receber Edward.

Nem parecia que tínhamos nos vistos no dia anterior. Na verdade eu já sentia falta de Edward antes mesmo que o relógio marcasse cinco minutos após o tempo que ele esteve comigo. Me pergunto se isso é algum tipo de vício ou se é apenar estar apaixonada. Eu sentia falta de contemplar aquele rosto perfeito, esculpido por algum tipo de artista, o quadrado do queixo, os lábios cheios, o nariz suave, o cabelo bronze bagunçado e especialmente os seus olhos, aquele par de olhos esverdeados que me faziam perder freqüentemente o fio dos pensamentos.

– Oi. – disse ele sorrindo, ao mesmo tempo em que eu acompanhava sua mão retirar o Ray-Ban Wayfarer dos olhos.

Abri o meu melhor sorriso para ele, ainda admirando as suas feições, totalmente perdida e distraída com a sua beleza. Edward estava absurdamente lindo hoje. Com boné da NY Yankees, calça jeans, camiseta preta gola em V e tênis preto Adidas.

– Você... vai me convidar para entrar? – perguntou quando eu não disse nada.

Foi então que sai do transe, movendo repetidas vezes as pestanas, percebendo o quanto ainda consigo ser idiota na presença dele e tratei rapidamente de consertar minha falha.

– Ops... Edward... desculpa.. eu... – tentei falar, afastando-me da porta para que ele passasse.

– Tudo bem, Bella. – ele respondeu rindo, depositando um beijo casto na minha boca. Edward estava completamente sem barba, o rosto totalmente liso. Ontem ele ainda estava com a barba por fazer.

Enquanto Edward entrava, fechei lentamente a porta, observando de esguelha o quanto ele era lindo mesmo de costas. Os ombros ligeiramente largos, másculos, e o bumbum tão... Meu deus! Eu estou mesmo falando do bumbum do Edward?

– E então, podemos ir? – perguntou tirando-me novamente do meu estado inerte.

– Er.. – limpei a garganta. – só falta Alice para irmos. Ela está terminando de arrumar as coisas dela.

– Hmmmm. Então vem cá. – disse-me puxando para sentar no sofá. – Vamos namorar um pouquinho.

Por que eu adoro quando Edward fala isso?

Sentei em seu colo, enquanto ele passava os dois braços ao longo da minha cintura, aconchegando-me para inclinar a cabeça na minha direção para me dar um beijo. Era um beijo calmo, lento, mas apaixonado. Não trocamos língua dessa vez, apenas curtíamos o lábio do outro, encaixando um ao outro. Edward passou a beijar a ponta do meu nariz, em seguida os meus olhos, minhas bochechas, depois voltou novamente para a minha boca, pressionando mais quatro beijos, até afastar nossos lábios, me fitando sério.

– Me desculpa Bella.

– Desculpa? Pelo que? – perguntei levantando uma sobrancelha.

– Por ter te deixado confusa e aborrecida, nos últimos dias. Eu sei que negligenciei suas vontades. Eu sinto muito.

– Não, Edward, não precisar se desculpar. Eu te entendo, já conversamos sobre isso ontem.

– Eu sei que já conversamos. Eu só queria te dizer que, pensei muito sobre isso ontem, antes de dormir. E... eu concordo com você.

– Você concorda comigo?

– Sim. Eu... não acho uma má hora para... darmos um segundo passo na nossa relação. – engoli em seco, totalmente pega desprevenida. Por essa eu não esperava.

– Edward, eu só não...

– Não, Bella. Escuta. – ele disse, interrompendo-me. – Quando eu digo segundo passo, não quer dizer que vamos... er... começar a fazer sexo. Não é isso. Eu só acho que há coisas que você, quer dizer, que nós podemos compartilhar enquanto não estivermos prontos.

– Compartilhar? – indaguei um pouco nervosa, de repente os depoimentos de Jessica quanto às suas escapulidas com Tyler invadiram a minha mente.

– Sim. Bella, você... você não tem idéia do quanto me deixa louco. Do quanto é difícil quando fico assim muito próximo a você. – disse, cerrando os olhos.

Minhas pernas tremeram instantaneamente, me entregando.

– Mas não se preocupe com isso agora. – disse, dando dois beijos rápidos em minha boca. – Vamos curtir nosso fim de semana. Não tivemos como comemorar nosso primeiro mês de namoro no dia, e agora sim teremos como passar um tempo de qualidade juntos.

– Eu não vejo a hora de você voltar de uma vez por todas. Já sabe quando?

– Sim. Não passaremos nosso segundo mês de namoro separados, Bella. Estou voltando dia 19 de dezembro. Passaremos Natal e o Ano Novo juntos.

– Sério? – ele assentiu rindo. – Ai Edward, como eu esperei tanto esse dia! – falei abraçando-o espalhando beijos por todo o seu o seu cabelo. Minha cabeça estava um pouco acima da altura da cabeça de Edward, já que eu ainda estava sentada no colo dele.

– Bella, eu também queria conversar com voc...

– Prontinho crianças. – disse Alice, trazendo finalmente as suas coisas para a viagem. – Atrapalho?

– Não, Alice. – falei rindo, me levantando do colo de Edward.

– Podemos ir então? – perguntou Edward.

– Agora sim. Algum problema em levar duas bagagens, Ed?

– Nâo, Alice. A mala do Volvo é grande. – respondeu Edward rindo, achando tudo isso um absurdo, acredito.

– Alice. Pra que isso tudo? Só são três dias! – exclamei.

– Não gosto de ter poucas opções de roupas e sapatos. Além disso preciso levar secador, esmaltes, saídas de banho, ...

– Tá, tá, tá. Não quero saber o que você está levando. Vamos. No caminho ligo para os meus pais avisando que já pegamos a estrada.

– Vamos. – respondeu Alice, enquanto Edward carregava a minha mochila e uma de suas malas.

Cinco minutos depois Edward girava a chave na ignição ligando o motor e saindo, comigo ao seu lado e Alice no banco de trás, rumo ao paraíso.

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Durante toda a viagem paramos apenas uma vez, no Burger King, mas deixamos para comer no carro mesmo para não perder tempo. Praticamente todo o caminho Alice dormiu, ou esteve no celular discutindo algo do trabalho com a chefe. Então, ficamos Edward e eu conversando a maior parte do tempo, mas não consegui resistir alguns cochilos, principalmente porque ele acariciava constantemente os meus cabelos atrapalhando a minha luta contra as pálpebras que insistiam em querer fechar, e me advertia que eu precisava dormir um pouco. Eu o censurei várias vezes por causa da velocidade que ele dirigia, pedindo para que mantivesse as duas mãos no volante e a atenção na estrada. Ele dava altas gargalhadas e dizia num falso tom de decepção que eu estava o magoando por insinuar que ele não era capaz de dirigir e me dar atenção ao mesmo tempo. Eu rebatia dizendo que o problema era que eu desejava muito que chegássemos vivos.

Não estou querendo contestar a habilidade de Edward como condutor, muito pelo contrário, ele é um excelente piloto. Mas preciso confessar que às vezes me assusto com a velocidade com que ele dirige. Levamos menos de sete horas para chegar ao nosso destino num trajeto que pode levar a durar até mais de oito horas.

Passava das duas horas da manhã quando Edward saiu da rodovia principal, pegando uma estrada escura e deserta, cujo cenário fora substituído poucos minutos depois por muitas luzes e luxuosas casas de um lado e de outro. Provavelmente residências de artistas, famosos, gente com muito dinheiro, como a família de Edward. Já tinha até esquecido o clima Hollywoodiano de Long Beach. Desejei internamente que a casa dos Cullens fosse bem afastada de badalação e barulho. Como na minha imaginação.

– Está longe? – perguntei.

– Não. Só mais uns dez a quinze minutos. – respondeu-me afagando rapidamente a minha coxa esquerda. Eu sabia que isso era apenas um gesto normal, carinhoso na verdade, sem nenhuma intenção aparente, dada a tranqüilidade que o rosto dele expressava. Mas não podia lutar contra a eletricidade que o toque de Edward enviava ao meu corpo. Isso sim era um ato involuntário que eu não conseguia simplesmente ignorar.

Observei Edward passar por ruas e mais ruas, e alegrei-me profundamente em silêncio quando percebi o número de casas e perímetro urbano diminuírem. Ele pegava agora uma estrada com muitos coqueiros de cada lado. Era uma pavimentação imensa, em linha reta. Por um segundo achei que não tivesse fim. Edward virou à direita, subindo por uma rua muito estreita, apenas coqueiros figurando a paisagem. E quando achei que ainda tínhamos mais um pedaço de chão pela frente, ele vira com o carro agora para a esquerda, dando de frente para uma enorme casa de praia, com apenas o mar e os coqueiros como vizinhos.

Perfeito.

– Chegamos. – Avisou, rindo de canto.

– Alice, acorda. – falei.

– Han? Que foi?

– Chegamos dorminhoca. – disse Edward, tirando a chave da ignição e abrindo a porta para sair. Fiz o mesmo.

Contemplei o cenário na minha frente por alguns segundos, verificando se era exatamente como a minha mente havia construído. Tirando o fato da cor da casa ser algo próximo a um amarelo tom pastel, em vez de branca, não havia nada de diferente com o restante. Na verdade a casa até se assemelhava com a dos Cullens em Sacramento. Só que essa aqui era uma versão praia.

– Gostou? – perguntou Edward chegando repentinamente, abraçando-me por trás, colocando o queixo no meu ombro direito. Podia sentir o seu peito contra as minhas costas.

– Muito. Isso... é um paraíso Edward.

– Sim, aqui é. Meu pai construiu há pouco tempo, e ambos, ele e minha mãe, quiseram trazer um pouco de Sacramento para cá. Como você pode ver, lembra um pouco com a nossa lá, não é?

– Sim, lembra. Foi a primeira coisa que percebi. Mas ainda assim são diferentes, à sua maneira.

