Sweet Temptation
5 Capítulo Quatro - Partners
Notas iniciais
A gente se fala mais na N/A, povinho.
Divirtam-se!
Edward POV.
Parceiros.
Durante seis meses.
Parceiros.
Eu respirei fundo, passando a mão em meus cabelos, provavelmente os deixando mais bagunçados do que o normal. Por mais que eu tentasse me focar em outra coisa, qualquer coisa, minha mente continuava voltando para o momento que o Chefe Gerandy disse que, pelos próximos seis meses, Bella Swan e eu seríamos parceiros.
E pior ainda... disputaríamos o cargo de chefe da delegacia.
O quão irônico isso era?
Eu realmente estava impressionado com o modo que ela se portara em sua primeira ocorrência aqui. O modo que ela deslizara pela loja, apontando sua arma sem deixá-la tremer nem por um minuto, seus olhos sempre fixados à sua frente, nunca olhando para os pés ou para onde estava pisando e, mesmo assim, sem tropeçar em nada, desviando de tudo com tamanha perfeição.
A Isabella Swan que eu conhecia nunca teria sido capaz de tal coisa.
Suspirei pesadamente. Desde o primeiro dia que eu a vira, eu sabia que ela estava mudada. Meu pai havia deixado tal dito tal coisa. E mesmo assim, mesmo vendo as mudanças, às vezes apenas pequenos detalhes, eu me surpreendia.
E agora seríamos parceiros por seis meses. Agora disputaríamos um cargo. Agora trabalharíamos juntos, todos os dias, no mesmo carro, nos mesmos casos, sempre.
Seríamos avaliados uma vez por mês e no final desses seis meses, caso Charlie não tenha dado sinal de nenhuma melhora, um de nós seria o chefe e outro... Bem, o outro continuaria como um simples policial.
Balancei a cabeça, tentando me focar no filme que passava na televisão e que eu já havia, provavelmente, perdido mais da metade. Amanhã cedo eu teria de ir à delegacia e encarar Bella depois do que foi decidido. Não tinha a mínima ideia do que dizer a ela ou como agir.
Escutei meu celular tocar ao meu lado e o peguei de forma automática, já o colocando na orelha, sabendo que era minha mãe por causa do toque eu tinha selecionado para ela.
- Ei, mãe – sorri um pouco. – Como vai?
- Oi, filho. – Eu não podia vê-la, mas tinha absoluta certeza de que ela estava sorrindo também. – Tudo bem por aqui... E você? Anda um pouco sumido...
Eu deixei que o sorriso morresse, suspirando um pouco. Sabia que tinha muito tempo desde que tinha ido almoçar ou jantar com meus pais, mas entre a delegacia e o hospital, eu realmente não estava tendo muito tempo.
- Desculpe, mãe – murmurei. – Ando trabalhando muito... Uso meu tempo livre para descansar um pouco ou visitar Charlie no hospital.
- Está tudo bem, sério – riu. – Só liguei para saber se você precisa de algo... Quer que eu leve um pouco de comida para você ou algo assim?
Eu revirei os olhos, rindo um pouco. Mesmo já tendo saído de casa e já tendo idade suficiente para cuidar de mim mesmo, ela continuava se preocupando.
- Não se preocupe, mãe – disse. – Está tudo ótimo por aqui. E você sabe que eu sei cozinhar um pouco, então não se preocupe. As coisas agora devem se acalmar na delegacia, ok? Prometo ir jantar aí em breve.
- Vão se acalmar? – indagou. – Isso é ótimo, querido!
- É sim – respondi, de repente me lembrando do por que das coisas se acalmarem. – Bem, mãe, eu te ligo e a gente combina tudo, ok? Vou tentar ir jantar aí amanhã.
- Claro – ela disse de forma alegre. – Estarei esperando.
Desliguei o celular, jogando-o novamente para o sofá. Olhei as horas, notando que não tinha se passado das nove da noite. Mesmo assim, fiz meu caminho até o meu quarto após desligar a televisão e me joguei na cama, afundando meu rosto no travesseiro.
Amanhã Bella e eu seríamos parceiros mais uma vez. Parecia simples, a mesma coisa que tinha acontecido hoje, não era? Tudo tinha dado certo, tínhamos apreendido um menor de idade, ligado para uma assistente social, e falado com seus pais. Tudo bem tranqüilo, até.
Eu só esperava que as coisas continuassem assim. Esperava que esses seis meses fossem bem tranqüilos. Esperava que Charlie ficasse bom logo e pudesse ocupar o lugar que cabia a ele.
