Sweet Temptation
35 Capítulo Trinta e Quatro - Home Invasion
Notas iniciais
Espero que gostem (;
Edward POV.
Clark me fitou durante alguns momentos, em silêncio, e depois deu uma olhada nas anotações que eu tinha feito ao longo do dia, provavelmente pensando no mesmo que eu. Quando terminou, suspirou pesadamente e apoiou a cabeça nas mãos, parecendo não saber o que dizer.
- Um traidor – ele disse por fim. – Você tem ideia de quem seja?
Suspirei pesadamente, e me sentei à sua frente, imitando sua posição anterior. Parecia que Bella estava desaparecida há anos, mas faziam horas apenas... E tudo o que tínhamos era a certeza de que havia um traidor ali dentro, e nem mesmo sabíamos quem era, ou suspeitávamos de alguém.
- Não – respondi. – Nenhuma ideia.
Ambos ficamos em silêncio durante alguns minutos, perdidos em nossos próprios pensamentos. Eu abria a boca de minuto em minuto, pronto para falar algo, somente para fechá-la no segundo seguinte; eu não tinha ideia do que dizer.
- Não tenho ideia de quem seja também. – Clark tornou a se pronunciar, enquanto acariciava o queixo com dois dedos. – Talvez seja melhor que mantenhamos isto entre nós dois. Infelizmente, pode ser qualquer um… e eu não quero arriscar.
Eu assenti imediatamente, aceitando a sua ideia sem nem rebatê-la; eu não faria nada que pusesse Bella em perigo.
- E Charlie? – eu indaguei. – Provavelmente deveríamos falar com ele também. Ele trabalhou aqui durante anos, mais tempo do que nós dois, e conhece todos os funcionários, exceto os que entraram durante o período que ele estava em coma... E também trabalhou no caso do Carter...
Clark assentiu.
- É uma boa ideia – ele murmurou.
- Devemos chamá-lo aqui ou?... – Eu deixei a pergunta no ar, incerto de como deveria completá-la.
Não foi preciso, porém. Clark pareceu compreendê-la.
- Não, é melhor não – disse. – Vamos marcar em uma lanchonete, ou qualquer lugar do tipo. Longe dos olhares daqui e daqueles que estão na casa dele, cuidando de tudo por lá. Não quero que ninguém saiba que estamos indo discutir um caso.
- E caso alguém perguntar, devemos dizer que estamos apenas indo comer algo? – eu tornei a indagar. – A pessoa que está ajudando John não seria tão estúpida assim...
O chefe Gerandy tornou a assentir e ficou calado durante alguns segundos, provavelmente pensando. Por fim, ele reuniu os papéis que eu tinha jogado – de forma desesperada quando entrara ali, louco para compartilhar aquilo que eu tinha descoberto – e os colocou em um envelope, antes de se por de pé. Eu o segui, muito embora ainda não soubesse o que ele pretendia fazer.
- Vamos dar a desculpa que estamos apoiando Charlie – ele começou, enquanto pegava seu casaco e o vestia – e o estamos levando para comer algo, tirando-o de perto da casa que está cheia... Não é uma excelente ideia, mas é boa. Não acredito que alguém vá desconfiar.
Eu assenti, o seguindo para fora de sua sala.
Ele disparou ordens para algumas pessoas, dizendo que estava se retirando para comer algo, mas que estaria de volta em breve. Eu entrei no carro dele, sem me importar com o meu – já que eu voltaria para a delegacia também –, e seguimos para a casa de Charlie. Desde o que tinha acontecido com Bella, vários policiais ficavam ali por perto, entrando e saindo – provavelmente tornando aquele local sua segunda casa ou algo assim –, mesmo que não tivesse muito o que fazer ali àquela altura.
- Quer esperar aqui ou vai entrar comigo? – ele indagou, depois de estacionar e retirar o cinto.
Olhei para a quantidade de policiais ao redor da casa e imaginei o número que estava lá dentro, pensando também em como as memórias me atingiriam com força se eu entrasse.
- Vou esperar aqui – murmurei.
Gerandy assentiu.
