Sweet Temptation

27 Capítulo Vinte e Seis - Sabotage


Notas iniciais
Preparem os corações! Leiam a N/A, por favor, ok?
Divirtam-se hehe.

Bella POV.

Dirigi o mais rápido que pude até o tal do galpão, não querendo chegar lá e encontrá-lo sem ninguém, já sabendo que não podíamos entrar caso não tivéssemos um mandado. Sorri um pouco quando vi o carro de Mike já a nossa espera e estacionei atrás do dele, saindo logo em seguida.

- Tem certeza do que você está fazendo, Bella? – Mike me perguntou assim que parei à sua frente. – Porque não podemos cometer nenhum erro.

Eu revirei os olhos, sem deixar de sorrir.

- Vamos lá – eu disse, já começando a caminhar até a porta. – Eu aposto que ele está aqui...

- Ah, espera. – Mike puxou um papel com ele. – Consegui convencer um juiz a me arrumar um mandado. Todos estão ansiosos para acabar logo com tudo isso, então podemos entrar e pegá-los de surpresa.

Eu tentei conter o sorriso que estava nascendo em meu rosto, mas parecia impossível. Não conseguia acreditar que tudo isso estava acontecendo, que enfim os irmãos Roff seriam presos, e as mulheres e seus filhos teriam um pouco de paz. Depois de tanto tempo trabalhando em tal caso, parecia surreal que finalmente estávamos aqui, em um endereço de galpão que só poderia ser usado para suas atividades criminais.

- Bella, eu... – Edward segurou meu braço quando eu peguei o mandado de Mike e comecei a avançar novamente em direção à porta. – Eu acho que é melhor você bater e dizer que precisa falar com ele sobre a briga que os vizinhos escutaram, ao invés de entrar de uma vez...

Eu franzi a testa para ele.

- Não se preocupe – sorri. – Sério. Hoje isso tudo acaba.

Desvencilhei-me de seu aperto e parti em direção à porta, já puxando minha arma e a segurando. Fiz sinal para Mike, que estava ao meu lado, sua arma também na sua mão, e esperei que ele empurrasse a porta.

E a cena que vi fez com que eu congelasse.

George Roff estava sentado a uma mesa, cercado por outros caras – caras que eu não conhecia. Eles estavam vestidos casualmente, jogando cartas e todos pareciam estar se divertindo muito.

Até um minuto atrás, porque agora todos nos olhavam, provavelmente se perguntando por que tínhamos invadido o balcão daquele jeito.

- Eu, hmmm... – comecei a gaguejar, sem ter ideia do que eu poderia dizer.

Eu esperava encontrá-los vendendo drogas ou algo assim. Esperava encontrá-los pegando o dinheiro, qualquer coisa que os fizesse ir à delegacia.

Não jogando cartas.

- Nós recebemos uma ligação anônima sobre troca de tiros. – Edward parou ao meu lado, provavelmente notando que eu não era capaz de raciocinar naquele momento. – Assim como recebemos uma informando de uma briga na sua casa, Sr. Roff. Desculpem-nos por entrar assim, mas… vocês sabem… é o procedimento.

George trocou um olhar com um cara que estava parado ao seu lado e assentiu, sorrindo um pouco.

- Claro, sem problemas – ele se pôs de pé e estendeu a mão para a gente, nunca deixando de sorrir. – Eu sei também, que como procedimento, vocês devem dar uma olhada no local, então… fiquem à vontade.

Engoli em seco, e rapidamente comecei a andar pelo galpão, meus olhos à procura de qualquer coisa ilegal. No entanto, infelizmente tudo parecia estar certo. Parecia somente uma noite entre amigos.

E nada mais.

- Mais uma vez, pedimos desculpas pelo ocorrido. – Mike se desculpou. Evitei olhá-lo, não querendo ver a raiva em seus olhos, ainda mais que ela provavelmente era dirigida a mim. – Um bom jogo para todos vocês.

Não esperei a resposta de nenhum deles e saí do balcão, murmurando alguns palavrões. Entrei no carro e sentei, à espera de Edward.

Mas quem apareceu foi Mike.