Esperava muitas coisas, mas não tinha certeza se todas elas se cumpririam.
_
Acordei um pouco mais cedo do que era necessário no dia seguinte, querendo provar ao chefe que eu podia ocupar aquele cargo na delegacia. Arrumei-me de forma rápida, arrumando meu coldre, pegando a arma, limpando minhas botas. Tentei até mesmo domar meus cabelos, o que não foi possível depois de algumas tentativas.
Guiei-me, enfim, até a delegacia, assoviando alegremente uma música qualquer que tocava no rádio, tentando me convencer de que estava tudo bem, que aquele seria apenas mais um dia de trabalho. Um dia como qualquer outro.
Estacionei, já descendo do carro e adentrando a delegacia, sendo cumprimentado por vários colegas de trabalho. Rumei para a minha mesa, sentando-me ali e vendo alguns relatórios meus que eu tinha que fechar. Abri um por um, analisando-os e tentando decidir em um que não ocuparia muito do meu tempo. Só queria algo para fazer até que Bella chegasse.
- Vejo que você chegou cedo também.
Eu girei na cadeira imediatamente, vendo-a ali na minha frente, já usando seu uniforme. Seus cabelos estavam presos em um coque, mas eu podia notar algumas mechas querendo escapar. Observei-a por um momento antes de balançar a cabeça e me por de pé.
- Bella – acenei. – Não imaginava que você fosse chegar cedo também.
Ela estreitou os olhos, inclinando a cabeça um pouco para o lado. Exatamente como eu tinha imaginado outrora, uma mecha de seu coque escapou, caindo no seu rosto.
- Você não é o único concorrendo a alguma coisa, Edward – disse. – Eu também levo a sério as coisas que eu quero. E sempre levei a sério esse trabalho.
Assenti, ficando calado por um momento apenas porque eu não sabia o que dizer.
- E então, pronto para uma ronda? – indagou. – De acordo com o chefe Gerandy, a quem eu vi agora a pouco, vamos revezar na hora de dirigir. Como ontem eu dirigi, hoje será sua vez.
Eu a encarei novamente, percebendo que ela realmente levava a sério aquele trabalho, aquele cargo. Seu rosto estava sério, sem sinais de um sorriso, sem sequer um brilho nos olhos.
Definitivamente, Bella mudara.
E muito.
- Vamos então – enfim disse, passando por ela sem dizer mais nada.
Puxei o molho de chaves que se encontravam em meu bolso e segurei a do carro, caminhando até o mesmo, abrindo a porta do motorista e entrando. Esperei que ela ocupasse seu lugar, em nenhum momento dizendo nada.
Se ela queria levar aquilo a sério, se ela iria lutar por aquele cargo, eu faria o mesmo. Exatamente o mesmo. Em seis meses, o melhor venceria.
Passamos toda aquela manhã fazendo rondas e atendendo a chamadas. Todas eram bastante leves: marido agredindo mulher, um homem bêbado perturbando um local específico, adolescentes fazendo desordens. Nada que exigisse que tivéssemos muita cautela e que usássemos nossas armas.
Geralmente não falávamos muito. Se no dia anterior eu tinha conversado um pouco com ela, tentando entender o porquê de ter escolhido aquela profissão, hoje conversamos somente o essencial.
Quando a hora do almoço chegou, paramos rapidamente em uma lanchonete. Sentamo-nos e ficamos por um momento em silêncio, esperando por nossos pedidos. Eu a observei de forma atenta, vendo seus dedos batendo de forma rápida na mesa, seus olhos disparando para todo o lugar, observando as pessoas, e outras vezes observando através das janelas, vendo as pessoas na rua.
Eu estava prestes a abrir a boca para perguntar o que ela estava pensando, quando seu celular tocou, chamando a atenção de várias pessoas naquele lugar.
E então, eu a vi corar. Algo que tinha feito antes, ontem, quando o Chefe Gerandy tinha nos elogiado.
Ela puxou o celular e eu a vi sorrir um pouco quando olhou quem era.
- Ei, Allie. – Ouvi-a dizer. – Não, não, estou no horário de almoço. – Eu a vi franzir a testa. – Está tudo bem? Certo, claro que não tem problema. Tudo bem. Ligue-me quando você tiver certeza. Até mais tarde.
Ela desligou e retornou ao silêncio de antes, observando tudo ao seu redor. Nossos pedidos então chegaram e ela, de forma muito educada até, agradeceu a garçonete, oferecendo um sorriso gentil.
