Sweet Emotion

8 Capítulo 8


Notas iniciais
Capítulo meio sem criatividade, não curti muito, mas espero o review de vcs!

A turnê começou e nós estávamos indo muito bem. Quando digo nós, quero dizer que eu e Anthony estávamos cada vez mais próximos e que os shows eram sensacionais, sempre lotados e uma energia boa quando eles tocavam, eu não cansava nunca de ver.

Chad continuava as suas investidas e agora Anthony era mais durão quando ele pedia pra sair comigo, o que eu achei ótimo. Mesmo com um dia de folga por semana pra fazer o que eu quisesse, sempre inventava programas em que Chad e eu nunca estávamos sozinhos e isso incluía Josh, Mauro e Flea, o que me ajudou a conhecer melhor eles.

Eu assistia a todos os shows, pois Anthony fazia questão de levar Everly para acompanhá-los e era muito lindo ver Sunny e ele nos bastidores, pulando e cantando ao som dos pais. De vez em quando eu auxiliava Clara com algumas fotos: eu sabia o básico de fotografia, mas ela estava me ensinando bastante coisa e eu estava adorando, acho que estava descobrindo meu dom.

Depois de passar por algumas cidades americanas, tomamos o rumo para a Europa e o primeiro destino era Paris, a cidade-luz.

Chegando ao hotel, depois de desfazer a mala, fui surpreendida por uma batida na porta:

- Oi! – e lá estava Anthony, sorrindo como de costume, com uma cesta de vime em uma mão e um buquê de rosas em outra. – Pra você! – e estendeu o buquê. – Pro seu quarto ficar mais bonito.

- Você me pegou de surpresa, Tony! Obrigada! – peguei o buquê e dei um demorado beijo em seu rosto. – E essa cesta, o que é?

- Pensei em um piquenique debaixo da Torre Eiffel: eu, você e Everly. O que acha?

- Eu acho maravilhoso, Tony! – não conseguia disfarçar a minha felicidade.

- Eu também acho! Adoro piquenique! – e a voz surgiu da porta da frente. O quarto de Chad era em frente ao meu.

Anthony olhou para mim, soltou um longo e demorado suspiro, seu rosto parecia guardar toda a raiva da face da terra e se virou para Chad, a boca ameaçando abrir:

- Então, vamos! – interrompi antes de Anthony dizer algo. – Vamos chamar o Flea, a Sunny e o Josh, o que acha?

Na mesma hora, Tony entendeu o que eu tinha em mente e agora o olhar animado de Chad se transformou em frustração:

- Vou lá chamar os caras! – e Anthony deu uma piscada pra mim e se dirigiu ao outro lado do corredor, procurando pelos quartos do restante do pessoal.

- Não era isso que eu tinha em mente. – Chad me encarou. – A gente nunca conseguiu terminar aquela conversa do pub, lembra Mari?

Era a primeira vez que Chad tocava no assunto e eu rezava todos os dias para que ele nunca se lembrasse, mas parece que minhas preces não foram ouvidas:

- Você estava bêbado quando disse aquilo, Chad! Já esqueci.

- Você acha que eu fico bêbado fácil? E acha que eu falei sem pensar? E eu não queria que você esquecesse, queria que você pensasse sobre o assunto.

- Que assunto, Chad?

- Me deixe um minuto sozinho com você, um minuto, e eu coloco todo o meu sentimento pra fora e você pode me dizer o que quiser, até me mandar à merda, mas eu só quero que você me escute. – e ele se aproximou, segurando a minha mão e seus lindos olhos encarando os meus, eu sentia que ele realmente estava sofrendo com tudo isso.

Olhei para o final do corredor e vi Josh, Flea e Tony olhando em nossa direção, como se esperassem pela próxima cena:

- Chad, você sabe que eu não posso, eu tenho namorado.

- Você está falando do Marcos? Porque, pelo o que eu sei, as coisas entre vocês estão péssimas! Ou você está falando do Anthony?

De repente, parece que me faltava firmeza nas pernas, senti-as fracas, como se a qualquer momento fosse cair:

- Como? – minha voz soando fraca.

- Você acha que eu não percebi, que rola um sentimento entre vocês dois? Que você tem me evitado, inventando esses programas em grupo, só pra gente não ficar sozinho? – seus olhos encaravam mais ainda os meus, ele cada vez mais perto.

- Chad ... eu nunca quis te magoar. – joguei o buquê no chão e segurei as duas mãos de Chad.

- Então é verdade? Você e o Tony? – seu olhar era quase de suplica.

- Não, Chad, não temos nada.

- Mas você sente algo por ele, não sente? – ele apertou mais forte a minha mão.

Suspirei e olhei para o teto. Talvez fosse melhor contar a verdade de uma vez.

- Vamos sair em meia hora, tudo bem pra vocês? – Anthony apareceu ao meu lado, com Flea e Josh.

- Certo, continuamos a conversa depois. – Chad se abaixou e pegou o buquê que estava no chão, me entregando de volta. – Toma, você deixou cair. Vou tomar uma ducha, me chamem depois. – e se virou de volta para o quarto, batendo a porta com força.

- O que eu perdi por aqui? – perguntou Flea.

- Parece um caso de coração partido. – respondeu Josh, enquanto Anthony me encarava.