Sympathy For The Devil 2

12 Juventude Retardada - Parte I


Notas iniciais
OI OI OI OI
Demorei MASSSSSSS CHEGUEI RANGERS LINDÕES E TESUDÕES. Sou sexy. Me amem para sempre.
Hoje, primeira parte da festinha da faculdade. Segunda parte já sendo escrita. É. Morram de curiosidade :)
E Ah, pelas minhas contas, faltam apenas 22 COMENTÁRIOS para mim encher o saco do senhor Rose, e com um pouquinho de sorte, botar 1 par de chifres na cabeça da Lana Del Rey :) KKKKKKK Quem der o comentário 100, será meu(minha) madrinha. É.
Agora ao capitulo, ou me empolgo e nunca mais calo a boca.
Enjoy it!

- Cherrie, desliga essa porcaria – meu irmão pediu, no limite da paciência – Essa música é uma bosta.

Cherrie pareceu ofendida.

- Não. Não é. – e aumentou o rádio. Nancy Sinatra fez a casa tremer.

- Cherrie, abaixa isso! Assim sua mãe nunca vai dormir! – me desesperei.

‘Are you ready, boots? Start walkin!´’

Ela bufou.

- Tem razão. Precisamos mais do que nunca que ela durma – e desligou o som.

Para o nosso alívio.

- Que horas vai ser a tal festa, James? – perguntei ao meu irmão, que tentava inutilmente ler um dos livros preferidos de Cherrie. O Iluminado.

- Hum...? – ele murmurou sem tirar os olhos do livro – O que você quer, Mitchigan?

Revirei meus olhos. Meu irmão era quase tão atento quanto minha mãe.

- Quero saber que horas vai ser a droga da festa – falei grosseiramente.

- Falta pouco – ele se limitou a dizer – Escuta, Cherrie, você não pode por Valium no chá da sua mãe ou alguma coisa do tipo? Vamos nos atrasar. E ainda temos que pegar o Damian e o Frank no caminho e...

- Valium? Como eu não pensei nisso? – Cherrie estalou os dedos e sorriu de maneira sádica.

- Cherrie, eu não estava falando sério. Por favor, não drogue a tia Glister... – James suspirou fechando o livro. Finalmente percebera que seria impossível se concentrar na história de um cara possuído e na sua família, quando se tem uma psicopata como Cherrie na cola e uma irmã chata para ajudar no incômodo.

- Não seja estraga prazeres, Jamie – Cherrie reclamou – Pode ser nossa única opção. Ela é uma predadora, atenta a cada movimento dos coelhinhos ingênuos e indefesos. E se os coelhos não forem espertos, eles acabam como o jantar da predadora.

A encaramos confusos.

- Ahm... Cherrie?

- Sim?

- Você andou usando maconha de novo, não andou? – perguntei o mais delicadamente possível. Ela me olhou friamente.

- Não. Só estou falando que devemos domar a fera se quisermos sair em segurança.

- Mas e a parte dos coelhos e...

- Mitchigan, você entendeu. – meu irmão pos as mãos na testa – Tipo, tia Glister é o leopardo e nós somos os coelhos. Coelhos que não querem virar o jantar do leopardo.

- Ou seja, sermos surpreendidos por ela – Cherrie continuou explicando – E está é nossa toca. E precisamos ir até a outra toca, onde é a festa, sem sermos pegos. Sacou?

- Por que vocês não explicam assim de uma vez por todas? – me indignei.

- É que é legal ver você perdida – Cherrie zombou.

Cruzei os braços infantilmente.

- Devíamos usar uma isca – James sugeriu – Para distrair a fera. Já que não temos Valium o suficiente para fazê-la dormir mais de duas horas...

- Quem gostaria de ser a isca? – Cherrie propôs.

Silêncio.

- Bem, sendo assim, eu como mais velha do grupo vou indicar uma pessoa – Cherrie se adiantou – Que é... Mitchigan. Você é a isca.

- O que? Eu? Não! – protestei – Só por que sou a mais nova?

