Sweet Temptation
20 Capítulo Dezenove - Surprise
Notas iniciais
Espero que gostem.
A gente se fala mais na N/A (;
Divirtam-se!
Bella POV.
John Carter conseguiu, de alguma forma, fugir a caminho do tribunal.
Eu senti meu coração acelerar e arregalei os olhos, não conseguindo acreditar no que eu tinha escutado. Encarei meu chefe durante alguns minutos, esperando pelo momento que ele diria que aquilo não passara de uma brincadeira.
Mas ele não fez isso.
Eu não tinha ideia da reação de Edward, que estava ao meu lado, e nem sabia como minha feição deveria estar, mas… fugir?
John Carter conseguiu, de alguma forma, fugir a caminho do tribunal.
John tinha fugido.
- Fugir? – consegui perguntar, balançando a cabeça, tentando compor minha expressão. – Como?
Mark suspirou, parecendo extremamente cansado, e deu de ombros.
- Eu não tenho ideia – murmurou. – Eu realmente gostaria de dizer a vocês como e falar que eu tinha uma ideia de onde ele estava, mas a verdade é que ele se comportou muito bem... Nunca se meteu em confusão e nem parecia ter amigos... Estou com medo de dizer isso, mas… infelizmente, acho que algum dos nossos o ajudou.
Eu assenti, e engoli em seco; ele provavelmente estava certo.
- Vocês dois foram os que fingiram ser apenas namorados e o prenderam – continuou. – Não estou muito preocupado com você, Cullen, porque John não pareceu ligar para você nem nada... Mas estou com você, Swan, porque ele não pareceu muito feliz quando descobriu que você era uma policial.
Eu tornei a assentir, e minha mente, de repente, foi tomada pelas lembranças de tudo o que John tinha me dito.
– Ciao, cara – murmurou. – Permita-me dizer que você é belíssima.
– John Carter – disse. – E você é realmente Bella, cara.
– Olá, cara – murmurou. – Não achei que isso fosse possível, mas você está ainda mais bela essa noite, se me permite dizer.
– Vá em frente, cara – sussurrou. – Pode andar ao redor, pegar, me fazer perguntas... Acredito que tenho boas histórias para lhe contar sobre cada lugar em que já estive.
– Você é linda, Anabella – sussurrou. – Eu poderia te dar o mundo... Poderia te levar para todos esses lugares... Ao meu lado, você não teria que fazer absolutamente nada, nem mesmo levantar um dedo, cara.
– Acompanhe-me, por favor – pediu. – Deixe-me mostrar o meu poder para você, cara e dolce Anabella.
– Fiquei sabendo que seu nome é Isabella – grunhiu.
– Isso não vai ficar assim, cara Bella – sussurrou. – Você não perde por esperar.
Respirei fundo, tornando a balançar a cabeça, saindo de meus devaneios, encontrando Mark me olhando.
- Está tudo bem? – ele indagou.
- Sim, senhor – murmurei. – Apenas me lembrando mais ou menos de como foi a prisão de John.
Ele assentiu.
- Vou colocar, por precaução, uma viatura na sua casa e na do senhor Cullen – disse. – Não sei o que esse Carter pretende e não sei mesmo se ele ainda está aqui, em Seattle, mas não quero arriscar.
- Certo. – Edward disse. – Tudo bem, senhor. Obrigado por tudo.
Agradeci de forma automática, e me levantei, saindo da sala. Respirei fundo, procurando recobrar meu controle; eu não era de deixar as coisas me atingirem há muito tempo e não iria recomeçar agora.
- Você está bem? – Eu dei um pulo ao ouvir a voz de Edward, não notando que ele estava ao meu lado.
- Sim – assenti. – Vou para casa agora. A gente se vê amanhã.
Segui para o vestiário e me troquei rapidamente, antes de ir até a minha mesa e organizar tudo, bem mais ou menos. Quando saí da delegacia, indo em direção ao meu carro, Sam se aproximou.
- Ei, Swan – cumprimentou-me, sorrindo um pouco.
- Ei – sorri de volta.
- Você está de carro, certo? – indagou. Eu apenas assenti, e esperei que ele continuasse. – Vou fazer o primeiro turno na sua casa hoje... Vamos?
