Tal Pais, Tal Filho - A Klaine & Dameron Story
3 Oh, Can we be a family?
Notas iniciais
Kurt e Blaine já tinham se casado a 2 anos, e hoje tinham (respectivamente) 25 e 24 anos.
Era feriado, e eles estavam em Lima para rever suas famílias.
Com o fim das "mini-férias" chegando, os dois foram para o aeroporto. Estavam na fila, para comprar as passagens de volta para NY.
– Blaine? — O mais velho chegou mais perto do outro, sem tirar os olhos do painel de voos.
– Sim, babe?
– Você acha que teria problema se ficássemos uma semana fora...? Digo.. eu acho que com a Isabelle não teria problema. Ela me deve uns dias de folga, por umas horas extras que eu fiz no mês passado...
– Bom, eu acho que tinha uma reunião com o pessoal do AVPM*, mas... acho que eles podem começar os ensaios sem mim... Mas pra onde você quer ir??
Kurt apontou para um ponto no painel. Decidido do que queria.
– Ir.. Irlan... Irlanda, Kurt?! Porque?
– Eu não sei bem porque, Blaine. Só sinto que é isso que falta na nossa viagem. Sinto que eu preciso estar lá.
O moreno assentiu, já que apesar de ser uma escolha inesperada, ele gostava de novas aventuras. Principalmente se tivesse Kurt a seu lado.
– Por favor; queríamos duas passagens para Derry, Irlanda do Norte.
– Ok, o próximo sai daqui 30 minutos.
– Tudo bem, obrigado!
Kurt sentia como se estivesse fazendo a maior loucura de sua vida, viajando sem ter programado. E o que afinal ele queria em Derry?
Usaram aquela meia hora para fuçar nas lojinhas do aeroporto. Estavam cheias de bugigangas das quais Kurt não pôde resistir.
"Passageiros do voo 206 para Derry, por favor se dirijam ao portão 21. Passageiros do voo 206, portão 21"
Blaine estendeu a mão para o outro e o casal correu para o tal portão.
– Eu vou na janela!! — Gritou Kurt correndo na frente de Blaine pelo corredor apertado.
– Kurt, você tem certeza que é mais velho que eu?
– Bom bebê, na 2° temporada eu não era... Mas aí mudaram, então acho que sim! hahaha
Logo, já estavam no ar. A vista era linda; mesmo sendo Ohio e não uma cidade grande e cheia de relevos.
Eles adoravam viajar. Afinal, quem é que não gosta de viajar com seu melhor amigo? Eles jogaram cartas, conversaram, comeram e brincaram com a comida de avião, beberam um pouco e acabaram dormindo um no ombro do outro.
O piloto avisara que faltavam cerca de 15 minutos para aterrissarem. Nisso, as aeromoças passaram entregando um clássico chapéu de leprechaun, verde e com um trevo de quatro folhas.
– Kurt! Olha que legal!! Acho que vou usar isso todo o tempo que ficarmos aqui! — Disse Blaine quase abraçando o acessório — Ficou bom?!?
– E eu que sou a criança aqui, Blaine?
Desceram do avião e saíram do aeroporto. Já estava de noite e eles tinham que procurar um hotel.
Sem terem feito reserva em lugar nenhum, acabaram ficando em um hotel simples, mas bem tradicional e aconchegante. Livres das malas e pesos; agora eles podiam explorar a cidade.
Parecia que as grandes estrelas da noite irlandesa eram os bares. Todos cheios de gente pra lá e pra cá. Blaine resolveu entrar em um deles. Lá dentro haviam panelas penduradas no teto, garrafas por todo lado e um grupo de músicos tocando. Aquilo definitivamente não era um bar novaiorquino. O casal pediu algo para beber, e se sentou perto dos músicos.
– Musica irlandesa, bebidas e você! Kurt, estou tão feliz!
– Que bom, meu amor! Eu amo estar aqui com você também!
E deram um selinho fofo e rápido.
Depois de acabarem as bebidas, voltaram para as calçadas e a observar as ruas da cidade. Tudo parecia meio puxado para o verde; de uma forma ou outra. Encontraram uma pequena praça muito charmosa, com fontes e luzes e se sentaram em um dos bancos.
Kurt apoiou a cabeça no ombro de Blaine e ficou olhando para a fonte colorida pelos LEDs.
– Blaine..? — Se levantou o castanho olhando para o outro.
– Sempre que você arruma algum plano maluco, começa assim haha.. sim, Sr. Hummel-Anderson?
– Estamos quase chegando aos 30 anos, Blaine! E não falamos nunca sobre... família, sabe... — Blaine o olhava e parecia entender mas não demonstrava reações — Eu quero ter uma família com você, Blaine! Quero ter uma criança para que possamos cria-la juntos; você e eu! Ensina-la a andar, falar, comer, o que é certo e o que não... E talvez ela cresça e se torne a maior defensora dos direitos gays do mundo! – Ele disse já rindo, por criar um futuro inteiro para uma criança que nem tem ainda.
Blaine ainda processava tudo aquilo.
– B... diga alguma coisa...
– E-eu.. Eu acho que é uma boa ideia... é um passo que cedo ou tarde eu acredito que daríamos, né... mas porque você está me dizendo isso.. agora?
– Eu já venho pensando nisso a algum tempo, mas não sei... Essa cidade.. tem um clima tão familiar e aconchegante (apesar dos bares); me fez relembrar esse desejo...
O moreno agora parecia melhor com aquela ideia. Na verdade ele concordava com tudo o que Kurt havia dito. Ele queria o mesmo. Só não esperava que aquele momento chegasse tão rápido.
Mas se seu marido acreditava que aquela era a hora certa, então ele o apoiaria.
– Ok, então vamos aproveitar nossas últimas férias como um casal sem filhos; porque quando voltarmos para casa, vamos adotar a criança mais linda, perfeita, carinhosa e talentosa do mundo!
Kurt sorriu olhando para Blaine que agora demonstrava seu animo com a ideia.
– Eu te amo! — disse o castanho, colocando seus braços ao redor do pescoço do outro.
– Eu também te amo — E o puxou mais para perto a fim de beija-lo.
– Então eu acho que deveríamos voltar para o hotel e aproveitar o que nos resta de tempo sozinhos, não acha?
Não foi preciso dizer mais. Eles sairam correndo e rindo pelas calçadas. Passando pelas luzes verdes dos bares, as pessoas com chapéus engraçados e algumas famílias passeando nas praças.
Na porta do quarto Blaine pegou o marido no colo e o jogou naquela cama grande e bem arrumada. Se apoiou na borda entre as pernas de Kurt e ficou olhando para o menino.
– Desculpa, mas eu não posso fazer isso aqui — disse o castanho, cruzando os braços — Tem um leprechaun olhando exatamente para cá! Acho que ele está ali para nos vigiar!
O moreno riu e pulou em cima da cama também, beijando seu esposo tão apaixonadamente que este, até esqueceu do homenzinho verde.
Mal sabiam eles o que a sorte irlandesa os resevava...
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