Sweet Emotion
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Na porta do hotel, enquanto aguardávamos o táxi, avistamos Tony, Flea, Sunny e Clara chegando à pé, com algumas sacolas na mão
- Mari!!! – Flea começou a rodar em volta de mim. – É você mesma? Não estou acostumado a te ver tão linda assim! Deu tudo certo? Vai sair com o Marcos?
Encarei Anthony e parecia que ele já suspeitava da resposta:
- Marcos é passado! – Chad interrompeu e segurou na minha cintura. – Ela vai sair comigo! – ele beijou meu rosto várias vezes.
- E com o Josh e minha amiga Verônica! – tratei de acrescentar antes que parecesse um encontro.
Anthony se aproximou de mim com uma sacola, me olhando e não se importando com o agarramento de Chad:
- Mari, comprei pra você. – e ele tirou uma pequena caixinha de veludo vermelho retangular. – Espero que goste.
Fiquei sem graça de receber um presente sem motivo especial, todos me olhando, na expectativa de saber o que tinha na caixinha.
- Meu Deus, Tony, é lindo! – e tirei a pulseira em ouro branco, gravada o meu nome. – Nossa, é realmente linda!
- Eu que escolhi! – e Everly apareceu ao meu lado, puxando o meu vestido. Me agachei e dei um beijo nele.
- Você tem bom gosto, Eve! Eu adorei! — e ele retribuiu sorrindo, igual ao pai.
Me levantei e Anthony também sorria, o que me fez sorrir no meio de tanta raiva que eu sentia, seu sorriso me fazendo esquecer a decepção que passei.
- Obrigada, Tony! – e estendi o braço para que ele colocasse a pulseira.
- Você me conta o que aconteceu quando voltar? – ele pediu enquanto colocava a pulseira.
- Conto sim.
- Promete que vai ter juízo essa noite? – ele terminou de colocar a pulseira e ainda segurou a minha mão por mais algum tempo.
- Sim, prometo! Quero dizer, vou tentar, né? – e ele riu.
- A cena está linda, mas nosso táxi chegou. Vamos? – e Chad veio me puxando pelo braço, Josh já entrando no carro.
- Não quer ir com a gente? – e a pergunta saiu tão depressa quanto o meu pensamento.
- Eu? – Tony pareceu surpreso com o convite.
- Sim, mandei mensagem no seu celular te convidando e reforço o convite: vamos? – e estendi a mão, esperando que ele aceitasse.
- Ele tem que cuidar do Everly, né, Tony? – e Chad abaixou a minha mão que estava estendida.
- A gente pode cuidar dele, se você quiser, Anthony! – e Flea surgiu ao lado de Tony.
- Vamos, gente! – e Josh gritou de dentro do carro, Chad me puxando pelo braço mais uma vez.
- Bom, se você decidir ir, é só ligar. – falei por fim, e ele apenas acenou com a cabeça.
- Bom divertimento! – e Flea gritou enquanto entravamos no carro. – E juízo!
No bar, encontrei Verônica sentada numa mesa bem afastada, vestida para matar como ela sempre fazia. Depois de um abraço que durou uns 10 minutos, fiz as devidas apresentações e percebi que o tiro saiu pela culatra no momento em que ela colocou os olhos em Josh.
Entre um gole de cerveja e outro, o interesse de Verônica por Josh era claro como a água e ela era correspondida, os dois poderiam fazer o que quisessem ali mesmo que eles simplesmente não se importariam com a gente. Alias, a presença minha e de Chad era meramente ilustrativa, acho que eles nem lembravam da nossa existência.
Eu já estava no estado pré-embriagada logo na metade da segunda garrafa e Chad começou a tirar vantagem disso:
- Mas você é fraca pra bebida, hein, Mari?
- Você não viu nada, Chad! Dá uma dose de tequila pra ela pra você ver o estrago que faz! – e Verônica lembrou-se da nossa presença na mesa.
- Ah, é? – ele se mostrou animado, saiu da mesa e voltou instantes depois com uma garrafa de tequila.
- Ai, Vero, agora o estrago ta feito! – falei assim que Chad voltou.
- Eu acho que ele quer te embebedar, Mari! – Josh disse depois da primeira dose de tequila.
- Ahh, jura? – e pendi a cabeça pro ombro do Chad. – Acho que ta funcionando! – comecei a olhar pra ele, sorrindo igual a uma abobada.
- Já volto, gente, vou até o banheiro. – e Josh se retirou da mesa.
De repente, Verônica começou a se abanar com o cardápio do bar:
- Calor aqui, né? Acho que vou lá fora tomar um ar. Tudo bem vocês ficarem sozinhos aqui? – ela perguntou antes de se levantar da mesa.
- Não, daqui a pouco o Josh volta. – Chad respondeu. – Pode ir.
Verônica se levantou mas estranhamente achei que ela não estava tomando o rumo da porta, mas achei que estava vendo coisas por conta da bebida.
Não me lembro de muita coisa depois disso, não lembro quanto tempo se passou, mas nenhum dos dois voltou logo.
- Mari, posso te pedir uma coisa? – Chad perguntou.
- Depende. – eu falei meio atrapalhada e mais um gole de tequila. – O que você quer?
- Que você me de uma chance, já que você terminou tudo com o Marcos. – seu rosto estava bem próximo do meu e eu encarava seus lábios.
Tomei mais uma dose de tequila, sentei no colo de Chad, comecei a puxar seus cabelos pra trás e deslizar os meus dedos nos seus lábios, meu decote quase cegando ele. “Meu Deus, o que eu estou fazendo?”
- Okay, você vai ter a chance que quer, aproveite que é única! – beijei fortemente sua boca, nossas línguas alucinadas, meu corpo pedindo para ir mais além.
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