Sweet Temptation

31 Capítulo Trinta - Advices


Notas iniciais
Olá, olá. Edward voltando, Charlie melhorando hihi
Espero que gostem do capítulo!
A gente se fala na N/A (;

Bella POV.

Permaneci com meu pai durante mais alguns minutos, mas logo disse a ele para descansar, afastando-me de seu abraço. Eu não conseguia parar de sorrir, ainda não conseguindo acreditar que ele estava acordado e que em breve, eu assim esperava, ele poderia ir para casa.

Ajeitei a coberta ao seu redor e lhe dei um beijo no rosto, antes de me afastar. Liguei para Chloe, apenas para avisar que eu estava no hospital com o meu pai e que provavelmente só aparecia mais tarde em casa. Depois, fiquei com ele durante um tempo no quarto e só saí quando tive a certeza de que ele estava dormindo profundamente.

Deixei Esme e Carlisle entrarem, me sentindo um pouco culpado por não ter os chamado antes, mas eles não pareceram se importar muito com isso. Eles estavam, assim como eu, felizes por Charlie ter acordado, e só queriam ficar um pouco com ele, antes de irem para casa e descansarem. Eles voltariam à tarde, depois que Charlie tivesse suas consultas e mais alguns exames, e ficariam com ele enquanto eu estivesse no trabalho.

Fui para casa rapidamente e peguei tudo o que eu precisava para passar a noite no hospital. Eu sabia que meu pai estava cansado e que provavelmente dormiria até cedo, mas eu queria ficar com ele o máximo que eu pudesse; eu tinha sentido falta disso.

Liguei para minha mãe a caminho do hospital, não me importando com a hora. Ela não pareceu se importar, e me fez prometer que eu diria a Charlie que ela mandara melhoras e que viria visitá-lo assim que pudesse. Pensei em ligar para Alice, mas desisti de tal coisa, não querendo que ela começasse a fazer perguntas sobre Edward e eu, como ela sempre fazia quando nos falávamos. Ao invés disso, apenas lhe mandei uma mensagem, avisando da boa notícia e pedindo que ela entrasse em contato comigo quando pudesse.

Não dormi muito bem naquela noite, já que tal coisa era impossível em um hospital, mas não me importei. Toda vez que uma enfermeira entrava no quarto para verificar meu pai, eu acordava, mesmo quando ela fazia o menor barulho possível. Quando o relógio marcou pouco antes das seis da manhã, eu desisti de tentar dormir e utilizei o banheiro do quarto, voltando a colocar roupas casuais.

Corri até uma lanchonete não muito longe dali um pouco mais tarde, quando Charlie acordou e foi levado para exames. Conversei com a fonoaudióloga que o acompanharia nos próximos dias e com o fisioterapeuta quando voltei, me sentindo mais aliviada quando escutei as boas notícias deles. Charlie passaria por um tempo de recuperação, mas, ao que tudo indicava, ele ficaria bem.

– Pai?

Eu abri a porta após bater duas vezes e sorri quando o vi sentado, terminando de almoçar. Sentei-me na ponta da cama e pousei a mão no seu braço, feliz por ele estar se alimentando.

– Eu vou ter que ir trabalhar em breve – comecei, e seus olhos imediatamente se pousaram nos meus quando em mencionei tal coisa –, mas Carlisle e Esme vão vir ficar com você, ok? Estarei de volta quando eu sair da delegacia.

Charlie sorriu.

– V-você e-está g-gostando de lá? – ele indagou, ainda com um pouco de dificuldade.

Meu sorriso morreu um pouco quando abri a boca para contar que era chefe da delegacia, mas eu logo balancei a cabeça e falei – não querendo me lembrar de Edward naquele momento e de tudo o que tinha acontecido. Senti meu coração inchar de felicidade quando vi o orgulho nos olhos do meu pai e continuei a contar tudo a ele, obviamente emitindo a parte de John, Edward e o perseguidor de Renée. Eu não queria contar tais coisas a ele ainda.