– À sua maneira. – repetiu Edward, ainda com os braços envoltos à minha cintura.

Edward nos girou de forma a ficarmos agora de frente para o mar.

– A água é super quente à noite. Se não fosse tão tarde, podíamos dar um mergulho.

– Alguém falou em entrar na água? – intrometeu-se Alice.

– Edward falou que é quente, essa hora.

– Vocês não estão pensando em entrar na água agora não, não é? – perguntou cética.

– Não, Alice, não vamos. Não hoje. Precisamos dormir que a viagem foi longa. – respondeu Edward desfazendo o nosso abraço, pegando a minha mão agora caminhando para a entrada da casa.

– Por falar em viagem Edward, será que não seria bom ligarmos para Jasper ou Rosalie para saber se eles já estão chegando?

– Acabei de ligar para Rosalie. – disse Alice. – Já estão na cidade, pertinho. Em poucos minutos estão aqui.

– Hmmm. – murmurei.

– Vamos entrar meninas. – instruiu Edward.

Por dentro a casa era um aconchego só. Móveis e decoração de muito bom gosto, ostentando sofisticação, mas sem tanto exagero com luxo. Eu podia ver o toque de Esme em cada lugar, especialmente nos arranjos de flores. Sei que essas não eram como as que Esme cultivava na casa de Sacramento, mas eram lindas, quase perfeitas se não fossem de mentira.

– Vocês querem comer alguma coisa? Já faz algum tempo que comemos, aposto que estão com fome, porque eu estou.

– Tem comida na casa? – perguntei.

– Sim. Kaure, uma das pessoas que cuida da casa, veio aqui essa noite e abasteceu a dispensa, a geladeira.

– Humm. Achei que você tivesse dito que ela só vinha amanhã. Quer dizer, mais tarde já que passa da madrugada.

– Ela vem novamente, mas para arrumar os quartos. Avisamos de última hora então não deu tempo de arrumar todos. Ela estava sozinha e a casa é grande, além do mais, ainda teve que passar no supermercado para fazer compras.

– Chegamos moçada. – ecoou a voz de Emmett pela porta de entrada, seguido por Rosalie e Jasper.

– Você ainda vai insistir nessa de apostar comigo, Em?

– Ai Edward, tá bom. Você é o foda. O melhor piloto da atualidade. Devia disputar a Fórmula 1, porque só o Hamilton de supera. Pronto, gostou?

– Você apostou corrida com Emmett? Por isso você corria tanto? – perguntei incrédula.

– Não estávamos fazendo corrida. Emmett só... ele insiste em apostar que dirige mais rápido que eu. Só foi isso, Bella.

– Dá no mesmo. Você estava apostando corrida! – exclamei.

– Só um pouco de adrenalina no sangue, Bella. – ele disse rindo.

– Quanta maturidade. – murmurei.

– Homens, Bella. – completou Alice enquanto ríamos.

– Olá meninas. – cumprimentou Jasper.

– Hey, Jasper. – falei. Alice apenas sorriu para ele.

– Oi Edward. – falou Rosalie.

– Olá, Rose. Como foi de viagem?

– Péssima. Quero uma cama. Minhas costas e o meu bumbum doem. – reclamou.

– Bom, eu também estou puta cansado. Quero dormir. Então vamos logo dividir os quartos. – pronunciou Emmett.

– A Kaure arrumou apenas três quartos, certo? – perguntou Jasper.

– Sim. Quem vai ficar onde? – perguntou Edward.

– Quantas camas têm em cada quarto? – questionou Alice.

– Uma. De casal. E em apenas um dos quartos tem bicama. – respondeu Edward.

– Ótimo. Nesse aí ficaremos eu, Bella e Rosalie.

– Nem pensar, Alice. Vou dormir no quarto com Emmett. – retrucou Rose, abraçando Emmett em seguida.

– Claro que vai minha loirinha. – disse Emmett, apertando o braço na cintura dela.

– Certo. Então... Rosalie fica com Emmett, Bella dorme comigo e Edward com Jasper. Pronto resolvido. – calculou Alice, batendo palminhas com um enorme sorriso.

Perai. Eu nem tinha pensado nisso.

Meu deus! Eu devo sofrer de algum retardo mental porque em nenhum minuto havia passado pela minha cabeça a possibilidade de Edward e eu dormindo juntos. Na mesma cama.

Alice ficou doida?

– Mas Alice, eu... – tentei protestar.

– Não é Bella? – disse beliscando disfarçadamente sem ninguém ver o meu braço. – Você sabe o quanto eu demoooooro para dormir, e preciso ficar conversando durante horas, não é? – falou, me fitando com olhos de súplica.

Olhei para Alice e em seguida olhei para Edward. Ambos esperando a minha resposta.

Suspirei.

– É. Alice precisa de alguém para conversar por longas horas, até que ela possa conseguir dormir. – respondi querendo fuzilar Alice.

Olhei para Edward que parecia... frustrado?

Ok, eu vou matar Alice!

– Ótimo. Vou bater um rango que a fome é grande e depois, cama. Vamos loirinha. – disse Emmett rebocando Rosalie para a cozinha.

– Também estou morrendo de fome. – disse Jasper tomando o mesmo caminho.

Restamos apenas Alice, Edward e eu.

– Er... vocês também querem comer alguma coisa? – perguntou Edward.

– Não. – respondi.

– Sim. – Alice respondeu.

– Edward, você podia me levar ao quarto que eu e Alice vamos dividir? – pedi com a voz cheia de veneno.

– Claro, claro. Vamos, eu te acompanho. – Edward pegou a minha mochila e as duas malas de Alice, subindo as escadas.

Dei uma última olhada para Alice, mostrando o dedo do meio. Ela sorriu e correu para a cozinha.

Alice era um anjo, mas tinha que dar uma de diabinha agora?

Quer dizer, ela era uma diabinha, mas tinha que dar uma de anjo agora?

Ah, esquece.

Subi as escadas logo atrás de Edward. Seguimos em silêncio pelo corredor até que ele olhou para mim, parando na porta de um dos quartos.

– Bom... eu não sei, er... você quer entrar nos quartos para escolher?

– Qualquer um está bom. – respondi.

– Então... vocês podem ficar com esse primeiro. – falou, abrindo a porta e entrando, eu entrei logo atrás dele. – É o maior e o que tem a melhor varanda. Quero que você veja o visual daqui de cima. É fantástico o dia amanhecendo, mas sei que você vai gostar principalmente da hora do Crepúsculo, a luz do pôr-do-sol desaparecendo no horizonte. Sei que você gosta da noite. – disse com certa emoção colocando nossas coisas em cima da cama, mas eu podia ver em seus olhos a frustração lá ainda.

Não acredito que Alice estava fazendo isso com a gente.

Edward está nos deixando ficar com o melhor quarto. Por mim. E ele ainda quer que eu veja todas essas coisas que a natureza nos proporciona porque ele sabe que eu gosto de apreciar.

Me pergunto se ele tinha programado ficar comigo nesse quarto antes de Alice resolver bancar a idiota com medo de dormir no mesmo quarto que Jasper.

– Não sei em que fase a lua está, mas pelo visto essa noite ela resolveu ficar escondida. – sorriu brevemente continuando. – Espero que tenhamos sorte e ela possa estar cheia nos outros dias.

– Também espero. – concordei, rindo fraco.

Edward afastou a cortina e abriu a enorme porta de vidro que dá acesso à varanda. Na mesma hora senti a brisa fria e o cheiro de maresia invadir o quarto.

– Er... tem certeza que não quer comer nada?

– Tenho, Edward. Não estou com fome.

– Vou descer então. Você, precisa de alguma coisa? – perguntou aproximando-se de mim. Percebi que ainda estava parada perto da porta.

– Não. Acho que não. – Por que de repente parece que estou ficando nervosa? Esse é Edward, meu namorado!

– Acha? – indagou acariciando a minha bochecha. A voz de Edward estava tão... rouca?

– Unrrum. – murmurei, dando um passo para trás.

Afinal, do que eu estou fugindo?

Edward colocou uma mão por cima do meu ombro e empurrou a porta, fechando-a. Quando me vi, já estava encostada com as costas na porta, e as duas mãos dele em cada lado da minha cabeça. Ele se inclinou e eu já sentia os hormônios fazendo festa em cada partícula do meu corpo. O que eu poderia fazer? Simplesmente subi as minhas duas mãos até a sua nuca e o puxei, estreitando a distância dos nossos rostos para um beijo. Eu realmente adoro pegar no cabelo dele quando estamos nos beijando, e assim o fiz. Notei Edward falhar o beijo quando sentiu minhas mãos em seu cabelo.

– Eu já disse que adoro quando você toca assim no meu cabelo? – perguntou contra os meus lábios, baixinho. E sim, a voz de Edward estava diferente. Estava rouca.

– Unrrum.

Edward parou de me beijar, suspirando forte, ambas as mãos ainda em cada lado da minha cabeça. Ele baixou a cabeça e descansou a boca do lado esquerdo do meu pescoço, me fazendo arrepiar. Começou a espalhar beijos no local, indo de um lado a outro. A essa altura eu já sentia o calor morno se acumulando entre as minhas coxas. Meu corpo todo doía e pulsava, e tudo que Edward fazia era acariciar e beijar o meu pescoço. Quando fez um caminho do pescoço até o lóbulo da minha orelha, suspirei alto, e acabei deixando escapar um gemido. Mais uma vez senti Edward se contrair.

– Merda, Bella. Você me deixa louco. – disse, olhando agora fundo nos meus olhos.

Foi a primeira vez que vi Edward falar um palavrão. Tudo bem que não é lá um grande palavrão, mas não deixa de ser um xingamento. Mas o estranho nisso tudo, é que eu gostei de ouvir.

O que está acontecendo comigo?

