Sweet Temptation

19 Capítulo Dezoito - Just a Kiss


Notas iniciais
Olá :3 Mais um capítulo pra vocês.
Espero que gostem.
Até a N/A!
Divirtam-se (;

Edward POV.

Mantive-me atento a todo e qualquer detalhe que surgia no caso dos Roff. Não contei a ninguém sobre a minha pequena fuga para o quarto do casal, não querendo que Bella contasse isso aos outros e isso contasse pontos para que ela conseguisse o cargo na delegacia. Pelo contrário, fui montando meu próprio caso, escondido de todos, com base no que eu tinha visto e ouvido, principalmente das reuniões que eles ainda tinham semanalmente.

Os dias foram passando, e mais uma rodada de testes se aproximava. Em meio a isso, Bella e eu continuávamos a nos tratar de forma profissional, e eu continuava a pensar nela, se ela estava saindo com Mike, o que os dois tanto conversavam, e em tudo o que tinha acontecido entre nós (mesmo que tivesse sido apenas por fingimento), o que me irritava bastante. Procurei continuar com o meu trabalho, a cada dia que estava se passando a data da viagem dos Roff se aproximava.

Quando faltavam apenas algumas semanas, uma data importante chegou: o aniversário de Mark Gerandy. O pessoal da delegacia resolveu ir para um bar que ficava próximo dali, comemorar um pouco e fazer um brinde. No começo, eu estava meio desanimado e até pensei em ir direto para casa, me sentindo cansado demais para ir à festa, mas decidi aproveitar um pouco.

Ficar uns vinte minutos não me faria mal.

Dei parabéns ao meu chefe assim que cheguei lá, pedindo apenas uma cerveja para o barman, sentando em uma das cadeiras em frente ao balcão. Tomei um longo gole assim que ele entregou, balançando a cabeça em um gesto de agradecimento, e me virei, meus olhos percorrendo todo o local.

E de alguma forma, menos de um minuto depois, meus olhos foram atraídos para ela.

Eu não a tinha visto direito hoje, já que tínhamos ficado só na delegacia e, aparentemente, Bella tivera um compromisso e não fora trabalhar. Eu não imaginei que ela estaria ali, mas estava, e eu senti meu coração acelerar.

Coloquei meus pés no chão, pronto para ir até ela e perguntar se tinha acontecido alguma coisa novamente com sua mãe, mas parei quando vi outra pessoa entrar no meu campo de visão; pessoa que fez com que eu apertasse o copo entre minhas mãos.

Mike Newton estava ao lado de Bella e ambos estavam rindo de alguma coisa – alguma coisa que aparentemente era muito engraçada. Congelei no lugar, vendo Mike inclinar-se e dizer alguma coisa no ouvido de Bella, o que me fez estreitar os olhos.

Continuei fitando-os durante um minuto ou dois talvez, até alguém esbarrar em mim e eu balancei a cabeça, saindo de meu devaneio. Provavelmente, Mike tinha falado algo próximo ao ouvido dela somente porque o som estava alto e ela não conseguia escutar a não ser que estivessem próximos...

Tornei a balançar a cabeça, me xingando mentalmente, não conseguindo entender porque diabos eu estava me importando com aquilo. Bella e eu tínhamos sido amigos, mas não éramos mais. Tudo o que éramos agora era colegas de trabalhos – e somente isso. Se eu estava me sentindo protetor com ela, era provavelmente por causa da promessa que eu fizera a Charlie.

Sim, era exatamente por causa disso.

Sentindo-me um pouco mais aliviado – embora meu coração continuasse com aquele aperto e eu não conseguisse entender o porquê –, virei-me, concentrando-me em qualquer outra coisa. Pedi uma dose de uma bebida mais forte assim que acabei minha cerveja. No começo, eu estava realmente pensando em ficar aqui apenas durante uns vinte minutos, mas agora eu ficaria um pouco mais.

Eu tinha prometido a Charlie que eu cuidaria de Bella e como ela estava aqui, com aquele Newton, eu ficaria também.

Até a hora que ela fosse embora.

Perdi a conta de quantas bebidas eu havia tomado depois da quarta, e eu estava me sentindo bem leve, voltando a ficar um pouco carrancudo. Voltei meus olhos para Bella e fiquei a observando, e notei de repente que o número de pessoas tinha diminuído.

Soltei um suspiro de alívio quando vi Mike se despedir de Bella – com um rápido abraço – e vi a mesma se despedindo de algumas outras pessoas na mesa, antes de caminhar até o chefe e lhe dar um rápido abraço.

