Sweet Temptation

26 Capítulo Vinte e Cinco - Almost There


Notas iniciais
Olá, olá.
Espero que gostem.
Até a N/A! Divirtam-se (;

Edward POV.

Eu entrei no banheiro e parei por um momento na porta, tentando me decidir entre o chuveiro ou a banheira. Relutei durante alguns segundos, meus olhos disparando de uma para a outra, até que eu decidi pela banheira; depois de todas nossas atividades e do longo dia que tivemos, acho que merecíamos relaxar um pouco.

Abri as torneiras da banheira e a deixei enchendo, enquanto procurava pelos sais. Depois de escolher o que colocar na água, voltei minha cabeça para a porta, estranhando o fato de Bella estar demorando tanto. Ela tinha dito que ia só olhar o celular...

Franzindo a testa, andei até a porta do banheiro, pronto para avisá-la que nosso banho estava quase pronto. Entretanto, antes que eu pudesse dizer tal coisa, a vi congelada no meio do quarto, seus olhos e boca arregalados, seus olhos não saindo da tela de seu celular.

- O que foi? – eu indaguei, enquanto me aproximava.

Mas ela não respondeu.

Com o coração acelerado andei mais rápido e a puxei para perto de mim, abraçando-a por trás, nós dois ainda nus. Meu corpo imediatamente reagiu, mas eu procurei me acalmar.

- Hein? – insisti. – O que aconteceu?

Bella finalmente se mexeu, mas não disse nada. Ela apenas fechou a boca e balançou a cabeça, virando a cabeça um pouco e estendendo a mão, para me entregar o celular. Ainda confuso, o aceitei, e quando eu vi o que estava escrito ali, congelei.

Você estava belíssima esta noite, em seu vestido azul, cara mia.

Li aquelas mesmas palavras cerca de dez vezes, até ser capaz de reagir. Rapidamente me afastei de Bella e comecei a andar pelo quarto, à procura de meu celular. Aproveitei para puxar uma toalha e a enrolei na minha cintura, antes de discar o número do chefe. Era tarde, eu sabia, mas também sabia que ele gostaria de ser informado imediatamente.

- Cullen? – Ele atendeu ao terceiro toque e sua voz soou confusa. – Aconteceu alguma coisa?

- John entrou em contato – eu falei imediatamente, meus olhos grudados em Bella, ainda parada no mesmo lugar. Minha mão se fechou em punho quando pensei em alguém querendo fazer mal a ela. – Ele mandou uma mensagem de texto...

- E o que dizia essa mensagem? – O chefe imediatamente perguntou, parecendo mais alerta.

Repeti-a para ele, fazendo de tudo para me controlar e não deixar que ele soubesse como eu estava afetado.

- Eu quero que vocês dois voltem imediatamente para cá – ele disse quando terminei de falar. – Vou ligar para um conhecido e pedir que ele os escolte até o aeroporto. Acerte com o aeroporto tudo e me ligue informando o horário.

- Certo, senhor – murmurei. – Obrigado pela ajuda.

Comecei a correr pelo quarto, juntando nossas roupas e bagunças, assim que finalizei a ligação. Fui até a mala de Bella, e peguei um jeans e uma camisa qualquer, assim como seu casaco, entregando para ela.

- Pegue uma roupa íntima e vá tomar um banho – eu disse, preocupado por ela ainda estar reagindo daquela maneira. – Nós temos que ir.

Assisti-a engolir em seco e assentir, antes de caminhar para a sua mala e pegar sua roupa íntima. Procurei minhas roupas também e rapidamente as separei, antes de ir até o banheiro e desligar a torneira da banheira; aparentemente nosso banho relaxante tinha sido cancelado. Voltei para o quarto e empurrei Bella para o banho. Esperei até ouvir a ducha ser ligada e comecei a resolver o adiantamento da nossa viagem de volta para Seattle com o aeroporto. Foi um pouco difícil e eu precisei ter muita paciência, mas finalmente eu encontrei um voo para dali a três horas.

Tomei meu banho assim que Bella saiu, procurando ser rápido. Eu sabia que ambos estávamos cansados e que tínhamos que dormir, mas tal coisa teria que esperar. Eu podia estar trabalhando com o chefe Mark durante apenas alguns meses, mas acreditava já o conhecer bem o suficiente... Tinha certeza de que ele se certificaria de que estávamos seguros e de que John não estava por perto, antes de permitir que fôssemos para a casa de Charlie descansar.

