Take on Me
24 What the Hell?
Notas iniciais

Os dois se separaram e encararam a pessoa, Tony estava bravo e irritado, apertava as mãos em punhos tentando se controlar, mas era impossível. Não podia acreditar na cena que tinha presenciado, sua única filha e seu amigo e companheiro de grupo estavam se beijando... Pepper tentou colocar a mão no ombro pra impedi-lo, porém este empurrou-a com o mesmo. Antes que pudessem falar ou fazer algo, Stark se aproximou e pegou Steve pelo casaco.
— O que pensa que está fazendo com minha filha?
— Tony! — Gritaram as duas.
— Stark, vamos conversar. – Pediu Steve.
— Solta ele! — Mandou a jovem.
O restante do grupo apareceu para ver a cena. Thor e Clint fizeram movimento para se meter, mas as namoradas impediram. Ambas sabiam que ainda não era a hora deles fazerem algo.
— Como você pode estar beijando minha filha? Você não tem vergonha de pegar uma jovem inocente? — Indagou, apertando a jaqueta.
— Tony, querido, solte ele. — Pediu Pepper se aproximando com uma voz doce.
— Tony, eu não escolhi ter sentimentos pela Sarah. Ela sabe o quanto quis evitar isso. – Contou num tom baixo.
O playboy empurrou Steve e o soltou, mas este não caiu. A garota parou ao lado de seu namorado e colocou a mão em seu braço, querendo garantir que estava bem. Ele somente acenou em resposta à pergunta silenciosa. Tony queria brigar e até fisicamente, mas o vingador mais velho seria o cabeça fria e tentaria impedi-lo de chegar àquele ponto.
— Evitar? É fácil evitar isso.
— Tony, pra que tudo isso?
— Pra que, Sarah? Um velho que tem a idade do seu avô estava trocando saliva com você. Por que sou o único que está surpreso? — Perguntou ao notar todos reunidos.
— Não é o único. — Comentou Darcy antes de receber um olhar feio de Jane.
— Vocês sabiam? Todos sabiam? – Indagou olhando para o grupo.
Michael levantou a mão, no entanto levou uma cotovelada da namorada no estômago, o fazendo baixar.Melinda não estava afim de se meter naquela briga, ele podia não saber, mas ela sabia de toda história.
— E agiram pelas minhas costas!
— Você ia dar um piti, como está dando agora se soubesse antes. Esse relacionamento podia nem dar certo e ia falar à toa. — Falou Natasha num tom entediante.
— E não é pra falar? Há quanto tempo está acontecendo isso? Steve era o cara da boate que viram? – Perguntou olhando para a filha que o encarava com raiva.
— Steve esteve na boate, mas não era ele que viram dançando. – Respondeu Sarah.
— Quando iam me contar? Ou planejavam me esconder pra sempre?
— Claro que não. — Respondeu Steve.
— Eu ia te preparar antes de te contar sobre nosso relacionamento. – Explicou a jovem segurando seu temperamento.
— Então é sério. Eu não esperava isso de você, Capitão. Minha filha... Não tinha mulheres suficientes por aí? Resolveu se aproveitar de uma garota?
— Ele não está se aproveitando de mim. Ele não queria isso, ele não queria nada comigo... Aconteceu.
— Estou vendo o quanto não queria. — Disse com sarcasmo olhando feio para o companheiro de equipe.
— Stark, eu não brinco com sentimentos e nem com as mulheres. Eu não as uso e as descarto como se fossem objetos. — Ele pegou na mão de Sarah e a olhou bem fundo em seus olhos. — Eu sou apaixonado por sua filha e não vou quebrar seu coração.
A garota entendeu que ele estava fazendo uma promessa à ela.
— Isso foi uma indireta sobre meu passado? Não importa, eu proibido esse relacionamento.
— O que? Você não pode fazer isso! — Exclamou Sarah soltando a mão e parando em frente ao pai.
— Posso e vou! Eu sou seu pai e mando em você. — Disse cruzando os braços.
— Tony...
— Não, Pepper. Não tente argumentar. – Pediu fazendo sinal a ela.
— Você não manda em mim!
— Enquanto estiver sobre minha responsabilidade, mando sim. Até ser maior de idade, fará tudo o que eu mandar.
— Stark, você está exagerando.
— Não se meta, Barton.
— Você acha que só por isso vou abaixar a cabeça e dizer sim e não? Mas não vou mesmo. Você devia estar feliz como estou.
— Feliz? Ele é mais velho uns oitenta anos que você. Quase pedofilia!
— A diferença da nossa idade é grande, verdade. Mesmo sendo nova, Sarah é mais madura que muitas pessoas mais velhas, como você.
—Agora foi direto, Bela Adormecida. Ela só tem dezoito anos.
— E daí? Aposto que pegou garotas dessa idade na sua época de vadio.
