Notas iniciais
Oi abigos. Primeiramente, gostaria de me desculpar pela demora para atualizar essa fic. Pensava que a tinha atualizado há umas duas semanas mas quando vi, faz quase um mês que não tenho postado um capitulo novo. Sem mais blah blah blah, aqui está o novo capítulo de Take My Breath Away. Enjoy *-*

“Os resultados da ressonância não mostraram nada. Nenhum hematoma ou sangramento e isso é bom” Cristina disse a Meredith, quem ainda estava internada no hospital devido à sua concussão.

“Isso significa que eu posso ir para casa?”

Ela lhe lançou um olhar. “Você pode ir para casa, eu só não tenho certeza se você vai”

Meredith ergueu uma sobrancelha. “Eu posso ir para casa se eu quiser”

“Como se eu fosse deixar você ir para casa depois de tudo que aconteceu”

“Cristina...”

“Não, sério, Meredith. Você não vai voltar para casa assim tão cedo”

Meredith apenas olhou para baixo e não disse mais nada sobre tal assunto. “Você pode me dar minhas roupas, por favor”

Cristina assim fez, antes de começar de dar-lhe as instruções: “Você tem que descansar o máximo possível, e não poderá voltar para o trabalho por ao menos duas semanas.”

“Você sequer é uma neurologista”

“Posso não ser mas sem o que se deve fazer após uma concussão”

“Pois isso é um bando de merda. Eu não posso ficar duas semanas sem trabalhar, vidas dependem de mim!”

“Você pode e vai. Eu já até falei com Owen”

Os olhos de Meredith se arregalaram. “O que você disse para ele?”

“Não se preocupe, eu não lhe disse a verdade” ela falou. “Apenas falei que você caiu das escadas e bateu a cabeça, e obviamente ele acreditou, já que não viu a condição de seus braços”

Meredith sorriu em gratidão e vestiu-se rapidamente, logo acompanhado a morena para fora do hospital. “Onde você vai ficar?” sua amiga lhe perguntou.

“Eu e as crianças ficaremos bem em um hotel”

“Você devia vir para minha casa, ou bem, sua antiga casa. Já está familiarizada com o local, as crianças também, e tem um quarto sobrando de qualquer jeito”

“Eu não vou ter que dormir no sótão?” ela brincou, lembrando-se da vez que abrigou sua irmã falecida no sótão de sua casa.

“Bem, você pode, mas saiba que aquele lugar não é limpado desde o dia que você saiu da casa” Cristina argumentou, o que fez Meredith rir, a primeira risada verdadeira desde que seu mundo praticamente quebrou-se em dois.

“E Alex? Você não acha que ele se importará? Além do mais a casa é dele”

Cristina revirou os olhos. “Alex tem andado tão ocupado com Jo ultimamente que eu duvido que sequer notar sua presença”

Mas no caminho para fora, Meredith se esbarrou com Owen. “Meredith! Fico feliz em vê-la se sentindo melhor”

Ao menos, fisicamente, ela assim se sentia. “Yeah, eu me sinto melhor”

“Isso é bom. Hey, qual foi a última vez que você falou com Derek?”

Ela estremeceu com a menção do nome do seu marido, mas fez seu melhor para manter sua postura. “Hm, faz um tempo já. Por que? Algo aconteceu?”

Owen suspirou. “Ele veio trabalhar hoje, totalmente bêbado, e não sei se você se lembra mas a última vez que ele esteve assim, ele tinha matado um paciente, então eu o mandei para casa. Ele está bem?”

“Yeah, ele está apenas ruim por causa da morte de Michelle, mas não se preocupe, tenho certeza que ele ficará melhor logo” ela pôde ver o olhar julgador de Cristina, mas preferiu ignorar.

“Hm. Sobre isso, o Serviço Social está aqui no hospital, querendo falar com você ou ele quanto o menino... Daniel, certo?”

“Sim, hm, eu acho que posso falar com eles”

Apesar da desaprovação de Cristina, Meredith seguiu até onde a assistente social se localizava. “Dra. Grey, fico feliz por você ter se juntado a nós”

Meredith forçou um sorriso. “Onde está o menino?”

A mulher apontou para uma criança no canto do cômodo, cabisbaixa, um olhar extremamente triste estampado em seu rosto. Meredith suspirou com a tristeza que o menino sentia pela perda de sua mãe, provavelmente. “Como ele está?”

“Tão bem quanto se pode esperar” a assistente respondeu. “Então, você e seu marido já fizeram uma decisão?”

Só então passou por sua mente que eles jamais chegaram a discutir sobre tal assunto. Ela coçou a cabeça. “Hm, não, nós ainda não chegamos a uma decisão. Tem alguma chance que ele possa ficar com vocês por algumas outras noites?”

“Eu sinto muito, Dra. Grey, mas se vocês não o levarem hoje, ele será enviado para um orfanato, onde aguardará por uma audiência no tribunal, que irá lhe indicar uma família adotiva”

Meredith engoliu um seco. Não poderia deixar a pobre criança sofrer assim tão injustamente. "Se eu o levar hoje, ele será nosso?”

“Tecnicamente sim, mas vocês ainda teriam que adotá-lo oficialmente”

Por um longo minuto ela ficou em silêncio. Pensando se faria o que era melhor para ela ou melhor para o menino. E as palavras que saíram de sua boca foram: “Tudo bem, eu levarei o menino”

A assistente sorriu e disse, antes de sair da sala: “Ele é um bom garoto, Dra. Grey. Você e seu marido sairão bem”

Meredith tomou uma respiração profunda, antes de ir sentar-se ao lado do menino, quem nem se incomodou de levantar a cabeça. “Hey, Daniel”

A criança não disse nada.

