Notas iniciais
Capítulo com POV Edward e POV Bella.
*LEMONADA*
Apesar de que eu acho que ninguém vai gostar de ler. kkkkkkkkkkkkk
Sei que prometi postar mais cedo, mas faltou energia aqui por mais de quatro horas e eu perdi alguns parágrafos finais. Tive que refazer e infelizmente não ficou do mesmo jeito, mas a ideia é a mesma.
Um super beijo na tammytelles que recomendou essa fic.
Boa leitura!




POV EDWARD


Eu estava muito irritado quando finalmente todos os passageiros foram autorizados a desembarcar depois de mais de meia hora com a aeronave parada na pista de pouso. Já estava com a única bagagem de mão quando me levantei do assento, aguardando pacientemente que a fila de passageiros, que se formou no corredor do avião, andasse.

Assim que passei pelo portão, saí apressado, caminhando pelo aeroporto procurando pelos meus pais, que se encarregaram de vir me buscar. Eu realmente queria mesmo chegar logo em casa.

Não demorei a localizá-los e abri um largo sorriso quando os vi, aumentando os passos em direção a eles.

– Mãe. – falei abraçando-a.

– Sabe... – disse, ainda abraçada a mim – Eu realmente estou adorando esse seu namoro. Assim não sentimos sua falta por tanto tempo.

Sorri sonoramente enquanto afrouxava os braços, indo agora abraçar o meu pai.

– Se eu não soubesse o quanto sua mãe gostou da Bella, diria que ela estava com ciúmes, filho. – comentou Carlisle, enquanto abraçava-me.

– Não é que eu não viria por vocês. Sabem que eu viria de qualquer forma para vê-los, mesmo sem tanta freqüência. Mas eu sei que vocês me entendem. – explanei.

– Claro que entendemos Edward. Se pudéssemos, com o seu pai e eu seria do mesmo jeito quando éramos jovens. E eu só quero ter ver assim... feliz. – disse, depositando afetuosamente a mão no meu rosto.

– Se não fosse a faculdade e a distância, eu teria ido buscar sua mãe na Irlanda muito antes do que eu fui. Faça o que o seu coração mandar, Edward. – completou o meu pai.

– Obrigado, mãe, pai. – agradeci, sorrindo em contentamento.

– Bom... podemos ir? Sei que Edward está louco para ver sua garota.

– Estou mãe. Muito. – falei enquanto caminhávamos em direção ao carro.

Sei que meus pais estavam sendo sinceros e não criticavam minha decisão de vir sempre que pudesse para ver Bella. Na verdade, eu sabia que o nosso namoro traziam-lhes boas recordações. Afinal, também ficaram algum tempo longe do outro na juventude. Um longo tempo, para ser mais específico. Eles também estavam no início do namoro, como Bella e eu, quando se separaram. Mas o amor que sentiam, – que sentem – provou ser maior que qualquer distância ou obstáculo.

Ainda não sei se o que Bella e eu sentimos pelo outro seja amor. O que eu sei é que nada que eu já tenha sentido antes se aproximava remotamente do que eu sentia agora, por ela. Eu não suportaria ficar tanto tempo sem vê-la, sem abraçá-la ou beijá-la, como meus pais foram praticamente obrigados a ficarem. Agradeço mentalmente todos os dias pela boa condição financeira que temos e até mesmo o curto tempo livre que tenho com a peça, que me permitem fazer pequenas viagens para nos encontrarmos.

Chegamos em casa alguns minutos mais tarde e rumei ao meu quarto, jogando a minha mala de mão na cama, correndo para um banho. Tomei uma ducha rápida, enrolando-me em seguida na toalha. Dei uma breve olhada no espelho, observando a minha barba por fazer e o cabelo que necessitava de um corte. Logo estava de volta ao quarto, procurando algo casual e apresentável para vestir, já que eu iria conhecer os pais da Bella. Não estava nervoso, apenas ansioso que finalmente nosso relacionamento seria do conhecimento de ambas as famílias.

Eu ainda tinha muita roupa no closet, apesar de ter levado uma quantidade considerável para os meses fora. Optei por tênis, calça jeans, camiseta branca e uma jaqueta bege por cima. Passei um pouco de perfume, pegando o celular, o óculos e a chave do volvo que estavam em cima da mesa. Vi no visor o ícone de mensagem e sorri ao constatar que era de Bella, perguntando-me se eu já tinha chegado. Respondi que sim, e que chegaria a casa dela mais tarde, o que não era verdade já que eu estava saindo nesse momento e pretendia fazer uma surpresa, esperando-a chegar da escola.

Fui em direção ao carro, pulando nele. Estava ansioso demais para ver Bella. Sorri com o pensamento do quanto tudo parecia tão surreal. Era inacreditável que um acaso encontro pudesse transformar a vida de duas pessoas. Fui escalado para fazer o teste de Romeu e Julieta com ela, mas poderia ter sido outro, ou ela poderia não ter ido aquele dia. E agora estou eu aqui, contando os minutos para vê-la. Minha namorada.

Assim que parei o carro na frente da residência dos Swan, chequei as horas. Faltavam cinco minutos para as três, cinco minutos para Bella sair da escola. Pelo que me dissera no dia anterior, os pais estariam no trabalho a essa hora. Perguntei-me se teria alguém dentro da casa. Talvez Alice, já que Rosalie também estava em horário de trabalho. Porém, optei por esperá-la do lado de fora mesmo.

Estava encostado no capô do meu carro quando vi o jaguar surgir na esquina. Meu coração disparando em antecipação. Perguntei-me se seria sempre assim, sempre que a visse. Bella parou o carro e correu ao meu encontro, nossos corpos chocando-se em um abraço terno, cheio de saudades.

Como era bom sentir o calor e o conforto do seu abraço, a eletricidade que eriçavam os meus pelos com um simples toque da sua mão na minha, inalar o cheiro de morangos que só aqueles cabelos castanhos emanavam, aquele sorriso que iluminava o meu dia. Não me importava em ficar ali, abraçada a ela, mas desejava mais que tudo ver o seu rosto, sentir a textura dos seus lábios e ter a sua respiração misturada à minha. Eu estava totalmente viciado nela.

Entrei pela primeira vez à sua casa. Era muito bonita e espaçosa. Móveis e decoração de muito bom gosto. Alice aparecera na escada em um dado momento, mas logo voltara para o quarto, talvez por querer nos deixar à vontade. Bella mostrou-me cada cômodo da casa, deixando o seu quarto para o último. O quarto tinha as dimensões diferentes dos demais da casa, porque era retangular. Era também o menos iluminado, devido à floresta que cercava a enorme janela norte, impedindo um pouco de luz pelas sombras das árvores. Era organizado, limpo, aconchegante. O piso de madeira, como toda a casa, poltronas próximas a janela, mesa para computador e um closet de madeira antiga, como o restante dos móveis.

Bella retirou-se para um banho, deixando-me à vontade, vistoriando o seu 'refúgio', como ela mesma descrevera minutos mais tarde. Observei os muitos livros e CDs que ela mantinha em algumas prateleiras, correndo meus dedos para checar os títulos. Cheguei próximo ao computador, pegando alguns papéis jogados por cima, lendo alguns deles, que se tratava de rascunhos das matérias da escola. Caminhei até a cama, localizada no centro, forrada com uma colcha roxa, e que, apesar de um pouco menor, era de casal como a minha. Sentei nela, permanecendo ali durante um tempo, lembrando o dia em que a vi dormir, no hospital e na minha casa. Ela dormia tão profundo, tão quieta, mal se mexia. Perguntei-me se era sempre assim todas as noites. Sorri ao lembrar quando Alice me dissera que ela costumava falar às vezes, enquanto dormia, imaginando quando teria a oportunidade de vê-la falar durante o sono, e quando teríamos a oportunidade de dormir juntos pela primeira vez. Não no sentido de fazer sexo. Apenas dormir. Vê-la de pijama, aninhar-me ao seu corpo esperando o sono chegar, conversar até cair na inconsciência, acordá-la distribuindo beijinhos, e até mesmo sentir o seu hálito matinal.

Não vou ser hipócrita e negar que já me peguei imaginando em como e quando seria nossa primeira vez. Passei a pensar nisso nesses últimos dias, no Colorado. Não conseguiria explicar com palavras a eletricidade que rebentava entre nós, as faíscas e o formigamento inexplicável mesmo quando estávamos a poucos metros de distância. Eu a desejava, e muito, mas tinha que ir devagar. Além de namorarmos há pouco tempo, ainda não sabia se as minhas suspeitas de que ela era virgem tinham fundamento. E eu não podia introduzir esse assunto agora.

Levantei-me da cama, correndo a mão pelos porta-retratos da família. Muitas fotos de Bella quando mais nova, inclusive uma foto de formatura da Educação Infantil. Foi inevitável não pensar se antes ali teria alguma foto de Mike, ou dos dois juntos. Provavelmente sim.

Não sei o que o que Bella fez com elas ou com as outras coisas que ele provavelmente lhe deu, porque imagino que deve haver presentes ou lembranças dele nesse quarto. E sinceramente não quero saber. Mas, desejaria muito que em breve, quando voltasse aqui novamente, encontrasse lembranças minha. Lembranças nossa.

Bella saíra do banho e em seguida fomos para a cozinha. Hoje ela faria o jantar e eu estava realmente ansioso para conhecer esse seu outro lado. Alice chegara um tempo depois, ajudando-a com os ingredientes.

Já estava escuro quando a mãe de Bella chegara. Renée tinha um bom humor e um espírito jovial latente, e era muito bonita por sinal. Era inegável que Rose herdara a sua aparência física, mas ao encarar os olhos de Renée, tudo que eu conseguia ver eram os olhos de Bella. Algum tempo depois Rose chegou, sem Emmett, o que foi estranho a mim já que ele avisou que também viria. Só notei que o Sr. Swan já estava na casa quando Bella entrara na cozinha. Tensa. Peguei a sua mão e sussurrei para ficar calma. Charlie, como me pediu para chamá-lo, logo que nos viu desviou os olhos para as nossas mãos, entrelaçadas. Ele não foi hostil, não impôs regras para a nossa relação, tampouco me tratou indiferente. Muito pelo contrário. Ao término de jantar, já bebíamos vinho enquanto conversávamos sobre carreiras, política, futebol, esportes e até combinamos de pescar algum dia, quando eu voltasse da temporada. Tínhamos nos dado bem.

