Sweet Temptation

29 Capítulo Vinte e Oito - Time


Notas iniciais
Oi, meninas! Mil desculpas pela demora, mas enfim. Explico na N/A, ok?
Capítulo dedicado à Nanda A, pela recomendação. Obrigada, sua linda, eu amei! ♥
Divirtam-se (;

Bella POV.

Esperei sentada à minha mesa enquanto o chefe conversava com Edward. Meu coração batia de forma acelerada e eu mantinha minha cabeça baixa, não querendo ver o momento em que ele entrasse em meu campo de visão.

Eu estava com medo do que eu veria em seus olhos.

Passei a folha do relatório que eu estava tentando ler, embora não me lembrasse de nenhuma palavra da anterior, só querendo me distrair. Depois que o chefe falasse sobre sua decisão, ambos poderíamos ir para casa e amanhã o vencedor teria de se preparar para assumir o cargo.

Respirei fundo, apertando minhas mãos umas nas outras, tentando me acalmar. A qualquer momento, ele poderia surgir, eu ficaria sabendo do resultado e então poderia ir para a casa do meu pai… fingir que eu estava bem com tudo o que tinha acontecido.

Os sentimentos que tomavam conta de mim eram confusos; extremamente confusos. Mas mesmo assim eu me mantinha forte, não demonstrando a ninguém a verdadeira confusão em que eu me encontrava por dentro.

Era difícil – e muito – admitir que dormir na minha cama, sem Edward ao meu lado, era ruim. Eu sentia falta de nossas conversas, de tudo aquilo que fazíamos juntos. Mas mais difícil ainda, era admitir que eu tinha sido enganada, que eu tinha confiado nele… e que ele tinha feito o que fez.

Senti as lágrimas querendo chegar aos meus olhos e os fechei com força, tentando mantê-las longe. Eu vinha fazendo isso toda vez que a vontade de chorar se tornava forte. Tornei a respirar fundo enquanto tentava recuperar meu controle; controle que eu lutava tanto para manter erguido o tempo todo. Quando vi que tinha o conseguido de volta, por fim, abri meus olhos, voltando-os para o relatório, procurando me distrair e pensar em qualquer outra coisa, mas não consegui. Quanto mais eu tentava esquecer, mais eu lembrava.

Lembrei-me de quando o Chefe tinha me dito que eu tinha cometido um erro e que, graças a Edward, a operação não tinha sido um fracasso.

- Eu entendo, de verdade. – Lembrei-me do que o chefe tinha dito naquele dia. – Você tem muitas coisas na cabeça agora, Isabella... Seu pai no hospital, John te perseguindo... As pessoas cometem erros... E ainda bem que tínhamos Edward para nos ajudar.

E também me lembrei de tudo o que eu tinha pensado naquele momento.

Eu contando a ele sobre o caso dos Roff, ele me ajudando sempre que teve a oportunidade... Eu só sabia que ele tinha armado aquilo. Tudo o que tinha acontecido nos últimos dias me mostrava claramente que eu tinha cometido um erro ao lhe contar a verdade.

Quando eu saí da sala do chefe naquele dia, eu ainda tentava dizer a mim mesma que eu poderia estar enganada, que tudo não tinha passado de uma coincidência, mas assim que olhei nos olhos dele… eu simplesmente sabia.

Peguei-me suspirando pesadamente enquanto fechava o relatório; desistindo de lê-lo. Apoiei minha testa em minhas mãos e bocejei. Eu só queria que o chefe anunciasse aquilo logo para eu poder ir para casa e dormir.

Ou tentar, como vinha acontecendo ultimamente.

- Hmmm... Bella?

Eu imediatamente olhei para cima, meu rosto de repente frio, olhando para um Edward meio hesitante. Não permaneci olhando para ele por muito tempo, porém. Eu não queria ver no rosto dele que ele tinha ganhado.

Não esperando que ele falasse alguma coisa, pus-me de pé e passei ao seu lado, indo direto para a sala do chefe. A porta estava fechada, por isso bati e esperei um momento, até ele dizer que eu podia entrar.

Mark sorria enquanto eu andava até a cadeira, o que poderia ser um bom sinal, assim como podia não significar nada. Ele sempre fora gentil e mesmo em meio ao caos, procurava ser gentil com todos.

- Olá, Isabella. – Ele continuava a sorrir. – Por que você não se senta?

Eu assenti, incapaz de retribuir ao seu sorriso, e me sentei, meus olhos atentos a ele, esperando que ele anunciasse qual de nós tinha ganhado.

