Syn A Milanesa Ou Matt Ao Molho Shoyu?
17 Revelações
Notas iniciais
Matt fica esparramado na minha cama peladinho.
– Cê não vai tomar um banho não? – pergunto.
– Só se você for comigo. – ele diz e me abraça
– Então vamos. – digo.
– Ah não! Jajá nós vamos. – ele fala e se deita. – Sua cama está confortável demais.
– Seu porquinho. – falo e o beijo.
– Não sou porquinho, tomei banho antes de vir para cá e agora estou com preguiça. – ele tenta me fazer deitar com ele, mas eu fico em pé e boto meu robe branco de seda. – Pra onde você vai?
– De robe? – pergunto. – Para a cozinha.
– Não sei né. – ele fala. – Você desceu de sutiã e shortinho. Mostrando esse seu corpo que me pertence a todo mundo.
– O corpo é meu. Eu mostro para quem eu quiser. – digo e dou língua para ele.
– Ah é? Ô Joy... – Matt fala alto, eu cruzo os braços e ele dá um sorriso. – E tem mais uma coisa. Quem dá língua é porque quer beijo. – ele fica de joelho na cama e me beija.
– Isso não conta, eu sempre vou querer beijos seus. Vou ali e já volto, ali na cozinha ou sala tá?
– Tá.
– E o senhor fique quietinho aqui, porque está pelado e não quero a Joy te vendo assim.
– Mas ela não é sua amiga?
– Sim, mas já dividimos coisas de mais, namorado eu não divido.
– Que egoísta hein? – ele brinca.
– Sou mesmo. – digo saindo do quarto. – Joy, cê viu meu celular?
– Na mesinha. – ela responde.
– Obrigada. – pego o celular e digito o número do Syn.
– Alô? – ele atende.
– Brian?
– O próprio.
– O que você quer com ele? – Joy pergunta ficando ao meu lado, eu tapo o celular para ele não ouvir.
– Um sexo gostoso. – digo.
– Como é? – ela pergunta.
– Estou brincando eu tenho o meu namorado deliciosamente nu na minha cama, para quê diabos eu ia querer o seu?
– Nickyta? – Syn pergunta.
– Nickyta? – repito.
– Nickyta? – Joy reclama enciumada, eu sorrio.
– Sim. Eu ouvi você falar em sexo gostoso e depois em Matt, vocês voltaram foi? – Gates fala.
– Voltamos sim. – respondo.
– Ok, já que você não esta querendo meu corpo nu, o que você quer de mim? – ele pergunta.
Eu já ia brincar dizendo: “e quem disse que eu não quero seu corpo nu?”, mas lembro que Joy está do meu lado e não gosta dessas brincadeiras.
– Roupas. – respondo.
– Quer que eu fique sem?
– Claro que não né Haner. Quero que você traga roupas para o Matt.
– É só um pretexto para me ver que eu estou ligado.
– Nossa Syn, como você me entende. – ironizo. – Traz logo a roupa dele tá? Tchau. – eu já ia desligar, mas ele fala:
– Espera, a Joy tá ai? – ele pergunta ansioso.
– A Joy tá sim. – digo. – Me desculpa por impedir você de falar com a tão amada Joy.
– A gente não... – ele apressa-se em se explicar.
– Eu sei. Mas uma coisa eu garanto, seja o que for esse a gente não... Ainda vai ser. Não esquece as roupas do Matt tá? – digo e entrego o meu celular para Joy. – Ele quer falar com você.
– Ele sempre vai querer. – Joy diz pegando o telefone.
– Own, o amor é lindo. – digo, ela me mostra seu dedo do meio e sai de perto de mim para falar com Brian.
Fico ali moscando antes de criar coragem para ligar para minha mãe. Disco o número da minha antiga casa, quem atende é o Mathias.
– Oi meu amor. – digo.
– Tia! – ele fala empolgado.
– Como você está?
– Tou bomzão. Quer falar com a mamãe?
– Na verdade não. – digo. – Quero falar com a sua avó, ela está ai?
– Não, eita, ela acabou de chegar. Pera, vovó, vovó, telefone.
– Alô? – era ela.
– O que a senhora queria me contar?
– Não pode ser contado pelo telefone.
– Então eu vou até ai. – desligo o telefone.
Entro no meu quarto, separo uma roupa e vou tomar banho, Matt estava cochilando, saio do banho procurando a chave da minha moto, puxo a gaveta e ela cai, Matt acorda assustado.
– Desculpe. – digo.
– O que foi? – ele pergunta. – Você parece nervosa.
– É que vou visitar minha família.
– Quer que eu vá com você? – modo defensor ativado.
– Não Shads, preciso fazer isso sozinha.
