Syn A Milanesa Ou Matt Ao Molho Shoyu?
18 Having Fun with Papa Gates
Notas iniciais
No outro dia eu desço para tomar café da manhã, chego no restaurante e vejo o Papa Gates sentado numa mesa sozinho, ele me vê e acena para mim, convidando-me a juntar-me a ele. Eu vou e me sento ao lado dele.
– Bom dia Brian pai. – cumprimento-o.
– Bom dia Nicole. – ele diz e me dá o cardápio. – Sugiro as panquecas marroquinas, são deliciosas.
– Vou querer isso mesmo. – falo fechando o cardápio.
– Então, – o garçom para perto da mesa. – duas panquecas marroquinas por favor. – Brian pai pede.
– Sim, e para acompanhar? – o garçom pergunta.
– Suco de amora. – dizemos eu e papa Gates ao mesmo tempo. Nós sorrimos.
– É meu favorito também. – ele diz.
– É uma delicia. – comento.
– Então? Descobriu alguma coisa sobre seu pai? – ele pergunta.
– Não, nem pesquisei na verdade.
– Esse é um assunto complicado.
– Põe complicado nisso.
– Mas algo me diz que ele mesmo vai te contar.
– Por que você diz isso? – pergunto.
– Qual pai não iria querer uma filha feito você? – ele sorri.
– O meu, que, segundo a minha mãe, ele sempre cuidou de mim de longe, não quis me conhecer pessoalmente para não se apegar a mim, porque ele não saberia como contar para a esposa sobre seu extra conjugal. – falo.
– Mas pelo menos ele cuida de você a distância, significa que ele gosta de você, se não gostasse te largaria na casa da sua mãe e sumiria no mundo.
– E ficaria assim por 21 anos?
– Você já tem 21?
– Sim, fiz a pouco tempo.
– Nossa. – ele fala surpreso. – Você aparenta ter menos.
– Todo mundo diz isso. – falo rindo.
– É porque você é baixinha, não ganhou fermento suficiente. – ele brinca.
Nossas panquecas chegam e nos comemos, conversando e rindo bastante.
– Já conversou com o Matt? – ele me pergunta.
– Não ainda, meu celular está desligado. – respondo entre garfadas.
– Ele e os outros devem estar preocupados com você. Eu sem dúvidas estaria.
– Mais tarde eu ligo ok? – tranquilizo-o. – Cadê a Suzy?
– Ela... Por que a pergunta? – ele fala estranhamente. Espero que ele não esteja desconfiado assim porque está traindo a Suzy, ela não merece isso.
– Porque ela é sua esposa, é uma pergunta normal. – falo.
– Ah, sim. Bem, ela está bem.
– E a Mckenna? – pergunto. – Ela é uma fofa.
– Ela está ótima, pintou o cabelo de verde vê se pode. – ele fala rindo.
– Eu também gostava de pintar o cabelo. – falo.
– Acho que está no sangue. – ele diz, eu sorrio. – Quero dizer, nós da família Haner somos meio revoltados mesmo, gostamos de chamar a atenção.
– Quem não gosta? – falo.
– Você não quer jogar uma sinuca não? – ele sugere. – A Mckenna adora, mas ela não está aqui e eu não gosto de jogar sozinho.
– Tipo um programa pai e filha? – pergunto.
– Han?
– Você faz isso com sua filha, mas como ela não está eu posso ajudar. Isso é um programa pai e filha. – digo rindo
– Ah sim, um programa pai e filha mas sem...
– Sem sua filha Mckenna e comigo.
– Exato, você vai servir.
– E já que não sou sua filha não preciso me preocupar em deixar você ganhar. – digo. – Vou acabar com você na sinuca.
– Então você vai jogar?
– Jogar? – pergunto. – Eu vou é te humilhar. – eu sorrio. – Com todo respeito viu Brian pai? – não vou chama-lo de Brian, Brian é para o Syn e não para ele, pessoas com o mesmo nome confundem meu juízo já avariado.
Terminamos de comer eu pego minha carteira para pagar meu café da manhã.