Rapidamente, retirei uma nota de cinqüenta dólares e coloquei no balcão, pouco me importando se estava dando mais do que o necessário, e a seguir, despedi-me rapidamente do chefe, lhe desejando feliz aniversário novamente. Depois, segui para fora do bar, e vi Bella parada em frente a um carro.

Ela tinha alugado um carro ou o que?

- Bella! – chamei, sorrindo imensamente.

Cambaleei um pouco enquanto caminhava até ela, talvez, mesmo que eu não estivesse completamente bêbado. Um pouco feliz, com certeza, mas eu ainda estava bem ciente do que estava acontecendo ao meu redor.

Notei que ela ficou um pouco tensa ao ouvir a minha voz, se virando lentamente e me encarando com a sobrancelha erguida.

- Você está bêbado? – indagou.

Eu ri, revirando os olhos, de repente atento ao seu carro.

- Você alugou um carro? – devolvi com outra pergunta. – Por quê? Pretendendo voltar a Forks em breve?

Bella suspirou pesadamente, mas não me respondeu. Simplesmente olhou ao redor, antes de finalmente voltar a me fitar.

- Onde está seu carro? – perguntou.

Eu tateei meu bolso e puxei minhas chaves, sorrindo largamente para ela, que tornou a revirar os olhos. Talvez eu estivesse um pouco mais lento do que imaginara, porque, quando dei por mim, minhas chaves haviam sumido e Bella as segurava na mão, sorrindo um pouco e balançando a cabeça.

- E você ainda tem coragem de dizer que não está bêbado – resmungou.

Eu apenas ri, dando de ombros.

Nenhum de nós disse nada, talvez durante um minuto ou dois, até ela tornar a suspirar, e se mover ao redor do carro, abrindo a porta do passageiro.

- O que foi? – indaguei, ainda parado próximo a porta do motorista.

Ela bufou e ergueu a sobrancelha.

- Vou levá-lo para casa, é claro – disse lentamente. – Não acho que você está em condições de dirigir.

Foi a minha vez de bufar.

- Pelo amor de Deus, Bella – eu ri. – Eu dirijo melhor que você em seus melhores dias! Uma bebida ou duas não vai fazer com que eu me torne um péssimo motorista de uma hora para a outra.

Ela não disse nada, apenas ficou ali durante alguns minutos me fitando, provavelmente esperando que eu fosse lá e tentasse tomar minhas chaves. Tentei convencê-la, mais uma vez, que era muito capaz de dirigir, argumentando que não podia deixar meu carro dormir no estacionamento da delegacia, mas ela não quis saber. Assim que me aproximei para pegar minha chave, ela me empurrou para dentro do carro e mal esperou que eu me ajeitasse antes de fechar a porta e tornar a contorná-lo.

- Agora... – começou, já com as portas fechadas e após colocar o cinto de segurança. – Você vai me falar onde mora ou eu vou ter que ligar para sua mãe?

Estreitei os olhos para ela, bufando alto.

- Você não ousaria... – murmurei, meio incerto.

Ela riu.

- Quer pagar para ver? – Ela inclinou a cabeça para o lado, movendo a mão em direção ao bolso, onde, imaginei, estava seu celular.

Resmunguei um pouco, mas lhe disse meu endereço, apoiando minha cabeça na janela do carro e observando o movimento das ruas. Minha casa não ficava muito longe dali, mas a viagem parecia estar levando mais tempo do que o normal, embora eu não soubesse o por quê.

- Você e o Newton, hein? – murmurei, ainda sem olhar para Bella, quando o silêncio dentro do carro começou a se tornar insuportável.

O que era meio engraçado, porque nós trabalhávamos juntos todos os dias e, mesmo nos tratando de forma o mais profissional possível, não havia essa tensão toda.

- O que tem Mike e eu? – ela devolveu novamente com outra pergunta, e eu finalmente me movi um pouco, virando minha cabeça e a fitando.

- Hmmm... Vocês estão saindo, não estão? – perguntei novamente.

Bella riu, balançando a cabeça e finalmente entrando na minha rua, enquanto olhava atentamente para as casas, provavelmente conferindo os números para descobrir qual era a minha.

Esperei que ela negasse, mas ela não disse nada, apenas parou em frente à minha casa, e antes que eu tivesse a chance de tornar a lhe perguntar, desceu do carro, dando a volta no mesmo e abrindo a porta para mim.

- Vem – disse, curvando-se e retirando o meu cinto, que eu nem mesmo me lembrava de ter colocado. – Vou colocar você na cama e ir embora. Amanhã você vai a pé para a delegacia e pega o seu carro.

