Notas iniciais
Everybody loves Papa Gates, então criei um capítulo com ele, além do que né? Eu também o adoro. Espero que gostem

No outro dia eu desço para tomar café da manhã, chego no restaurante e vejo o Papa Gates sentado numa mesa sozinho, ele me vê e acena para mim, convidando-me a juntar-me a ele. Eu vou e me sento ao lado dele.

– Bom dia Brian pai. – cumprimento-o.

– Bom dia Nicole. – ele diz e me dá o cardápio. – Sugiro as panquecas marroquinas, são deliciosas.

– Vou querer isso mesmo. – falo fechando o cardápio.

– Então, – o garçom para perto da mesa. – duas panquecas marroquinas por favor. – Brian pai pede.

– Sim, e para acompanhar? – o garçom pergunta.

– Suco de amora. – dizemos eu e papa Gates ao mesmo tempo. Nós sorrimos.

– É meu favorito também. – ele diz.

– É uma delicia. – comento.

– Então? Descobriu alguma coisa sobre seu pai? – ele pergunta.

– Não, nem pesquisei na verdade.

– Esse é um assunto complicado.

– Põe complicado nisso.

– Mas algo me diz que ele mesmo vai te contar.

– Por que você diz isso? – pergunto.

– Qual pai não iria querer uma filha feito você? – ele sorri.

– O meu, que, segundo a minha mãe, ele sempre cuidou de mim de longe, não quis me conhecer pessoalmente para não se apegar a mim, porque ele não saberia como contar para a esposa sobre seu extra conjugal. – falo.

– Mas pelo menos ele cuida de você a distância, significa que ele gosta de você, se não gostasse te largaria na casa da sua mãe e sumiria no mundo.

– E ficaria assim por 21 anos?

– Você já tem 21?

– Sim, fiz a pouco tempo.

– Nossa. – ele fala surpreso. – Você aparenta ter menos.

– Todo mundo diz isso. – falo rindo.

– É porque você é baixinha, não ganhou fermento suficiente. – ele brinca.

Nossas panquecas chegam e nos comemos, conversando e rindo bastante.

– Já conversou com o Matt? – ele me pergunta.

– Não ainda, meu celular está desligado. – respondo entre garfadas.

– Ele e os outros devem estar preocupados com você. Eu sem dúvidas estaria.

– Mais tarde eu ligo ok? – tranquilizo-o. – Cadê a Suzy?

– Ela... Por que a pergunta? – ele fala estranhamente. Espero que ele não esteja desconfiado assim porque está traindo a Suzy, ela não merece isso.

– Porque ela é sua esposa, é uma pergunta normal. – falo.

– Ah, sim. Bem, ela está bem.

– E a Mckenna? – pergunto. – Ela é uma fofa.

– Ela está ótima, pintou o cabelo de verde vê se pode. – ele fala rindo.

– Eu também gostava de pintar o cabelo. – falo.

– Acho que está no sangue. – ele diz, eu sorrio. – Quero dizer, nós da família Haner somos meio revoltados mesmo, gostamos de chamar a atenção.

– Quem não gosta? – falo.

– Você não quer jogar uma sinuca não? – ele sugere. – A Mckenna adora, mas ela não está aqui e eu não gosto de jogar sozinho.

– Tipo um programa pai e filha? – pergunto.

– Han?

– Você faz isso com sua filha, mas como ela não está eu posso ajudar. Isso é um programa pai e filha. – digo rindo

– Ah sim, um programa pai e filha mas sem...

– Sem sua filha Mckenna e comigo.

– Exato, você vai servir.

– E já que não sou sua filha não preciso me preocupar em deixar você ganhar. – digo. – Vou acabar com você na sinuca.

– Então você vai jogar?

– Jogar? – pergunto. – Eu vou é te humilhar. – eu sorrio. – Com todo respeito viu Brian pai? – não vou chama-lo de Brian, Brian é para o Syn e não para ele, pessoas com o mesmo nome confundem meu juízo já avariado.

Terminamos de comer eu pego minha carteira para pagar meu café da manhã.

