Sweet Temptation

30 Capítulo Vinte e Nove - Waking Up


Notas iniciais
Olá, olá! Conseguindo postar no sábado, yey ♥
Espero que gostem do capítulo!
Até a N/A (:
Divirtam-se! hihi

Bella POV.

Escutei o médico dizer mais algumas coisas do outro lado da linha sem realmente entender o que ele estava dizendo. Tudo no que eu conseguia pensar naquele momento era no fato de que meu pai, meu Charlie, não tinha morrido.

Ele tinha acordado.

Disse rapidamente ao Dr. Connor, médico responsável pelo meu pai desde a primeira noite dele no hospital, que chegaria ao hospital o mais rápido possível e agradeci, antes de desligar o telefone. Provavelmente eu tinha sido um pouco mal educada, já que mal escutara o que ele dissera, mas eu realmente não conseguia me importar com aquilo naquele momento.

Corri até o meu quarto e peguei uma roupa qualquer, vestindo-a de forma rápida. Peguei o primeiro par de tênis que vi pelo caminho e o calcei, antes de pegar a chave do carro e correr para fora de casa.

Tudo o que eu queria naquele momento era chegar ao hospital e ver, com meus próprios olhos, Charlie acordado. Pouco mais de seis meses haviam se passado… e agora eu nem conseguia acreditar que tal coisa havia acontecido.

Mas tinha. Ele estava acordado.

Em breve ele viria para casa, em breve ele estaria aqui. Comigo.

Como eu sonhava desde que era pequena, desde que meus pais haviam se separado e eu tinha ido viver em Forks com Renée.

Sentindo a necessidade de chegar ao hospital logo, pisei fundo no acelerador, sem me importar naquele momento com o fato de que eu era uma policial – e chefe de uma delegacia, ainda por cima. Eu só queria ver Charlie logo.

Só isso.

Tentei andar normalmente para dentro do hospital quando saí do estacionamento, ainda sorrindo. Meu coração batia a cada vez mais acelerado e o caminho parecia mais longo, embora isso fosse impossível.

Falei com a mulher da recepção, que àquela altura já me conhecia, e logo me dirigi para o andar que meu pai estava. Assim que saí do elevador, meus olhos começaram a procurar pelo Dr. Connor.

- Com licença. – Eu me dirigi a uma enfermeira que estava passando por mim. – A senhora poderia me dizer onde encontro o Dr. Connor?

Margaret, como dizia em seu crachá, sorriu para mim de forma gentil e virou a cabeça.

- Hmmm... – murmurou. – Ele estava aqui, querida, há alguns minutos...

Eu abri a boca para perguntar se ela tinha ideia de onde ele poderia ter ido, quando escutei alguém me chamando. Agradeci a ela rapidamente e me virei. Carlisle e Esme vinham em minha direção, saindo do elevador que eu estava há pouco, ambos com um sorriso no rosto. Eles gesticulavam, animados, mas eu não consegui entender muito bem o que queriam dizer com tudo aquilo.

- Bella! – Esme repetiu, se lançando em meus braços. – Oh, querida, eu sabia que ele iria acordar!

Retribuí ao abraço de forma automática, meu sorriso morrendo durante alguns segundos. Ver os pais de Edward traziam lembranças que, naquele momento, eu não queria e não podia reviver. Meu pai havia acordado. Eu queria me focar só naquilo.

Nada de Edward, nada de sabotagem. Somente em Charlie.

- Oi, Esme, oi, Carlisle – eu murmurei, balançando a cabeça, tentando afastar tudo aquilo, e logo voltei a sorrir. – O Dr. Connor ligou para vocês também?

- Sim – respondeu ele, cumprimentando-me rapidamente. – Você já conseguiu falar com ele?

Expliquei rapidamente que eu ainda não havia o achado e, juntos, começamos a procurar. Foi mais fácil com Carlisle ao nosso lado, já que ele trabalhava ali durante alguns dias da semana, e logo estávamos sendo guiados para uma sala, onde o doutor nos esperava.

Eu não queria ir para uma sala e esperar. Eu só queria ver Charlie.

- Boa noite. – Ele nos cumprimentou com um sorriso no rosto. – Carlisle, Esme, Bella... Como vão?