– Desculpe, mas o homem e astro aqui sou eu. – ele sorri. – Então serei um cavalheiro e pagarei a conta, você será uma boa dama e não reclamará certo?
– Tá, mas só dessa vez. – digo.
– Nas próximas eu arranjo mais argumentos. – ele diz e paga.
– Sinuquinha agora? – pergunto.
– Com certeza. – ele vai me guiando até o salão de jogos.
Arranjamos uma mesa e ajeitamos as coisas, ele dá a primeira tacada.
– Vou acertar a 12 naquela caçapa. – digo e aponto.
– Duvido. – ele fala.
– Você vai ver, vou tacar na branca, que vai bater na de número oito e acertará em cheio a 12, fazendo-a cair direitinho no lugar que eu disse. – falo e taco, acontece exatamente como descrevi, e ainda acabo acertando a oito numa das caçapas. – Há! – digo.
– Mandou bem. – ele diz.
– Eu sei o que faço. – me gabo.
Continuamos jogando, chegam duas pessoas e pedem para jogar contra nós numa disputa amigável, deixamos, eu e Brian pai contra Carlos e Leticia. Ganhamos deles e eu comemoro.
– Há! – digo e abraço Brian pai.
– Você e sua filha são mesmo bons. – fala Carlos.
– Muito obrigado. – Brian pai fala.
– Mas não sou filha dele. –digo.
– Então vocês são... Desculpe. – fala Carlos.
– O quê? Não, sou a antiga nora dele, somos amigos pode-se dizer. – explico.
– Ok, bom, já vamos, a mãe dela já deve estar preocupada. – Carlos se despede.
– Antiga nora? – repete Brian pai. – Você namorou meu filho?
– Não, nós meio que estávamos num rolo, um tipo de triângulo amoroso.
– Coitado, mas sem sexo? – papa Gates pergunta.
– Não. Com sexo. – falo, até parece que Syn se contenta com beijinho.
– Você transou com o Brian? – ele pergunta incrédulo.
– Claro. – respondo simplesmente. – Qual o problema disso?
– É que... Ele namora a Michele.
– Namorava. – corrijo. – Agora ele está de rolo com a Joy uma amiga minha.
– Você veio aqui para esvaziar a cabeça certo? – papa Gates pergunta.
– Sim. – respondo.
– Não quer receber visitas certo?
– Certo. Por quê?
– Porque meu filho nos achou. Ou a você ou a mim.
– Cadê ele? – pergunto.
– Chegando aqui.
– Droga.
– Oi pai tava querendo falar contigo sobre... Nicky? – fala Syn.
– Oi Syn. – falo.
– Estávamos preocupados com você. – ele me abraça.
– Estou bem. –falo.
– Estou vendo, ta ate jogando sinuca com o sogrão. – Syn brinca. – O que foi que aconteceu lá com sua família?
– Não quero falar sobre isso agora. – digo.
– Sogrão? Mas você não me disse que estava com o Matt? – Brian pai pergunta.
– Eu estou com o Matt, me larga Syn. – falo e saio dos braços do Gates. – Você não conhece seu filho? Cheio de graça.
– E se ela estivesse comigo hein pai? Qual o problema? – Brian filho pergunta.
– Ela é mulher demais para você. – responde Brian pai, me sinto lisonjeada.
– Ela é mulher suficiente para quem então? – Syn pergunta ofendido. – Para você?
– Não a vejo dessa maneira, ela é como uma filha para mim. De mulher tenho Suzy já.
– Acho bom viu? – Syn fala. – Não quero dividir minha ex com meu pai, é estranho demais.
– Nós não namoramos Synyster, então não sou sua ex.
– Mas o fato de termos dormido juntos já te faz uma ex. – Syn fala.
– Podem mudar de assunto? – Brian pai reclama. – Não quero saber sobre a vida sexual dos meus filhos.
– Aqui só tem um filho seu. – Brian implica.
– Maneira de dizer. – papa Gates responde.
– Eu sei. – Syn fala. – Mas falando sério agora, estão todos preocupados com você garota.
– Matt e Joy não disseram a vocês que eu estou bem não? – pergunto.
– Disseram sim, mas tentamos te ligar e você não atendia.