Eu o assisti andar até a entrada da casa, parando rapidamente para falar algumas coisas com alguns de meus colegas de trabalho, mas fui impedido de vê-lo entrar pelo toque do meu celular. Suspirando, puxei-o do bolso e fiz uma pequena careta ao olhar a tela: era Esme. Eu vinha evitando as ligações dela, do meu pai e de Alice nas últimas horas, não querendo ter que explicar tudo o que estava acontecendo – até porque eu não sabia muito. Entretanto, eu sabia que se não atendesse, minha mãe ficaria preocupada e viria atrás de mim.
Eu não poderia fugir dela para sempre.
- Oi, mãe – respondi.
- Edward! Você me deixou preocupada! – Eu engoli em seco ao ouvir seu tom de voz, enquanto suspirava. – Por que não tem atendido minhas ligações?
- Sinto muito, mãe – eu murmurei. – Ando meio ocupado...
Ela suspirou, e depois ficou calada durante alguns segundos.
- Vocês não têm notícias de Bella ainda? – Sua voz soou chorosa, o que me fez lembrar que ela gostava de Bella como filha.
E isso fazia com que eu me lembrasse de Renée... Ela estaria chegando na manhã seguinte, junto de Phil, e provavelmente deixaria Charlie louco. Assim como Alice. Eu não conhecia a amiga de Bella assim tão bem, mas tinha certeza que não demoraria muito para ela estar aqui também.
- Ainda não – sussurrei, sentindo meu coração apertar.
Eu queria minha garota comigo logo. O quanto antes. Eu precisava dela, viva e em segurança em meus braços.
Esme começou a fazer perguntas e eu as respondia de forma automática, meus olhos voltando para a porta de entrada da casa de Charlie. Interrompi um de seus interrogatórios educadamente quando vi Charlie e o chefe saindo da casa.
- Tenho que ir agora, ok? – eu disse, quando ela começou com mais um ‘mas’. – Tenho que investigar umas coisas aqui...
Ela suspirou.
- Certo, mas não suma, ok? – pediu, antes que eu desligasse. – Por favor, assim que tiver notícias entre em contato. Sei que é uma investigação policial e há coisas que você deve manter para você, mas… estamos preocupados com Bella, filho.
- Eu sei, mãe, e sinto muito por não dar notícias antes – murmurei, me sentindo um pouco culpado, a cada minuto desejando mais que Bella aparecesse logo, que qualquer pista, nem que fosse mínima, surgisse. – Eu entro em contato assim que eu puder.
Desliguei logo em seguida, antes que ela me fizesse prometer algo que eu não poderia cumprir, e esperei enquanto Charlie e Gerandy entravam no carro. Eu apenas cumprimentei Charlie, não dizendo para onde estávamos indo nem sobre minhas suspeitas, e nem o chefe comentou nada também. Foi, então, uma viagem um pouco demorada e silenciosa.
Quando chegamos a um local mais afastado da cidade, descemos do carro, nós três ainda em silêncio. Eu não sabia o que o chefe havia dito a Charlie, mas ele devia ter explicado alguma coisa. Se me trouxessem para uma lanchonete no meio da noite, enquanto minha filha estivesse sumida… eu não estaria em silêncio.
Nós nos sentamos à uma mesa mais ao canto. Se alguém estivesse nos seguindo ou tentasse escutar, seríamos capazes de notar.
- E então, vocês vão me contar por que me trouxeram aqui ou eu vou ter que adivinhar? – Charlie indagou, assim que a garçonete se afastou com nossos pedidos anotados.
- Gostaríamos de lhe mostrar uma coisa, Charlie, e saber da sua opinião. – O chefe disse, pegando o envelope e tirando os papéis, antes de entregá-los a Charlie. – Acho que a sua ajuda será muito bem vinda...
Charlie examinou papel por papel, e não disse nada durante alguns minutos. Quando ele acabou de ler, ele nos olhou, seus olhos um pouco arregalados, sua respiração um pouco mais rápida do que o normal.
- Um… traidor? – ele murmurou, sua voz soando baixa até demais. – Vocês estão pensando que há um traidor?
Eu e Gerandy assentimos, e Charlie suspirou.
- Eu estou há muito tempo na delegacia, como vocês sabem... – sussurrou. – Trabalho junto de Sam no caso do John Carter há muito tempo também, e tantas pessoas passaram por ele...