Assim que Carlisle e Esme chegaram, eu me despedi de Charlie, prometendo voltar mais tarde.

– T-tome c-cuidado – ele disse, e eu sorri, me lembrando de sempre dizer a ele a mesma coisa quando eu era pequena.

– Pode deixar – ri.

Saí do hospital e me dirigi à delegacia, ansiosa por voltar logo. Charlie começaria suas sessões na fisioterapia e suas consultas com a fonoaudióloga ainda hoje, e infelizmente eu não poderia estar por perto.

Contei a diversos colegas de seu trabalho que ele tinha acordado e que estava indo tudo bem assim que cheguei, e me peguei sorrindo ao ver todos comemorando. Falei que ele ainda teria de passar um tempo no hospital e que teria que se recuperar, mas logo estaria em casa, e eles começaram a se organizar para ir visitá-lo aos poucos. Mergulhei de cabeça no trabalho, sabendo que quanto mais cedo eu terminasse de fazer tudo aquilo, mais cedo eu poderia sair.

Infelizmente, tive reuniões naquele dia, principalmente com Sam e Chloe, que foi chamada apenas para nos informar se ela tinha visto alguma coisa diferente na casa do meu pai nesses poucos dias que ela estava comigo.

Mas ela não tinha.

Os sinais que tínhamos de John continuavam o mesmo, ou seja, praticamente nada. Fora aquele dia que ele tinha provocado tumulto na rua e baleara dois de nossos policiais e a mensagem que ele me enviara no final de semana do casamento de Alice… nós não tínhamos tido nenhuma notícia.

– Continue tomando cuidado, chefe – Sam disse, sua expressão fechada enquanto analisava tudo que estava espalhado pela mesa. – Eu não acredito que ele simplesmente desistiu.

Eu suspirei e apenas concordei, antes de voltar ao trabalho. Quando enfim deu a hora de sair do mesmo, eu praticamente voei até o hospital, ansiosa por ver Charlie. Ainda era difícil de acreditar que ele tinha acordado.

Tornei a conversar com os médicos, apenas para saber como tudo tinha ido, e depois fui ao seu quarto, onde passei um tempo com ele. Falei da delegacia, de como eu gostava do trabalho – ainda emitindo o que havia emitido mais cedo –, somente querendo ver aquele sorriso que ele dava e aquele brilho de orgulho em seus olhos. Mais uma vez passei a noite no hospital, querendo passar todo o tempo possível com Charlie.

_

As semanas começaram a se passar de forma rápida e eu me via a cada vez mais feliz ao ver as melhoras do meu pai. Ele já falava com menos dificuldade e conseguia andar com ajuda, embora se cansasse um pouco mais rápido do que o normal. Era um processo, eu sabia, mas não conseguia negar; estava ansiosa para que ele ficasse totalmente bom logo.

Seus exames continuavam a dar normais, o que me deixava ainda mais tranquila, e se tudo continuasse a correr bem, logo ele poderia a ir para casa.

O que começou a me preocupar. Chloe teria de continuar conosco, já que John ainda não havia sido pego e Charlie não teria condições de ajudar, caso precisasse. Lugar para dormir não era um problema, ela poderia muito bem começar a dormir no meu quarto, mas… meu pai teria que saber o porquê de ela estar ali.

E algo me dizia que ele não ficaria muito feliz por eu não ter contado antes.

Tentei adiar o máximo que eu pude, mas quando recebi a notícia de que em breve Charlie iria para casa, resolvi contar-lhe tudo o que tinha acontece – tirando algumas partes, coisas que ele não precisava saber, é claro.

– Oi, pai – eu sorri para ele assim que fechei a porta do quarto atrás de mim, me sentindo de repente muito nervosa.

Eu vinha tentado evitar pensar em Edward nos dias que tinham se passado, por mais que fosse difícil, não querendo começar a fazer perguntas que eu não podia responder, mas estava sendo difícil. Constantemente eu me via lembrando de como as coisas eram como ele estava aqui, de como eu sentia falta da forma que seus braços me rodeavam, de como...