Assim que estávamos prontos, terminei de organizar tudo, não querendo que Bella tivesse mais nada com o que se preocupar naquele momento. Esperei que o amigo de Mark, Morgan, chegasse, e deixei que ele nos levasse embora dali.

- Você está bem? – eu perguntei à Bella, que não tinha falado nada, assim que entramos no carro do policial. – Precisa de alguma coisa?

Ela suspirou, balançando a cabeça de forma negativa.

- Não, obrigada – murmurou. – Eu só estou… meio que preocupada. Como John me viu? Eu não consigo acreditar que ele saiu de Seattle e veio para cá... E como ele soube disso?

Apertei sua mão gentilmente, me sentindo um pouco aliviado por ela ter finalmente falado alguma coisa.

- Vamos conversar no avião, ok? – eu sorri para ela, tentando lhe passar confiança. Poderíamos conversar ali, eu sabia, mas Morgan já entraria no carro e não queria que ele ouvisse nossa conversa. – Vai ficar tudo bem.

Ela assentiu, e tornou a suspirar. Eu apenas apertei sua mão novamente e virei a cabeça para a janela, disposto a prestar atenção em qualquer movimento.

Morgan foi resolver tudo quando chegamos ao aeroporto, o que me permitiu sentar ao lado de Bella e ficar ali, atento a todos que passavam naquele lugar. Procurei por John, seu rosto bem gravado em minha memória, ou alguns de seus capangas – os que eu tinha visto na festa e conseguia me lembrar, é claro –, mas não havia nenhum sinal deles.

Permaneci com Bella até o momento em que entramos no avião. Entrei primeiro, verificando cada passageiro que estava ali, não querendo encontrar uma surpresa no meio da nossa viagem. Certifiquei-me de que tudo estava seguro, antes de deixar que ela se sentasse e me sentei ao seu lado, imediatamente pegando sua mão.

- Acho que John contratou alguém para vigiar você ou algo assim – eu murmurei, retornando a conversa que tínhamos começado no carro. – Não acho que ele saiu de Seattle...

Bella suspirou, seus olhos castanhos voltando para mim. Ela mordia o lábio inferior, e eu me perguntei, em um momento de devaneio, qual fora a última vez que eu a tinha visto tão apreensiva.

- Ou isso ou ele realmente tem muitas pessoas para ajudá-lo – ela murmurou.

Aproximei-me um pouco dela, falando baixo para que as outras pessoas não escutassem.

- Vai ficar tudo bem – eu sorri. – Você vai ver. A gente vai dar um jeito de pegá-lo.

Ela tornou a morder o lábio inferior.

- É sério, Bella – eu insisti. – Não vamos deixar nada acontecer com você, ok? Eu não vou deixar.

Ela soltou uma risada e balançou a cabeça.

- Não estou preocupada comigo – murmurou. – Posso me virar. Sei me cuidar. Só não queria trazer você, meu pai e todos os outros para isso... John é um cara perigoso e ele já provou isso montando um tiroteio em plena rua apenas para mostrar que ele ainda estava em Seattle.

Eu revirei os olhos e bufei.

- Não vou deixar nada acontecer a você – repeti. – E pare de se preocupar. Todos nós ficaremos bem.

Ela me fitou, seu rosto sério, mas não disse nada. Aproveitando o fato de que as outras pessoas pareciam distraídas, não prestando em nós, e de que não havia nenhum policial ali nem colega nosso, aproximei-me dela, acariciando seu rosto de leve. Segurei seu queixo com dois dedos e inclinei seu rosto um pouco, antes de colar meus lábios nos dela.

Foi um beijo calmo, sem segundas intenções nem nada do tipo. Eu só queria que ela relaxasse e se esquecesse do que tinha acontecido há pouco no hotel. Esperei que seu corpo se relaxasse um pouco, antes de quebrar o beijo, sorrindo ao ouvir seu suspiro.

- Tente dormir um pouco – eu murmurei. – Logo, logo estaremos em casa.

Bella sorriu para mim, o primeiro sorriso desde a mensagem, e assentiu, antes de ajeitar seu corpo e pousar sua cabeça em meu ombro.

Eu, ao contrário dela, não consegui relaxar nem por meio minuto, sempre atento a todos os passageiros. Quando chegamos a Seattle, dois colegas nossos nos esperavam, e ao invés de sermos conduzidos direto para a casa de Charlie, nós fomos para a delegacia.