- Sinto muito – eu disse antes que ele pudesse me acusar de algo. – Eu realmente pensei que ele estaria fazendo algo de errado aqui... Pelo horário e pelo lugar... Realmente sinto muito.

Mike assentiu, e depois suspirou.

- Tudo bem – deu de ombros. – Nós pensamos que seria fácil demais, mas não foi. Provavelmente agora ele vá ficar ainda mais cuidadoso, mas nós saberemos lidar com isso quando chegar o momento. Agora, vá para casa e descanse, ok? Discutiremos tal assunto na reunião de amanhã.

- Ok – suspirei.

Comer algo, tomar um banho e dormir, nunca soou tão bem como agora.

_

Edward e eu voltamos para a delegacia em silêncio, nenhum de nós comentando do que acontecera há pouco. Ele tentara perguntar se eu estava bem pouco depois de começar a dirigir, mas eu apenas disse que ‘sim’ e fiquei calada. Assim que ele estacionou na vaga certa em frente à delegacia, eu desci do carro, mal me importando em olhar para trás. Enquanto me trocava no vestiário, comecei a passar todos os detalhes da investigação dos Roff na minha cabeça, não querendo deixar nada para trás.

Ao invés de ir direto para o carro de Edward e esperar por ele para irmos para casa, eu peguei todos os arquivos que eu tinha primeiro, ponderando se eu devia trabalhar na delegacia ou em casa.

- Ei... Vamos? – Edward me chamou não muito depois, sorrindo de forma gentil.

E suspirando pesadamente, eu apenas assenti, antes de começar a caminhar até o seu carro. Conversamos sobre banalidades no mesmo, ainda sem comentar o que tinha acontecido mais cedo.

- Você pode ir entrando no banho, se quiser – eu murmurei, assim que entramos na casa do meu pai. – Eu vou dar uma lida em uns arquivos aqui e daqui a pouco vou, e...

Edward parou à minha frente, sorrindo gentilmente para mim, e tirou todas as pastas das minhas mãos. Eu franzi a testa para ele, não entendendo o que ele estava fazendo com aquilo.

- Você cometeu um erro hoje, isso acontece – começou. – Então, ao invés de começar a analisar cada detalhe destes arquivos com a cabeça cheia, você vai relaxar e voltar a pensar nisso amanhã, combinado?

Eu senti um sorriso nascer em meu rosto, ao mesmo tempo em que meu coração acelerava. A cada dia que passava eu me sentia mais confiante no que Edward e eu tínhamos, mesmo ainda não sendo capaz de dar um nome a tal coisa. Era bom saber que eu podia contar com alguém, depois de tanto tempo tomando todas as decisões sozinha.

- Relaxar, é? – eu murmurei, sorrindo ainda mais. – E o que você tem em mente para me ajudar a relaxar?

Edward sorriu de forma sacana e começou a me empurrar delicadamente para o banheiro, o tempo todo com suas mãos em mim, o que só aumentava os tremores do meu corpo. Antes que eu pudesse tornar a perguntar o que ele faria, ele apoiou meu corpo na porta do banheiro – que estava fechada – e se inclinou um pouco, tomando meus lábios em um beijo.

- Oh, eu sei exatamente o que fazer para te ajudar a relaxar. – Ele quebrou nosso beijo durante alguns segundos, apenas para dizer tal coisa, mas logo em seguida voltou a me beijar.

Desta vez no pescoço.

Soltei um gemido baixo quando o senti acariciar meu seio esquerdo por cima da roupa, e o senti sorrir contra o meu pescoço quando ele sentiu meu mamilo endurecer sob o seu toque. Outro gemido escapou quando ele mordiscou meu queixo, e eu logo puxei seu rosto para o meu, somente para beijá-lo novamente.

Ficamos nos amassando na porta durante alguns minutos, até que Edward me afastou um pouco, somente para abrir a porta do banheiro. Assim que estávamos dentro do mesmo, ele começou a me despir, e a beijar e morder os lugares onde ele tinha alcance. Eu comecei a retirar suas roupas também, e comecei a alternar beijos e pequenas mordidas em seu peitoral, somente para ouvir aquele gemido rouco que ele soltava, às vezes até sem perceber.