O mais difícil da noite veio depois. Despedir-me de Bella. Não tivemos um tempo de qualidade a sós e nem nos beijamos como eu queria. Eu ainda não tinha matado as saudades e precisava estar novamente com ela. Mas infelizmente teria que esperar até o dia seguinte, quando ela saísse da escola.

Ao chegar em casa, encontrei meus irmãos assistindo TV na sala.

– Já? Pensei que você fosse ficar com a Bella até tarde. – disse-me Jasper.

– Bem que eu gostaria. Mas não quero abusar da boa recepção que tive dos Swan.

– E aí, como são os sogrinhos? – perguntou-me despreocupadamente Emmett.

– Agradáveis. – sorri. – Renée é espontânea, muito fácil gostar dela, e Charlie, apesar do jeito durão, tem um bom coração e é uma pessoa sábia. Bella teve a quem puxar. À propósito, por que você não foi hoje?

– Nossa mãe achou melhor deixar você ir sozinho.

– Hmmm. Onde ela está? – perguntei.

– Acho que no quarto. – respondeu Jasper, com os olhos na TV.

– O pai chegou mais cedo do plantão e assim que entrou retirou-se para o quarto, queixando-se de dor de cabeça. Aposto que a mamãe foi curá-la. – disse Emmett com um sorriso malicioso.

– Nem a mãe e o pai você salva. – comentei rindo.

– Falando nisso, posso te fazer uma pergunta?

– Depende. O que é? – questionei desconfiado.

– Você e a Bella já... ? – perguntou-me sugestivamente.

– Não. – respondi, sacudindo a cabeça ao mesmo tempo.

– Por quê? – insistiu.

– Emmett, só temos uma semana de namoro! – exclamei.

– E daí? Você transou com a Victória antes mesmo de namorar com ela.

– É diferente. – tentei argumentar.

– Diferente? Como? – entrou Jasper na conversa.

– É diferente porque... porque eu gosto da Bella. Sou apaixonado por ela. Com as outras era... apenas sexo.

– Sexo com sentimento é muito melhor Edward. Não sabe o que está perdendo. – disse Emmett. – Ela é virgem?

– Não sei. – respondi, dando de ombros.

– Você não procurou saber ainda? – perguntou Jasper.

– Não acho que seja o momento oportuno. Não é hora ainda para introduzir o assunto, a menos que ela inicie algum diálogo sobre isso. É muito cedo. – expliquei.

– Entendo. – completou Jasper.

– Já a irmã... – comentou Emmett, mordendo o lábio com malícia.

– Como aconteceu isso, Emmett? Você e Rosalie. Achei que ela não quisesse nada com você. – falei.

– E não queria mesmo. Mas consegui reverter e agora ela não me escapa mais.

– Sim, ela escapa. Escapa para cá. Pensa que nunca ouvi os passinhos de ponta de pé pelo corredor quando ela chega aqui durante a madrugada? – inquiriu Jasper, sorrindo.

– Aquela mulher é... – tentava procurar as palavras. – insaciável.

– Desde quando vocês estão juntos? – quis saber.

– Desde quando voltamos de Nova York. Lembra, passamos a semana fora, em Long Beach. Você acredita que ela achou que eu tinha saído da academia por causa dela? – ele riu. – Ela me ligou e marcamos. O resto, já sabem.

– Não vai contar como foi? – perguntou Jasper.

– Não, por quê?

– Porque você sempre comenta suas transas. – observou Jasper.

– E com riqueza de detalhe. – completei.

– O que vocês querem? Saber se ela é boa de cama? Sim ela é. Ponto final. – respondeu, voltando os olhos para a TV.

– Quem é você e o que fez com o meu irmão? – zombou Jasper. Apenas ri.

– Ah, tem coisas que não dá pra contar para os irmãos. – ele deu de ombros.

– Isso se chama eu estou apaixonado Emmett. – falei, caminhando em direção as escadas.

Entrei no meu quarto, colocando o celular e a chave do carro em cima do criado-mudo. Em seguida, tirei a jaqueta e comecei a tirar lentamente a minha camisa, enquanto contemplava a escuridão da noite através da janela. Era uma noite bonita, sem estrelas, mas bonita. Joguei a camisa em cima do sofá, sentando-me na cama para tirar o tênis. Fiquei de pé novamente, baixando a calça e passando pelos meus pés, jogando do mesmo jeito que fiz com a camisa. Por último, baixei minha cueca boxer, colocando tudo no cesto de roupa suja. Quando me preparava para entrar no banheiro o meu celular toca. Dei meia volta, pegando-o no criado-mudo. Não reconheci o número, mas atendi.

– Alô? – falei.

Edward, é o Peter Jones. Desculpa te ligar a essa hora, mas é que eu preciso muito saber quando você estará de volta ao Colorado. Liguei para o David, mas ele não atendeu a ligação.

– Oi, Sr. Jones. Sem problemas. Eu estou indo na quinta. Por quê?

Sobre a proposta que te falei, Edward, lembra? Preciso encontrar com você e o Gottan o quanto antes.

– Você pode me adiantar alguma coisa? – pedi.

Não, Edward. Prefiro conversar com você pessoalmente.

– Tudo bem. Chego no início da noite. Estamos no Hotel Holiday, sabe onde fica?

Sei. Ligo para você. Agora preciso ir. Até mais, Edward.

Até mais, Sr. Jones. – falei, desligando o celular em seguida.

Ele conseguiu me deixar curioso. Que proposta era essa que não queria me contar por telefone?

Sacudi a cabeça, colocando o celular de volta à mesa, caminhado ao banheiro.

Entrei no Box, ligando o chuveiro rapidamente. Fechei os olhos, deixando a água fria cair sobre mim. Fiquei ali um pouco parado, para depois de um tempo ensaboar o corpo e lavar o cabelo. Estiquei meu braço pondo a minha mão direita na parede, baixando a cabeça enquanto deixava a água retirar o excesso de shampoo do meu cabelo. Peguei-me sorrindo lembrando a reação de Charlie quando beijei a mão de Bella na frente dele. Senti um enorme alívio por nem ele nem Renée colocarem empecilhos na nossa relação. Tinha receio que isso acontecesse, pela Bella ter terminado um namoro recentemente.

Mesmo com o pouco tempo de convivência, percebi alguns traços da personalidade de Bella. Apesar da idade e de ainda viver e depender dos pais, ela tem uma independência nata, que nada tem a ver com dinheiro, levando em consideração que ela não se sustenta, mas sim com determinação e obstinação por algo. Além disso, ela não é do tipo que aceita uma ordem ou imposição sem argumentar. Percebi o quão responsável e dedicada ela é, notando também o poder de liderança que ela exerce diante da família. É como se todos pisassem em ovos perto dela. Como se dependessem da opinião dela para fazer alguma coisa ou tomar uma decisão. Não entendi por que ela ficara tão tensa, preocupada com a opinião de Charlie sobre nós. Ficou muito claro para mim depois desse jantar, que eles não são capazes de impedi-la de fazer o que ela tiver vontade.

Não que ela fosse imatura, muito pelo contrário, mas agora que ela está no último ano do colegial, brevemente vai para uma faculdade, e com a experiência no Espejo, sei o quanto isso será decisivo para o amadurecimento e crescimento dela como pessoa. Eu me sentia muito orgulhoso em relação a ela. Mas sabia que ainda tinha muitas coisas para descobrir, entre elas, a suspeita virgindade. Não que isso fosse interferir em alguma coisa. Bella sendo virgem ou não, eu a queria, e não mudaria em nada o que há entre nós. Mas confesso que ficaria muito feliz se as minhas suspeitas se confirmassem e eu pudesse ser o primeiro, porque sim, isso iria acontecer um dia entre a gente, e só o pensamento de ter Bella dessa forma, me fazia queimar por antecipação.

Esperaria o tempo que fosse. Mesmo estando eu há um bom tempo sem sexo. Há três meses aproximadamente. Desde que iniciara minha vida sexual, nunca havia ficado tanto tempo sem. Nunca fui canalha, mas como muitos homens e mesmo mulheres, já tive muito sexo sem compromisso. Apenas para aliviar a tensão, mas sem nenhum vínculo afetivo. Mesmo quando solteiro, era difícil não pintar uma mulher para transar de vez em quando. E era muito fácil conseguir, principalmente em Londres.

A última vez que transei foi com a prima de Leah, Emily. Foi um mês depois que eu cheguei a Sacramento e desde esse dia, nunca mais a vi ou tive notícias dela, a não ser no dia em que eu conheci Bella, no Espejo. Ela também participou da seleção, embora eu não a tenha visto. Apenas soube por Leah. Foi apenas uma noite. Apenas sexo, como ela mesma pedira. Já estava há um bom tempo sem, desde que eu havia terminado o namoro com Tanya. Não que eu esteja colocando culpa na bebida, mas tinha bebido e ela estava praticamente implorando por isso.


FLASHBACK ON


Saí de casa apressado, pulando dentro do meu Volvo. Estava quase meia hora atrasado para a comemoração do aniversário de David Gottan na Spirit. Dirigi rapidamente, pegando o celular, tentando falar com alguém que pudesse me passar um ponto de referencia do clube. Estava há um mês na cidade mas ainda não sabia circular muito bem. Ninguém atendia. Talvez estivesse muito barulho.

Parei num posto para abastecer e por sorte o atendente conhecia o lugar, instruindo-me como chegar. Algum tempo depois cheguei ao local.

– Edward. Até que enfim você chegou. – aproximou-se David para cumprimentar-me.

– Desculpe o atraso. Estava um pouco perdido. Já te vi hoje, mas parabéns mais uma vez. – falei abraçando-o.