Cherrie e James se entreolharam.

- Sim. E também por que votamos e a maioria quer que você seja a isca.

- Que maioria?!

- Eu. E o James. Duh!

- Isso não é justo!

- Nada é justo nessa vida, irmãzinha... – Meu irmão já me empurrava para fora do quarto de Cherrie – Agora vá lá, e distraia a tia Glister enquanto colocamos os instrumentos no carro.

- Mas como eu vou distrair ela? Ela é muito mais superior que eu! É como tentar enganar Lord Voldemort! Ou Dumbledore! Ou Darth Vader! Ou Gandalf! Ou...

Tive a porta fechada delicadamente na minha cara.

- Imbecil – resmunguei.

Me virei e comecei a descer as escadas em direção a sala onde tia Glister e tio Duff assistiam algo qualquer. Não prestei atenção no que estava passando. Minhas mãos suavam e eu me sentia uma criminosa tentando enganar um detetive profissional.

Cheguei ao pé da escada e tossi tentando anunciar minha presença na sala. Funcionou.

Os dois se viraram repentinamente para ver o que era.

- Ah, oi baixinha – tio Duff me saudou – O que há?

Engoli seco.

- É que eu... hum... é... bem...

Tia Glister franziu o cenho.

- Você está bem querida?

- Na verdade, não, não estou... – confessei.

Eles pareceram preocupados. Afinal, meus pais haviam saído sei lá para onde e confiado eu e meu irmão retardado aos dois. E mesmo eu e ele sendo maiores de doze anos, ainda possuímos a mesma idade mental que tínhamos a essa idade, e, portanto sempre estaríamos sujeitos a fazer alguma merda. E no final, de uma forma ou outra, toda essa merda acabaria recaíndo sob as costas da tia Glister e do tio Duff.

Isso sem contar o quanto puta minha mãe ficaria se um de nós morresse. O preço dos caixões subiu de uns tempos para cá, sabe.

- Está sentindo alguma coisa? – tio Duff quis saber.

- Ahm... Acho que... É, definitivamente eu estou sentido muita dor!

Os dois arregalaram os olhos e correram até mim. Sim, eu tenho o dom da mentira e do fingimento. Já me livrei de muitos castigos dessa maneira.

- Aonde mais dói? – tia Glister me segurava delicadamente, como se eu fosse de vidro e pudesse quebrar.

Pus a mão dramaticamente no peito.

- Aqui – falei com um quê de dor e sofrimento na voz.

- Oh Meu Deus, você está tendo um ataque cardíaco?! – tio Duff falou histérico.

- Duff, pegue uma caneta e um estilete. E ligue para o médico. – tia Glister disse enérgica.

Caneta? Estilete? Ela pretendia me fazer uma cirurgia? Decidi que seria mais inteligente e são da minha parte corrigir aquilo.

- Não! Não! Não estou tendo um ataque cardíaco!

Os dois suspiraram aliviados.

- Estou sentindo meu coração se partir como vidro! – pus a mão na testa e ensaiei o começo de um choro.

Tio Duff pareceu perdido e confuso. Já tia Glister entendeu perfeitamente o que eu quis dizer.

- Ah queridinha! Tão jovem! Venha, vamos nos sentar e você me conta tudo.

Ela me carregou até o sofá de camurça e sentou.

- Vamos lá. Pode começar – ela incentivou.

Tio Duff revirou os olhos.

- Argh, vou dormir... – bufou subindo as escadas em direção ao seu quarto.

Olhei para a escada, tentando enxergar se James ou Cherrie davam algum sinal de vida.

- Mitch? Não quer desabafar? – minha tia parecia curiosa demais.

A encarei. Ela parecia no mínimo ansiosa e atenta a mim. Eu ia ter que inventar uma história muito boa mesmo.

- Bem... Tem um garoto...

- Sim! Sim! – ela parecia que ia ter um surto de excitação. Isso me assustou um pouquinho...

- E ele é bem bonito e...