Deixei que ele me guiasse até debaixo do chuveiro e o ligasse, e estremeci um pouco quando senti a água bater em minhas costas. Antes que pudesse, porém, soltar alguma reclamação, Edward tornou a me beijar e eu esqueci qualquer coisa que não fosse ele, ali, me ajudando a relaxar. Entrelacei minhas pernas ao redor da sua cintura após ele brincar com seus dedos na minha intimidade e guiei seu pênis até a minha entrada, precisando dele dentro de mim, precisando deste alívio.

- Oh, merda... – Edward gemeu em meu ouvido quando eu empurrei meu corpo contra o seu de uma vez, fazendo-o entrar completamente em mim.

Foi rápido e selvagem, e eu adorei. Nossos gemidos e nossos corpos batendo um contra o outro eram as únicas coisas que podiam ser ouvidas naquele banheiro. A água continuava batendo em nós dois, deixando-nos molhados, e talvez fosse só por isso que ainda não estávamos totalmente suados.

Alguns minutos depois, senti o arrepio percorrer meu corpo e puxei Edward para mais perto de mim, sabendo que eu estava perto. Tentei controlar o meu orgasmo, para fazer com que eu chegasse junto dele, mas perdi completamente o controle quando ele separou nossos corpos um pouco, somente para conseguir infiltrar uma mão entre eles e acariciar meu clitóris já inchado.

Soltei um grito mudo quando senti o clímax tomar conta de mim e abracei Edward com força, apoiando minha cabeça em seu ombro. Ele continuou a me acariciar e a se movimentar durante alguns minutos, e logo eu estava tendo um segundo orgasmo. Só que desta vez ele me acompanhou.

Ficamos parados, completamente ofegantes e ainda abraçados, quando acabou. A água estava começaria a ficar fria em breve, eu tinha certeza, mas mesmo assim nós permanecemos ali durante um tempo, não fazendo nenhum movimento para começarmos a de fato tomar um banho.

- E então? – Edward indagou alguns minutos depois, me tirando de meus devaneios.

Mesmo que relutantemente me afastei um pouco e ergui uma sobrancelha para ele, não conseguindo entendê-lo.

Edward soltou uma risada e revirou os olhos.

- Consegui te ajudar a relaxar? – perguntou novamente, me fazendo rir.

- Oh, sim – sussurrei, me inclinando para perto dele e o beijando novamente.

Acabou acontecendo, naquele banheiro ainda, uma segunda rodada. Quando acabamos o banho, saímos embrulhados em nossas toalhas, e pedimos uma pizza, já que nenhum de nós estava com vontade de cozinhar. Vestimos nossas roupas e permanecemos jogados no sofá enquanto a pizza não chegava. Edward a pegou e pagou quando a mesma chegou, e nós comemos no sofá também, sem vontade alguma de ir para a cozinha.

- Pronta para ir dormir? – Edward indagou depois que terminamos de arrumar a nossa pequena bagunça. – Ou ainda não está relaxada o suficiente?

Eu dei um tapa em seu ombro de brincadeira em seu ombro e logo o abracei.

- Obrigada por hoje – murmurei. – Eu realmente estava precisando disso.

Ele riu de volta, me abraçando também e depositando um beijo em minha cabeça.

- Sempre que precisar, Bella – disse.

Nós deitamos na minha cama, como vínhamos fazendo ultimamente, e eu deixei que o sono tomasse conta de mim, sentindo-me segura nos braços de Edward.

_

Acordei algumas horas depois e rolei na cama. Demorei cerca de um minuto para notar que ela estava vazia. Sentei-me na mesma, estranhando tal coisa, e me pus de pé. Eu deveria estar de pé dentro de meia hora e sabia que não iria conseguir dormir mais, então talvez eu pudesse usar esse tempo para trabalhar um pouco no caso do Roff, antes que tivesse que ir para a delegacia fazer uma ronda.

- Edward? – eu chamei assim que saí do quarto, o encontrando parado próximo aos meus arquivos. – Algum problema?