Edward voltou a colar os nossos lábios, mas o beijo agora era faminto. Sua boca, sua língua, pareciam querer se alimentar da minha. Nossa respiração era irregular e ofegante. Continuei com as minhas mãos agarradas ao seu cabelo e Edward agora tinha uma mão na minha nuca, e a outra passeava pela lateral do meu corpo. Inesperadamente eu puxei o corpo de Edward para colar-se mais juntinho ao meu. E nesse momento eu senti algo duro pressionando a minha barriga. Mas, ao contrário da primeira vez, eu não fiquei tensa. Com uma ousadia que eu não sei de onde havia tirado passei a mexer o meu corpo de forma que a minha barriga estava roçando contra aquela protuberância. Ouvi Edward gemer alto e a dizer coisas ininteligíveis.

– Você vê o que faz comigo? – pressionou mais o seu membro contra a minha barriga. Era uma pergunta retórica. – Me diz o que você sente, Bella. Eu preciso saber. – sussurrou no meu ouvido. – Me diz o que acontece com você quando estamos assim, por favor. Eu preciso saber. – insistiu.

– Eu... Edward... – tentei dizer, mas era impossível com Edward beijando o meu pescoço de novo.

– Bella, você não imagina o quanto você me deixa louco. Por favor, me fala o que você sente.

– Eu sinto... – juntei as minhas duas pernas. – Eu... a minha calcinha fica molhada. – despejei de uma vez.

Edward largou o meu pescoço e de repente olhou para mim.

– Não diz isso, Bella. – disse com olhos suplicantes.

– M-mas foi você quem pediu. – falei confusa. – Eu disse alguma coisa errada? Isso é errado?

– Não, Bella. Você não disse nada errado. – disse Edward dando-me um selinho. – E não há nada de errado com isso. É normal. Isso quer dizer que você está... excitada.

– E-eu sei. Eu estou.

– Bella, é tão bom ouvir isso, mas eu temo não conseguir me controlar. Eu posso querer que você me mostre a sua calcinha.

Engoli em seco.

– Precisamos parar por aqui. – disse Edward voltando a me beijar nos lábios.

Por que parecia que ele não queria parar?

Sua mão passeava pela lateral do meu corpo, e eu podia sentir os seus dedos levemente no pedaço exposto da minha barriga. Nossas línguas se fundindo em uma, minhas mãos freneticamente agindo em seus cabelos. Percebi Edward brincando com o nó da minha blusa, desfazendo-o em seguida. Suas mãos subiram lentamente por debaixo da minha blusa, chegando a ficar abaixo do meu sutiã. Eu estava tão possuída pelas sensações de formigamento que não me importei quando Edward desceu novamente as suas mãos, tentando desabotoar a minha calça jeans. Em segundos o botão já estava solto, e os seus dedos corriam pela ponta do tecido da minha calcinha.

– Bella, você está aqui? – a voz de Alice e uma batida na porta nos assustou, fazendo com que Edward praticamente voasse para longe de mim.

– S-sim, Alice estou. – tentei recompor minha voz enquanto tentaa abotoar a minha calça jeans.

Alice entrou a tempo de ver o último segundo em que a minha mão ainda estava sobre o botão, e percebi sua boca se contrair em um sorriso.

– Desculpa se atrapalhei algo. – falou.

– Não, não estava, Alice. Eu estava... abrindo a porta da varanda.. er... você já comeu? – perguntou Edward tentando baixar a camisa para que Alice não pudesse ver o volume.

– Sim, vocês não vão?

– Eu não quero, mas Edward vai. – respondi.

– Vou. Agora. Er... boa noite meninas. – disse Edward caminhando rapidamente até a mim, dando um rápido beijo.

– Boa Noite, Edward. – disse Alice, mexendo na sua mala, de costas pra gente.

– Boa noite. – falei, olhando-o nos olhos. Ele sorriu, afagou minha bochecha e saiu.

Assim que Edward fechou a porta, Alice iniciou o interrogatório.

– Bella do céu. O negócio esquentou aqui ou é impressão minha?

– Impressão sua. Não estava acontecendo nada. – disse enquanto ia até minha mochila pegar o meu pijama.

– Deixa de ser mentirosa. – ela disse sorrindo sacana. – Eu vi você abotoando a calça.

– Eu tinha vindo do banheiro. Tinha ido fazer xixi. – menti de novo.

– Para com isso, Bella. Nós somos amigas e primas, não somos? Para amigas falamos essas coisas. Não tenha vergonha.

– Não estou com vergonha Alice. E quem é você pra falar em amizade? Você me empatou de dormir no mesmo quarto que Edward!

– Ai Bella. Você queria que eu dormisse com Jasper? Nós não temos essa intimidade. – falou parecendo ofendida.

– Alice, me responde com sinceridade. O que há entre você e Jasper hein?

– Entre nós? – perguntou franzindo a testa. – Não há nada entre nós.

– Vocês são tão... sei lá, estranhos.

– Jasper é que é estranho. Uma hora ele está conversando, normal, como amigos. De repente ele, não sei, ele fica diferente. É como se ele sempre fugisse, sabe.

– Fugindo de que?

– Não sei, Bella, não sei. – respondeu parecendo furiosa, enquanto tirava várias coisas da mala.

– Vou conversar com Edward sobre isso.

– Não, não vai.

– Ah então quando era para falar sobre mim com Edward você podia, mas eu não posso falar sobre você e Jasper com ele?

– É diferente, Bella. Você e Edward estavam apaixonados. E eu só queria ajudar.

– E quem sabe você e Jasper também não...

– Não! De jeito nenhum. – me cortou Alice.

– Por que não? Vocês são solteiros, bonitos. Formariam um casal muito fofo.

– Nem vem com essa, Bella. Esqueça esse assunto. Vou tomar banho. – fechou a cara e foi para o banheiro.

– OK. – respondi.

Arrumei minhas coisas no espaço vago no closet vazio do quarto, e em seguida troquei de roupa, colocando meu pijama. Esperei Alice sair do banho e fui escovar os dentes. Voltei para o quarto, e deitei na cama, enquanto Alice terminava de arrumar as coisas dela. Tudo num total silêncio.

Eu estava de olhos fechados, mas ainda não estava dormindo quando ouvi a voz dela.

– Está com sono? – perguntou, deitando-se do meu lado.

– Não, só um pouco cansada. E você? – perguntei abrindo os olhos.

– Também não. – pausou, até que continuou. – Bella, me desculpa por te obrigar a dormir comigo.

– Tudo bem, Alice. Esquece.

– Adorei essa casa. – falou de repente.

– Eu também. Exatamente como imaginei. – comentei sorrindo bobamente.

– Só estou sentindo falta de uma piscina!

– Alice, a casa é de frente para o mar. Para quê piscina?

– Sal demais às vezes me incomoda.

– Você é doida! – murmurei.

Rimos juntas.

Ficamos ali, conversando amenidades por mais uns vinte minutos quando um barulho no quarto ao lado interrompe o nosso diálogo, deixando o quarto, antes ocupado pelo som das nossas vozes, agora em silêncio.

– Você ouviu? – sussurrou Alice depois de alguns segundos, com os olhos arregalados.

– Sim. O que foi isso? — retruquei, sentando na cama.

– Não sei. Mas é do quarto ao lado.

De repente outro barulho. Um pouco mais alto.

– Ah! Acho que sei o que é. – disse Alice, abrindo um enorme sorriso enquanto também se sentava na cama.

– O que é? – perguntei atônita.

– Se for o que estou pensando, tenho certeza que esse barulho é da cama batendo na parede.

– A cama batendo na parede? O que você está p...

Aaaaaaaaahhhhh.... aaaaaahhhhhh... aaaaaaaahhhhhhhhh

Fui interrompida por gritos, cuja voz eu era capaz de identificar a quilômetros de distância.

– Alice! Essa voz... é de Rosalie! – exclamei estarrecida.

– Sim, eu sei. – disse divertida.

– O que será que está acontecendo? Alice, vamos lá. Ela deve ter caído, e agora está gritando e...

– Ai, Bella. Não está vendo que esses gritos não são de dor?

– Não? Como você pode ter certeza? – inquiri, franzindo a testa.

– Você é tão ingênua assim? Realmente não sabe o que está acontecendo? – perguntou cética. – Esses gritos de Rosalie são de prazer!

– Você está me dizendo que ela... que eles...? – perguntei sugestivamente.

– Exatamente. – assentiu com um sorrisinho sacana na face.

– Mas... e por que ela está gritando desse jeito? – indaguei confusa.

– Porque ela atingiu o clímax, Bella. Chegou ao ápice do prazer. – suspirou.

– Mas... eu já vi pessoas er... fazendo sexo... em filmes, quero dizer... e nunca as vi gritando... desse jeito.

– Filmes, Bella. Romances. Se tivesse oportunidade de ver um filme pornô, saberia o que estou dizendo.

Não falei nada, mas Alice pareceu entender o meu silêncio e a minha ignorância.

– Bella. Sei que você é virgem e tudo mais, mas... você não sabe o que é sentir prazer? Digo, você nunca... teve um orgasmo?

Neguei com a cabeça.

– Aquele projeto de Teletubbies que você tinha como namorado nunca te tocou ? – disse colocando as duas mãos na cintura.

? – indaguei.

– Lá embaixo, Bella. Na sua... nas partes íntimas. – sorriu debochada.

Meu rosto atingiu um tom rosa.

– Não! – respondi rapidamente.

– Isso não me surpreende. E pra ser sincera, fico aliviada. Só assim Edward também terá essa oportunidade como primeira vez! – falou, como se tivesse dizendo a coisa mais normal do mundo.

– E... só com um toque, lá, você pode ter um.. er.. orgasmo? – perguntei curiosa.

– Sim. Até você mesma pode provocar um.

– Como? – insisti.

– Se tocando, Bella. Tente quando tiver sozinha, no quarto, ou no banheiro. Ah, tenho uma idéia melhor. Tenta com uma ducha.