– Obrigado. Vamos lá, pegue algo para beber. A noite só está começando. – sorriu animado. David era um farrista. Adorava a noite, bebida e mulher.

– Agora mesmo. – sorri de volta, caminhando até o bar, pedindo uma Heineken long neck.

Eu era acostumado a beber cerveja. Desde muito cedo. Mas já fazia algum tempo desde a última vez que empurrei alguma gota na boca, e, além disso, estava cansado, o que talvez tenha incitado o álcool fazer um pouco de efeito essa noite.

Estávamos em um grupo grande, em várias mesas, bebendo e conversando sobre diversos assuntos. A maioria do Espejo e alguns desconhecidos. Após umas duas horas, o grupo estava bem reduzido. A maioria tinha saído para dançar, outros já tinham ido embora, restando apenas eu, Doug, Leah e uma garota que eu não conhecia, mas que deveria ser alguma amiga dela. Notei que ela me encarou a noite toda, mas não dei muita importância. Não que ela fosse feia ou algo parecido, ela até era bonita, apesar de parecer um pouco vulgar pela forma de se vestir. Mas eu realmente não estava interessado e, além disso, estava com sono. Levantei-me pedido licença para ir ao bar, sentando num dos bancos de madeira. Dei um longo gole, sentindo ficar um pouco zonzo. Talvez fosse hora de ir para casa.

Peguei a garrafa e saí, caminhando em direção a porta de saída quando intempestivamente senti uma mão firme no meu ombro. Fiquei surpreso quando me virei e constatei quem era.

– Já vai? – perguntou.

– Sim.

– Por quê? Tão cedo.

– Se ficar mais um pouco não vou ter condições de dirigir até em casa. – ergui a garrafa à sua visão. – Não moro muito perto daqui.

– Mas logo agora que a noite está animada? – falou. Podia estar embriagado, mas percebi que ela sorria com malícia. Sempre sabia identificar quando uma mulher tinha segundas e terceiras intenções. E a dela estava muito clara.

– Não quero sofrer ou provocar um acidente. – sorri, tentando ser educado, dando um gole na bebida.

– Edward, não é?

– Sim. E você é? – perguntei.

– Emily. Sou prima de Leah. – falou estendendo a mão.

Estendi a minha mão desocupada, cumprimentando-a.

– Fiquei sozinha. Leah conseguiu uma companhia. – disse, apontando para uma parede mais distante, onde estava Leah e um loiro se beijando. Estavam se tocando tão intimamente que eu poderia deduzir onde aquilo pararia.

– Ah. – murmurei, sorrindo torto.

– Então, Edward, fica mais um pouco. Me faça companhia. Se não puder dirigir até sua casa, é só não ir. Há muitos hotéis próximos daqui. Você tem muitas opções. – murmurou, molhando o lábio inferior com a língua enquanto avaliava-me dos pés a cabeça. Sua intenção estava realmente explícita.

– Tenho é? – perguntei, sorrindo presunçoso, ao mesmo tempo em que eu a avaliava mais detalhadamente.

Emily era uma mulher bonita. Morena, cabelos longos e negros. Um sorriso belo e malicioso. Porém, o que chamava a atenção eram os fartos seios que estavam praticamente escapulindo pelo decote, e as grossas coxas firmes, expostas pelo curto e justo vestido cor de vinho. Definitivamente, ela tinha um belo corpo. Mas ainda assim, parecia vulgar.

– Você é um homem inteligente, Edward. Sei que você sabe do que eu estou falando. Somos adultos. Apenas sexo. – disse bem direta. Meu membro, há muito sem uso, pareceu se animar dentro das calças. Estava há um tempo sem sexo, e ver uma mulher se oferecendo e não cuidar disso, era no mínimo um desperdício.

– Vamos lá. – falei, andando para fora do clube enquanto ela me seguia.

– Motel? Sua casa? Seu carro? – perguntou quando entrávamos no meu carro.

– Na minha casa não, nem no meu carro. Motel? – perguntei.

– Ok. Melhor que seja em cima de uma cama mesmo. – disse colocando a mão ansiosa em meu membro, sobre a calça. Sorri com o canto dos lábios, liguei o carro e sai.

Durante o caminho, a única vez que nos falamos foi quando a pedi para indicar um motel, uma vez que eu não conhecia nada pela redondeza. Estava torcendo para chegarmos logo e então fazermos logo o que estávamos indo fazer, pois já sentia minhas pálpebras caírem de tanto sono, talvez por causa da bebida.

Quando enfim entramos no quarto do motel, eu a lancei contra a porta, roçando com força minha ereção nela e a beijando mecanicamente, que por sua vez correspondeu ao beijo desesperadamente. Sorri com a pressa dela e me afastei, pedindo para ela me esperar na cama, enquanto eu pedia cervejas. Como não tinha Heineken, pedi um uísque qualquer. Meu desejo era fazer logo o que viemos fazer e ir para casa em seguida, mas estava pensando em um jeito de fazer isso sem encostar nossas bocas, pois o seu beijo era insípido. Definitivamente, eu não a beijaria de novo.

Quando a bebida enfim chegou, abri a garrafa, preparando uma dose e ingerindo tudo de uma vez. Preparei uma nova dose para mim e dessa vez uma para ela. Entreguei-lhe o copo, e beberiquei do meu rapidamente, depositando na mesinha ao lado da cama. Ela apenas deu um gole, colocando o copo ao lado do meu.

– O que você quer Edward? Que eu te chupe? Me foder? – perguntou direta enquanto se posicionava de joelho na ponta da cama, puxando-me para tirar minha camisa.

– Os dois? – respondi com uma pergunta, baixando minha calça junto com a boxer, deixando o meu pau livre, chutando minha roupa para longe.

– Hmmm. Bem dotado. Do jeito que eu gosto. – gemeu provocativa, embalando o meu pau com a sua mão e inclinando a cabeça para baixo, passando a língua na ponta.

– Isso. – instruí, pousando minhas mãos em seu cabelo.

– É assim que você gosta, Edward? – perguntou, deslizando a mão sobre o meu eixo.

– Vou gostar ainda mais quando você enfiá-lo todo na boca.

Prontamente fui atendido, sentindo meu membro duro entrar todo em sua boca, que o chupava deliciosamente. Comecei a estocá-lo em sua garganta com força, com as minhas duas mãos fincadas na parte de trás da sua cabeça para acelerar os movimentos de vai e vem. Talvez estivesse sendo um pouco bruto, mas sabia que mulheres como ela não se importavam com isso.

Ela continuava movendo sua boca no meu pau, quando desci uma de minhas mãos até o seu vestido, afastando de lado a sua calcinha, e enfiando um dedo na sua entrada molhada. Ela gemeu, parando por um segundo de chupar o meu membro.

– Não pare. – ordenei.

Continuou me chupando quando então coloquei o segundo dedo na sua entrada, ao mesmo tempo em que a minha outra mão pressionava a sua cabeça contra o meu pau. Introduzi o terceiro dedo nela, que abriu ainda mais suas pernas para mim. Eu sentia que já estava prestes a gozar.

– Tire a roupa e fique de quatro. – determinei, afastando-me dela e indo até a minha carteira pegar a camisinha. Pelo menos nessa posição, evitaria que ela tentasse me beijar.

Subi em cima da cama, ficando de joelhos enquanto alisava o seu bumbum exposto para mim. Rasguei com o dente a embalagem da camisinha, vestindo no meu membro rijo.

– Abra as pernas. – exigi.

Puxei-a pela cintura e meti dentro dela em um único movimento. Ela gritou, fazendo-me sussurrar em seu ouvido:

– É assim que você gosta, não é? Forte? – perguntei enquanto a fodia com força.

– S-sim. Homem na cama tem que ser bruto, Edward.

– Bom saber. Porque eu não vou ser gentil. – continuei estocando.

Com as duas mãos na sua cintura acelerei o movimento, enquanto observava ela se contorcer e gemer audivelmente. Não demorou para que ela atingisse o orgasmo. Percebi ao ver o seu corpo convulsionar e os joelhos cambalearem na cama. Agarrei o seu quadril com uma mão e segurei os seus cabelos com a outra, metendo mais forte, estocando mais algumas vezes até sentir o meu orgasmo chegar também.

Derrubei o meu corpo por cima do dela. Saciado, cansado, bêbado e com sono.

– Uau, Edward. Isso foi... puta merda. Você é incrível! – disse ela, ofegante.

Saí de cima dela, deitando de lado.

– Obrigado. – agradeci, tentando acalmar a respiração.

– Você é solteiro? – perguntou.

– Sim.

– Aposto que está porque quer.

Não disse nada. Fiquei apenas lá deitado, relaxando o corpo.

Algum tempo depois, Emily foi para cima de mim, começando a lamber e beijar meu pescoço, ao mesmo tempo em que a sua mão alcançou o meu pau para tirar a camisinha usada.

Ela queria mais.

Levantei-me para pegar a outra camisinha, deitando novamente na cama em seguida.

– Deixe-me descansar um pouco. Tive um dia pesado. Estou morto.

– Tudo bem, apenas sinta. – disse enquanto alisava o meu pau. Permaneci deitado, de olhos fechados e as duas mãos atrás da minha cabeça, enquanto ela me acariciava. Eu estava realmente cansado e desejava dormir por dez horas seguidas. Ela se posicionou em cima de mim novamente, agarrando meu pau agora com as duas mãos, fazendo movimentos de baixo pra cima. Começou a lamber minha barriga, meu peito, meu pescoço, meu queixo. Sem tirar a mão do meu membro. E quando fez menção de beijar minha boca, dei um breve beijo na sua.

– Vamos lá. Deite-se.

Ela obedeceu e eu subi por cima dela, colocando uma nova camisinha no meu pau e puxando as suas duas pernas, enlaçando-as na minha cintura, empurrando o meu membro dentro dela novamente. Coloquei as duas mãos em seus mamilos, friccionando enquanto metia fundo.

