Notas iniciais
OIOIOI Então gente, como vão vocês? Desculpa aí a demora, mas foi porque eu estava de mudança e tava tudo encaixotado e tava complicado de escrever... MAS ADIVINHA QUE TA DE VOLTA? Pois é, eu. Vôs falo da Espanha, mandando um capítulo que pode destruir forninhos de todas as pessoas (ou não, só teve comentário de uma pessoa no último cap :( vcs n gostaram?) Aqui começa o drama e os assassinatos e todos os extras que vem com escrever sobre a Elizabeth :) então APRVEITEM E COMENTEM Ok?

A Biblioteca, tempo não marcável.

Elizabeth estava encarando o mesmo ponto na parede de seu quarto na sua Biblioteca. Ele existia, bege claro nas paredes, uma cama de dossel branco, toda a mobília parecia uma versão real de madeira branca da do desenho de “A Bela e a Fera” – na realidade ela não tinha exata certeza que sua Sede não o havia feito de propósito, sabendo o quanto Elizabeth havia gostado da mobília que seu amigo, Disney, havia feito. A verdade era que apesar de quase nunca utilizar aquele cômodo – preferia dormir com seus amigos nas dimensões em que estivessem – ainda era o seu favorito de toda a Biblioteca.

Talvez fosse por isso que esta foi o aposento que procurou assim que toda a loucura daquele dia acabou.

Agora estava sozinha pela primeira vez desde que acordara e havia um copo intocado – já frio — de chá em sua mão. A última coisa que ela queria agora, depois de seu recente encontro com a morte, e de tudo o que aconteceu depois, seu estômago ainda estava embrulhado depois de todo aquele caos...

Tanta Dor, tanta escuridão....

Não.

Ela não podia pensar naquilo agora. Os Deuses sabiam que ela havia visto uma boa cota de sofrimento durante sua longa vida.

Tudo que já vira não se comparava as últimas 24 horas.

Nada a havia preparado para aquilo.

Seus olhos se encheram de lágrimas mais uma vez. Era provavelmente a 4... Ou talvez a 5 vez que ela ameaçava chorar desde que havia e trancado naquele quarto.

Fogo... Dor... Lampejos de prata e branco...

Não.

Ela engoliu o nó em sua garganta. Sem mais lágrimas hoje.

Ela não tinha o direito de derrama-las.

Gritos... Pânico... Dor...

Um cobertor caiu nos ombros da Guardiã antes que seus olhos pudessem embasar novamente, e ela desviou a atenção para a figura atrás de si.

Alice Stark a encarava com olhos bondosos, apertando levemente seus ombros num gesto maternal ela – Logo ela! Quem havia perdido mais naquela note que qualquer um — disse as palavras que Elizabeth precisava desesperadamente ouvir:

– Não foi culpa sua. Você não poderia ter evitado nada.

E ela finalmente chorou.

***

Casa de Emmanuel, mais cedo naquele dia

Elizabeth levantou o tronco de uma vez, sua cabeça pedia solta como se o mero esforço de levanta-la pudesse fazê-la voltar para o limbo de onde havia acabado d sair. Sua respiração estava ofegante, quase como a de alguém que acabou de apostar corrida com Barry Alam, o Flash, ou com Pietro Maximoff, o Mercúrio.

Não que ela nunca tivesse tentado fazê-lo.

Um riso leve saiu de seus lábios na lembrança das duas figuras mais rápidas que ela já havia conhecido, e, depois de alguns segundos onde não se ouviu nada no cômodo ela levantou o rosto para encarar a cena em sua frente.

Castiel estava com uma mão apoiada no colchão, a outra firme no ombro da Guardiã, com a cabeça levemente inclinada e os olhos azuis brilhantes e preocupados, o que o fazia parecer um filhote de gato gigante.

Dessa vez Elizabeth soltou uma verdadeira gargalhada com o pensamento.

Sua felicidade teve vida curta. Um dor lancinante cortou suas têmporas, como se algo estivesse se contorcendo dentro do seu cérebro

Algo estava muito errado. Seu rosto se desfigurou em uma careta e ela tentou levantar da cama, sem sucesso, ela caiu no chão num baque surdo e com um murmúrio de dor – mais de sua cabeça que da queda – ela foi rapidamente levantada por Samuel, que aparentemente havia entrado no quarto com Claire e Amy enquanto ela estava desacordada. Ela o empurrou com força, batendo as costas em uma parede do cômodo. Ela enterrou os dedos no cabelo puxando um punhado com força soltou um grito de agonia.

O grito automaticamente desencadeou o movimento de Claire, que até então estava congelada na porta, e ela rapidamente correu para tentar chegar na Guardiã, que soltou outro grito antes que a Bass pudesse toca-la:

– Pare! – Ela se contorcia de dor, tanta dor, quase como se milhões de vozes gritassem em agonia de dentro do seu crânio. – Por favor faça parar!

Claire automaticamente entrou no modo de caça e segurou firmemente os braços de Elizabeth longe de sua cabeça.

A Guardiã gritava. Os toques queimavam. Tudo que ela conseguia ver agora eram os espectros gritando em meio ao fogo. Nem mesmo as vozes gritadas no cômodo em que ela estava conseguiam abafar os Espectros.

Até que ela sentiu um par de mãos ao lado de sua cabeça, uma testa na sua, tudo pareceu se aquietar num segundo, e os toques se foram tão rápidos quando havia chegado.

Elizabeth levou um minuto para se recuperar, e então ouviu um grito.

Um homem estava no chão com as mãos na cabeça e tentando controlar os espasmos que pareciam tomar conta de seu corpo, ele mordia os lábios com força tentado abafar os gritos.

