Syn A Milanesa Ou Matt Ao Molho Shoyu?
16 Conversas Maternas
Notas iniciais
Já se passaram três dias desde as perseguições, as meninas vieram me visitar, e os Avengers também – menos o Matt, que nem sequer me mandou uma mensagem ou me fez uma ligação – e o Arin só volta para a casa dele para pegar roupas, nem recebi mais nenhuma ligação estranha nem vi mais a loira do bar. Ontem o Mathias veio me visitar, estavam todos aqui em casa, ele amou conhecer os outros Avengers, Mathias jogou Guitar Hero com o Syn e ele muito bonzinho deixou meu sobrinho ganhar. Mathias adorou o Brian, mas amou mesmo o Arin, talvez por ele ter aquela cara (e físico) de criança, e talvez pelo fato dele não ter largado o Mathias, eles correram, pularam, brincaram, e só paravam para pegar fôlego, foi muito divertido de se ver. Gena e Joy – que eram as únicas que estavam aqui – saíram, ficamos só eu e Arin, que se sentou ao meu lado no sofá e passou o braço pelo meu ombro.
– Bora pra farra hoje a noite? – ele pergunta.
– Não estou muito afim não. – digo.
– Normalmente eu diria que você nunca tá afim e blá-blá-blá, mas hoje não porque vou sair com uma gostosa.
– Se não queria a minha presença por que me convidou?
– Porque sou educado.
– Não é aquela mulher da casa que invadimos não, é?
– Infelizmente não. Mas se fosse ela você seria bem vinda, eu ficava com ela e você com o namorado dela.
– Obrigada por me dizer que eu seria seu passaporte para putaria.
– Disponha. – ele diz e beija minha bochecha. – Estou indo.
– Mas não é só de noite?
– Quer minha companhia né? Sinto te desapontar gata.
– Nossa. Nunca mais poderei ver a luz do dia depois disso. – dramatizo. – Dá logo o fora Ilejay.
– Eu vou mesmo, tenho umas coisas para resolver antes de cair na gandaia.
– Divirta-se. – digo.
– Eu vou. E como eu vou.
– Entendi o seu como, viu?
– Sabia que você entenderia. – ele pega seu casaco e sai rindo.
Vou para a internet jogar um pouco, fico bem uns cinquenta minutos lá, paro para comer, pego uma Ruffles e um copão de coca-cola, batem na porta, deve ser o Arin, só para variar, ele não tem mais casa. Eu abro a porta sorrindo.
– Entra Arin. – digo sem olhar a pessoa.
– Isso são maneiras de abrir a porta? – me olho antes de olhar para a pessoa, eu estava de sutiã branco e um short curto, finalmente me toco de quem era.
– Mãe? – pergunto mais que surpresa.
– Lembrou que tem mãe agora mocinha? – ela reclama entrando na minha casa.
– E você? Lembrou que tem filha? – retruco.
– E tem como eu me esquecer disso?
– Desculpe ser um encosto na sua vida. Desculpe ter nascido. – falo.
– Antes fosse. Quem é Arin? Ele mora aqui com você? Você dorme com ele?
– Quem morreu? –pergunto. – Não, porque para você ter vindo me ver, essa é a única explicação.
– Ninguém morreu.
– Então o que a senhora quer mãe?
– Primeiro que você se vista. –ela fala.
– Eu estou vestida. – digo. – E estou na minha casa, como tem sido a anos, aqui você não manda em nada.
– Me respeite moça. Sou sua mãe.
– Não. – digo. – Você deixou de ser minha mãe no momento em que me rejeitou quando escolhi um curso diferente do que você queria para mim. No momento em que ameaçou me botar para fora de casa, caso eu não seguisse o que você queria.
– Como você queria que eu reagisse? Você tinha pintado os cabelos, botado um piercing, feito uma tatuagem, e ainda queria mudar o curso? Estava virando uma rebelde.
– E por isso você me expulsou de casa?
– Ameacei.
– Não muda a intenção.
