Take Me

9 Pagando meus pecados.


Notas iniciais
dsclpa a demora. boa leitura.

Pov. Marie Zoey Somerfeld (Mazzy).

Dou 1 dólar para quem acertar a pergunta da noite: Quem ganhou a corrida?

É tão óbvio. Tão... ridículo.

Ele comemorava em volta do seu carro, com as pessoas vibrando empolgadas, ainda sob o efeito da corrida. Seus amigos o socavam divertidos com a situação e ele exibia um sorriso convencido na face.

Bufei entediada. Por que diabos Damen não ganhou a maldita corrida?

Por que Brian tinha que ganhar e ficar se achando o mais foda? Fui bancar a boazona e novamente me fodi.

— Entra no meu carro, delícia. Vou te levar para casa agora. — ele disse malicioso quando se aproximou do meio-fio solidário em que me encontrava, sentada e cabisbaixa. Eu me indentifiquei com o local, meios-fios são... Compreensíveis com bêbados.

— Se foder, não vou voltar com você. Vou arrumar outra pessoa para me levar. — disse decidida, ignorando essa maldita aposta.

Eu mesma me nomeei o prêmio da noite, posso muito bem me desnomear.

— Porra nenhuma, aposta é aposta. Anda logo, eu ganhei a corrida. Provei que o otário não é tão foda como diz e...

— Nossa, Brian, você já percebeu o quanto sua voz é irritante? Não torra, vai atrás de outra vadia pra comer. —interrompi encarando aqueles olhos marrons flamejantes.

— Eu não preciso ir atrás de outra, estou olhando para uma agora. Levanta logo daí, eu ganhei a porra da corrida. —ele insistiu impaciente me fazendo rir.

— Acho que sua cota de me chamar de vadia já chegou ao limite por um dia. Isso vindo da boca de alguém que disse que não me achava uma quando eu fazia seus curativos hoje mais cedo, sobre seu sofá de rockstar.

— Isso mesmo. E se eu não me engano, foi antes de você ficar comigo com a desculpa de "não querer ficar me devendo um favor". E agora estar louca pra ser fodida por outro que nem ao menos conhece. — ele já estava exaltado e eu me levantei decidida — e um pouco cambaleante — para encará-lo de perto.

— Sabe o que eu vou fazer? Vou embora com Damen... Isso mesmo. Ele é menos grosso, idiota e... Grosso do que você. — dei-lhe as costas com minha melhor pose de "posso-ser-vadia-mas-estou-vencendo" que consegui improvisar no momento.

E aqui estou eu, com mais uma novidade nesta noite extremamente sufocante de novidades surreais.

Isso mesmo! Eu estava em busca do Damen quando July me aparece raivosa. Ela está completamente contra qualquer possibilidade ou pensamento exuberante que tenha conteúdo relativo ao termo ir-embora-com-o-Damen. É tipo, um choque no departamento de encontro com carinhas gostosos.

— Nem pensar Marie! Você não vai embora com ele! Se você disse que ia com o vencedor, você vai embora com o Brian. — ela protestou decidida. Decidida a destruír uma provavel noite maravilhosa, entre bitocas e amassos com...

Tudo bem, parei.

— Mas Juuuuls! Por que não? Como se você sempre cumprisse regras.

— Porque você nem conhece esse cara direito, porra! Além do mais, os garotos disseram que ele é barra pesada. Você vai querer ir com ele para sei lá onde, sem nem mesmo conhecê-lo? Não mesmo, você veio comigo, se não quiser voltar com o Brian, vai voltar comigo. — insistiu com os braços cruzados. Ela fazia isso quando estava convicta o suficiente para não desistir tão fácil.

— É, nos garotos que você conheceu a uma semana você confia o suficiente. Grande merda! Olha, eu realmente não sei porque você está tão submissa a esses caras. Eles são garotos comuns, que se acham os tais por terem uma bandinha de rock que é empresáriada pelo Nick. Maneiro. Mas isso não é nada, July. Tudo bem, pode dizer, com qual deles você está afim de ir pra cama? Porque só assim mesmo para ficarem tão "amiguinhos" de uma hora para outra. — despejei tudo tão rápido e grosseira que no segundo seguinte a onda de arrependimento pairou sobre mim.

