Sweet Emotion Parte 2
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Já havia se passado quase uma semana desde a conversa de Heather e Anthony e eu começava a ficar preocupada, já que ela não o procurou mais desde aquele dia e eu logo imaginei que ela realmente estava decidida a ter a guarda do Everly pela justiça.
Passamos por mais algumas cidades e por fim voltamos para Los Angeles para a abertura da exposição das fotos minha e de Clara.
Depois de decidir os detalhes finais da exposição, me encontrei com Josh para um café e ele estava ansioso com a chegada de Veronica:
- Mas a Vero só vem pra exposição ou vem pra ficar de vez? – perguntei assim que chegamos na cafeteria.
- Ela vem só pra exposição. – ele começou a brincar com o porta-guardanapo que estava sobre a mesa. – Eu ainda não tive coragem de convidá-la pra morar comigo.
- Por que não?
- Tenho medo de ela dizer não. – Josh, como de costume, corou com a resposta.
Cada vez mais eu achava Josh o cara mais romântico e fofo que a Vero já namorou e, de certo modo, eu até sentia uma pontinha de inveja disso.
- Eu vou preparar o terreno pra você, Josh! Vou comentar com ela que você pensa em chamá-la pra morar com você, mas o resto é com você, okay? – eu perguntei enquanto segurava a mão dele e ele sorriu.
- Mari, você é incrível! – ele beijou a minha mão e agora era eu quem corava.
Nosso café chegou e ainda conversamos mais um pouco quando Clara e Flea entram na cafeteria e se surpreendem com a nossa presença, mas logo eles se sentam conosco:
- O Marcos acabou de ligar. – Clara disse assim que se sentou. – Ele e a Verônica chegam em duas horas. Nossa, eu achei que eles não iam conseguir chegar a tempo, já que a exposição é hoje à noite!
- Vamos buscá-los no aeroporto, quer vir conosco, Josh? – Flea perguntou.
- Claro! Só que antes preciso passar na floricultura, comprar um buquê de rosas pra Vero. – ele se afundou na cadeira. – Ela adora rosas.
Eu e Clara soltamos um “owwwwwnnnn” ao mesmo tempo e eles riram do nosso momento fofura.
Conversamos mais um pouco quando meu celular toca e era uma mensagem de Tony:
“Meu pai veio buscar o Everly pra passar a noite com ele. Isso significa que temos a casa só pra nós dois até a hora da exposição. Vem logo, estou com saudades. Te amo. Anthony.”
- O Tony é todo romântico, né? – eu me assustei com o comentário de Clara, pois ela também estava lendo a mensagem sobre o meu ombro.
Corei com o comentário dela mas tentei parecer natural:
- O Marcos também é romântico, Clara! Você já deve ter percebido.
- Romântico até demais! – ela bufou depois de responder. – Muito meloso de vez em quando, mas gosto dele.
Eu ri com o comentário dela e o celular vibrou de novo, outra mensagem do impaciente Anthony:
“Cadê você? Recebeu a minha mensagem?”
Respondi logo antes que ele enviasse outra mensagem impaciente, me despedi de todos e sai da cafeteria e ao virar a esquina, encontro Heather e era a primeira vez que eu a via desde a conversa dela com Tony.
Ela estava carregando diversas sacolas de grifes de roupas infantis:
- Que ótimo te encontar, Mari! Vem, entra no carro que eu te levo até a sua casa porque eu preciso levar essas roupas que eu comprei de presente para o Everly. – ela disse enquanto parava ao lado de um carro conversível.
- Desculpa, Heather, mas não vai dar: o Everly vai passar o final de semana com o avô dele. – respondi.
- Com o Blackie? – ela parecia surpresa. – Não gosto daquele homem! Mas eu te levo mesmo assim, eu insisto.
- Não precisa, Heather! Mas obrigada mesmo assim. Até mais! – e virei para atravessar a rua.
- Mari! – ela gritou e eu me virei de novo. – Ansiosa para a sua exposição hoje! Estarei lá, é às 20hs, correto?
Mesmo contra a minha vontade, Clara convidou Heather pois as duas sempre se deram muito bem e se tornaram muito amigas e eu respeitava a relação das duas.
Acenei com a cabeça e dei um sorriso forçado, mas o sorriso de Heather pareceu bem verdadeiro, não senti ironia ou algo do gênero e logo deduzi que isso era por causa da Clara.
Segui o meu caminho e ao me aproximar da rua de casa, vi Anthony andando na minha direção:
- Até que enfim! – ele disse quando me viu e começou a me beijar. – Que saudades que eu tava! Por que demorou?
Suspirei e contei do meu encontro com Heather:
- Ela não disse nada sobre a guarda do Eve? Recorrer ao tribunal ou coisa assim? – ele perguntou enquanto seguíamos para casa de mãos dadas.
- Não, não disse nada. Talvez ela tenha esquecido do assunto ou pensou melhor e viu que era desnecessário. – eu disse na tentativa de acalmá-lo.
- Acho que não. – ele disse sério. – Quando ela coloca uma coisa na cabeça, não há uma pessoa na face da terra que consiga tirar.
- Mas ei, você estava indo pra onde quando eu te encontrei ali na rua? – eu perguntei logo que entramos em casa.
- Estava indo te buscar! – ele me virou de frente pra ele e passei minhas mãos em volta do seu pescoço. – Eu estava louco de saudades, não consigo ficar muito tempo longe de você, amor.
Eu sorri e dei um beijo de leve, mas ele preferiu vir com força e seus lábios encontravam os meus de maneira frenética, como se estivessem sedentos por eles, suas mãos sobre as minhas costas pressionavam mais ainda meu corpo contra o dele.
Comecei a bagunçar o seu cabelo e a deslizar a minha unha sobre a sua nuca e ele soltou um gemido durante o beijo. Ele foi me empurrando até que meu corpo bateu contra a parede ao mesmo tempo em que ele pressionou o quadril fortemente contra o meu:
- Quarto ou sofá da sala? – ele perguntou sussurrando ao meu ouvido e eu tive que sorrir com a pergunta.
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