– Com uma ducha? – perguntei, um pouco mais alto.

– Sim, com uma ducha. Conheço várias pessoas que conseguem ótimos orgasmos diariamente usando a ducha do banho. — falou, voltando a deitar.

– Humm. – Sibilei.

– Mas não é hora para se preocupar com isso, Bella. Vamos dormir antes que amanheça. Parece que o casalzinho aí do lado resolveram dormir também. – disse, rindo abafado com a cabeça no travesseiro.

– o-ok. Boa Noite Alice. – disse deitando-me também.

– Boa noite, Bells. – respondeu já sonolenta.

Deitei a cabeça no travesseiro, com o corpo inclinado de lado, de frente para a Alice, enquanto a olhava cair no sono, pensando sobre os últimos minutos de conversa que acabamos de ter. Só agora eu percebera que eu não sabia nada sobre o assunto, nada sobre meu próprio corpo. Quer dizer, eu até sabia dar os nomes aos bois, coisa que aprendemos na escola, além de revistas, filmes, essas coisas. Mas era tudo tão superficial. Eu nem mesmo sabia que poderíamos provocar o nosso próprio orgasmo até agora há pouco. Mas... mas como eu podia provocar uma coisa que nem eu mesma sei o que é?

Tentei dissipar essas preocupações por agora, como Alice pedira, e fechei os olhos. Já varava a madrugada e tínhamos um grande dia pela frente. Nosso fim de semana estava apenas começando.

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Tum, Tum, Tum.

Tum, Tum, Tum.

Batidas na porta?

Tum, Tum, Tum.

Ficaram um pouco mais forte.

– Ah, deus! Quem é a essa hora! – disse Alice, pegando o travesseiro e embalando-o na sua cabeça para tapar os ouvidos.

TUM. TUM.TUM.

– Ainnn.. que droga. – Falei levantando da cama para abrir a porta.

– Vocês dormem hein? – reclamou a reencarnação da Marilyn Monroe num vestido solto branco, batendo o pé na porta.

– Bom dia pra você também Rosalie. – falei em um tom sarcástico enquanto ela adentrava o quarto.

– Bom dia. Vocês pretendiam dormir até que horas? Até o sol se pôr?

– Nós estávamos dormindo, Rosalie, porque alguém resolveu brincar de obstetra às três horas da manhã, e não parou de gritar até o bebê resolver nascer! – exclamou Alice, irritada.

– Vocês ouviram? – perguntou em choque.

– O que você acha? Além de ser aqui do lado, seus gritos e o barulho da cama batendo na parede eram estrondosos. – completou a baixinha.

– Ah, qual é, não exagera. Só fizemos um amorzinho gostoso antes de dormir. – confessou rindo maliciosa.

– Rosalie! – falei em tom de advertência. – Você não tem vergonha?

– De que Bella?

– De...de.. se comportar assim? Precisava gritar... daquele jeito?

– Bella, Bella, Bella. Às vezes esqueço que... nada. – disse, sacudindo a cabeça. – Deixa te fazer uma pergunta. Se você visse uma anaconda, qual seria a sua reação? Tipo, você gritaria ou ficaria muda, parada?

– Anaconda? Tinha uma anaconda no seu quarto? – indaguei franzindo a testa.

– É uma analogia, Bella. – disse.

– Rosalie! – advertiu Alice, rindo de algo que eu não entendi.

– Esquece, Bella! – falou, mudando rapidamente de assunto. – Vim buscá-las para ir à praia. Está um sol tããããão lindo lá fora! Quero pegar um bronze.

– Mas já? – Perguntou Alice.

– Já? Vocês sabem que horas são?

Caminhei até a mesa próxima a cama checando as horas no celular.

– Caramba. Já são onze da manhã? – questionei, surpresa.

– Isso. As dorminhocas vão ficar aí ou vão querer aproveitar o dia? E outra, precisamos sair para a empregada arrumar o restante da casa. – disse Rosalie.

– Vamos nos trocar e em seguida descemos Rosalie. – respondeu Alice.

– Não demorem. Os meninos querem fazer um passeio de barco.

– Edward já está acordado? – perguntei.

– Há muito tempo. Vou descer, não demorem.

– Vou tomar banho primeiro. – falei, já correndo para o banheiro.

Assim que entrei no Box, dei de cara com a ducha e fiquei olhando para ela. Lembrando o que Alice falara essa madrugada. Será mesmo que...? Estiquei minha mão, mas desisti no meio do caminho, sacudindo a cabeça tentando recuperar o foco.

Abri o chuveiro e tomei um rápido banho e voltei para trocar de roupa enquanto Alice tomava o dela. Fiquei sentada na ponta da cama pensando se colocava ou não um biquíni. Decidi por sim e escolhi um azul claro, das três opções que eu tinha comigo. Ele era de lacinho, pequeno, mas não muito. Era comportado. Vesti um short jeans claro cintura baixa, desfiado nas pontas e uma camiseta branca de alças, combinação que mostrava mais da minha barriga. Calcei uma sandália amarela rasteirinha, e peguei a minha bolsa de praia, colocando lá dentro todos os acessórios como filtro solar, óculos escuros, uma canga estampada que a minha mãe trouxera de Miami, câmera fotográfica entre outras coisas.

– Alice to descendo. – gritei, e saí do quarto.

POV EDWARD

Acordei de uma noite de praticamente o que? Três horas de sono?

Sei que o agito no quarto de Emmett atrapalhou no começo, mas tinha plena consciência que não foi bem isso que tirou o meu sono. Fiquei horas deitado na cama com as duas mãos atrás da cabeça olhando pro teto enquanto pensava no que Bella e eu estávamos fazendo até Alice chegar. Sei que conversamos sobre dar um novo passo no relacionamento, e eu queria isso, mais que tudo, mas às vezes tinha medo de assustá-la, de estar indo rápido demais.

Bella ainda era virgem, isso eu sabia. O que eu não sabia era se ela já tinha tido algo íntimo com o ex-namorado dela, e era isso que estava me incomodando. Sei que pode parecer ciúmes ou coisa parecida, mas eu quero ser o primeiro em tudo. Eu precisava conversar com ela, tirar essa dúvida. E depois de ontem, eu não podia adiar tanto tempo.

Da primeira vez que encostei involuntariamente o meu membro no baixo ventre dela, Bella ficou tão tensa, que eu passei dias pensando, me perguntando se ela já havia sentido isso antes, se alguma vez aquele imbecil pressionou o dele nela, se ela já viu, se já tocou. E essas perguntas estavam me fazendo enlouquecer, porque eu queria um sonoro não para todas elas. E depois de ontem, quando ela me puxou, levando-me para mais perto dela enquanto nos beijávamos, e eu não pude evitar que o meu membro roçasse mais uma vez a barriga dela, ela não ficou tensa como da outra vez, não se incomodou e para a minha total surpresa, ela estava se movimentando também. Minha vontade era de ter me abaixado mais um pouco e ter friccionado ele na sua intimidade, mas encontrei controle não sei de onde e não consegui fazer isso.

Me pergunto o que teria acontecido se Alice não tivesse chegado. Bella ficou tão preocupada com o fato de ter dito que a calcinha estava molhada que eu precisava mostrar a ela que não havia nada de errado com isso, muito pelo contrário, esse fato acaba comigo e com a minha sanidade, tanto que por pouco não enfiei a minha mão por dentro daquela calcinha e então checaria por mim mesmo a umidade que se acumulava naquele local.

Será que ela já foi tocada tão intimamente?

Essas perguntas estavam acabando com meu humor então levantei da cama antes das oito e fui correr na praia deserta.

Voltei para casa quando já se passavam das nove. Encontrei Jasper e Emmett preparando café da manhã na cozinha.

– Não. Não acredito que você já está acordado Emmett? – perguntei rindo.

– Por quê? Eu acordo cedo todos os dias para trabalhar. Estou acostumado.

– Você sabe do que estou falando. Você não dormiu! — exclamei pegando uma maçã.

– As paredes têm ouvido Emmett. – completou Jasper.

– Ai qual é. Vocês que têm ouvidos sensíveis demais. – reclamou Emmett.

– Ok. Você faz um sexo alucinante até às quase quatro horas da manhã, com direito a gritos e pancadas da cama na parede e nós que temos ouvidos sensíveis? – perguntei, demonstrando uma falsa surpresa.

– Ah fala sério. Vocês estão é com inveja porque não foram vocês que dormiram com o pau inteiro dentro de uma garota.

– Bom dia. – disse Rosalie aparecendo na cozinha de repente.

– Oi minha loirinha. – disse Emmett largando o sanduíche que estava preparando indo até Rosalie, abraçando-a. – Er.. você.. não ouviu o que eu disse agora não, certo?

– E o que você disse? – ela perguntou.

– Que Edward e eu temos inveja dele porque ele dormiu com o p...

– Inveja de mim porque tenho uma loira linda dormindo no meu lado, enquanto esses pela-saco dormiram de frente pro outro. – cortou Emmett querendo fuzilar Jasper com os olhos.

Caímos na gargalhada.

– Bem... nem falo muito de Jasper porque ele e Alice não têm nada, mas sinto muito por você, Edward.

– Não tudo bem. Nem sei se ela queria dormir comigo. Pode parecer estranho pra ela.

– Er... não sei. Aí só Bella poderá dizer. Por falar nisso, elas ainda estão dormindo?

– Sim. – respondeu Jasper. – Edward acordou logo cedo, eu em seguida e elas ainda não desceram.

– Hmmm. Vou comer alguma coisa e esperar um tempo. Se elas demorarem muito vou buscá-las. – disse Rose.

Terminamos de preparar o café da manhã com sucos, ovos, bacon e queijo, bolachas francesas e sanduiches. Eu queria esperar Bella, mas ela estava demorando tanto que eu resolvi comer sem ela. Não acredito que ela venha a ficar brava por causa disso.