— Não admito que fale nesse tom comigo, Sarah! – Apontou o dedo para a garota.
—Vamos nos acalmar. Isso é uma conversa, não uma briga. — Pediu Annabelle se aproximando dos três.
— Melhor deixar para amanhã, quando todos estiverem calmos. — Sugeriu Louise.
— Não tem o que conversar. Está decidido.
— Não tem nada decidido. Você não vai impedir esse relacionamento. Steve é um homem bom, decente, carinhoso, um cavalheiro, me respeita, me apoia e faria tudo por mim.
— Stark, eu não quero precisar brigar por esse relacionamento.
Stark deu um passo para frente, mas Pepper o puxou para longe, o que não adiantou muito, e Sarah ficou no meio de ambos. Pode sentir Steve grudado nas suas costas, pronto para fazer algo que ameaçasse sua vida.
— Está me ameaçando?
— Não estou.
— Para, Tony! Você pode bater o pé o quanto quiser, mas esse namoro ainda vai continuar.
— Você não vai namorar e acabou. Você vai me obedecer, eu sou seu pai. – Disse quase aos berros, a encarando.
— Você não é meu pai.
— Eu sou seu pai. Te dei meu sobrenome, um teto, liquidei suas dívidas, pago suas contas e garanto que nada falte na sua vida, então sou sim.
— Você não é até que eu o chame. E isso nunca vai acontecer!
O playboy deu alguns passos para trás se como tivesse levado um tapa. Aquelas palavras o machucaram, achava que já era o pai que sua filha precisava e que o próximo passo era só o chamá-lo, o que acreditou que aconteceria muito em breve.
Sarah sentiu seus olhos lacrimejarem e teve de engolir em seco ao dizer aquelas palavras, não queria dizer aquilo, mas já era tarde. Steve colocou a mão no ombro da namorada e apertou carinhosamente, mostrando o apoio.
— Sarah, você tem que entender... – Tentou argumentar Tony com a voz magoada.
— Não, você precisa entender. Pensei que você podia entender e aceitar ao ver a minha felicidade e ter escolhido um homem bom, que não se importa com meu sobrenome ou se o pai dela é um dos homens mais ricos do mundo. Ele está comigo sabendo exatamente o que eu sou, por ser apenas Sarah. É tão difícil assim aceitar e ficar do meu lado?
Sarah passou por Tony e pelos seus amigos, parou e se virou encarando o playboy que só virou o rosto.
— Sarah...
— Sabe, eu realmente pensei hoje em te dar o que você tanto deseja. Sentir o que todo homem sente ao escutar pela primeira vez sua filha chamá-lo pelo que é... Meu coração estava pronto para isso, mas você me magoou. Não só por negar aceitar meu namorado, mas mostrar que aquelas palavras na praia não eram verdadeiras. Pagar minhas contas? Liquidar minhas dívidas? Dar o sobrenome? Dar um teto? Falou como obrigação e não por me amar. Como pude ser tão ingênua?
A jovem saiu correndo, deixando todos no lugar. Melly saiu logo em seguida e seguiu sua amiga. Anna pensou em deixar as duas sozinhas um pouco antes de se juntar a elas, então se afastou acompanhada de Banner. Steve ia fazer o mesmo, porém Barton fez sinal para não seguir, ela precisava ficar longe dos dois. O restante do grupo dispersou, Tony olhou para sua namorada que balançou a cabeça em negação mostrando que não aprovara nem um pouco a atitude. Deu as costas e saiu deixando os dois sozinhos.
— Isso é tudo culpa sua. Se não tivesse usado seus encantos e esse sorriso colgate, eu não teria brigado com minha filha. – Acusou o playboy bravo pela situação e querendo descontar em alguém.
— Você fez isso ao usar as palavras erradas. Você quebrou o coração da sua filha!
— Você é o culpado. Minha filha devia namorar alguém da idade dela... Alguém do tempo dela... Alguém normal.
— Um garoto? Alguém que não a trataria como merece? Alguém que se aproveitaria e a machucaria? Sarah não é como as outras pessoas da sua idade. Você não percebeu isso?
— Percebi que ela merece o melhor. Alguém que não vai colocá-la em perigo. Você pensou nisso? Namorando com você, ela se torna um alvo. – Falou passando a mãos nos cabelos de frustração.
— Por ser sua filha já é um alvo, esqueceu que fui eu, Clint e Natasha que a salvamos? Isso porque ela nem sabia que era sua filha. E eu não irei ser irresponsável em colocá-la em perigo. Foi isso que você fez ano passado.
— O que eu fiz, não lhe diz respeito.
Steve se aproximou perigosamente de Stark que somente levantou o queixo e estufou o peito, pronto para brigar.
— Quando coloca a vida dela em perigo, isso me diz respeito. Eu farei de tudo para ela estar segura e darei minha vida se for preciso. Ninguém vai tocar nela.