“Daniel” Meredith repetiu seu nome. “Nós vamos agora para uma casa nova, ok? Você vai viver agora conosco”

“Eu quero minha mãe” o menino chorou.

“Eu sei que você quer, meu amor, mas você sabe o que acontece quando alguém morre? Ela vai para o céu. E o céu é um lugar melhor do que aqui, e sua mãe está melhor no céu”

“Eu nunca a verei novamente?”

“Eu sinto muito, mas não”

“Então como o céu pode ser um lugar melhor que aqui? Se eu não posso vê-la novamente?”

“O céu é...” ela mordeu seu lábio inferior. “O céu é um lugar onde as pessoas não sentem dor. Sua mãe não está em dor mais. E ela também não quereria que você ficasse em dor por muito tempo”

“Mas... Mas eu nunca mais vou vê-la...! Como eu não ficaria em dor?”

“Venha cá” Meredith abriu seus braços e abraçou a criança fortemente. “Está tudo bem sentir dor neste momento, mas mais cedo ou mais tarde, essa dor passará?”

“Como você sabe? Você perdeu sua mãe também?”

“Sim, eu perdi” ela engoliu um seco. “Um bom tempo atrás, e agora, agora não dói mais”

Daniel balançou a cabeça. “Onde eu vou morar agora?”

“Você vai morar comigo, e com meus dois outros filhos. O que acha?”

“E meu pai?”

“Um... Seu pai vai vir morar conosco apenas depois, ok? Agora pegue suas coisas para que possamos ir”

O menino fez como lhe foi dito e os dois caminharam para fora do cômodo juntos, encontrando-se com Cristina. “Por favor, diga-me que você não arranjou uma outra criança”

“Ele não tem ninguém, Cristina”

“Alguns dias atrás você o estava chamando de bastardo e agora o irá adotar?”

Mas Meredith ignorou-a completamente. “Eu preciso ir pegar as crianças e depois passar em casa para pegar algumas coisas e...”

“Você não quer ir sozinha” Cristina completou para ela. “Eu não a deixaria ir sozinha de qualquer jeito. Pegue as crianças que eu estarei te esperando no carro”

E assim ela fez. Logo, os cinco estavam a caminho de sua casa na floresta. “Você ainda vai ligar para a polícia?” Cristina quebrou o longo silêncio em que estavam.

“Eu... Eu não sei” Meredith olhou para fora da janela.

E no fundo, Cristina sabia que ela jamais seria capaz de ligar para a polícia. “Eu sei que você não vai, mas eu ainda acredito que deveria ligar antes que seja tarde demais”

Meredith não disse nenhuma outra palavra até chegarem em sua casa. Como tanto Bailey como Zola tinham dormido na viagem, ela escolheu deixá-los no carro, já que não planejava passar mais de dois minutos na mesma casa que seu marido. Disse para Daniel que ficasse no carro e junto a Cristina, dirigiu-se à sua residência.

“Derek?” foi a primeira coisa que ela gritou ao entrar em casa, ignorando totalmente o que Cristina achava, quem estava bem ao seu lado.

“Talvez ele não esteja em casa” ela argumentou.

“Owen disse que o tinha mandado para casa”

“Só porque ele o mandou para casa, não significa que Derek realmente tenha vindo para casa”

Meredith preferiu ignorá-la, e seguiu a procurar seu marido. Mas a visão que dele teve não foi a melhor de todas: Derek estava jogado no chão, como se tivesse caído e nunca conseguido se levantar.

“Derek!” ela gritou seu nome e tentou correr até ele, mas Cristina a segurou pelo braço, obviamente não na parte machucada.

“Deixe-o, Meredith, ele está bêbado”

“Não... Ele não está bêbado...” ela tentou argumentar, mas Cristina a puxou para dentro.

Porém um gemido do homem ferido a fez virar para trás. “Meredith...” e desta vez, a coreana não foi capaz de conter sua amiga.

Meredith correu para seu lado. “Derek? Derek, o que aconteceu?”

“Eu...” foi tudo que ele conseguiu dizer, antes de seu corpo começar a tremer incessantemente.

“Cristina! Ele está tendo uma convulsão!” Meredith gritou em total desespero, antes de segura sua cabeça, para que a mesma não batesse no chão.

Cristina mais que rapidamente foi para seu lado, enquanto chamava por uma ambulância. Meredith tinha um olhar apavorado estampado em seu rosto, talvez até mais apavorante do que quando Derek agarrou-a e prendeu-a contra a parede. Porque a partir desse momento, ela sabia que havia algo errado com seu marido, e principalmente, que ele não havia a machucada de propósito. Ou ao menos, assim ela gostaria de pensar.

E ali ela ficou, segurando seu marido enquanto ele tinha uma convulsão, orando para que a ambulância chegasse logo.

Notas finais
Ok, eu sei que talvez tenha sido um pouco má com o final desse capítulo, mas quem não gosta de um cliffhanger hehehehe'. Então, meu aniversário é nessa próxima terça, então que tal vocês me deixarem como presente os reviews lindos que só vocês sabem deixar? Ah, e na espera de um capítulo novo, deem uma olhada na minha nova fic Merder, Les Lis Blanc :)