Algum tempo depois fomos para a sala ver um pouco de tv, passavam das dez e meia quando Kaure chegou.

– Boa dia Kaure. Chegou cedo. – Cumprimentei.

– Bom dia meninos. Fico pensando no que preciso organizar e não consegui esperar muito. E ainda tem os outros quartos que não deu tempo de arrumar ontem.

– Entendo. – disse Jasper. – Fique à vontade Kaure, nós vamos dar um passeio, chegaremos no final da tarde.

– Isso me lembra que preciso acordar aquelas dorminhocas. Minha nossa, já são onze horas e estamos perdendo um dia lindo lá fora. – falou Rosalie levantando-se do sofá, caminhando para subir as escadas.

Alguns minutos depois, subi para tomar um banho. Passei pela frente do quarto de Bella e Alice, e a porta estava fechada, mas pelas vozes ao longe que dava para escutar do corredor, não acredito que ainda tinha alguém dormindo.

Tomei um banho demorado, relaxado. A água aqui era bastante fresca, ideal para o agradável calor que fazia. Nessa época do ano, os dias são ensolarados, mas não faz tanto calor, e as noites são geralmente frias. Em alguns dias, a temperatura mínima chega a atingir até 11ºC.

Voltei para o quarto, vestindo uma sunga preta, colocando em seguida uma bermuda verde escuro e uma camisa cinza. Peguei o celular em cima do criado mudo, o Ray-Ban e saí do quarto, fechando a porta atrás de mim. Assim que olhei o corredor, duas portas depois, vi Bella sair do quarto dela. Ela estava tão linda. Eu realmente gosto quando ela veste short, exibindo as suas belas pernas. Adoro o jeito que o cabelo dela fica quando estão molhados, rebeldes. Adoro Bella em todo seu conjunto.

Na verdade eu a amo. Tentei entender os meus sentimentos desde o início, desde aquela sexta-feira em que ela ficou de repouso na minha casa, e mesmo quando já estávamos namorando me perguntava o que eu realmente sentia por ela, se talvez fosse amor. Tentava me convencer que ainda não, que ainda era cedo, mas nesses últimos dias, principalmente no último sábado, dia que completamos um mês de namoro, encerrei a ligação telefônica com uma forte dor no peito. Lembrei de algo que tinha lido em algum lugar, que dizia que o amor era um sentimento tão forte que chegava a doer. E foi então que percebi que já estava feito, que eu já a amava. Que eu a amo. Tentei dizer as três palavrinhas antes de ontem, quando estávamos em seu quarto, mas o máximo que consegui dizer foi eu te adoro. Estou tentando criar coragem pra falar, mas ainda tenho receio da sua reação.

– Bella. – chamei quando percebi que ela já caminhava para descer as escadas.

Ela se virou e sorriu. Mas não era qualquer sorriso. Era o sorriso que ela só dirigia a mim. Cheio de afeto, emoção, de sentimento. Sei que ela é apaixonada por mim, obviamente, é exatamente por isso que estamos juntos, porque é recíproco. Mas... será que Bella também me amava, como eu a amo?

– Bom dia, linda. – falei ao me aproximar, depositando um beijo no topo da sua cabeça.

– Bom dia, Edward.

– Dormiu bem?

– Perfeitamente. Até demais como você pode ver. – sorriu.

– Você estava cansada, a viagem foi longa. – falei tocando na sua mão.

– E você? Dormiu bem? – perguntou, afagando a minha.

– Sim, sim. – menti. – Alice já está pronta? Kaure vai arrumar a casa, vamos dar um passeio durante esse tempo.

– Ela está saindo do banho. Não demora muito.

– Então vamos descer? Você precisa comer alguma coisa.

– Sim, vamos. – concordou, me seguindo.

Fomos até a cozinha e fiz Bella tomar um copo de suco e comer pelo menos um sanduiche. Depois, ficamos um tempo sentados na sala, ao lado de Emmett, Rose e Jasper. Quando Alice desceu, avisou que não ia comer nada e que podíamos partir. Nos despedimos de Kaure e saímos. Programamos um passeio de barco, mas teríamos que ir até o LB Park, onde alugamos uma embarcação por um dia. Para isso, fomos de carro. Jasper se negou a ir no mesmo carro de Emmett, preferindo dessa vez ir conosco. Ele foi sentado atrás, ao lado de Alice. Fiquei muito aliviado que eles estivessem conversando. Bella parecia compartilhar do meu pensamento e sorriu vendo os dois conversando animadamente.

Estacionamos os carros e caminhamos a procura de Josh. Emmett o localizou próximo ao píer, e ele acenou com a mão, nos chamando. Emmett, Rosalie, Alice e Jasper estavam mais à frente, Bella e eu andávamos um pouco mais atrás, de mãos dadas.

– E aí Josh. – cumprimentei ao chegar no píer, logo após Jazz e Emm.

– E aí, Edward. Cadê você que não veio da última vez?

– Estava trabalhando. – sorri. – E aí o barco, pronto?

– Com tudo que vocês pediram. Cerveja, champagne, água, frutas, tem bastante comida. Vamos nessa, tripulantes?

Sorri para Bella e segurei a sua cintura, enquanto subíamos no barco. Esse não era tão grande, mas tinha uma considerável área, além de quarto, banheiro e uma mini-cozinha. Bella e eu nos sentamos na lateral esquerda, observando o barco se distanciar lentamente do píer.

– E se eu enjoar? Isso balança muito. – ela perguntou.

– Não vai. Mas se isso acontecer tem medicamentos. E banheiro. – ela riu. – Vou pegar uma cerveja, você quer alguma coisa? Um refrigerante, água?

– O mesmo que você. – disse simplesmente.

– O que?

– Tô brincando. Quero uma coca.

– Bella. – adverti. – Já volto. – falei dando um rápido beijo em seus lábios.

Minutos depois voltava com a minha velha e companheira Heineken e com a coca de Bella, além de uma porção de camarões fritos. Rose tirou o vestido e foi com Emmett para a outra extremidade do barco, porque ela queria pegar um bronze. Alice e Jasper se sentaram próximo a nós. Ficamos conversando sobre coisas supérfluas, enquanto bebíamos e comíamos. Pude saber um pouco da história de Bella. Ela falou sobre as vezes que foi com o pai pescar em Santa Mônica, e contara também que sofrera um pouco durante a infância e parte da adolescência porque os pais mudaram de cidade e a tirou da escola que tanto gostava, que é por isso que hoje eles agem diferente com ela, sempre com medo de tomar uma decisão que ela desaprove e costumam fazer quase todas as suas vontades. Ela disse que a mudança para Sacramento foi a única decisão certa que o pai tomou, porque foi o que fez com que nos conhecêssemos. Trocamos um beijo apaixonado, e rimos em seguida quando percebemos Alice e Jasper nos olhando.

Fomos para perto de Josh, que nos contou histórias de pescador e sobre o sonho de velejar dando a volta ao mundo. Ele até arriscou ensinar a mim e a Jasper como pilotar o barco. Não parecia ser muito difícil. Comecei a sentir uma irritante coceira nas costas, mas tentei ignorar e aproveitar o passeio. Josh nos levou para uma área rasa, onde podíamos dar um mergulho. Insisti muito para Bella ir comigo, mas ela se negou, dizendo que ia ficar com Alice. Jasper foi o primeiro a saltar na água, seguido por Emmett e Rosalie. Tirei a camisa e hesitei em tirar a bermuda, não sabia se Bella ficaria confortável em me ver de sunga. Pensei que seria bom ela se acostumar em ver meu corpo, e resolvi tirar. Antes de saltar, tive o vislumbre dos seus olhos percorrendo o meu peito e as minhas pernas.

– Edward, você já viu suas costas? – perguntou Jasper quando estávamos boiando na água.

– Não. Por quê? – perguntei virando a cabeça tentando olhar.

– Está toda pintada. – ele riu.

– Pintada? Como assim?

– Cheia de pintas vermelhas. Como se fosse alergia.

– Ah não. O camarão. Por isso estava sentindo coceira nas costas. Achei que não tivesse mais alergia a isso. – me lamentei.

– E agora?

– E agora que tenho que passar numa farmácia e comprar a porcaria de um antialérgico.

– Que foi Edward? – ouvi a voz de Bella do barco.

– Alergia. – respondi triste, virando as minhas costas pra ela ver.

– Puta merda, Edward. O que é isso? – perguntou Emmett.

– Deve ter sido o camarão. – respondi.

– Vem pra cá, Edward. – pediu Bella, preocupada.

Subi a escadinha do barco e fui para perto dela.

– Deixa ver como está. – ela falou, enquanto me virava de costas. – Está bem vermelho. Dói?

– Não. Só coça. E está ardendo um pouquinho, mas deve ser por causa do sal da água.

– Você tem alergia a camarão?

– Achava que não mais, mas pelo visto ainda tenho.

– E o que você vai fazer?

– Quando voltarmos, vou passar na farmácia comprar o antialérgico. Depois de algumas horas, passa.

Ela me olhou triste.

– Não é nada demais, Bella. É sério. Eu já tive isso algumas vezes. Depois do remédio passa.

– Ok. – disse, ficando de ponta de pé para me beijar. Passei minhas duas mãos na sua cintura, suspendendo-a enquanto nossas bocas conversavam. Foi quando lembrei que precisava colocar uma bermuda se não quisesse que alguém desse sinal de vida.

Passava das seis da tarde quando voltamos para o píer no LB Park. Emmett falou que ia dar uma volta no centro e depois voltava para casa. Alice e Jasper foram com eles.

Fui com Bella até a farmácia e comprei o antialérgico antes que alergia se espalhasse, pois já estava no meu ombro. De lá voltamos sozinhos para casa. Kaure ainda estava lá, preparando o jantar. Disse que arrumou todos os quartos, e o restante dos cômodos da casa. Agradeci e subi para o quarto com Bella.