- Bom, não vou enrolar para dizer quem ganhou – ele disse. Desviou os olhos de mim por um momento e pegou alguns papéis. – Vocês empataram em quase todos os testes, como já sabem. E Edward ficou um pouco à frente devido ao que aconteceu recentemente... Mesmo assim, você ganhou alguns pontos por ter ficado praticamente à frente no caso e com os resultados no último teste devo dizer que...

Olhei-o com expectativa, meu coração batendo de forma rápida e acelerada.

- Parabéns, Isabella – concluiu. – Você ficou à frente de Edward por alguns pontos e… vai ser responsável por esta delegacia de agora em diante.

Senti um sorriso nascendo em meu rosto e o agradeci cerca de três vezes, antes de me levantar e ser liberada para ir embora. Combinei de chegar mais cedo amanhã, apenas para conversarmos sobre tudo – porque embora eu tivesse comandado uma delegacia antes, ela era em Forks, então haviam algumas coisas que eu tinha, sim, que aprender e entender –, e enfim fui embora, passando direto por Edward, nem mesmo me lembrando de passar pelo vestiário.

Entrei no meu carro e comecei a dirigir em direção ao hospital, só querendo ver meu pai logo e contar a novidade. Fazia algum tempo que eu não sentia essa felicidade, e eu até tinha diminuído minhas visitas a ele. Ele ainda continuava na mesma e mesmo não querendo admitir tal coisa, a cada dia que passava, minhas esperanças diminuíam.

Eu não sabia se algum dia ele acordaria.

Estacionei no hospital e me dirigi para dentro do mesmo. Fui até o médico em primeiro lugar, aproveitando o fato de que ele estava de plantão, e conversei com ele sobre a condição do meu pai, somente para escutar a mesma coisa de sempre.

Ele ainda não tinha apresentado sinais de piora ou melhora.

- Obrigada, doutor – eu disse, forçando um sorriso. – Posso vê-lo agora?

- Claro, Bella – ele sorriu de volta.

Puxei a cadeira já conhecida por mim assim que entrei no quarto, arrastando-a para perto da cama. Sentei-me na mesma e peguei a mão dele nas minhas, torcendo para que ele acordasse logo. Eu sentia falta dele.

E muita.

- Oi, pai – murmurei. – Eu não sei se você me escuta ou algo assim, mas… eu consegui. Consegui o cargo de chefe da delegacia. Sou a Chefe Swan agora... Engraçado, não?

Soltei um riso e balancei a cabeça, de repente sentindo vontade de chorar novamente. Segurei-a, porém, não querendo chorar agora.

- Espero que você esteja escutando isso, pai – apertei sua mão de forma delicada. – Porque eu sei que você ficaria orgulhoso de mim, assim como ficou quando lhe contei que pretendia seguir sua profissão.

Permaneci com ele durante alguns minutos, conversando sobre coisas banais. Depois que terminei, prometi voltar logo para lhe contar como estava tudo na delegacia e saí, começando a me preparar para ir para casa.

Ultimamente eu vinha comprando comida pronta, ou a fazendo o mais rápido possível na cozinha, não querendo ficar na presença de Edward durante muito tempo. Por isso, parei para comer em uma lanchonete, embora não sentisse muita fome. Procurei focar minha mente em tudo o que tinha conversado com o chefe e meu pai hoje, não querendo trazer lembranças desagradáveis à tona. Entretanto, enquanto meus olhos vagavam para o local, vi uma ruiva e uma loira sentadas à mesa, não tão distantes de mim, conversando. Engoli em seco, lembrando-me do que tinha acontecido há alguns dias.

Edward aos beijos com uma ruiva na boate. Como se nada tivesse acontecido entre nós, como se nunca tivéssemos ficados juntos. Imediatamente, lágrimas chegaram aos meus olhos, antes que eu pudesse impedi-las. Não querendo que ninguém ali visse aquilo, levantei-me de forma rápida e coloquei uma nota de vinte dólares ali, sem me preocupar com o troco. Corri para o carro e fiquei ali durante um tempo, tentando me acalmar.

Eu não entendia por que estava me sentindo desse jeito, com essa mistura de sentimentos me deixando louca. Desde que tinha me mudado de Seattle e passara a praticamente cuidar da minha mãe sozinha, eu não tinha me permitido sentir assim. Quando me mudei para Phoenix tive meus namorados, mas nada que tenha me feito me sentir desta maneira depois que acabara...

Por que agora era diferente?