– Edward... aahhhh.. você é muito... gostoso...ahhh. – gemia, enquanto eu a estocava sem piedade. – Edward... Mais forte! – gritou, contraindo a buceta, apertando o meu pau com força, enquanto ela gozava.

Meti um pouco mais forte, buscando o tremor característico do gozo que dessa vez demorou um pouco para chegar. Estava realmente cansado, com sono e já não estava tão excitado. Empurrei para dentro dela mais algumas vezes, até que atingi o clímax.

Sai de cima dela, tirando a camisinha.

– Vou tomar banho. – disse enquanto saía da cama.

Tomei um banho demorado. Peguei uma toalha e enrolei na minha cintura. Voltei para o quarto encontrando-a nua deitada de bruços.

– Eu tenho que ir. Preciso dormir. – avisei pegando a minha roupa no chão, começando a me vestir. Ela se virou e me olhou interrogativamente.

– Mas... já? Dorme aqui. – disse, dando uma tapa no lado vazio da cama.

– Não quero ser rude com você, mas, só sexo, lembra? – falei.

Ela me olhou durante um longo minuto.

– Tudo bem. Vou me trocar também. – disse em um tom desapontado.

Minutos depois saíamos do motel.

– Onde você mora? – perguntei.

– Estou no apartamento de Leah. Sabe onde é?

– Não. – respondi sem tirar os olhos da estrada.

Ela me deu instruções do lugar e quando virei o carro na esquina da rua, ela apontou.

– É bem ali, naquele prédio verde.

Estacionei o carro na frente do local que ela indicara, esperando-a sair.

– Obrigada por hoje, Edward. Você é realmente muito... bom.

– Obrigado também. – disse dando-lhe um breve sorriso.

Ela sorriu de volta e saiu.

Foi a primeira e última vez que a vi.


FLASHBACK OFF


Emily não foi a primeira mulher que eu tivera sexo casual, sem compromisso. Mas agora, com Bella em minha vida, se Deus quiser ela fora a última.

Desliguei o chuveiro. Pegando a toalha e enxugando-me, saindo para o quarto em seguida. Não estava com sono, apenas cansado. Puxei a toalha da cintura e joguei de lado, em cima da cadeira do computador. Peguei o controle remoto da televisão, passando os canais até encontrar algo interessante. Deixei em um filme épico, com a Nicole Kidman. Apaguei a luz do quarto e deitei-me na cama, não me importando em colocar alguma coisa para vestir.

O filme acabou, começando outro após ele, que logo terminara também, e eu continuava sem sono. Passei mais uma vez os canais, mas não encontrei nada que chamasse minha atenção. Inclinei a cabeça de lado, checando as horas no despertador. Eram 02:35 da manhã. Coloquei uma calça de moletom flanela cinza e desci para a biblioteca. Tocar piano era o meu passatempo predileto quando eu não tinha sono.

Não sei por quanto tempo permaneci lá sentado, muito menos quantas linhas de melodia havia tocado, mas imagino que tivessem sido muitas. Passei por Mozart, Beethoven, Debussy, Chopin, Vivaldi e vários outros, mas foi quando estava na Bachianas nº 5 de Villa lobos que percebi minha mãe parada próxima à porta. Olhei-a lhe lançado um sorriso, cujas maçãs do rosto se contraíram formando um sorriso também. Ela se aproximou, colocando os cotovelos no piano, vendo-me tocar com admiração. Quando passei os dedos na tecla para a última nota da canção, o silêncio fora preenchido com as suas palmas.

– Sem sono? – perguntou.

– Não sei por que, mas sim. – falei levantando-me fechando o tampo do piano.

– Acontece. – disse quando a embalei com o meu braço no seu ombro, andando para fora da biblioteca.

– E a senhora o que faz acordada a essa hora? A propósito, que horas são? – questionei.

– São quatro horas da manhã. Seu pai foi chamado no hospital. Uma emergência. Acabei tendo que acordar também.

– Ah. Bom, acho que agora devemos voltar a dormir, certo?

– Certo. – disse sorrindo enquanto subíamos as escadas.

O relógio marcava 11 da manhã quando acordei. Não tinha dormido o suficiente, mas meu estômago pedia algum socorro. Desci à cozinha, pegando suco e uma pizza na geladeira, colocando no forno microondas. Minutos depois fui para sala, assistir algo na tv enquanto comia. Minha mãe passara por ali, avisando que iria para a estufa preparar uns arranjos para encomenda. Falei para ela que Bella viria depois da escola e que eu ia subir novamente para o quarto dormir mais um pouco.

Ao chegar ao quarto, fui tomar um banho. Mais uma vez não coloquei nenhuma roupa e deitei-me na cama, caindo novamente no sono.


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Eu tinha consciência que ainda estava dormindo. Na verdade eu estava meio dormindo, meio acordado, talvez com preguiça de abrir os olhos. Eu não sabia das horas, mas sabia que ainda não era três da tarde porque não tinha dormido tanto assim. Estava tentando decidir se era hora de levantar ou não quando ouço uma respiração. Tinha alguém no meu quarto.

Virei-me abruptamente e o choque atravessou meu rosto, acelerando o meu coração imediatamente quando vi que era Bella. Tentei enrolar-me no lençol enquanto a ouvi começar a gaguejar, desculpando-se por entrar no quarto. Claro. Ela me pegou sem roupa. Quer dizer, dormindo com apenas uma ponta do lençol na minha cintura, graças ao vários remexidos durante o sono. Não estava mostrando partes que a deixassem ainda mais envergonhada, mas ainda assim, sei que foi demais pra ela. Quando fez menção de sair eu pedi, praticamente gritei em desespero para que ficasse.

Fui até o closet pegando uma camisa e uma bermuda qualquer, e antes de correr para o banheiro, arrastando o lençol olhei rapidamente as horas: passava um pouco da uma hora da tarde. Troquei-me rapidamente e escovei os dentes, voltando para o quarto.

Eu a olhei, sentada no sofá, o rubor ainda evidente na sua face. Caminhei devagar, sentando-me ao lado dela, procurando palavras para me desculpar e que pudessem explicar que ela não precisava ficar desse jeito. Quando comecei a falar, ela tentou se desculpar, mas ainda não me encarava então pedi para que ela olhasse para mim e quando ela o fez, avisei que não precisava ficar com vergonha. Ela voltou a dizer que devia se desculpar, porque invadiu minha privacidade, deixando-me um pouco irritado com o comentário. Ela não podia estar dizendo isso. Expliquei que agora que namoramos, não tem essa de invadir minha privacidade e que entrar no meu quarto é algo que ela pode e deve fazer sempre que quiser. Pedi para pararmos com as desculpas e ela assentiu.

Explicou que saiu cedo da escola, e não avisou porque queria me fazer uma surpresa. Deixei claro que havia adorado, por termos mais tempo para ficarmos juntos e sugeri fazer alguma coisa em casa e depois sairmos. Sentamos na minha cama e conversamos sobre o que fizemos na ausência do outro. Contei sobre os dias no Colorado, e ela falou sobre como foi ir ao Espejo, falou de um encontro na casa das amigas e assuntos do dia-a-dia. Alegrei-me internamente por não ter Mike numa dessas conversas. Talvez eu devesse esquecer esse rapaz. Agora ele era coisa do passado.

Eu a ajudei com o dever de biologia, que por sinal era uma das minhas matérias preferidas dos tempos naThe Harrodian School. Lá havia um monstruoso laboratório de biologia, talvez por isso tenha me interessado pela área de saúde. Também tinha um enorme centro de música e estúdios de teatro. Nem preciso dizer que fora lá que surgiu o despertar para música e os palcos.

Quando terminamos de estudar, peguei os cadernos dela, colocando tudo na mesa ao lado, avisando que agora queria curtir minha namorada. Ela concordou e deitou-se na minha cama, olhando para mim. Quando ela me olhava daquele jeito, era como se eu perdesse os sentidos e esquecesse o que eu estava fazendo. Só pensava ali, nela. Apoiei-me em um dos cotovelos e a outra mão livre depositei em sua nuca. Era inexplicável a sensação dos dedos dela pelos meus cabelos enquanto eu a beijava. Isso me enlouquecia, deixando os meus hormônios à flor da pele. Quando a minha língua escovou a dela, fazendo-a soltar um gemido, não pude resistir e baixei os meus lábios furiosamente para o seu pescoço. Senti-la arrepiar-se ao meu toque era demais para mim e eu já não conseguia evitar os sons que escapuliam dos meus lábios. Eu estava embriagado por ela, não consegui refrear os meus desejos quando tirei a minha mão da sua nunca, descendo até a ponta da sua blusa. Delicadamente corri a minha mão por debaixo dela, tocando a sua pele quente e macia. Ela arrepiou-se, mas tensionou instantaneamente com o meu avanço, trazendo o meu controle de volta. Eu estava tão intoxicado pelo momento, beijando-a tão apaixonadamente, que não pensei no que estava fazendo até ela ficar tensa. Sai de cima dela rapidamente, sentando-me na ponta da cama, me desculpando. Ela me disse que não precisava me desculpar, que estava tudo bem. Desculpei-me mais uma vez sendo sincero com ela, dizendo que era difícil me controlar quando estava assim com ela.

Percebi Bella mudar de expressão, e esperei, desejando poder ouvir o que ela estava pensando. De repente ela começou a sibilar palavras desconexas como "você sabe", "eu nunca"... e eu continuei esperando. Olhando-a confuso. Foi então que tardiamente entendi o que ela estava tentando dizer. Meu coração estava tão acelerado que eu demorei a me pronunciar. E então afirmei, sem precisar que soasse como uma pergunta, que ela ainda era virgem. Ela assentiu, envergonhada.

Ela estava com vergonha por que era virgem? Ela estava com vergonha de me dizer que era virgem, era isso?