Eu pensei em dizer que passaria no hospital primeiro, mas estava bem cansada, então tornei a assentir e agradeci, seguindo para o meu carro.
A viagem não foi muito longa e eu logo cheguei. Desci do carro e convidei Sam para entrar rapidamente. No começo, ele recusou, mas eu insisti, dizendo que lhe prepararia algo para comer e beber.
Nós não conversamos muito enquanto eu preparava um café e pegava alguns pedaços de bolo para ele. Coloquei o bolo em um pote e o café em uma garrafa térmica, e lhe entreguei tudo.
- Se precisar de mais alguma coisa é só chamar – eu disse. – Vou tentar dormir um pouco, mas não se incomode, ok?
Ele sorriu.
- Obrigado, Bella.
Tranquei a porta quando ele saiu, antes de seguir para o banheiro e me despedir. Tomei um banho longo e quente, deixando que a água relaxasse meus músculos cansados. Quando saí, dei uma espiada rápida pela janela, suspirando pesadamente quando vi a viatura ali, o que fez com que eu me lembrasse da época que Renée e Phil estavam aqui.
Fui para o meu quarto alguns minutos depois, me sentindo muito esgotada. Deitei-me e fiquei ali, parada, observando o teto, até que eu comecei a sentir sono e, aos poucos, deixei que ele tomasse conta de mim.
_
Quando acordei no dia seguinte, não me preocupei em levantar nem nada, já que eu só pegaria o turno mais à noite. Fiquei um tempo na cama, antes de me levantar e seguir para o banheiro, onde fiz minha higiene matinal. Depois, segui para a cozinha e preparei o café da manhã, e fui até a janela, onde puxei a cortina, somente para conferir se ainda havia uma viatura ali.
E havia.
Suspirei pesadamente, indo até o meu quarto e me trocando, antes de abrir a porta. Acenei para quem estivesse na viatura e sorri um pouco quando Mike saiu; em suas mãos, o pote e a garrafa que eu tinha deixado com Sam, ontem.
- Bom dia, Bella – ele sorriu.
- Bom dia – sorri de volta. – Aposto que você não tomou café. Vamos, entre, vou preparar algo para você comer.
Ele assentiu, me seguindo para dentro de casa e até a cozinha. Nós conversamos sobre o caso da família Roff enquanto eu preparava alguns ovos mexidos.
- Não temos nada por enquanto – ele suspirou. – Quer dizer, só pequenas pistas, mas não ache que temos algo grande, algo que nos vá levar até algum lugar e tudo o mais. Só nos resta esperar, como nós estamos fazendo nesses últimos meses...
Assenti, fazendo uma pequena careta. Eu não era uma pessoa que gostava muito de esperar, mas se não havia mais nada que pudéssemos fazer...
- E então, está desde que horas me vigiando? – brinquei, colocando um prato e um copo na mesa, à sua frente.
Ele deu de ombros, puxando o garfo.
- Não sei bem – disse. – Talvez desde umas… cinco, seis horas. Sam insistiu em ficar um pouco mais... Você sabe como prender aquele cara, John, foi importante para ele.
Assenti, mas não disse nada sobre isso mais. Nós conversamos mais um pouco sobre outras coisas, até ele dizer que precisava voltar ao trabalho. Como eu havia feito com Sam, passei algumas coisas para Mike comer, caso ele sentisse fome, e quando ele saiu, puxei meu notebook e celular, pronta para ligar para Alice e ajudá-la com mais alguns planos para o casamento.
- E então, e as coisas entre você e Edward? – indagou, alguns minutos após termos terminado a discussão sobre a decoração. – Ainda se tratando, hmmm… profissionalmente?
Eu bufei e revirei os olhos, evitando falar no que tinha acontecido entre nós duas noites atrás. Eu sabia que Alice faria grande caso e, realmente, não era nada demais.
- Por que você se preocupa tanto com isso, hein? – perguntei.
Alice riu.
- Ai, Bella... Eu ia falar algo, mas vou deixar para falar pessoalmente – murmurou. – Mas enfim, tenho uma coisinha para te contar...
Suspirei.
- Conte, Alice. – Dei uma olhada no relógio, sabendo que, se eu quisesse ir ao hospital visitar meu pai e correr um pouco, eu teria que finalizar a ligação logo. – Mas conte logo.
