Sympathy For The Devil 2
11 Como minha mãe trava uma guerra
Notas iniciais
Em primeiro lugar: MILHÕES DE DESCULPAS! Eu não queria ter atrasado assim (3 SEMANAS!) mas não tive opção. Mesmo. O clima está terrível - para mim - aqui em casa. É, as coisas complicaram.
Mas o que importa é que eu voltei, bitches!
Agora sim, vamos ao meu surto:
KASSIA SUA COISA LINDA DA TIA DEIXA EU TE DAR UMA MORDIDA MENINA!
VADIAS, A KASS RECOMENDOU A FIC! INVEJEM! INVEJEM! LALALALALA!
Kass, VALEU MESMO, isso significa MUITO para mim. Mesmo.
2 - A ANNA VOLTOU! AWE!!!!!! *Faz festa* DONA ANNA MACKAGAN SUMIDA DA SILVA VOLTOU TODA ESPULETA PARA A ALEGRIA DAS LOLIS RANGER! EBA!
3 - GANHEI LEITORES NOVOS! VIVA! Sintam-se TODOS bem - vindos, ouviram? KKKKK
Agora sim a história. Ah, ultima coisa.
ADIVINHEM QUEM TEM O LIVRO DO SLASH?? EU! ME INVEJEM ETERNAMENTE!
Tá, parei. É.
Enjoy o capitulo!
Bom, até agora eu tenho certeza de três coisas:
1-Ou minha está usando maconha ou ela parou de vez com os remédios de controle de personalidade dela, já que a coitada parece um tanto irritadiça e ao mesmo tempo empolgada. Acho que o nome disse é transtorno bipolar.
2-Cherrie está namorando oficialmente com Zick para o completo desespero do meu irmão.
3- Eu por falar no meu irmão, o idiota está sendo um cretino com Damian, já que para descontar sua frustração amorosa de ter perdido a garota da sua vida (Pelo menos é o que o coitado acredita que Cherrie é. Certo James, faça-me rir) ele usa o tempo livre para encher o saco do fumante tentando adapta-lo aos padrões americanos. Aparentemente Damian não parece nem um pouco feliz em ter James no pé dele, mas é isso, ou ter James ouvindo Crazy do Aerosmith com minha mãe, ao lado de uma caixa de lencinhos e uma garrafa de vinho e afundando todas suas mágoas em tortas prontas compradas no K-Mart perto de casa.
Definitivamente, algumas semanas podem mudar a vida de pessoas. Por exemplo a de Cherrie, que agora que está namorando, se tornou uma pessoa romântica e centrada. Uma Claire, resumindo a história.
Já a vida do meu irmão se limitou basicamente encher a paciência de Damian e azarar algumas líderes de torcida que não viajaram para o Mauí ou foram para o campeonato inter-estadual de animadoras de torcida.
E enquanto meu irmão faz drama por nada, minha doce e compreensiva mãe passa por uma fase que chamaremos de nível I da depressão.
Pelo mesmo foi o que o psiquiatra dela disse na ultima consulta (ele vem em casa analisar ela. E consequentemente toda a família acaba servindo de cobaias para analises nada freudianas. Eu por exemplo, sofro de síndrome de Asperger, a partir da observação dele do meu relacionamento com meu irmão).
Na minha opinião, minha mãe está agindo como uma pirada assim por que quer a atenção do meu pai. É a única teoria plausível aos sintomas dela, que incluem ouvir discos do Aerosmith, Three Dogs Night e Barry Manilow acompanhada de uma garrafa de whisky e enfiada num roupão o dia inteiro.
E eu já falei o que ela fez com o cabelo dela? Ela o cortou!
Tia Glister quase teve um infarto quando veio nos ver ontem. Na verdade, ela estava se lixando para mim e meu irmão, já que nem se deu ao luxo de nos cumprimentar. Simplesmente jogou aquele casaco de pele de milhares de coelhos em cima de mim e rumou em direção ao quarto da minha mãe, de onde se ouvia One dos Three Dogs Night. Concluímos que aquela visita foi na verdade uma invasão domiciliar planejada e estratégica para tentar impedir minha mãe de fazer mais alguma loucura.