– Bella, esse remédio dá um pouco de sono. Tomei há poucos minutos, mas já estou sentindo o peso nas minhas pálpebras.

– Vou deixar você dormir um pouco. – ela falou, virando-se para sair.

– Não, vem cá. Você, quer ficar aqui comigo? – perguntei.

Diz que sim Bella.

Ela arregalou os olhos.

– Eu... dormir com você?

– Só um pouquinho. Não precisa dormir, mas fica só até eu dormir. Mas se não quiser, tudo bem, Bella.

– Não. Eu...fico.

Abri um largo sorriso.

– Você pode esperar enquanto eu tomo um banho? – ela assentiu. – Não demoro.

Peguei uma calça de flanela cinza uma cueca boxer, entrando em seguida no banheiro. Minutos mais tarde, voltei para o quarto e logo senti o sorriso do meu rosto esmaecer quando não encontrei Bella lá. Ela desistiu.

Estava decidindo se ia à sua procura ou não quando a vi entrando no quarto. Para o meu alívio.

– Também fui tomar um banho. – ela falou, sorrindo.

Bella estava com um vestido de alças com estampas azuis, acima do joelho. Ele era simples, não era nem um pouco apelativo, mas tinha algo nele que eu não conseguia identificar que a deixou... sexy.

– Podemos deitar? – perguntei hesitante.

– Unrrum. – concordou.

Peguei na sua mão e caminhei devagar até a cama. Puxei o edredom, e deitei, me aconchegando debaixo dele. Bella pausou alguns segundos e depois se juntou a mim. Não era a primeira vez que ficávamos juntos numa cama, não nessa situação. Apenas sentados, vendo algum filme, conversando ou ajudando Bella no dever da escola, beijando muitas vezes, mas nunca para deitar e dormir. Além do mais, passei as últimas semanas evitando como um inferno ficar sozinho com ela num quarto.

Bella se acomodou no edredom, puxando o travesseiro para debaixo da sua cabeça, se inclinando para ficar de frente pra mim. Inclinei-me a ficar também de frente para ela.

Ela tinha feições tão doces, tão meigas. Minha vontade era de abraçá-la, dormir agarrado ao seu corpo, mas preferi manter a distância, respeitar o espaço dela.

– Linda. – murmurei e ela sorriu.

– Dorme Edward. – disse baixo, tocando de leve a ponta do meu cabelo molhado que caia na testa.

Eu já estava sentindo a droga fazer efeito, sabendo que dormir era questão de minutos. Beijei suavemente a sua mão e em seguida tudo escureceu.

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O quarto estava numa completa penumbra quando abri os olhos. Não sei por quantas horas dormi, na verdade nem sei em que momento peguei no sono. Só sei que a última coisa que senti fora a mão macia de Bella nos meus cabelos e agora ela não estava mais aqui, do meu lado.

Levantei um pouco sonolento e peguei uma camiseta branca que estava pendurada na cadeira, vestindo enquanto calçava o chinelo e saía do quarto. Pensei em bater na porta do quarto das meninas, mas achei melhor descer e ver onde estava todo mundo. Quando alcancei os últimos degraus da escada, vi Emmett e Jasper sentados na sala. Estavam arrumados.

– Hey, Edward. Como você está? – perguntou Jasper.

– Acho que melhor. Vocês vão sair?

– Vamos, no Gallagher’s. – respondeu Emmett.

– Por que não me chamaram?

– Porque você não vai. Edward você tomou antialérgico, não pode beber. – disse Jasper.

– E quem disse que eu ia beber? Posso ficar olhando.

– Só olhando? Sei. – zombou Emmett.

– Estamos prontas meninos. – falou Alice descendo as escadas, com Rosalie logo atrás.

– Até que enfim, hein! Vamos bonecas. – disse Emmett levantando-se do sofá.

– Espera, que horas são? – perguntei.

– São dez da noite, Ed. – respondeu Alice.

– E onde está Bella? – questionei.

– Aqui.

Respondeu, descendo as escadas com aquele mesmo vestido azul.

– Tchau crianças. Tomem conta da casa. – disse Emmett levando Rosalie consigo.

– Edward, a Bella já sabe, mas vou te dizer agora. Não tem o que se preocupar. Já levei suas coisas para o quarto grande. Você pode dormir com ela lá, que Alice e eu vamos dividir o outro quarto.

– Vamos, Jazz?

– Vamos Alice.

Jasper segurou o braço de Alice e os dois saíram, deixando Bella e eu na sala. Sozinhos na casa.

Para início de conversa, o que houve entre Jasper e Alice? Estão cheios de intimidade de repente?

– Você está melhor? – perguntou Bella.

– Acho que sim. Não sinto mais a coceira. – respondi, me virando para olhar pra ela.

– Deixa eu ver? – pediu permissão.

– Claro. – Subi a camisa e mostrei as minhas costas.

– É... não está mais como antes, mas ainda está um pouquinho vermelho. Dormiu bem?

– Sim. – respondi, baixando a camisa. – senti sua falta quando acordei.

– Eu esperei você dormir e saí. Vim ajudar Kaure com o jantar. Desculpa, é que eu não estava com sono.

– Tudo bem, Bella. Não precisa se desculpar. Obrigada por ter ficado até eu dormir. – falei, apertando a ponta do seu nariz.

– Er... vamos assistir a um filme? – sugeriu animada.

– Claro. O que você quer ver? – perguntei puxando-a para a sala de vídeo.

– Não sei, qualquer coisa.

– Vamos ver o que temos. – falei, verificando a prateleira de DVDs. – Que tal uma comédia? — perguntei mostrando-lhe a capa de Trovão Tropical?

– Ah não, já vimos esse duas vezes na sua casa. Outro.

– Hummm. Vamos ver, vamos ver. A Ilha do medo?

– Ai não, Edward. Esse aí é muito sombrio. Vai que eu não consigo dormir à noite?

– Você vai estar comigo. Cuidarei de você. – disse, assegurando-lhe com sinceridade.

– Eu sei. – murmurou, me presenteando com mais um sorriso.

– Que tal A Proposta?

– Ótimo.

Liguei a TV e coloquei o DVD no aparelho, sentando ao lado de Bella no sofá.

– Edward vai pegar algo para comer, você não jantou.

– Vou. Espera um minuto? – perguntei, dando um leve tapa em sua coxa.

– O tempo que quiser. – trocamos um selinho e fui até a cozinha.

Peguei um prato, colocando um pouco do macarrão à carbonara e esquentei no microondas, voltando para a sala de vídeo. Depois que terminei de comer, puxei Bella para mais perto. Ela se deitou com a cabeça no meu colo, dando-me fácil acesso para fazer-lhe um cafuné enquanto assistíamos. O filme estava quase no fim quando percebi Bella dormindo.

– Bella? – sussurrei.

– Hmmm – respondeu, abrindo lentamente os olhos.

– Quer ir para o quarto? Você está com sono. – disse afagando de leve o seu braço.

– Não estava. Mas assistir a um filme com você mexendo nos meus cabelos é golpe baixo. É claro que eu ia dormir.

Gargalhei e a puxei para levantarmos, pegando o controle remoto e desligando a TV.

– Vamos dorminhoca. A desculpa pro sono agora sou eu.

Ela sorriu e me seguiu.

Entramos no quarto que Bella havia dormido com Alice na noite passada, e hoje dormiria comigo. Pela primeira vez dormiríamos juntos.

– Vou colocar meu pijama.

– Droga. Esqueci de verificar se as portas estão fechadas. Volto rápido Bella.

– Ok. – ela respondeu.

Desci novamente para o piso inferior e tranquei as portas, que como imaginei, estavam abertas. Apaguei as luzes internas, deixando apenas as do exterior da casa ligadas, e subi novamente para o quarto.

Quando entrei, encontrei Bella sentada na cama por cima de suas pernas. Muito rapidamente verifiquei o que ela vestia. Um conjunto de short doll, rosa, cuja peça de cima tinha uma fita branca de cetim. Não era extravagante, tampouco transmitia algum apelo sexual. Mas era justo, curto, e mostrava muito de sua pele.

Essa noite seria extremamente difícil. Ou não.

– Er... estava aberta.

– O que? – perguntou.

– A porta. Foi bom eu ter descido para ver.

– Ah. – sibilou.

Ela continuou me olhando, e eu feito um idiota continuei parado na porta.

– Você não vem? – perguntou.

– Sim. Eu... vou escovar os dentes. Já volto.

Fui até a minha mochila, que Jasper já havia deixado aqui, e peguei a minha escova de dente. Fui até o banheiro, cujo cheiro do shampoo de Bella estava bem acentuado, e fiz minha higiene, lavei o rosto, voltando logo após para o quarto.

Bella ainda estava sentada, na mesma posição, olhando para a minha direção. Apaguei a luz, deixando apenas a iluminação natural da noite incidir o quarto quando me juntei a ela, deitando do lado esquerdo da cama, pegando um travesseiro, colocando-o por debaixo da minha cabeça.

– Deita aqui, Bella. – pedi.

Ela atendeu a meu pedido, deitando, puxando o edredom. Novamente de frente para mim. Longe de mim.

Bella olhava intensamente para mim, meus olhos correspondendo da mesma forma, mas estava muito incomodado com a distância entre a gente.

– Eu... você quer dormir abraçada a mim? – perguntei, incerto.

– S-sim.

Puxei seu corpo para perto do meu.

– Er... você... você quer virar-se de costas? É que assim podemos ficar mais bem encaixados. – sugeri.

– Ah, certo. – não sei qual voz estava mais vulnerável, se era a minha ou a dela.

Bella se virou, e eu a puxei pelo quadril, encostando as suas costas em meu peito, mantendo meus dois braços ao redor dela. Fechei meus olhos, enquanto inspirava o aroma do seu perfume, quando me bateu algo que faltava.

– Bella? – sussurrei.

– Hum?

