Take Me
4 Ops, acho que fudeu
Notas iniciais
Ninguém me abandonou, certo? uh?
Tomara que não, super desculpa pela demora. :(
MAS AGORA TAMOS AQUI, rs (acho que o próximo não demora, hm, é)
Boa Leitura *-*
Pov. Marie Zoey Somerfeld (Mazzy).
— Sério?... Você... Gostou? — parecia impossível pronunciar as palavras corretas. Fitei aquele homem com um sorriso sarcástico parado em minha frente, ele parecia estar falando a verdade.
— Sim, vocês são bons. Confesso que não tinha muita fé em vocês. A gente pode marcar um dia na próxima semana, e você me liga, marcamos de sair... Tratar das coisas do contrato, é claro. — disse sugestivamente. Somente eu vi mais malicia do que o aceitável nesse convite?
— Hm... Ér, é claro, pode ser sim. — concordei completamente extasiada. Ele anotou o número em um guardanapo jogado em cima do balcão. Pisquei atônita enquanto digeria a novidade. CARALHO AGORA ERAMOS A BANDA EMPRESARIADA POR NICK DOGWEEN!
— Avise seus amigos. Vocês estão compromissados comigo agora, ok? — declarou sério. Apenas acenti e o observei se afastar. Caminhei até a minha banda que ainda conversava com os armários.
— ESTAMOS DENTRO BITCHES!! — gritei pulando em cima do Thales, que me abraçou. As pessoas em volta só olhavam curiosas. Ficamos bebendo por um bom tempo, até que a banda dos meninos, que até eram legaizinhos, foi chamada. Avenged Sevenfold? QUAL FOI O PROBLEMA COM CREATED FOR THE DANGER? Puta que pariu.
E, ok, tenho que adimitir. Os caras eram fodas. Matt cantava com sua voz rouca, que combinava perfeitamente com as músicas. Os solos do Brian, que não estava com a gente comemorando, eram muito bons. Talvez, beeeem talvez, eles fossem legais. Hm, é. Terminaram a apresentação deixando todos eufóricos. Ok, tinhamos belos concorrentes.
Fiquei esperando eles voltarem para cá quando desceram do palco, mas eles saíram com umas garotas com cara de vadias. Bem, não sei por que caralhos isso me incomodou. PORRA ELES ESTAVAM COM A GENTE, NÃO?
Na verdade, eu não me importo mesmo.
Foda-se eles.
Bebi tanto que não era mais capaz de enchergar meus próprios pés, até que me senti ser carregada por alguém.
(...)
Apertei os olhos protegendo-os da luz forte que vinha da janela do quarto. Merda. Filho da puta quem inventou o maldito sol.
Me levantei cambaleante e fui para o banheiro tomar banho. Não que eu me lembre de muita coisa de ontem a noite, mas ao menos não acordei sem roupas na cama de outro. Como da última vez que bebi em tamanha proporção como esta.
Fiz minha higiene matinal, depois que saí do chuveiro e vesti a primeira roupa que vi no armário. (Look: http://www.polyvore.com/mazzy/set?id=47638221)
Penteei meus cabelos, deixando-os levemente bagunçados. Coloquei os óculos escuros, para que não vissem minhas olheiras. Coloquei o chapéu e peguei minha mochila, indo em direção ao estacionamento com as chaves do carro nas mãos.
Bocejei pela... Sei lá, milionésima vez. A pior coisa que pode acontecer depois de ficar de ressaca, é ficar de ressaca e ter que ir pro colégio. Isso é muita sacanagem.
Desci do carro e fiquei encarando o estacionamento por instantes, eu praticamente dormia em pé. Olhei no relógio e constatei que estava 10 minutos atrasada. É hoje que a Sra. McVille me mata.
— Isso são horas Srtª Somerfeld? E que roupas são essas? Ande, já para a sala. — Eu sabia que essa velha iria me encher o saco. Só foi eu por o pé no corredor principal quase vazio, que topo com a velha. Olhei para minhas roupas, uma calça skinny toda rasgada e uma regata preta. Qual o problema com minhas roupas? Mas que velha mal comida!
Entrei na sala. Aula de Fisolofia logo no primeiro horário. Q-U-E-S-A-C-O!
Sentei numa cadeira vaga bem no fundo da sala e deitei a cabeça sobre a mesa. Vejam que lindo, filosofia para mim é sinônimo de dormir o horário inteiro.