- E então... – comecei, engolindo um pedaço do meu sanduíche. – Problemas na vida amorosa?
Seus olhos castanhos se voltaram para o meu rosto e ela franziu a testa por um minuto antes de balançar a cabeça e rir.
- Não vejo porque isso possa ser da sua conta – começou –, mas Allie é um apelido para Alice, uma amiga minha de Phoenix.
Eu assenti rapidamente, desviando os olhos e tomando um gole do meu suco.
Quando terminamos de almoçar, voltamos para a ronda e dessa vez, Bella dirigiu. Ela rodou por algum tempo, passando pelas ruas, observando os movimentos. Aquele parecia ser um dia bem tranqüilo, daqueles que a gente consegue sair no horário. Sabia que minha mãe ficaria feliz com tal coisa, já que aparentemente eu conseguiria jantar com ela naquela noite.
Escutei meu celular vibrando no bolso e o puxei.
- Fala, Newton – soltei, após verificar quem era e atender.
- Ei, Edward... – ele disse. – O Chefe Gerandy pediu para chamar todos de volta, ao que parece temos outra pequena reunião com ele agora.
- Certo – murmurei. – Chegaremos em breve.
Desliguei o celular e me voltei para Bella, que continuava focada no trânsito. Pigarreei para chamar sua atenção e ela finalmente me olhou, franzindo a testa.
- Algum problema? – indagou.
- Temos que voltar para a delegacia – disse. – Outra reunião.
Ela assentiu rapidamente, virando na próxima rua e contornando para voltar à delegacia.
O silêncio voltou a reinar no carro, nenhum de nós parecendo ser disposto a quebrá-lo.
Então, em um momento de devaneio me perguntei em um momento de devaneio se ficaríamos assim pelos próximos seis meses.
Bella POV.
Eu comecei a trabalhar naquele dia pensando na promessa que eu fizera ao meu pai. Levantara mais cedo, conferindo se meu uniforme estava completamente limpo, se minhas botas tinham alguma sujeira.
Parecia que eu sempre queria provar algo a alguém.
Primeiro foi o fato de que ser policial mulher não era visto bem por muitas pessoas. Segundo o meu emprego na delegacia que meu pai comandara por tantos anos. E agora... bem, agora eu simplesmente tinha que ser a melhor. Por meu pai.
Tinha que provar que poderia honrar o nome Swan, que poderia me tornar uma chefe, que poderia cuidar daquela delegacia tão bem quanto ele. Pelo menos, até ele ficar curado e poder voltar a trabalhar.
Eu realmente esperava que fosse em breve.
Saindo de meus devaneios, estacionei em frente à delegacia, saindo do carro sem esperar por Edward. Caminhei em direção a mesma sala de ontem, já vendo vários policiais ali. Sentei-me em um dos únicos lugares disponíveis, balançando a cabeça em direção aos cumprimentos que eu recebia.
- Olá novamente. – Clark começou em um tom sério. – Sei que muitos devem estar surpresos por eu estar os chamando aqui, mas... enfim, digamos que temos uma missão importante.
Ele se pôs de pé, apontando para um homem no canto. Eu o fitei, tentando me lembrar se o conhecia de algum lugar, mas infelizmente nada vindo em minha mente.
- Não sei se todos aqui conhecem, mas esse é Sam Uley, nosso detetive – apontou Clark. – Por favor, ouçam o que ele tem a dizer.
Sam se encaminhou até o quadro que havia ali, começando a distribuir vários fotos. Por fim, se virou.
- Não sei se todos aqui têm conhecimento sobre os problemas com drogas que nós estamos enfrentando ultimamente – começou. – De acordo com alguns infiltrados que eu tenho, haverá, na semana que vem, uma festa em uma boate. Eles ainda estão para decidir o local, mas eu já queria que vocês soubessem e fossem se preparando.
Ele parou por um momento, fitando as fotos e respirando fundo.
- Estamos querendo prender esses três caras – apontou para o quadro atrás de si – há três anos. Eles sempre tentam ser cuidadosos, mas esse ano conseguimos descobrir os planos antes que seja tarde demais.
“Consegui dois convites para a boate. Dois de vocês entrarão, farão de tudo para serem convidados para uma segunda festa, que é realmente aonde haverá a troca de drogas. Teremos alguns de vocês espalhados do lado de fora, outros em uma van, prontos para ajudarem os dois lá dentro precisarem de ajuda.”