Ele se calou quando a garçonete se aproximou, trazendo apenas o café que tínhamos pedido; nenhum de nós estava realmente muito a fim de comer.
- Nós o trouxemos aqui porque não queremos que ninguém saiba desta conversa – eu disse, antes que Charlie pudesse dizer mais alguma coisa. – Não acho que, à esta altura, possamos confiar em alguém... Tudo o que dissermos aqui, deverá permanecer aqui. Até acharmos o culpado… e acharmos Bella, obviamente.
Perdi-me em meus próprios pensamentos durante alguns minutos depois disso, me perguntando onde ela poderia estar, se ela estava bem... Todas as saídas estavam sendo vigiadas – e assim permaneceriam até que ela fosse encontrada –, mas John já tinha nos enganado antes... E com a ajuda de um policial, quem garantia que ele não poderia fazer tal coisa novamente?
- Pense, Charlie. – Fui despertado dos meus devaneios com a voz de Gerandy. – Pense em alguém que está desde o começo, que tenha ajudado com informações que você nem imaginava onde a pessoa poderia consegui-las, desde o começo... Pode ser difícil, eu sei, mas talvez...
Os olhos de Charlie se arregalaram um pouco e ele imediatamente começou a balançar a cabeça de forma negativa, enquanto mexia as mãos nervosamente. Inclinei-me mais na mesa, meu café há muito já esquecido, querendo saber por que ele reagira daquela forma.
Eu só precisava de um nome e de uma prova. Eu só precisava encontrar a pessoa que estava ajudando John. Eu poderia matá-la com minhas próprias mãos por ter ajudado John pegar a minha Bella, a minha garota.
Eu queria tanto que ela estivesse aqui comigo...
- Não pode ser... – Charlie murmurou. – Quer dizer, nós custamos a descobrir quem estava traficando armas e droga, e escapando ileso sempre. Foi uma investigação que durou tanto tempo... Foram tantas noites sem dormir, tantas pessoas que foram presas e interrogadas. Manter o nível de tráfico sempre fora difícil, mas estávamos conseguindo nos manter na média… até John surgir.
“Eu me lembro de Sam e eu trabalhando por horas e horas, sem nem termos direito a um aumento ou algo assim. Só queríamos prender aquela pessoa logo e voltar para as nossas vidas. Vários policiais também foram chamados para trabalhar, para ajudar. Montamos esquemas, preparamos ciladas, mas nunca conseguíamos chegar perto do verdadeiro chefão. Sempre que chegávamos perto… alguma coisa acontecia e tínhamos que voltar do início.”
Ele parou por um momento, balançando a cabeça e suspirando, e tomou um gole de seu café, antes de nos fitar e continuar:
- Estávamos frustrados, eu principalmente – disse. – Não tinha base aquilo estar acontecendo. Àquela altura já deveríamos ter conseguido alguma coisa, mas não. Sempre havia algo que atrapalhava...
- Não foi um dos policias que começou a ajudar John? – eu indaguei, sem me preocupar por estar o cortando no meio do pensamento.
Eu sempre tinha adorado escutar as histórias de Charlie, ainda mais sobre a delegacia, antes de eu chegar lá, mas não achava que aquela fosse a hora certa para tal coisa. Quanto antes ele falasse o nome de quem ele achava que fosse o traidor, antes eu poderia interrogá-lo e arrancar dele, à força, informações até a única pessoa que importava naquilo tudo.
Bella.
Engraçado como tudo parecia – meus pensamentos, meu coração, eu – levar até a ela ultimamente.
- Não – ele negou imediatamente. – Entenda, Edward, era um caso importante, e por mais que precisássemos de ajuda, alguns detalhes nunca eram discutidos com eles. Eles não poderiam saber de muitas coisas, exceto...
O chefe Gerandy captou alguma coisa antes de eu captar, e seus olhos se arregalaram um pouco, fazendo-me ficar a cada minuto mais ansioso.
- Você e Sam – ele concluiu o pensamento de Charlie.
Eu olhei de um para o outro, me sentindo muito burro no momento, porque não conseguia entender até onde eles queriam chegar.
