Notas iniciais
REALMENTE ESPERO QUE GOSTEM !

- Culpada! – disse o juiz batendo o martelo. – Culpada cúmplice do caso trezentos e oitenta e dois do dia 13 de janeiro de 2011, sendo ele hoje. Condenada a três meses de trabalho voluntário na clinica de Los Angeles, Transition To Freedom Clinic.

Olhei para trás e vi minha mãe os prantos ao lado de meu pai, que tinha o olhar de piedade para o juiz. Ele já fizera muito por mim não deixando meus pais serem presos e eu aceitaria esse trabalho tranquilamente se nada acontecesse com eles.

Não sei onde errei. Quando me dei conta estava saindo com pessoas novas na escola. Pessoas estranhas que me fizeram mudar. Mudar tanto que aqui estou em um tribunal sendo condenada por uma coisa que eu nem tinha o conhecimento direto que havia feito.

Sai escoltada por dois seguranças que me viam derrubar lagrimas pesadas de remorso e medo. Via meus pais se aproximando e minha mãe me embalou em um abraço apertado e piedoso.

- Desculpe... – sussurrava entre os soluços.

Meu pai nos abraçou por fora me fazendo chorar mais ainda.

— Como você pode me deixar naquela roubada Kary? – eu chorava no telefone.

Eu tinha conhecido Kary e sua turma no meio do ano passado, quando ela se mudou para a cidade e passou a estudar comigo.

- Desculpa Selena, mas quando ouvi o tiro só pensei em correr. – respondeu ela, sua voz soando indiferente.

- Você não esta entendendo Kary? – elevei minha voz levantando-me da cama. – Eu fui acusada cúmplice de um crime por sua causa!

- Epa epa, a culpa não foi minha foi do Carter. – ela estava sendo fria, me mando a impressão que não era a primeira vez que explicava isso.

- Quer saber? – eu enxuguei as lagrimas com violência. – Você não passa de uma garota infeliz na vida que se faz de escrava para os amigos. Sabe para que eles te usam? Te usam para fazer amizade fazendo a pessoa acreditar que é verdadeira o bastante para te emprestar dinheiro e, quando ela não for mais útil, levá-la para a cena de um crime para ser pega como suposta culpada... ou cúmplice.

- Olha garota, não fala comigo assim... – eu a interrompi.

- Me poupe de ouvir essa sua voz de falsa indignação. – eu sorri ironicamente. – E poupe você mesma de tentar lutar compra o que eu falei por que, no fundo, você sabe que eles então só te usando.

E desliguei o celular.

É nessas horas que você se pergunta: “aonde eu errei?” e tenta achar a resposta. Mas o que mais me perturbava era que eu já a sabia. Se eu tivesse ouvido meus pais quando eles diziam para me afastar desse tipo de pessoas eu não estaria chorando trancada em meu quarto... não estaria tentando me preparar para ser “voluntária”.

Eu não conseguiria, eu sabia. Naquele lugar eram todos loucos... Garotos e garotas bipolares e emocionais feridos junto com suas doenças psicológicas.

A palavra certa para medo. Eu tinha medo deles.

Notas finais
Prólogo chatinho, mas é a base da história.
Review ?