Falei para ela que não devia envergonhar-se, porque na verdade eu estava feliz com essa confirmação, que eu já suspeitava disso quando conversamos uma vez no meu quarto sobre Jane Austen. Ela pareceu cética por eu confessar gostar que ela fosse virgem. E então suspirei, afirmando que não só estou feliz por saber disso, como também feliz com a expectativa que ela venha a perder o que ela tem de mais puro, comigo. Ela nada falou, mas percebi que ela ficara tensa novamente. Tratei de confortá-la, confessando que me sinto atraído por ela dessa forma, mas que tinha consciência que nosso namoro estava muito recente e que não tinha nenhuma pressa. Que tudo aconteceria no tempo certo. Sorri quando ela disse que achou que eu não fosse gostar de saber que ela era virgem. Aninhamo-nos mais uma vez na cama, abraçados. Tentei deixá-la despreocupada, falando que havia adorado a confirmação. E quando ela pareceu mais tranqüila, me beijou.

Chamei-a para dar uma volta. Quando Bella foi para o banho, fiquei pensando no que acabamos de conversar enquanto trocava de roupa. Eu estava num estado de puro contentamento, mas agora, mais do que nunca, não podia deixar que meus hormônios tomassem conta de mim, sabendo que ela ainda era virgem. Eu teria que ir devagar, deixar que ela se sentisse confortável comigo, porque ela não estava preparada para o sexo ainda. Mas eu não podia negar que eu queria, muito. Já estou há tanto tempo sem sexo, e não sei como vou fazer para me segurar, mas por gostar demais dela, vou esperar. O tempo que for. Não vou mais tocá-la daquele jeito de novo, e vou deixar as coisas acontecerem no tempo dela, no ritmo dela.

Pensei no que Emmett me falara na noite anterior. Ele mencionou algo sobre sexo com sentimento ser muito bom, e eu realmente acredito que sim. Uma vez, pensei estar apaixonado por Tanya, mas agora, depois que conheci Isabella, sei que nunca sentira nada igual por alguém. Talvez eu já a ame. E só em pensar em tê-la um dia em meus braços, pode tocar a sua pele nua e macia, fazê-la experimentar as sensações de um toque, fazê-la sentir bem, e principalmente fazê-la me sentir dentro dela, eu sabia que o sexo com ela seria diferente. Sabia que pela primeira vez, eu estaria fazendo amor.


POV BELLA


Um mês.

Hoje era 20 de novembro. Dia que Edward e eu completamos um mês de namoro.

Lógico que eu estava feliz pela data, mas não conseguia esconder minha tristeza por não estarmos juntos para comemorar. Edward estava agora na Flórida, para mais um fim de semana com a peça. E aqui estava eu, em mais uma noite de sábado em casa, no quarto sozinha. Sábado passado fora repassando o conteúdo do manual do SAT, cuja avaliação eu fizera no dia seguinte. Dessa vez, apenas pensando.

Minha vida havia mudado bastante no último mês. Para melhor, claro. Primeiro e o melhor de tudo, Edward. Depois o teatro, que por sinal tem me consumido bastante. Segundas, quartas e sextas, lá estou eu no Espejo das quatro da tarde às oito da noite. Ainda estávamos na teoria, e eu estava louca que iniciássemos a prática. Essa semana tinha sido uma loucura. Conciliar semanas de provas na escola somada às provas de teoria no Espejo enlouqueceu um pouco o meu juízo. E ver Edward apenas um dia essa semana também não ajudou muito.

Mas uma coisa estava me incomodando, e eu tinha plena consciência do que se tratava. Era o comportamento de Edward. Não que ele tivesse mudado ou coisa parecida, muito pelo contrário. Ele está cada vez mais amoroso e dedicado comigo. Passávamos horas ao telefone e trocávamos torpedos diariamente. Porém, desde o dia que confessei minha virgindade, não ficamos mais como antes. Digo, nunca mais tivemos oportunidade de ficar a sós, como nas outras vezes em que ficávamos namorando no quarto dele.

Desde aquele dia, Edward parece ocupar meu tempo com outras coisas e outros lugares que não seja ficar a sós num quarto comigo. Mal entro no quarto e logo ele me propõe um filme na TV grande na sala, conversar com os irmãos, com Esme, ir á biblioteca, me ajudar com o dever da escola, e até ensinar-me a tocar piano ele tem feito. Ou ainda, sairmos para um passeio no lago, ir a um restaurante, cinema, shopping, livraria, jantar na minha casa, conversar com meus pais. Mas nenhum tempo só nós dois, sem ninguém por perto. Até os nossos beijos, quando ficavam um pouco afoitos, Edward rapidamente se afastava.

Sei que moramos numa grande cidade, com vários atrativos, mas não sei como ainda não fomos vistos e para falar a verdade eu nem me importava mais com isso. Mike parecia melhor, e até já trocava algumas palavras comigo. Não podia nos considerar amigos, mas só o fato dele me cumprimentar já era um grande avanço.

Não sei se era a minha menstruação, mas eu realmente estava irritada hoje. Rosalie, agora que o namoro dela com o Emmett tornou-se oficial, praticamente não sai da casa dos Cullens. Alice saiu desde cedo para fazer trabalho com amigas da faculdade e não tinha hora para voltar. E meus pais resolveram passar o final de semana em Stockton, restando apenas eu e a casa.

Suspirei e abri um largo sorriso ao lembrar que Edward viria na quinta feira, e só voltaria para casa terça-feira de manhã. O primeiro fim de semana de folga depois de dois meses. Seria também nosso primeiro fim de semana juntos. E para completar a nossa alegria, segunda-feira era feriado. Sem aulas na escola, sem Espejo, sem teatro para Edward. Apenas nós dois.

Estava descendo as escadas para jantar quando ouvi o telefone da sala tocar.

– Alô? – atendi.

– Bella! Só liguei para saber se estava em casa. Estamos indo aí. – desligou Jessica.

– Que doida. – falei colocando o telefone no gancho, indo para a cozinha.

Tirei a lasanha da geladeira, colocando um pequeno pedaço no micro-ondas já que eu jantaria hoje sozinha. Esperei o tempo determinado, tirando de lá quando chegara o ponto. Peguei os talheres, sentando à mesa e comecei a comer. Sozinha.

Cinco minutos mais tarde a campainha toca.

– Já vou! – gritei.

Coloquei uma tampa no prato e levantei-me para atender a porta.

– Chegamos! – berrou Jessica logo que abri a porta, com Angela a seu lado.

– Estou vendo. – falei.

– Nossa! Que recepção. – disse Jess.

Rolei os olhos para ela.

– Já jantaram? Oi Ang. – falei ao me afastar da porta, dando espaço para elas entrarem.

– Oi Bella, já jantamos, obrigada. Como está? – perguntou.

– Bem. Com um pouco de cólica. Mas daqui a pouco passa.

– Menstruada? – perguntou Jessica.

– Sim. – bufei. – Vamos lá à cozinha. Vou terminar de comer.

– Também estou menstruada. – comentou em tom de tristeza, enquanto chegávamos à cozinha.

– Hoje ela ia... você sabe.. com o Tyler. – comentou Angela.

– Sério? Não foi você quem disse que só... faria sexo quando ele a pedisse em namoro? – questionei.

– Sim, eu sei. Mas ele está demorando muito para fazer o pedido e eu já estou subindo pelas paredes. – disse revirando os olhos.

– Eu ainda acho que a Jessica devia esperar. O que você acha Bella? – perguntou-me Angela.

– Eu... eu não sei. Er... acho que sim?

– Eu não vou ser a primeira garota a perder a virgindade na vida. Acho que vocês estão exagerando. Hoje em dia todo mundo transa. E não precisa ter namorado pra isso. Lógico que com namorado é melhor, porque pelo menos é um parceiro fixo para qualquer dia e qualquer hora. Mas sexo é uma necessidade fisiológica como comer, beber água. – disse muito rápido, exasperada.

– Necessidade fisiológica? Você realmente acha isso? – perguntei.

– Acho. Não só acho como é cientificamente comprovado. É só procurar no Google. Sabia que li outro dia um artigo que dizia que viver sem sexo é contra a natureza? Por que vocês acham que os homens parecem como animais no cio à procura de fêmeas a toda hora para dar uma... aliviada? — questionou Jessica.

– Porque os homens são tudo um bando de safados que não conseguem segurar dentro das calças o que tem no meio das pernas. – respondeu Angela.

– Errado. – disse Jessica, rindo. – Porque as mulheres também são assim, mas são mais comedidas. Os homens só são mais afoitos.

– E... vocês acham que um homem não consegue ficar um ou dois meses sem ter sexo com alguém? – perguntei.

– Um mês? Ficou louca? Eles não conseguem ficar sem sexo nem mesmo uma semana, Bella. – respondeu-me Jessica.

Perdi o apetite no mesmo instante.

Nem mesmo uma semana?

– Er... digamos que... hipoteticamente um rapaz começa a namorar uma garota, e eles já estão namorando há um mês, mas não aconteceu nada entre eles, er... eles não transaram ainda porque ela é virgem... você acha que ele não consegue agüentar? – indaguei.

– Ele procura alguém na rua. Mas sem sexo ele não fica. A menos que a virgem satisfaça-o de outras formas. – disse-me Jessica.

Estanquei. A imagem de Edward inundou a minha mente.

Como... como não pensar nele depois desse comentário?

Ele é homem. Já namoramos há um mês. E não fazíamos nada. Nada,além de trocar beijos.

Não. Edward não me traía. Ele não procurava sexo na rua. Ou procurava?

E sendo sexo uma necessidade fisiológica, como explicar Edward sem sexo? Principalmente sabendo eu que ele já fizera isso, e muito?

– Como assim... satisfazer de outras formas? – continuei.

– Bella, será que você não aprendeu nada depois de namorar quase dois anos? Mike era assim tão devagar? Você tem certeza que ele nunca te traiu?

– Jessica! – chamou-lhe Angela a atenção.

– Que foi? Mas é verdade, Angela. Tudo bem que Mike não entra bem no quesito "homem" ainda, mas é do sexo masculino. Ai, desculpa Bella. Não queria dizer isso. É que Mike é tão... tão baixinho.

– Tudo bem, Jess. Mas você não me respondeu.

– Certo. Você tem um quadro?

– Um quadro? – perguntei franzindo o cenho.