- Bem, doutor – respondi rapidamente. – Eu… desculpe-me, mas, será que posso ver meu pai, por favor?

Ele não pareceu incomodado por eu ter sido direta, pelo contrário, seu sorriso aumentou e ele soltou uma risada, como se já estivesse acostumado com tudo aquilo.

- Eu imagino, querida, mas receio que você terá que esperar por um momento – disse. – Seu pai acordou há pouco, como você já sabe, e foi levado para fazer exames.

- Tem algo de errado? – eu indaguei, não tendo pensado naquilo antes. – Quer dizer, há alguma chance de ele piorar de novo ou...

- Respire, Bella – ele me cortou. – Seu pai ficou muito tempo em coma, querida, e esses exames são completamente normais, exames que fazemos em qualquer paciente na mesma situação. Eu sei que é difícil e que você quer vê-lo, mas você poderia esperar um pouco, por favor? Estou indo agora acompanhar um de seus exames e venho lhe contar tudo assim que tiver notícias, ok?

Assenti, mesmo a contragosto.

- Certo – sorriu. – Eu vou lá. Devo estar de volta dentro de alguns minutos, para conversar com vocês, então… fiquem à vontade.

Carlisle seguiu o Dr. Connor para fora da sala, deixando Esme e eu sozinhas. Suspirando pesadamente, e sabendo que eu não podia fazer mais nada a não ser esperar, eu me sentei.

- Vai ficar tudo bem, Bella – ela disse, sorrindo de forma gentil e se sentando ao meu lado. – Vai demorar apenas um pouco e logo você poderá ver seu pai.

Eu sorri para ela e assenti, mas não disse nada, voltando minha atenção para as minhas mãos logo em seguida.

Tivemos que esperar um tempo, talvez pouco, mas muito para alguém que estava ansioso. Quando Connor e Carlisle voltaram, eu estava andando de um lado para o outro na sala, e nem mesmo o sorriso de ambos foi o suficiente para fazer com que eu acalmasse.

- E então, está tudo bem? – eu indaguei, antes mesmo que eles dissessem algo.

E ambos apenas riram.

- Relaxe, Bella. – Carlisle disse. – São boas notícias, ok? Sente-se que iremos lhe contar.

Sentei-me em frente à mesa do Dr. Connor e esperei que ele se sentasse, antes de perguntar se ele estava bem.

- Seu pai acordou, Bella, e embora um pouco confuso sobre o que o trouxe aqui, e tudo o que aconteceu e vem acontecendo, o que é completamente normal, ele está com dificuldades para se locomover e para falar.

Eu engoli em seco.

- Isso é normal? – indaguei.

- Sim – sorriu. – Ele ficou entubado por muito tempo e ficou na cama muito tempo. É perfeitamente normal ele estar assim. Algum tempo fazendo fisioterapia e algumas consultas com um fonoaudiólogo e tudo vai se resolver.

Assenti.

- Certo – murmurei. – Ele vai ter que ficar aqui por muito tempo?

O médico sorriu.

- Iremos realizando alguns exames neurológicos nos próximos dias, apenas por precaução, e para o início destas consultas. Daqui uma semana, uma semana e meia, aproximadamente, ele deve estar indo para casa. Tudo vai depender de como ele vai reagir nos próximos dias.

Eu tornei a assentir.

- Ok, doutor – sussurrei. – Eu posso vê-lo agora?

_

Conversei com o médico durante alguns minutos ainda, antes de ele me liberar para ver meu pai apenas por alguns minutos, já que ele tinha que descansar. Eu concordei com tudo, é claro, ansiosa para poder ver Charlie logo, e andei o mais depressa que pude até o quarto que ele tinha sido transferido. Meu coração batia a cada momento mais acelerado e eu não via a hora de poder estar nos braços do meu pai.

Eu tinha sentido tanta saudade dele.

Uma enfermeira estava saindo do quarto quando eu me aproximei da porta, então não precisei bater. Sorri para ela de forma hesitante e entrei, meus olhos imediatamente se enchendo de lágrimas quando vi meu pai deitado na cama, seus olhos grudados em algo que estava passando na televisão.

- Papai – eu murmurei, já sentindo as primeiras lágrimas caindo.