- O que?... – Eu comecei, mas fui interrompido por Charlie, que levantou a mão.
- Depois de muito tempo de tentativas, Sam começou a aparecer com ótimas informações – ele murmurou –, mas nunca boas o suficiente para pegarmos o cara. Descobrimos, ele descobriu, no entanto, o seu nome, suas propriedades… tudo. Conseguimos um mandado, revistamos tudo, mas nunca conseguimos achar nada...
Eu arregalei meus olhos ao ouvir tudo aquilo que Charlie estava dizendo. Sam. Sam estava ajudando John? Mas… como?
- Mas… ele sempre nos dava informações úteis, dizia ter infiltrados... – eu disse.
- Ele provavelmente fazia isso para não levantar suspeitas – disse Charlie. – Bom, posso estar errado, mas é a única conclusão que posso tirar. Ninguém mais me vem à mente, então...
Tirando uma nota de vinte dólares e a jogando na mesa, Gerandy se pôs de pé e suspirou, pegando os papéis de volta e os colocando no envelope novamente.
- Temos que investigar – ele disse. – Tenho certeza também que é Sam, mas ele não vai falar nada tão facilmente, pode até estragar nossos planos e ajudar John a fugir com Bella.
- O que faremos, então? – eu indaguei, me pondo de pé também, e os seguindo para fora da lanchonete.
- Vamos fingir que estamos o incluindo em nosso grupo – respondeu meu chefe. – Vamos fingir que acreditamos que há um traidor, mas que não desconfiamos dele.
Sentindo-me muito inútil por não poder dar ideias boas – já que eu não conseguia pensar racionalmente, devido à minha preocupação com minha garota –, eu apenas os segui, torcendo para que estivéssemos certos, para que não estivéssemos perdendo tempo...
E para que John não fizesse nada de mal à minha Bella.
_
Eu andava de um lado para o outro na sala do chefe, já na delegacia, enquanto esperava que Sam chegasse. Gerandy e Charlie estavam esperando por ele na porta da delegacia, mas eu não consegui. Eu tinha que me acalmar antes de vê-lo.
Eu não podia estragar tudo.
Caso ele realmente fosse o traidor, ele seria a única pessoa capaz de nos ajudar a chegar até Bella.
Parei de andar feito um louco e me pus parado, próximo à porta, quando escutei vozes se aproximando. Sam estava com eles. Fechei minhas mãos em punhos e os olhos com força, querendo me acalmar. Bella primeiro. Eu precisava me focar em salvá-la primeiro.
Forcei meu rosto em uma séria expressão quando vi os três entrando na sala, Charlie a fechando atrás dos três. Indiquei a cadeira para Sam, que estava sério também e não mostrava indícios de nervosismo, e depois caminhei até próximo de Charlie. Eu sabia que ele me seguraria caso eu tentasse fazer alguma besteira, assim como eu o seguraria caso ele tentasse também.
Ele me vira crescer, ele me conhecia como meus próprios pais. E eu o considerava um pai também.
Estávamos ali querendo a nossa garota.
E nada mais.
- E então, o que está acontecendo aqui? – Sam perguntou, depois de todos nós termos ficado em silêncio durante algum tempo. – Há algum problema? Vocês têm alguma pista de onde Bella possa estar?
Eu trinquei meu maxilar, enquanto implorava por dentro para que ele não notasse minha mudança. Eu não podia passar por aquilo por muito tempo. Tínhamos que terminar o quanto antes.
- Descobrimos algumas coisas – eu murmurei. – Acho que você pode nos ajudar, assim como Charlie, já que são aqueles que estão há mais tempo no caso.
Sam apoiou suas costas na cadeira e cruzou os braços, nos olhando com atenção.
- Podem falar – ele disse, apenas. – Quero achar Bella o quanto antes, assim como vocês. E prender John novamente, é claro.
Assenti, sabendo que não poderia falar mais nada naquele momento. Deixei que Charlie e Gerandy assumissem, falando tudo aquilo que eu tinha escutado diversas vezes naquela noite: sobre o traidor, sobre os fatos... Nunca deixei de avaliar Sam, esperando que uma expressão o entregasse.