E mesmo cansado, eu não protestei, porque queria resolver aquilo o mais rápido possível.

- Edward, Isabella... – O chefe nos cumprimentou assim que entramos na sua sala. – Sentem-se, por favor.

Sentei-me na cadeira mais próxima à porta e Bella se sentou ao meu lado. Ela parecia menos preocupada do que outrora, embora talvez fosse devido ao fato de ter dormido tão pouco neste fim de semana e ter cochilado um pouco no avião.

- Bom, lamento que a viagem de vocês tenha terminado um pouco mais cedo. – O chefe disse, dando-nos um sorriso gentil. – Infelizmente, não temos notícia alguma de John, nem mesmo dos informantes de Sam. Não sabemos se ele conseguiu mesmo sair de Seattle e ir para Phoenix, ou se ele contratou alguém para vigiá-los lá, apenas para lhe passar um pouco de medo, Isabella.

Bella assentiu, mas não disse anda. Eu me ajeitei um pouco na cadeira, não querendo perder nada do que o chefe estava dizendo.

- Vou precisar do seu celular, Swan – ele continuou quando viu que não tínhamos nada para falar. – E preciso saber se vocês viram alguém diferente na festa de casamento que foram, alguém que reagiu fora do normal...

Bella balançou, imediatamente, a cabeça de forma negativa, e eu a segui. Confesso que estive mais prestando atenção ao vestido dela e em como ela estava linda nele, e mal tive a chance de prestar atenção nos outros convidados. Mas em minha defesa, eu não estava exatamente esperando que John aparecesse – ou mandasse alguém – e fizesse o que fez.

Bella entregou o seu celular ao chefe, que imediatamente leu a mensagem. Depois de tal coisa, devolveu-o para a dona, antes de chamar Sam e pedir que ele tentasse descobrir quem tinha mandado tal mensagem.

- Ele é esperto, então provavelmente é de um celular descartável – disse. – Mas mesmo assim nós vamos conferir... Agora, eu quero que vocês vão para a casa de Charlie e descansem um pouco. Já conferi com o policial que está fazendo a guarda do seu pai e está tudo bem por lá, Isabella.

Ela soltou um suspiro de alívio.

- Obrigada por isso, senhor.

Mark sorriu, balançando a mão como se quem dissesse ‘não foi nada’.

- Descansem um pouco, ok? – ele indagou. – O turno de vocês só começa à noite, então… é, descansem.

Coloquei-me de pé após agradecer mais uma vez e segui Bella para fora da sala, levando-a até a porta da delegacia. Tyler nos levou para a casa em seu carro, já que ele faria a ronda enquanto estávamos dentro de casa.

- Vocês querem que eu entre com vocês para dar uma conferida? – ele indagou, assim que estacionou.

Eu acenei, negando.

- Não precisa – disse. – Qualquer coisa eu te chamo, pode deixar.

A casa estava vazia e exatamente da mesma forma que tínhamos deixado. Conferi cada cômodo, com Bella me seguindo, antes de enfim relaxar.

- Pronto. – Eu sorri para ela de forma gentil assim que entramos no quarto e coloquei sua mala no chão. – Descanse um pouco, ok? Estarei no quarto do seu pai, caso você precise de mi...

- Você não pode dormir aqui? – ela indagou, me interrompendo. – Quer dizer, não é como se nunca tivéssemos dormido juntos antes… e eu realmente...

Bella murmurou alguma coisa, suas bochechas se corando, e eu me aproximei, puxando-a para um abraço.

- Claro que eu fico – sorri. – Vou ali pegar uma calça e já volto, ok? Por que você não se prepara para dormir também?

Foi um pouco estranho estar de volta àquele lugar, com nós agindo quase como… um casal. Bella usou o banheiro primeiro e saiu de lá usando apenas um pijama, e eu entrei em seguida, voltando com a minha calça de moletom. Fomos para o seu quarto por fim, ambos esgotados, e caímos em sua cama. Ela puxou um cobertor extra e nos cobriu, e logo em seguida se aconchegou em meu peito.

Abracei-a de volta e me ajeitei na cama, virando meu corpo em sua direção. O quarto, escuro por causa das cortinas – já que já havia amanhecido –, mergulhou em um silêncio confortável, e eu comecei a me entregar ao sono e ao cansaço...