— Se acha melhor que eu por fazer isso? Eu faço o mesmo. A vida da Sarah é mais importante que a minha.
— É mesmo? Então por que na primeira chance a entregou de bandeja para o inimigo?
Passou pelo Stark sem esperar uma resposta. O playboy encarou a frente com raiva de si, de Steve e da situação. O que ele disse não deixou de ser uma verdade, porém ele confiou que podia protegê-la sozinho e acabou fracassando, prometeu a si mesmo que nunca mais a colocaria em perigo.
Sentou na cadeira que tinha na beira da piscina, apoiou o braço no joelho e levou aos olhos. Sentiu alguém mexer na mão apoiada na outra perna e, ao olhar, viu o cachorro de Clint e Louise o tocando com o focinho, para a surpresa do herói.
— Parece que você não me odeia tanto assim. Não como minha filha me odeia. — Disse tocando na cabeça do animal que fechou os olhos ao sentir o carinho. — Será que um dia eu vou acertar alguma vez?
[...]
Sarah entrou na mansão e foi até a porta da frente, ao sair agradeceu pela imprensa ter ido embora e não ter mais ninguém. Seus olhos passaram pelos carros de seus amigos confirmando estar sozinha, foi em direção à moto de Steve e sentou-se de frente para a mansão. Viu sua amiga sair, aproximar-se e parar em sua frente. A Stark deu um espaço na moto para que a outra sentasse ao seu lado.
— Sabe que seu pai não falou aquilo de propósito.
— Não sei mais nada. Achei que sabia e não é o que pensei.
— Todos estão de cabeça quente. Falam coisas que não querem falar. — Ela colocou a mão no ombro da amiga. — Seu pai não quis te machucar.
— Mas machucou. Eu achei que ele havia se tornado meu pai e aquelas palavras soaram como se eu fosse um peso. Tão diferente do que disse na praia. Droga, isso podia ter sido evitado se ele aceitasse.
— Pais sempre fazem o que acham certo para o filho, mesmo o filho não aceitando. Tive esse problema quando contei aos meus pais sobre Michael. Ele é mais novo que eu, eles acharam errado, como os pais dele também.
—Então você namora sem o consentimento dos velhos. Olha só, Melly quebrando as regras.
— Eles aceitaram com o tempo, quando viram que idade não significa nada e sim as ações e as decisões.
— Vamos concordar que a decisão dele vender aquela arma não foi uma das melhores.
— Não mesmo.
As duas riram. Aquilo animou um pouco a garota.
— Meu caso é diferente. Steve não é dois ou dez anos mais velho, e sim muitas décadas. Ele era amigo do meu avô, agora amigo dele e companheiro de trabalho.
— Seu pai vai ver que o Capitão é o homem certo para você. Vai ser complicado aceitar, mas vai acontecer. Steve está disposto a lutar por essa relação.
— Sim e eu também. — Soltou um suspiro de cansaço e encarou o céu. — Espero que aceite, não quero viver num lugar com um péssimo clima.
—Tempo é a resposta, Sarah. Agora vamos entrar e dormir, amanhã é um novo dia.
— Obrigada, Melly.
— Amigas são pra isso. Sempre vou estar aqui pra te ajudar.
As duas se abraçaram antes de levantarem, foram em direção à porta, mas pararam ao escutar barulhos. Sarah olhou em volta, não vendo nada. As luzes começaram a piscar e então a jovem Stark viu um homem atrás de Melly e esse tampou a boca da garota. Antes que pudesse fazer algo, sentiu uma mão sobre sua boca e uma picada no pescoço. Sentiu seu corpo ficar mole e o raptor a segurou no colo e antes de perder a consciência viu o rosto do responsável, mas só conseguiu ver um tipo de óculos preto e uma máscara tampando a parte inferior do rosto.
O raptor observou o rosto adormecido e sentiu algo diferente dentro de si, algo há muito tempo esquecido como suas memórias. O soldado invernal virou-se em direção ao furgão que passou pelos portões. Abriram a porta, o homem que segurava Melinda entregou para o outro de dentro do automóvel e logo depois o soldado entregou a Stark.
Antes que pudesse entrar, ouviu tiros e o homem ao seu lado caiu morto, ao virar, notou a agente Petrov atirando em sua direção. Pegou a arma em sua cintura e atirou de volta, a agente correu para trás do carro para se proteger. Ele então deu as ordens e entrou. O furgão saiu em disparada deixando o restante dos homens para trás.
Annabelle levantou e atirou em direção aos homens que ficaram para trás, ela gritou por ajuda e logo Steve Rogers saiu pela porta com o escudo em punho, seguido por Viúva Negra e Gavião Arqueiro, ambos já com suas armas preparadas, e Thor lançando os raios.
— Eles levaram a Sarah e a Melinda. — Gritou a agente e Steve lançou o escudou atingindo dois capangas perto da entrada. Pegou-o novamente quando voltou e foi até dois dos homens. — Stark, Sarah foi... – Gritou o líder do time pelo ponto.