Julian me encarou boquiaberta. E só então percebi que Matthew, Zacky, Jimmy e Jonathan estavam escutando a conversa. Ah não, não acredito que eu envergonhei a minha melhor amiga na frente dos possíveis caras que ela quer pegar.

— Isso concerteza vai para a lista de coisas mais rídiculas que você já falou, durante todos os anos após sua primeira respiração ao meu lado.

— Você faz uma lista? — perguntei irônica. Ela suspirou ressentida e se afastou, trombando em um dos meninos e andando desnorteada para longe.

Ótimo! Minha melhor amiga me abandonou aqui. E o único pensamento que insistia em me perturbar era:

Onde está Damen?

(...)

— Já está mais calminha? — ele perguntou sarcástico enquanto eu fitava a paisagem que corria pela janela do carro. Fingi que não escutei. Eu ainda não estava acreditando que ele me colocou a força dentro do carro.

É claro. Eu podia ter resistido mais. Mas por que eu resistiria, se eu não encontrei Damen na multidão e muito menos consegui falar com July novamente? Ou eu vinha com esse brutamontes maldito e grosso, ou eu sobrava a mercer daqueles caras tarados que não paravam de me olhar.

É. A companhia de Brian pareceu menos insuportável se comparada a esse pensamento.

— Vai demorar muito? — perguntei seca, ainda olhando para o nada. Ele me ignorou completamente, o que me fez bufar impaciente. Se um meteoro caísse no lado do carro que ele se encontrava e o matasse dolorosamente, eu não iria achar nem um pouco ruim. Nem um pouquinho.

Ele silenciosamente ligou o som, colocando algum cd que eu não fiz questão de indentificar qual era. Só percebi ser Motorhead quando Ace of Spades começou a tocar. Eu simplismente amava essa música e ouví-lo cantando me deu uma extrema vontade de fazer o mesmo. Mas meu orgulho não permitiu.

Fiquei assistindo ele dirigir calmamente enquanto balbuciava a letra da música acompanhando o ritmo. Percebi que seu cabelo estava mais espetado do que o normal e que ele estava vestido com uma camiseta preta e uma jaqueta de couro. É, até que ele não estava feio. Mordi os lábios ao imaginar o abdomem malhado, me chutando por ficar sequer pensando em Brian desse jeito.

— Por que diabos está me olhando? — meu olhar se encontrou com o seu, parecia curioso e brilhante. Meu rosto começou a ganhar cor subitamente. Tudo bem, perdi o amor próprio.

— Er, não to te olhando. — disse mecanicamente, me virando para a janela de novo e fechando os olhos com força, me sentindo idiota.

— Estava sim. — ele insistiu com um sorriso satisfeito. Filho de uma biscate.

— Apenas dirija, Sonic. — disse evasivamente. Ele manteve o sorriso mas não disse mais nada.

Quanta vergonha eu ainda tenho que passar para pagar meus pecados? Uh, todo poderoso? E por que meu corpo estava tão ciente ao dele? Era algum tipo de atração momentânea irracional? Não sei. Só sei que isso é uma bela merda pisada, porque ele me fez passar raiva durante a noite inteira, eu não deveria querer ignorar tudo para dar-lhe uns amassos envolventes. Um arrepio desceu por minha espinha, acompanhado de um suspiro entre meus lábios entreabertos, ocasionados pela pequena falta de fôlego em reação a meu pensamento anterior. Er, carro abafado.

Muito abafado. Porra.

"You know I'm born to lose, and gambling's for fools, But that's the way I like it baby... ♪"

Mordi os lábios tentando não encara-lo de novo. Não acredito que eu nem ao menos controlava meus pensamentos, que não paravam de lembrar da pegação hoje cedo e isso literalmente não estava me ajudando em nada.

Deve ser efeito da bebida. Deve ser efeito da bebida. Apenas por causa... Da bebida. Ah!

— Enconsta essa porra desse carro! — disse exasperada, sem nem pensar direito. Me fazendo levar a mão até a boca, impedindo de eu falar mais uma idiotice. Ele me olhou assustado e parou no acostamento.

— O que foi? Tá passando mal? — perguntou observando minha expressão. Acho que foi essa a impressão que passei ao levar a mão até a boca. De que eu iria vomitar.