Bati a testa no volante, procurando me recompor, e por fim liguei o carro. Comecei a dirigir em direção à casa do meu pai – bem ciente de que estava bem mais tarde do que o horário que eu costumava chegar, mas nem mesmo conseguindo me importar com tal coisa agora. Eu tinha que continuar a ser forte e a manter meu controle, para conseguir passar os dias como se nada tivesse acontecido, mesmo que, por dentro, eu me lembrasse de cada detalhe.

Eu fingia que nada havia acontecido.

Acenei para o policial dentro da viatura quando estacionei na garagem. Tudo o que eu queria naquele momento era tomar um banho e dormir. Desci do mesmo e caminhei até a porta, já sentindo meu coração acelerar e meu estômago embrulhar.

E assim que abri a porta, senti uma pessoa me abraçando, o que me fez ofegar.

- Bella! – A voz de Edward soava preocupada. – Onde você estava? Eu liguei para o seu celular diversas vezes, mas você não atendia, já tinha saído da delegacia… eu já ia ligar para o pessoal e...

Afastei-me rapidamente do seu abraço, por mais que eu quisesse ficar nele, e fitei a parede atrás de sua cabeça, incapaz de olhar em seus olhos. Por que ele fingia que se preocupava e se importava depois de tudo o que tinha feito?

- Estou ótima, como pode ver – murmurei, ainda evitando olhá-lo. – Agora, se me der licença...

Passei direto por ele, indo para o quarto e fechando a porta atrás de mim. Fechei os olhos com força e respirei fundo, antes de me afastar e procurar por uma roupa. Por mais que eu quisesse ficar naquele quarto pelo resto da noite, eu ainda precisava tomar banho.

Tomei-o rapidamente, muito embora tivesse motivos para ficar enrolando. Quando saí, Edward estava parado próximo à porta do meu quarto, seus olhos nos meus.

- Eu… eu sei que você não quer isso, mas será que a gente pode conversar só por um minuto? – ele indagou, me fitando com expectativa.

- Eu acho melhor não – murmurei, desviando meus olhos. – Eu estou cansada e tenho que me levantar mais cedo amanhã...

Edward suspirou pesadamente, mas assentiu, se afastando da porta.

- Tudo bem, então – ele disse. – Podemos conversar depois.

Tornei a correr para o quarto, mas desta vez me tranquei lá dentro, sentindo um grande alívio por não ter que sair dele agora. Mantive-me firme, mesmo que às vezes me batesse aquela vontade de pronunciar: “por quê?”

Entretanto, como eu não podia fazer tal coisa, simplesmente caminhei até a minha cama e deitei na mesma, e não demorou muito para que o sono tomasse conta de mim.

_

Como havia combinado com o chefe outrora, cheguei à delegacia bem cedo no dia seguinte, pronta para tomar conta do cargo. Ele só ficaria ali por mais alguns dias, já que tinha que voltar para o seu próprio cargo, mas estaria à disposição caso eu precisasse dele para alguma coisa.

Como eu imaginava que seria, meus próximos dias foram agitados e eu mal tive tempo de parar para descansar. Eu gostava do trabalho – e tinha lutado muito por ele –, mas sentia, sim, saudade de fazer minhas rondas, de ir para a rua e buscar os ladrões. Às vezes, depois que o chefe foi embora e eu me via sozinha no local que agora era a minha sala, eu me pegava me lembrando de quando fazia tal coisa com Edward.

Edward que tinha outro parceiro agora e que não me procurara desde o dia que e tinha dito a ele que não poderíamos conversar.

Uma semana depois que eu tinha ocupado o cargo, porém, ele apareceu na minha sala, sério demais e com um papel na mão. Já estava quase anoitecendo e eu ainda tinha algumas coisas a fazer, papéis que eu deveria rever e arquivar naquele mesmo dia. Por isso, eu apenas murmurei um ‘entre’ em voz alta e voltei minha atenção para eles, esperando que a pessoa que tinha batido começasse a falar.

- Hm, oi, Bella – murmurou Edward, fazendo minha cabeça disparar até a ele. – Eu meio que precisava falar com você. Assunto do trabalho.

Eu assenti, deixando os papéis de lado por um momento; com Edward ali eu não conseguiria me concentrar neles. Apontei para a cadeira e o fitei com atenção, tentando me mostrar série e profissional, por mais difícil que fosse.

- Há algum problema? – eu indaguei.

Ele negou e sorriu de forma hesitante, antes de esticar o papel que ele estava segurando – e que só então eu havia notado. Eu o peguei e li rapidamente, e meus olhos se arregalaram um pouco ao ver o que estava escrito.

