THE WALKING DEAD: Season 1

4 Sobreviver é preciso.


Notas iniciais
THE WALKING DEAD: Season 1: Chapter 4: "Sobreviver é preciso."

= 1 SEMANA DEPOIS =

"Confesso que não estou muito bem. A solidão me deixou muito quieto. Mais quieto do que já sou".

Desde que fugi de Macon, não falei nem uma palavra. Tenho andado sozinho ao lado da rodoviária, na esperança de encontrar alguém. A única coisa que preciso agora é de ajuda. Ainda tenho muita comida, mas quase não estou comendo. Suspeito de que estou com alguma doença psicológica, pois cada vez mais ouço a minha voz ecoar por minha cabeça: "Eu os matei...Eu os matei... Eu os matei...". Não consigo viver assim.

E aqui estou. Do lado da rodovia, porém um pouco mais adentrado a floresta. Estou sentado no chão, ao lado de uma fogueira, onde tento esquentar minhas fatias de bacon. Sentado abraçando minhas pernas, sem nem prestar atenção ao ambiente. Se algum geek fosse me atacar, agora seria o momento perfeito. Porém, se isso acontecesse, não daria a mínima. Começo a olhar minha comida, e vejo que já está praticamente tostada. Devo ter ficado muito tempo voando em meus pensamentos.

Estendo meu braço, e agarro uma das fatias com minha mão direita. Em seguida, direciono-a para minha boca. Está com um gosto de queimado, porém ainda tem um leve gosto de bacon. Crocante e suculento. Me lembro quando minha mãe fazia para mim, junto com torradas e ovos mexidos. Era uma ceia para mim.

Sinto que estou avoado demais em meus pensamentos, e que estou agindo muito pouco. Mas não estou muito incomodado com isso. A única coisa que estou incomodado é dormir. Preciso muito dormir. Então, levemente, deito minha cabeça na mochila, e fecho minhas pálpebras. Meu sono é praticamente instantâneo.

Quando me dou conta, estou sentado em uma cadeira. A minha frente, bem distante, estão Mike e Lucy. Eles estão normais, do jeito que eram. Eles gritam meu nome com alegria, e correm a minha direção. Não tenho a menor força para me levantar da cadeira, por isso fico inértil. A medida que eles se aproximam, consigo notar. seus olhos ficam vermelhos, sua pele amarelada, e grito, que antes era "Caleb!", agora são grunhidos. Eles chegam a mim, e começam a morder meus braços. A sensação de dor é horrível, como se alguém pegasse uma faca serrilhada e estivesse cortando meu punho fora.

Acordo totalmente suado, e com meu coração desesperado. Já era o 5° pesadelo que tive em uma semana. Minha respiração está forte, e não me contenho de respirar assim. Mesmo que algum geek pudesse ouvir.

Antes mesmo de eu me dar conta, olho para o lado direito. O lado da rodovia. Vejo uma enorme luz, e uma sombra gigante. Aquilo é uma van. De lá saem dois vultos. Homens altos. Um deles tem algo comprido na mão, como um pé de cabra. O outro tem algo de formato de cruz em suas mãos. Consigo ouvir vozes bem baixas, porém meu consigo compreender o que dizem:

– Hora de achar umas armas, e uns suplimentos.

– Porque paramos aqui, afinal?

– Porque tem uma fogueira alí, está vendo?

– Sim, estou! Tem alguém alí! Vamos, vamos!

Um enorme calafrio me percorre o corpo. Mas antes disto, já estava com a mochila as costas, correndo e adentrando a floresta. Meu corro é cansado e fraco, sem forças. Então, com um enorme susto, na árvore do meu lado uma flecha é acertada. Eles tem uma besta, e não estão usando para o bem. Agarro a flecha, e corro. Mas não como da última vez. Corro como se fosse a última coisa que eu fosse fazer. Consigo ouvir leves grunhidos, pois os pisos dos homens são brutais e rápidos. Devem ter atraído alguns geeks. Não consigo distinguir se os homens estão se aproximando ou se afastando, o que é um problema. Mas continuo correndo por minha vida.

Para minha surpresa, eu chego a um rio. Mas não é um rio plano, é uma pequena ravina de 5 metros, que ao fundo, teria um forte fluxo de rio. Fico inértil a frente dela. Pensando "Este é meu fim. 8 dias, 15 horas e 27 minutos. Este foi meu marco de sobrevivência. Continuo olhando ao rio, pensando em alguma maneira de atravessá-lo. Mas eu sabia que isso era impossível. Sua correnteza era forte, e o buraco é largo demais para eu atravessar com um pulo. Eu não teria tempo para agarrar algo comprido e firme, como um galho de árvore resistente. Afinal, as árvores daqui são fracas e finas.

Rapidamente acordo de meus pensamentos, ao ouvir um zumbido forte. E então que me percebo, uma flecha acabou de passar praticamente raspando ao meu ouvido. Dou graças a deus pelo homem ter uma péssima mira.

Então, sem pensar duas vezes, pulo na água, e sou levado pela correnteza. Mas... Eu preferiria ter levado um tiro. A água estava congelando. A sensação é como se milhares de agulhas estivessem perfurando meu corpo. Não consigo nem me mexer, pois é insuportável. Mal consigo manter minha cabeça acima da água, pois a correnteza é forte demais. Começo lentamente a perder meus sentidos. "Pelo menos eu escapei daqueles homens", penso. Pelo menos... Eu escapei... Minha visão vai se escurecendo, e não consigo mais me mexer. Fico pensando que se eu morrer aqui, teria sido meu fim de qualquer jeito. Aqueles homens já estavam tentando me matar. Vou batendo nas laterais do rio como se eu fosse um boneco de pano, até, finalmente, eu desmaiar.

De pouco a pouco, vou recuperando meus sentidos. Sinto a água até minha cintura. Estou apoiado em algo macio, porém grudento. Me sinto como se estivesse no quarto te Mike. Sem forças para me levantar. Pouco a pouco, consigo recuperar minha visão, e vejo que estou a beira do rio, com a cabeça encostada a areia. Minha mochila ainda está nas minhas costas, porém não consigo sentir minha chave de fenda.

Fico mais alguns severos minutos parado, até tomar a coragem de me levantar. Ou pelo menos tentar, pois estão com menos forças do que quando este vírus se alastrou. Ponho meus braços ao chão, e dou um leve impulso, ficando assim, de joelhos. Pouco a pouco, vou me levantando, ficando em pé totalmente.

Agora que estava em pé, eu poderia observar melhor o local. Ao contrário de quando eu caí do rio, ele não estava entre uma pequena ravina. Ele agora está totalmente plano a margem. Do outro lado do rio, vejo grandes árvores com suas folhas marrons e laranjas. Por um instante havia me esquecido de que estávamos no outono. Quando o inverno chegar, não será nada bom. Viro-me, observando melhor o local onde eu estou pisando. Ao meu lado, para minha surpresa, vejo um cais. Continuo a olhar, e vejo uma grande casa, com uma placa escrito: "Pesqueiro".

Isso já era tudo que eu precisava... Saio correndo, pulo o cais e vou em direção a casa, ainda cambaleando.

Talvez o mundo não fosse tão horrível como eu pensei...

~Continua no Capítulo 5~

Notas finais
Agora já saiu outro capítulo :3 Eu sei que os últimos capítulos tem sido meio chatos, mas agora que o Caleb irá encontrar um "grupo", as coisas vão ficar MUITO mais interessantes. Acredite em mim. Espero que tenham gostado, divulguem a história, e fiquem com Deus 'u' Beijos -Michio