- Certo – disse. – Você se lembra de quando Jasper e eu fomos aí, e nós contamos a você e Edward sobre nosso noivado?
- Sim, me lembro – franzi a testa. – Por quê?
- Bem, digamos que Jasper realmente gostou da companhia de Edward – continuou – e digamos que eu também, então...
- Só fale logo, Alice – revirei os olhos. – Então, o quê?
- Jasper ligou para ele – ela murmurou. – E o convidou para o casamento também...
Parei por um momento, erguendo a sobrancelha, mesmo sabendo que Alice não podia me ver.
- Hmmm... Tudo bem – disse, por fim. – Por que está me contanto isso?
- Achei que você ia gostar de saber – riu.
Conversamos durante mais alguns minutos e nos despedimos após combinarmos olhar algumas coisas e voltarmos a nos falar em breve. Troquei de roupa rapidamente e saí para correr um pouco. Quando eu voltasse, tomaria um banho e depois visitaria meu pai no hospital.
Horas mais tarde, depois de ter feito tudo o que eu planejava, saí para o trabalho, encontrando um colega de trabalho em frente à minha casa. Eu pensei que ele me seguiria e ficaria na delegacia, mas ele ficou parado no mesmo lugar, o que me fez suspirar.
Não gostava dessa ideia de ter alguém vigiando minha casa, mesmo que fosse para me proteger. Quando foi para a minha mãe, era uma coisa completamente diferente. Eu, sinceramente, não achava que John iria me perseguir nem nada do tipo, pelo contrário; para mim ele já estava bem longe daqui.
Troquei-me rapidamente assim que cheguei à delegacia, antes de seguir até o carro e esperar por Edward, que não demorou muito a aparecer. O começo de noite foi bem tranqüilo e tudo o mais, e nós mal trocamos palavras. Fizemos nossas rondas, atendemos a alguns chamados e estávamos voltando para a delegacia, já por volta de três da manhã, para uma pausa antes de trabalharmos mais um pouco, quando recebemos um chamado de tiros sendo disparados.
Edward ligou as sirenes e começou a dirigir pela rua, e a cada minuto que avançávamos em direção ao endereço, eu franzia a testa, certa de que conhecia aquele local. E uma olhada rápida em Edward, me fez notar que ele parecia conhecê-lo também.
- Esse caminho não é o que seguimos para ir até à casa de John, meses atrás? – Ele finalmente perguntou, dobrando uma rua.
Eu suspirei pesadamente e mordi o lábio inferior.
- Acho que sim – disse, por fim. – Mas a mansão dele está interditada pela polícia e a chamada não veio de lá... Talvez seja só uma coincidência...
Ele assentiu, mas não pareceu muito confiante.
Havia uma outra viatura quando nós chegamos ao local e dois policiais se encontravam escondidos atrás da mesma, trocando tiros com um cara que estava escondido atrás de um carro. Franzindo a testa, eu rapidamente coloquei o colete à prova de balas e saí do carro, meio agachada, e me escondi atrás do mesmo, enquanto pegava minha arma.
Edward fez o mesmo, se escondendo ao meu lado, também já usando seu colete. E então, antes que eu pudesse me comunicar com os outros policias e saber mais ou menos o que estava acontecendo, tudo aconteceu rápido demais.
Eu sabia que outras viaturas provavelmente estavam a caminho, mas antes que elas chegassem, mais dois carros prata apareceram, e mais tiros foram trocados. Conseguimos acertar um deles, mas como estávamos em minoria, eles conseguiram entrar no carro, preparando para fugir.
Eu senti meu coração acelerar e fiquei paralisada, minha arma apontada em direção ao pneu de um carro. Eu estava prestes a conseguir dar um tiro nele – o que nos daria uma chance de encontrar pistas mais tarde –, quando alguém abriu o vidro traseiro do carro, e John Carter apareceu, sorrindo largamente e piscando para mim.
Congelei imediatamente e arregalei os olhos, sentindo meu coração disparar. Demorei um minuto para me recompor, mas colocando uma máscara de frieza no rosto, consegui acertar o pneu do carro, que pareceu perder o controle um pouco, porém conseguiu fugir.