E eu realmente vomitei. Porém, mentalmente. Vomitei só de pensar no puta arrependimento que me renderia depois.

Imediata e incontrolávelmente me inclinei até ele, mordendo-lhe o lábio apelativamente.

Juro que me odeio. Mas agora isso não importa, já fiz a merda. Por sorte posso colocar a culpa na bebida.

Ele pareceu confuso no entanto. Lambi seu lábio inferior, utilizando toda a minha sedução natural que nem devia estar ativada. Ele não pareceu tão resistente a isso, pois correspondeu minha provocação com uma mordida forte no lábio. Gemi baixinho de dor e excitação ao sentir suas mãos procurarem por minha cintura.

Ah cara, eu devia estar fazendo isso com o Damen! Mas como meus planos nunca dão certo...

— Espera... — ele me afastou gentilmente.

— Cala a porra da boca e me beija antes que eu me arrependa... — vociferei irritada com a interrupção e o beijei denovo. Sendo melhor correspondida dessa vez. Ótimo, agora eu devo parecer uma puta nescessitada de sexo.

Aaaah, acho que quero voltar para o útero.

Ele apertou minha coxa por sobre a meia, e me puxou para seu colo. Eu desastrosamente bati o braço no volante, sentindo uma dor latente me incomodar. Mas ignorei no momento, assim como minha dignidade, minha vergonha na cara, orgulho, amor próprio, e muitos outros itens essenciais que talvez provariam minha inocência no dilêma habitual.

"Puta: Ser ou não ser?"

Sua língua pediu passagem de modo nada gentil, o qual eu concedi prontamente. Ousei arranhar sua barriga por baixo da camiseta, sentindo um calor imenso envolver minhas mãos. Depois de disputarmos uma batalha por dominância de território, ele passou suas mãos por minhas costas enquanto distribuía mordidas pelo meu pescoço. Senti um arrepio tão estranho e assustador que nossa pegação quase acabou comigo dizendo "sai de perto de mim".

Me encolhi automaticamente ao seu toque. E acho que isso lhe incentivou a continuar com mais afinco.

Maldito.

— Briaa-an... — disse manhosa enquanto ele começava a me apertar mais contra si. Já estava percebendo uma animação demais.

— Hm. — murmurou distraído demais com meus lábios. O empurrei levemente, apenas o suficiente para separar o nosso beijo. — O que foi? — ele disse agora mais exaltado por ter interrompido.

— Hmm, vamos parar por aqui. — sussurrei um pouco desesperada por ar. Ele me fitou irritado, me empurrando para meu banco.

— É a segunda vez que você faz isso. Na próxima não vai ter como parar. — ele disse exasperado, ligando o carro e evitando o meu olhar.

— O que me conforta é saber que não terá próxima vez nenhuma. — disse demasiado baixo. Porém, alto o suficiente para ele ouvir.

— Veremos.

(...)

Oh, sábado. Doce sábado.

Me espreguicei gostosamente, enrolada nas cobertas. Minha cama é tão boa, que estou quase a pedindo em casamento. O sol entrava pela janela do meu quarto de paredes escuras, revelando com a luminosidade, a porra da bagunça por todos os lados.

Ah.

Rolei mais um pouco, obedecendo minha preguiça. Então senti uma mão na minha cintura.

Abri os olhos assustada e me virei na direção do movimento sobre a cama, encontrando seus olhos castanhos me fitando sorridente.

— Bom dia... — ele disse baixo, passando a mão em minha bochecha. Arregalei os olhos ao ver minhas roupas jogadas no pé da cama, junto com as dele. Puta que pariu, Marie, que merda você fez? Fiquei estática tentando lembrar da noite passada, mas só me vinha flashes das corridas e... Eu briguei com July? Oh porra, Damen!

— Mariee... Marie? — pulei da cama assustada com a voz. Minha mãe! Socorro, minha mãe vai me pegar na cama com o Brian!!! — Marie?

...

— Hmm... QUÊ??

— Por que estáva se debatendo e gritando ai? — minha mãe abriu a porta brutalmente, me tirando o fôlego. Ela me encarava curiosa encostada no batente da porta. Olhei para os lados e vi a mesma bagunça, e a luz do sol também iluminava o quarto exatamente como no sonho. E felizmente não tinha porra de Brian nenhum.