— Não precisa falar duas vezes. — Interrompeu Stark ao sair de armadura e voar em direção do sinal que Jarvis havia pegado.
Os quatro lutavam contra os capangas que ficaram. Anna saiu de trás do carro e foi até três homens que estavam por perto, ela acertou um soco de direitano mais próximo deles. Algo lhe dizia que Stark precisaria de ajuda e sabia que dava conta daqueles caras.
— Rápido! Vocês. – apontou para os três. – Vão atrás delas. – Eu cuido deles. – mandou Petrov aosberros.
— Tem certeza? — Perguntou Clint atingido um deles com a flecha.
— Sim, vai logo. — Respondeu chutando outro que se aproximava por trás. – Daqui, ninguém passa.
O Gavião olhou para a amiga, que acenou a ele, garantindo que ninguém faria mal às pessoas que ainda estavam na festa, nem mesmo Louise. Acenou para a Viúva e correram até o carro, enquanto o Capitão foi até a moto.
Ambos saíram em disparada, deixando-a sozinha. Ela acertou bem no meio das pernas do terceiro homem e pegou a arma deste para atirar em mais dois capangas. De repente um barulho de tiro, sentiu uma queimação no braço na mesma hora, se jogou no chão, dando uma cambalhota e escondendo-se atrás do carro. Levou a mão até a ferida e viu sangue. Thor estava prestes a acompanhar quando escutou o grito de uma fera. Banner apareceu na porta e ele estava já se transformando em Hulk, pulou em cima do pequeno grupo, pegou um deles e bateu em outros dois, derrubando os demais com um tapa. Olhou para o homem que segurava e lançou para algum canto.
O Deus Nórdico cuidou do restante e ficou encarando o mostro, viu que ele estava descontrolado, olhou para trás e viu Petrov levantando do esconderijo, a agente notou que estava uma bagunça e maior que o normal. Seu olhar foi até o monstro dos vingadores que estava agitado e não parava de rugir em todas as direções. Thor fez sinal para que a agente não fosse, mas ela o ignorou. Anna deu um passo, e como se a fera tivesse escutado, virou em sua direção. Sua expressão mostrava que estava fora de controle, o que era um péssimo sinal.
— Não se movimente, não dê um pio. – Mandou Petrov sem olhar para o vingador.
Colocou a arma no chão delicadamente, não querendo piorar a situação. Não temia por si, mas pelas pessoas que estavam dentro da mansão, caso ele resolvesse atacar. Não teriam muita chance. A única coisa que podia fazer era exatamente a que não queria. Jurou que só em casos extremos faria aquilo e aquele era um deles. Esticou a mão do braço bom em direção ao Hulk e deu alguns passos ao seu encontro.
— Banner, se controla. — Ao escutar o rosnado, viu que começara errado. Thor levantou o martelo, mas Anna virou e olhou feio para o Deus que a obedeceu dessa vez. Voltou-se para Hulk. – Ok! – bufou. – Somos só eu e você e sei que quer bater em alguém, compreendo o sentimento, mas isso não ajudará a Sarah.
Ele deu dois socos no chão criando uma cratera e a fez parar a dois metros dele. Precisava focar no momento e não no que estava acontecendo com sua protegida. Fechou os olhos para se concentrar e então lembrou-se das palavras que escutava da mulher que vira como figura materna quando criança, aquela simples frase a acalmava durante as crises perigosas que tinha, não entendia o porquê, mas aquelas poucas palavras a faziam relaxar.
— Ei, grandão. – Hulk parou e fixou seu olhar sobre ela. — Hora de dormir, o sol está se pondo. — O som de sua voz o fez ficar hipnotizado, a encarou quando esticou a mão em sua direção e se aproximava mais ainda, ao parar a sua frente, sentiu seu corpo reagir sozinho e esticar para ela.
Colocou a mão sobre a dele delicadamente, sentindo irradiar o calor sobre a palma da mão. Ela passou as pontas dos dedos desde o meio da mão até o pulso, seus olhos em nenhum momento desviaram do grande monstro como se estivessem transmitindo uma mensagem. Ao afastar a mão, como um comando, o corpo de Hulk foi diminuindo até voltar ao normal. Banner caiu de joelhos dentro da cratera e tampou-se como pode. Abaixou a cabeça envergonhado por ter perdido tão rápido o controle, ao escutar que Sarah tinha sido levada, só conseguiu sair da mansão antes de perder o controle, assim não machucaria mais ninguém.
— Como...? – Indagou o Príncipe de Asgard.
O olhar da moça foi a resposta. Anna não queria falar e nem explicar-se naquele momento. Sua preocupação era somente com o homem ali, de joelhos, e quem fez surgir sentimentos nela que nunca pensara em ter.