Permaneci parada durante alguns segundos, respirando fundo, olhando para os dois outros policias da viatura. Um deles segurava a perna e soltava um gemido de dor, e o outro estava retirando o colete, fazendo uma pequena careta de dor; aparentemente, ele tinha levado um tiro na barriga.
E então, escutei um gemido de Edward, o que me tirou de meus devaneios.
- O que foi? – indaguei, olhando para ele, imediatamente sentindo meus olhos se arregalarem.
Edward fazia uma careta de dor e segurava seu braço esquerdo com força, sangue manchando a manga de seu uniforme.
Edward POV.
As coisas aconteceram rápido demais depois que os três carros conseguiram escapar. Outras viaturas foram chegando, assim como duas ambulâncias, e eu fui levado até uma delas, para ser examinado.
Doía um pouco, mas tinha sido só um raspão e tinha um ferimento de leve, que precisaria de curativo, e eu teria de cuidar e trocá-lo todos os dias, após o banho.
Eu avistei Bella de longe, que estava conversando com o nosso chefe, e suspirei pesadamente. Eu não havia conseguido dormir muito bem na noite passada, por dois motivos.
E um deles era por causa dela.
Primeiro, eu ficara pensando no que tinha ocorrido mais cedo, em Bella dizendo que nós tínhamos nos beijado por causa da bebida… e que fora um erro. E eu não conseguia entender por que eu tinha me importado tanto com aquilo. Segundo, John Carter, que nós tínhamos prendido meses atrás, fugira da prisão.
E eu também não conseguia entender por que estava me preocupando tanto.
Hoje cedo, quando acordei, fui resolver meus problemas na rua, já que eu só trabalharia à noite, e depois almocei com meus pais. Após passar um tempo com eles, fui para casa e tirei um cochilo. Somente para ser acordado com meu celular tocando. Eu tinha ficado um pouco chocado quando Jasper me lembrou de um jantar, meses atrás, quando ele e a amiga de Bella lhe contaram sobre o casamento dos dois. E ainda mais chocado quando fui convidado para ele.
- Hmmm… claro – eu murmurei. – Obrigado pelo convite, eu vou ver aqui direito, mas acho que vou sim.
À noite, fui até a delegacia, ainda pensando se deveria aceitar o convite, se Bella se importaria com isso. Tinha passado todo o tempo durante o turno, pensando em uma maneira de contar a ela sobre o convite. No entanto, antes que eu tivesse criado a coragem, nós recebemos esse chamado.
E aqui estávamos nós.
Dei um sorriso agradecido para a paramédica quando ela terminou de limpar a ferida e a cobriu com uma faixa, e depois segui até os outros policiais, procurando saber o que teríamos de fazer agora.
Horas mais tarde fomos liberados para irmos para casa, com a promessa de voltarmos para a delegacia assim que estivéssemos descansados. Eu me virei para tomar um banho e tomei um remédio para dor, antes de me jogar na cama.
Estava tão cansado, que não demorou muito e logo eu estava dormindo.
_
Horas mais tarde, me dirigi para a delegacia, sentindo ainda um pouco de dor no ferimento, mas nada que me atrapalhasse muito. Troquei-me e fui até à minha mesa, sem saber ao certo o que teríamos de fazer naquele dia. Tecnicamente, Bella e eu tínhamos o dia de hoje de folga, devido ao nosso turno noturno, mas provavelmente por causa do que tinha acontecido mais cedo, nossa folga tinha sido suspensa.
Permaneci durante algum tempo revendo papéis e escrevendo alguns relatórios, principalmente da madrugada de hoje, até que todos nós fomos convocados para uma reunião.
Franzindo a testa, eu segui até ela, meus olhos percorrendo os lugares que estavam vazios, um pouco surpreso por encontrar Bella lá na frente. Sentei-me mais à frente e esperei que o Chefe Gerandy começasse a falar.
- Acredito que todos estão cientes do que aconteceu essa madrugada – ele começou, assim que a sala ficou em silêncio –, mesmo aqueles que não participaram da operação. Acredito também que estejam cientes de que um dos nossos se machucou, fez uma cirurgia para retirar a bala e ficará um tempo fora, enquanto se recupera.
Eu assenti, meus olhos em Bella, ainda tentando entender o que ela estava fazendo ali.