– Desculpe, mas o homem e astro aqui sou eu. – ele sorri. – Então serei um cavalheiro e pagarei a conta, você será uma boa dama e não reclamará certo?

– Tá, mas só dessa vez. – digo.

– Nas próximas eu arranjo mais argumentos. – ele diz e paga.

– Sinuquinha agora? – pergunto.

– Com certeza. – ele vai me guiando até o salão de jogos.

Arranjamos uma mesa e ajeitamos as coisas, ele dá a primeira tacada.

– Vou acertar a 12 naquela caçapa. – digo e aponto.

– Duvido. – ele fala.

– Você vai ver, vou tacar na branca, que vai bater na de número oito e acertará em cheio a 12, fazendo-a cair direitinho no lugar que eu disse. – falo e taco, acontece exatamente como descrevi, e ainda acabo acertando a oito numa das caçapas. – Há! – digo.

– Mandou bem. – ele diz.

– Eu sei o que faço. – me gabo.

Continuamos jogando, chegam duas pessoas e pedem para jogar contra nós numa disputa amigável, deixamos, eu e Brian pai contra Carlos e Leticia. Ganhamos deles e eu comemoro.

– Há! – digo e abraço Brian pai.

– Você e sua filha são mesmo bons. – fala Carlos.

– Muito obrigado. – Brian pai fala.

– Mas não sou filha dele. –digo.

– Então vocês são... Desculpe. – fala Carlos.

– O quê? Não, sou a antiga nora dele, somos amigos pode-se dizer. – explico.

– Ok, bom, já vamos, a mãe dela já deve estar preocupada. – Carlos se despede.

– Antiga nora? – repete Brian pai. – Você namorou meu filho?

– Não, nós meio que estávamos num rolo, um tipo de triângulo amoroso.

– Coitado, mas sem sexo? – papa Gates pergunta.

– Não. Com sexo. – falo, até parece que Syn se contenta com beijinho.

– Você transou com o Brian? – ele pergunta incrédulo.

– Claro. – respondo simplesmente. – Qual o problema disso?

– É que... Ele namora a Michele.

Namorava. – corrijo. – Agora ele está de rolo com a Joy uma amiga minha.

– Você veio aqui para esvaziar a cabeça certo? – papa Gates pergunta.

– Sim. – respondo.

– Não quer receber visitas certo?

– Certo. Por quê?

– Porque meu filho nos achou. Ou a você ou a mim.

– Cadê ele? – pergunto.

– Chegando aqui.

– Droga.

– Oi pai tava querendo falar contigo sobre... Nicky? – fala Syn.

– Oi Syn. – falo.

– Estávamos preocupados com você. – ele me abraça.

– Estou bem. –falo.

– Estou vendo, ta ate jogando sinuca com o sogrão. – Syn brinca. – O que foi que aconteceu lá com sua família?

– Não quero falar sobre isso agora. – digo.

– Sogrão? Mas você não me disse que estava com o Matt? – Brian pai pergunta.

– Eu estou com o Matt, me larga Syn. – falo e saio dos braços do Gates. – Você não conhece seu filho? Cheio de graça.

– E se ela estivesse comigo hein pai? Qual o problema? – Brian filho pergunta.

– Ela é mulher demais para você. – responde Brian pai, me sinto lisonjeada.

– Ela é mulher suficiente para quem então? – Syn pergunta ofendido. – Para você?

– Não a vejo dessa maneira, ela é como uma filha para mim. De mulher tenho Suzy já.

– Acho bom viu? – Syn fala. – Não quero dividir minha ex com meu pai, é estranho demais.

– Nós não namoramos Synyster, então não sou sua ex.

– Mas o fato de termos dormido juntos já te faz uma ex. – Syn fala.

– Podem mudar de assunto? – Brian pai reclama. – Não quero saber sobre a vida sexual dos meus filhos.

– Aqui só tem um filho seu. – Brian implica.

– Maneira de dizer. – papa Gates responde.

– Eu sei. – Syn fala. – Mas falando sério agora, estão todos preocupados com você garota.

– Matt e Joy não disseram a vocês que eu estou bem não? – pergunto.

– Disseram sim, mas tentamos te ligar e você não atendia.