– Sim. Um quadro. Tipo de escola. Darei aulas de sexo. – ela sorriu.

Angela me olhou ao mesmo tempo em que eu olhei para ela. Depois de um segundo explodimos na gargalhada.

– O que foi, hein? Por que estão rindo?

– Até parece que você é diferente de nós duas, Jess. Você também é virgem, esqueceu? – disse Angela, ainda rindo.

– Posso ser virgem ainda, mas passei por experiências pré-sexo que vocês nunca tiveram.

– Como quais? – perguntei.

– Você vai dizer se tem um quadro ou não? – perguntou um pouco aborrecida.

– Tem no sótão. Vamos lá. – falei, levantando-me da cadeira, e elas fizeram o mesmo.

– Está um pouco empoeirado. Vocês agüentam ficar aqui? – perguntei quando entramos no lugar menos visitado da casa.

– Nem está tanto assim, Bella. Não se preocupe. – respondeu Angela.

– Quase não vem ninguém aqui, então demoramos a fazer uma limpeza. – expliquei.

– Está ótimo, Bella. Onde tem giz? – perguntou Jessica.

– Ali naquela mesinha ao lado do quadro.

– Ótimo. Agora sentem-se. – pediu.

– Vou pegar aquele tapete. – avisei. Bati um pouco para tirar a poeira, colocando no chão de frente para o quadro. Angela e eu sentamos, rindo baixo, enquanto Jessica escrevia várias linhas no quadro, enumerando cada uma delas.

– Bem. Vamos começar. Como uma virgem pode satisfazer um homem sem fazer sexo com ele. – disse, lendo o título no quadro. – Enumerei algumas mais importantes, e caso vocês não entendam ou não saibam como fazer, é só perguntar, ok?

– OK. – dissemos em uníssono.

– Certo. Primeiro: permita que ele te toque. Friccionar o dedo no aparelho vaginal não vai ter fazer perder a virgindade e ainda vai deixar o cara louco. Segundo: mostre-lhe os seios. Ele vai amar ter outro lugar além da boca para beijar. Terceiro: já pode mostrar a sua vagina a ele. Isso poderá incitá-lo a fazer oral em você.

– E você seguiu essa ordem? – indagou Angela.

– Hmm... mais ou menos. Vamos continuar, certo? Quarto: peça para ver o pau dele. E o que você vai fazer com ele depois de ver, depende de muita coisa, e você vai descobrir sozinha. Quin...

– Como assim? – interrompi.

– Bella, querida. Os pintos não são iguais. Não posso responder isso para você. Já disse, você saberá o que fazer depois que ver.

– E o que você fez quando viu o do Tyler? – insisti.

Ela suspirou.

– Eu fiz boquete nele. Eu já falei isso para vocês! – exclamou.

– Oral, Jess! – corrigiu Angela, rolando os olhos.

– Boquete, oral. É tudo a mesma coisa. Por falar nisso, quinto: homem adora mulher que fala coisas sujas. Sacanagem, sabe. Sexto: deixe o parceiro roçar o pênis na sua vagina. Ele com cueca e você sem calcinha, ou você de calcinha e ele sem cueca, ou ambos com a calcinha e cueca, ou roupas mesmo. Mas o bom mesmo é roçar sem nada. E o sétimo é a hora H. Vocês me entenderam, né?

– Onde você aprendeu tudo isso, Jess? – perguntou Angela.

– Uma prima minha que falou.

– Você seguiu essa ordem? – pressionei.

– Não. Ai gente, eu não sabia disso antes, ta? – falou sentando no tapete conosco.

– E... o que vocês fazem agora? – questionei.

– Bem. Agora fazemos tudo. Quer dizer, ainda não chegou a hora H. – respondeu maliciosa. – Vocês não têm idéia de como isso é gostoso. Se soubesse entenderiam porque estou subindo pelas paredes.

– Então você está decidida? – perguntei.

– Sobre perder a minha virgindade? Não sou eu quem decido, Bella. É o meu corpo.

– Achei que você seria a primeira de nós a perder, Bella. Na verdade achei que você nem fosse mais virgem. – comentou Angela.

– Não estava preparada ainda. – disse a ela.

– Faltava tesão, Bella. Desculpe a ausência, mas Mike, sério, não sei o que você viu nele. – disse Jéssica.

– Vamos parar de falar nele? Mike é passado.

– E como anda o coração, Bella? – inquiriu Angela sorrindo em expectativa.

– O meu coração? Hmmm... bem. – respondi nervosamente. Estava me corroendo por dentro para contar as meninas, mas precisava estar preparada para quando a escola toda ficar sabendo. Precisava conversar com Edward antes.

– Sério? Nenhum garoto da escola te interessa?

– Do futebol? Natação? – perguntou Jessica.

– Da escola não. – respondi.

– Então de onde? – insistiu Angela.

– De nenhum lugar meninas. – falei, levantando-me. – Podemos sair daqui? Não quero começar a espirrar.

– Ok. Que tal irmos ao cinema? – sugeriu Jessica.

– Ótima idéia. – disse Angela.

– Na verdade vou ficar em casa. Estou com cólicas, lembram? – falei enquanto saíamos do sótão.

– Ah, Bella, vamos lá. É só um cinema. Logo você está em casa. Vamos? – insistiu Angela.

Suspirei.

– Está bem, vou trocar de roupa e pegar minha bolsa. Me esperem lá embaixo.

Entrei no meu quarto, pegando uma calça jeans menos velha e vestindo um suéter azul. Peguei a bolsa e logo voltava para o andar de baixo.

Quando fechei a porta de casa, caminhando em direção ao carro de Jessica, vi Alice estacionar o meu carro, que eu sempre emprestava para ela sair quando eu não estava usando.

– Oi Bella. Vai sair? – perguntou, já do lado de fora do automóvel.

– Sim. Vou no ci... atchin... cinema com as meninas. – respondi.

– Hmmm. Que filme vão assistir?

– Ainda não sei. Vamos ver... atchin... na hora. Quer ir?

– Você está resfriada?

– Não. Deve ter sido a poeira do sótão.

– O que você foi fazer lá? – franziu a testa.

– Fui pegar uma coisa para Jessica. Nada demais. Vou indo. – respondi rapidamente indo para o carro onde as meninas me esperavam.

– Ok. Divirtam-se. Não vou porque estou cansada. Olá meninas. – disse Alice, acenando para Jessica e Angela.

Era um pouco tarde quando Jessica me deixou em casa, na volta do cinema. Estava fechando a porta do lado de dentro de casa, quando uma voz em meio ao silêncio deixou-me assustada.

– O que significam aquelas coisas escritas no quadro, Bella? – perguntou-me Alice.

– Oh meu deus! Você leu? – inquiri esbaforida.

– Não só li, como estou curiosa para saber o que diabos vocês estavam fazendo. Aula de sexo para virgem? – franziu a testa.

– Era coisa da Jessica, Alice. Não liga.

– Claro que eu ligo. Bella, aquilo está tudo errado. Não há receita para se começar um contato íntimo com alguém. Você não pode simplesmente fazer algo porque o outro fez. Isso depende de casal para casal. – ralhou.

– Como assim, Alice?

– Bells. Antes de qualquer coisa, me responda. Você e o Edward ainda... nada não é?

– Não. – respondi sentindo o corar idiota do meu rosto.

– Certo. Algum contato íntimo? Mão ali, mão acolá?

– Também não.

– Sério? – perguntou cética.

– Por quê?

– Não, nada. É só que.. sei lá. Achei que vocês já estivessem nesse estágio.

– Não acho que Edward esteja interessado em alcançar esse estágio. – disse, azeda.

– Agora quem não está entendendo sou eu. — disse, confusa. — O Edward? Achei que você fosse um empecilho. Por ser virgem, quero dizer.

– Aí está o problema, Alice. Edward... ele parece .. não sei, mas ele mudou depois que falei que era virgem.

– Como assim mudou?

– Antes... ele me beijava com tanta intensidade, quer dizer, ele ainda me beija dessa forma. Mas antes ele não parava quando... quando começava a esquentar, sabe? Na verdade era sempre eu quem parava. E agora, depois de...

– Calma. – ela me cortou. – Você falou muito rápido. Ele não beija mais você como antes? Quero dizer, ele agora está mais comedido, depois de saber que você nunca fez sexo antes?

– Sim. – concordei, tristemente.

– O que exatamente ele disse para você quando soube?

Suspirei pesadamente, caminhando até o sofá. Alice me seguiu, sentando ao meu lado.

– Disse que ficou muito feliz em saber disso. Que se sente atraído, mas que não esperava nada de mim. Que ainda era cedo e que esperaria o momento certo, o meu tempo.

– Exatamente o que eu imaginei. — disse, sorrindo. — Bella, você não vê? Edward só está agindo assim porque ele não quer te compelir a nada. Ele realmente está esperando o seu tempo, que você possa estar preparada para dar um segundo passo nessa relação.

– Você acha, Alice? Eu não sei. Será que ele se sente mesmo atraído a mim?

– Claro que sim. Bella, isso é tão Edward! – exclamou. – Fico aqui pensando o quão difícil deve estar sendo para ele. Refrear a atração e o desejo que ele sente por você, enquanto ele espera você se sentir à vontade para um contato mais íntimo.

– Mas eu... eu me sinto à vontade para um contato mais íntimo! – explanei.

– Você tem certeza? Não está sendo influenciada pelas suas amigas?

– Não, Alice. Elas não têm nada com isso. Eu... estou muito atraída a ele. Eu não sei explicar, mas eu tenho vontade que ele... ai não sei explicar.

– O que, Bella? Diz! Não precisa ficar com vergonha de mim. – pediu, segurando a minha mão.

– Eu sinto o meu rosto em chamas só em estar perto dele. Além disso... sinto coisas... estranhas no meu corpo.

– Estranhas? Estranhas como?

– Tudo fica úmido.

– Tudo? Tudo o que? O que você quer dizer?

– Você sabe... molhada... excitada... – tentei ser mais clara.