Eu suspirei pesadamente e balancei a cabeça, tentando afastar tais pensamentos.

Por mais que eu não quisesse admitir, eu sentia a falta dele. E muita. E doía pensar em tudo o que ele tinha feito, muito embora eu não entendesse o porquê. Já havia se passado algum tempo… eu não deveria me sentir assim ainda, deveria?

– Aconteceu algo, Bella? – Charlie indagou, desviando os olhos da televisão.

Ele já começava a falar com menos dificuldade, embora em alguns momentos – geralmente depois de passar muito tempo falando – ainda gaguejasse um pouco. Eu sorri para ele e me sentei, pegando sua mão na minha.

– Tenho uma coisa para te contar – eu comecei, olhando em seus olhos. – Mas não é nada demais e eu quero que fique calmo, ok?

Ele estreitou os olhos, mas assentiu, sem dizer nada, provavelmente esperando que eu começasse a falar.

Comecei contando sobre a disputa para o cargo de chefe da delegacia e falei que Mark tinha escolhido Edward e eu como parceiros. Comecei a falar sobre John e meu pai somente assentiu a cabeça, comentando que já tinha ouvido falar nele e que queriam prendê-lo faz tempo. Expliquei diversas coisas – tirando a parte de Edward e eu nos agarrando –, e depois contei de John e em como ele tinha jurado que se vingaria de mim algum dia.

Parei por um momento para tomar fôlego, sabendo que a parte difícil estava para vir, e depois continuei, sabendo que meu pai não estava entendendo aonde eu queria chegar.

– Ele fugiu da prisão tem um tempo já – murmurei. – E fez algumas ameaças a mim. Então, uma viatura está ficando em frente à sua casa durante o dia e a noite, e uma colega de trabalho está vivendo comigo, apenas para o caso de eu precisar.

– E você não me falou isso antes por quê? – ele indagou, suas mãos se fechando em punhos.

– Sinto muito, pai – mordi o lábio inferior. – Eu não queria que você se preocupasse nem nada do tipo, ok? Mas por favor, fique tranqüilo. John sumiu, mas ele não vai conseguir viver escondido para sempre.

Ele suspirou e balançou a cabeça, e antes que eu pudesse pensar em dizer mais alguma coisa ele me puxou para os seus braços, me abraçando forte.

– Vai ficar tudo bem, pai – murmurei, o abraçando de volta. Você vai ver.

Ele ficou calado durante algum tempo, apenas me abraçando forte.

– Não vou deixar nada acontecer com você, Bella – ele sussurrou. – Eu prometo.

Eu fiquei calada e apenas sorri, aproveitando o abraço dele.

– Eu sei, pai – sussurrei por fim. – Eu sei.

Edward POV.

Eu soltei um suspiro de alívio quando coloquei meus pés no aeroporto de Seattle, e me arrastei pelo local, só querendo pegar minha mala e ir para o meu apartamento. Já era tarde e por mais que eu quisesse, o quanto antes, resolver todo o problema com Bella e provar a ela que ela poderia confiar em mim novamente, eu sabia que só poderia começar a fazer tal coisa no dia seguinte.

Peguei minha mala e saí do aeroporto, meus olhos à procura de um táxi. Acenei para o primeiro que vi e entrei no mesmo assim ele parou, dando o endereço da minha casa.

Esses quase dois meses que eu havia ficado fora tinham passado muito rápido, o curso acabando um pouco antes do que eu esperava. Eu sabia que todo muito só me esperava aqui dentro de alguns dias e sabia que Bella ficaria surpresa quando me visse na delegacia amanhã.

Por mais que eu sentisse falta dela e por mais que eu quisesse recuperar sua confiança logo, eu ainda estava com raiva por ela não ter me avisado que Charlie tinha acordado e que estava bem.

Tomei um banho rápido e comi assim que entrei em casa, antes me arrastar para cama e me jogar na mesma. Fechei os olhos e suspirei, desejando que aquelas horas se passassem rápido.