Estava tão perdido em seus pensamentos que só acordou ao perceber o toque quente em seu ombro e levantou o rosto. Annabelle não mostrava medo ou pena, somente compreensão pelo ocorrido.
— Banner. – Sorriu. — Está tudo bem.
— Eu sinto muito.
— Não sinta. Você ajudou a manter todos a salvo. Vem, vamos para entrar e garantir que ninguém mais seja levado hoje.
[...]
O furgão ia em alta velocidade pela estrada, acompanhado do outro ao lado para dar apoio. No interior, os homens se preparavam pelo que vinha, carregavam suas armas e verificavam os equipamentos. O soldado estava sentado no chão, ao lado das duas inconscientes, seus olhos estavam na mais nova que estava deitava com o rosto virado para si.
Estava tão serena que nem podia imaginar o que iria acontecer com sua vida. Depois de prender as mãos da outra garota, o capanga segurou as mãos da herdeira Stark, porém foi impedido pelo soldado que só esticou a mão para ele mesmo fazer. Com delicadeza prendeu as mãos juntas com algemas de plástico, seus dedos de metal que estavam no pulso desceram até o cotovelo.
— Senhor, estamos sendo seguidos. – Avisou um dos seus homens em russo.
Ele afastou a mão e soltou sobre o chão. Levantou-se e cruzou os braços, os heróis tinham ido atrás para salvar as duas, no entanto, eles tinham cartas brancas. Primeiro teriam que derrubar o pai e vingador, Homem de Ferro, que seria o primeiro a se aproximar.
— Ativar o drone. – Mandou na mesma língua sem desviar o olhar da garota. – Lancem tudo.
[...]
Homem de Ferro voava o mais rápido possível, seus jatos estavam no máximo. Não podia acreditar que estava acontecendo de novo, que os seus inimigos resolveram atacar sua casa e levar sua filha, e também a amiga junto.
— Jarvis, preciso de uma visão clara.
Na tela mudou para visão de calor, onde viu as pessoas dentro do automóvel, identificou duas pessoas deitadas imóveis.
— Elas estão no furgão direito. Jarvis, precisamos parar sem ferir elas.
— Senhor, devo informar primeiro que devemos parar o drone.
Foi quando Stark notou a porta do outro furgão abrir e o drone sair. O herói desviou e o veículo aéreo passou reto, porém deu a volta e voltou a persegui-lo, o drone soltou todos os mísseis em direção ao Homem de Ferro que teve de interromper a perseguição.
— Droga... Cadê o pessoal? – Indagou o playboy, desviando.
— Chamou, Stark? – Perguntou Natasha pelo ponto.
Ele viu o carro e a moto em alta velocidade se aproximando dos dois veículos. Ficou aliviado ao ver seus companheiros, continuou manobrando para se afastar dos mísseis.
— A parada dessa vez foi qual? Café? McDonalds?
— Só garantindo que o pessoal ficaria a salvo. — Contou Clint.
— Estou com um problema. Salvem as garotas... Salvem minha filha.
— Stark, elas vão ser salvas. Sarah vai ser salva.
Ao dizer as palavras para tranquilizar o pai, Steve fazia o mesmo para si. Para o líder do grupo, pensou que tinha sido muita ousadia sequestrar as duas onde estavam os heróis mais poderosos da Terra e acharem que iam sair sem problema algum.
Os homens pegaram as suas armas do furgão com as portas abertas e começaram a atirar em direção à moto e ao carro, Steve estava com o escudo na frente para protegê-lo do ataque. Clint abriu a janela do carro e colocou seus braços segurando o arco e a flecha, depois sua cabeça para fora, atirou em direção ao furgão, onde acertou um dos homens.
— Como eu queria atirar uma flecha bomba.
— Não pode fazer isso, ambos os carros estão grudados, explode um e o outro já era.
A única coisa que queria era terminar aquilo logo e ter sua namorada em seus braços em segurança. Voltouo corpo para dentro para se proteger dos tiros.
— Esses caras têm problemas. Quem são os loucos que atacam e sequestram duas pessoas num lugar que nós estávamos?
— Eu não sei, mas acho que são os responsáveis pela tentativa do sequestro em Liverpool. — Respondeu a russa sem tirar os olhos da estrada.
— O que eles vão querer com a Sarah? E pra que levaram a Melinda se ela não é o alvo?
— Eu não sei o que querem com a Sarah, mas sei que a amiga dela vai garantir que ela faça o que eles vão querer dela.
Os dois voltaram a prestar atenção no que estava acontecendo.
Os tiros cessaram e a porta do outro furgão abriu revelando o Soldado Invernal de joelhos segurando um lançador de granada. Ele mirou em direção ao veículo mais perto: a moto. Mirou e antes mesmo que o vingador pudesse fazer algo, atirou. O disco deslizou pelo asfalto até atingir a roda da frente do veículo, explodindo no mesmo instante. O vingador acabou sendo jogado para frente e ao atingir o chão, rolou por alguns metros. Ao parar, levantou a cabeça e viu o carro de seu amigo ser atingido também. O automóvel acabou acontecendo o mesmo que o seu caso, a parte traseira levantou e o carro bateu no asfalto, deslizando até parar alguns metros de distância.
