Notas iniciais
Minhas queridas e amadas leitoras/Sweeties: Eu dou toda a liberdade se vocês quiserem atirar adagas e atear fogo em mim T.T Sim, eu mereço por demorado tanto. Mas a boa noticia: Estou de ferias! u.u E eu também corrigi e acrescentei alguns detalhes nos capítulos anteriores. Seria interessante se vocês quiserem rele-los, mas não estou obrigando-as. A musica que peço para ouvirem nesse capitulo é You do The Pretty Reckless. Espero não ter perdido tantas leitoras pela demora... Boa Leitura!

Você não me quer

Você não precisa de mim

Como eu quero você

Como eu preciso de você

POV Amanda

Um mês havia se passado.

Logan e Carlos saiam pelas ruas recrutando pessoas. Kendall ficava em casa cuidando de mim. Eles insistiam que eu precisava de alguém para me fazer no mínimo companhia.

Sobre James, ele sumira desde o dia que ocorrera a confusão. Toda vez que eu perguntava sobre ele para os meninos, eles apenas mandavam olhares diretos entre eles e ignoravam.

Eu queria falar com ele. Eu precisava de respostas. Afinal, não me lembro de quase nada do dia. Garanto que se eu tiver uma boa e longa conversa com ele, poderia me lembrar de grande parte dos fatos.

Mas nada.

Se houvesse ao menos uma notícia dele, eu já estaria satisfeita. Poderia não haver palavras... Apenas olhares, e ele me diria tudo. Eu deixaria extravasar toda a saudade presa no peito.

Mas não houve nada.

Tentei descobrir o número dele, mas não quiseram me dar, e quando eu tentava escondido, de algum modo acabavam descobrindo.

Talvez ele não queira mais saber de mim...

Talvez ele nunca quis...

Será mesmo que ele nunca me quis? Então todo aquele tratamento de nossa noite não significou nada?

Então todos os meus sentimentos foram em vão?

Por um momento eu não pensava mais em minha vingança. Por um momento eu pensava que poderia mudá-lo e que poderíamos ser felizes juntos. Mas parece que eu me enganei profundamente.

Quem sabe James nunca merecesse minha vingança... O seu destino é a sua própria vingança.

James será um garotinho triste e solitário pela eternidade...

James trancará seu coração a sete chaves e matará mil homens...

James irá morrer sem amar e ser amado...

E eu ficarei aqui, sentada em uma cadeira, esperando que ele venha até mim enquanto cubro todas as feridas que ele me causou e tentando superar todas as dores que o destino me causará.

E assim será minha vida.

Talvez eu morra logo.

Ou talvez eu viva a eternidade esperando por algo que está morto há muito tempo.

Coloquei minha mão dentro da água para sentir a temperatura.

Deixei meu vestido cair sem peso algum de meu corpo até encostar ao chão. O resto de minhas roupas eu joguei em algum canto do banheiro.

O choque de meu corpo com a água em baixa temperatura foi relaxante.

A água limpou todo o cansaço que havia se acumulado em meu corpo.

Para mim, a água é a coisa mais magnífica que Deus já criou, se é que ele realmente existe.

[...]

Analisava meu prato enquanto meus três amigos e mais umas duas pessoas conversavam diante à mesa.

Não prestei muita atenção na conversa, mas parecia que era sobre Bryan comunicando-se com eles sobre um encontro, ao estilo de uma guerra. Mas eu não ligava.

Minha atenção foi despertada quando um dos garotos disse que queria ir para o centro de NY.

– Posso ir? – Indaguei. Todos olharam para mim e me arrependi de ter falado alguma coisa. Logan olhou para o garoto enquanto todos estavam em silêncio. – Eu só quero sair um pouco e andar... – Finalizei voltando para o meu almoço para evitar os olhares confusos.

Logan murmurou algo para o garoto, e então se virou para mim.

– Você pode ir, mas prometa que não sairá da visão de Scott. – Disse Logan e assenti ainda olhando para o meu prato.

Parece que sou uma criança e que preciso ficar sobre a custódia de alguém.

Eles finalizaram o almoço e tranquei-me em meu quarto até a hora do passeio.

[...]

Tentava contar as gotas no vidro da janela do carro. Lembro-me de que meu pai fazia isso comigo quando eu era pequena.

Ficar enfurnada naquela casa fez-me esquecer dos pequenos prazeres da vida. Fez-me esquecer de sorrir. Eu não sabia nem mesmo como falar corretamente.

Ignorava as notícias do tempo que estavam sendo anunciadas no rádio. É Dezembro, todo cidadão sabe que a temperatura irá cair drasticamente na semana do Natal.

Scott permanecera em silêncio. Eu preferia assim. Não havia nada para servir de assunto.

Scott iria para o centro fazer a troca de equipamentos com as pessoas que não quiseram ficar na casa doada por Carlos, e eu teria de ficar sempre ao seu lado, não falar com estranhos e não me distanciar dele.

Ao descermos do carro, uma sensação estranha dominou meu corpo.

Era como se alguém já me esperava por lá. Como se alguém me observasse.

– Há algo errado? – Perguntou a voz atrás de mim. Só então olhei para Scott.

Scott era bonito. Alto, atlético, moreno... Eu nem havia notado isso, mas isso não me importa.

– Não. – Respondi. Ele assentiu e o segui tentando não me perder na confusão que era NY.

[...]

Ao fim da tarde eu já estava esgotada de tanto caminhar. Foi divertido, Scott era uma pessoa legal. Foi diferente para eu conhecer mais sobre a cidade. Agora eu tenho que aproveitar as pequenas emoções da minha vida, caso elas sejam as últimas.

– Você prefere morango ou chocolate? – Indagou Scott sorrindo.

– Morango! – Respondi sorrindo de volta como uma criança. Eu não sabia mais o gosto de sorvete, então seria quase que uma primeira vez que eu experimentara algo.

Eu estava completamente fora do normal hoje. Esquecer-me dos problemas foi algo maravilhoso! Eu queria tingir uma mecha rosa em meu cabelo, mas Scott segurou-me para Logan não matá-lo.

Ao entregar-me o sorvete, eu experimentei-o alegremente. O gelado se transformou em quente enquanto derretia em minha boca. Esqueci-me de quanto sorvete era bom. Scott ficou maravilhado do jeito que uma simples sobremesa pode ter me deixado tão feliz.

Parecia que a cada sorriso que eu dava era um brilho diferente nos olhos de Scott.

Scott ergueu minha mão e girou-me fazendo com que meu vestido solto girasse junto comigo.

E foi aí que notei os um par de olhos penetrantes fixados em mim.

Scott soltou-me e virou-se para pagar pelas duas sobremesas... E de repente eu já não estava no controle de meu próprio corpo.

Meus cabelos voavam enquanto eu corria desviando das inúmeras pessoas à minha volta para eu chegar ao meu alvo. O sorriso de antes permanecia em meus lábios e logo eu poderia abraçá-lo e matar toda a saudade guardada em meu peito.

O vi virar para a direita, longe da aglomeração.

Quando finalmente consegui o alcançar, percebi que não era uma rua qualquer, e sim um beco sem saída.

E não havia ninguém nesse beco.

Pensei em estar louca. Será que todo esse tempo longe dele teria feito com que eu tivesse alucinações?

Porém uma mão quente envolveu minha cintura enquanto a outra abafou meus gritos levando-me para a escuridão.

Você não pode me sentir

Como eu sinto você

Eu não posso roubar você

Como você me roubou

Notas finais
E aí? Gostaram? Amaram? Odiaram? Comentem até se for para me matar!