- Eu tinha conversado com o Mark Gerandy, pouco antes de você assumir o cargo, sobre esta proposta – ele sussurrou alguns minutos depois que eu terminei de ler. – Ele me disse que era uma coisa boa, mas que eu precisaria de sua autorização para ir... Eu esperava que você fosse concedê-la, porque não é uma coisa boa só para mim… é boa para a delegacia também.

Eu assenti, incapaz de discordar disso. Ter um policial um pouco mais treinado nunca era demais; pelo contrário, isso só nos favorecia.

- É um curso de dois meses em Nova York? – eu indaguei. Ele apenas assentiu. – E quando você… você sabe, vai?

Ele deu de ombros.

- Um amigo me ofereceu esse curso há alguns dias e eu fiquei de pensar – disse. – Tenho que estar lá em até duas semanas... Fiquei um tempo pensando e devido ao que aconteceu recentemente, eu acho que esse tempo vai ser melhor… para todo mundo.

Abaixei minha cabeça, voltando a ler o papel que eu deveria assinar, autorizando Edward a ficar fora por dois meses, com metade das despesas de seu curso pagas por nós. Analisei tudo cerca de três vezes, me preparando para dizer que ele podia ir.

Mesmo que eu me sentisse confusa por dentro. Eu queria me manter afastada de Edward devido ao que tinha acontecido, já que eu não era mais capaz de confiar nele, mas, ao mesmo tempo, eu queria pedir que ele ficasse.

E isso não fazia o menor sentido.

- Bom, eu não vejo nenhum problema – sussurrei, ainda com a cabeça baixa. – Vou ter que arquivar e olhar direito com a administração, mas amanhã mesmo eu devo lhe entregar o papel assinado, então… pode começar a se preparar para a viagem.

Pela minha visão periférica fui capaz de vê-lo assentir, mas não fazendo nenhum movimento para se mover. Continuei ali, fingindo estar lendo alguma coisa que, provavelmente, em breve eu saberia de cor, sem saber o que mais ele poderia querer falar.

Por favor, não mencione o que aconteceu recentemente. Por favor, eu não serei capaz de aguentar.

- E Bella? – ele enfim me chamou. Esperei alguns minutos, querendo saber o que ele falaria, mas ele tornou a chamar meu nome e se calou. Somente quando ergui a cabeça e o fitei, que ele continuou: – Eu pedi a uma colega nossa para ficar com você na casa de Charlie por alguns dias, devido ao John, e ela concordou, é claro. Haverá ainda uma viatura vigiando sua casa, como de costume, e você nunca estará sozinha.

Meu coração acelerou, algo que vinha acontecendo com mais freqüência, toda vez que eu pensava em Edward ou estava perto dele. Senti meu estômago embrulhar também, e me vi incapaz de responder, sem conseguir entender porque ele continuava a fingir que se preocupava comigo, depois de tudo o que havia feito.

- Tomei a liberdade de falar disso com o Mark e ele concordou, é claro – continuou. – Ele ainda estará meio que de olho nesse caso, assim como Sam, então… você não deve se preocupar.

Edward ficou me encarando, e eu assenti quando vi que ele esperava por uma resposta minha. Ele sorriu de forma hesitante logo em seguida e por fim se levantou.

- Bom, acho que nos vemos daqui a pouco – disse. – Obrigado por me ouvir, Bella.

Observei-o sair da sala, sem dizer mais nada e ainda meio confusa com tudo o que tinha acontecido. Quando ele fechou a porta atrás de si, provavelmente pronto para ir embora para casa, eu apenas abaixei minha cabeça e a apoiei na mesa, sem conseguir me entender.

O que estava acontecendo comigo? Por que esses sentimentos confusos tomavam conta de mim?

_

No dia seguinte, Edward recebeu o papel assinado e começou a tomar todas as providências para viajar na semana seguinte. Ele continuou vivendo na casa do meu pai durante esses dias e nós continuamos a ficar distantes um do outro. Fora do ambiente do trabalho eu continuava o respondendo de forma curta e fria, e apenas quando ele precisava falar comigo como um policial, que eu parava para ouvi-lo.

Por mais que eu não admitisse tal coisa, doía.

Por isso, na próxima semana, eu tive que vê-lo terminar de arrumar suas malas e assistir Chloe entrar com as duas, aparentemente animada por ter que ficar comigo pelos próximos dois meses. Eu a mostrei o quarto onde Edward estava ficando, antes de voltar para sala e assisti-lo terminar de ajeitar suas coisas.