- Espera aí! Bonito como? É sarado? Rico? Tem um carro? Pelo amor de Deus, Mitchigan, você é pior que sua mãe para narrar histórias amorosas!

Ah, obrigada.

- Quero DETALHES, entendeu? DE-TA-LHES!!! – ela disse psicoticamente.

Se eu ainda tinha duvidas de que se Cherrie era mesmo filha da tia Glister, elas sumiram nesse momento.

- Ah... ok... – assenti traumatizada. Ela voltou a sorrir docemente.

- Ótimo. Continue, queridinha.

Engoli seco e continuei.

- Bom, esse menino que eu gosto, que a propósito é incrivelmente bonito, sarado e charmoso...

Tia Glister suspirou obviamente tentando imaginar o tal menino.

- Loiro, moreno...?

- Hum... O cabelo dele é... Azul.

- Azul?!

- É. Ele é punk, tia.

- Quer um conselho, Mitch? Punks gostam de relacionamentos rápidos e cheios de energia. Por isso, morda, bata, chicoteie e...

Eu ouvia tudo com uma expressão que variava do repúdio ao horror. Minha tia estava me dando conselhos de como dar corretamente para um punk. Isso sim era doentio.

Enquanto eu era obrigada a ter minha inocência corrompida em menos de cinco minutos de conversa com Glister, a ninfomaníaca, James e Cherrie passavam discretos como pôneis, carregando uma bateria por detrás de nós. Só os olhei com uma cara de: Salvem-me. Mas como sempre, fui ignorada solenemente.

Tia Glister também pareceu não nota-los.

- E use bastante couro. Ou não use, né? – e riu. Ri por educação. Na verdade eu queria tapar meus ouvido e cantar alguma coisa bem alto para não ouvir aqueles comentários.

- Quer saber? Simplesmente vá até ele e transe loucamente. Caras gostam de atitude. E de botas de salto alto. Você tem alguma? Não? Eu imaginava. Então vou te emprestar algumas da Cherrie. Botas de salto alto mostram quem manda. Mostram que você é sexy, mas não submissa, entendeu?

Assenti ainda horrorizada. Agora Cherrie vinha carregando um baixo e uma guitarra debaixo do braço. Logo atrás meu irmão carregava um emaranhado de cabos.

Não deram cinco segundos que eles saíram pela porta que meu celular vibrou no bolso.

Discretamente vi a mensagem do meu irmão.

‘Estamos no carro. Vá até o quarto e pule a janela. AGORA!’

- Mitch, você ainda é virgem? – minha tia perguntou nada sutilmente.

- Hum... É... Tia, eu acho que me sinto melhor. Estou com sono. Vou dormir. Boa noite!

Falei tudo isso atropeladamente a deixando levemente desapontada.

- Ah... Tudo bem. Vá lá – ela disse num fio de voz.

Sorri.

- Obrigada pelos conselhos. Vou tentar segui-los.

Elas sorriu de leve.

- Certo. Boa noite, querida.

Subi as escadas pulando de dois em dois degraus e entrei no quarto de Cherrie. Tranquei a porta.

Dois bolos, cobertos até a cabeça, dormiam tranqüilos nas duas camas. Um ruivo e o outro moreno. Cherrie os havia feito.

Abri a janela com cuidado e olhei para baixo. Uma moita. É, eu não me machucaria. Tanto.

Sentei no beiral da janela e fui escorregando com cuidado pelas telhas, até a ponta. Respirei fundo e saltei, caindo na grama fofa que tio Duff cultivava com carinho. Errei a moita por meros vinte centímetros.

Com a bunda dolorida e cheia de mato, corri até o carro parado na calçada e entrei afobada.

- Vamos logo – pedi. James ligou o carro e saímos. Cherrie virou para trás.

- E então, como foi distrair minha mãe?

- Não quero falar sobre isso – determinei – Nem hoje. Nem nunca mais.

...

...

...

...

- COMO ASSIM NÃO VEM?! – meu irmão berrava ao celular com Frank, que acabara de anunciar que, por forças maiores, não compareceria ao show. Detalhe: Ele é a porra do vocalista.