– Ah! – ela riu. – Ai, Bella. Isso não é estranho. É normal, e é vital! Isso é apenas o seu corpo se preparando para ter intimidade. Para o sexo. Mas isso não quer dizer que você esteja pronta para fazer isso. Além do corpo, sua cabeça deve estar preparada também.

– Eu sei. – falei, mordendo o lábio inferior.

– Bella, você precisa conversar com Edward. Ele precisa saber o que está te incomodando.

– Não sei, Alice. Tenho... um pouco de vergonha.

– Vergonha, Bella? Ele é seu namorado. Você tem que começar a deixar de sentir vergonha em conversar sobre esses assuntos com ele.

– Você... acha que ele procura sexo... er... com outras mulheres? Já que não tem comigo?

– Edward? Claro que não. Bella, não estou te reconhecendo. Você parece que não conhece o namorado que tem. Edward é louco por você.

– Mas ele é homem, Alice. E os homens não conseguem ficar mais de uma semana sem sexo. Eles vêem o sexo como uma necessidade fisiológica. E quando não têm em casa, eles procuram na rua.

– De onde você tirou isso, Bella? São as meninas que estão colocando caramiolas na sua cabeça, não é? – inquiriu enervada.

– Elas só, quer dizer, Jessica comentou algo sobre isso.

– Bella. Há homens assim, é verdade. Mas não são todos. Você não pode generalizar pela atitude de uma parcela deles. E logo, Edward? Você já parou para pensar quando ele souber que você pensou isso dele?

– Eu sei. Estou sendo idiota, não é?

– Muito. Bella, não dê ouvidos ao que Jessica, Angela ou qualquer outra pessoa diga. Uma relação se consolida quando há cumplicidade, respeito e diálogo. Nunca esqueça disso. – aconselhou-me, dando-me um sorriso que só aquela coisinha minúscula tinha.

– Vou conversar com Edward. – disse, decidida.

– Você não imagina o quanto ele vai ficar aliviado com isso, Bella.

– Obrigada, Alice. Não sei o que seria de mim sem você, sem seus conselhos, sua força. – disse abraçando-a.

– De nada, meu anjo. Apenas converse quando tiver qualquer dúvida, certo?

Assenti, continuando ali, abraçada a ela.


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Sei que não deveria estar nervosa, mas eu estava. Cheguei da escola há mais de meia hora, e ainda não tinha encontrado forças para tomar banho. Edward chegaria a qualquer momento, e eu não conseguia parar de andar de um lado a outro do quarto, ensaiando o diálogo que eu montei na minha cabeça para conversar com ele.

O que eu ia dizer?

Edward, será que podemos conversar sobre um assunto sério? Por que você não me beija mais como antes?

Edward, por que não podemos mais ficar sozinhos no seu quarto?

Edward, eu fico excitada quando você me beija, sabia?

Edward...

ARGHH!!

Eu estava ficando louca!

O que eu ia falar? Aliás, como iniciar o assunto?

Sei que Alice me dissera um milhão de vezes durante a semana que eu não devia ficar com vergonha de conversar com ele sobre esses assuntos. Mas eu estava. A idiota aqui estava. Fora esse tom de rosa ou vermelho que atravessava o meu rosto, me entregando mesmo quando eu não falava nada.

Cristo, como é difícil ser mulher!

– Bella. Você ainda está assim? Já são quatro da tarde. Edward já deve estar chegando.

– Eu sei Alice, eu sei.

– E então? Se mexe! Vá tomar banho! – ordenou.

– Eu... eu estou nervosa! – exclamei.

– Bella, o que eu te disse?

– Eu sei, Alice, mas.. é que é difícil.

– Bella. Deixa as palavras saírem naturalmente. Se você ficar ensaiando vai sair tudo errado. Você vai ver, no final, tudo vai dar certo.

– Você pede a ele para subir quando chegar? – pedi, manhosa.

– Claro. E corra logo para o chuveiro. – disse saindo do quarto.

– Vou. Agora. – gritei para ela ouvir.

Não poderia tomar um banho demorado, já que Edward chegaria a qualquer instante, mas como sempre demorei mais do que deveria. Lavei meu cabelo com o de sempre shampoo com aroma de morangos, e em seguida lavei rapidamente o meu corpo, usando o familiar sabonete líquido da mesma fragrância. Entrei novamente debaixo da água, retirando todo o excesso do sabonete do corpo, e do shampoo nos meus cabelos. Enrolei-me na toalha e voltei para o quarto, congelando ao ver Edward em pé na porta.

Um sorriso apareceu em meu rosto com a imagem e não hesitei em correr a seu encontro, abraçando-o com paixão e saudades de mais de uma semana sem vê-lo.

– Edward! – falei, com os dois braços em volta do seu pescoço.

Edward pareceu sem reação de início, mas logo seus braços envolveram a minha cintura, correspondendo o meu abraço.

– Bella! – sussurrou próximo ao meu ouvido. Sua voz provocando formigamentos em cada partícula do meu corpo.

Afastei-me dele, olhando agora em seu rosto. Uma emoção atravessava os seus olhos. Edward estendeu a sua mão até a minha face, acariciando a minha pele quente, passando delicadamente os dedos pelo meu lábio inferior enquanto observava seus próprios movimentos. Ele afastou vagarosamente alguns fios de cabelo molhado do meu pescoço para trás, e depois olhou para mim. Estendeu o braço em minha direção, e me puxou novamente para um abraço.

– Senti tanto a sua falta. – sussurrei abafado em seu peito.

– Eu também. Você não faz idéia do quanto. – murmurou com os lábios na minha cabeça.

Edward depositou alguns beijos no topo da minha cabeça, afrouxando o abraço, mas sem tirar os braços em volta de mim. Seus olhos fitavam os meus, de uma maneira torturante, mas havia emoção. Havia algo em seu olhar que eu não conseguia identificar, mas sabia que eu nunca tinha visto aquele olhar antes.

– Bella... – pausou.

Como não continuou, tentei incentivá-lo.

– Sim, Edward? — perguntei. Minha voz era calma, mas eu estava hiperconsciente que o meu corpo respondia de outra forma. Podia sentir minhas pernas moles e o meu corpo suando em antecipação.

– Bella eu... – pausou mais uma vez, os olhos perfurando os meus. Edward parecia lutar com as palavras. – Eu... a... adoro você! – disse finalmente.

Instantaneamente a sensação de asas voando emergiram do meu estômago, como se várias borboletas estivessem fazendo uma grande festa. Fiquei tão preenchida de emoções que o meu corpo começou a tremer e eu tive medo de esquecer como respirar.

Ele inclinou a cabeça, aproximando-se lentamente dos meus lábios, enquanto uma de suas mãos subia agora para o meu rosto e a outra ainda estava depositada na minha cintura. Estremeci ao sentir o seu lábio quente tocar o meu delicadamente, bem de leve, praticamente sem encostar realmente. Fechei os olhos e me permiti sentir tudo. Nossas bocas mal se moviam, apenas estavam se conectando, matando a saudade. Edward mordiscou vagarosamente o meu lábio inferior, fazendo meu corpo convulsionar e foi praticamente impossível esconder o gemido que escapuliu da minha boca. O som pareceu despertar algo nele, que agora tinha as duas mãos na minha cintura e agarrou-me com mais força, puxando-me para mais perto de si, ao mesmo tempo em que aprofundava o beijo para a minha satisfação. Fiquei de ponta de pé, por Edward ser mais alto e envolvi o seu pescoço com os meus braços, levando as mãos até os seus cabelos, puxando-o com força, enquanto sentia a sua língua invadir o céu da minha boca. Nossas línguas dançavam e os nossos corpos estavam ligados como há semanas não fazíamos.

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Os sons que emitíamos estavam agora um pouco mais alto. Nosso beijo não era doce e delicado. Era ultra-intenso e desesperado. Nossas línguas num ritmo sôfrego, ao mesmo tempo em que Edward mordiscava sem nenhuma delicadeza os meus lábios, enquanto suas mãos agiam avidamente pelas laterais da minha cintura. Edward desceu os seus lábios para a linha do meu queixo, e depois para o meu pescoço, deixando beijos molhados ao longo do caminho. Tirei as minhas mãos do seu cabelo, deslizando lentamente até suas costas, friccionando meus dedos ali. Baixei mais um pouco, encontrando a barra da sua camisa. Involuntariamente enfiei as minhas duas mãos por dentro dela, percebendo Edward tensionar ao sentir meus dedos esfregando as suas costas nuas.

– Bella, não faz isso comigo. Por Favor. – pediu quase como se estivesse implorando, unindo mais uma vez os nossos lábios.

Continuei a acariciar suas costas, apertando um pouco no processo, enquanto continuávamos nos beijando freneticamente, sem parar para recuperar o fôlego. Edward afastou novamente a sua boca da minha, desviando agora até a minha orelha. Meu corpo inteiro formigou quando senti sua língua, fazendo-me soltar um gemido mais alto devido à sensação, que fez Edward responder com um gemido gutural. Agarrei-me a ele com mais força, prendendo-o ainda mais ao meu corpo. Minha pele ardia, meu corpo inteiro incendiava. E quando senti sua respiração e a sua língua mais uma vez agindo através de minha orelha, me contorci em resposta, praticamente gelando logo após isso, quando senti algo duro encostar o meu baixo ventre.

Edward se afastou de mim e pude ver um lampejo de dor em seus olhos.

– O que eu fiz de errado? – perguntei preocupada.

– Nada. Você não fez nada de errado, Bella. – respondeu sacudindo a cabeça, passando as mãos nervosamente pelos cabelos.

– Então por que... por que você se afastou? Por que você está assim se eu não fiz nada?

– Bella, você... não vê? Você não vê o que faz comigo? – inquiriu, os olhos queimando.

– Edward, eu ainda não estou entendendo. Você pode ser mais claro? – perguntei um pouco irritada.

– Mais claro do que você acabou de sentir, Bella?

– Edward, por favor. Eu quero saber o que está acontecendo! – exclamei.

