Sweet Emotion
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Próximo destino: Londres!
Não consegui esconder a minha alegria em voltar para a cidade que me acolheu tão bem, porém meu coração estava inquieto: era a hora de encontrar Marcos e encarar a realidade.
- Você está preparada, Mari? Tem certeza disso? – Anthony me perguntou enquanto almoçávamos no meu restaurante favorito.
- Tenho, é a coisa certa a fazer. – respondi enquanto ajudava Everly com a sobremesa. – Chega, Tony, não agüento mais esse fingimento, fingir que ainda gosto dele, que tudo entre nós está perfeito, ta me sufocando.
Quando olhei pra ele, ele não disfarçou o sorriso quando terminei de falar:
- Pra ser sincero, acho que você está certa. Se você não está feliz, não adianta continuar com isso. – ele deu um gole no suco de uva. – E você, vai investir no cara que está apaixonada?
A pergunta veio como um golpe no estômago:
- Não sei ... vou deixar acontecer, porque eu nunca tomei a iniciativa.
- Nunca? – ele parecia surpreso.
- Nunca. Sou tímida pra essas coisas, sempre deixei os caras chegarem em mim, nunca cheguei em alguém que eu gostasse, por isso muitas vezes vivi amores platônicos.
- Que linda! – Anthony não tirou os olhos dos meus. – Você é muito romântica, Mari.
- Sim, sou daquelas meninas bestas que gostam de flores, bombons, gentilezas ...
- Papai é assim: manda flores, bombons, abre a porta do carro... – Everly se intrometeu na nossa conversa.
- Eu sei que é, querido. – e limpei sua boca suja de calda de chocolate, sem coragem de encarar Anthony e minhas bochechas corando, como de costume.
Ao sair do restaurante, Anthony me deu a tarde e a noite livres pra encontrar o Marcos e conversarmos a respeito do nosso relacionamento.
- Bom, vou me encontrar com o Josh na rádio, não se preocupe com o Everly que a Clara vai cuidar dele enquanto eu estiver na entrevista, então pode ficar sossegada.
- Obrigada, Tony! Você é o melhor chefe que eu já tive até hoje!
Ele riu e deu um demorado beijo na minha testa. Não tinha como negar, eu adorava as demonstrações de carinho dele.
- Se cuida! – e ele segurou na minha mão. Dei um beijo em Eve e em Tony, me demorando para sentir o seu perfume.
Chegando ao hotel, encontro um buquê de rosas brancas sobre a cama e nenhum cartão. “Deve ser do Chad, insistindo no assunto.” Arrumei-as num vaso sobre o criado-mudo e me preparava para tomar um banho quando alguém bate na porta
- Oi, Mari. – era Chad, que aparentemente superou nossa última conversa, mas ainda assim continuava com suas demonstrações de carinho comigo em público.
- Ah, estava pensando em você: obrigada pelas flores, são lindas!
- Que flores? – ele fez uma cara de confuso.
- Pare, Chad! Sei que foi você que mandou as rosas brancas! – e apontei para o criado-mundo.
- Não, Mari, não mandei nada pra você.
- Não? – e agora minha cara era de decepção. – Nossa, quem será que foi então?
- Deve ter sido o Marcos, não?
Fiquei ainda alguns segundos processando a informação, pois eu não me lembrava de ter dito à ele em que hotel eu iria ficar hospedada.
- Bom, deixa pra lá. O que você quer ? – e torci para que a pergunta não fosse algo do tipo “Vamos sair hoje à noite?”
- Seu chefe te libera hoje, pra aproveitar a cidade antes do show de amanhã?
- Desculpa, Chad, mas não posso: vou me encontrar com o Marcos daqui a pouco.
- Ah! Jura? – e ele arqueou a sobrancelha. – Vocês vão se acertar?
- Depende do que você entende por “acertar”. Provavelmente vou terminar, quero acabar logo com isso pra que ele não sofra.
De repente, ele estava bem próximo de mim, eu podia até sentir a sua respiração, suas mãos em volta da minha cintura, seus olhos me encarando:
- Isso significa que eu tenho alguma chance? – ele perguntou, a voz um pouco baixa, quase um sussurro.
- Chad, por favor, não comece! – e abaixei a minha cabeça, para evitar que seu rosto se aproximasse mais do meu, mas ele não fez nada, apenas me segurou com mais força, afastou o meu cabelo e encostou a boca no meu pescoço, dando suaves beijos, o que eu achei uma delícia.
Me afastei rapidamente dele, empurrando seu peito com as minhas mãos e ele entendeu o recado.
- Bom, eu ainda não desisti, Mari. – ele beijou a minha mão e se afastou até o elevador.
Voltei para o quarto, me encostei na porta, confusa. A sensação dos seus beijos no meu pescoço me provocava uma sensação que há muito tempo nenhum homem me provocava. Fechei os olhos e a cena veio novamente em minha mente e arrepios percorreram o meu corpo.
Imediatamente afastei meus pensamentos, me voltando para o encontro que eu teria em poucas horas. Olhei no meu celular e duas ligações perdidas do Marcos. “Começamos bem”, eu pensei.
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