Amanhã, eu iria conversar com meu pai e pedir por um conselho.

E depois… depois eu iria até Charlie.

Ele era como um segundo pai para mim e… eu precisava do conselho dele também

_

Liguei para o meu pai assim que acordei e combinei de me encontrar com ele em uma lanchonete próxima ao hospital dentro de uma hora. Tomei meu tempo tomando um banho e desfiz minha mala rapidamente, separando as roupas sujas e limpas. Deixei as sujas separadas em algum canto, próximas à porta de entrada do meu quarto; assim eu me lembraria de levá-las quando chegasse em casa mais tarde.

Entrei no meu carro e dirigi até a lanchonete, já encontrando o carro do meu pai estacionado próximo dali. Estacionei atrás e entrei na mesma, meus olhos já à procura dele.

– Edward! – ele me abraçou quando parei ao seu lado, sorrindo. – Eu pensei que você só chegaria aqui na semana que vem!

Eu retribuí ao abraço e sorri de volta, antes de me afastar e me sentar à sua frente, de repente me sentindo um pouco nervoso.

– Eu consegui terminar o treinamento e fazer as provas antes do que o esperado, na verdade – dei de ombros. – Então, decidi fazer uma surpresa.

Ele riu.

– Você devia ter me avisado para eu trazer sua mãe – ele disse. – Não acho que ela vai ficar muito feliz quando descobrir que você voltou e que não avisou a ela.

Eu ri.

– Na verdade, pai – murmurei –, eu meio que queria conversar com você... É algo meio… acho que ninguém esperava, mas...

Ele franziu a testa.

– O que aconteceu? – indagou.

– Eu meio que preciso da sua ajuda para algo – continuei. – Não sei se vai dar certo, mas… estou meio que desesperado.

Ele ainda parecia meio confuso e abriu a boca para dizer algo, mas eu o impedi e comecei a falar, contando tudo que tinha acontecido entre Bella e eu desde que ela tinha chegado a Seattle – emitindo, obviamente, alguns detalhes.

– Eu cometi um erro com ela – murmurei, minha cabeça baixa, não querendo ver a acusação em seus olhos. Eu sabia que ele e minha mãe não ficariam muito felizes com o que eu havia feito, primeiro porque não tinham me criado assim e segundo porque eles tinham Bella como filha. – Eu sei disso e sei que provavelmente ela nunca vai me perdoar, mas… estou apaixonado por ela, pai, e queria tanto outra chance.

Escutei-o suspirar, mas não tive coragem de levantar a cabeça e olhar em seus olhos. Não ainda, pelo menos.

– Você tentou dizer a ela que sentia muito? – ele indagou. – Tentou falar de seus sentimentos com ela?

Eu neguei imediatamente, e engoli em seco.

– Bella não quer me escutar – suspirei. – Eu tentei conversar com ela, mas ela me ignora. Ela age como se nada tivesse acontecido e… eu simplesmente não sei o que fazer...

Ergui minha cabeça e fitei meu pai nos olhos, e soltei um suspiro de alívio quando não vi nenhuma acusação ali; eu não conseguiria lidar com isso.

– Você tem alguma ideia do que posso fazer? – perguntei.

Ele sorriu.

– Infelizmente, confiança é algo difícil de construir, filho – começou. – Você errou com Bella, errou feio, mas eu sei que está arrependido. Por que você não tenta mostrar tal coisa a ela? Não a pressione demais e nem entre em brigas, muito menos faça coisas que vá se arrepender depois. O fato de você ter ido até uma boate e ela ter te visto com outra não ajuda muito...

Eu assenti.

– Eu sei – murmurei. – Estava pensando em tentar conversar com ela hoje. Só não sei se vou ser capaz de fazer isso, pai. Eu meio que fiquei chateado por ela não ter ligado e avisado que Charlie acordou.

Carlisle suspirou.

