Tão gelado quanto sangue.

6 Meu medo esta sumindo rapidamente.


Notas iniciais
Esse capitulo é do dia 12/09, mas como eu fiquei sem internet o dia todo e ele já estava pronto, eu vou postar. Então, capitulo inspirado na música Like a Virgin da Madonna.

Vou lhe dar todo o meu amor, rapaz

Meu medo esta sumindo rapidamente

Andei guardando tudo isso para você

Pois apenas o amor dura

Like a Virgin – Madonna

Uma noite e uma manhã de dezembro de 1965.

John não acreditava enquanto ela o conduzia até seu apartamento. Tudo tinha acontecido rápido demais. Em um segundo ele se arrependia amargamente de perguntar se ela o amava, no outro ele tinha uma confirmação.

Ela acariciava sua mão lentamente enquanto o levava até o lugar onde ela morava. A porta exibia um grande número 13 na porta. Ela destrancou a porta e abriu completamente. Ele viu uma sala banhada pela luz do anoitecer.

Era um aposento simples com dois sofás e um grande puf no canto perto da grande janela que dava para a rua. Uma grande cortina carmim a cobria. John entrou no apartamento e Annie o seguiu. Ela estava quieta. Quieta demais, pensou John.

A porta de entrada se fechou atrás dele e ela o segurou pelo braço e o fez virar até ficar de frente para ela.

Annie o puxou para perto dela. Ela o olhava nos olhos. Ah, aqueles olhos cor de mel. Aqueles lábios tão perfeitamente desenhados que ele não beijava desde 63. Ele sentiu saudade do calor do corpo dela contra o seu. Ele sentiu falta das palavras de carinho trocadas em momentos inesperadas. Ele sentiu falta de beijá-la ardentemente.

E então, John a beijou. Primeiro foi um beijo simples. Apenas seus lábios tocando os dela. Mas o beijo se aprofundou. Ele a encostou na porta de entrada e colocou a mão entre as mechas castanhas do cabelo curto dela. Ela respondia o beijo com o mesmo ardor.

A mãos dela trilhavam caminhos por dentro do casaco de John e ele fazia o mesmo com ela.

Beijá-la daquele jeito fez John esquecer de tudo que o estava incomodando. Como a guerra, o estado de saúde do pai, etc. Apenas estar ali com ela em seus braços amenizava todas as suas preocupações.

Ela o apertou mais ainda contra seu corpo e John sentiu uma onda de desejo passando por todo o seu corpo. Ele a queria, como nunca quis outra mulher na vida.

Ela tirou o casaco dela e ele tirou o dele. Ela usava uma camisa de botão branca, que ele desejou abri-la e revelar o que havia embaixo. Ela percebeu que ele olhava e abriu um botão de cada vez, lentamente. Annie sorria, marota. John queria apenas queria pegá-la e arrastá-la para o quarto. Ela terminou de desabotoar a camisa e relevar um sutiã simples e branco. Ele ficou encarando e Annie riu.

– Até parece que você nunca viu um par de seios.

John riu. Ele não queria parecer assustado, mas era a primeira vez que ele a via sem camisa. Ver o busto dela descoberto era uma tentação poderosa. Ele queria passar os lábios naquela pele cor de marfim, deixando uma trilha de beijos pela curva dos seios.

Ele sentia-se ansioso. Como um garoto que nunca havia estado com uma mulher na vida. Ele se sentia despreparado. Esse era o feito que Annie causava nele.

– Vamos – ela disse, rindo. – Esboce uma reação que seja diferente de surpresa.

John sorriu e voltou a beijá-la. Agora ele passa as mãos em seus seios e ela gemia com os lábios colados nos dele. Ele nunca havia sentindo isso com Kate. Esse desejo devastador.

Annie segurou a bainha da camisa dele e a puxou para cima, os fazendo interromper o beijo pelos meros segundos que ela tirava a camisa.