– Você que saiu de casa.
– Você me convidou a isso. – digo.
– Chega. Eu não vim ate aqui para isso.
– E o que é que a senhora quer?
– Precisamos conversar. É um assunto muito sério. – a senhora Louise minha mãe diz.
– Nicky? – pergunta alguém, eu me viro para ver, era o Matthew, tenho que admitir que meu coração deu um pulo quando o vi.
– Esse é o Arin? – pergunta minha mãe.
– Não é o Arin.
– E quem é? Quantos caras dormem com você? – ela questiona.
– Ele e eu não... – olho para Matthew. – Acho que não temos nada.
– Acha? E o Arin? Você também acha que não tem nada? Você dorme com os caras e só? É pura luxúria? – ela reclama. – Eu não posso acreditar nisso, é demais para mim. – ela esbarra em Matt e vai saindo da minha casa.
– Mãe. – grito. – Espere. – a sigo. – Eu preciso... – falo ao cruzar com o Matthew.
– Vá. – ele diz.
– Mãe! – corro atrás dela.
– Você está namorando um drogado? – ela critica.
– Ele não é um drogado! – defendo. – E também não é meu namorado.
– Então quem ele é? Um dos caras que você dorme por luxúria?
– Quer sabe mãe? O que eu faço ou deixo de fazer não é da sua conta. Eu que me mantenho...
– E você acha que eu não sei que sua irmã lhe dá dinheiro todo mês?
– E a senhora acha que o que ela me dá ajuda muito? Não. Ajuda sim, mas não o suficiente.
– Já entendi tudo. –ela diz. – Então você vende o seu corpo para pagar as contas?
– Não sou uma prostituta eu trabalhava numa boate – antes de conhecer meus Avengers –, era bartender. Enfim, isso não interessa, o que a senhora tem para me falar?
– Não estou em estado de espírito bom para lhe contar nada. – ela fala e entra num taxi. – Depois nós conversamos.
– Mãe! – falo, mas o taxi já tinha saído. – Merda!
Ouço um assobio, e lembro-me de como eu estava vestida, volto para o apartamento e tranco a porta, só me lembro que tenho visita quando vejo Matthew sentado desconfortavelmente numa poltrona. Vou para meu quarto sem falar com ele, e visto um blusão, o maior e mais feio que eu tenho, não quero ele me olhando com desejo ou qualquer outra coisa. Quero que ele me olhe nos olhos invés de olhar meu corpo. Volto para a sala, fico em pé na frente dele e cruzo os braços.
– Diga. – falo friamente.
– Eu... – ele começa, mas para.
– Você...?
– É que eu não...
– Você não o quê? Pretende completar alguma frase?
– Eu não devia... – ele para novamente, só alimentando minha raiva.
– Ter me beijado? Ter transado comigo? Ter me pedido em namoro?
– Não foi só isso. – ele diz.
– Ah então tem mais? O que mais você não devia ter feito? – pergunto.
– Você vai me deixar terminar uma frase?
– Não depende de mim.
– Não foi só sexo. – eu ia interromper, mas me controlei. – Foi am... – ele respira fundo. – Foi amor. Não fizemos sexo, fizemos amor. – ele espera que eu fale alguma coisa. – Nenhum comentário?
– Prefiro ouvir você falar. – digo de braços cruzados e olhando para o lado.
– Olhe... – ele se levanta e se aproxima de mim. – Eu sei que fui um idiota naquele dia.
– Foi mesmo. – afirmo.
– Eu... É só que...
– Você não tem que me explicar nada Matthew.
– Eu precisei de três dias longe de você para ver o quanto você é importante para mim. – ele se aproxima ainda mais de mim e segura meu queixo, fazendo-me olha-lo nos olhos. – Você não sabe o quanto me doeu quando você disse que não temos nada, e quando afirmou que eu não era seu namorado? Só me doeu mais e mais. E saber que isso é culpa minha... – eu novamente ia interrompê-lo, mas ele disse: – Espere, não me interrompa ainda. – eu viro a cabeça para o lado, ele me vira para encará-lo novamente. – Eu nunca senti nada assim, nada tão... Avassalador como o que eu estou sentindo por você. Eu... – ele sorri. – Eu te amo guria. – fui no céu e voltei com essa frase.