- Edward? – Bella me chamou antes que eu pudesse dormir.

- Hmmm? – murmurei, meus olhos ainda fechados.

- Obrigada por hoje – sussurrou, sua voz também tomada pelo sono. – Mesmo.

- Não há de quê, Bella – eu murmurei.

E logo ambos estávamos dormindo.

Bella POV.

Eu estava me sentindo… estranha. Sempre tinha me orgulhado de cuidar de mim mesma, já que tinha sido assim desde que eu saíra de Seattle e tinha ido para Forks, onde praticamente comecei a cuidar da minha mãe, não o contrário. Tinha me virado sozinha por muito tempo… e agora, eu estava feliz por ter Edward meio que cuidando de mim também.

Era uma sensação… boa.

No entanto, eu estava nervosa, também. Não sabia exatamente o que John queria comigo – embora soubesse que ele estava com raiva pelo que eu havia feito e tinha prometido vingança – e não queria arrastar as pessoas para a mira dele também. Eu sabia dos riscos quando aceitei trabalhar disfarçada, fingindo ser namorada de Edward. Eu deveria pagar por tal coisa.

Não as pessoas com quem eu me importava e preocupava.

Suspirei pesadamente e me virei um pouco na cama, tomando cuidado para não acordar Edward. Tínhamos um turno na delegacia dentro de duas horas e eu não queria me levantar por agora...

Levantei-me, porém, quando meu estômago começou a roncar, e caminhei até o banheiro, onde tomei um banho quente e demorado. Quando terminei, já vestida com um jeans e uma blusa de frio, fui até a cozinha, onde comecei a preparar o nosso jantar.

Eu ainda tinha que participar de uma reunião sobre os Roff, que estava completamente parado.

Suspirei pesadamente ao me lembrar de tal coisa, a imagem da mãe machucada e dos filhos assustados me assombrando mais uma vez.

- O que foi?

Levei minha mão ao peito e me virei, assustada, somente para encontrar Edward ali.

- Você me assustou – eu acusei, e ele riu.

- Não foi minha intenção – ele murmurou. – Em que estava pensando?

Eu tornei a suspirar.

- Nos Roff – disse. – Não sei ainda direito o que fazer...

Edward assentiu.

- Fica tranquila – ele sorriu de forma gentil. – Logo você vai descobrir, você vai ver.

Empurrei-o para fora da cozinha após agradecer, mandando-o tomar banho enquanto terminava de me aprontar e de finalizar o jantar. Coloquei meu tênis e prendi meus cabelos em um rabo de cavalo, e depois que Edward ficou pronto, nós jantamos, saindo para a delegacia logo em seguida.

Conversamos mais um pouco sobre John com o chefe. Como tínhamos pensado, a mensagem que ele tinha me enviado tinha sido de um telefone descartável, e quando ele foi rastreado, deu em um endereço em Phoenix, próximo ao hotel onde Edward e eu tínhamos ficado hospedados.

- Nós estamos investigando tal coisa, não se preocupem – ele dissera. – Agora, vão fazer seu trabalho e nós falamos quando vocês voltarem, caso eu tenha alguma novidade.

Era bom estar de volta ao trabalho, de certa forma. Edward e eu conversamos durante todo o turno. Nada muito urgente aconteceu nele e nós estávamos quase voltando à delegacia quando o celular de Edward tocou.

- O que foi? – eu indaguei, quando ele desligou.

- Era Newton – ele murmurou. – Ele disse que tentou falar com você, mas não conseguiu...

- Newton? – eu indaguei. – O que ele queria?

- Aparentemente, há um chamado na casa dos Roff – ele disse, já começando a dirigir em direção à casa deles. – Parece que eles chegaram de viagem hoje à noite e há pouco os vizinhos começaram a escutar barulho de coisas quebrando, choro e gritos...

Eu engoli em seco e assenti, me endireitando e observando a rua. Eu desci do carro assim que Edward estacionou, torcendo para que a Sra. Roff denunciasse o marido desta vez.

Toquei a campainha, Edward ao meu lado, e aguardei até alguém abrir a porta. Já estava prestes a tocá-la novamente quando ouvi passos do lado de dentro.

- Relaxa, Bella. – Edward murmurou em meu ouvido. – Vai dar tudo certo.

Sorri rapidamente para ele antes de voltar a ficar séria, não querendo que Maya ou seu marido me vissem sorrindo. Escutei a chave destrancar a porta e a abrir, e apertei minhas mãos uma na outra quando vi Maya parada ali, com um olho um pouco roxo.

