Sweet Emotion Parte 2
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Anthony’s POV
- Acabei de dar banho no Everly e ele já pegou no sono de novo, você acredita nisso? – falei enquanto me encostava ao lado de Mari, que estava na cama com o notebook no colo.
- Mas também, Tony, ele estava super agitado ontem à noite! Eu estava capotando de sono e vocês dois brincando no chão! Nem vi que horas vocês foram dormir!
- Foi meio tarde, por isso o Eve ta com tanto sono. Mas ei ... – eu dei um beijo de surpresa no seu pescoço e senti sua pele arrepiar. – Ele ta dormindo, que tal se a gente ... – fechei o notebook e coloquei sobre o criado-mudo, sua mão estava na minha nuca, ela havia entendido o recado e logo me deitei sobre ela.
Brinquei um pouco de mordiscar os seus lábios antes de finalmente me deliciar neles, sua língua de encontro a minha e eu nunca me cansava disso. Suas unhas como sempre arranhando as minhas costas e isso era outra coisa que também não me cansava.
Desci até o seu pescoço e comecei uma série de longas e demoradas chupadas, suas mãos ainda passeando pelas minhas costas e pressionei um pouco mais forte o meu quadril contra o dela e escuto o seu gemido um pouco abafado.
- O Eve, Tony ... – ela disse ofegante mas não dei bola, continuei me demorando naquele pescoço lindo.
Meu celular sobre a mesa do outro lado do quarto começou a tocar, mas deixei tocando e continuei a me deliciar com a Mari, puxando a regata que ela usava e seus seios estavam a minha espera, os bicos duros e salientes:
- Tony ... – ela ofegava cada vez mais. – Seu celular, ta tocando, você não ... – ela não terminou a frase: comecei a torturá-la mordendo e sugando o bico do seu seio.
Fiquei me divertindo com eles mais um bom tempo, os gemidos de Mari era a coisa mais excitante que havia e ela segurando e se controlando pra não gemer alto me deixava louco.
Eu ia começar uma espécie de carreira de beijos até a sua cintura quando escuto a campainha tocar, Mari fez sinal para que eu fosse atender enquanto ela colocava a blusinha:
- Não, amor! – e segurei a sua mão evitando que ela colocasse a roupa. – Vamos fingir que não estamos aqui!
A campainha se mostrou mais insistente:
- Vai, Tony! Antes que esse chato acorde o Everly! – ela falou e tive que concordar com ela.
Coloquei uma camiseta que estava sobre a cama e fui atender a porta:
- Tony, por que você não atendeu o celular? Você esqueceu do nosso almoço? – Heather estava parada na porta, impaciente. – Vamos logo!
Senti a mão de Mari pegando a minha mão:
- Oi, Heather. – Mari disse mas ela apenas acenou com a cabeça. – O Everly ta dormindo e acho melhor não acordá-lo pra almoçar.
- Na verdade, é até melhor o Everly não estar junto nesse almoço, Mari! Preciso falar a sós com o Tony. – ela disse e apontou para o relógio. – Vamos? Tenho um desfile pra ver à tarde, não posso me atrasar.
- Okay, me espere lá embaixo. Desço em 10 minutos. – e fechei a porta antes que ela inventasse de querer entrar.
Me virei e o olhar de Mari era triste e preocupado ao mesmo tempo, até que ela me abraçou e senti o seu perfume misturando com o meu:
- Agora eu sei como você se sente quando o Marcos aparece! – e sua voz estava trêmula.
Puxei seu rosto para encarar o meu e fiquei brincando com o seu nariz:
- Agora você entende como eu sofro! Fica de olho no Everly e não se preocupa que vai ficar tudo bem! – dei um beijo demorado para selar a minha promessa e eu podia jurar que sentia o coração dela acelerado.
No restaurante, Heather não parava de falar sobre a semana de moda, os projetos que ela tinha em mente e a idéia de morar em Nova York e eu me esforçava para parecer interessado, mas quando pedimos a sobremesa, tive que dar um basta naquela conversa toda:
- Heather, você não disse até agora o assunto que você quer falar comigo. – falei impaciente, sem vontade de comer o pedaço de torta que o garçom acabava de trazer.
- Humm ... – ela disse de boca cheia. — ... então, Tony! Eu vim te avisar que eu vou pedir a guarda do Everly.
- Como é que é? – eu quase me engasguei com a torta e fui obrigado a beber um pouco de água. – Mas você mesmo disse que preferia que ele ficasse comigo, pra se dedicar a sua carreira.
- Pois é! Mas percebi que você consegue perfeitamente conciliar a banda e cuidar do Everly ao mesmo tempo, então deduzi que eu também posso fazer o mesmo. – ela deu uma garfada no petit gateau. – Não quer provar? Está uma delícia!
- Mas Heather, se você pretende vir morar em Nova York ...
- O Everly vai se mudar comigo, oras! – ela respondeu na maior naturalidade. – Você pode visitá-lo quando estiver de folga.
Aquilo foi como uma facada no estômago, eu ainda não acreditava no que ela dizia.
- Pra você tudo bem? Ele vir morar comigo? – ela perguntou.
- Claro que não, Heather! O Everly é a minha vida! Ele agora tem uma presença feminina na vida dele, a Mari cuida dele como se fosse um filho! – respondi tentando manter a calma.
- Mas ela não é a mãe dele, a mãe dele sou eu e o lugar dele é comigo! – Heather disse enquanto se levantava da mesa. – Bom, então nos vemos no tribunal, Anthony!
Ela saiu e meu coração batia rápido: a possibilidade de perder o Everly era uma coisa que nunca passou pela minha cabeça e de repente, me vejo nessa situação.
Respirei fundo, joguei uns dólares na mesa e voltei caminhando para o hotel, imaginando como eu ia lidar com isso.
Fim de Anthony’s POV
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