“Os dois escolhidos precisarão se misturar, fazerem contato, tentar ganhar o passe livre para a segunda festa, que provavelmente vai ser em uma das mansões deles.”
Sam pareceu ter finalizado, olhando para nós para saber se tínhamos alguma pergunta antes de se afastar. O Chefe Gerandy tornou a se aproximar.
- Vocês serão informados até o fim de semana dos planos – disse ele. – Escolheremos dois de vocês para entrarem e os outros que ficarão do lado de fora. Mantenham-se atentos e preparados, por favor.
Ele nos liberou, dizendo que para voltássemos a nossa ronda. Segui em silêncio para fora da delegacia, brincando com a chave do carro. Não olhei para trás para saber se Edward estava me seguindo ou não, apenas adentrei o carro e fiquei ali, esperando até que ele entrasse também.
Eu esperava que eles me escolhessem como uma dos dois que entrariam na boate. Sabia que, provavelmente, se tal coisa acontecesse, Edward também iria, mas naquele momento eu não estava me importando muito com aquilo. Só queria provar para todos que eu merecia estar ali, que eu era boa no que eu fazia.
O quão ruim seria também? Ele e eu não teríamos de ficar o tempo todo grudados na boate. Cada um poderia ir para um lado e fazer o nosso trabalho, com a mesma missão, com o mesmo objetivo: conseguir um convite para ir à segunda festa.
Assustei-me quando ouvi o barulho da porta se abrindo e dei um pulo no banco do carro, antes de olhar para o lado e ver Edward ali. Ele me fitou por um momento, um sorriso torto nascendo nos seus lábios.
- Distraída, Bella? – indagou, puxando o cinto enquanto eu revirava os olhos e ligava o carro.
Nós ficamos em silêncio enquanto eu dirigia pelas ruas de Seattle, apenas fazendo rondas. Aquele dia estava sendo bem tranqüilo e eu meio que agradecia a isso. Queria sair daqui e passar no hospital, ver Charlie um pouco.
Atendemos mais duas chamadas antes de voltarmos para a delegacia. Ambas coisas leves e que resolvemos com ocorrência e conversa. Edward dirigiu na volta e eu apenas observei tudo, tentando ver se havia algo errado. Era estranho estar sentado com alguém ao meu lado sem conversar nem nada. Quando eu tinha meus parceiros em Phoenix e Forks – sempre variando entre homens e mulheres – e nossas relações, mesmo que profissionais, eram tranqüilas, boas.
Por que com Edward as coisas estavam sendo tão diferentes?
Tínhamos sido amigos durante anos, desde que nascemos praticamente. As coisas entre nós eram sempre fáceis... Por que agora tudo estava tão estranho e diferente?
- Chegamos – anunciou.
Olhei para a delegacia, só então percebendo que provavelmente já estávamos parados ali por um tempo. Desci do carro, sem dizer nada a ele, já me dirigindo para o vestuário. Arquivei tudo o que tinha para arquivar naquele dia, antes de pegar minhas coisas. Por fim, despedi-me de algumas pessoas e segui para a sala do chefe.
Bati à porta e esperei pelo entre dele.
- Senhor. – Adentrei a sala, fechando a porta atrás de mim. – O oficial Cullen e eu tivemos um turno bastante tranqüilo hoje, apenas algumas ocorrências, já devidamente arquivadas. Precisa de mais alguma coisa?
Ele sorriu.
- Pode ir, Isabella – disse. – Acredito que vai visitar seu pai no hospital?
Eu assenti rapidamente.
- Certo. Tenha um bom descanso. Até amanhã.
Acenei para ele, pedindo licença antes de sair. Saí da delegacia, caminhando até a esquina, já a procura de um táxi. Acenei para um e o vi se aproximar. Adentrei-o e disse o nome do hospital aonde eu queria ir.
Só queria passar um tempo com meu pai, ir para a casa do mesmo e dormir um pouco. Esperava estar na delegacia no dia seguinte bem cedo também, provando que eu queria muito aquilo, que eu tinha responsabilidades e, como eu mesma havia dito a Edward naquela manhã, que eu levava aquele trabalho a sério.
- Chegamos, policial. – O motorista do táxi sorriu para mim e eu retribuí, acenando rapidamente.
Dei-lhe uma nota de vinte dólares e desci do carro, dizendo que não precisava de troco. Caminhei em direção à recepção antes de ir até o elevador, apertar o mesmo botão de sempre e caminhar em direção ao mesmo quarto.