Agora até no meu descanço esse cara vai me encher o saco?

— Er... Pesadelo. — disse apenas.

— Hm. Eu tenho que ir no tribunal. Deixei dinheiro em cima da mesa pra você comprar seu almoço. Eu só volto de noite. E, ah, já ia me esquecendo. Aquela sua amiga estranha está ai, ela pode subir? — perguntou com uma feição entediada.

— Tudo bem. — disse apenas. Amiga estranha? July? Ela seria capaz de vir aqui em casa depois de eu ter-lhe dito merda? A não ser que ela venha me dar um tiro na cabeça.

Minha mãe fechou a porta de novo, deixando tudo silencioso por poucos minutos. Cobri meu rosto com a coberta, me escondendo da luz do sol.

— Pode levantar essa bunda gorda daí, porque eu to podre de saudades de você, sua loira sensual. — nem ao menos deu tempo de eu olhá-la, pois ela logo pulou sobre mim na cama.

— Porra Tayloree! — gargalhei com o peso dela sobre mim. Ela começou a me morder dando inicio a uma pequena guerrinha masoquista de mordidas violentas. Algo que a gente tinha o costume de fazer as vezes.

— Cara, vou dormir com você, porque sua cama é macia e você é cheirosa. — ela comentou quando nos jogamos no meio das almofadas.

— Onde você estava com o meu carro? — perguntei depois de um minuto de silêncio. Ela suspirou pesadamente e me encarou séria.

— Eu fui até Los Angeles.

— O que? — me sentei assustada, considerando a distância.

— É. Eu precisava ir até lá conferir uma coisa. Na verdade, eu fui la para matar meu namorado. — Ok, agora ela me deixou preocupada. — Ei, eu estou com fome. Vai se arrumar pra gente ir em alguma lanchonete barata. Minha barriga ta roncando...

— Não muda de assunto, Tayloree! — Insisti já me sentindo um pouco mais exaltada. Ela some com meu carro, diz que saiu da cidade com ele e depois diz que foi matar o namorado?

— Ow, ow, Mazzy! Não torra vai, eu só fui dar umas voltas! E aproveitei para dar um pé na bunda daquele otário, quando descobri que ele está me traindo com a própria prima. Na verdade, eu só namorava com ele por causa das drogas. Eu paguei o combustível e seu carro está intacto lá em baixo. Agora vai logo tirar esse pijama porque eu estou com fome. — ela disse, acabando com o resto da minha vontade de viver matinal. Bufei indignada.

Dei-lhe as costas indo atrás de alguma roupa decente e confortável. Tayloree era muito evasiva. Isso fazia parte da personalidade dela. Mesmo algo a incomodando, ela não abria a boca facilmente e quando abria, era para falar o mínimo do básico. As vezes isso era bom. As vezes não.

No caso de hoje, isso era péssimo.

(...)

— ... Então ele me trouxe para casa, e foi isso. — Conclui com um ar tedioso, enquanto tomava um copo enorme de coca-cola numa lanchonete perto de casa. Tayloree parecia embasbacada.

— Não acredito que você pegou o Syn!! — ela me olhou empolgada, deixando seu hamburger de lado para contemplar minha careta azeda.

— É, é. E isso não é nada demais. Eu estava bêbada e isso não vai acontecer novamente. — disse sem humor, voltando a olhar para a mesa.

— Ah, larga de cu doce, eu sei que ele tem pegada. — disse com um sorriso malicioso, o que me fez revirar os olhos. Tayloree ter pegado todos os amigos do irmão dela não é nenhuma novidade para mim. Achei melhor mudar de assunto, né. Antes que ela comece a contar sobre suas experiências um tanto impróprias para o local.

— Você sabe que mais tarde temos que ir falar com o Nick, né? Ele disse para procurá-lo depois de uma semana. — comentei beliscando o sanduíche de frango. O que foi? Eu tenho que comer algo sadío de vez em quando.

— É verdade! Cara, deve ser muito foda participar de turnês com mais um monte de bandas fodas! Muito foda, e tipo, o foda é que você vai viajar com seus amigos também fodas! Tudo muito fodástico. — disse animada me fazendo rir.

— Para de falar "foda". — a adverti divertida.