Ele parou de mexer neles e se virou, sorrindo para mim.

- Não, não – murmurou. – Eu só aproveitei que tinha levantado mais cedo e vim dar uma olhada, você sabe, para te ajudar... Sabia que não ia conseguir ficar parado e não queria te acordar...

Eu sorri para ele, assentindo.

- Por que você não vai se preparando para ir trabalhar enquanto eu dou uma lida aqui? – ele indagou, me puxando para os seus braços.

Eu balancei a cabeça de forma negativa imediatamente.

- Ainda está cedo – eu respondi. – Eu posso dar uma lida rápida antes de ir me arrumar.

Eu o vi engoli em seco e abrir a boca, mas ele logo em seguida a fechou e balançou a cabeça, como se quisesse se livrar de seus pensamentos. Eu o fitei durante um minuto, não entendendo por que ele tinha feito aquilo.

- O que foi? – indaguei.

- Nada – ele murmurou. – Não é nada. Vou tomando um banho enquanto você vai lendo, ok?

Ainda me sentindo meio confusa, observei-o entrar no banheiro e fechar a porta, antes de suspirar e seguir para a cozinha. Peguei uma caneca e coloquei um pouco de café, e voltei para a sala, começando a trabalhar.

Eu tinha descoberto algumas coisas – que eu não tinha ideia de como tinha deixado escapar antes – e feito algumas anotações, fui me arrumar. Eu me sentia um pouco mais animada depois de saber de tudo o que eu tinha perdido e não via a hora de compartilhar tudo o que eu sabia com meus colegas de trabalho.

Graças a Deus o dia passou rápido e eu logo estava indo para a reunião. Apresentei aos meus colegas – alguns desanimados depois do dia de ontem, outros se recusando a deixar que qualquer coisa os abalasse – o que eu havia encontrado em meus arquivos e assisti, um pouco surpresa, quando vi que eles ficaram tão surpresos quanto eu. Todos se animaram quando perceberam que agora parecia que não estávamos em uma rua sem saída mais e que provavelmente muito em breve chegaríamos a algum lugar.

Não imediatamente como eu pensara ontem, mas… já era alguma coisa.

Senti-me um pouco mais feliz quando saí da delegacia mais tarde, e a diferença entre a noite passada e hoje era gritante. Conversei de forma animada com um Edward, que estava mais quieto – o que eu estranhei –, até chegarmos em casa.

- Acho que hoje é você quem precisa relaxar – eu brinquei com ele, ajudando-o a tirar o casaco.

E ele enfim sorriu.

Conforme os dias foram passando, eu fui mergulhando a cada vez mais no trabalho com meus colegas, querendo mais do que nunca solucionar o caso dos Roff logo e poder voltar um pouco à vida normal – eu só conseguiria voltar totalmente depois que John também fosse preso e até agora não havia um sinal dele, não desde o casamento de Alice.

Montamos todo o esquema e deixamos tudo preparado, e a cada dia que passava eu me via mais ansiosa. Conferia cada detalhe a cada minuto do dia, não querendo cometer nenhum erro – como eu tinha cometido anteriormente. Eu estava uma pilha, eu sabia, e mal conseguia parar quieta.

Era um mistério a ser desvendado – depois, é claro – o fato de Edward estar conseguindo me aturar.

Quando o dia chegou, revi todos os passos com os meus colegas, até dar o horário que George saía para trabalhar. Ficamos ao redor da casa, observando qualquer movimento dele, e assim que uma equipe começou a segui-lo, eu, Mike e mais dois de nossos colegas, saíamos do carro, andando até a porta da frente.

Bati à porta, sentindo mais ansiosa a cada minuto que passava. Eu sabia que nada poderia dar errado hoje, como tinha dado no outro dia, e por isso procurei me acalmar.

- Com quem está o mandado? – eu indaguei, somente para verificar.

- Aqui. – Mike o passou para mim. – Fique tranquila, sabemos tudo o que temos que fazer.

Eu sorri e assenti, antes de me virar para a porta novamente.

Tornei a tocar a campainha quando ninguém atendeu e logo escutei passos, que eu julguei ser de Maya. Porém, para a minha surpresa, era uma velha senhora, que eu nunca tinha visto nas minhas outras visitas aqui.