Eu não o chamava assim há tanto tempo, tantos anos... Mas mesmo assim Charlie imediatamente me olhou.

E sorriu.

- B-bella – ele gaguejou.

Sem me importar com nada, lancei-me no quarto e sentei-me na beirada da cama, já deitando minha cabeça no seu peito. Abracei-o com força, não me lembrando naquele momento que ele tinha acordado há pouco e ainda precisava de cuidados.

Eu tinha quase o perdido, quase ficado sem ele.

E agora ele estava aqui, diante de mim. Vivo e saudável.

Como eu poderia me conter?

- Nunca mais me assuste desse jeito! – eu consegui dizer entre soluços, porque de repente tudo aquilo que tinha acontecido tinha sido demais.

Eu só precisava, nem que fosse por alguns minutos, permitir que o calor dos braços do meu pai fizesse com que eu me sentisse cuidada e segura, de uma forma que eu sempre me sentia quando estava com ele quando eu era criança.

Charlie tentou falar algo, mas se engasgou, fazendo com que eu me afastasse um pouco e respirasse fundo. Limpei as lágrimas, meus olhos presos nos dele, e apertei suas mãos nas minhas, um sorriso nascendo em meu rosto.

- Shhh – murmurei. – Eu sei que você está com dificuldades para falar, então apenas não faça muito esforço, ok? Em breve você vai começar suas consultas e tudo vai voltando ao normal ao pouco. Apenas descanse, pai.

Ele sorriu.

Voltei a abraçá-lo, desta vez com mais cuidado, e sorri ao escutá-lo dizer que tinha sentido minha falta, mesmo com dificuldade. Fechei os olhos e fiquei ali, sentindo seu coração bater contra o meu ouvido, seus braços me envolvendo com delicadeza, mas ao mesmo tempo com segurança.

Exatamente como ele fazia quando eu era pequena.

Edward POV.

Joguei-me na cama e respirei fundo, sentindo cada músculo do meu corpo doer devido aos esforços que eu tinha feito naquele dia e vinha fazendo ao longo daquela semana. Passei as mãos no rosto, tentando espantar o sono – porque eu ainda tinha um treinamento noturno –, e tentei arrumar ânimo para me levantar da cama.

Coisa que eu só fiz depois de meia hora de cochilo.

Tomei um banho longo e quente, sabendo que eu só poderia dormir dentro de quatro ou cinco horas, e quando saí do mesmo, rapidamente engoli uma comida qualquer, só desejando que as horas passassem rápido. Em momentos como esse eu desejava não ter aceitado o convite que um amigo fizera meses atrás, mas eu sabia que tal coisa era o melhor para mim. Esse curso melhoria meu currículo, me faria um policial melhor.

E talvez, assim, eu não fizesse merda novamente no futuro.

Peguei suspirando quando voltei a pensar no que tinha me levado até ali, sentindo meu coração contorcer dentro do meu peito. Era uma sensação estranha, algo com o qual eu não estava acostumado, mas… eu não conseguia simplesmente ignorar, por mais que eu tentasse.

O olhar no rosto dela quando ela voltou da sala do chefe, quando descobrira que eu estava à frente porque eu tinha ajudado na investigação. E depois, quando ela descobrira que seria a chefe, que tomaria conta da delegacia...

Convencer o chefe Gerandy não foi fácil, mas eu usei o curso como desculpa, dizendo que achava que era o melhor para mim. Obviamente, eu não poderia ser o chefe enquanto estivesse aqui, então sugeri que Bella fosse. E quando eu voltasse, aceitei continuar apenas como um policial.

Tentei conversar com Bella nos próximos dias que se seguiram, mas ela me ignorava a todo o momento, se mantendo fria e calma sempre. O único dia, de fato, que eu a tinha visto reagir a algo fora na boate, e mesmo assim não do jeito que eu queria.

Eu estava apaixonado por ela. Muito. E eu só queria que ela me aceitasse de volta, confiasse em mim, mesmo que ainda eu não tivesse ideia do que poderia fazer.

Suspirei pesadamente e balancei a cabeça, não querendo pensar naquilo naquele momento. Talvez esse curso que eu estivesse fazendo fosse uma coisa boa, afinal, ele estava tomando praticamente todo o meu dia.