– Isso, Bella. – disse pressionando o corpo no meu novamente, e então pude sentir literalmente, o que ele estava falando. – Isso é o que está acontecendo.

Engasguei alto e ele se afastou, virando de costas para mim.

– Desculpe, Bella. Eu não devia ter feito isso. – falou Edward, atarantado.

– Não... eu...

– Bella, será que você podia vestir alguma roupa? – pediu ainda de costas. Só então tive consciência que a minha pele hipersensível estava praticamente exposta naquela minúscula toalha que eu ainda estava enrolada.

– Desculpe. – murmurei, pegando rapidamente uma roupa qualquer no closet, voltando ao banheiro.

Vesti-me rapidamente, ignorando o líquido que se acumulava entre as minhas pernas e voltei para o quarto.

Edward estava parado em pé, olhando uma foto nossa num porta-retrato, tirada quando fomos jantar com a sua família.

– Será que podíamos conversar? – sugeri, minha voz saindo baixa.

Edward largou o porta-retrato, suspirando alto, virando-se para mim.

– Bella, por favor, você me desculpa?

– Não tenho o que desculpar, Edward.

– Eu não posso me empolgar desse jeito. Não posso perder o controle como agora há pouco.

– E o que há de errado nisso?

– Bella, você não entende? Você não sabe o que você faz comigo, o que você me provoca.

– E isso é tão ruim assim? – inquiri confusa.

– Eu posso me deixar levar. Já disse a você, Bella. Não quero apressar as coisas entre nós, não quero compelir você a nada.

– Edward, você não está apressando nada. Será que nem nos beijarmos mais podemos? Você não gosta mais de me beijar? É isso?

– Não! – seu rosto agora assumiu uma expressão de desespero. – Não Bella, não é isso. Será que você não vê o quanto é tentadora?

– Tentadora? – Meus olhos se arregalaram.

– Demais para o seu próprio bem. Eu... posso querer ir além quando estou com você, Bella. – falou aproximando-se mais.

– Edward, eu não entendo, quer dizer, não tenho nenhuma experiência sobre... er... você sabe... eu nunca fiz isso antes. Mas, eu queria que você... – dei de ombros, não conseguindo continuar.

– O que, Bella?

– Bem... você, ao contrário de mim, é experiente, e eu fico me perguntando... se... esse tempo todo que namoramos e você... er... você ainda não... você não fez...

– Você está querendo me perguntar se eu tive sexo com alguém durante o nosso namoro? É isso? – perguntou incrédulo.

– Não que eu esteja desconfiada de nada, Edward. Eu só... tipo, eu só queria saber se... como você, sendo homem, agüenta ficar esse todo tempo sem... er... sexo. – tentei explicar um pouco envergonhada e muito arrependida de ter feito a pergunta.

Tanto que Alice alertou.

– Bella, o que eu faço para explicar o que eu sinto por você? Nenhuma mulher me interessa além de você. Eu não fiz sexo desde que começamos a namorar, e se você quer saber, eu não faço sexo há muito mais tempo do que você imagina! – exclamou. Pelo seu tom de voz, eu sabia que ele estava irritado.

– Edward, por favor, me perdoa. É que... eu... eu não queria. – senti minhas lágrimas caírem.

– Bella... não... não chora.

– Eu não queria te aborrecer.

– Tudo bem. Vem cá. – Disse puxando-me para o seu peito.

– Eu sou muito idiota, me desculpe.

– Sim, você é muito idiota. – disse, rindo enquanto beijava minha testa.

– Você me desculpa? – pedi, olhando agora para cima, para os seus olhos.

– Claro que eu desculpo, Bella. Mas só se você me desculpar também. Pela minha atitude rude mais cedo.

– Não posso te desculpar por isso, Edward. – disse, quebrando o contato dos nossos olhos, baixando a minha cabeça para o seu peito novamente.

– Não? – inquiriu em confusão.

– Não.

– Por quê?

– Porque eu gostei de... – senti meu rosto corar.

– Você gostou de... ?

– De ter sentido.

– De ter sentido?

– S-sim. Acho que, acho que está na hora de darmos um segundo passo no nosso namoro Edward. – disse tudo de uma vez.

– Você... você está falando sério?

– Sim. Quer dizer, ainda não estou pronta para... para perder a virgindade. Mas não vejo nenhum problema se começarmos a fazer algumas coisas que... que muitos casais de namorados fazem, sem precisar fazer sexo. – praticamente sussurrei a última palavra.

Edward não falou nada por um tempo. Mas eu podia sentir a sua respiração pesada próxima ao meu ouvido.

– A não ser que você... não queira. Hmm... não me...

Edward me puxou para encará-lo tão bruscamente que me assustei com tal ato.

– Você realmente acredita nisso? Que eu não quero? Que eu não me sinto atraído por você, é isso? – inquiriu. Edward não parecia chateado, mas a sua expressão era de incredulidade. – O que eu falei para você aquele dia em meu quarto, Bella?

– É que você parece evitar ficar a sós comigo e já não me beija como nos beijamos agora desde aquele dia. – comentei.

Ele suspirou, sacudindo a cabeça em negação, dando-me aquele sorriso torto.

– É que, você é acostumado a fazer isso, e eu fico incomodada que... que essa minha condição possa estar te deixando... te deixando... você sabe. – disse um pouco tímida.

– Bella, Bella, minha linda. Eu entendo sua preocupação, mas entenda, não tenho pressa. Você não precisa fazer nada porque estou sem sexo, eu posso conviver com isso. A questão aqui não sou eu, mas você. – disse, apertando a ponta do meu nariz.

– Eu sei. Mas, por que você não me beijava mais como nos beijamos hoje?

– Eu sei, foi estúpido da minha parte. É só que, bem... você não imagina o que um simples beijo seu provoca em mim, quer dizer, meio que fiz você sentir. Bella, por favor, não abusa do meu autocontrole.

Virei o rosto de lado, mordiscando o lábio, completamente envergonhada e com o rosto corado. Me pergunto quando essa besteira de corar acabaria.

– Eu só quero que você não mude comigo, Edward. Promete que vai parar de agir dessa forma? Como se tivesse com medo de me tocar?

– Eu não tenho medo de te tocar. Tenho medo das minhas reações ao te tocar, Bella.

– Você ainda não prometeu.

– Prometo, Bella. Você não sabe o quanto isso estava me matando. Me perdoa? – pediu, fazendo um beicinho.

– Claro, seu bobo. – falei, dessa vez fora eu quem apertou a ponta do nariz dele.

– Agora vamos descer. Preciso conversar com você e Alice. – falou, segurando a minha mão, caminhando para a porta.

– Comigo e Alice? Sobre o que? – questionei curiosa.

– Bom é que, o Super Bowl esse ano vai ser no novo estádio que construíram em Los Angeles, no domingo próximo. Será entre os Giants e o Dallas Cowboys, times consagrados na liga e que Emmett, Jasper e eu sempre desejamos ver em uma final. Nós estávamos pensando em passar o feriado na casa de praia dos nossos pais, em Long Beach, já que é relativamente perto, só leva algum tempo de carro. Queríamos que vocês nos acompanhassem, Bella. Você, Rosalie e Alice.

– Nós? Passando o feriado em Long Beach?

– Sim. Sairíamos de carro amanhã à noite, chegaríamos lá no sábado de madrugada e só voltaríamos na segunda. O que você acha?

– Só nós seis? – perguntei mais uma vez, começando a gostar da idéia.

– Sim. Você acha que seria algum problema para você? Digo, se seus pais iriam concordar?

– Tenho certeza que não, Edward. Meus pais praticamente te idolatram. Tenho certeza que eles não se importam com isso, além do mais, eles gostando ou não, eu iria.

– Então, você vai mesmo? Não se importa em viajar no nosso primeiro fim de semana juntos? – perguntou animado.

– Claro que não, Edward. Vamos ficar juntos do mesmo jeito. Isso que importa. – falei dando-lhe um breve beijo.

– Vamos lá falar com Alice.

Descemos às escadas de mãos dadas, encontrando uma Alice pintando as unhas no sofá da sala. Sentamos no sofá ao lado, e Edward começou a explicar a Alice sobre a viagem à Long Beach.

Não prestei muita atenção nas perguntas que Alice começara a fazer, porque meu pensamento estava muito longe. Estava numa casa de praia que eu nem tinha idéia de como era, mas eu já a imaginava. Era grande, branca, de frente para o mar. E à noite era excepcionalmente lindo contemplar o luar através da varanda. O vento batendo forte na janela, enquanto eu ficava ali, contando as estrelas. E para completar esse cenário perfeito que a minha mente construiu, estava Edward, bem do meu lado.

Definitivamente, essa viagem viria na hora certa.

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Notas finais
Só um aviso. Gente, o Edward não é santo. Ele pode não ser um ninfo como Emmett, mas como todo homem e hétero, ele gosta e muito da fruta e no passado às vezes não resistia um rabo de saia. Com a Bella é diferente, claro. Porque ele gosta dela! Por isso a espera. Ele é romântico sim quando gosta, como é com ela, e será muito na primeira vez deles! Mas isso não quer dizer que ele poderá pegar um pouco menos leve nas vezes seguintes. rsrsrs Uma outra coisa, é sobre o que a Jessica disse. Não é só o corpo que tem de estar preparado para o sexo, a cabeça também. Tem que estar preparada psicologicamente para isso. Uma vez perdida, não volta mais. Já disse no capítulo anterior e repito: Jéssica não bate bem da cabeça!
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Espero que tenham curtido o capítulo e queria perguntar por que os reviews estão diminuindo :( Está ruim? Alguma coisa não estão gostando?
Estou aberta à sugestões e críticas, é só apertar o botãozinho aqui embaixo ou enviar um e-mail ou recadinho no twitter, ok?
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Quero saber a opinião de vocês!Eu ia soltar um spoiler, mas sei que vocês já imaginam o que vai acontecer no próximo capítulo, certo? kkkkkkkkkkkkkkkkkk
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Agora é com a imaginação de vocês!
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Obrigada mais uma vez e até o capítulo 20
Bjuxxxxxxx