Mas ao final de tudo aquilo, ele continuava tão sereno como tinha entrado, tranqüilo, como se não estivesse traindo seus colegas, sua chefe, Charlie, a quem ele considerava um amigo.
- Eu nunca tinha parado para pensar nisso – ele disse. – É uma boa teoria, mas eu não consigo pensar em ninguém. Posso sondar por aí, ver se eu consigo descobrir alguma coisa...
- Isso seria ótimo. – Charlie disse, forçando um sorriso. – Quero achar minha Bella o quanto antes. Precisamos descobrir quem é esse traidor e forçá-lo a falar.
- Concordo. – Sam se pôs de pé. – Vou começar a trabalhar o mais rápido possível nisso, então. Vou fazer umas perguntas por aí e depois nós nos falamos, pode ser?
Nós três assentimos. Eu comemorei por dentro quando vi que ele tinha começado a cair no plano que tínhamos montado a caminho daqui. E eu realmente esperava que ele continuasse a cair.
Assim que Sam saiu da delegacia, corremos até uma das salas, onde um amigo de confiança de Charlie já nos esperava. Ele entregou um fone de ouvido a cada um de nós, dizendo que poderia demorar um pouco, e ficou atento a todas as ligações que Sam faria.
Se estivéssemos certos, ele entraria em contato com John ou com algum de seus capangas, para falar que já sabíamos do traidor. Só precisávamos desta informação para começar a cavar em sua vida, tentando buscar algo que pudesse nos ajudar a chegar até Bella.
Se tudo desse certo, eu a teria comigo dentro de algumas horas.
E mal podia esperar por isso.
Cerca de uma hora depois, finalmente escutamos algo que nos interessou. Imediatamente, me arrumei mais na cadeira, meus olhos olhando o aparelho, quase como se eu pudesse ver Sam à minha frente.
- Eles descobriram que há um traidor – ele murmurou, logo após a pessoa do outro lado dizer ‘alô’.
- Eles desconfiam que é você? – Alguém perguntou. Eu podia jurar que era John, mas não tinha certeza.
- Não, eles acham que vou ajudá-los a encontrar um traidor – riu. – Devemos seguir com o plano então, Carter? Quando você precisa da minha ajuda para deixar o país?
Escutei John rindo ao telefone e apertei minhas mãos uma na outra com força, desejando que ele estivesse na minha frente. Eu teria prazer em socá-lo até à morte.
- Arrume alguém para ser acusado de ser traidor no seu lugar, algo assim – ele respondeu. – E eu pretendo deixá-lo amanhã mesmo. Quero muito levar minha principessa para longe daqui logo, começarmos uma nova vida...
Tranquei a mandíbula ao escutá-lo se referir à Bella.
Por favor, que eles digam aonde eles estão. Eu só preciso desta informação... Nada mais.
- Certo. Nós nos encontraremos no lugar que combinamos anteriormente, então.
- Tome cuidado, não deixe ninguém desconfiar de você. Com todas as saídas sendo vigiadas, precisamos de sua ajuda para conseguir escapar. E não se esqueça de apagar do seu histórico a casa. Não queremos que ninguém rastreie até aqui.
Um sorriso nasceu em meu rosto quase que imediatamente. Teríamos que buscar algumas coisas e talvez demorasse um pouco, mas se Sam tinha ajudado a encontrar a casa que John estava agora – e muito provavelmente Bella também –, haveria algum registro, algo que pudesse nos levar até lá.
- Pode deixar, senhor – ele disse. – Vou procurar por alguém para culpar por tudo e depois vou à delegacia informá-los. Então, vou em casa e destruo o computador.
Não escutei o resto da ligação depois disso. Trocando olhares e sorrisos com os outros três homens presentes na sala, levantei da cadeira em um pulo e corri para fora da mesma. Contive-me quando cheguei à porta, não querendo que ninguém desconfiasse de nada, e esperei pacientemente pelos outros três. Quando eles chegaram, nos dirigimos para a casa de Sam.
E enquanto íamos para lá, torci para que conseguíssemos aquilo que eu tanto queria.
O endereço que me levaria até a minha garota.
Notas finais
Deixem reviews, ok? (;
E até semana que vem com o último :D
xx
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