Eu fechei os olhos, sentindo o cheiro bom que estava dentro do carro, talvez de cerejas... Fiquei ali por volta de alguns segundos, apenas, até Bella me dar um puxão e eu cambalear até a porta de entrada.

- Onde estão minhas chaves? – indaguei, colocando as mãos no bolso. – Acho que vamos ter que voltar... Eu provavelmente as esqueci no bar...

Bella riu, e revirou os olhos.

- Você realmente tem certeza de que não está bêbado? – indagou, rindo.

Eu a encarei com a testa franzida, até que a porta foi aberta e ela me empurrou para dentro, acendendo a luz. Vi seus olhos passarem rapidamente pela sala e ela ergueu as sobrancelhas, balançando a cabeça.

- Homens – murmurou. – Vocês são tão bagunceiros...

Dei de ombros, retirando meu casaco e o jogando no sofá, e aproveitei para retirar meus sapatos também, andando de meias até o meu quarto. Não olhei para trás para ver se Bella me seguia, mas quando senti passos atrás de mim, sorri.

Acendi a luz, vendo minha coberta imediatamente, totalmente bagunçada, algumas roupas jogadas em um canto, dois ou três cintos em cima da poltrona que havia ali. Mesmo sem olhar para Bella, eu tinha certeza de que ela estava fazendo uma careta, o que me fez sorrir novamente.

- Bom, você está entregue – ela disse. – Você tem uma chave extra ou algo assim? Tranco a porta quando sair e a coloco debaixo da porta, sei lá...

Eu assenti, parando por um momento e tentando me lembrar aonde estava minha chave extra. Caminhei até o criado e abri a gaveta, encontrando uma lá, e me virei para Bella, estendendo-lhe.

- Eu sou perfeitamente capaz de fechar a porta, você sabe – comentei, rindo.

Ela revirou os olhos, murmurando algo; baixo demais para eu ouvir.

- Certo – disse. – Bom, deite-se e durma. Amanhã você toma um banho. A gente se vê no trabalho.

Andei rapidamente até ela, segurando seu pulso, de repente muito sério, lembrando-me da pergunta que eu havia feito no carro e que ela não tinha respondido. Assim que a toquei, senti um calafrio percorrer meu corpo todo e meu coração acelerou, o que não fazia sentindo nenhum.

- Edward, o que?... – ela começou, mas eu a empurrei até a parede, fitando seus olhos com atenção.

- Você não respondeu a minha pergunta – sussurrei, mudando meus olhos para seus lábios, que estavam entreabertos.

Eles pareciam tão… rosa, talvez, sem nenhum batom, apenas em sua cor natural...

- Qual pergunta? – Bella indagou, me fitando também, não fazendo nenhum movimento para me afastar dela.

- Você está saindo com Newton? – indaguei.

Ela tornou a rir, balançando a cabeça um pouco.

- Edward, pelo amor de Deus – revirou os olhos. – Não que isso seja da sua conta, mas você sabe que é proibido, na delegacia, parceiros saírem juntos. É claro que eu não tenho nada com o Mi...

Não deixei que ela concluísse, no entanto. O modo que seus lábios moviam quando ela falava, como ela revirava os olhos, suas mãos se movendo enquanto ela gesticulava, mesmo eu estando tão próximo dela... Era demais.

E eu simplesmente fiz o que tinha quase feito no outro dia, à noite. O que Bella tinha interrompido, ao perguntar o que estava fazendo. O que eu iria fazer caso ela não tivesse feito aquela pergunta.

Eu a beijei.

Não sabia ao certo o que estava fazendo ou o por quê de estar fazendo aquilo, eu apenas deixei, pela primeira vez em muito tempo, que as emoções tomassem conta de minhas decisões.

Esqueci-me de cargo, de plano ou de qualquer outra coisa.

Eu apenas a beijei.

E ela retribuiu.

Retirei minha mão que ainda a segurava e enlacei sua cintura com os braços, puxando-a mais para mim e aprofundando o beijo. Pouco depois, senti seus braços me enlaçando também – um passando em minha cintura, o outro passando por minha nuca, enquanto seus dedos brincavam com os cabelos da mesma – e eu gemi baixinho, mordendo seu lábio inferior.

As lembranças do que havia acontecido quando fingimos ser namorados invadiu minha mente e eu sorri por entre o beijo.

Aprofundei o beijo novamente, sentindo o leve gosto de tequila em sua língua, deixando que ela sentisse o gosto de bebida na minha. Beijamo-nos durante algum tempo – talvez minutos ou horas, eu sinceramente não sabia dizer – até que eu precisei recuperar o fôlego e me afastei, mantendo meus olhos fechados.