– Mas sua mãe não era aquela que estava brigando com você hoje mais cedo?
– Sim.
– Ela não me parece estar contente.
– Quando o assunto sou eu, ela nunca está.
– Então por que você vai até lá?
– Porque ela tem algo para me contar e eu sinto que é importante.
– Tem certeza que não quer que eu vá contigo princesa?
– Tenho.
Acho as chaves e saio do quarto.
– Trouxe o que você pediu. – fala Syn para mim antes de beijar Joy.
– Obrigada. – pego as roupas volto no quarto e entrego a Matt antes de sair.
– Para onde você vai? – Joy pergunta.
– Retribuir a visita de dona Louise. – respondo.
– Ela veio aqui foi? – Joy pergunta.
– Quem é Louise? – Syn pergunta.
– Minha mãe. – digo. –Sim ela veio aqui e tem algo para me contar, mas depois eu te explico melhor.
Saio de casa, pego minha moto e dou o fora dali o mais rápido possível, se minha mãe pensa que vai escapar de me responder ela está muito enganada. Passo pelas ruas em que morei, que passei minha infância, onde eu era a marionete da minha mãe, mas pelo menos eu me diverti muito, ralei muito o joelho e tudo mais. Paro a moto na frente de casa ainda hesito por uns minutos antes de voltar, faziam bem uns quatro anos que eu não pisava naquela casa.
– Tia! – Mathias me recepciona no jardim abraçando minhas pernas.
– Oi meu amor. – digo.
– Nicole. – fala minha mãe.
– Só um minuto viu amor? Vou ali conversar com sua avó. – digo.
– Humrum. – ele volta a brincar com sua bola.
– O que a senhora queria me contar? – pergunto ainda hesitando em entrar na casa.
– Entre. – ela convida. Entro bem devagar, só eu sei o que se passava na minha cabeça. – É um assunto delicado.
– Eu posso lidar com isso. – falo. – Já lidei com coisas piores. – como a rejeição daquela que se dizia minha mãe.
– Nicole! – meu pai grita ao me ver, ele corre e me abraça, ele não gostou quando minha mãe me expulsou de casa, mantivemos contato esses anos todos, mas só por telefone, nenhuma visita.
– Pai. – digo retribuindo o abraço dele, apertando-o o máximo possível. – Senti sua falta. – digo feito uma criancinha que passou a noite na casa de uma amiga.
– Também senti a sua. – ele diz beijando minha cabeça.
– Walter. – minha mãe reclama. – Volte para dentro.
– Você não vai mais me impedir de ver a minha filha. – ele retruca.
– Você sabe que ela não é sua filha. – minha mãe grita.
– Não é porque ela largou a faculdade que deixou de ser minha filha. – meu pai me defende.
– Sabemos que não é disso que estou falando. – ela fala. Eu congelo, do que ela estava falando então?
– Não vamos discutir isso Louise. – meu pai fala firmemente.
– Você viu quem ela está namorando? – minha mãe dispara.
– Desculpe pai, mas eu quero saber. – digo, Eliza (mãe do Mathias), entra na sala e cruza os braços. – A senhora... –falo. – Ou melhor, você. – corrijo. – Traiu o meu pai?
– Ele não é seu pai. – minha mãe corrige.
– Então a senhora o traiu. – digo.
– Eu também não sou sua mãe. – ela fala, eu desaprendo a falar e me sento no sofá, isso lá é notícia que se dê numa briga?
– Viu o que você fez? – meu pai se senta do meu lado e me consola.
– Eu não podia guardar isso para sempre, e quando eu soube que ela... Isso não era certo. – minha mãe fala.
– Então... – finalmente falo. – Quem são meus pais?
– Sua verdadeira mãe morreu ao te dar a luz. E seu pai ele... Ele não podia ficar com você, pois ele tinha traído a esposa, nós éramos amigos então ele me pediu para ficar com você. – minha mãe, ou melhor Louise, explica. – Ele sempre cuidou de você, mesmo que a distância, ele não queria te ver pessoalmente e se apaixonar por você, ele não saberia explicar a sua mulher sobre você.
– Quem é meu pai verdadeiro?
– Eu... Eu não posso dizer. Ele me fez prometer, mas na hora certa você vai conhecê-lo.
– Eu sou seu pai. – fala meu... fala Walter. – Mesmo que não tenhamos o mesmo sangue, eu sempre te amei e te tratei como se você fosse mesmo minha filha.
Isso é verdade, ele é que sempre estava ao meu lado, enquanto Louise me repreendia ele me elogiava, ele sempre cuidou de mim, sempre me amou como filha, diferente dela.
– E pelo fato de eu não ser sua filha que você me rejeitou não é? A faculdade foi a desculpa perfeita para isso. – enfrento-a.