- Precisarei de um pouco de compreensão – continuou –, porque estamos com alguns colegas de férias e com falta de pessoal. Vamos trabalhar duro nas próximas semanas, investigando tudo o que aconteceu nessa madrugada... E que, infelizmente, tem ligação com John Carter, que fugiu no dia do seu julgamento.
Escutei alguns murmúrios, e arregalei os olhos, um pouco surpreso por John estar envolvido.
- Enquanto tentava impedir que os carros fugissem, Isabella Swan viu o rosto de John – ele disse. – E ele, de acordo com ela, sorriu para ela e piscou. Não sei ainda por que ele fez isso e no que ele está completamente envolvido, mas o que aconteceu nessa madrugada tem um objetivo, e já que Swan conseguiu acertar o pneu de um dos carros, peço que fiquem atentos a isso, pesquisem por carros que procuraram por pneus e entrem em contato imediatamente.
Nós fomos dispensados após alguns minutos e eu me levantei, seguindo Bella, que tinha ficado ao lado do chefe, mas calada. Abri a boca para perguntar a ela se estava tudo bem, mas antes que pudesse fazer isso, o chefe passou por nós, pedindo que fôssemos até a sala dele. Lá, Sam já esperava por nós, e pela sua cara, ele não tinha boas notícias.
- Sentem-se, por favor. – Mark disse, sentando-se a mesa e apontando para as duas cadeiras que estavam ali. – Você está se sentindo bem, Edward?
- Sim, senhor – respondi. – Foi um tiro apenas de raspão, nada para se preocupar.
Ele assentiu.
- Bem, Isabella – virou-se para Bella –, graças ao que você viu hoje, Sam conseguiu uma informação...
- Certo. – Sam suspirou. – Não sei se a pessoa que me contou está certa, já que ela ouviu nas ruas, mas… parece que John fez tudo aquilo para passar um susto, para mostrar que ele ainda está aqui… e, pelo que a pessoa ouviu, ele ficou porque quer acertar as contas com você, Bella.
Eu arregalei os olhos, olhando para Bella, vendo-a sem expressão alguma, olhando para eles como se nada tivesse acontecido.
- Eu vou deixar um policial no hospital, acompanhando seu pai – continuou Mark –, porque não quero arriscar. Vai ser um pouco difícil disponibilizar gente para trocar turnos, ainda mais estando vigiando sua casa, mas…
- Eu posso resolver isso, senhor – cortei-o, antes que pudesse ao menos pensar no que estava fazendo. No entanto, eu tinha feito uma promessa a Charlie e pretendia cumpri-la. – Eu posso passar um tempo na casa dos Swan... Conheço Charlie desde sempre e acho que ele não se importaria... Assim, ao invés de três viaturas, o senhor pode deixar só duas...
Mark sorriu, assentindo.
- Isso é uma boa ideia – ele disse. – Se não tiver problema algum para você, Isabella, é claro...
Ela deu de ombros, mas suspirou, evitando me olhar.
- Tudo bem, senhor – disse. – Eu entendo que a delegacia está passando por falta de pessoal e se isso vai ajudar, não vejo problema.
- Certo – ele sorriu. – Obrigado a vocês dois. Vocês estão dispensados. Vou arrumar alguém para ficar com Charlie e outra pessoa para ficar com vocês. Nós nos veremos amanhã e, qualquer notícia, eu os deixo saber.
Eu me despedi dele e de Sam, e segui Bella para fora da delegacia, incerto do que dizer a ela.
- Eu tenho que… hmmmm… pegar algumas roupas em casa – murmurei.
Ela apenas assentiu, sem me olhar.
- Vou segui-lo até a sua casa – disse. – E depois seguimos até a minha.
Antes que eu pudesse concordar, ela seguiu para o seu carro e entrou, colocando o carro em movimento. Suspirando pesadamente, segui para o meu, sem saber, agora, se isso era uma boa ideia ou não.
Eu tinha, porém, feito uma promessa a Charlie, de que não iria deixar nada acontecer com Bella, e com John solto, disposto a ir atrás dela… bem, eu estaria lá caso ele aparecesse, na mesma casa, no mesmo teto.
Sabe-se lá por quantos dias.
Notas finais
Mas vamos ver.
Espero que tenham gostado.
A gente se fala no próximo.
xx
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