Eu ficaria aqui durante dois meses, só isso. Tinha aceitado tal coisa também com o objetivo de dar um tempo à Bella. Talvez, quando eu voltasse, ela estivesse disposta a conversarmos. Se não estivesse… bem, eu teria que pensar em uma maneira para fazê-la me ouvir.

Eu não desistiria.

Soltei um gemido de desgosto por não estar conseguindo desviar minha mente daquele assunto e coloquei a louça sua na pia, não me preocupando com ela naquele momento. Terminei de me vestir e arrumar, e parti para o centro de treinamentos, já querendo que estivesse na hora de voltar.

Eu estava exausto, realmente necessitava de uma cama e uma boa noite de sono.

Cinco horas mais tarde me vi me arrastando para o pequeno apartamento onde eu estava ficando, meus olhos mal conseguindo se manter abertos. Tornei a tomar um banho, desta vez mais rápido, e logo em seguida me joguei na cama, deixando que o sono tomasse conta de mim.

Quando acordei, cerca de nove horas mais tarde, eu me sentia um pouco melhor, embora ainda precisasse de um pouco de descanso. Aproveitei as horas de folga e estudei um pouco – já que ao final do curso teríamos uma prova –, e depois fiz um almoço rápido.

Já estava planejando me levantar e começar a me arrumar para ir para o centro de treinamento novamente, quando meu celular tocou. Eu o peguei sem muito interesse e sorri um pouco quando vi que era minha mãe. Ela me ligava constantemente, apenas para saber se eu estava bem.

- Ainda estou vivo e muito bem, dona Esme – eu brinquei, assim que atendi, sem nem mesmo dizer alô.

Estava louco para pedir que ela fosse até a casa de Charlie e conferisse que Bella estava bem, mas eu não tive coragem para tal coisa. Ninguém sabia que tínhamos nos envolvido. No entanto, eu ainda acompanhada, graças a algumas amizades que eu tinha na delegacia, a investigação acerca de John. Ele não tinha desistido dela, eu tinha certeza. Provavelmente só estava esperando que alguém se distraísse para que ele pudesse ter a sua vingança.

- Edward – minha mãe disse, tirando-me de meus rápidos devaneios –, eu tenho uma ótima notícia para te dar...

Eu sorri, mesmo que ela não pudesse ver.

- O quê? – indaguei.

- Charlie, Edward – ela murmurou. – Charlie acordou.

Fiquei calado durante alguns minutos, sem saber se tinha escutado bem. sentei-me imediatamente na cama, um sorriso enorme tomando conta do meu rosto.

- Sério? – tornei a indagá-la. – Ele está bem? Alguma seqüela? Quando ele vai para casa? Ele vai poder voltar a trabalhar?

Minha mãe riu.

- Acalme-se, filho – ela disse. – Ele acordou ontem, à noite, e está fazendo alguns exames. Está bem, mas vai levar algum tempo para se recuperar. Ele provavelmente vai voltar ao trabalho, mas não por agora. Talvez daqui alguns meses, eu não tenho certeza. Não sou médica, você sabe disso.

Eu ri, e depois parei, me lembrando de uma pessoa.

- E... Bella? – ele indagou. – Ela já sabe?

Esme tornou a rir.

- É claro que ela sabe, ela foi a primeira a saber – respondeu. – O médico ligou para o seu pai em seguida, e nós nos encontramos no hospital.

Eu parei para pensar por um momento e franzi o cenho.

- Ela não me ligou nem nada para falar que ele tinha acordado – eu murmurei.

- Bella está ocupada, querido – riu. – Ela está dividindo seu tempo entre cuidar da delegacia e ficar com o pai. Charlie vem passando por sessões de fisioterapia, tendo consultas com um fonoaudiólogo... Ela provavelmente se esqueceu.

Eu assenti, mesmo que minha mãe não pudesse ver, não muito convencido disso. Eu sei que tinha errado com ela e tudo o mais, mas… ela sabia que eu gostava de Charlie, me importava com ele e o visitava todos os dias... Por que não me contaria que ele tinha acordado?

- Entendi – murmurei, mesmo que eu não tivesse entendido.

- Eu vou lhe manter informado de tudo, Edward – minha mãe continuou. – Te falaria para ligar para Charlie e conversar com ele, mas Bella não quer que ele se esforce tanto, então… assim que estiver tudo certo, te aviso, ok? Tenho certeza que Charlie vai ficar feliz por você estar aí.

