Sweet Emotion
28 Capítulo 28
Notas iniciais
– Mas por que você se vestiu? – Anthony exclamou assim que entrou no quarto.
– Ain, Tony, você acha que eu ia estar no clima, sabendo que você estava lá embaixo com o Marcos? – resmunguei. – Então, como foi? E que pacote é esse? – perguntei apontando para a sacola que ele carregava.
– Vem, senta aqui. – e ele me levou até a cama e nos sentamos.
Anthony começou a me contar tudo o que havia acontecido e as lembranças do Marcos carinhoso e amigo vieram à tona, os momentos felizes que vivemos em Londres serão as minhas melhores lembranças dele.
– Bom, ele pediu pra te entregar isso. – Tony estendeu o pacote depois de contar a conversa deles.
Abri o embrulho que tinha um lindo laço vermelho e lá estava um disco de vinil que foi o motivo de nos conhecermos naquela cafeteria: um LP da Legião Urbana, “As Quatro Estações.” Eu estava com o disco sobre a mesa tomando meu cappuccino quando Marcos se aproximou, puxando papo perguntando se eu era brasileira e se eu gostava de Legião, e a conversa se estendeu, virou uma troca de telefones e vários encontros, até que eu dei o LP para ele quando voltei ao Brasil.
– Tem um bilhete aí. – Anthony disse e as lembranças daquele dia desapareceram na minha memória:
“Mari, me desculpe pela minha infantilidade na noite de ontem e me desculpe por não me despedir direito de você, mas foi melhor assim.
Quero que você fique com o LP, eu lembro que só faltava esse para a sua coleção, então espero que você aproveite bastante e que você possa dar aos seus filhos, como eram os nossos planos, lembra?
Que Anthony te faça a mulher mais feliz do mundo pois você merece, mas caso ele não consiga isso, lembre- se que ‘se você quiser alguém pra ser só seu, é só não se esquecer, eu estarei aqui.’ Beijos. Marcos.”
Tentei segurar as lágrimas mas não consegui, Anthony ao meu lado ia secando-as, não dizia nada, ele sabia que eu precisava do silêncio. Decidi traduzir o bilhete para ele e quando terminei de falar, ele sorria e apertava a minha mão:
– Eu vou te fazer a mulher mais feliz do universo, Mari! – eu sorri e fechei os olhos, esperando pelos seus lábios e logo fui correspondida, seus beijos serenos eram apropriados para o momento.
Me deitei na cama e ele me acompanhou, deitando sobre mim e seus beijos ainda calmos, sua mão segurava o meu rosto e eu bagunçava o seu cabelo. Puxei seu corpo pela cintura da calça para mais perto de mim e dei chupadas em seu pescoço, larguei o cabelo e percorri minha mão pelas suas costas por baixo da camiseta.
A serenidade dos beijos desapareceu e tudo começou a ficar mais violento, aquela vontade exagerada da boca dele, sua língua encontrando a minha. Comecei a levantar a camisa dele e ele terminou de tirá-la, me observando ainda antes de começar novamente aquela conhecida batalha entre nossos lábios, quando escutamos batidas na porta.
– Mas já ta na hora do Everly voltar? – e ele chupava o meu pescoço.
– Manda voltar, Tony, pra comer a sobremesa. – falei enquanto sentia a mão dele por baixo da minha blusa e a batida na porta foi mais insistente e nossos corpos se afastaram, Anthony se levantou para atender a porta e eu fiquei deitada na cama, ainda sentindo o coração acelerado.
– Mari!! – e Everly veio pulando sobre mim na cama. – Olha o que eu ganhei? – e ele me mostrava um relógio infantil de pulso.
– Seu filho ta elétrico hoje, cara. – falou Flea. – Nem a Sunny agüentou ele hoje.
Eu e Anthony nos olhamos e entendemos que por hoje, ficaríamos só na vontade mesmo.
À tarde, Anthony e Flea foram para uma sessão de fotos para uma revista enquanto Chad e Josh davam uma entrevista para um site de música.
Verônica já estava na cidade e ela me acompanhava juntamente com Everly e Sunny para uma das saídas de Clara em busca de novas paisagens e novos rostos para suas fotos.
Depois de passar quase uma hora respondendo às mais diversas perguntas de Vero sobre eu e Tony, era a minha vez de indagar sobre ela e Josh:
– Ah ... – ela começou dizendo meio tímida. – Eu não queria namorar a distancia, sabe, Mari? Fiquei pensando no seu relacionamento com o Marcos, que poderia ser pior comigo pois o Josh faz parte de uma super banda e todas as garotas iam cair matando em cima dele.
– As meninas podem até dar em cima dele, mas ele não vai dar bola pra elas, acredite.
Verônica me olhou intrigada, paramos de andar e minhas mãos segurando ela pelos ombros:
– Vero, ele não para de falar em você desde o dia em que vocês se conheceram! Ele tem o jeito tímido dele, mas acredite, ele é fissurado por você. Se você deixar esse homem escapar, não vou te perdoar nunca! – e sacudi ela pelos ombros.
Sem entender nada, ela me deu um forte abraço:
– Ai, Mari, era disso que dependia a minha decisão! A visão de alguém de fora! Eu te amo, amiga! – e sua voz soava meio rouca, meio emocionada.
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