— Stark! Fomos atingidos! Cadê você? – Perguntou Steve pegando o escudo e correndo até onde estava o carro.
Estava com dor e ferido, mas seus amigos estavam em perigo. O carro pegava fogo e dava para sentir o cheiro de gasolina, precisava tirar eles antes do carro explodir. Se agachou no lado do motorista, viu Clint se movendo e mexendo na amiga que estava desmaiada.
— Clint, consegue sair? – Indagou o vingador analisando a situação.
— Sim. – Gemeu, se soltando.
— Então sai e se afasta o máximo que conseguir. Eu tiro a Natasha. – Mandou o capitão num grito.
O capitão enfiou a mão e soltou o cinto, a puxou pelos braços até sair do veículo. Pegou-a no colo e correu até onde estava Clint sentado. Sentou ao lado e observou que saía sangue na cabeça da ruiva que ainda estava desacordada.
— Como você está?
— Corte no braço e na sobrancelha... Uma tremenda dor de cabeça, Capitão. Como está a Tasha?
— Bateu a cabeça. Está respirando... Stark? Cadê você?
O carro explodiu, e impedia qualquer um de passar na estrada. Pela fumaça pôde ver o furgão pela última vez. Deu um soco no chão, irritado pelo acontecimento, não conseguiu aceitar o fato que algumas horas antes, prometera que nada aconteceria à Sarah, que faria de tudo para mantê-la a salvo e havia falhado.
Escutaram um barulho e viram Stark vindo na direção deles, porém antes que pudesse pousar, caiu no chão. Sua armadura estava toda arranhada, suja e em alguns pontos destruída, a luta não tinha sido fácil para ele também. A armadura se abriu pelas costas e Stark se levantou. Olhou em volta procurando sinal de sua filha, mas não havia.
— Steve... Onde está Sarah?
Recebeu o silêncio como resposta, olhou para o arqueiro para uma explicação, este só acenou em negação. Ele caiu de joelhos e encarou o chão, levou a mão até o peito onde estava seu reator arc, a dor que sentiu quando foi atingido pelo míssil anos atrás não chegava nem perto do que aquela pela perda de sua filha.
[...]
As coisas na mansão não estavam boas. Louise estava sentada ao lado de Pepper e Jane e tentando acalmar a ruiva que estava apreensiva, que só olhava em direção à porta, esperando algum sinal da volta do grupo. Ela pegou o copo com água e açúcar e entregou para a amiga beber, dava pra ver suas mãos tremendo.
— Bebe para se acalmar, Pepper. – Pediu Jane.
— Por que Annabelle saiu sem falar nada? Custa dizer que as salvaram? Que Sarah está salva? — Questionava Pepper antes de beber a água.
As duas amigas concordaram. A agente recebeu uma ligação de Steve e saiu sem dar uma palavra, deixando todos preocupados. Dr. Banner estava sentado numa poltrona distante com Thor ao seu lado em pé, vigiando cada movimento do cientista já que Anna estava fora. Darcy estava encostada nas costas do sofá observando os movimentos de Michael que ia de um lado ao outro.
— Ela tinha obrigação de falar algo! — Exclamou o namorado da Melinda, irritado.
— Se ela não disse, tem um motivo. Relaxa que ela deve estar voltando, todos juntos. — Darcy tentou animar, sem sucesso.
Louise se levantou e foi em direção ao bar para pegar uma bebida. Ela podia não aparentar, mas estava morta de preocupação. A noite tinha passada o do seu limite de agitação, quando começou o ataque, Steve e Clint a mandaram levar todo mundo para a oficina no subsolo, já que ali de todos era quem tinha alguma experiência pelos ocorridos no passado, e antes de saírem para a luta, seu namorado entregara uma arma para proteger o grupo. Aqueles segundos a fizeram ter raiva de Clint, ele sabia o quanto ela odiava armas, só sabia atirar porque tanto ele quanto o irmão insistiram em ensiná-la para se defender. Lembrou-se da última vez que segurara uma e o quanto mudou completamente seu modo de ver as coisas, principalmente que sua vida sempre estaria ligada com problemas.
Levou o copo até a boca e o gosto amargo do conhaque desceu lentamente, empurrou os pensamentos para longe e focou no momento. Pegou outro copo e encheu quase até a boca, entregou ao Banner que aceitou sem questionar.
Voltou ao bar e apoiou seu corpo no balcão e pegou seu copo, antes que pudesse levar aos lábios, os heróis entraram na sala. Natasha já estava acordada e apoiada em Clint que a levou até o sofá onde a deitou.
