Sweet Emotion

6 Capítulo 6


Notas iniciais
Gente, eu sei "I could die for you" não faz parte de "I'm with you", mas vamos imaginar que nessa história ela é inédita, ok? Ahh! Quase ia esquecendo! Review, please! ;D

- TRIMMMM!!! TRIMMMM!! TRIMMM!

Meu celular tocava escandalosamente na minha bolsa e agradeci a Deus pela intervenção divina.

- Alô?

- Mari, já é meia-noite! – e Anthony parecia um pouco nervoso. – Vocês já estão vindo?

- Sim, sim, estamos de saída, Tony! – olhei para Chad, que apenas deu um sorrisinho forçado.

- Ainda estou ouvindo o som de uma banda ao fundo! Vocês nem saíram do bar, aposto! – agora ele não parecia, ele estava nervoso!

- Estamos na fila do caixa, Tony! Menos de 20 minutos chegamos aí! – ao ouvir isso, Chad levantou com pesar da cadeira, pegou a minha comanda e se dirigiu ao caixa.

- O Chad ta bêbado, Mari? Vou precisar ir aí pra buscar vocês? – agora sua voz era de preocupação.

- Acho que não, Tony. Ele bebeu três garrafas, mas parece bem.

- Bom, qualquer coisa, me liga que eu vou aí buscar vocês. Beijo. – e desligou.

“Beijo? As ligações sempre terminavam com um ‘até mais’!”

Chegando em casa, encontrei Anthony no sofá, lendo um livro, só de bermuda, exibindo aquele corpo maravilhoso que ele tem.

- Que bom que você chegou bem! – ele falou, logo que entrei, sorrindo absurdamente.

- Você estava acordado me esperando? – eu iria morrer se não fizesse essa pergunta.

- Sim, me preocupo com você. Ah! Marcos ligou duas vezes te procurando, falei que você tinha saído com algumas amigas numa espécie de despedida, achei melhor não falar que era com o Chad e ele pediu pra você ligar de volta.

Joguei a bolsa na mesa de centro e me joguei no sofá ao lado de Tony, com uma típica cara de pesar.

- Mari, se você não está feliz, termine logo esse namoro. – ele disse.

- Assim, pelo telefone? Não, eu posso ser uma péssima namorada, mas sei que terminar um namoro por telefone não é coisa que se faça.

Ele se aproximou e beijou o meu ombro:

- Espero que você faça a coisa certa, que você não saia machucada desse relacionamento e nem que se arrependa depois. – seu rosto estava bem próximo ao meu, como no momento em que ele viu a minha tatuagem.

- Meu problema não é terminar, Tony! Meu problema é estar apaixonada por outro cara, que sei que nosso relacionamento é impossível de acontecer e que ele nunca me verá com outros olhos, apenas como uma amiga. – desatei a falar, talvez cuspir aquilo tudo pra fora me fizesse sentir melhor.

- Por que impossível? – ele agora segurava na minha mão, brincando de passear entre os meus dedos.

- Ai, Tony, não me faça pergunta difícil. – meus olhos mareando. Droga, por que eu tinha que ser tão chorona?

- Meu Deus, você deve estar mesmo apaixonada. – e ele enxugou uma pequena lágrima que ameaçava cair.

- Estou, não gosto de admitir, mas estou. – respondi, encarando seus olhos.

Ele sorriu e me deu um longo e demorado abraço, senti seu peito fortemente contra o meu corpo, seu perfume me encantando.

- Vem. Deita aqui. – e ele deitou no sofá, pedindo para que eu deitasse sobre o seu peito. Não deveria, mas foi o que eu fiz: deitei sobre o seu peito, uma de suas mãos me segurando pela cintura e a outra soltava o meu cabelo.

Ficamos por vários minutos assim, sem dizer uma palavra, eu apenas deitada escutando o ritmo do seu coração e ele brincando com o meu cabelo.

- Escrevi uma música hoje. – ele disse no momento em que eu começava a adormecer.

- Sério? Qual o nome dela?

- “I could die for you”. Dramático, não? – ele perguntou.

- Não acho, se você realmente morreria por essa pessoa, seja um grande amor ou não, eu não vejo como algo dramático.

- Escrevi para uma garota, um dia cantarei pra ela olhando nos olhos dela, pois já percebi que ela dá importância pra isso: olho no olho. Aí ela vai saber que não estou mentindo, que realmente a amo.

Não respondi nada, apenas me aconcheguei mais ao seu corpo, me imaginando no lugar dessa sortuda.