- Eu poderia falar com o Sr ou a Sra. Roff, por favor? – pedi.

A mulher arregalou os olhos um pouco, antes de assentir e se afastar, voltando com a Maya.

- Oficial Swan – ela murmurou, seus olhos disparando de mim para os outros três policiais. – Aconteceu alguma coisa? Mais alguma ligação anônima? Porque está tudo bem… e meu marido nem está em casa.

Eu estendi o mandado para ela.

- Temos um mandado para vasculhar sua casa – eu disse. – Não devemos demorar e agradeceríamos se você colaborasse conosco.

Eu a vi ficar um pouco pálida à minha frente, antes de se mover um pouco para o lado, dando passagem para nós três passarmos.

Começamos nossa busca no andar inferior, mesmo sabendo que tudo o que queríamos estava no quarto do casal, como eu tinha visto em meus arquivos. Depois de alguns minutos o vasculhando e não encontrando nada, fomos para o segundo andar e o olhamos todo, antes de enfim ir para o quarto do casal.

No começo, como eu esperava, nossa busca não deu em nada. Quando entramos no closet eu mal podia conter o sorriso em meu rosto, sabendo que havia algum botão ou algo ali que me levaria ao que eu queria.

No entanto, depois de alguns minutos, eu não encontrava nada.

E isso começou a me desesperar.

- Bella? – Mike me chamou. Eu o olhei, já engolindo em seco, sem saber o que fazer. – Eu não acho que vamos achar alguma coisa aqui.

Eu tornei a engolir em seco, sem saber o que responder.

Edward POV.

Andei pela sala de Charlie, meus olhos disparando dos arquivos de Bella para o celular que repousava na mesa de centro. Eu sabia que tinha feito merda e que provavelmente tinha estragado tudo, mas tinha sido há semanas – antes de eu me envolver tanto com Bella – e tinha tentado arrumar tudo...

Fiquei ali durante mais alguns minutos, sabendo que àquela altura eles já estavam desesperados na casa dos Roff, não encontrando nada do que eles esperavam encontrar. Ponderei durante mais algum tempo, sem saber o que fazer. Não podia contar que eu tinha plantado aquelas evidências no arquivo de Bella, não podia contar que eu a tinha sabotado, antes de termos nos envolvido tanto… não sem arriscar meu emprego.

Mas eu podia tentar ajudá-la agora, certo?

Talvez, se ela ficasse com o crédito, eu não me sentisse assim tão culpado.

Rapidamente disquei para o seu celular e esperei que ela atendesse, o que só aconteceu quando eu já estava quase entrando em desespero.

- Edward? Aconteceu alguma coisa? – ela indagou, sua voz um pouco tensa. – Eu estou meio ocupada aqui...

- Eu acho que George sabia que vocês estavam indo para aí e deu um jeito de mudar tudo de lugar – eu inventei rapidamente, não pensando nas consequências. – Eu acho que sei onde estão, na verdade.

Houve um silêncio na linha, que parecia eterno.

- Você tem certeza? – ela indagou. – Porque eu já quase estraguei tudo duas vezes… e não acho que posso me dar o luxo de estragar uma terceira.

- Eu procurei por galpões no nome de todos da família, exatamente como você tinha feito – disse. – E encontrei um hoje, no nome da filha deles, mas com o sobrenome de solteira da mãe.

Bella ofegou.

- E o melhor é que fica perto daquele outro galpão, aquele que fomos no outro dia – continuei. – Acredito que ele usa esse para despistar ou algo assim...

- Ok, por favor, me passe o endereço – murmurou. – Estou indo para lá agora!

Eu sorri.

- Vou te mandar por mensagem – suspirei, um pouco mais aliviado por estar, agora, fazendo a coisa certa.

- Edward? – ela me chamou, antes que eu desligasse. – Vejo que fiz o certo ao confiar em você e falar sobre os Roff. Obrigada, eu fico te devendo uma.

