Take Me To Another World
1 Prólogo
Notas iniciais
Raiva. Muita raiva. Quem ele pensa que é? E eu lá sou bebê para você tomar conta de mim assim garoto? Mas fazer o que né, Harry sempre foi assim, desde que éramos crianças.
"Era meu primeiro dia de aula na escola nova, mas eu não estava nem um pouco nervosa. se alguém se metesse comigo, ia levar um socão na cara. Nem da para acreditar que eu só tinha 10 anos e já pensava assim. Entrei na sala e ajeitei minhas coisas. Muitos rostos desconhecidos me encaram, provavelmente eles todos já se conheciam e eu era 'carne nova no pedaço'. No meio deles, vi um garoto de cachinhos e olhos verdes, que sinceramente era o mais bonitinho de lá, mas parecia ser um metido que só, então já fui fechando a cara quando ele me olhou. A professora chegou e me chamou para eu me apresentar para a turma. Cheguei lá na frente e falei:
— Oi. Não interessa meu nome, mas tenho 10 anos, e não gosto de pessoas metidas. Principalmente as de cabelo cacheado.
O menino arregalou os olhos e abriu a boca. Eu sorri debochadamente e voltei para minha mesa. Tão nova e tão ousada.
Tínhamos de fazer um trabalho em grupo, e a professora me colocou logo com aquele menino. Ele se juntou a mim e depois de alguns minutos de silêncio ele disse:
— Oi, er... Meu nome é Harry — e ficou me encarando, a espera de resposta, mas então prosseguiu — por que você falou aquilo lá na frente? É por que eu sou feio?
Garotos. Tão bobinhos.
— Deve ser por que eu ODEIO pessoas como você!! — falei bem alto para a sala inteira ouvir.
— Ei gatinha, se tiver a procura de alguém humilde, pode me procurar. Dou beijos de graça sem você nem pedir — um garoto que parecia ser mais velho e sentava perto de nós falou e começou a se aproximar de mim.
Eu já ia dar aquele soco na cara de que tinha falado, quando vi aquele garoto voar para o chão. Mas como?? Eu nem cheguei a encontar nele!
— SAI DAQUI NOAH! E VÊ SE DEIXA ELA EM PAZ! — Harry estava pálido, imóvel, parecendo não acreditar no que havia feito. E sem nem pensar, saiu da sala em direção ao pátio.
Fui atrás dele, ele parecia confuso, nervoso. Não entendi muito bem o porque, mas não foi difícil entender o ditado 'Não julgue um livro pela capa'. Estendi minha mão para ele e disse:
- Oi... Meu nome é Louise. Será que você poderia me desculpar pelo o que eu falei hoje mais cedo?"
Fale com o autor