Senti um empurrão logo em seguida, o que me fez abrir os olhos e olhar para Bella, que tinha os seus olhos arregalados e a mão na boca, sem entender por que ela tinha feito aquilo. Abri a minha boca para perguntar, mas não tive chance. Antes que eu fizesse isso, ela saiu do quarto rapidamente e, não muito depois, eu escutei a porta da frente abrindo e fechando.

Suspirando, e sorrindo um pouco, eu caminhei até a minha cama, não me preocupando em tirar a roupa, jogando-me nela e deixando rapidamente que o sono tomasse conta de mim.

_

Antes mesmo de abrir os olhos, eu tinha a sensação de ter feito alguma coisa errada na noite passada. Talvez fosse o fato de minha cabeça estar parecendo explodir de dor, ou a minha garganta seca, eu não tinha tanta certeza. Eu rolei um pouco na cama, gemendo baixo quando senti meu estômago protestar, enquanto tentava me lembrar do que havia acontecido ontem.

Um segundo depois sentei-me na cama, alguns flashes invadindo minha mente, fazendo com que eu, imediatamente, me xingasse.

Eu me lembrava de ter chegado ao bar, onde comemoramos o aniversário do chefe Gerandy... Me lembrava também de Bella conversando com Newton… da quantidade de bebidas que ingeri, sem ter comido nada à noite – o que sempre me deixava um pouco fora de mim e me dava uma linda ressaca no dia seguinte – e do que havia acontecido depois. Bella me trazendo em casa e me perguntando de uma chave extra. Eu lhe perguntando sobre ela e Newton.

E os beijos que trocamos.

Sem ser por trabalho, sem ser fingimento.

Mas porque queríamos.

Engoli em seco, passando a mão em meus cabelos, esperando que o arrependimento por tudo o que fiz ontem tomasse conta de mim, mas isso não aconteceu. Movi-me o mais lentamente que pude, seguindo até o banheiro e tomando um banho longo, antes de fazer minha barba e cuidar de toda minha higiene matinal. Forcei-me a comer alguns biscoitos, embora me sentisse um pouco enjoado, e terminei de me arrumar, faltando apenas alguns minutos para que o turno começasse.

Xingando-me por estar atrasado – porque, por mais que eu morasse perto da delegacia, não tinha como eu chegar lá em apenas alguns minutos e colocar o uniforme – saí rapidamente de casa, puxando meus óculos escuros assim que a claridade bateu em meus olhos. Andei o mais depressa que pude, parando rapidamente em uma farmácia e comprando alguns comprimidos para minha dor de cabeça. Se eu já iria atrasar, pelo menos que eu fizesse alguma coisa direito.

Comecei a me sentir nervoso assim que coloquei meus pés dentro da delegacia, sem saber como Bella reagiria. Corri até o vestiário e coloquei meu uniforme, antes de procurá-la.

- Edward. – Ela acenou com a cabeça educadamente, sem mostrar nenhum indício de estar abalada por causa do que havia acontecido ontem. – Pronto para ir?

Eu assenti, sem saber o que dizer, e engoli em seco, simplesmente a seguindo até o carro, me perguntando o que eu havia feito na noite passada, se eu havia estragado tudo.

E me perguntando se eu iria ter coragem de indagar a Bella se estava tudo bem.

Bella POV.

Idiota. Burra. Estúpida.

Eu corri o mais rápido que pude da casa de Edward, trancando a porta e colocando a chave extra de qualquer jeito na caixa de correio, pouco me importando se ele iria encontrá-la ou não. Corri até o meu carro e entrei no mesmo, dando partida antes mesmo de colocar o cinto e dirigindo o mais rápido que pude, até que eu estivesse bem afastada da casa dele.

Eu sabia que iria me arrepender de levá-lo para casa no momento que convidei, mas simplesmente não podia deixá-lo dirigir estando bêbado daquele jeito. E agora, eu me perguntava por que eu o havia deixado me beijar. Edward tinha um desculpa, é claro. Ele estava bêbado, sem ter ideia do que estava fazendo.

Mas e eu? Porque eu simplesmente me rendi quando senti seus lábios nos meus novamente?

Tomei um longo banho assim que cheguei em casa, tentando pensar em tudo – na operação importante, que eu estava participando, dos testes que estavam chegando, em tudo indo bem em Forks com Renée e Phil, do meu pai na mesma –, mas por mais que eu me esforçasse, tudo o que eu conseguia pensar era nos lábios de Edward nos meus.