– Eu infelizmente não posso te dizer o porquê de ela ter feito isso – disse. – Bella nunca comentou nada sobre você nem comigo e nem com a sua mãe, e por mais que eu pensasse que um dia vocês acabariam ficando juntos, desde que eram crianças ainda, não tinha ideia de que o dia tinha chegado e que já tinha, inclusive, acabado.

Tornei a assentir.

– Você vai a delegacia hoje? – indagou.

– Provavelmente – dei de ombros. – Vou passar no hospital, conversar com Charlie e depois devo ir para lá.

Conversei com meu pai durante mais alguns minutos, pedindo conselhos sobre uma coisa ou outra. Combinei de ir jantar com ele e minha mãe naquele mesmo dia, e depois me despedi, indo em direção ao hospital. Fazia alguns meses que eu não falava com Charlie, mas para mim parecia uma eternidade.

– Boa noite – eu parei uma velha senhora na recepção, sorrindo gentilmente para ela. – Você poderia me informar qual é o quarto onde Charlie Swan está, por favor?

Ela sorriu e assentiu, antes de se virar para o computador e digitar alguma coisa. Eu esperei me sentindo mais ansioso a cada minuto que passava. Eu mal conseguia acreditar que depois de tantos meses, eu finalmente iria poder falar com Charlie novamente.

– Ele está no quarto 302, querido – ela disse. – O horário de visitas acabou de começar, então...

– Obrigado – eu sorri.

Afastei-me após um aceno e caminhei até o terceiro andar, não ligando para o elevador. Bati à porta assim que fiquei diante da mesma e sorri ao escutar um ‘entre’.

– Charlie? – eu chamei, antes mesmo de entrar completamente no quarto.

Um sorriso ainda maior nasceu em meu rosto quando ele desviou os olhos da televisão e sorriu para mim.

– Edward! – disse, parecendo animado. – Eu não sabia que você iria chegar essa semana...

Eu sorri para ele e caminhei até a cama, o abraçando e dizendo o quão feliz eu estava por ele estar bem.

– Eu pensei que você ia voltar para casa mais cedo – eu disse, assim que me afastei. – Minha mãe tinha comentado que você não ficaria muito tempo no hospital...

– Bella tinha medo de que eu ficasse sozinho em casa – revirou os olhos – e insistiu para que eu ficasse aqui até estar completamente curado. Amanhã mesmo estou voltando para casa, e devo lhe dizer que estou bastante ansioso para isso. Não agüento mais ficar preso aqui.

Eu ri.

– E o curso, como foi? – ele indagou.

Durante alguns minutos, nós conversamos sobre o curso que eu tinha feito, e as consultas e exames dele. Depois que terminamos, ficamos em um silêncio agradável. Charlie voltou a assistir a televisão e eu continuei olhando para ele, pensando em uma boa maneira de começar a falar aquilo que estava me consumindo por dentro.

– Você sabe que eu te conheço desde sempre, não sabe? – Charlie indagou de repente, desligando a televisão e se virando para mim novamente. Eu franzi a testa e apenas assenti, não entendendo o que ele queria dizer. – Eu sei que você quer me dizer algo filho, então apenas diga.

Eu sorri.

– Eu não acho que você vai ficar feliz depois que eu te contar isso – murmurei. – Provavelmente, vai me odiar.

Ele ergueu a sobrancelha e sorriu.

– Não acho que eu vá te odiar – comentou. – Por que apenas não me diz logo o que é?

Parei por um momento, meus olhos percorrendo o quarto antes de repousar nele novamente. Eu apertei minhas mãos uma na outra e suspirei.

– Eu meio que me apaixonei por Bella – comecei. – Mas meio que também cometi um erro e agora ela me odeia, e não sei o que fazer para ela acreditar em mim novamente.

Desviei os olhos dos de Charlie novamente, antes que ele pudesse processar o que eu havia dito, com medo de ler o ódio em seus olhos. Permaneci olhando para a cama ao invés disso, me sentindo a cada minuto mais nervoso.

– Eu pensei que esse dia nunca chegaria. – Charlie finalmente disse, rindo um pouco. – Eu, Renée, sua mãe e seu pai sempre comentamos que um dia Bella e você ficariam juntos, mas… não imaginei que para isso eu precisaria passar alguns meses em coma.