– Eu.. er... posso te dar um beijo de boa noite? — perguntei.

– Eu estava achando que você não ia pedir por isso. – sua voz era muito baixa, irregular.

– Nunca, Bella. Nunca vou me cansar de beijar você. – disse, depositando um beijo no lado esquerdo do seu pescoço exposto.

Bella inclinou a cabeça de lado, sem se virar totalmente, facilitando o que íamos fazer, e eu aproximei-me lentamente do seu rosto, apenas roçando meus lábios ao dela num ritmo ocioso, sentindo a sua textura, a sua respiração descompassada e o seu hálito de menta. Bem devagar, pressionei os nossos lábios com um pouco mais de força, mas sem línguas dessa vez. Mordisquei vagarosamente o seu lábio inferior, e ela sorriu, levantando a sua mão até o meu rosto, fazendo carinho. Depositei leves beijos em sua boca e me afastei. Bella virou-se novamente a cabeça para a posição de antes, e eu sussurrei em seu ouvido:

– Boa noite, minha linda.

– Boa noite, Edward. – demorou uns segundos até ela completar. – Er... eu a-adoro você.

Senti meu peito inflar-se. Era a primeira vez que ela dizia que me adorava, apesar de eu já ter dito o mesmo a ela, covardemente porque na verdade queria dizer que a amava.

– Também te adoro, Bella. – falei pela segunda vez, beijando delicadamente o seu cabelo.

Continuamos deitados, mas eu não sentia o sono vir de nenhuma maneira. E pela respiração de Bella, eu sabia que ela também estava longe de cair na inconsciência. Além do mais, eu estava começando a sentir calor. O ar condicionado estava desligado, e as portas da varanda fechadas.

– Bella?

– Huh?

– Você se importaria se eu tirasse a camisa?

– Oh, tudo bem. – ela se afastou um pouco e eu tirei os meus braços que a abraçavam. Tirei rapidamente a camisa, jogando-a na poltrona que estava perto da cama.

– Bella, se importa se eu abrir uma das portas? Está um pouco quente aqui.

– Não, Edward, pode abrir. Embora eu acredite que não vai adiantar muito. – ela disse as últimas palavras tão baixas que eu mal ouvi.

– Como?

– Nada não Edward. Pode abrir. – disse sorrindo um pouco nervosa. Por que ela ficou nervosa?

Abri apenas uma das portas, e logo senti a brisa invadir o quarto. Voltei para a cama, deitando-me na mesma posição, puxando novamente Bella para deitar-se com a cabeça em meu peito.

Acho que já havia passado dez minutos que a porta da varanda estava aberta, nem estava tão quente, mas eu ainda não conseguia dormir. Como eu poderia dormir? Eu estava ali, com Bella. Sozinhos, abraçados numa cama. Minha cabeça pensando em várias coisas ao mesmo tempo, em muitas besteiras para ser sincero, mas eu não conseguia agir, apesar do meu coração estar batendo nesse momento em um ritmo descompassado.

– Edward.... – ouvi a voz de Bella, de repente, tirando-me dos pensamentos.

– Hm, Bella?

– Você está com sono?

– Não, nem um pouco. – falei a verdade.

– Nem eu. – respondeu.

Ficamos calados por alguns segundos.

– Edward.... eu... er...

– Você...

– Será que nós... se você quiser é claro, é que... – pausou de novo. – já que nós não estamos com sono... eu pensei em... se nós não podíamos então...

Eu sabia o que ela queria propor.

– Você quer namorar um pouquinho Bella, é isso? – falei tentando diminuir sua agonia.

– Sim. Você quer? – indagou num tom de voz fraco.

– Claro que eu quero, Bella. Na verdade eu... estava tentando te propor isso, mas não sabia se você ia querer também, se você queria dormir, e....

Bella saiu dos meus braços e virou-se de frente para mim num átimo, fazendo-me parar de falar quando eu olhei em seus olhos.

Eu não precisava falar mais nada. Ela não precisava falar mais nada. Porque tudo estava ali, nos nossos olhos, conversando entre si. Meu coração, já acelerado, disparava tão forte que eu até cheguei a pensar que ele não ia agüentar depois de ver aquele olhar. Era tão intenso. Cheio desejo, ansiedade, curiosidade.

Chegara o momento de darmos o segundo passo.

Estendi a minha mão até o seu rosto e tracejei o contorno dos seus lábios com o meu polegar delicadamente. Bella fechou os olhos, totalmente entregue ao meu toque. Eu podia ver o quanto ela estava tremendo, me fazendo lembrar que havia perguntas que eu queria fazer, e que talvez fosse a hora de obter as respostas.

– Bella. Eu posso te fazer uma pergunta?

Ela abriu os olhos e me encarou.

– Claro, Edward.

– Somos namorados, além de amigos Bella, e eu não quero que você sinta vergonha ou tenha receio de me responder, certo?

– Sim. – disse, franzindo a testa, confusa.

Hesitei por um segundo, dando um longo suspiro.

– Bella, você... qual o mais longe você já chegou?

– Como? Não entendi sua pergunta.

– É... ficou mal formulada. – parei um minuto, apertei os olhos e continuei. – Eu quero saber qual contato mais íntimo você já teve com alguém, quero dizer, com o seu.. er.. ex.

Bella mordeu os lábios nervosamente, e deitou-se na cama, com a cabeça virada para o teto.

– Nunca passou de beijos, Edward. – respondeu baixo, um pouco envergonhada.

Oh meu deus. Eu acho que vou morrer.

– Sério? – perguntei, não escondendo o contentamento em minha voz.

– Sim. Nunca passou disso. Nunca tirei a roupa, nem nunca vi ninguém sem roupa. Mike, er... tentou, uma única vez, mas o máximo que ele conseguiu foi tirar a minha blusa.

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Voltei a sentir raiva daquele garoto.

– Então ele viu os seus... seios?

– Não. Eu estava de sutiã. Edward, como te falei, eu só fiz beijar em toda a minha vida. Eu não sei nem o que é... er... sentir.. er... você sabe. Nunca senti um org.. prazer. – disse a última palavra quase num sussurro.

Senti o alívio me invadir mais uma vez.

– Vem cá. – A puxei novamente para os meus braços. – Você acaba de me fazer o homem mais feliz agora. Saber que você nunca foi tocada, que nunca tocou em alguém, que você é pura e só minha, Bella, você não imagina o quanto estou radiante por saber disso.

Em questão de segundos eu estava apoiando o cotovelo direito na cama e a mão esquerda na cintura de Bella, roçando o meu nariz na linha do seu queixo, descendo para o seu pescoço enquanto tentava não fazer peso ficando por cima dela. Sua respiração pesada próximo ao meu ouvido só me deixava mais disposto a continuar o que eu queria fazer com ela essa noite.

Colei nossos lábios e mais uma vez em questão de segundos estávamos num beijo de língua muito intenso. Bella pousou suas duas mãos nas minhas costas nuas, arranhando de leve com as suas unhas curtas. Fui obrigado a soltar um gemido de êxtase. Não conseguia evitar quando ela fazia isso, ou quando puxava os meus cabelos da nuca. Subi a minha mão que estava na cintura até a sua face e eu pude sentir o quanto ela estava quente, febril na verdade. Desci novamente a minha mão, para as suas coxas, fazendo movimento de cima a baixo. Afastei nossos lábios e inclinei o meu rosto até a sua orelha, dando beijos molhados naquele local que eu bem sabia que a deixaria mais excitada. Enquanto isso, passei a brincar com a barra da blusa do seu pijama, subindo aos poucos a minha mão até chegar à sua barriga. Fiquei alisando a área até que decidi subir a minha mão um pouco mais, sentindo o seu corpo enrijecer antes que eu pudesse tocar os seus seios.

– Posso te fazer se sentir bem, Bella? – perguntei em seu ouvido, quase um sussurro.

Ela tremeu e senti suas mãos nas minhas costas ainda mais apertadas. Sua respiração acelerada, fazendo seu corpo subir e descer muito rapidamente.

– Sim, Edward.

Parei com o que eu estava fazendo na sua orelha e tirei a minha mão debaixo de sua blusa, erguendo a cabeça para olhar bem nos olhos dela.

– Não vai doer nada. Eu só vou fazer você sentir bem.

Ela sorriu e eu dei outro sorriso em resposta, me inclinando para beijá-la nos lábios novamente. Ela subiu suas mãos para os meus cabelos, apertando os dedos no local, incitando-me a continuar. Fui descendo novamente os beijos para o seu queixo, pescoço, com o maior cuidado de não deixar nenhuma marca ali. Minha mão desceu novamente para a barra lateral da sua blusa do pijama, e subi um pouco, deixando a sua barriga exposta, fazendo tudo milimetricamente devagar para que ela se acostumasse com o novo grau de intimidade que estávamos atingindo. Desci a minha boca até a sua barriga, fazendo círculos em seu umbigo com a minha língua. Bella gemeu espremendo os olhos, arfando, esfregando as suas duas pernas. Sorri para o que ela estava tentando fazer, e imaginei que ela estivesse quase pronta.

Espalhei vários beijos na carne da sua barriga, e quase congelei quando a sua voz alcançou os meus tímpanos.

– Tira a minha blusa Edward. – Não havia vergonha naquele pedido.

Perdi completamente o ar que ainda me restava, e a olhei intensamente nos olhos. Bella fez um carinho no meu cabelo, um modo de dizer que estava tudo bem.

Sorri e puxei lentamente a sua blusa para cima, nunca deixando os seus olhos, e quando a blusa passou totalmente pela sua cabeça, baixei os olhos até o seu torso, engolindo em seco com a visão à minha frente. Os seus seios eram exatamente como imaginei. Não eram muito pequenos, eram bem proporcionais, além disso bem redondos, em forma de laranjas, as auréolas bem rosadas, como as suas bochechas ficavam quando ela estava envergonhada. Eles eram lindos, incríveis.