— Stark, cadê a Sarah? – Questionou Pepper quase aos gritos.
— Não conseguimos salvá-la. – Disse num sussurro.
A morena estava chocada com o estado de ambos, se aproximou e entregou o copo a Annabelle que no mesmo instante virou-o de uma vez. Realmente precisava de algo forte para clarear a mente e agradeceu Louise pela bebida.
Pepper levou a mão na boca para segurar o choro, Jane somente passava a mão nas costas da amiga em conforto. Michael se aproximou de Steve que estava em pé perto dos companheiros feridos que estavam sendo cuidados por Banner e Louise.
— E minha namorada? Nada? Vocês são os heróismais fortes e não conseguiram salvá-las? Que merda aconteceu? Achei que vocês eram mais fortes que isso! – Gritou na cara do líder dos vingadores.
Todos encararam o herói que olhou seriamente para o garoto, ele teve vontade de chacoalhá-lo para entender que ele não era o único que perdera alguém ali.
— Oh moleque, VOCÊ ouve quando fala? Se não tem nada de bom para dizer, permaneça calado. Você acha mesmo que eles não fizeram tudo que podiam? Olha pra eles. Eles fizeram todo o possível para salvá-las, ou você acha que eles gostam de se machucar? Pense bem antes de abrir a boca. Assim você só faz se envergonhar! — Disse Annabelle
Michael pensou em revidar, mas o olhar de Steve o fez calar a boca. Ele sentou na poltrona vazia ao lado que estava o arqueiro recebendo cuidados de sua namorada. Ambos olharam feio para o rapaz que somente cruzou os braços de insatisfação.
Stark sentou ao lado da namorada e a abraçou, precisava de forças para não surtar e com ela em seus braços, era o necessário para se manter firme. Olhou para seus companheiros e seus olhos pararam em Annabelle que estava afastava e para baixo.
— Jarvis, preciso que consiga o número do furgão. Quero todas as informações que puder do dono. – Mandou o Capitão antes de começar a andar pela sala.
— Sim, senhor.
— Eles já devem ter trocado de automóvel. – Respondeu Romanoff num gemido ao sentir o curativo apertar sua ferida.
— Isso tudo é culpa do Sorvete Maravilha. – Acusou Tony.
— Minha?
— Sim, sua! Se não tivesse algo com ela, não teríamos brigado e ela estaria aqui segura. Ambas!
— Não jogue a culpa em mim! Você que falou o que não devia para ela! –Apontou Steve se aproximando.
Stark levantou e ignorou o puxão da namorada para voltar a sentar. Os dois se encaravam com raiva, não só da situação como de si mesmos por falharem.
— Chega vocês dois. Não vai adiantar culpar ninguém. – Mandou Petrov se aproximando de ambos.
-E você? Você é a segurança dela e onde você estava? – Indagou o playboy apontando para ela.
— Eu dei um tempo para se acalmar, afinal de contas alguém falou o que não devia, não é mesmo, Stark?
— Você está aqui pra isso! Garantir que nada aconteça com ela e você falhou!
— Stark, a culpa não é dela. – Defendeu Pepper. – Para de culpar todo mundo.
— Ela está aqui somente pra isso, proteger minha filha!
— Não ouse me acusar de nada, Stark. Sempre fiz tudo para mantê-la em segurança. Tudo! A ensinei a lutar para que, mesmo que não estivesse por perto, ela pudesse se manter a salvo até que eu pudesse estar lá para protegê-la. – Passou a mão no seu cabelo solto. – Por que não assume seus erros também, Stark? Não se esqueça que quando aponta um dedo para mim, há três dedos apontados para você. Sarah é tão importante para mim quanto é para você. Pra mim ela não é apenas um trabalho, ela é alguém por quem eu faria tudo, ela é minha amiga, eu morreria por ela se fosse preciso.
Tony sabia que sua filha significava muito para a agente, ambas eram grandes amigas e tinham uma ligação. Abaixou a cabeça se sentindo culpado pelas palavras, viu que ela tinha toda razão, culpar todos menos a si era errado. Ele era o que mais tinha culpa.
Anna voltou ao balcão e encheu seu copo, precisava se acalmar antes de fazer algo que pudesse se arrepender mais tarde. Respirou fundo e soltou o ar dos pulmões.
— Festa Stark sem acontecimentos turbulentos, não é uma festa Stark.
— Agora que você aparece, pirata? – Perguntou o gênio antes de sentar.
— O mundo não gira em torno do seu umbigo, Stark. Agora, agente Petrov já me informou da situação e meus agentes já estão fazendo as buscas para encontrar as garotas. Me expliquem como vocês, que derrotaram Loki e seu exército, foram derrotados por um grupo de homens?
— Fury, chega de sarcasmo. – Mandou o Capitão antes de sentar no braço do sofá. – Ninguém está com cabeça pra isso.