Levantei meu olhar para ele novamente, surpreso ao encontrá-lo sorrindo.

– Sabe, Edward – ele continuou, antes que eu pudesse dizer alguma coisa –, um de seus colegas de trabalho, Mike, veio aqui me visitar algumas vezes e ele disse que vocês tinham sido parceiros durante muito tempo... Tentei conversar com Bella sobre isso, mas ela sempre desviava o assunto e eu via algo nos olhos dela... Ela pode não saber ainda, mas tenho quase certeza de que ela está apaixonada por você também.

Eu engoli em seco, não conseguindo acreditar no que ele tinha acabado de dizer.

– Mas... – gaguejei. – Ela deve me odiar... E você também. Eu errei com ele, fiz uma coisa que não deveria ter feito e...

– Todos nós cometemos erros – interrompeu-me. – Ninguém é perfeito. Tenho certeza de que você se arrepende do que fez e tenho certeza de que Bella não vai ser capaz de te odiar para sempre. Você só precisa ter um pouquinho de paciência com ela.

– Você não quer saber o que eu fiz? – eu indaguei.

– Não preciso, filho – ele riu. – Por que você não tenta se explicar para ela?

Eu engoli em seco e sacudi a cabeça.

– Eu já tentei, mas ela não quis me ouvir – murmurei. – Ela nem mesmo me ligou para avisar que você tinha acordado...

Charlie tornou a rir.

– Vocês dois são dois teimosos, isso sim – disse. – Vá, Edward, vá conversar com ela. Bella teve dois meses longe de você para pensar em tudo e eu tenho certeza de que ela sente sua falta. E você teve esse tempo para pensar no que fez. Está na hora de vocês conversarem como dois adultos e de resolverem suas diferenças.

Eu assenti.

– Tudo bem – disse. – Eu vou.

– Certo – ele sorriu. – Vou torcer por você. Apenas… tenha um pouco de paciência, ok? Bella viveu independentemente por muito tempo. Vá com calma... Tudo vai se ajeitar, você vai ver.

Conversei com Charlie durante mais alguns minutos, mas logo me despedi dele, sentindo meu coração bater acelerado contra o meu peito. Saí do quarto dele e do hospital rapidamente, só querendo chegar à delegacia logo. O horário de serviço de Bella, de acordo com Charlie, acabaria em breve.

E eu faria com que ela conversasse comigo.

Ainda hoje.

Notas finais
N/A: Edward indo conversar com a Bella hehehehe. Já escrevi o que acontece, o capítulo de semana que vem todo prontinho já e hihihihihih. Enfim... Era pra eu ter postado ontem, mas terminei o 31, mandei pra beta e fui dormir, porque estava morta. Nem lembrar de postar, lembrei.
Espero que tenham gostado e espero vê-las no próximo capítulo! :D
Então, não sei se já comentei, mas ST está em reta final. Mais uns 2 ou 3 capítulos e fim. Por isso, já deixei o prólogo da fanfic que entra no lugar dela, Daylight, postado. Que tal darem uma passadinha lá e deixarem um review, hein? (link: http://fanfiction.com.br/historia/341420/Daylight/)
A sinopse aqui pra ver se vocês gostam: "Cada um deles tinha seu próprio demônio pessoal... E nenhum deles parecia ser capaz de lidar com isso. Duas pessoas quebradas, duas pessoas imperfeitas. Duas pessoas que cruzam seus caminhos meio que por acaso, cada um esperando uma coisa completamente diferente.
Duas pessoas completamente diferentes, porém com algo em comum: um passado que eles não queriam reviver."
Por hoje é só. Até semana que vem, meninas!
xx
N/B: Edward voltou, Charlie está mais falante do que nunca, Bella sente falta do Edward e agora ele ta indo conversar com ela. Hmm palpites? Comentem nos dizendo tudo o que se passa nessas cabecinhas! Hahaha. Beijos, Frida.