Sweet Emotion
27 Capítulo 27
Notas iniciais
Anthony se sentou ao meu lado na cama, olhava ainda para o celular como se esperasse que tocasse a qualquer momento:
- Tony...
- Hum?
- Não vai tocar mais, você desligou o celular, lembra?
Ele suspirou, colocou o celular no criado-mudo e me puxou para mais perto do seu corpo, suas mãos acariciavam a minha cintura e sua boca dava suaves beijos sobre o meu ombro. Puxei o seu rosto para o meu e tasquei um beijo incontrolável, minha língua brincando com a dele, minha mão na sua nuca e subindo, puxando o seu cabelo. Suas mãos não perdiam tempo e depois de passear pela minha cintura, passeavam pelos meus seios, com direito a leves beliscadas.
- Se a gente não almoçar, a gente tem tempo pra mais uma ... – ele falou de um modo bem sacana no meu ouvido.
Ameacei abrir a boca pra responder quando o telefone do quarto começou a tocar:
- Alô? – Anthony atendeu. – Sim, ele mesmo ... Quem? Falar comigo? – e sua voz soava surpresa. – Okay, vou descer em 5 minutos, diga pra esperar aí mesmo. Obrigado. – e desligou o telefone.
Ele se dirigiu para perto da mesa, pegou as roupas que estavam no chão, colocou sobre a cama e começou a vestir a calça apressadamente.
- O que aconteceu, Tony?
- Você não vai acreditar quem está lá embaixo querendo falar comigo. – ele respondeu assim que colocou a camiseta.
- Quem? Meu Deus, deixe de ser misterioso! – exclamei ansiosa pela resposta.
- Marcos. Quer conversar comigo.
- Eu vou com você! – e me levantei da cama, procurando pelas minhas roupas.
- Não, ele não quer que você participe, disse que o assunto diz respeito a mim e ele. – e Anthony já se dirigia a porta. – Vai dar tudo certo, Mari! – ele falou enquanto eu corria atrás dele.
- Tony, e se ele te machucar? Quiser se vingar por causa do soco em Praga? – perguntei enquanto segurava o seu rosto com as duas mãos.
- Calma, Mari! Tudo vai se resolver pacificamente, eu só dei um soco nele porque era desaforo demais te beijar na minha frente, mas hoje não vai ter motivo pra isso, prometo. – e deu um beijo na minha testa. – Fica aqui que eu vou tentar resolver isso rápido pra ver se dá tempo pra gente ... – ele deu um sorriso malicioso. — ... bom, você sabe. – e piscou o olho pra mim. — Já venho!
E fechou a porta e minha ansiedade estava a mil, eu queria ser uma mosca pra ouvir aquela conversa.
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Anthony’s POV
Assim que a porta do elevador abriu, vi Marcos sentado numa poltrona no hall da recepção, uma sacola de tamanho médio ao seu lado no chão.
Inconscientemente, estralei os dedos e o pescoço, como se estivesse me aquecendo para uma sessão de pancadaria. Apesar do soco da noite passada, aquele beijo ainda estava engasgado na minha garganta,
Ele se levantou assim que me aproximei, o olhar dele era mais amigável que o meu:
- Anthony. – ele estendeu a mão e eu a apertei firmemente, ele apontou a poltrona ao lado da dele e nos sentamos
- O que você quer conversar comigo, Marcos?
- Então, Anthony, vim te pedir desculpas pelo meu comportamento de ontem, ter beijado a Mari a força foi a minha última atitude desesperada de tentar reconquistar e chamar a atenção dela.
Fiquei sem reação não pelo pedido de desculpas, mas por ele me dizer aquilo olhando nos meus olhos, o que significava que ele realmente estava arrependido.
- Só me dei conta que eu perdi a guerra quando cheguei ao hotel e tinha uma revista de fofocas com fotos de vocês dois. – ele continuou. – O sorriso dela ao seu lado, nas fotos, foi a coisa mais linda e sincera que eu já vi! Ela nunca sorriu daquele jeito enquanto nos namorávamos, e isso me fez acreditar que você é a pessoa certa pra ela, que eu não devo insistir nisso, é a felicidade dela que importa.
Eu não esperava ouvir isso dele, na verdade, eu estava esperando algo dramático, do tipo “Vamos duelar por ela”, mas as suas palavras me pegaram de surpresa. Eu estava quase me arrependendo de ter dado aquele soco nele, mas logo o arrependimento passou, afinal, ela era a minha namorada acima de tudo.
- Muito nobre a sua atitude, Marcos, se importar com a felicidade dela.
- Acho que isso é o mínimo que eu posso fazer, pra compensar a cachorrada que eu fiz com ela enquanto ela morava nos Estados Unidos. – e ele olhou para o chão e pela sua voz parecia que ele realmente estava arrependido.
Eu olhei a sacola no chão e parecia um disco de vinil antigo, com um laço vermelho e Marcos percebeu que eu olhava o pacote intrigado:
- Bom, você pode entregar para a Mari? – e estendeu a sacola.
- Não quer você mesmo subir e entregar? – perguntei antes de segurar a sacola.
- Não, não! Não quero correr o risco de levar outro soco. – ele deu uma risada forçada, como se tentasse disfarçar que a brincadeira tinha um tom de verdade.
- Você que sabe. – e peguei a sacola.
- Bom! – e ele se levantou e me levantei também. – É isso, fala pra Mari que tem um bilhete aí dentro. – e apontou para o embrulho. – É isso! É isso! Só me prometa uma coisa, Anthony.
- Sim? – e era o mínimo que eu poderia fazer depois dessa atitude de humildade dele.
- Faça a Mari feliz, dê a ela a felicidade que eu não pude dar.
- Pode deixar, eu não vou falhar nisso. – e estendi a mão para ele, que retribuiu com um sorriso em meio aos olhos mareados.
Fim de Anthony’s POV
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