— Você está com cara de quem foi comida violentamente a noite inteira. — uma voz debochada sussurrou em meu ouvido. Olhei para cima para encarar o abusado e topei com os olhos azuis hipnotizantes do... Do Jimmy. Ele sorria.
— Para o seu próprio bem, vou fingir que você não falou isso. Aliás, estou muito cansada para te cortar em dez pedaços perpendiculares milimétricamente calculados. — ameaçei com um sorriso sacana. Seu sorriso aumentou e ele arrastou sua cadeira para mais perto da minha. Eu acho que é uma causa de masoquismo seríssima.
— Ok, durona. Vou fingir que você seria capaz. — respondeu com humor. Sorri também, o humor divertido de Jimmy era contagiante e esse jeito bobão dele me agradava.
Ele ficou a aula inteira contando piadas sem graças mas que quase me mataram de rir, além da professora ter ameaçado nos expulsar várias vezes.
Quando a aula de Filosofia acabou, Jimmy me acompanhou até a sala de Literatura, mesmo não tendo essa aula. Nem preciso dizer que não prestei atenção no que a professora com óculos estranhos e cabelo descolorido falava.
Aproveitei bem a aula, dormindo em cima da minha bolsa sobre a mesa.
(...)
O sinal para o horario de almoço bateu, me despertando violentamente. Escola maldita.
Andei dorminhocamente até chegar no pátio dos fundos do colégio. Poucos alunos estavam sentados sobre mesas de piquinique apreciando o sol que não estava tão quente. Peguei meus fones de ouvido e me encostei numa árvore que ficava longe o suficiente para que ninguém me perturbasse.
Fechei os olhos quando começou a playlist do Disturbed.
Down With The Sickness era a primeira. Suspirei com o som da bateria na introdução.
— Vem sempre aqui? — Abri os olhos devagar, torturando mentalmente quem quer que tenha atrapalhado meu momento relaxante. Ele me encarava com os olhos castanhos semicerrados por causa da luz do sol. Analisei o seu jeito. O modo como parava para falar com os outros, o jeito como usava os tênis de marca desamarrados.
— Com o intuito de ficar em silêncio e não encontrar ninguém para me incomodar. — disse com certa grosseria. Ele sorriu com a minha resposta. Minha nossa, será que todos esses garotos sorriem para qualquer coisa que eu fale? Parecia até que eu era uma bonequinha engraçadinha fazendo graçinha. Eca.
Ele se sentou ao meu lado na árvore e puxou uma carteira de cigarros do bolso. Fiquei olhando ele acendê-lo lentamente e leva-lo até a boca de modo inconsciente. Mordi o lábio inferior sem ao menos perceber. Derrepente seus olhos se voltaram para mim com uma sombrancelha arqueada.
— Quer um? — ofereceu com um sorriso divertido ainda com o cigarro na boca, enquanto me alcançava a carteira de cigarros. Bufei e peguei o que estava em sua boca, já que estava mais fácil e prático, e dei a primeira tragada sentindo a nicotina me acalmar automaticamente.
— Tudo bem, era só dizer que queria o que estava na minha boca, na verdade você poderia tê-lo pego com a própria boca também, talvez o cigarro caísse e...
— Cala a boca. — protestei indignada. Como ele pode me fazer sorrir com isso? Ficamos uns instantes em silêncio e só então percebi que ainda estava com os fones. Já tocava Stricken, ainda do Disturbed.
— O que você está escutando? — perguntou alheio. Dei a última tragada no cigarro e joguei-o longe.
— Stricken do Disturbed. — respondi apenas. Ele acentiu e fechou os olhos com a cabeça encostada na árvore. Fiquei olhando-o por minutos intermináveis. Brian era lindo. Eu só tinha percebido a abrangência de sua beleza agora. Desviei o olhar com medo dele me pegar babando. — Por que não está com seus amigos? — questionei apenas para acabar com o silêncio entre nós. Não sei porquê, mas senti a nescessidade de conversar com ele. O que era muito estranho, logo eu que prefiria ficar em silêncio. Mas algo em Brian me deixava curiosa. Algo estranho em mim queria saber detalhes sobre sua vida ou até mesmo coisas banais sobre sua personalidade.
— Não estava afim de ficar com eles hoje. — Abriu os olhos para me encarar. Eu olhei para baixo sentindo minhas bochechas esquentarem. — E você? Por que não está com seus amigos hoje? — repetiu minha pergunta em um tom que me fez rir torto.