– Não Nicole, eu não te rejeitei, apenas não aprovei o que você estava fazendo com sua vida. E pensei que se ameaçasse te expulsar de casa você tomaria jeito. – ela diz. – Eu te amo minha filha.
– Não. – falo rispidamente. – A senhora não ama, se amasse não teria me abandonado daquele jeito, não teria deixado eu sair de casa, e caso isso acontecesse você teria engolido seu orgulho e ido me ver.
– Eu não...
– Você não podia se rebaixar para uma garota que nem era sequer sua filha.
– Não foi isso que eu quis dizer.
– Mas foi isso que você fez. E eu não te perdoou por isso.
– Filha. – fala meu pai.
– Tenho que ir, depois nós nos vemos pai. – digo e o abraço. – Você sabia disso Eliza?
– Eu... – ela não sabe o que falar.
– Não importa, não era da sua conta mesmo, você não é culpada por nada. Se Louise proibiu até o papai de me ver ela pode perfeitamente ter te proibido de me contar. – digo.
– Tia, vem ver o que eu fiz. – chama-me Mathias segurando minha mão.
– Amor a titia tem que ir tá? Mas prometo que depois você me mostra ok? – dou um beijo em sua cabeça e saio de lá sem rumo em mente.
Pego minha moto e acelero o máximo que posso, quase atropelo um cachorro, o que me faz diminuir um pouco a velocidade, paro em frente a um hotel luxuoso e decido me hospedar lá, não quero ver ninguém hoje. Peço um quarto e mexo no celular, tinham sete chamadas perdidas do Matt, umas quinze da Joy, quatro do Brian e nove do Arin, da Lacey tinham onze, ainda tinha mais umas ligações do Zacky, do Johnny e da Gena. Ótimo todos sabiam do meu sumiço, mando uma mensagem para o Matt e uma para a Joy dizendo que estava bem, mas que queria ficar sozinha, e que eles não me procurassem, e pedi também para eles avisarem para os outros. Pego a chave do meu quarto e saio ainda olhando o celular, esbarro em alguém.
– Opa. – fala o cara em que esbarrei.
– Desculpe. – digo assim que desligo o celular.
– Esse quarto é ótimo. – o cara diz olhando a chave em minha mão.
– Humrum. –digo e o olho. – Papa Gates?
– Minha fã ou da banda do meu filho?
– Dos dois. Mas principalmente da banda. – admito sorrindo.
– Sei como é isso. Só um minuto. – ele atende o celular. – Olá filho. – ele tapa o celular e me diz: – É o Brian, quer falar com ele?
– Não. – respondo rápido demais. Ele une as sobrancelhas estranhando, fala mais um pouco com o Syn e desliga o telefone, estávamos no elevador já. – Você não curte a banda?
– Sim.
– E não quis falar com ele?
– Não estou com muita vontade não. – sorrio sem graça. –E eu e seu filho já nos conhecemos.
– Você não é a Michele.
– Não, eles acabaram.
– Você está namorando ele? – Papa Gates pergunta assustado.
– O quê? Não. Estou com o Matt. – falo.
– Mas ele não era casado? – será que fiz merda dizendo isso?
– Ela já assinou os papéis do divórcio, olhe, por favor não diga aos meninos onde eu estou, é que eu quero ficar sozinha um pouco. – peço.
– Certo. – ele me olha melhor. – Você está abalada. Aconteceu alguma coisa?
– Só que descobri que minha mãe e meu pai não são meus pais de sangue, que minha verdadeira mãe morreu ao me dar a luz e que meu verdadeiro pai, me deu porque eu era um extra conjugal. – despejo tudo, não sei nem por que. – Desculpe. – peço.
– Sem problemas. Você descobriu quem era esse pai? – ele pergunta.
– Não, minha mãe não quis me dizer, ela disse ter prometido a ele que não contaria, e honrou a promessa.
– Tenho certeza de que você vai descobrir. – as portas do elevador abrem. – Meu andar. Espero poder te encontrar mais vezes, você parece ser uma menina legal.
– Sou Nicole. – apresento-me e estico a mão para ele apertar.
– Que é isso? – ele pergunta. – Você conhece o Papa Gates e vai me dar um aperto de mão?
Ele me abraça, bem legal o pai do Syn. As portas do elevador se fecham, chego ao meu andar, entro no quarto e observo. Tinha uma TV de tela plana, um frigobar, uma king size, o quarto era um luxo. Fui ao banheiro e vi uma hidro, não resisti e entrei. Não era para relaxar? Que tal fazer isso direito?
Notas finais
E ai? estão gostando? Mantenham-me informada e beijinhos
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