Sweet Emotion
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Ele estava parado, na porta do quarto, só de bermuda e uma mordidinha de lábios que só ele sabe. Não tirava os olhos de mim, enquanto eu ainda estava na cama, retribui o olhar, fixando-me naquele corpo monumental na minha frente.
- Café da manhã na cama ... aceita?
- E você ainda pergunta?
Ele deu aquela risadinha maliciosa e sussurrou um “Já volto”.
Logo ele chegava com uma bandeja com panquecas, mel e suco de laranja. Cadê o café típico brasileiro: café e pão com manteiga? Alguns meses nos Estados Unidos e ainda não me acostumei com esse tipo de café.
Delicadamente ele se sentou ao meu lado, foi cortando a panqueca e me servindo na boca.
- Você não acha que eu já sou grandinha demais pra isso? – perguntei, meio que rindo.
- E você não acha que está estragando o clima?
- Hein?
Tarde demais!
Ele escorria o mel nos meus lábios e me beijava ardentemente ... não sei pra onde a bandeja foi, mas logo ele me deitou na cama e arrancava ferozmente a camiseta velha dele que eu estava usando e minha calcinha, derrubando mel por todo o meu corpo e lambendo sem nenhum pudor. Sua língua lambia cada centímetro do meu corpo, enquanto eu delirava de olhos fechados, sua boca encontrou a parte interna da minha coxa e arrepios surgiram.
Suas mãos passeavam pelo meu corpo, deslizavam freneticamente, como se esperassem por isso há muito tempo, sua boca se cansou da minha coxa e encontrou meus lábios novamente, um beijo ardente, seu corpo cada vez mais pressionava o meu, me fazendo sentir um volume entre suas pernas.
Ele parou de me beijar e ficou olhando fixamente nos meus olhos, como se estivesse pedindo permissão para fazer o que ele queria, esperando minha aprovação.
- Meu Deus, tire logo essa bermuda! – exclamei, por fim, ajudando-o a tirar.
Imediatamente ele tirou a bermuda e não perdeu tempo em entrar com toda força em mim, me fazendo gemer. Percebi que meus gemidos estavam o excitando, que faziam ele penetrar com mais força, seu corpo cada vez mais junto ao meu.
- Eu desejo isso a tanto tempo ... – ele sussurrou ao meu ouvido.
Não respondi, eu não tinha forças, minha respiração cada vez mais ofegante, um prazer inebriante cada vez mais próximo.
- AHHHHHHHHHHHH!!
Dei um pulo na cama, suava frio, sentia minha calcinha úmida. Era a terceira vez na semana que eu tinha esses sonhos com ele e a batida na porta também era a terceira da semana.
- Mari, ta tudo bem com você? – a voz atrás da porta denunciava certa preocupação. – Posso entrar?
- Pode, Anthony!
E lá estava ele, só de bermuda, o peito nu, como se estivesse saído diretamente do meu sonho. Anthony se sentou ao meu lado na cama.
- Outro pesadelo? – ele perguntou, enquanto arrumava o meu cabelo.
- Sim.
- Com seus pais de novo?
- É. – menti novamente pela terceira vez. Não poderia contar que estava tendo sonhos eróticos com ele.
- Você quer voltar para o Brasil? Tire alguns dias de férias, eu encontro outra babá pro Everly enquanto você estiver fora, mas a vaga será sempre sua. – ele perguntou, acariciando a minha mão.
- Tudo bem, Tony. Já tive pesadelos assim, não é a primeira vez que fico muito tempo longe deles. – mais uma mentira para sustentar outra mentira.
- Pai? – e na porta o pequeno Everly segurando seu cobertor.
- Fica bem, qualquer coisa, me chama. – e um beijo na testa fez surgir um calafrio.
Anthony saiu do meu quarto segurando o Everly, para colocá-lo na cama após ser acordado pelo grito da própria babá.
Fazia 6 meses que eu estava nos Estados Unidos e há 3 meses que eu era babá em tempo integral de Everly, o que me exigiu mudar para a casa de Anthony. Meu desejo pelo pai dele era guardado há sete chaves, eu sofria calada tendo aquele homem ao meu lado todos os dias, sem poder fazer nada.
De algumas semanas pra cá, a situação tem piorado: Anthony se mostrou mais interessado em saber sobre mim, meu passado, meus sonhos, minhas ambições. O relacionamento patrão-babá estava deixando de ser uma obrigação, estávamos nos tornando amigos, e isso não era bom para mim, o que dava pra perceber devido aos sonhos que eu andava tendo com ele.
Me acomodei na cama, respirei fundo e torci para o sono chegar, e de preferência, sem nenhum sonho erótico em que eu acordasse a casa inteira.
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