— Não estava afim de ficar com eles hoje. — repeti sua resposta, fazendo ambos rirem como idiotas. Ficamos mais poucos minutos até ouvirmos o sino bater estridente nos avisando que era hora de aula. Ou no meu caso, hora de dormir de novo.
Caminhamos lado a lado até os corredores onde ficavam as salas, o que foi estranho. Digo, ele era a única pessoa com a qual eu me incomodava em ficar calada. Parecia... Desperdício ficar calada ao lado de Brian.
Me despedi com um aceno antes de entrar na aula de trigonometria. Essa aula eu tinha com July, mas quando cheguei ela já estava debruçada sobre a carteira com os fones de ouvido. É, talvez ela também queria ficar sozinha.
Senti meu celular vibrar no bolso da calça skinny, me despertando de meu transe. Era um sms.
Precisei do seu carro e as chaves estavam na ignição, espero que não se importe.
Porém se você se importar, foda-se. Eu já peguei seu bebê Bob. Prometo tentar não arranhar.
Tayloree.
Revirei os olhos.
Vadia pega meu carro e avisa por sms. Devo esquartejar ou desmembrar?
(...)
Saí da última aula com passos largos. Eu queria chegar logo em casa, mas já lamentava ter que ir a pé. Olhei pelo estacionamento avistando Thales encostado numa mureta perto da saída. Andei pelo caminho contrário, queria evitar qualquer um que pudesse me tirar do sério hoje.
Passei por outro portão na lateral do pátio, e comecei a andar com passos preguiçosos até a esquina onde com sorte eu encontraria um ônibus.
— Se eu te conheço bem, está indo embora a pé porque é muito orgulhosa para pedir carona. — olhei para o lado assustada com o ronco de um camaro preto com um Brian sorrindo convencido para mim.
— Se eu te conheço bem, você esta bancando o engraçadinho, mas está se saindo um belo intrometido além de ficar me perseguindo. — retruquei e voltei a olhar para onde eu andava. Ele acelerou o carro sem aumentar a velocidade, apenas para me matar de susto com o ronco alto do motor.
— Entra logo aí, Marie. — grunhiu autoritário. Bufei com seu tom de voz e entrei logo no carro. Eu economizaria tempo, dinheiro e boa vontade.
— Não me chame de Marie, Brian. — repreendi sem olhar em sua direção.
— Não me chame de Brian, Marie. — retrucou. Sim, eu sei. Esse nosso joguinho já esta se tornando patético.
— Quer que eu te chame como então, porra? — perguntei com o cenho franzido. Ele gargalhou um pouco, olhando para o trânsito e se virou rapidamente para mim.
— Me chame de Syn. — disse. Acenti um pouco irônica, havia me esquecido dos apelidos escrotos. — E você... Mazzy, não é? — perguntou enquanto ligava o som baixinho.
— É. — disse apenas e me virei para o lado da janela enquanto cantarolava a música do Ramones que tocava no som. Em menos de 15 minutos estávamos no estacionamento do prédio onde morávamos. Desci do carro e andei até o elevador sentindo ele me acompanhar alguns passos atrás. Subimos em silêncio até o andar de nossos apartamentos, mas eu parecia sentir seu olhar analítico sobre mim. Devo estar pirando de novo.
— Valeu pela carona. — disse com um meio sorriso, lutando com a minha hesitação enquanto me aproximava da porta do meu apartamento. Eu não era acostumada a agradecer as pessoas, ou até mesmo pedir desculpas. Ele acentiu apenas e continuou andando até o final do corredor. Olhei-o abrir a porta e girar as chaves duas vezes antes de batê-la atrás de si com certa força desnescessária.
Suspirei me achando idiota. Era só o que me faltava, ficar analisando os movimentos do meu mais novo vizinho intrometido. Um intrometido legal.
Girei a chave e entrei lentamente no apartamento. Joguei meu material sobre a poltrona vaga e tirei meus sapatos.
— QUANDO VOCÊ ÍA ME CONTAR QUE FERROU COM O CARTÃO DE CRÉDITO, HEIM MARIE ZOEY? — me virei lentamente com os olhos arregalados. Minha mãe me olhava raivosa, com uns papéis em mãos.
Engoli em seco.
Vamos enfrentar a coroa.
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