– Lindos, Bella. Você é linda. – falei olhando nos seus olhos.

– Obrigada, Edward. – falou, a voz ainda vulnerável.

– Eu posso tocá-los?

– S-sim. – respondeu um pouco nervosa.

Levei uma mão até o seu seio esquerdo, vendo o quanto ele se encaixava perfeitamente à minha mão. Friccionei o mamilo, fazendo Bella gemer no processo, em seguida, passeei a minha mão pelo outro seio, que estava tão intumescido quanto. Não demorou e eu estava com as minhas duas mãos em concha ao redor dos seus seios, massageando os seus mamilos tensos. A essas alturas o meu membro estava muito duro, querendo um alívio e escapar de dentro da calça, mas eu tinha que ignorá-lo, suportar o latejo. Porém, não consegui resistir e baixei a minha cabeça para beijar os seios. Enquanto a minha boca corria beijando o direito, fazendo um trabalho prazeroso – tanto para mim quanto para ela -, o meu polegar massageava o bico do outro. Quando estava prestes a fazer a troca, a reação de Bella me fez rir internamente.

– Edward... eu... você está me deixando louca. – disse desnorteada.

– Relaxe, Bella. Apenas sinta.

Dito isso, beijei suavemente o seio esquerdo, sugando de leve os mamilos para não machucá-la, lambendo com a minha língua. Eu estava muito controlado, porque a minha vontade era tirar toda a sua roupa, tirar a minha e acabar logo com isso. Mas eu não podia fazer isso, não agora, não hoje. Eu precisava ir devagar, mostrá-la todas as sensações, prepará-la para mim.

Larguei o bico do seu peito, e olhei para ela. De olhos fechados, a boca brevemente aberta e a respiração era praticamente impossível para ela.

Ela estava no limite

Suspirei fundo, a fazendo abrir os olhos e perguntei.

– Bella, eu posso... tocá-la?

– S-sim. – Ela me lançou um breve olhar, fechando os olhos novamente em seguida.

– Relaxe, minha linda – disse, na minha voz tranqüilizante.

Contei até dez, tentando me acalmar e acalmar alguém aqui embaixo, e levei a minha mão no cós do seu short de dormir. O corpo de Bella estava tão quente e tão tenso que eu estava começando a ficar preocupado com a sua reação ao que veria a seguir.

– Calma, Bella. Não vou muito longe. Apenas te tocar, certo?

Ela abriu os olhos mais uma vez, assentindo com a cabeça.

Coloquei a minha mão em sua nuca, levantando o seu rosto para voltar a beijá-la, não tão sequioso como estávamos minutos atrás, mas ainda assim de forma intensa, colocando as nossas línguas para dançarem, num ritmo lento e apaixonado. Deslizei a minha mão com cautela para dentro do seu short, sentindo o tecido da sua calcinha, passeando com os meus dedos suavemente. Quanto mais aprofundava o beijo, mais deslizava a mão para baixo, esfregando de leve por cima da calcinha. Com lentidão e cuidado coloquei minha mão por dentro da sua calcinha, bem no meio de suas pernas, fazendo elas se abrirem um pouco. Quase morri quando senti a umidade e gemi em sua boca quando a senti gemendo ao meu toque.

– Deus, Bella, você está muito molhada.

Comecei a roçar de forma extremamente gentil, enquanto acariciava a pequena quantidade de pêlos ali embaixo.

– Ahhhh... – ela arfou na minha boca, me deixando mais maluco com os sons dos seus gemidos. Meu pênis estava gritando por dentro da cueca.

Aumentei o ritmo, massageando exatamente no ponto que eu sabia que a faria sentir bem, e me deleitei ao vê-la totalmente entregue, o corpo gemendo de prazer.

– Linda. Eu estou adorando tocar você, Bella. – falei baixinho, roçando o meu nariz pela sua bochecha.

– Hmm... – murmurou com dificuldade.

Passei a fazer círculos na área, não pressionando muito, mas com firmeza, com um pouco de velocidade. Bella imprensou as suas pernas, apertando ainda mais a minha mão entre elas.

– Oh, Deus…- ela murmurou novamente baixinho, quase para si mesma, enquanto meus dedos trabalhavam em seu clitóris. Suas mãos se fechando em pequenos punhos puxando os meus cabelos, deixando-me a ponto de perder a razão.

Desci um pouco mais a minha mão, passeando pelas dobras dos seus lábios, quando a ouvi resmungar.

– NÃO!!

– Não? Não está gostando? – perguntei confuso, parando o movimento.

– Não. E-eu estou amando. Er... a sua mão.

– O que tem minha mão, Bella? – perguntei extremamente preocupado.

– Não tire de onde estava. — pediu timidamente, fechando os olhos.

Demorou um segundo para que eu entendesse. Ela estava se queixando de eu ter tirado o dedo do seu clitóris, por ter parado de massagear o local.

Sorri e voltei com o dedo próximo ao local e perguntei.

– Aqui, Bella?

– Hmmm.. um pouco mais em cima – respondeu nervosa, ou estava envergonhada.

– Aqui?

– Não, Edward. Sobe mais um pouco. – falou com a voz trêmula.

– Aqui, Bella? – perguntei, dessa vez tocando-a onde mais queria, dando um breve beijo em sua boca.

– Sim!! Aí. Sim. – ela voltou a relaxar.

– Você gosta que eu te toque aqui? – perguntei propositalmente, incitando-a a conversar comigo sobre as sensações que o meu toque estava provocando nela.

– Oh. Sim. – respondeu arfando enquanto eu friccionava o meu dedo no ponto mais sensível de sua vulva. Meus movimentos eram cuidadosos, delicados e lentos. Extremamente lentos. Seu sexo estava completamente encharcado e ardente.

– Aahhhh. – ela gemeu novamente, respirando com extrema dificuldade.

Aumentei o ritmo do meu polegar naquela área, meus olhos fixos nos seus olhos, que continuavam fechados, enquanto ela tentava prender a respiração, concentrada nas sensações que vinham desse ponto secreto e delicado do seu corpo que ela acabara de descobrir. Bella comprimia os olhos, mordendo o lábio inferior com muita força, se contorcendo em cima da cama e arqueando as costas. O seu quadril estava praticamente empurrando-se contra a minha mão, enquanto meu dedo fazia círculos de baixo para cima e de um lado para o outro do seu clitóris.

Finalmente suas pernas se contraíram e começaram a tremer incontrolavelmente com a libertação. Nada que eu tenha presenciado ou vivido era tão lindo e erótico como a visão na minha frente. A garota que eu amo tendo um orgasmo pela primeira vez na vida. O seu rosto se contorcendo de prazer e o seu corpo inteiro tremendo era inenarrável. Eu nunca antes. com as mulheres na qual já tivera sexo, tinha parado e contemplado enquanto elas atingiam o clímax. Eu a estimulei como nunca havia feito com nenhuma outra. Com carinho e paciência, dedicando-me apenas em dar-lhe prazer, sem querer nada em troca.

Fiquei lá paralisado, assistindo enquanto ela tentava recuperar a respiração, minha mão ainda nas suas partes íntimas, esperando até o momento que ela abriu os olhos. Bella alargou os lábios para um sorriso e eu não podia me sentir tão extasiado como agora. Ela sequer chegou perto do meu membro, mas a sensação após ver aquele sorriso estampado em seu rosto era tão bom quanto o meu próprio orgasmo.

Tirei finalmente a minha mão de dentro da sua calcinha e segurei o seu rosto com as minhas duas mãos, beijando-a profundamente. Diminuí o ritmo do beijo, parando depois de um tempo, voltando a olhar para ela.

– E então, tudo bem?

– Tudo perfeitamente bem, Edward. – respondeu com um sorriso de satisfação. – Isso foi… eu não consigo nem encontrar uma palavra para descrever. É tão bom!

– Eu sei, minha linda. Obrigado por me deixar te fazer se sentir bem. – disse, dando um rápido beijo nos seus lábios.

– Obrigada, Edward.

– Não tem o que me agradecer, Bella. E você terá isso sempre que quiser. – falei deitando-me de lado na cama, trazendo Bella para descansar a cabeça no meu peito. Ela aninhou-se ao meu redor, com a respiração calma, tranqüila.

– Eu... terei mesmo? Sempre que eu quiser? – pelo tremor do seu corpo, percebi que ela estava sorrindo.

– Você terá tudo que quiser de mim, Bella. Eu vou amar causar essas sensações em você. – falei, rindo em resposta.

Ficamos assim abraçados por um longo tempo em silêncio. Achei que Bella já estava dormindo quando ouvi a sua voz de repente.

– Eu adoro você, Edward. – disse baixinho, a voz abafada no meu peito.

– Também adoro você, Bella. – respondi, levando a minha mão até seu queixo, erguendo-o para que ela olhasse para mim.

Ficamos nos encarando por alguns segundos, quando inclinei a minha cabeça para beijá-la suavemente. Afastei os nossos lábios e beijei o topo da sua cabeça.

– Durma, minha linda.

E assim nos aconchegamos na cama, Bella com as costas no meu peito, meu braço protetoramente em sua barriga. Sorri para mim mesmo e fechei os olhos, caindo nas profundezas do sono após a primeira noite em que nosso relacionamento alcançava proporções mais íntimas.

E isso era só o começo.

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Notas finais
Ounnn que fofo!! Primeira noite dormindo juntinhos!! E a Bella safadinha hein? Quase morreu quando o Edward tirou o dedo do lugar lá kkkkkkkkkkkkkkk Ai gente, espero que vocês tenham gostado do primeiro contato íntimo deles. Ainda não foi a primeira vez, porque, como expliquei capítulos anteriores, as coisas acontecerão aos poucos. Mas não vai demorar. E então, tô no caminho certo? Espero que sim. Quero desejar as minhas leitoras uma ótima entrada de ano e que venha 2011! Amo todas!!!