Ficamos ao pé da escada para ouvir tudo, mas o encontro durou pouco. Apenas tempo o suficiente para tia Glister soltar um berro de puro terror ao ver o novo visual da minha mãe. Afinal, ela esperava uma tatuagem nova, ou um piercing na língua. Mas minha mãe cortar todo o cabelo e ficar a cara da Twiggy, só que morena, foi um pouquinho demais, e isso realmente perturbou Glister a ponto de ela descer as escadas furiosa e sair arrancando com o porshe vermelho na rua.
Agora, minha mãe está andando pela casa novamente. Mas diferente desses últimos dias, hoje ela decidiu que seria legal talvez vestir algo ao invés do usual roupão.
- Vai a algum lugar? – perguntei a vendo vir da cozinha, vestida num tubinho azul marinho e sapatos de salto. Talvez ela tenha decidido voltar a trabalhar.
- Vou – ela disse estranhamente feliz e assustadora ao mesmo tempo. Parecia um daqueles psicopatas antes de cometer o crime. Dava para sentir a ansiedade e a excitação dela de longe. Isso me preocupava.
Engoli seco. Ela pos os óculos escuros e se virou para mim.
- Estou bem?
- Claro – dei os ombros. Mesmo com os cabelos mal cortados e a pele incrivelmente pálida por ter ficado mais de uma semana reclusa a um quarto, minha mãe continuava mais bonita que eu.
- Ótimo – ela falou quase dando pulinhos e foi em direção a porta.
- Hey... Mãe... Aonde mesmo você vai? – perguntei cautelosa.
- Fazer uma visita.
- A tia Glister? – suspirei aliviada. Provavelmente ela queria ir até a casa de Glister desfazer o mal – entendido do cabelo e...
- Não. Vou oferecer minhas boas vindas a nova vizinha.
- O QUÊ?!
Ela sorriu sadicamente.
- Quero deixar claro que ela é muito bem vinda no bairro e... me desculpar pelo ocorrido anterior.
Certo, minha mãe está usando drogas. Pesadas.
Quero dizer, nem ela, nem meu pai nunca usaram a palavra ‘me desculpe’. Nunca. Nem uma vez. Geralmente eles se entendem bem assim, já que os dois são teimosos como mulas e igualmente arrogantes. Por isso costumam se aproveitar de gestos ao invés de pedir desculpas na pratica. Um presente, um favor... coisas assim.
E ver minha própria mãe dizendo que iria pedir desculpas para aquela mulher me fez ter os piores pensamentos de como seria a morte de Perla.
- O que foi? – ela disse cinicamente – É errado querer ser uma pessoa melhor?
- Mãe, você está bem? – perguntei histericamente.
- Claro que estou Mitchigan. Pare de drama.
Arregalei meus olhos.
- Mas... É a Perla mãe! Mãe, deixa eu ir com você?
- Não. Fique aqui.
- Mãe, eu quero ir! – insisti. Ela parecia irritada – Eu quero aprender a ser uma pessoa melhor. Como você.
Os olhos dela brilharam e ela baixou a guarda.
- Ganhou minha atenção. Continue.
Sorri triunfante. Minha mãe era durona, mas era só elogia-la que ela fazia o que você quisesse.
- E então, posso ir?
Ela mordeu os lábios.
- Pode. Vamos logo então.
Atravessamos a rua e paramos diante da porta de alvenaria. Minha mãe apertou a campanhia.
- Esqueceu a torta, mãe – ri, zombando do costume das vizinhas fazerem tortas de boas vindas. E acreditem, a torta da minha mãe já matou dois gatos.
- Ela vai ser a torta, querida – minha mãe respondeu sorrindo cruelmente.
Pobre Perla.
- Mãe, se tivermos que mata-la e...