Adentrei o quarto e sentei-me ao seu lado, na cadeira que ficava próxima a cama. Acariciei sua mão, notando seu rosto já marcado pela barba, e suspirei pesadamente.
- Edward e eu estamos disputando sua vaga, pai – murmurei, mesmo sem saber se ele me escutava ou não. – Lembra de como costumávamos ser amigos? Acho que qualquer chance que havia foi embora no momento que o chefe atual anunciou tal coisa...
Inclinei-me um pouco na cama, apoiando minha mão no meu queixo.
- Sinto sua falta – suspirei. – Queria que você me visse trabalhando, sei que você ficaria orgulhoso de mim. Talvez um pouco preocupado, com medo de que algo acontecesse comigo nas ruas... Aposto que teríamos brigas sobre isso...
Ri baixinho, apertando um pouco sua mão, antes de ficar séria novamente.
- Mas tenho certeza de que tudo daria certo, não é? – sussurrei. – Como você sempre me prometia quando era pequena antes de sair para trabalhar.
Coloquei-me de pé, sabendo que teria de sair em breve. Inclinei-me, depositando um beijo demorado na sua bochecha.
- Continuo com minha promessa – disse. – Vou continuar me cuidando, ok? E vou ser a melhor policial, pai. Por você.
Olhei-o uma vez antes de sair do quarto, fazendo meu caminho até a saída. Parei por um momento para conversar com o médico, na esperança de ter alguma notícia nova, mas nada. Tudo continuava na mesma.
Agradeci e tornei a pegar outro táxi, dessa vez dando o endereço da casa de Charlie. Preparei uma macarronada para eu jantar e segui para o banho. Assisti um pouco de televisão enquanto eu comia e só então segui para a cama.
Tinha sido um dia bem tranqüilo e não passava das nove da noite. Porém, como eu acordara muito mais cedo do que necessário, não demorei muito a começar a me senti sonolenta.
E logo estava dormindo.
_
O resto da semana pareceu passar voando. Edward e eu continuávamos como parceiros, falando só o que era necessário. Alguns dias eram mais longos que outros, alguns eram tão tranqüilos que eu me pegava ficando mais dentro da delegacia cuidando da papelada do que fazendo rondas.
Na sexta, quando Edward e eu voltamos de mais uma ronda, fomos chamados à sala do chefe. Ambos nos olhamos, como se quiséssemos saber se o outro tinha ideia do que Gerandy podia querer conosco, antes de darmos de ombros e seguirmos para lá.
- Oficial Cullen, Swan. – Gerandy acenou assim que adentramos a porta. Percebi Sam ali, parado próximo a ele. – Sentem-se, por favor.
Sentamo-nos nas duas cadeiras que ficavam de costas para a porta, de frente para a sua mesa.
- Decidimos comunicar vocês de nossa decisão antes de nos reunimos com o resto dos policias – disse Sam. – Queremos que vocês dois entrem na boate disfarçados.
Eu segurei um sorriso, realmente feliz por estar tendo aquela chance.
- Tivemos uma ideia – começou o Chefe Gerandy – e para realizá-la realmente iríamos precisar de um casal.
Franzi a testa, não conseguindo entender aonde eles queriam chegar com tal coisa. Cruzei as mãos no meu colo e esperei que eles terminassem de falar.
- Temos um plano – continuou Clark. – Vocês entrarão na boate e fingirão que são namorados. Descobrimos que, na segunda festa, será somente permitida a entrada de casais, então precisamos que vocês trabalhem juntos.
- Certo. – Edward respondeu antes que eu pudesse dizer alguma coisa. – O que vocês precisarem, senhor.
Eu estava vagamente ciente deles explicando como o plano seria mais ou menos, mas eu realmente não conseguia me concentrar naquele momento.
Só conseguia pensar no fato de que em breve Edward e eu iríamos fingir ser namorados.
Engoli em seco, balançando a cabeça e tentando prestar atenção no que era dito.
Mesmo que, naquele momento, tudo o que conseguisse pensar era que eu sentia que algo mudaria depois de fingirmos.
Só não sabia se era algo bom ou não.
Notas finais
Obrigada pelo carinho de vocês (:
Besos
N/B: amo/sou esses dois hahahaha Eu já li o próximo capítulo e digo-lhes uma coisa: ta muito a~çsalsa~çlsa~çlsa~ç Ou seja, comentem muito que, quem sabe, a Deh não resolve postar antes, uh? Beijos, Friida.
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