Sweet Emotion
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Bruna Passos, pra vc! =)
Não lembro ao certo por quanto tempo eu ainda permaneci no colo de Chad, beijando-o loucamente, mas percebi que já devia ser a bastante tempo quando a mão dele começou a entrar por debaixo do meu vestido.
- Epa, aqui não, Chad! – e dei um pulo de volta pra minha cadeira. – Você já teve a sua chance, já aproveitou ela.
Ele deu uma risada bem maliciosa.
- Pelo contrário, Mari! Só estou começando! – e ele deu um gole na cerveja dele e se levantou. – Vem! – e me puxou pela mão.
Olhei na garrafa de tequila pela metade e tomei um longo gole direto do gargalo, segurei na mão dele e fui guiada por ele, eu torcendo as pernas enquanto andava, dando encontrões em quem passava por mim.
Próximo à entrada dos banheiros, havia uma espécie de corredor escuro que dava para o depósito de bebidas do bar e foi pra lá que Chad me levou, me encostando na parede, pressionando bem forte seu corpo contra o meu e aqueles beijos recomeçaram, uma mão passeava pelas minhas costas e a outra deu um forte aperto na minha bunda.
- Ei, o que é isso aqui? – e fomos pegos de surpresa por um dos empregados do bar.
Acho que não respondemos nada, só lembro de começarmos a rir igual a duas crianças, achando graça na situação em que estávamos.
Paramos em frente a entrada do banheiro feminino e Chad parecia ter pensado a mesma coisa que eu:
- Espera aí! – pedi para ele enquanto eu entrava no banheiro e verificava como estava o movimento.
Havia 6 boxes sendo que apenas um estava livre, um casal de lésbicas se amassava na pia do banheiro e uma outra menina estava caída ao lado delas, provavelmente bêbada demais para perceber a presença de um homem no banheiro feminino. Entrei correndo com Chad no box que estava vazio e recomeçamos o ritual antes interrompido.
Mais uma vez, ele me pressionava pela parede, sua mão levantando o meu vestido, quando começamos a ouvir gemidos do box ao lado:
- Ahh, ahhh! Isso! Vai, mais forte!
Chad imediatamente parou de me beijar e me encarou. Eu já havia reconhecido a voz, mas ele não:
- É quem eu estou pensando? – ele sussurrou no meu ouvido.
Acenei que sim com a cabeça. O calor de Verônica era em outro lugar.
Chad riu e começou a me beijar novamente e eu lutava contra o cinto da calça dele quando paramos ao mesmo tempo:
- Vai, Josh! Vai! Com mais força!!
- Meu Deus! – eu sussurrei ao ouvido de Chad. – Seu amigo só tem a cara de santo!
- Mari, eu não vou conseguir com esses dois aqui do lado! – ele me olhou sério e entendi o recado. Imediatamente deixamos o banheiro assim que começamos a ouvir o gemido de Verônica intercalado com o gemido de Josh.
Voltamos para o bar e agora minhas lembranças eram apenas flashes: me lembro de pedir uma garrafa de vodka ao barman e tomá-la quase inteira e de muitas provocações com o Chad, me sentando no colo dele, beijando o seu pescoço.
Em algum momento da noite, encontramos Josh e Vero na mesa em que estávamos antes, trocamos algumas palavras e quando dei por mim, eu estava no elevador do hotel, arrancando a camisa do Chad, ali mesmo. Lembro de entrar no quarto e deitar na cama, Chad sobre mim, me beijando sem parar, nossa boca numa batalha sedenta uma pela outra.
Algo vibrava em algum lugar do criado-mudo e vi um celular desconhecido. Na verdade, aquele não era o meu quarto, pois no criado-mudo deveria haver um vaso com rosas brancas, mas na verdade havia um relógio marcando 09h15min da manhã.
Olhei para o chão e minhas roupas se misturavam com a roupa do Chad. Tomei coragem e olhei para o lado e lá estava, um Chad nu, exibindo sua tatuagem na coxa, dormindo profundamente.
“Que besteira que eu fiz?”
Minha cabeça doía absurdamente e eu só pensava em procurar por uma aspirina urgentemente. Peguei minhas roupas e silenciosamente fui para o banheiro, me vesti, lavei o rosto e me assustei com as minhas olheiras.
Saí do quarto e um relampejo de memória veio na minha mente: Josh veio com a gente no táxi. Corri imediatamente pro quarto dele, batendo sem parar na porta:
- Oi, Mari! – sua cara era pior que a minha.
- Fiz besteira, Josh! – e minha voz soava mais como desespero do que como arrependimento.
- Eu também, cara! A Verônica não me contou que tem namorado!
- Sério? – essa eu também não sabia. – E agora?
- Ela ta aqui, Mari! Ta dormindo, o namorado dela já ligou umas 6 vezes no celular dela, mas eu deixo vibrar, não sou louco de atender! – ele falou, esfregando o rosto, tentando acordar. – Café?
- Aceito! – e ele fechou a porta do quarto, me acompanhando até o elevador para irmos até o restaurante do hotel.
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