- Mitchigan, não vou deixar você sujar suas mãos no sangue dela. Apenas assista e fique de bico fechado se por acaso a policia baixar. Ou você e seu irmão vão ter que ficar com a avó de vocês. E aposto que você não querem ficar com a Augusta, querem?
- Não – falei rapidamente. Vovó Augusta podia fazer uns cookies de outro planeta, mas em questão de amor e paciência, ganhava da minha mãe (sinta o poder do sarcasmo).
- Garota esperta.
E apertou novamente a campanhia.
...
Perla não parecia nada a vontade conosco, mas tentava aparentar que ela e minha mãe eram velhas amigas.
- Vão querer mais suco?
- Na verdade, você tem vodka? – minha mãe pediu na maior cara de pau. A encarei escandalizada. Pelo jeito cinco anos entre a reabilitação e os A.A. foram perca de tempo.
- Tenho – Perla pegou e serviu num copo para minha mãe, que discretamente cheirou o conteúdo no copo, para se certificar que não era veneno. Rolei os olhos e ela entornou o copo.
- Bom, fico feliz de receber a visita – Perla disse sem rodeios – Mas... Qual o motivo?
Minha mãe fez uma careta e balançou a cabeça após engolir a bebida.
- Ah, viemos dar as boas vindas, certo mãe? – incentivei minha mãe a ser sociável e simpática.
Como sempre, não deu certo.
- Isso, e outra coisa também – ela disse solenemente.
- Oh não... – gemi.
Perla cerrou os olhos.
- Queria dizer que acho demais você e meu marido terem tido um caso no passado mas eu ficaria imensamente feliz se você parasse de dar em cima dele.
- Ou o que? – Perla desafiou.
Minha mãe se levantou bruscamente do sofá e Perla fez o mesmo. Ah, que lindo, elas vão se matar.
- Ahm... Sabiam que violência só gera mais violência? – tentei.
- Quem disse isso? – Perla perguntou ainda de olho na doida da minha mãe.
- Gandhi, eu acho.
- Se Gandhi soubesse o quanto é bom espancar vadias, ele não diria isso! – Minha mãe afirmou categórica.
- Me chamou de vadia?
- Se a carapuça serviu – minha mãe retrucou.
Mas o golpe final foi de Perla.
- Se você não tem capacidade de segurar o próprio marido, não é minha culpa.
Minha mãe ficou chocada. Sem fala. Nunca vi uma mulher tão estupefata desde que tia Glister perdeu o posto de chefe da Associação de Pais e Mestres ano passado.
Decidi tomar uma providencia antes que minha mãe matasse Perla com o salto do Jimmy Choo.
- Quem é você para falar assim com ela sua... Encalhadona! Pelo menos ele casou com ela e não com você!
Ponto para mim. Perla tomou um choque.
- Não se mete, pirralha.
- Olha como se dirige a minha filha, encalhada – minha mãe se empolgou – Ele escolheu a mim e não a você. Inveje. Vamos embora, Mitchigan.
Sai mostrando a língua para Perla, no maior estilo criança mimada.
Assim que saimos na rua, minha mãe parecia que ia fazer a dançinha da felicidade.
- Chutamos o traseiro daquela vaca com estilo – ela comemorou – Me sinto bem melhor agora.
- Isso é muito bom – sorri.
- Vocês vão ficar na casa da Glister hoje. Eu e seu pai vamos sair.
- Espere... Hoje?
- É. Algum problema?
- Hã... Não...
James ficaria louco da vida. Hoje que seria o show deles e a tia Glister nunca vai nos deixar baixar na irmandade Beta-Ômega para tocar.
Precisamos de um plano. Urgente.
Notas finais
Próximo capitulo teremos um pouco de Damian/Mitchigan e Cherrie/James (apesar da ruivona estar comprometida com o Zick. EU AMO TRIÂNGULOS AMOROSOS. AMO)
Permito que me queimem viva se eu não postar logo. É.
Por hoje é só, Lolis Rangers!
Bjs
Lolis Ranger AZUL! A-Z-U-L! RUM! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
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