Notas iniciais
THE WALKING DEAD: Season 1: Chapter 2: "Barulho."

Lá estava eu. Meu rosto estava totalmente cheio de sangue, e o bastão já estava completamente amassado. E a minha frente, Mike. Caído, e morto. Olhei para tal, e depois para Lucy, e quase tive um ataque. Cai de joelhos e comecei a respirar alto. Tive a sensação de que poderia desmaiar a qualquer momento. ver meus dois amigos... Mortos... Por mim... Não! Não são eles! São monstros... Eu sou um monstro...

Após quase 3 horas de filosofia entre eu e minha mente, decido finalmente me levantar, e sair dessa casa. A medida que ando por ela, vejo o vídeo game ligado, porém a televisão está totalmente trincada. A mesinha ao centro da sala, que antes era feita de vidro, agora está em pedaços. Os sofás ao redor estão impecáveis, porém um deles parece estar levemente torto. Olho para a porta da cozinha, crio coragem, e me dirijo a tal. Olho para a direita, onde vejo a mesa onde estávamos comendo. Vejo a caixa de pizza semi-aberta. Somente depois de vê-la percebo que estou faminto. Corro em disparada e agarro uma fatia, colocando-a dentro de minha boca. Ela estava fria, porém ainda suculenta. Enquanto mastigo, olho ao redor da cozinha. Vejo a dispensa, a geladeira e os armários. Se todos estiverem do jeito que... "aqueles" estavam, terei de me armar. Mal terminei de mastigar a fatia, e já peguei outra. O sabor dela estava tão bom... Como meu pai dizia, a fome é o melhor tempero. Pai... Pai! Mãe! Preciso vê-los. Mal termino de comer a segunda fatia, corro em disparada a sala. Ao lado de um sofá, totalmente no canto, vejo minha mochila. Pego-a e coloco-a sobre os ombros, me dirigindo a cozinha novamente. Vou até a geladeira, armários, e coloco praticamente todo o conteúdo de tais na mochila. Estava um pouco pesada, mas eu ia precisar. Após, me dirijo ao quarto de Mike. Só de ver tais corpos inérteis ao chão, faz um enorme calafrio percorrer meu corpo. Me aproximo do corpo dos dois, e agarro o bastão de baseball. Totalmente amassado, porém ainda resistente. Vou novamente a cozinha, e como mais um pedaço de pizza. Acho que este pedaço já saciará minha fome. Então, praticamente impecável, olho pela janela da casa. A rua está totalmente vazia. E quando digo totalmente, eu realmente quero dizer isso. Pessoas, carros, nem "aquelas" coisas estão lá. Nada. Como um deserto, ou uma cidade abandonada. A medida que me direciono a porta, meu coração acelera. Dou-me um minuto de descanso, para me recompor. A única coisa que consigo pensar é: "Eu matei eles. Eu matei eles. Eu matei eles...". Essa voz ecoava pela minha mente. Por um momento pensei que tudo isso era um sonho, e que no próximo instante, eu iria acordar. Mas isso é óbvio demais para ser verdade.

Com minhas forças juntas, abro a porta, e andejo até a calçada. Uma última vez, observo a casa de Mike.

– Adeus, amigos... Me perdoem... — Essa foi provavelmente a primeira coisa que disse hoje.

A medida em que eu caminhava pela rua, percebi que não era só na visão da casa. Em nenhum lugar, em nenhum canto. Pessoas ou carros, não havia nada. Portas arrombadas e janelas trincadas. Fico pensando como meus outros conhecidos da cidade lidaram com isso.

Andejo por mais ou menos 15 minutos, até chegar a rua da minha casa. Não seguro minha ansiedade, e corro em direção a casa. Mas, tem algo errado. Na casa dos meus pais, na casa dos meus vizinhos, praticamente todos que moravam próximo de nós, estavam cheias. Mas não por pessoas, mas por aquelas coisas. Nem ouso me aproximar, somente observo de longe. Muitos deles. De todos, consigo reconhecer o sr. Pinter. Meu visinho, que sempre vivia atazanando nós. Deixo cair o taco de minhas mãos. E não só o taco, como todas as minhas esperanças. Caio de joelhos e começo a chorar. Não havia nenhum jeito deles terem conseguido sair daquilo. Mas como... Não sei. Na maioria das vezes não choro... Mas tenho muita dificuldade em segurar meus sentimentos.

Após alguns minutos inértil, observando a casa, praticamente do outro lado da rua, o alarme de um carro dispara. Não sei porque, mas somente com alguns segundos de diferença, aquelas coisas começam a seguir o som. Seus passos são lentos, e não são firmes. Andam com os pés de lado, e com braços a frente do corpo. "Provavelmente na esperança de agarrar mais alguém", penso. Após alguns segundos raciocinando... Penso que eles poderiam ser atraídos pelo som. Quase no momento certo em que termino a conclusão, o alarme para. Juntamente, os zumbis param, totalmente. Ficam parados no lugar, como alguém que se perde em uma cidade grande. Olham ao redor, na esperança de que o som reapareça. Fico extremamente surpreso por eles terem tantas fraquezas. São lerdos, atraídos por barulho, e são fáceis de se derrubar. Fáceis de se derrubar... No momento penso em Lucy e Mike, mas esses pensamentos vão embora. Não quero começar a chorar denovo por causa deles. Já chorei demais por meus pais.

Em praticamente um instante, apoio meus braços no chão, e com um impulso, levanto-me. Ando em direção a centro da cidade, na esperança de encontrar alguém.

Aproximadamente 19 minutos de caminhada. Não sou pra lá tão animado a viajar, mas quando preciso correr, corro em disparada. Quando finalmente começo a me aproximar do centro, ouço barulhos altos. Não barulhos comuns, barulhos de tiros. Corro, virando a esquina, e me surpreendo com o que vejo.

~Continua no Capítulo 3~

Notas finais
Capítulo 2! Quentinho, acabou de sair do forno (e-e)' - Esperam que tenham gostado!! Créditos especiais a Belle, a primeira pessoa a seguir nossa história, envolvendo Caleb ^-^' ~AVISO: Um personagem principal está para surgir...~