Sweet Temptation

4 Capítulo Três - The First Day


Notas iniciais
Hey, meninas! Espero que gostem desse capítulo (;
A gente se fala mais na N/A!
Divirtam-se ;3

Edward POV.

Meus olhos corriam de um lado para o outro na mesa que eu ocupara quando Charlie não se encontrava. Minhas mãos buscavam às vezes pelo copo de café, às vezes pelo telefone. Bocejava de vez em quando, olhando o relógio e percebendo que, mais uma vez, eu estava ali depois do meu horário.

Sinceramente, eu não me importava tanto. Gostava do meu trabalho e, além do mais, fizera uma promessa a Charlie. E eu realmente pretendia cumpri-la.

Gostava de me dividir e ir às ruas, fazer rondas e depois voltava para a delegacia, onde eu dedicava o resto do meu tempo a todos os problemas que tinha para resolver.

Guardei mais alguns relatórios, todos prontos para serem devidamente arquivados. Bocejei outra vez, já tomando mais um gole do café. Por fim, puxei o último relatório que eu tinha que analisar, grifando partes importantes, fazendo anotações no canto da página e corrigindo algumas coisas. Assim que terminei, guardei em uma pasta e suspirei.

Comecei a juntar minhas coisas, pronto para sair dali e ir descansar um pouco, antes de ir visitar Charlie no hospital e voltar para mais um turno. Porém, antes mesmo que pudesse abrir a gaveta e retirar minhas chaves e celular, ouvi uma batida à porta, fazendo com que eu suspirasse.

Que não fosse mais um problema.

- Entre – gritei, encostando-me na cadeira e tornando a suspirar.

A porta se abriu somente para revelar Mike Newton, um dos novos policiais que haviam começado a trabalhar conosco há pouco tempo. Ele estava em fase final de treinamento e seria um policial melhor, caso não fosse tão atrapalhado.

- Desculpe-me incomodá-lo, senhor – disse –, mas há alguém que insiste em entrar aqui...

Respirei fundo.

- Eu estava de saída, Newton, então a não ser que seja importante e...

- Ela disse que é filha do Chefe Swan – interrompeu-me. – E insiste para que o senhor a veja.

Eu congelei imediatamente, por um momento me perguntando se tinha escutado direito. Dois dias haviam se passado desde o acidente de Charlie e desde que eu vira Bella. Quando fui visitar Charlie ontem e hoje, não tive nenhum sinal dela e mal pude me evitar de perguntar a mim mesmo se ela visitava o pai todos os dias.

Suspirei pesadamente e assenti para Mike, dizendo-lhe que poderia trazer Bella. Movi-me na cadeira, puxando um papel qualquer e fingindo ler. Escutei a porta do escritório tornando a se abrir e finalmente me mexi, erguendo a cabeça e vendo-a ali, parada com uma pequena pasta nas mãos.

- Bella – cumprimentei-a, apenas balançando a cabeça.

- Edward. – Acenou rapidamente com a cabeça também, se aproximando um pouco. – Vim trazer os papéis da minha transferência e minhas recomendações, tanto dos meus colegas de trabalho em Forks quanto dos meus professores na academia de Phoenix.

Eu a assisti abrir a pasta e retirar de lá alguns papéis antes de estendê-los a mim. Peguei-os rapidamente, correndo meus olhos por cada um deles, tentando não me mostrar surpreso demais. Para mim ainda era difícil acreditar no quão ela havia mudado.

Conseguia me lembrar de como ela costumava ser desastrada, sempre tropeçando em alguma coisa ou em seus próprios pés. E agora, vendo todas aquelas notas e aquelas recomendações, era praticamente impossível olhá-la com os mesmos olhos de outrora. De uma garota desastrada, com medo de sangue e hospitais, para uma mulher completamente diferente, séria demais, policial.

O que tinha acontecido para ela mudar tanto?

- Certo – disse, por fim. – Deixe esses papéis com Newton. Ele vai resolver tudo para você. Peça um uniforme também. Acredito que dentro de dois ou três dias, teremos tudo pronto e você já pode começar a trabalhar na próxima semana.

Ela assentiu rapidamente, sem sorrir em nenhum momento. Eu me inclinei um pouco, estendendo-lhe os papéis e a observei acenar rapidamente antes de sair do escritório, provavelmente já procurando por Newton.

