Sweet Temptation
3 Amigos também se beijam?... certo?
Amanda acordou tarde no dia seguinte. Ela e Gabriel passaram horas conversando e só foram dormir pouco antes do sol nascer. Sua noite foi invadida por imagens desconexas dela com Gabriel, Amanda não entendia o porque daqueles sonhos, ao acordar ela se sentiu estranha, como nunca antes. Ela se levantou e foi ate o banheiro. Tomou um banho rápido e foi ate a cozinha preparar o café da manha. Mas se surpreendeu ao encontrar Gabriel encostado na pia com uma xícara na mão.
- Já esta acordado Gabriel?
- Pois è. Acordei agora pouco. Como você estava dormindo eu fiz o café. Espero que não se importe.
- Não claro que não, pode ficar a vontade.
- Dormiu bem?
- Dormi. E você?
- Também. Ta com dor de cabeça? – pergunta ele sorrindo.
- Não. Por quê?
- Pensei que ia fica de ressaca.
- Ah! Não. Como eu disse não fico bêbada com vinho.
- Então sem dores de cabeça?
- Sem dores de cabaça.
- Ótimo. E o que vamos fazer hoje? – pergunta ele animadamente.
- Estava pensando em ir ao museu. Ou no planetário... Eu nunca fui.
O dia foi se passando os poucos. Gabriel e Amanda foram a diversos lugares e falaram sobre diversos assuntos. No meio do dia pararam para comer e depois voltaram a passear. Foram ao parque, ao museu e depois ao cinema. Deixaram o planetário para outro dia, afinal tempo eles tinham de sobra. De volta em casa Amanda se jogou no sofá, tirou os sapatos de salto alto e praguejou baixo ao sentir os pés doloridos.
— Seus pés estão doendo? – perguntou Gabriel se sentando na mesinha de centro e pegando um dos pés dela.
- O que esta fazendo? – perguntou Amanda olhando para desconfiada.
- Uma massagem, você precisa relaxar um pouco... – disse ele com uma voz rouca e Amanda corou levemente. Gabriel massageou suavemente o pé delicado e foi subindo a mão lentamente, Amanda fechou os olhos e suspirou, era tão bom! Ela passava tanto tempo em cima daqueles saltos... – Esta bom assim?
- hum... – ronronou ela e Gabriel sorriu. Ele se inclinou mais sobre ela beijando suavemente os lábios dela se encantou com a maciez e com a corrente elétrica que percorreu seu corpo, Assustada Amanda abriu os olhos e se afastou. – O-o que foi isso?
- Isso? Foi um beijinho. – respondeu ele sorrindo, Amanda sentiu novamente aquela sensação estranha... – O que foi?
- Meu primeiro Beijo... – murmurou Amanda levando as mãos aos lábios.
- Mesmo? – perguntou Gabriel endireitando o corpo, ele parecia realmente surpreso.
- Eu... acho que vou dormir... – disse ela constrangida ele se levantou apressadamente ao mesmo tempo que Gabriel, Amanda bateu a cabeça com força no queixo dele e Gabriel gemeu baixinho. – Oh Deus, me desculpe!
- Tudo bem... – disse Gabriel tentando sorrir.
- Esta sangrando!
- Eu mordi minha língua. estou bem!
- Eu sou um desastre! Meu primeiro Beijo e você sangra!
- Relaxa! E foi só um beijinho, mas se você quiser... – sugeriu Gabriel maliciosamente.
- Oh, não, não! – Amanda corou. – Eu sabe só quero ser sua amiga...
- Foi só um selinho, amigos se beijam assim, sabia?
- verdade? – perguntou ela desconfiada. Ela não acreditava nem por um momento que aquele beijo pudesse ser só de amigo, não com as sensações que ele tinha despertado nela, mas ele estava dizendo quem era ela para contradizer?
- Claro que sim. – Gabriel sorriu. Ela era encantadoramente inocente. E isso estava mexendo com ele, de forma que ele nem podia imaginar. – então o que vamos comer?
- Eu quero comer algo que nunca comi antes... – disse Amanda um aquela carinha travessa que ele tanto gostava.
- o que?
- Pizza!
Deitado em sua cama com lençóis de seda vinho, Gabriel Ria consigo mesmo, como era possível uma pessoa com 27 anos nunca ter beijado, nunca ter ido a um museu e nunca ter comido pizza??? Ela era realmente uma caixinha de surpresas, ela era tímida, meiga. Havia algo nela que o encantava, algo que o fazia esquecer de todo o resto, fazia ele esquecer que estava ali a trabalho... Esse pensamento foi como um banho de água fria em seus ânimos, ele estava se deixando levar, ela era somente mais uma cliente. E assim que o prazo acabasse ele nunca mais voltaria a vê-la...
Era quase duas e meia da manha quando Amanda acordou com o som de um trovão, assustada ela se encolheu na cama. Iria passar, logo iria passar... mas não passou. Cada minuto a mais daquela tempestade parecia ser uma flecha transpassada no coração de Amanda. Ela se encolhia e dava pequenos gritinhos, até que quando já não agüentava mais a porta do quarto se abriu...
- Gabriel! – Soluçou Amanda se levantando da cama e se atirando nos braços dele em meio às lágrimas.
- Amanda o que foi? – perguntou ele preocupado, tinha acordado com os trovões e estava indo tomar água quando pensou ter ouvido alguém chorar... – Amanda...
- Não me deixe, por favor... você também não... Todos se foram... você também não... não vá...
- Eu não vou a lugar algum Amanda. Estou aqui, bem aqui. – disse ele acariciando as costas dela. Amanda sentia o calor do peito nu contra o seu rosto e se aconchegou mais a ele.
- Gabriel?
- Sim, meu anjo?
- Amigos também se beijam?
- Sim, anjo, porque?
- Acho que quero que você me beije...
- Amanda... – disse ele com a voz rouca.
- Só se você quiser, mas você não quer então...
- Amanda, eu estou aqui, e não vou em lugar nenhum, quando você se acalmar eu te beijarei o quanto quiser...
- me acalmar? – perguntou ela com a voz chorosa.
- Espero que seja logo, pois estou com vontade de sentir o gostinho da sua boca...
- Gabriel... – Murmurou Amanda corando. Ela estava tão consciente dele que se esqueceu completamente ta tempestade lá fora, e da tempestade de emoções que ela enfrentava dentro de si mesma...
- Sim anjo?
- Acho que estou mais calma agora...
Gabriel sorriu no escuro, puxou Amanda firmemente contra o peito, colocou uma mecha do cabelo dela atrás da orelha e acariciou levemente a orelha dela, Amanda suspirou entreabrindo os lábios. Ele não precisou de outro convite beijou-a profundamente, Amanda arfou chocada com as emoções, sentindo as tão famosas borboletas no estomago. Ela se deixou levar por aquele beijo devastador, ela não sabia bem o que fazer então apenas seguiu o beijo dele, Com o tempo ela estava agarrada a ele, com uma das pernas enrolada no quadril dele. Como isso foi acontecer? Ela não sabia.
Ele tinha que parar. Sim ele tinha. Ele iria parar logo. Mas ele não queria! Gabriel não sabia entender o que estava acontecendo com ele. A partir do momento em que ele colocou as mãos nela, ele estava perdido. Aquele fogo que consumia suas veias como lava, incendiando ele todo. Ele sabia que Amanda era inocente e que ele estava se aproveitando e que seria errado continuar...
- Gabriel? – aquela voz rouca era mesmo dela?
- Sim, minha Amanda?
- Amigos se beijam assim? Ou isso é... algo mais?
- Eu não sei mais. Eu já não sei de mais nada...
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