E eu me odiava por isso, porque no dia seguinte ele iria provavelmente agir como se nada tivesse acontecido.

Saí do banho alguns minutos depois, vestindo uma calça de moletom e uma camiseta, antes de me jogar na cama e começar a rolar. Demorei um pouco para dormir e, quando consegui, tudo o que eu consegui foi com os beijos.

E eu me odiei um pouco mais por causa disso.

Acabei acordando cedo demais e fiz uma ligação rápida para Alice, apenas para ouvi-la falar um pouco mais sobre o casamento que estava cada vez mais próximo. Entre isso, a operação e tudo o que estava acontecendo na minha vida, eu tinha certeza de que iria pirar.

Parti para o trabalho logo em seguida, sentindo meu coração acelerar assim que vi o carro de Edward. Eu sabia que ele o tinha deixado ali ontem, mas mesmo assim me mantive preocupada, até entrar na delegacia e ver que ele ainda não tinha chegado.

Tive o meu tempo para me trocar e tomar café, assim como conversar um pouco com meus colegas, antes de Edward finalmente chegar. Coloquei uma máscara sem expressão alguma no rosto, decidida a deixar tal evento para lá – assim como, provavelmente, Edward faria.

- Edward – acenei assim que ele apareceu, já vestido em seu uniforme. – Pronto para ir?

Ele assentiu e eu saí da delegacia, sem esperar por ele, simplesmente assumindo que eu iria dirigir naquele dia, já que ele estava de ressaca. Entrei no carro e parti, começando a ronda, deixando que um silêncio desconfortável tomasse conta do local.

- Hmmm... – Edward murmurou, alguns minutos depois. – Sobre ontem, Bella, eu realmente...

- Está tudo bem – cortei-o. – Você bebeu, eu bebi um pouco... Sem problemas. Foi um erro, nós dois sabemos disso, e não irá se repetir.

Eu não o olhei, apenas continuei a dirigir, fitando a rua.

- Tudo bem – ele disse, por fim, sua voz com um tom estranho; um tom desconhecido por mim. – Como você quiser.

Assenti, mas não disse nada.

O resto do turno passou devagar demais, mas finalmente acabou. Nós seguimos de volta para a delegacia, felizmente não tendo feito nada demais naquele dia – eu realmente não estava a fim de ficar até tarde preenchendo papéis e relatórios – e eu me preparei para ir para o vestiário me trocar, quando fui chamada por Mike, que tinha um olhar nervoso no rosto.

- O que aconteceu? – eu indaguei. – Algum problema com… você sabe, nossa operação?

- Não, não – negou rapidamente. – Mas o chefe Gerandy quer falar com você... E com Edward.

Eu olhei para Edward, que parecia igualmente confuso ao meu lado, e nós seguimos até a sala do chefe, que tinha um olhar preocupado no rosto. Ele acenou com a mão rapidamente, apontando para as duas cadeiras em frente à sua mesa, em um gesto silencioso para que sentássemos.

- Feche a porta, por favor, Cullen.

Não olhei para ver se Edward tinha obedecido, apenas me sentei, encarando meu chefe, tentando entender por que ele estava nos olhando daquela forma. Será que tinha acontecido alguma coisa com meu pai? Se sim, por que o hospital não me telefonou? Ou… será que ele soube do beijo que Edward e eu trocamos ontem? Mas… como se não contei a ninguém?

- Aconteceu algo? – indaguei, assim que Edward tinha se sentado, não agüentando aquele silêncio mais.

Mark suspirou pesadamente, e assentiu, esfregando o rosto, parecendo muito cansado.

- Vocês se lembram da prisão que efetuaram há alguns meses? – indagou.

Senti um alívio tomar conta de mim imediatamente, feliz por não ser nada com meu pai. Feliz por ele não ter descoberto sobre Edward e eu – mesmo que tenham sido apenas alguns beijos.

- Sim... – Edward respondeu, parecendo confuso.

- Hoje era o julgamento de John Carter – ele murmurou.

- E?… — murmurei, ainda sem entender

Mark Gerandy ergueu o rosto, nos dando um sorriso cansado, e tornou a suspirar.

- E ele não apareceu – disse. Eu senti cada osso do meu corpo congelar e ofeguei, arregalando os olhos. – John Carter conseguiu, de alguma forma, fugir a caminho do tribunal.

Notas finais
N/A: Pois é. John voltou. Não digo mais nada hahahahahaha. Bem, vamos ver o que acontece.
Deixem reviews!
Até o próximo capítulo.
xx