Respirei fundo, fechando os olhos por um momento, lembrando-me da promessa que havia feito a Charlie dois dias atrás. Ainda não entendia o por que de Bella ter voltado, o por que de nunca ter visitado o seu pai, mas eu cumpriria tal promessa.

Eu não iria deixar que nada acontecesse a ela.

_

O resto da semana passou voando e enquanto estava aliviado por tudo estar correndo bem na delegacia, me encontrava me sentindo mais ansioso pela aproximação da segunda.

Bella começaria a trabalhar conosco.

Seu uniforme já tinha sido entregue a ela e ela já havia assinado tudo. Seus turnos já haviam sido organizados e ela já estava ciente de todos eles. Eu os conhecia de cor, mais do que ninguém até, já que havia os organizado junto com os meus próprios.

Como eu prometera a Charlie, manteria sempre um olho na filha dele.

Não sabia como ela era em campo, mesmo tendo lido suas avaliações. Enquanto que eu tentava me focar nisso, minha mente insistia em se lembrar da época que ela mal podia andar sem cair; como ela poderia correr atrás de bandidos agora?

Consegui tirar o domingo de folga e passei um tempo no hospital com Charlie, contando-lhe como tinha sido a semana na delegacia, que sua filha começaria a trabalhar conosco no dia seguinte. Não tinha certeza se ele conseguia me escutar, mas me sentia bem conversando com ele.

- Fique bem logo, Charlie – murmurei, me pondo de pé. – Estarei de volta em breve e espero ter notícias boas.

Dei-lhe uma última olhada ao sair do quarto de hospital, torcendo sinceramente para que, quando eu voltasse, tivesse uma notícia boa.

Bella POV.

O resto daquela semana, para mim, pareceu se arrastar. Entre passar um tempo no hospital com Charlie e resolver as últimas pendências para que eu começasse a trabalhar o quanto antes, o tédio estava tomando conta de mim.

Eu acordava cedo, todos os dias. Corria ao redor da casa de Charlie por uma hora, querendo me manter em forma ao mesmo tempo em que queria me distrair. Depois tomava um banho e arrumava a casa, tentando deixá-la sempre limpa. Fazia meu próprio almoço e comia sozinha. Tentava ler um livro, visitar meus locais preferidos da infância... sempre sentindo falta de trabalhar, sempre sentindo falta do meu pai.

Telefonava para Forks às vezes, sempre com medo de receber uma notícia ruim, mas as coisas estavam caminhando bem. Renée continuava indo às reuniões e ela e Phil estava conseguindo se revolver.

Havia outra pessoa com quem eu me falava também. Alice me ligara dois dias depois de eu ter chegado a Seattle, brigando por não ter avisado do acidente antes.

- Desculpe, Allie... – Eu tinha falado. – É que as coisas aqui acabaram acontecendo rápido demais e eu acabei me esquecendo...

- Certo – resmungou. – Qualquer coisa, me ligue, ok? Eu vou tentar tirar uma folga do trabalho para ir visitar você, mas acho que por agora vai ser difícil.

- Não se preocupe com isso – tentei tranqüilizá-la. – Se eu precisar, te ligo. Prometo que nos falaremos com freqüência agora.

Quando enfim a segunda chegou, eu me peguei sorrindo enquanto me arrumava. Vesti o uniforme e me virei para o espelho, prendendo meus cabelos em uma trança apertada. Suspirei quando terminei de me arrumar, meus dedos acariciando o Swan que se encontrava ali.

Eu tinha tanto imaginado esse dia desde que escolhera minha profissão. O dia que eu vestiria o mesmo uniforme que meu pai e que trabalharia com ele. Tinha muita fé e esperança de que ele logo ficaria bem, e que com o tempo voltaria a trabalhar. Enquanto isso, eu tinha um trabalho duro pela frente.

Eu tinha que provar para todos da delegacia que eu estava ali pelos meus méritos, não por meu pai ser quem ele era.

Tomei um café da manhã rápido antes de puxar minha mochila com tudo o que precisava. A delegacia ficava bem próxima dali, então eu fui caminhando, olhando para o tempo fechado de Seattle, respirando aquele ar puro e fresco.

Dobrei a esquina, já avistando a delegacia de longe, já vendo as viaturas estacionadas ali. Cumprimentei algumas pessoas e entrei, por um minuto ficando parada e encarando tudo ao redor.

Mordi o lábio inferior, virando a cabeça de um lado para o outro. O que eu deveria fazer agora?