- Tudo bem, mãe – suspirei, fechando os olhos. – Me mantenha informado, por favor? E diga a Charlie que eu desejo melhoras e que pretendo terminar o curso rápido para poder voltar mais cedo...

Nós conversamos durante alguns minutos, mas minha mãe logo desligou, dizendo que entraria em contato em breve. Permaneci sentado durante mais alguns minutos, a raiva começando a tomar conta de mim.

Por que Bella não me avisara? Ela, mais do que qualquer um, sabia que eu me preocupava com Charlie, já que eu o visitava sempre, muitas vezes o visitando com ela... Eu sabia que tínhamos coisas para revolver e conversar, mas… nem mesmo uma mensagem para avisar que o pai dela estava bem?

Bufando, e sabendo que nós precisaríamos conversar em breve, eu me levantei da cama e comecei a me arrumar para sair, não querendo pensar naquilo naquele momento. Mantive meu celular comigo, para o caso de minha mãe precisar falar comigo ou alguém do hospital, rezando para que o tempo passasse logo e eu pudesse voltar para casa.

Para Seattle.

- É, Bella – eu murmurei, enquanto pegava minha carteira e jaqueta, e me dirigia para a rua. – Nós, definitivamente, precisamos conversar.

_

Os dias se transformaram em semanas e as semanas em meses. Todos os dias eu conversava com a minha mãe ou meu pai – nunca com Bella – sobre o estado de Charlie, e quando o mesmo começou a melhorar, passei a telefonar-lhe, apenas para saber se tudo estava indo bem.

Logo minha última semana de cursos – mais provas, mais treinamentos, mais conclusões – chegou e eu me vi sem tempo para nada, e mal parava no pequeno apartamento próximo ao centro de treinamento. Eu estava ansioso – e muito – para que aquela semana acabasse, eu recebesse os resultados e pudesse ir embora logo.

Estava cansado de dar um tempo à Bella, um tempo para que ela se acalmasse e aceitasse conversar comigo. Em meio a tudo o que eu estava fazendo, vinha planejando o que faria para recuperar sua confiança, e por mais que meu plano ainda não estivesse totalmente concluído, eu já sabia por onde começar.

Eu pediria ajuda.

Não sabia se daria certo, não sabia o que eu realmente iria fazer, mas eu não iria ficar de braços cruzados, apenas esperando que ela se acalmasse e me ouvisse. Talvez demorasse um pouco, mas eu já estava ficando desesperado.

Precisava disso, precisava que ela confiasse em mim, precisava que ela soubesse que me arrependi.

E precisava principalmente que ela acreditasse que eu estava apaixonado por ela.

Nos próximos dias, me entreguei ao curso, dando o máximo de mim, não querendo que aqueles dois meses fossem em vão. E valeu a pena. Alguns dias depois que tudo terminou e todas as minhas malas se encontravam praticamente prontas, somente esperando o resultado para que eu fosse embora, eu o recebi.

Juntamente com o certificado por ter feito aquele curso.

Com um sorriso no rosto e ainda um pouco incerto sobre o que eu iria fazer nos próximos dias, sem saber o que exatamente eu encontraria quando chegasse em Seattle, eu me despedi de todos ali, eu me despedi de Nova York.

E entrei no avião sabendo que daqui para frente era tudo ou nada. Eu não deixaria Bella escapar. Eu recuperaria sua confiança e a faria acreditar que eu estava apaixonado por ela.

Nem que fosse a última coisa que eu fizesse na vida.

Notas finais
N/A: Papai Charlie acordou uhul ♥ E amei escrever essa cena dos dois juntos, venho esperando por isso desde que decidi não matá-lo haha. Espero que tenham gostado também. Quanto ao Edward, sim, ele só ficou "um capítulo" fora. Meu objetivo foi isso, dele dar um tempo à Bella e tudo o mais. Vamos ver quem ele vai procurar pra pedir ajuda e vamos ver se a Bella vai escutá-lo.
Cruzem os dedinhos pra eu conseguir postar no sábado que vem haha. Amanhã tem capítulo novo de WFY, então, até lá.
xx