- Sra. Roff – eu cumprimentei, sem desviar meus olhos do rosto dela. – Está tudo bem?

Ela engoliu em seco e olhou rapidamente para trás, antes de tornar a me fitar.

- Sim, oficial Swan – forçou um sorriso para fora. – Por que não estaria?

- Recebemos ligações de vizinhos novamente. – Edward a informou. – Podemos verificar tudo por aqui, por favor?

Ela tornou a olhar para trás, seus olhos meio apreensivos, mas assentiu e moveu-se um pouco, dando espaço para passarmos. Edward e eu entramos, passando por todos os cômodos do primeiro andar, antes de nos dirigirmos para o segundo.

- Só não façam muito barulho, por favor. – Maya murmurou, nos seguindo. – As crianças acabaram de se deitar e eu não quero que elas acordem...

- Claro – eu sorri gentilmente. – E o seu marido, George? Está por aqui?

Ela tornou a engolir em seco.

- Ele teve uma emergência no trabalho – murmurou. – E teve que sair, mas daqui a pouco deve estar em casa...

Eu olhei para Edward rapidamente, não conseguindo acreditar em uma palavra do que ela tinha dito.

E pelo olhar no rosto dele, ele também não tinha acreditado.

Nós olhamos rapidamente o quarto das crianças, sem fazer barulho algum, e ambas estavam dormindo. Olhamos os outros cômodos rapidamente, mas não encontramos nada… até chegarmos ao quarto do casal.

Exatamente como da primeira vez que estivemos aqui, ele estava bagunçado. Eu andei por ele, meus olhos examinando alguns objetos quebrados no chão, alguns papéis... E quando olhei o que estava escrito, senti meu coração acelerar quando vi que era o endereço de um galpão.

O lugar que ele traficava, só podia ser.

Tinha que ser.

- O que foi? – Edward se aproximou um pouco, me perguntando baixinho; assim Maya não conseguiria nos escutar.

- O endereço de um galpão – murmurei. – Eu… eu acho que é o lugar que ele e o irmão escondem tudo e onde verdadeiramente trabalham...

Eu parei para pensar no que Maya havia falado há pouco e arregalei os olhos um pouco. Talvez fosse a única chance que teríamos...

- Em que você está pensando? – Edward indagou, ainda ao meu lado.

Maya parecia distraída, enquanto juntava todos os cacos de algum enfeite e os varria depois, evitando olhar para nós dois.

- Vou mandar uma mensagem para Mike – sussurrei. – George foi trabalhar... Talvez ele esteja nesse galpão... Podemos ir lá para perguntar sobre os barulhos que escutamos aqui... Talvez ele esteja fazendo coisas ilegais lá.

Sem conseguir parar de sorrir, rapidamente mandando uma mensagem para Mike, avisando sobre o que eu tinha descoberto. Quando ele respondeu, dizendo que me esperava lá, eu rapidamente me virei para Maya.

- Senhora Roff – chamei-a, atenta a tudo o que ela fazia –, o que aconteceu com o seu olho?

Ela se levantou rapidamente e nos olhou parecendo um pouco apreensivo, enquanto erguia a mão e acariciava o olho.

- N-nada – gaguejou. – Eu caí um dia desses e me machuquei, mas não é nada...

Suspirei pesadamente, já retirando mais um cartão meu e entregando para ela.

- Se precisar, é só ligar, tudo bem? – indaguei. – E diga ao seu marido que gostaríamos de falar com ele depois, se ele não se importar.

Ela assentiu, e sorriu um pouco.

Despedi-me rapidamente e praticamente arrastei Edward para o carro. Eu mesma dirigi até o endereço do balcão, meu coração batendo a cada vez mais acelerado.

Se tudo desse certo, hoje prenderíamos os Roff, hoje finalmente finalizaríamos o caso. Finalmente a mulher e os filhos dele poderiam ter um pouco de paz.

Notas finais
N/A: Oi, oiii. Não deu pra postar no sábado, mas enfim... desculpem por isso, ok? Rezem pra que eu consiga postar no próximo sábado, porque o próximo capítulo, hehehehehehehehehehe...
Bella e Edward indo até o galpão, hmmm... Vamos ver o que acontece.
Deixem reviews, ok? E até o próximo (;
xx