- Srta. Swan? – Uma voz conhecida me chamou, fazendo com que eu me virasse.

- Olá, Mike – acenei para ele, vendo-o se aproximar com um sorriso no rosto. – Como está tudo por aqui?

- Está tudo certo – respondeu. – Bem, Edward pediu para eu te mostrar as coisas aqui. Não vai dar para dar detalhes no momento, mas acredito que você não ter nenhuma dificuldade.

- Obrigada, Mike – sorri. – Espero não estar te atrapalhando.

Ele negou imediatamente, sem deixar de sorrir.

Pelos próximos dez minutos fui informada de como as coisas ali funcionavam. Já estava ciente de meus turnos e horários, e fui apresentada ao vestiário, meu armário e tudo o mais.

- Edward vai ser seu parceiro hoje. – Mike me informou quando acabamos. – Ele pediu que a avisasse quando acabássemos tudo aqui.

Assenti rapidamente para Mike, meio congelada com o que eu acabara de ouvir. Não sabia se tinha sido uma coincidência ou se Edward tinha feito tal coisa de propósito, mas não pude deixar de me perguntar por que ele – que aparentemente não ia mais muito com a minha cara – tinha me escolhido como sua parceira.

- Você sabe qual é a viatura dele? – indaguei a Mike, antes que ele se afastasse de mim. Ele apontou para fora da delegacia, me mostrando qual era e eu sorri, agradecida. – Obrigada, Mike. Caso ele pergunte, diga que estou esperando lá, ok?

Afastei-me antes que ele pudesse me dizer alguma coisa, ainda me sentindo confusa. Lembrei-me do modo que Edward me encarara nas duas vezes que nos vimos.

Por que ele iria querer que eu fosse sua parceira? Quando tinha vindo lhe entregar todos os papéis, pensei que ele fosse querer ficar tão longe de mim quanto possível. E além do mais, pelo que eu estava sabendo, Edward estava cuidando de tudo enquanto meu pai estava na delegacia... Ele não deveria ficar aqui, como chefe, cuidando para que não houvesse nenhum problema?

- Bella?

Virei-me imediatamente, vendo-a ali. Fitei aqueles olhos verdes, me perguntando como as coisas tinham mudado tanto. Perguntei-me também o que teria acontecido caso meus pais não tivessem se separado, caso Edward e eu continuássemos vivendo praticamente juntos.

- Edward. – Balancei a cabeça, cumprimentando-o. – Mike me informou que eu serei sua parceira hoje.

Ele assentiu, pegando as chaves do carro.

- Você dirige hoje – anunciou, jogando as chaves para mim.

Peguei-as de primeira e isso pareceu surpreendê-lo, já que ergueu as sobrancelhas, um sorriso torto nascendo em seus lábios.

- O quê? – indaguei, dando a volta no carro e abrindo a porta do motorista.

- Nada. – Ele adentrou pelo lado carona, já colocando o cinto de segurança. – Vamos fazer uma ronda por aqui mesmo, ver como as coisas estão. Ainda se lembra de todas as ruas?

Assenti rapidamente, colocando a chave na ignição. Notei seus olhos em mim enquanto eu dava ré e começava a dirigir. Procurei dirigir nos limites da velocidade, sem vacilar em nenhum momento.

- E então, quando decidiu que seguiria a carreira de Charlie? – indagou, alguns minutos depois.

- Acho que sempre pensei nisso – dei de ombros. – Decidi por volta dos dezessete e comecei a batalhar por isso. Trabalhar em meu jeito desastrado talvez tenha sido a coisa mais difícil, mas eu consegui. Acho que os anos em Phoenix ajudaram também.

Ele assentiu rapidamente.

- Entendo... – sussurrou.

Nós passamos os próximos minutos em silêncio. Continuei dirigindo, nem um pouco incomodada com tal situação. Eu, sinceramente, ainda achava a forma que Edward vinha agindo muito estranha.

- Alerta. Temos um assalto em andamento na Holyoke Building...

Antes que a mulher no rádio do carro pudesse completar a fala, Edward disse que nosso carro estava a caminho. Liguei as sirenes e pisei no acelerador, lembrando-me exatamente da onde ficava o edifício histórico.

- Estacione ali – disse Edward assim que chegamos.

Parei o carro no local indicado, já desligando-o e retirando a chave. Guardei-a no bolsa e saí do carro, puxando minha arma e destravando-a. Vi que Edward fizera a mesma coisa e ambos caminhamos em direção à entrada do local.