Castiel.

No que pareceu uma fração de segundo Elizabeth estava de joelhos no chão ao lado de seu amigo tentando afastar as mãos de sua cabeça e evitar que ele se macucasse – ou que machucasse alguém em seus espasmos.

– Anjo estupido... – Lizzy murmurou lançando um olhar rápido para Claire que rapidamente estava a seu lado a ajudando, e Dean e Sam se puseram ao trabalho quase no mesmo instante gritando para Elizabeth enquanto se esforçavam para conter as pernas do anjo com Amelia.

– Lizzy! O que...?

– Eu não sei – ela respondeu antes mesmo que um deles pudesse completar a frase

E num rompante Castiel se soltou dos braços de todos e colocou as mãos novamente nas têmporas da Guardiã.

E ela entendeu. Ela ouviu, e entendeu. Castiel conseguiu mandar uma mensagem antes de desmaiar bem na sua frente.

Um chamado, um grito de ajuda, seu nome gritado pela voz de um amigo.

Um grito de Anthony Edward Stark.

Elizabeth girou seu anel e disparou porta a fora instantaneamente,

Com Claire, Dean, Sam e Amelia em seu encalço

***

Elizabeth emergiu – com os três caçadores e a amiga do Doutor logo em seguida – na cobertura da Torre Stark.

E tudo estava um Caos.

A mobília estava toda revirada, papeis estavam queimando em todos os cantos. Exceto um.

Um post it amarelo estava preso na janela –a única que de alguma forma estava intacta.

Depois de perceber os arredores Elizabeth finalmente viu um detalhe importante: Os Corpos.

Natasha. Clint. Wanda. Bruce...

Todos carbonizados, mas facilmente identificáveis. E então Elizabeth viu a cena que ela sabia que estaria para sempre no seu cérebro.

Tony Stark, o Tony Stark, ainda vestido com a sua armadura com um corpo nos braços, chorando copiosamente.

Peper.

Elizabeth sentiu o gelo descendo por sua espinha.

Não.

Alice estava tentando tirar seu tio de onde ele estava – agarrado ao corpo de Pepper – mas era incrivelmente mais faca que Tony, e olhava ao redor desamparada.

Até que ela avistou Elizabeth:

– Lizzy! – ela também chorava, seus olhos se voltaram para a janela – Lizzy, por favor...

E os recém chegados se voltam rapidamente para a Guardiã, prontos para fazer o que quer que ela precisasse, prontos para lidar com a crise – talvez mais prontos que a própria Elizabeth- e deixar as perguntas, ela sabia que eles tinham perguntas, para depois.

Eliza automaticamente entrou em modo tático, foi até a janela onde o Post it estava preso – claramente era à aquela que Alice estava se referindo.

Verdade seja dita, nada a podia ter preparado para aquela visão:

No post it havia apenas uma palavra... Uma palavra que Elizabeth conhecia, uma palavra em Latim.

Tenebrosus.

A escuridão está caindo.

E então ela viu o plano de fundo. Guerreiros feitos de fogo, um fogo branco opaco, que destruíam tudo em seu caminho.

Ela arrancou o papel do vidro com um urro de raiva, os olhos refletindo a paisagem da janela.

Fogo. Tudo que via pelo vidro daquela torre eram chamas. Queimando as ruas, os carros... As pessoas.

Sentia toda a dor, todo o desespero de todos que corriam por suas vidas metros abaixo do andar em que estava, e antes que pudesse perceber estava chorando.

Haviam aqueles que lutavam contra os guerreiros feitos do Fogo, mas ela sabia que era inútil, e sentia a dor... Tudo era dor, tudo eram chamas.

E paralisada naquele momento, talvez não pela própria angustia, mas de raiva, ela fez uma promessa. Esmagou o papel em sua mão em punho e gritou para ninguém em particular:

–Chega!

Dali em diante tudo era um grande borrão de ação para Eliza.

Lembrava-se de dar ordens que deu aos seus amigos.

“Vão! Desçam e tragam todos que puderem salvar até aquela porta, de onde saíram! Não toquem no fogo”

Lembrava-se do calor, dos caçadores, de Amy, de Alice, todos sendo mais heróis do que la jamais poderia ser.

Lembrava-se da correria para dentro da biblioteca.

Lembrava-se de Mercúrio ajudando a colocar as pessoas na Sede. E lembrava-se do fogo engolfando-o, do grito de Alice...

Mas, acima de tudo, lembrava-se do olhar de Tony, que não queria deixar Peper, quando Alice finalmente o convenceu a entrar na sede.

***

Biblioteca, tempo não marcavél

As duas choraram por mais algumas horas juntas.

Choraram por Peper.

Pelo melhor amigo que Alice já teve, Pietro.

Por todos os que morrerem naquele dia.

E quando Elizabeth finalmente não tinha mais lágrimas, ela lembrou do post it e de sua promessa:

Chega.

Notas finais
Oiide novo Matei alguém? kkk Espero que não! Mas enfim, os próximos caps vão esclarecer o que é Tenebrosus E nós vamos ver muito mais da Claire e da Alice. e BEM provavalemente teremos o Damon de volta hehehe quem tava com saudade do vampiro da Eliza? COMENTEM PRA ME DEIXAR FELIZ Se a gente chegar em 40 comentários eu vou morrer e vocês vao receber um enorme abraço virtual de um cadáver. nossa eu nunca esperei tudo isso MUITO OBRIGADAAAAA! P.S: Eu tava pensando em criar um grupo no FB pra me comunicar melhor com vocês, e saber um pouquinho mais dessas leitoras maravilhosas! HAHAHA o que vocês acham?