A linha ficou muda antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa. Balancei a cabeça, não querendo pensar nisso, e rapidamente me arrumei para ir para a delegacia. Eu não tinha autorização para ir à operação junto de Bella e os outros, mas gostaria de estar na delegacia quando os irmãos fossem presos e eu pudesse ver aquele olhar de triunfo em Bella.

_

Uma hora mais tarde, a delegacia estava um caos. Os Roff chegaram com dois advogados, cada um com o seu, é claro, presos, enquanto, atrás deles, vários policiais chegavam com vários sacos de cocaína. Bella trazia George Roff e tinha um sorriso enorme no rosto, o que me fez sorrir de volta.

Mike entrou atrás, e me deu um aceno e sorriso, mas não disse nada, apenas passou direto, indo para a sala do chefe. Sentei-me à minha mesa e fingi estar lendo um relatório, ansioso para conversar com Bella, saber com ela como tudo tinha ido.

- Ei, Edward!

Olhei para cima, surpreso por ver Mike ali, ainda sorrindo. Levantei-me e o cumprimentei, parabenizando-o por tudo o que tinha acontecido.

- Obrigado pela ajuda que você nos deu hoje – ele disse. – Bella me contou o que você fez.

- Não foi nada – eu sussurrei. – Ela fez grande parte do trabalho na verdade.

Mike revirou os olhos.

- Claro, claro – disse. – Enfim, o chefe pediu para você ir para a sala dele. Ele quer trocar uma palavrinha com você e, depois, com Bella.

Franzindo a testa, eu assenti, e segui para a sala do chefe. Bati à porta quando eu cheguei lá e esperei que ele me pedisse para entrar.

- Eu fiquei sabendo do que você fez hoje! – ele sorriu. – Estou realmente muito orgulhoso de você, Cullen.

Assenti, sem saber o que dizer, e me sentei na cadeira.

- Bem, eu vou ser rápido, porque, como você sabe, temos um dia cheio na delegacia hoje – comentou, sem deixar de sorrir. – Graças a você, é claro! Enfim… eu não iria contar esta operação como pontos para a disputa pelo cargo entre você e a Swan, mas, em primeiro lugar, você acabou ajudando, e em segundo, eu acho que isso vai servir para desempatá-los um pouco.

Eu tornei a assentir, ainda incapaz de dizer qualquer outra coisa.

- Sei que a Isabella tem muitas coisa com o que se preocupar agora e que talvez seja por isso que ela tenha cometido alguns erros – continuou. – E como você salvou tudo, Edward, devo dizer que, no momento, você está à frente na disputa e que, se vocês dois continuarem a empatar nos testes, dentro de dois meses você será aquele que ocupará esta mesa aqui.

Eu continuei fitando o chefe Gerandy, ainda sem ter ideia do que dizer. Era por aquele cargo que eu tinha feito aquilo tudo, que eu tinha sabotado Bella, mas agora, saber de tal coisa, não trouxera a felicidade que eu pensara que traria.

- Agora, chame a Swan, por favor – ele continuou a falar sem notar que eu não tinha dito nada ainda. – Eu vou contar isso a ela e depois vocês podem voltar ao trabalho.

Levantei-me, de forma automática, e saí da sala, caminhando em direção à Bella, sabendo que ela estaria ouvindo o interrogatório dos irmãos, assim como eu sabia que ela notaria que eu a tinha sabotado, que eu tinha estrago tudo.

E então, ela me odiaria. Eu tinha certeza disso.

Notas finais
N/A: Olá, olá. Pois é... Não vou comentar muito porque acho que este capítulo já fala tudo, mas... qual será a reação de Bella? hmmmmm... Vamos ver. Desculpem-me por não postar ontem, mas não deu. Estou numa correria danada desde sexta e isso vai durar até terça-feira, então, já viram, né? Maaaas a boa notícia é que o próximo capítulo já está prontinho, então posso mandar spoiler (: Deixem seus e-mails caso queiram, ok?.
Ah, Encantado acabou, então postei uma nova fanfic. Que tal darem uma passadinha por lá? Link: (http://fanfiction.com.br/historia/328321/Waiting_For_You/)
Até semana que vem, no sábado, se tudo der certo.
xx