- Vá pelo lado direito – sussurrou. – Eu vou pelo esquerdo. Tome cuidado.

Nós entramos e, como combinado, segui pelo lado direito, escondendo-me como podia. Torci para que o ladrão – se houvesse um mesmo – estivesse naquele primeiro andar.

Ao desviar de uma cadeira, percebi um movimento atrás de um balcão e estreitei os olhos. Abaixei-me o máximo que podia, deslizando e encostando em uma pequena mesa. Ergui a cabeça um pouco e observei um adolescente, aparentemente com uns 17 ou 18 anos, enfiando coisas aleatórias na mochila. Notei também uma mulher mais velha, provavelmente quem estava tomando conta da loja, escondida em outro canto dali.

Nenhum dos dois tinham me notado.

Aproveitando tal coisa e sem saber aonde Edward se encontrava, andei de forma rápida e silenciosa para trás do balcão, fitando as costas do garoto. Por fim, me levantei apontando a arma para ele, deixando que minha voz saísse o mais calma possível.

- Largue sua mochila e coloque as mãos aonde eu possa ver – falei.

O menino congelou na hora, soltando sua mochila rapidamente, deixando que algumas coisas que ele havia pegado escapassem e rolassem pelo chão. Vi quando ele ergueu os braços, as mãos visivelmente trêmulas.

- Vire-se devagar – continuei.

Mantive-me firme enquanto o via se virar, seus olhos arregalados de medo.

- Des-desculpe – gaguejou. – Eu não queria, eu só... eu só preciso de um pouco de dinheiro para...

Percebi Edward chegando perto de mim pela minha visão periférica, mas não desviei minhas atenções dos meninos. Continuei com minha arma apontada para ele enquanto Edward dobrava seus braços atrás das costas e o algemava. Só assim relaxei, voltando minha atenção para a mulher escondida no canto.

- Senhora? – chamei. – Está tudo bem?

Ela sorriu para mim, se pondo de pé e assentindo.

- Há mais alguém aqui? – perguntei.

Ela negou imediatamente e começou a contar o que tinha acontecido. Aparentemente o menino tinha entrado já a empurrando, a ameaçando com uma faca. Ela tinha corrido e se escondido, chamando ajuda pelo celular.

Pouco depois de pegarmos todas as anotações, guiamos o adolescente até o carro.

- Pode dirigir. – Edward falou, já adentrando pelo lado do carona.

Dirigi em silêncio. O adolescente permaneceu calado também durante todo o caminho, embora uma vez ou outra eu pudesse escutar seus soluços. Logo eu estava estacionando em frente a delegacia e saindo do carro, enquanto Edward pegava o menino.

- Pegue a mochila dele – falou – e tente descobrir se ele é menor. Se for, ligue para os pais imediatamente.

Assenti, já puxando a mochila e entrando. Conferi os documentos, chamei os pais e então dei a mim mesma uma pausa, pegando um copo de café. Adentrei a sala aonde ficavam os troféus e algumas fotos, sorrindo ao ver algumas do meu pai.

- Você fez um bom trabalho hoje, Bella.

Virei-me imediatamente, vendo Edward parado ali. Assenti para ele, sem saber o que dizer, e continuei a encará-lo.

- Eu vim te chamar para uma pequena reunião – disse. – Cuidei das coisas da delegacia por um tempo e hoje o Chefe de outra veio assumir por um tempo... Ele quer conversar com todos.

Tornei a assentir e o segui, vendo-o parar e adentrar outra sala, uma que Mike não tinha me mostrado. Vi vários outros policiais ali e um homem mais velho parado próximo a um quadro branco.

- Agora que todos estão aqui posso começar... – disse, assim que Edward e eu nos sentamos. – Como todos sabem, o Chefe responsável por essa delegacia sofreu um lamentável acidente na semana passada.

Engoli em seco, torcendo minhas mãos no colo.

- O oficial Cullen geralmente toma conta da delegacia quando Charlie está fora – continuou. – Porém, não sabemos agora quanto tempo tal situação vai durar e eu fui designado para tomar conta de tudo por aqui enquanto isso.

“Não sei quanto tempo vou ficar, mas gostaria que me conhecessem. Sou Clark Gerandy e caso tenham algum problema, estarei à disposição. Agora, ao trabalho, por favor.”

Todos nós nos levantamos, prontos para sairmos, mas ele ergueu a mão, parecendo se lembrar de algo.