– É porque desliguei meu celular, pois como disse na mensagem, eu queria ficar sozinha. – falo.

– Desculpe ter te atrapalhado. – pede papa Gates.

– Foi legal não ter ficado sozinha. – falo.

– Mas agora que a senhorita já esfriou a cabeça e já curtiu um hotel cinco estrelas, que tal dar notícia aos outros hein? – Syn sugere.

– Tá. – digo. – Me dê seu celular que falo com eles agorinha mesmo.

– Pessoalmente Nicole, pessoalmente. Quem sabe nós não te ajudamos?

– A encontrar meu verdadeiro pai, já que minha verdadeira mãe morreu quando eu nasci?

– Você foi adotada? – Syn pergunta.

– Não, meu pai traiu a mulher dele e não pôde ficar comigo porque não saberia como contar a sua mulher que teve uma filha fora do casamento e com uma amante.

– Caralho. – Brian filho fala.

– Pois é. – respondo.

– Você precisava mesmo de um tempo para processar tudo isso.

– Pois é. – repito.

– Mas todos estão preocupados com você, dê pelo menos uma passada lá.

– Tá bom. – me rendo. – Vou só fechar a conta e volto para casa.

– Quer carona? – Syn pergunta.

– Quero. Tchau viu Brian pai? – digo, ele abre os braços.

– Tchau Nicole. –Brian pai me abraça. – Se cuida.

– Pode deixar. Se ela não se cuidar eu e Matt cuidamos dela. – fala Syn. – Tchau pai. – Syn vai abraçar ele.

– E quem disse que eu quero abraçar marmanjo? – Brian pai brinca e abraça o filho.

– Vamos. – Syn me diz e me segue para meu quarto Eu abro a porta e Syn se joga na minha cama. – Tem o que para comer?

– Olha ali no frigobar. – falo juntando minhas coisas.

– Porra não tem uma cervejinha? Que hotel de merda. – Syn reclama.

– Tinham três Heinekens, mas eu acabei com elas ontem. As garrafas ainda estão na do lado da hidro.

– Tem uma hidro é? – pergunta Syn. – Maneiro. – ele tira os sapatos e a blusa.

– O que é que você está fazendo? – pergunto.

– Indo para a hidro.

– Nós não tínhamos que ir embora? – pergunto.

– Isso foi antes de eu saber que tem uma hidro. Você vêm? – ele pergunta.

– Nem quero nem iria, a Joy é meio ciumenta.

– Tua amiga é mó gostosa. – Brian fala.

– Ela não é um objeto.

– Eu sei, mas eu acho que eu sou. Pelo menos para ela, ela transa comigo e quando eu acordo ela não está lá.

– o fodão reclamando sobre isso? Pensei que você gostasse, nada de compromissos.

– Eu até gosto, mas porra, transar comigo e me largar é foda, não sou um objeto sexual!

– Então as mulheres que você abandonava depois de gozar eram?

– Eu não sabia que era tão ruim. – ele diz sinceramente tirando a calça (ficando de cueca) e entrando na hidro. – Se eu soubesse não teria feito, pelo menos esperaria a garota acordar para eu dar o fora.

– Nossa, remédio para raparigueiro é raparigueira.

– Só eu sendo tratado como eu tratava pra eu entender mesmo viu? É foda.

– O que você acha da Joy? – pergunto.

– Ela é legal, divertida, gatona, gostosa e sabe me enlouquecer na cama.

– Então você gosta dela?

– Não sei. Mas acho que vou pedi-la em namoro.

– Sério? – fiquei surpresa.

– Você deixa?

– Só sob uma condição. – eu falo.

– Qual?

– Não magoei minha amiga. Se você magoar eu decepo seu bilau. – ameaço. – Com os dentes.

– Pelo menos vai rolar um oral antes. – ele ri.

– Se fuder Gates. Eu gosto do Matt e você da Joy.

– O pior que é verdade, se eu não gostasse só comeria ela uma vez mesmo, no máximo duas. E nunca, nunca sequer pensaria em pedir ela em namoro. Alguma coisa ela fez comigo viu?

– Minha amiga sabe como conquistar um cara.

Notas finais
E ai bitches? O que acharam?