Ele sela suas palavras com um beijo demorado e cheio de – sim eu posso usar essa palavra – amor. Nunca me senti tão feliz em toda a minha vida, é como se cada parte do Matt me preenchesse, ou melhor, me transbordasse, sim, eu estava amando aquele ogro tatuado. Dou um murro no ombro dele.
– O que foi que eu fiz? –ele reclama.
– Demorou muito. – falo e abraço o pescoço dele beijando-o mais e mais.
Eu vou empurrando ele para trás, já faziam três dias que eu não... Será que ele...
– Espere. – paro nosso beijo.
– Que foi? – ele pergunta.
– Você dormiu com mais alguém nesse meio tempo? – pergunto.
– Nem que eu quisesse eu ia conseguir. – ele volta a me beijar, eu interrompo outra vez.
– Mas você queria. – digo.
– Queria.
– E não arranjou uma prostituta por ai? – pergunto.
– Não sabia que você era ciumenta. – ele brinca. – Não queria prostituta, eu queria você. E só você.
– Acho bom mesmo viu?
– Quer mesmo ficar conversando? – pergunta ele impaciente para me beijar.
– Depois de três dias? A última coisa que eu quero é conversar. – eu digo e o beijo fazendo-o deitar-se no sofá, eu fico em pé, ele me beija, eu o impeço.
Dou meu melhor sorriso safado e tiro meu blusão corta tesão.
– Gostei do shortinho. – Matt aprova.
– Vai me preferir sem ele. – digo e abro o zíper.
– Não tenho dúvidas disso. – ele beija minha barriga, eu fico o olhando.
Ele abaixa meu short, eu o empurro para trás, sento em sua perna e lhe beijo, depois me levanto e tiro a camisa dele. Ele vem me beijar, mas eu o impeço novamente, hoje quem estava no comando era eu. Ele põe as mãos para trás num sinal de rendição e eu aproveito a deixa – dou outro sorriso sacana – e passo minhas mãos em seu peitoral tatuado até chegar a sua calça, abro o botão e o zíper lentamente – sempre o olhando com carinha de safada. Beijo um pouco abaixo do seu umbigo, ele alisa meus cabelos. Aproveito a belíssima visão de um Shadows com uma cueca Box branca, antes de fazer sua cueca desaparecer. Começo os serviços da noite dando bastante atenção ao seu Junior – que já estava bem disposto. Ouço os gemidos de Matt e só fico ainda mais incentivada, agarro seu membro com a mão e ajudo com o movimento, ele geme cada vez mais. Sinto que ele fraqueja, já? Ainda quero brincar.
– Você hoje viu? – Matt elogia.
– Estou pervertidíssima. Agora relaxa e goza. – eu sorrio. – Literalmente.
– Você vai me deixar brincar também?
– Talvez depois. – começo a beijar seu peitoral, despejo inúmeros beijos molhados lá antes de chegar ao seu pescoço.
Provoco Matt o máximo que consigo, beijo seu pescoço, dou chupões, mordisco sua orelha, aliso Matt Junior, coisas assim. Ele não aguenta mais ser provocado, pega meus cabelos e me beija, alisando meu corpo seminu. Suas habilidosas mãos logo encontram o fecho do meu sutiã, ele joga meu sutiã longe e beija meus peitos, ele junta os dois e os lambe deliciosamente. Ele vai me deitando no sofá enquanto beija meus peitos, depois ele tira minha calcinha e começa a me lamber e chupar, ele já sabia exatamente como eu gostava então fez muito bem, eu que fraquejei dessa vez. Ele sorri e lambe minha barriga, lembro-me que eu que estava no comando dessa vez, então o faço ficar sentado no sofá e sento-me em cima de seu membro. Posição normal, mas que eu amo. Entre pulinhos – ou cavalgadas – e reboladas sinto uma explosão dentro de mim que escorre pelas minhas pernas, Matt gozou.
