Sweet Temptation
4 Vivendo entre mortais
Amanda acordou com uma estranha sensação de calor, ela tentou se mover, mas braços fortes a impediram. Lembrando de como implorara para ele não deixá-la sozinha ele prometera ficar com ela até que ela dormisse, mas ele ainda estava ali? Amanda abriu os olhos sonolenta, Gabriel estava olhando para ela, Amanda sorriu levemente e ele correspondeu, eles pareciam compartilhar algo muito especial, a sensação era tão bizarra que a chocava um pouco. Estar tão sintonizada com uma pessoa era algo novo para ela, estivera sozinha por tanto tempo... Mas o que era exatamente esse estranho sentimento que crescia dentro dela? O que era? Aquilo era verdade? Será que ele também sentia aquelas sensações quando estava perto dela? E se sentisse onde poderia levar?
Gabriel lhe segurou o rosto e capturou a boca dela em um beijo tão ardente que obliterou qualquer pensamento que Amanda tivesse. Quanto tempo aquele beijo durou? Minutos? Segundos? Ela não fazia idéia, tudo o que ela queria era que durasse para sempre...
- Então meu anjo, dormiu bem? – perguntou com uma voz rouca e sonolenta.
- Dormi sim, graças a você! Você deve me achar uma tola!
- Porque diz isso?
- Eu sou tão estranha! Sou cheia de defeitos!
- Defeitos?
- Sou viciada em trabalho, tenho medo de tempestade, tenho medo de filmes de terror, eu nem ao menos sei sair de carro sozinha que me perco! A não ser se for para ir para o trabalho ai eu sei!
- A vida é cheia de defeitos, mas para mim ela é única, pois são os defeitos que fazem uma mulher perfeita... p perfeito é ser imperfeito...
- isso não faz sentido Gabriel... – reclamou Amanda.
- Não é para fazer mesmo. Agora eu vou ir tomar um banho e preparar o nosso café da manha. – Disse ele se levantando da cama e sorrindo cara Amanda que ficou olhando meio abobada pra o corpo seminu dele. O sorriso de Gabriel se alargou. – Gosta do que vê?
- E-eu... vou ir tomar um banho também! – disse ela se levantando apressada e correndo para o banheiro. Amanda fechou a porta atrás de si e sorriu travessa, fosse o que fosse que ela sentia era algo que eu ela estava disposta a continuar...
Gabriel estava em pé de frente para o fogão, havia um cheiro delicioso no ar, algo que ela não soube dizer o que era. Ela caminhou lentamente até ele, novamente ele estava vestido todo de preto, diziam que vermelho era a cor do pecado mas agora ela estava mudando de idéia...
- Cheirinho de fome... – disse Amanda sorrindo.
- Esta quase pronto. – disse Gabriel sorrindo. – espero que goste de ovos com bacon.
- Ovos? Bacon? Mesmo que eu vou poder comer ovos com Bacon no café da manha? – perguntou ela saltitando.
- Se você quiser...
- OBAAA! – Amanda correu até a mesa colocando os pratos.
- Então me conte um pouco de você Amanda. Como uma mulher como você nunca comeu Pizza ou ovos com Bacon?
— Eu... no Internato não era permitido. – disse ela tristonha.
- Internato?
- Meus pais morreram quando eu tinha oito anos, em um acidente de carro... – Disse ela forçando um sorriso, que pareceu uma careta aos olhos de Gabriel. – Meu... tio me mando para uma escola... um internato onde eu tinha aulas de etiqueta. Depois quando eu fiz dezoito anos eu entrei em um colégio técnico, consegui um estagio em uma empresa, fui crescendo nela e hoje estou aqui.
- e seu Tio?
- Ele deixou bem claro que não queria nada comigo, ele nunca vai me visitar, se eu encontrar com ele na rua é bem provável que eu não o reconheça. – Amanda tinha uma expressão sombria no rosto e Gabriel sentiu um aperto no peito. Quieto serviu ela e coloco um pouco para si mesmo. – estive sozinha sempre, minha vida inteira, até a dois dias atrás quando decidi chamar você...
- Agora eu entendo o motivo da minha existência. É somente para te fazer a mulher mais amada da face da terra...
- Ga-gabriel! – Disse ela engasgando com o suco, Gabriel sorriu abertamente.
- O que? É verdade! A partir de hoje vou te mostrar algumas coisinhas sobre felicidade. Termine de comer, vou te levar a um lugar.
- Que lugar?
- Vou te mostrar como é bom deixar a etiqueta de lado, simplesmente descer do salto e viver com os mortais! Agora meu anjo coloque uma roupa confortável e sapatos confortáveis!
- Talvez isso seja um pouco difícil...
