Sweet Dreams
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Te dou o céu por um olhar apaixonado...
Estou aqui, por que não vê.?? Meu coração sofrendo tanto por você.?? ... "
Na manhã seguinte àqueles acontecimentos, Melissa acordou com uma dor de cabeça horrível e estava quase sem vóz. Havia pego um resfriado por causa da chuva de ontem e mal estava conseguindo ficar de pé.
-- Senhorita Melissa. — disse a mãe num tom de desafio. — Aonde pensa que vai.?? Pode voltar pra cama já.!! Está com 39 graus de febre e mal está conseguindo se equilibrar em pé. Fique deitada que vou lavar a roupa, e quando terminar vou até a escola explicar que não vai poder ir por um tempo.
Melissa obedeceu, pegou um livro mas não conseguiu ler, estava fraca e acabou adormecendo.
Ela adormeceu e sonhou. Sonhou com aquele lindo lugar e com aquele garoto que a fazia se sentir única e especial. Sonhou com as palavras de amor que saíam de seus lábios como música e preenchia o ar com um aroma que ela nunca havia experimentado na vida real. Era o aroma do amor. Porém, de repente, uma por uma, várias outras imagens foram tomando o lugar daquele lindo cenário e tudo se tornou o pesadelo que ela mais temia. No pesadelo ela era pequenina, deveria ter uns 5 ou 6 anos, estava deitada em sua cama, mas não estava dormindo, estava escondida, escondida debaixo das suas cobertas. O abajur estava aceso e a luz refletia uma enorme sombra que se aproximava dela lentamente. Ela não conseguia distinguir qual o formato da sombra, e quando ela se aproximou de Milli, esta acordou totalmente ensopada de suor e muito assustada.Chamou pela mãe mas ninguém respondeu, olhou no relógio que marcava duas horas da tarde e imaginou que a mãe deveria ter ido até a escola em que Melissa estudava para esclarecer o porquê dela não ter ido hoje.
Milli estava exausta por causa do pesadelo e já sentia um pouco melhor do resfriado, portanto resolveu que queria tomar um pouco de ar fresco. Levantou, tomou um banho, colocou um vestido, pois estava calor, e saiu.
Caminhou sem ter um rumo por, mais ou menos, uma hora e meia. Não se importava com o sol quente nem com o tempo que estava fora de casa, ela só queria que aquelas imagens saíssem da sua cabeça. Mas ao virar a esquina ela se deparou com uma cena que fez que suas pernas ficassem bambas e precisou se apoiar no muro para não cair. Do motel mais caro da cidade, ela viu Felipe saindo de mãos dadas com a tal da Stephanie. Estavam sorrindo tão felizes que Milli não conseguiu deixar de sentir uma pontinha de inveja por aquele sorriso estampado no rosto mais bonito, não ser para ela.
Foi andando devargazinho até sua casa e lá ficou a tarde toda, pensando e repensando sobre muitas coisas. Ela havia esquecido o pesadelo, mas uma outra coisa estava martelando em sua cabeça.
Depois do jantar ela foi direto para o quarto deitou em sua cama e lá ficou até adormecer.
Mas ao conseguir pegar no sono o pesadelo retornou e dessa vez bem mais nítido. E ela pôde perceber que aquela sombra era de um homem que vinha rápido em sua direção e que bruscamente jogava suas cobertas no chão. E quando ele avançou sobre ela, Milli despertou com os olhos cheios de lágrima. Olhou no relógio e eram duas e meia da madrugada.
Ela estava com medo de ficar sozinha no escuro do quarto, então sem pensar, como se suas pernas tivessem vontade própria, se deparou parada em frente ao quarto do seu irmão. Ela abriu a porta e entrou sem bater. E com a vóz reduzida a sussuros por causa do pesadelo ela chamou:
-- Felipe?? Está acordado??
E com um pulo ele sentou na cama olhando para aquela menina parada em sua porta segurando um travesseiro e falou bravo:
-- O que pensa que está fazendo aqui, invadinho meu quarto.?? Vá já para o seu e pára de me perturbar.
-- Por favor, Felipe, me deixe ficar aqui essa noite. — disse ela chorando. — Eu estou com tanto medo...
Ele então percebeu que havia alguma coisa errada e deixou que ela entrasse.
-- Deite aqui do meu lado. — disse ele. — Mas de costas pra mim por favor. Não quero ser obrigado a ficar olhando pra sua cara.
Ela obedeceu e ele virou com o rosto para a parede. Estavam de costas um para o outro e o único ruído que quebrava aquele silêncio eram os soluços de Milli, que não conseguia parar de chorar. Felipe não aguentava mais aquilo e virou-se bruscamente para ela:
-- Eu já não deixei que ficasse aqui.?!?!?! Você não vai pa-...
De repente ele percebeu e estava gritando e que Milli havia se encolhido debaixo da coberta com medo do irmão. Ele estava morrendo de raiva e de vergonha de sí mesmo. Se debruçou sobre ela e disse baixinho:
-- Por favor, me desculpe...
Milli saiu debaixo do cobertor para poder olhar no rosto de Felipe e disse entre prantos, raiva, medo e tristeza:
-- O que foi que eu te fiz de tão ruim, Felipe.? Por que me odeia tanto agora se antes me amava.? Por que agora não suporta minha presença se antes não podia viver sem mim.?? Você é um idiota Felipe. Eu odeio você. Vou voltar para o meu quarto. Prefiro ficar sozinha e com medo do que ficar ao seu lado e ser tratada como um lixo pelo irmão que eu sempre amei.!!!
Ela se lavantou e quando estava perto da porta Felipe segurou sua mão e a puxou para os seus braços.
Aah... Quanto tempo ela não sentia aquele abraço, e quanta falta ele fizera. Felipe segurou suas mãos e olhando em seus olhos ele disse:
-- Não vá embora. Me perdoe, eu me ajoelho diante de ti se for preciso, mas não vá. Neste momento, eu não posso te explicar a causa desses seus pesadelos, mas um dia saberá e serei eu a pessoa que vai te esclarecer tudo. Mas por enquanto, apenas fique aqui comigo e me deixe pelo menos tentar te fazer se sentir melhor.
Milli estava perplexa e olhando para ele, disse:
-- Eu te vi hoje. E estava feliz. Seu sorriso era lindo. A última vez que sorriu assim pra mim foi quando éramos crianças. Eu confesso que fiquei com inveja e por um momento eu quis ser aquela garota que estava ao seu lado só pra te fazer sorrir assim sempre.
Ele a abraçou novamente e disse:
-- Você é e sempre será a única dona dos meus sorrisos mais verdadeiros, assim como eu quero ser o dono dos seus. Agora venha. — disse pegando sua mão. — Você tem que descansar menininha.
Eles caminharam juntos de volta para a cama e deitaram um de frente pro outro e ficaram se olhando por um tempo. Felipe segurou a mão de Milli até que ela conseguiu pegar no sono. Depois deu um beijo em sua testa, cobriu ela e a envolveu nos seus braços. E antes de dormir sussurou para ela:
-- Não importa o que aconteça, eu sempre irei lhe proteger de tudo e de todos...
Notas finais
0k ok...
Eu sei que é careta...
Mas fazer o que né.??
Eu sou romântica à moda antiga, ou careta, piegas, ou seja lá como quiserem chamar, e acho esse música linda..
Rsrsrsrs
xD
Me digam o que estão achando, hein.??
^^
Beijinhos..
=*
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