– Desculpe. – ele pede.
– Eu tenho anticoncepcional, relaxa. – beijo-o novamente e dou mais umas reboladas nele.
Nos levantamos e vamos para a parte de trás do sofá, eu me apoio nele e Matt me penetra por trás. Ele dava estocadas e beijava meu pescoço, isso estava me deixando louca de prazer, sem falar que uma de suas mãos estava alisando e apertando meu peito e a outra estava na minha intimidade. Eu não conseguia fazer outra coisa se não gemer, Matt arfava em minha orelha. Eu estava quase lá, Matt percebeu isso e me deu estocadas mais lentas e profundas, enquanto alisava cada vez mais minha intimidade. Solto meu maior gemido, sim o orgasmo. Matt sai de mim satisfeito e nos sentamos no chão atrás do sofá, ele me dá beijos calmos e satisfatórios.
– Quer água? – pergunta Matt se levantando, eu observo aquela linda bundinha branca.
– Quero.
– Ai meu Deus! – grita Joy que pelo visto tinha chegado em casa.
Matt olha para seu amiguinho depois para Joy e sorri.
– Por que tem um sofá de merda na frente? – ela reclama e bate o pé.
– Como é? – pergunto apoiando a cabeça no sofá.
– Nada linda. – ela fala e me manda um beijo. Ela pega meu sutiã. – Não me diga que vocês transaram na sala?
– Humrum. – fala Matt com a cabeça, parecendo uma criancinha. – Transamos, cuidado para não encontrar umas manchinhas nele tá?
– Ai que nojo. – Joy fala.
– Nojo. Até parece, vai dizer que você não fez isso com o Haner? – fala Matt.
– É diferente. – ela fala.
– Que eu saiba é tudo igual. – diz Matt.
– Tá bom gente. Já deu de discutir sobre isso. – falo.
– Merda. – reclama Joy. – Por que tem um sofá no meio cara? Temos que rearrumar essa sala.
– Deixe de ser ridícula que o Matt é meu. – digo.
– Ui virou propriedade agora foi? Eu não deixava não Matt. – Joy diz.
– Sou propriedade privada dela. – Matt diz.
– Aff. – Joy reclama olhando para o corpo do meu Matt, bendito seja esse sofá.
– Vamos para o quarto Shads. – falo e fico na frente dele, impedindo Joy de olhar a melhor parte dele.
– Deixa de ser chata Nicky! – Joy reclama esticando o pescoço. Matt dá um pulo para o lado e rebola, deixando seu Junior bem soltinho.
– Epa! – falo e começo a rir. Ele se esconde novamente atrás de mim, bem, ele tenta se esconder atrás de mim, afinal, ele é um ogro e eu quase uma anã.
– Agora sei porque você o escolheu. Bem dotado viu amiga? – Joy fala.
– Poxa! – brinco. – Não me denuncie.
– É, o papai aqui pode. – ele põe as mãos na cintura.
– E o papai ai também pode passar para o meu quarto agora mesmo. – digo.
– Já estou a caminho. – ele diz e se vira.
– Quem bundinha gostosa em Shadows? Dá vontade de dar uma mordida. Nhac! – fala Joy.
– Isso só eu posso. – digo e dou uma tapa na bunda dele.
– E pode também aproveitar e se vestir, não preciso te ver nua. – Joy reclama.
– Como se fosse a primeira vez. – falo.
– Vocês já...? – pergunta Matt.
– Não. – respondemos eu e Joy.
– Mas estudávamos juntas e tínhamos que tomar aqueles banhos coletivos. – explico.
– Que pena. Eu adoraria um ménage. – ele brinca.
– Ménage só se for com outro cara. – digo. – Se for outra mulher só se essa mulher for a Megan Fox.
– Então...
– Não Matt. Estou brincando. – corto logo o barato dele.
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