Annie se desvencilhou dele. Seus lábios estavam vermelhos e inchados. Seus cabelos castanhos bagunçados. John a achou muito mais bonita daquela forma. Ela pegou a mão dele e o conduziu pela sala até chegarem em um corredorzinho que tinham três portas, uma ele viu que ela o banheiro, a outra estava fechada e a terceira era seu quarto. O quarto era pequeno. A cama ficava no centro de tudo e era só o que John via. Ela deitou na cama e John a seguiu. Ela deitou de costas na cama e ele apoiou de frente para ela. Ela o beijou com tanta vontade que ele não conseguia aguentar. John abriu a calça que ela usava e a retirou do corpo de Annie e a jogou do outro lado do quarto. Ela riu e ele a beijou novamente, mas dessa vez ele beijou seu pescoço, seu busto e depois lhe mordeu a orelha. Ela mordia os lábios.

Ele faria qualquer coisa para dar-lhe prazer. Ela era tudo pra ele. John entendia que ela era a pessoa que ele mais amava no mundo inteiro.

Ele tirou as calças e as jogou na mesma direção que jogou as de Annie. Ela já havia tirado o sutiã e seus seios estavam à mostra, deixando John fora de si.

O momento em que ele se uniu a ela, a fez gemer baixinho. Tê-la daquela forma era melhor do que as fantasias que John tinha quando mais novo. Ele se movimentava dentro dela e ela lhe mordia os lábios. Era tudo tão excitante e maravilhoso.

Annie o olhava nos olhos e bagunçava os cabelos vermelhos de John. Ele achava graça disso.

Quando ambos chegaram ao ápice, John largou seu corpo ao lado do dela. Annie se aconchegou ao seu lado e colocou o rosto em seu pescoço. Ele estava ofegante, assim como ele.

– Eu senti tanto medo de que você fosse me rejeitar hoje. – ela disse com os lábios encostados no pescoço dele.

– Como se eu tivesse coragem de fazer isso. – John a apertou contra seu corpo. – Eu nunca conseguiria te rejeitar.

Annie sorriu.

– Aquela noite em 63 está aqui para provar o contrario.

Fez uma careta e Annie riu.

***

A luz da manhã incomodou John. Ele abriu os olhos e viu Annie encostada no batente da porta, vestindo a camisa dele e sorrindo. Ele nunca pensou que isso se tornaria realidade.

– Vamos levantando, dorminhoco.

John se levantou, colocou a cueca e a calça e saiu do quarto. A mesa no canto mais distante da sala estava arrumada com o café da manhã. Ele se sentou de frente para ela. Pegou uma torrada e passou geléia. Ela tomava uma xícara de chá com cheiro forte.Annie nunca gostou de café. Ela falava que devia ser o sangue britânico da mãe que a fazia gostar de chá.

John encheu uma xícara com café e um pouco de leite, sem adoçar.

– Ainda gosta do café amargo como eu aos 14 anos? ­– John riu.

Dayana costumava dizer que café sem açúcar era mais doce que Annie aos 14 anos.

– Exatamente.

Ela pegou o jornal e olhou para John.

– Você tem medo de ser convocado?

Ele assentiu.

– Me espanto que ainda não fui. – ele disse. – Não quero ir para a guerra, mas se eu for convocado, não posso evitar.

Annie lhe lançou um olhar triste.

– Eu também não quero que você vá para a guerra.

John segurou a mão dela e sorriu.

– Vou tentar não ir para ela.

Annie voltou a ler o jornal e John a comer sua torrada. Ele podia se acostumar com isso. Eles dois tomando café da manhã juntos como uma casal. É, ele podia se costumar com isso.

Você é ótimo, e é meu

Serei sua até o fim dos tempos

Pois você me fez sentir

Sim, você me fez sentir

Que eu não tenho nada a esconder

Like a Virgin – Madonna

Notas finais
Pfvr, me falem se o hentai ficou ruim, eu não tenho muita experiencia com cenas assim. :)