Take My Breath Away
13 Capítulo 12
Notas iniciais
A espera pela ambulância foi crucial, provavelmente o maior tempo que Meredith já teve que esperar, talvez só não tão grande quanto a espera dentro da ambulância, para chegarem no hospital. E a única coisa que ela conseguiu fazer durante todo o percurso foi segurar a mão de Derek firmemente.
Cristina levaria as crianças de volta para o hospital, embora seus filhos eram a última coisa em seu pensamento, por mais que mórbido que isso soasse. Meredith só conseguia pensar nas milhões de coisas que podiam estar errados com seu marido.
E quando chegaram, os médicos do Grey Sloan já esperavam por eles. “Ele teve uma convulsão!” Meredith praticamente gritou quando desceu da ambulância, então ajudando os paramédicos a descer a maca de seu marido do automóvel.
“Nós vamos cuidar dele, Meredith” Owen Hunt exclamou, incerto do que dizer para sua cirurgiã numa situação como essa.
“Eu o encontrei no chão, então acredito que já tenha tido uma outra” ela chorou, um desespero sem igual saindo de sua voz, uma vez dentro da sala de trauma.
“Certo. Alguém a tire do cômodo!” o cirurgião de trauma exigiu, tendo suas mãos no corpo de Derek.
“O quê? Não, eu não vou a lugar algum! Esse é meu marido!” ela protestou, histérica.
Callie apareceu do nada e guiou-a para fora do quarto, apesar de seus protestos. “Callie, você tem que me deixar voltar para lá”
Ela porém a segurou pelos braços, sem saber que isso provavelmente lhe causava ainda mais dor, porém uma dor física. “Mer, você sabe como funciona. Você tem que deixá-los trabalhar”
“Mas...”
“Sem mas” a mulher protestou e apontou para Cristina. “Olhe, lá estão seus filhos”
Meredith abriu seus braços para pegar seu filho, quem tinha um olhar sonolento, enquanto sua filha andava com um dedo na boca. Daniel tinha um olhar perdido, por vez, não tendo ideia do que acontecia. Sentou-se, pois tinha medo que cairia se ficasse mais um segundo em pé.
Zola praticamente pulou em seu colo. “Moma, o que tem de elado com o papai?”
“Ele está tendo uma outra convulsão!” Meredith ouviu os médicos falarem do outro lado da parede, porém esforçou-se para bloquear o que acontecia na sala ao lado e dar sua atenção apenas para sua filha.
“Os médicos vão achar o que está errado com o papai e curá-lo, ok?” ela tentou o máximo permanecer otimista.
“Culá-lo? Então papai não vai machucar moma de novo?”
Meredith mordeu seu lábio inferior enquanto ambas mulheres lhe lançaram olhares. Sentia que a verdade logo se espalharia por todo o hospital.
“Ele te machucou?” Callie indagou.
“Zola viu tudo?” Cristina questionou.
Ambas perguntas vieram quase simultaneamente e Meredith pôs suas mãos em sua cabeça, incerta de quem responderia primeira, ou se sequer deveria responde-las. E sua falta de resposta fez as duas começarem a conversar entre si. “Espera, você já sabia disso?” Callie se virou para a Cristina.
“Claro que eu sabia”
“Você sabia e nem se deu o trabalho de ligar para a polícia ou algo assim?”
“Eu queria ligar para a polícia desde o momento que descobri, mas Meredith não me deixou!”
“Desde quando você precisa da aprovação dela para fazer algo?”
“Desde que não seria meu marido que iria para a cadeira?”
“Parem, vocês duas!” Meredith exigiu, cansada de ter as duas falando sobre ela como se não estivesse ali. “Perguntem o que vocês querem saber”
As duas trocaram olhares. “Derek te bateu?”
“Na presença de Zola?”
Suspirou. “Ele não me bateu, apenas... usou força excessiva para me segurar”
Cristina revirou os olhos. “Usou força excessiva, por favor Meredith, ele te pôs numa cama de hospital!”
“O quê?!” Callie estava cada vez mais confusa.
“Claramente algo está errado!” ela praticamente gritou. “Olhe para ele! Ele está no cômodo ao lado tendo convulsão após convulsão!”