- NÃO ACREDITO QUE FRANK FEZ ISSO COM A GENTE! – Cherrie comentou uns cem decibéis acima.

O barulho daqueles universitários bêbados e retardados impedia que nossa conversa fluísse sem gritos ou gestos.

- BABÁ, CARA?! BABÁ?! VOCÊ PIROU, SUA COISA? – meu irmão parecia indignado – COMO ASSIM VAI BANCAR A BABÁ?!

- Eu sempre suspeitei que ele era gay – Damian deu os ombros.

Finalmente o capitão nicotina fala algo com que eu concorde.

- QUER SABER DE UMA COISA, FRANK?! VAI CAGAR! – James terminou de maneira amigável sua conversa com o idiota do Frank.

Em seguida o celular do meu irmão foi brutalmente atirado contra uma parede próxima.

Isso prova que vocalistas têm um dom sobrenatural de irritar todos os outros integrantes.

- Merda – ele xingou chutando o aparelho – Bosta do Frank!

- E agora, cara? – Cherrie se desesperou.

- Eu não consigo cantar, como sabem, o fumo afeta minhas cordas vocais de modo que eu...

- DAMIAN, CALA A BOCA! –James pediu mostrando o quanto é equilibrado emocionalmente.

- Eu não vou cantar. A bateria fica muito longe do microfone – Cherrie disse em sua defesa.

Meu irmão andava de uma lado para o outro.

- Eu também não quero cantar... – falava consigo mesmo.

- Por que não colocamos a sua irmã? – Damian sugeriu.

O encarei furiosamente. Ele não conseguia parar de dar a opinião irrelevante dele?

Infelizmente meu irmão pareceu aceitar a idéia como única salvação.

- Isso! – comemorou – Todos esses anos dublando Queen no banho devem ter servido para alguma coisa!

- Não esqueça a imitação dela do Iggy Pop – Cherrie lembrou o show de talentos que eu participei há três anos e fracassei.

- Foi um lixo – meu irmão fez uma careta – Mas isso não importa. Se ela cantar como canta no chuveiro, dá para apresentarmos.

- Oi? Eu não acho que gostaria de cantar não... – protestei.

- Mitchigan, estamos nos lixando para o que você quer. Só precisamos que vá lá na frente e cante o que você sabe.

- James, sua delicadeza me emociona – falei ácida.

- Só não cante Maniac do Michael Sambello. Por que isso é muito brega – Cherrie disse.

- Ah! Qual é! É Flashdance, Cherrie. Um clássico! Que tal eu cantar...

- NEM FOOTLOOSE!

Cherrie, estragando sonhos desde Março de 1988.

- Tudo bem. Eu não canto Footloose... – resmunguei.

- Ótimo – Cherrie sorriu aliviada. Diferente de mim, o único filme dos anos 80 que ela gostava era Curtindo a Vida Adoidado.

- A banda antes de nós tocando Smell Like a Teen Spirit... – Damian anunciou levemente em pânico – E o vocalista é a cara do Kurt Cobain...

Estamos ferrados.

- Temos que tentar uma música bem mais contagiante que essa... – Meu irmão roia as unhas.

- Tocamos as músicas dos nossos pais? – Cherrie sugeriu.

- Não! De jeito nenhum! – James disse determinado.

- Mas tocamos o que então?!

- Eu tive uma idéia... – James sorriu de forma estranha – Muito boa...

Notas finais
GLISTER NINFOMANÍACA POR PUNKS!
Pobre Duff. O que não deve ter sofrido com essa criatura sedenta por punks... Espere. O Duff tem alma de punk, então... (6).
Tá, paro. Capitulo dedicado a TODOS que já tiveram A CONVERSA com os pais e quiseram se MATAR depois disso. É.
Prometo não demorar u_u
KISSUS NA BUNDA MEUS RANGERS MULTICOLORIDOS E FASHIONZISTICOS :)
Ranger AZUL PORRA - Lolis :)