- Eu deixei meu número anotado no seu bloco, então qualquer coisa me ligue, ok? – ele murmurou, me fitando com atenção. – Eu… bem, eu quero saber como anda o caso de John, então caso ele entre em contato ou algo assim...

- Você não tem que se preocupar com nada – eu disse, cortando-o. – Apenas… vá. Eu posso cuidar de tudo por aqui.

Edward engoliu em seco, mas assentiu. Ele não se moveu, porém, em nenhum momento deixando de me analisar.

- Bella, eu realmente sinto muito – sussurrou. – Você não tem ideia de como eu...

- Vá, Edward – tornei a cortá-lo. – Espero que você tenha um bom curso.

Eu dei-lhe as costas, incapaz de vê-lo ir ou ver o que ele ia fazer. Alguns minutos depois, escutei o barulho da porta sendo fechada e soltei um suspiro, ao mesmo tempo em que uma lágrima escorria pelo meu rosto.

- Faça uma boa viagem, Edward – murmurei, sabendo que ninguém poderia me escutar, mas mesmo assim querendo pronunciar aquelas palavras em voz alta. – Espero mesmo que faça uma boa viagem.

_

Os próximos dias foram corridos, o que eu meio que agradeci, e eu não tive muito tempo para parar para pensar no que tinha acontecendo recentemente. Chloe continuava a ficar comigo na casa de Charlie e ela era até uma companhia agradável. Em meio às visitas que eu fazia ao hospital – sempre escutando que Charlie não tinha melhorado nem piorado –, problemas na delegacia, casos a resolver e John – que estava ainda sumido – para me preocupar, eu mal parava.

Mas eu estava gostando disso. Movimentar-me não me permitia pensar tanto e ficar revivendo coisas que só traziam mais sentimentos; sentimentos que me deixavam completamente confusas.

Dez dias após ele ter ido, eu me vi finalmente indo para casa mais cedo, só querendo comer alguma coisa, tomar um banho e ver um pouco de TV. Eu só voltaria para a delegacia no dia seguinte, após o almoço – isso se eles não precisassem de mim antes, é claro –, e queria descansar um pouco. Chloe e eu conversamos um pouco enquanto ela preparava uma comida para nós, e depois de comermos fui para o banho. Quando saí do mesmo peguei meu notebook e rapidamente respondi os e-mails de Alice – que vivia me perguntando sobre como Edward e eu estávamos, e eu evitava a todo o custo responder tal coisa, mesmo sabendo que ela em breve descobriria –, antes de me jogar no sofá e ligar a televisão.

Coloquei em um canal qualquer, só querendo me distrair mesmo, e logo me vi dando boas risadas do filme. Em uma das propagandas, porém, acabei cochilando… e fui acordada pelo som do telefone tocando.

Franzindo a testa, porque era tarde demais para ser uma ligação casual, eu corri e o peguei.

- Alô? – murmurei, meu coração acelerando.

Eu ouvi o que a pessoa do outro lado tinha a dizer sem conseguir acreditar, lágrimas imediatamente surgindo em meus olhos. Sentei no sofá sem me dar conta de nada, um sorriso enorme nascendo em meu rosto.

Meu pai, meu Charlie… ele tinha acordado.

Notas finais
N/A: Papai Charlie acordou!!! Confesso que, no começo, eu iria meio que deixá-lo morrer e tal, mas tive umas ideias depois e resolvi que ele acordaria exatamente aí, depois que a Bella descobrisse que o cargo de chefe era dela e que o Edward fosse passar um tempo "longe". Ele resolveu fazer isso porque hmmmm, acho que vocês conseguem imaginar. Mas a Bella precisa desse tempo e tudo o mais. Agora, vamos ver o que acontece daqui pra frente. Em dois meses (um pouco menos, até) o Edward volta e vamos ver o que ele fará para reconquistar a confiança da Bella.
Enfim, meninas, desculpem-me por não ter postado na semana passada, mas realmente não deu. Ando tão ocupada que mal parei essa semana. Só liguei o notebook porque eu realmente precisava olhar umas coisas e não por diversão, então... desculpem-me mesmo, ok? Posso demorar um pouquinho pra postar, atrasar e tudo o mais, mas não abandonei a fanfic. Então, cruzem os dedinhos e torçam pra eu tá aqui no sábado que vem (acredito que estarei, mas não vou prometer nada) :3
Como eu disse acima, capítulo dedicado à Nanda A. Obrigada, de verdade, linda, pela recomendação, ok? Eu amei! Espero que tenha gostado do capítulo.
Espero ver vocês na semana que vem!
xx