Ambas suspiraram e sentaram-se ao seu lado, incertas do que dizer para confortá-la. E foi apenas questões de segundos quando saíram apressadamente com seu marido em uma maca. “Onde vocês o estão levando?” ela se levantou, de algum jeito conseguindo ajustar as duas crianças em seus braços.
“Nós vamos leva-lo para uma ressonância, e descobrir o que tem de errado com Derek” gritaram, enquanto o levavam para longe.
Meredith simplesmente não sabia mais o que fazer. Era como se seu mundo estava se despedaçando cada vez mais. “Talvez... Talvez você devesse deixar as crianças na creche de novo? Ter um pouco de tempo apenas para si mesmo”
Mas ela simplesmente segurou as crianças mais fortemente ainda. “Não... Eu preciso ficar junto a eles”
Concordaram, e Callie perguntou em uma voz baixa, para que o outro não ouvisse: “E quanto a Daniel?”
Meredith olhou para ele, ainda sem saber o que fazer. “Talvez seja melhor ele voltar para o serviço social” Cristina sugeriu.
“Não” mas ela logo se opôs. “Ele não pode voltar para o serviço social. Acabou de perder sua mãe, não poderá nos perder também”
“Você não é sua família, Mer”
Ela simplesmente balançou a cabeça negativamente. “Eu não sou, mas... Mas eu posso ser. Eu vou ser”
Ela não sabia como ou por que tais palavras saíram de sua boca, elas simplesmente saíram. Enterrou sua cabeça em suas mãos uma outra vez, onde a deixou pelos próximos minutos, totalmente perdida em seus próprios pensamentos.
Todos continuaram em um silêncio absoluto, até que Owen Hunt chegou para falar com eles: “Meredith-“
“O que tem de errado com Derek?” ela mal o deixou dizer seu nome.
Ele tomou uma respiração profunda. “Nós fizemos uma ressonância” fez uma pausa e sentou–se ao seu lado, como se preparasse a mulher ao seu lado para as palavras que estavam prestes a sair de sua boca. “Meredith, os resultados não foram os melhores. Derek... Derek tem um tumor em seu cérebro”
“Um t-tumor?” seu mundo literalmente acabara de cair ao seu redor, uma outra vez. E ela não sabia mais o que era real ou não.
“Sim. Um meningioma” ele confirmou. “Nós temos Nelson a espera, caso você queira seguir com a cirurgia”
Meredith nem uma vez fez contato visual, apenas encarou para a parede branca à sua frente, como isso lhe trouxesse qualquer tipo de conforto. Cristina, quem estava sentada ao seu lado, fazia círculos com sua mão em suas costas, na mesma tentativa de confortá-la. “Mer? O que você quer fazer?”
Ela balançou a cabeça negativamente. “Em que quarto ele está? Eu preciso vê-lo”
Owen disse-lhe o número do quarto e ela simplesmente entregou seus filhos para sua amiga, sabendo que não estava em condição apropriada para cuidar deles, e assim, praticamente correu para o quarto de seu marido.
E quando lá chegou, seu coração quase quebrou em dois ao vê-lo. Derek estava simplesmente tão abatido, numa posição que ela jamais chegou a imaginar vê-lo. Mas ainda por cima, ela não encontrou coragem suficiente para entrar no cômodo.
“Meredith...” Derek sussurrou seu nome, uma voz fraca. “Entre. Eu não vou te machucar”
De fato, seu subconsciente a impedia de entrar no quarto por causa de seus medos, mas ouvi-lo assegurar que não a machucaria, acalmava-a parcialmente. E assim ela fez. Entrou no pequeno quarto de hospital e sentou-se em uma cadeira ao seu lado, pegando sua mão e entrelaçando seus dedos nos dela.
“Eu te amo, Meredith. Eu... Eu me sinto tão ruim por tê-la machucado de tal forma...!”
“Shh” ela pediu, tendo uma única lágrima escorrendo por sua bochecha. “Nós vamos passar por isso. Nós vamos passar por isso e ficar bem. Derek, eu também te amo!
E por aquele momento, era tudo que ambos precisavam saber.
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