— Senhor, não consegui informações sobre o furgão. As câmeras da mansão e da estrada foram desligadas.
— Isso tudo já estava planejado. Vocês não deixaram nenhum homem para interrogatório. – Informou Hill entrando no cômodo.
Fury foi até o bar e pegou um copo e garrafa de uísque, e o encheu com o líquido de cor âmbar. Pegou-o e observou o líquido, sua mente montava o quebra-cabeça de poucas peças e uma imagem já aparecia.
— Sabemos que o alvo é a Sarah. — Apontou Clint antes de soltar um palavrão por ter sentido dor pelos cuidados de Louise.
— E minha namorada? Ela não é filha de ninguém importante!
— Garantia, senhor Michael, garantia. — Respondeu o líder da Organização antes de virar a bebida.
— Garantia de que?
— De Sarah os obedecer. — Explicou o Capitão. – Não acho que tenha sido um sequestro para nos chantagear, tem algo mais nisso.
— O filme pode estar se repetindo. – Sugeriu Anna ao lado de Fury. – Tony já foi sequestrado para criar o míssil Jericho, Sarah criou um protótipo de desarmar bombas que funciona perfeitamente. É um pé para criar uma arma.
— Eles devem saber que ela não se interessa por criar armas.
Michael entendeu o que todos estavam falando e soltou um suspiro de aborrecimento.
— E gora? Ficamos sentados esperando? – Questionou Stark se levantando e andando pela sala. – Eu não posso ficar sentado aguardando um sinal cair do céu.
— Você esqueceu quem é sua filha? – Indagou Louise, terminando o curativo da sobrancelha do namorado.
— Sarah vai dar um jeito de entrar em contato com a gente. – Disse Romanoff sentando depois de Banner ter finalizado o curativo. – Ela é muito inteligente e vai achar um modo de nos avisar onde estão sem suspeitaram.
Anna então lembrou de quem podia ajudá-los e ainda mais quem a jovem podia entrar em contato sem levantar suspeitas. E também o resto da equipe podia ajudar, ainda mais achar algo. Faria uma ligação assim que estivesse sozinha.
— No momento terão de aguardar, até lá... Melhor descansarem. Cansados e irritados não ajudam em nada. – Mandou Nick, acordando dos pensamentos.
Antes de sair, Fury olhou em direção à sua agente, Petrov, e acenou, indicando que ambos teriam uma longa conversa. Maria saiu logo em seguida deixando o grupo. Aos poucos foram saindo e indo para seus respectivos quartos, até ficarem Anna e Banner.
Petrov encostou no balcão e encarou a parede em frente. Ela se sentia um pouco culpada pelo ocorrido, ainda mais que podia ter feito algo, mas o passado ainda era um lembrete de seu limite.
— Anna. — Chamou o cientista.
— Sim, Bruce?
Ela deu um sorriso em cumprimento, que não o convenceu deque estava bem.
— Não ligue para o que Stark disse, ele é um imbecil.
Ela deu um sorriso que não o convenceu.
— Todos temos uma parcela de culpa. Ele, Steve e até mesmo eu, só não quis dar essa satisfação pra ele.
— Sarah vai conseguir sobreviver, teve uma boa amiga que ensinou muitas coisas.
— Eu tenho é pena de quem sequestrou elas, Melinda não vai ser garantia nenhuma de obediência. Sem falar que estão lidando com uma Stark, quando Tony foi sequestrado, saiu daquele buraco com sucatas, Sarah vai escapar com mais classe ainda.
— Não duvido. — Ajeitou o óculo e a encarou. — Não sei o que você fez, mas obrigado por ter ajudado a controlar o outro.
— Não agradeça, o que aconteceu mexeu com todos.
— Sua presença e voz o acalmou de um jeito que nunca vi.
— Não é à toa que me chamam de bruxa.
— Aquela frase... É muito bonita. Nunca havia escutado.
— Uma pessoa falava pra mim nas minhas horas escuras. Quando tudo parecia perdido... — Comentou olhando para longe.
As lembranças que tentava manter trancadas estavam surgindo em sua mente. Se pudesse apagaria todas elas, não desejaria a ninguém viver o que vivera, passar o que passara.
— Horas escuras? Anna, do que você está falando?
— Nada, Dr. Banner, nada.
Por não chamá-lo pelo nome soube que tinha pisado em gelo fino e antes que pudesse dizer algo, Anna o beijou carinhosamente pegando o vingador de surpresa. Sentimentos que Banner negava ter novamente estavam voltando e daquela vez mais fortes em relação à Petrov. Ela quebrou o beijo e o olhou, acariciou seu rosto com as costas da mão, como se estivesse marcando seu toque na pele.
— Anna, o que esconde?
— Tem coisas do passado que devem permanecer no passado. – Disse antes de se retirar e deixar Banner perdido em seus pensamentos.
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