- Eu gostaria que os oficiais Cullen e Swan ficassem um pouco mais – disse. – O resto de vocês está dispensado.

Eu olhei para Edward e para o Chefe Gerandy, sem entender o que ele poderia querer conosco, mas obedeci. Tornei a me sentar, vendo Edward fazer o mesmo, e ambos nós três ficamos em silêncio enquanto esperávamos todos saírem da sala.

Quando enfim a sala mergulhou no mais profundo silêncio, ele se aproximou, sentando-se em uma cadeira próxima a nós.

- Eu avaliei a ficha de ambos – começou – e devo dizer que estou impressionado. Ambos com notas máximas em avaliações, tanto nas escritas quanto nas físicas. É realmente impressionante para idade de vocês.

Eu assenti, ainda sem conseguir entender aonde ele queria chegar.

- Gosto de jovens policias assim – continuou. – Que sabem o que querem e que sempre buscam mais. Swan, conversei com seus chefes e professores em Phoenix e eles só tinham elogio para você. Cullen, conversei com todos aqui e com os professores em Los Angeles. Ambos se saíram bem, ambos deram o máximo de si, ambos são, agora, os melhores policias dessa delegacia.

Apertei minhas mãos no colo, sentindo meu rosto corar um pouco, como sempre acontecia quando recebia elogios demais.

- Como eu disse antes, não sei quanto tempo vou ficar aqui. – Ele se ajeitou na cadeira, suspirando um pouco. – Nós sabemos que a situação do Chefe Swan é delicada e não sabemos quando e se ele vai acordar, assim como não sabemos se haverão seqüelas... Por isso, quero propor algo aos dois.

Engoli em seco ao escutá-lo falar de Charlie daquele jeito, sentindo meu coração apertado contra o meu peito. Ajeitei-me na cadeira, tentando me livrar daquela sensação de desconforto.

- Vocês serão avaliados de mês em mês – disse. – Trabalharão juntos, serão parceiros sempre. Dentro de seis meses, juntarei todas as avaliações e verei qual foi o melhor. Caso o Chefe Swan melhore antes disso, suspenderei tais avaliações e vocês voltam a trabalhar com todos, revezar turnos, serem parceiros de outros. Caso não aconteça tal coisa, o melhor vai assumir o posto de Chefe da delegacia.

Eu congelei, encarando-o e sem ter certeza de que ele havia dito realmente aquelas palavras. Eu iria competir com Edward pelo maior posto da delegacia? Edward, que parecia me odiar por algum motivo desconhecido por mim?

- Alguma pergunta?

- Não, senhor – dissemos juntos, o que o fez rir um pouco.

- Certo – assentiu. – Vocês estão livres pelo resto do dia, até amanhã. Cheguem cedo, trabalhem juntos, batalhem por aquilo que eu sei que vocês querem. Nós nos falamos em breve.

Eu levantei, ainda me sentindo um pouco atordoada, e me despedi do Chefe, antes de ir até o vestuário pegar minhas coisas.

Procurei evitar Edward, sem querer ver a expressão de seu rosto, sem querer conversar com ele. Troquei-me o mais rapidamente que pude, puxando minhas mochilas e a jogando nas costas.

Acenei para algumas pessoas enquanto saía da delegacia, minha mente presa a tudo o que o Chefe Gerandy havia dito. Respirei fundo, caminhando em direção à casa do meu pai, tentando entender o que aconteceria daqui para a frente.

Eu passaria seis meses brigando por algo com Edward. Meu pai estava preso a uma cama de hospital e ninguém sabia se ele iria sair dali algum dia. E isso tudo havia acontecido em um espaço de uma semana. Uma semana desde que eu chegara a Seattle.

Se essas coisas tinham acontecido em um espaço tão pequeno, o que esperava por mim nos próximos meses?

Notas finais
N/A: Olá, como foi a semana de vocês, huh? Hmmm... Eles sendo parceiros durante seis meses, disputando um cargo importante na delegacia... Hmmm... Como será isso, hein?
Bem, quem quiser spoiler, já sabe, só deixar e-mail, ok?
Sexta que vem eu volto com mais um capítulo. Nele haverá outra notícia para Edward e Bella... haha.
Besinhos, garotas.
N/B: mesmo que não assumam isso, a Bella e o Edward formam uma dupla interessante no trabalho rs Parceiros? Hm Quero ver quando toda a ~tensão~ entre eles começar muah