Sweet Emotion
7 Capítulo 7
Notas iniciais
- Mari?
- Ta, já vou pra cama. – respondi, achando que ele queria que eu fosse pra cama.
- Não, não é nada disso. É que eu preciso fazer uma coisa, que eu venho querendo a muito tempo. Se eu não fizer, eu vou enlouquecer. – e sua voz realmente parecia desesperada.
- Nossa, Tony, o que é? O que eu posso fazer pra te ajudar?
- Isto! – e seus braços já estavam em volta da minha cintura, me puxando para perto do seu corpo. Seus lábios encontraram os meus, ansiosos, nervosos, violentos e eu retribuía da mesma maneira, sua língua brincando com a minha.
Ele me jogou no sofá, seu corpo sufocando o meu, seu perfume me fazendo delirar. Nossos beijos eram alternados entre deliciosas mordiscadas e demoradas chupadas no pescoço.
De repente, ele parou. Me olhou ainda por alguns momentos, como se estivesse me analisando, até finalmente tirar minha blusinha, sem cerimônias e lá estavam, meus seios à espera da sua boca, ansiosa por encontrá-los. Anthony foi descendo, encontrou o meu umbigo e chegou finalmente aos meus shorts e novamente, ele me olha, mas dessa vez com um olhar de cobiça.
Sua boca começou a beijar minhas coxas e meu sexo por cima dos shorts, me deixando louca e eu tinha que dar o braço a torcer: ele sabia como provocar. Por fim, ele tirou meus shorts, juntamente com a minha calcinha e novamente, aquele olhar provocador.
“Vamos, Tony, eu sei que você quer!”
Parece que ele leu os meus pensamentos: abriu levemente as minhas pernas, colocou uns 3 dedos na boca, salivou e entrou com eles com toda força em mim, num movimento de entra e sai alucinante, me fazendo contorcer de prazer, sufocando meus gritos para não acordar o Everly.
Não satisfeito, Anthony agora beijava meu sexo, sentia sua língua deslizando ao mesmo tempo em que seus dedos entravam e saiam, sua boca quente e seus dedos não me davam descanso.
Comecei a arranhar o sofá, minhas pernas agora estavam sobre ele, envoltas no seu pescoço, seus dedos cada vez mais dentro e sua língua cada vez mais sedenta. Eu sabia que aquela sensação tão esperada viria a qualquer momento, minha respiração ofegando e um grito prestes a ecoar:
- AHHHHHHHHHHHHH!
Com o susto, acabei caindo do sofá, Anthony acordou assustado com o meu grito:
- Mari! Outro pesadelo? – e ele estendeu a mão para me ajudar a me levantar.
Sentei no sofá, o corpo suado e novamente a minha calcinha úmida:
- Você ta bem? O que foi dessa vez? Seus pais de novo?
- Ai, Tony, me traz uma água, por favor? – pedi, a fim de ganhar mais tempo para pensar em mais uma mentira.
Ele saiu em direção à cozinha e eu precisava inventar mais uma mentira e rápido! Essa história de pesadelos com os meus pais podem fazer com que ele venha com aquela idéia de me dar férias e ir pro Brasil e, sinceramente, o que eu mais queria era ficar ao seu lado.
- Aqui, Mari! – e Anthony sentou ao meu lado, estendendo o copo. – O que foi agora? – sua mão acariciando meu rosto, me fazendo fechar os olhos para sentir o seu toque.
- Será que o Everly acordou? – perguntei.
- Não, eu passei pelo quarto dele quando fui buscar a água, dorme como um anjo. Mas me diz, o que foi dessa vez?
- Sonhei com você, Tony. Sonhei que ... – pausa para inventar algo rápido. – Sonhei que você caia do palco durante o show e se machucava muito e ... – um gole de água. – ... e parecia que eu sentia a sua dor, acho que foi por isso o grito.
Não tive coragem de olhar para ele, meu olhar fixo para o copo na minha mão, me afundando no sofá e aquele silêncio me matando, ele não dizia uma palavra, até que finalmente ele afastou o cabelo do meu rosto e seus lábios encostaram na minha bochecha, tão demorado e tão suave.
- Não vai acontecer nada, Mari. Te prometo! – ele agora puxou o meu rosto para encontrar o seu. – E fico feliz em saber que você se preocupa comigo.
Eu sorri e ele correspondeu ao sorriso, novamente aquele abraço forte, seu perfume começando a penetrar na minha pele.
- Quer que eu fique com você até você pegar no sono? – ele falou ainda enquanto estávamos abraçados, ao meu ouvido.
- Quero. – não deveria, mas mais uma vez, eu disse sim.
Ele se levantou e pegou na minha mão, me levando para meu quarto, sua mão apertando forte a minha, como se tivesse medo de que eu fosse fugir a qualquer momento.
Fui para o banheiro, coloquei o meu pijama, escovei os dentes e lavei meu rosto para tirar a maquiagem, me encarando no espelho, lembrando do sonho e de que ele estava a poucos passos de mim, mas eu só o teria nos meus sonhos e que era melhor eu me conformar com isso.
Deitei na cama e Anthony deitou de frente pra mim:
- Adoro brincar com o seu cabelo. – ele falou enquanto puxava um chumaço do meu cabelo e começava a encaracolá-lo.
- Percebi. – respondi, enquanto sentia as minhas bochechas corarem, como de costume.
- E adoro suas bochechas vermelhas. – ele riu.
- Ah, pare, Tony! – e afundei o rosto no travesseiro.
- Pronto, parei, Mari! Vem cá, me abraça porque a sua cama é de solteiro, to quase caindo aqui. – e ele se aproximou mais, nossos corpos juntos novamente. – Me lembre de quando voltarmos da turnê de comprar uma cama de casal pra você, ok?
“Claro! Ainda mais se for pra te ter ao meu lado.”
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