Notas iniciais
Ficou meio sem graça, mas o próximo vai ser melhor. E por favor, review! =D

Já havia se passado quase uma semana desde a conversa de Heather e Anthony e eu começava a ficar preocupada, já que ela não o procurou mais desde aquele dia e eu logo imaginei que ela realmente estava decidida a ter a guarda do Everly pela justiça.

Passamos por mais algumas cidades e por fim voltamos para Los Angeles para a abertura da exposição das fotos minha e de Clara.

Depois de decidir os detalhes finais da exposição, me encontrei com Josh para um café e ele estava ansioso com a chegada de Veronica:

- Mas a Vero só vem pra exposição ou vem pra ficar de vez? – perguntei assim que chegamos na cafeteria.

- Ela vem só pra exposição. – ele começou a brincar com o porta-guardanapo que estava sobre a mesa. – Eu ainda não tive coragem de convidá-la pra morar comigo.

- Por que não?

- Tenho medo de ela dizer não. – Josh, como de costume, corou com a resposta.

Cada vez mais eu achava Josh o cara mais romântico e fofo que a Vero já namorou e, de certo modo, eu até sentia uma pontinha de inveja disso.

- Eu vou preparar o terreno pra você, Josh! Vou comentar com ela que você pensa em chamá-la pra morar com você, mas o resto é com você, okay? – eu perguntei enquanto segurava a mão dele e ele sorriu.

- Mari, você é incrível! – ele beijou a minha mão e agora era eu quem corava.

Nosso café chegou e ainda conversamos mais um pouco quando Clara e Flea entram na cafeteria e se surpreendem com a nossa presença, mas logo eles se sentam conosco:

- O Marcos acabou de ligar. – Clara disse assim que se sentou. – Ele e a Verônica chegam em duas horas. Nossa, eu achei que eles não iam conseguir chegar a tempo, já que a exposição é hoje à noite!

- Vamos buscá-los no aeroporto, quer vir conosco, Josh? – Flea perguntou.

- Claro! Só que antes preciso passar na floricultura, comprar um buquê de rosas pra Vero. – ele se afundou na cadeira. – Ela adora rosas.

Eu e Clara soltamos um “owwwwwnnnn” ao mesmo tempo e eles riram do nosso momento fofura.

Conversamos mais um pouco quando meu celular toca e era uma mensagem de Tony:

“Meu pai veio buscar o Everly pra passar a noite com ele. Isso significa que temos a casa só pra nós dois até a hora da exposição. Vem logo, estou com saudades. Te amo. Anthony.”

- O Tony é todo romântico, né? – eu me assustei com o comentário de Clara, pois ela também estava lendo a mensagem sobre o meu ombro.

Corei com o comentário dela mas tentei parecer natural:

- O Marcos também é romântico, Clara! Você já deve ter percebido.

- Romântico até demais! – ela bufou depois de responder. – Muito meloso de vez em quando, mas gosto dele.

Eu ri com o comentário dela e o celular vibrou de novo, outra mensagem do impaciente Anthony:

“Cadê você? Recebeu a minha mensagem?”

Respondi logo antes que ele enviasse outra mensagem impaciente, me despedi de todos e sai da cafeteria e ao virar a esquina, encontro Heather e era a primeira vez que eu a via desde a conversa dela com Tony.

Ela estava carregando diversas sacolas de grifes de roupas infantis:

- Que ótimo te encontar, Mari! Vem, entra no carro que eu te levo até a sua casa porque eu preciso levar essas roupas que eu comprei de presente para o Everly. – ela disse enquanto parava ao lado de um carro conversível.

- Desculpa, Heather, mas não vai dar: o Everly vai passar o final de semana com o avô dele. – respondi.

- Com o Blackie? – ela parecia surpresa. – Não gosto daquele homem! Mas eu te levo mesmo assim, eu insisto.

- Não precisa, Heather! Mas obrigada mesmo assim. Até mais! – e virei para atravessar a rua.

- Mari! – ela gritou e eu me virei de novo. – Ansiosa para a sua exposição hoje! Estarei lá, é às 20hs, correto?

Mesmo contra a minha vontade, Clara convidou Heather pois as duas sempre se deram muito bem e se tornaram muito amigas e eu respeitava a relação das duas.

Acenei com a cabeça e dei um sorriso forçado, mas o sorriso de Heather pareceu bem verdadeiro, não senti ironia ou algo do gênero e logo deduzi que isso era por causa da Clara.

Segui o meu caminho e ao me aproximar da rua de casa, vi Anthony andando na minha direção:

- Até que enfim! – ele disse quando me viu e começou a me beijar. – Que saudades que eu tava! Por que demorou?

Suspirei e contei do meu encontro com Heather:

- Ela não disse nada sobre a guarda do Eve? Recorrer ao tribunal ou coisa assim? – ele perguntou enquanto seguíamos para casa de mãos dadas.

- Não, não disse nada. Talvez ela tenha esquecido do assunto ou pensou melhor e viu que era desnecessário. – eu disse na tentativa de acalmá-lo.

- Acho que não. – ele disse sério. – Quando ela coloca uma coisa na cabeça, não há uma pessoa na face da terra que consiga tirar.

- Mas ei, você estava indo pra onde quando eu te encontrei ali na rua? – eu perguntei logo que entramos em casa.

- Estava indo te buscar! – ele me virou de frente pra ele e passei minhas mãos em volta do seu pescoço. – Eu estava louco de saudades, não consigo ficar muito tempo longe de você, amor.

Eu sorri e dei um beijo de leve, mas ele preferiu vir com força e seus lábios encontravam os meus de maneira frenética, como se estivessem sedentos por eles, suas mãos sobre as minhas costas pressionavam mais ainda meu corpo contra o dele.

Comecei a bagunçar o seu cabelo e a deslizar a minha unha sobre a sua nuca e ele soltou um gemido durante o beijo. Ele foi me empurrando até que meu corpo bateu contra a parede ao mesmo tempo em que ele pressionou o quadril fortemente contra o meu:

- Quarto ou sofá da sala? – ele perguntou sussurrando ao meu ouvido e eu tive que sorrir com a pergunta.