– É porque desliguei meu celular, pois como disse na mensagem, eu queria ficar sozinha. – falo.
– Desculpe ter te atrapalhado. – pede papa Gates.
– Foi legal não ter ficado sozinha. – falo.
– Mas agora que a senhorita já esfriou a cabeça e já curtiu um hotel cinco estrelas, que tal dar notícia aos outros hein? – Syn sugere.
– Tá. – digo. – Me dê seu celular que falo com eles agorinha mesmo.
– Pessoalmente Nicole, pessoalmente. Quem sabe nós não te ajudamos?
– A encontrar meu verdadeiro pai, já que minha verdadeira mãe morreu quando eu nasci?
– Você foi adotada? – Syn pergunta.
– Não, meu pai traiu a mulher dele e não pôde ficar comigo porque não saberia como contar a sua mulher que teve uma filha fora do casamento e com uma amante.
– Caralho. – Brian filho fala.
– Pois é. – respondo.
– Você precisava mesmo de um tempo para processar tudo isso.
– Pois é. – repito.
– Mas todos estão preocupados com você, dê pelo menos uma passada lá.
– Tá bom. – me rendo. – Vou só fechar a conta e volto para casa.
– Quer carona? – Syn pergunta.
– Quero. Tchau viu Brian pai? – digo, ele abre os braços.
– Tchau Nicole. –Brian pai me abraça. – Se cuida.
– Pode deixar. Se ela não se cuidar eu e Matt cuidamos dela. – fala Syn. – Tchau pai. – Syn vai abraçar ele.
– E quem disse que eu quero abraçar marmanjo? – Brian pai brinca e abraça o filho.
– Vamos. – Syn me diz e me segue para meu quarto Eu abro a porta e Syn se joga na minha cama. – Tem o que para comer?
– Olha ali no frigobar. – falo juntando minhas coisas.
– Porra não tem uma cervejinha? Que hotel de merda. – Syn reclama.
– Tinham três Heinekens, mas eu acabei com elas ontem. As garrafas ainda estão na do lado da hidro.
– Tem uma hidro é? – pergunta Syn. – Maneiro. – ele tira os sapatos e a blusa.
– O que é que você está fazendo? – pergunto.
– Indo para a hidro.
– Nós não tínhamos que ir embora? – pergunto.
– Isso foi antes de eu saber que tem uma hidro. Você vêm? – ele pergunta.
– Nem quero nem iria, a Joy é meio ciumenta.
– Tua amiga é mó gostosa. – Brian fala.
– Ela não é um objeto.
– Eu sei, mas eu acho que eu sou. Pelo menos para ela, ela transa comigo e quando eu acordo ela não está lá.
– o fodão reclamando sobre isso? Pensei que você gostasse, nada de compromissos.
– Eu até gosto, mas porra, transar comigo e me largar é foda, não sou um objeto sexual!
– Então as mulheres que você abandonava depois de gozar eram?
– Eu não sabia que era tão ruim. – ele diz sinceramente tirando a calça (ficando de cueca) e entrando na hidro. – Se eu soubesse não teria feito, pelo menos esperaria a garota acordar para eu dar o fora.
– Nossa, remédio para raparigueiro é raparigueira.
– Só eu sendo tratado como eu tratava pra eu entender mesmo viu? É foda.
– O que você acha da Joy? – pergunto.
– Ela é legal, divertida, gatona, gostosa e sabe me enlouquecer na cama.
– Então você gosta dela?
– Não sei. Mas acho que vou pedi-la em namoro.
– Sério? – fiquei surpresa.
– Você deixa?
– Só sob uma condição. – eu falo.
– Qual?
– Não magoei minha amiga. Se você magoar eu decepo seu bilau. – ameaço. – Com os dentes.
– Pelo menos vai rolar um oral antes. – ele ri.
– Se fuder Gates. Eu gosto do Matt e você da Joy.
– O pior que é verdade, se eu não gostasse só comeria ela uma vez mesmo, no máximo duas. E nunca, nunca sequer pensaria em pedir ela em namoro. Alguma coisa ela fez comigo viu?
– Minha amiga sabe como conquistar um cara.
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