Amanda caminhava lentamente ao lado de Daniel, eles estavam em um parque, havia arvores e flores por todos os lados, havia crianças correndo de um lado para o outro, as risadas contagiavam o ar, Amanda sentiu um aperto no peito, ela nunca rira assim, nem mesmo quando pequena. Ao seu lado Gabriel segurava suas mãos firmemente contra a dele, eles caminharam mais na frente onde havia alguns brinquedos, como roda gigante, um “polvo” giratório, uma mini montanha russa, Havia algodão doce e sorvetes para todo o lado, assim como pipocas.
- Um Parque!
- Um parque móvel, eles iram embora dentro de alguns dias...
- Vamos andar de carrinho bate-bate? E aquele polvo parece legal e...
- Amanda quantos anos você tem?
- 27... – disse ela constrangida.
- Você nunca foi a um parque?
- nunca! Eu sei que é infantil... mas vamos??? Por mim? – suplicou ela segurando o braço dele e dando pulinhos.
- Tudo o que você quiser...
Eles foram a todos os brinquedos do parque, Amanda ria e abraçava Gabriel a tudo momento. Ela nunca tinha tido um dia como aquele. Já era mais de três horas da tarde quando eles pararam para comer, tudo para Amanda era uma aventura, então quando Gabriel disse que comeriam um cachorro quente no carrinho ela simplesmente o envolveu pelo pescoço e colou os lábios no dele, Ela se afastou e puxando-o pelas mãos foram comer.
- As mulheres são como estrelas, sempre iluminam o céu de um homem... – Murmurou ele tempo depois quando voltavam para casa.
- E alguma mulher já iluminou você? – perguntou Amanda enquanto dirigia.
- Eu já estive com muitas mulheres, principalmente por causa do meu trabalho...
- Não foi isso o que eu quis dizer, você já se apaixonou Gabriel?
- Eu... Uma vez. – respondeu ele a contragosto. – Ela era minha vizinha, estudamos juntos desde o primário, Quando começamos a namorar eu me senti no céu, fazia de tudo por ela, eu trabalhava e ajuntava dinheiro pra comprar uma casa... Então um dia ela chegou e disse que queria terminar, que talvez me ligasse em outro momento e que queria ser independente. Alguns dias depois eu descobri que ela tinha ido embora pro Japão com um doutor... – disse ele com a voz fria e cheia de desprezo. – Eu a amei com todo o meu coração, acreditei no nosso amor de coração, senti com todo o coração, mas no fim descobri que não valeu a pena. Fiquei feito um idiota, entrei no mundo do jogo e perdi tudo, por isso estou nessa vida. Não me orgulho disso.
- Se amar bastasse, as coisas seriam simples. Quanto mais se ama, mais se consolida o absurdo. Essa mulher não merecia você, e também não merecia um fio de tristeza sequer, mulheres assim servem apenas para nos mostrar o quão baixo alguém pode ser, eu sei que não sou a pessoa mais indicada para te dar conselhos, já que eu não conheço o amor, e as vezes penso que não quero conhecer. Raramente nos consolamos das grandes humilhações; nos esquecemos dela, mas mesmo assim ela permanece dentro de nos, e se mostra quando menos esperamos, a questão é pegar algo ruim e tentar tirar algo que nos seja útil, e não se deixar abater, Eu fiz isso como você esta fazendo, eu acredito em você, você é bem mais do que isso. Se você consegue sonhar algo, consegue realizá-lo. Você só tem que lutar... e torcer para que você não se perca no meio do caminho...
- Nossa... não sabia que era tão sabia... – disse ele sorrindo levemente.
- Não sou... – Ela sorriu abertamente. – gostei de viver entre os “mortais” na verdade eu sempre quis isso... mas nunca pude.
- nem quando saiu do internato?
- Não, eu estava tão focada em crescer em provar o que eu poderia ser que...
- Se perdeu?
- È acho que sim. – Amanda sorriu. – Mas você esta me ajudando a me encontrar...
- E eu estou adorando isso. Cada novo pedacinho de você...
- Ui...
- o que foi? – perguntou Gabriel maliciosamente.
- Nada não. – disse Amanda corando.
- Sabe eu acho lindo quando você fica corada!
- esse é o menor dos meus problemas!
- Você tem muitos problemas?
- “Quem me dera se múltiplos fossem apenas meus orgasmos e não meus problemas” – Disse Amanda corando mais ainda.
- Como é?
- uma colega do serviço sempre me diz isso.
- Inteligente sua colega.
- Não acho... Ela esta sempre... disposta de mais...
- e isso é ruim por quê?
- não sei... é... Libertinagem...
- Quem sabe eu não te mostro como pode ser bom ser uma libertina...
Amanda corou de vez e fingiu prestar atenção na estrada, seria tão errado assim se deixar levar, e ao menos uma vez saber como é bom ser... normal? Se sentir Amanda e desejada... por ele? Ela não queria que ele fizesse amor com ela por causa do dinheiro, mas será que ele a desejava de verdade? Será que ele era real? Ou estava apenas fazendo o seu papel? Amanda queria tanto encontrar essas respostas...
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