— Foda, foda, foda, foda, foda, foda, foda, foda, foda...

— Cara, nem em uma lanchonete vocês param de falar sobre sexo? — me virei ao ouvir o som daquela voz, encontrando nada mais do que um ser enorme e tatuado de olhos verdes.

— Ogro! — Tayloree o abraçou amigávelmente.

— Heey! — ele correspondeu o abraço da morena. — Não vai me dizer nem um "oi", loirinha? — provocou com um sorriso travesso e se sentou ao meu lado.

— Vish, nem fala com ela porque ela está mal-humorada. — Tay o advertiu divertida. Não tem nada de divertido na minha situação, porque eles estão rindo como idiotas?

— Por que? Não ficou satisfeita com o Gates ontem a noite? — ele perguntou desafiador.

— Não. É porque eu sou obrigada a olhar para sua cara logo pela manhã mesmo, poste. — retruquei irônica enquanto os dois davam risadas. Tayloree é uma traíra.

— Ela ficou satisfeita com o Syn, ok? Eles se pegaram a noite toda, e ela gostou, só não quer admitir. Ela acabou de me dizer que não vê a hora de ficar com ele de novo. — revirei os olhos para a constatação da Tayloree.

— Mas mudando de assunto, loirinha. Sabe, eu lembrei que você está me devendo uma apresentação. Lembra no dia do pub? — ele sorriu sacana. É, infelizmente eu lembrava dessa merda de combinado.

— Olá Matthew, meu nome é Marie Zoey Somerfeld, mas você pode me chamar de Mazzy, porque minha familia me chama de Marie. Você pode também me chamar de Zoey, e... Ah, ou você pode me chamar de vadia, como o seu amiguinho faz. Me chama de qualquer coisa menos "loirinha". — estendi a mão para ele, apertando-a.

— Olá Mazzy, meu nome é Matthew Charles Sanders, mas você pode me chamar de Matt, porque minha familia me chama de Matthew. Você pode também me chamar de Shadows, e... Ah, ou você pode me chamar de ogro, como os seus amiguinhos fazem. Me chama de qualquer coisa menos "poste". — ele disse tentando imitar a minha voz.

— Você não tem nem um senso de originalidade. — o adverdi divertida.

Matt e Tayloree só deram risada. E não era difícil perceber que os dois estavam secando um ao outro. E eu definitivamente tive certeza que não existia bom senso, quando ela perguntou irônicamente sobre Valary. E adivinhem o que ele respondeu? Que estava viajando com a familia. E então ouve uma troca de olhares significantes.

Eu fingi não perceber quando Tayloree colocou uma mão sobre a perna dele. Mais sútil, não existe.

Fiquei apreciando meu sanduíche que estava puta gostoso, quando Matt disse que iria ao banheiro e Tay logo foi atrás.

Ok, eles vão fazer isso aqui.

O que as pessoas vão pensar? Que essa é a história das biscates de HB? Não é possivel que minhas amigas são todas putas!

Uns 20 cansáveis e demorados minutos depois, eles voltam com a maior cara deslavada do mundo. Matt não sabia se olhava para o chão ou para a tela de seu celular. Tayloree estava com um sorriso estranho estampado em seu rosto simétrico.

— Hm, ok. Se eu ficar mais um minuto aqui, vou ficar obesa porque eu já comi uns cinco sanduíches enquanto esperava vocês. — falei tentando quebrar o clima estranho que tinha se estabelecido.

— Uh, então vamos Mazzy! Temos que ir no estúdio ainda, lembra?

— É, como eu poderia esquecer? — disse sarcástica, recebendo um olhar desaprovando minha ação. — Ok, Matt. Foi bom te ver, mas acho que já chega desse contato visual por hoje. — acenei para ele vagamente enquanto ia até o balcão pagar os nossos lanches.

— Puta merda! — disse a Tayloree que chegou animada perto de mim quando Matt passava pela porta indo embora do local.

— Não diga nada! — ela interrompeu. Revirei os olhos, peguei o troco do lanche e fomos em direção ao meu carro.

— Vamos logo ver o Nick. — disse antes de arrancar com o carro.

Notas finais
td bem, quero reviews. dscpa se ficou mt merdinha, precisava postar esse. obg pelos reviews passados, e seja bem vindos novos leitores. (: