Sweet Insanity
2 Clinica
Notas iniciais
- Se cuida querida. – minha mãe me dava o décimo sexto abraço.
- Eu vou, mãe. – respondi.
- Vou vim te buscar no final da tarde, ok?
- Não, não precisa... eu vou andando. – disse eu, me separando dela. – Preciso pensar um pouco.
Ela assentiu entrando no carro e me observando andar em direção da grande construção branca. Tenho que admitir: aqui é bonito. Bem, realmente tem de ser. Os doentes precisam de lugares tranqüilos e... verdes, eu acho.
Atravessei a grande porta de vidro que tava para uma pequena recepção, onde havia uma senhora de cabelos grisalhos atrás de um balcão. Ela sorriu docemente para mim.
- Seja bem vinda ao Transition To Freedom Clinic. – disse ela simpática.
- Obrigada. – sorri e peguei o papel em meu bolso. – Eu estou aqui para o trabalho comunitário aqui esta o mandato que me mandaram entregar.
- Aaah sim. – ela pegou o envelope de minha mão e o leu. – Ok entrão... senhorita Gomez, sinto muito mas não esperava que fosse tão jovem.
- É... é muita burrada para uma pessoa só, não é? – sorri envergonhada.
- Não se envergonhe. – ela segurou minha mão. – Aqui você aprenderá que sempre tem alguém pior.
- Duvido. – disse baixinho enquanto ela discava um numero no telefone sem fil.
- Alô, é do espaço três? – disse ela. – Mande o Fred para cá, seu encargo já chegou.
Ela pareceu escutar uma resposta e logo depois desligou.
- Temos uma pessoa disponível para apresentá-la o local. – disse ela. – A propósito, sou a Sra. Parker. Qualquer problema, eu estou aqui.
- Realmente obrigada. – disse eu.
Um garoto interrompeu nossa conversa.
Ele vestia uma camiseta branca com o símbolo de uma noz ao lado esquerdo.
- Olá. – cumprimentou-nos. – Chamou Sra. Parker?
- Sim Fred. – respondeu ela. – Essa é a senhorita Gomez, sua encarregada.
Ele me olhou confuso. Sabia o porquê. Minha fixa era suja demais para uma adolescente de dezessete anos de idade, mas ele não aparentava ser muito mais velho que eu.
- Bem... – ele gaguejou. – Acho melhor eu mostrar o espaço para a senhorita, então.
Assenti e aceitei seu sinal para me aproximar.
Ele me levou a outra porta á direita.
- Bem, senhorita Gomez, meu nome é Frederick. – apresentou-se corando. – Mas pode me chamar de Fred.
- Fred. – repeti. – Só Selena.
Ele sorriu envergonhado.
- Certo. – ele limpou a garganta. – Qualquer duvida sobre a empresa é só me chamar, mas, por hoje eu vou lhe apresentar a Casa.
- Casa? Você vive aqui?
- Não, não. É que os voluntários mais íntimos aqui chamam a clinica de Casa. – ele suspirou. – É como se ela fosse nossa verdadeira casa, onde podemos pensar... e refletir vendo a alegria dos outros.
- Você é voluntário? – perguntei.
- Oooh sim. – respondeu com orgulho. – Desde meus dezesseis anos, agora vou fazer vinte e ainda “trabalho” aqui.
Esse é ainda mais louco por gostar de se misturar com os doentes.
- Bem, voltando, certo. – continuou ele. – Aqui é o campo de relaxamento.
Aquela porta deu entrada a um grande campo cheio de arvores e flores. Um ambiente realmente bonito cheio de bancos de pedra e postes de luz. A luz do sol batia de uma forma tão graciosa nas folhas que elas refletiram um verde claro tão exótico que me hipnotizei.
- Eu sei... é lindo. – Fred também parecia hipnotizado.
Tinham pessoas sentadas em alguns bancos conversando. A maioria garotas.
- Oi Fred. – disse uma garota de longos cabelos castanhos.
- Olá Miley. – cumprimentou ele. – Demi.
Havia outra garota a seu lado, de cabelos pretos e pele clara.
- Novata? – perguntou a que parecia ser Demi.
- Na verdade, não. – disse ele. – Ela é a nova voluntária.
- Aaah, seja bem vinda... – elas sorriam.
- Selena. – completei. – Selena Gomez.
- Qualquer coisa é só nos chamar. – disse Miley. – Acho que podemos ajudar. E Fred... só avisando que daqui a pouco o Jared chega.
- Já?
- É. Parece que ele teve outro ataque no quarto. – continuou Demi. – Coitado.
- Quem? – perguntei confusa.
- Depois eu te explico sobre ele, agora nós temos que continuar nosso Tour. – ela bateu as mãos animado. – Querem vir garotas?
Ele ofereceu a Miley e Demi.
- Pode ser não temos nada para fazer agora... – concordou Demi e elas nos seguiram.
Fale com o autor