Tão Parecidas, Tão Diferentes

9 Capítulo 9 - Passando medo.


Notas iniciais
Oie gente.

Passando medo.

– Isabela On -

– Regina ? Geraldo ? — Falo quando finalmente tiram a faixa da minha boca.

– Pelo visto, Isabela te falou tudo sobre nós. — Regina com seu tom de sínica.

– Ha ha ha. — Começo a gargalhar. — Eu sou a Isabela.

– Geraldo, você não tinha me falado que essa garota tinha a postura igualzinha da Isabela.

– Mas Regina, essa é a Isabela. A Manuela está na gravadora.

– Então você iria sequestrar a Manuela ? Pra quê ? — Pergunto.

– Ela canta bem. Você não. Ela faria nós ganharmos muito dinheiro. Ah, e com o seu sucesso... Bom, a mãe de vocês iria descobrir, fazendo assim sua fortuna, ficar para mim. — Ela gargalha.

– Vai nessa. Você nunca vai conseguir, isso! NUNCA!

– Tadinha da garota, vai ficar tão assustada. — Ela diz com sua voz irritante.

– Pode até ser. Mas ela têm a mim e a Marina. E Você vai perder!

– Vamos ver.

Eles dão de costas, me deixando sozinha naquele porão. Fiquei amarrada na cadeira até uma hora se passar, e eles entrarem novamente.

– Isa. — Manuela toda medrosa.

– Calma. — Digo.

Eles jogam ela literalmente no sofá, ao meu lado. Eu sei que não gosto da Manuela, mas não precisa judiar da garota, né.

– E Não é, que são idênticas mesmo. — Regina ao nos encarar.

– Menos em personalidades. — Geraldo.

– Logo, logo vamos vir te buscar, Manuela. — Ela diz, saindo do porão, e trancando a porta.

– Credo, Isa. Ela é muito má.

– Ah, me solta aqui. — Ela, que estava solta, me desamarrou.

– E Agora ? Minha mãezinha vai perceber o meu sumiço.

– Ah, sério ? — Digo irônica. — Vai dar tudo certo. Você só não pode, abrir a boca.

– Pode deixar. Não vou correr o risco.

– Isabela Of -

– Téo On -

A Noite já surgia aqui no Vilarejo. Estava tudo calmo. Sim, estava. Até a tia Rebeca chegar desesperada em nossa casa.

– A Manuela está aqui ? — Pergunta ofegante.

– Não. A última vez que vi ela foi 15:00. — Respondo.

– Mas, por que ? Minha mamma.

– Ela não está em casa, nem na igreja, nem em nenhum lugar.

– E na casa da Dóris e Mateus ? — Pergunto.

– Também não.

"Ai Meu Deus! Ela só pode estar trocando de lugar com a gêmea. Ou, estão na cidade, onde a Isa mora." - Penso.

– Bom, eu vou indo. — Rebeca.

– Téo, você não sabe de nada, né ? — Pedro.

– Não. Juro, que não.

– Téo Of -

– Julia On -

– JOAQUIM! — André grita lá de fora.

– Oi, André. — Falo ao abrir a porta.

– Oi, Julia. E Seus irmãos, onde estão ?

– Aqui dentro, por que ?

– Minha mãe chamou vocês, para comer lá em casa.

– Mesmo ? Não vai atrapalhar ?

– De jeito nenhum.

– Com quem você tá... — Joaquim dá uma pausa. — Ah, oi André.

– E ai Joaquim. Então bora lá em casa, jantar ?

– Ah, tá bom. — Ele concorda. — Espera só um minuto.

– O Que é de janta ? — Pergunto.

– Pastéis. — Ele sorri.

– Ai que delicia. — Felipe que estava nas costas de Joaquim.

– Julia Of -

– Joaquim On -

– Preciso falar com você, depois. — Sussurro.

– Beleza. — André.

Chegamos ao apartamento de André. Jantamos até ficarmos fartos. Depois Julia começou a conversar com os pais de André, enquanto Felipe ficava só atrás de Lola.

– Pode ser agora ? — Pergunto.

– Aham, vamos no meu quarto, para ninguém escutar. — Ele responde, e seguimos até seu quarto. — Pronto, pode falar.

– Eu beijei a Isabela. — Falo o encarando.

– Oi ? A Isabela ?

– Sim. E tem mais...

– Ai, cara... O Que ?

– Pedi ela em namoro. — Falo e ele fica com a boca aberta.

– Uau! E Ela ?

– Iria pensar. Mas tem motivo, e logo você saberá.

– Beleza.

– Joaquim Of -

– Manuela On -

– Vamos, tá na hora de subir. — Regina me puxa pelo braço.

– Isabela... — Digo enquanto subo as escadas.

– Fica calma, não vai acontecer nada. — Isa.

– O Que você quer ? — Pergunto tentando ser grossa, mas ao mesmo tempo, com medo.

– Ah, garota. Não se faça de durona. Já sei como é sua vida. Sei que é super medrosa e ingenua. — Ela gargalha.

– Posso pelo menos, jantar ? — Pergunto.

– Pode. E Depois vai levar um pouco para a Isabela. Infelizmente, não posso deixá-la sem comer.

– Ok. — Digo encarando o chão.

Notas finais
Até amanhã. c: