Sweet Desire

16 Capítulo 16 - Não vá


Notas iniciais
Olaaaaá! Desculpem pelo capítulo anterior deprimente Espero que esse melhore o humor. Desculpem a demora, estava complexada com o capítulo e os aplicativos para escrever são uma bosta. Quem souber um bom, me indique! Pls. Obrigada pelos comentários amei todos e fiquem com esse capítulo.

16

Últimos dois dias foram doloridos e cansativos, a ida da Sra. Amelia nos afetou bastante, foi bem difícil o velório e o enterro, e cuidamos da Sra. Grace e da Sra. Lisa.
O Suga estava visivelmente exausto quando chegamos em frente à nossa casa. Estávamos conversando de maneira educada um com o outro, mas ainda tinha uma barreira entre nós que impedia de ficar tudo bem.
E eu não estava conseguindo comunicação alguma com o V, seu número só dar fora de área e juntando tudo isso, fazia minha cabeça está prestes a explodir.
Suspirei indo destrancar a porta, mas ela já estava aberta e olhei o Suga preocupada.
— O que foi? — questionou.
— A porta já está aberta — respondi e vi que ia arranjar uma justificativa plausível — Eu fechei — mostrei convicção — Lembro perfeitamente disso!
— Vou entrar para ver se tem algo.. — e foi entrar, mas o impedi.
— Não, se tiver um assassino ali dentro? — segurei o seu braço.
— Eu não vivia mesmo, não faz diferença — deu de ombros indo entrar, só que mais uma vez o segurei.
— Claro que faz — olhei bem nos olhos — Ninguém... Ninguém pede para viver, simplesmente vivemos... Você não é diferente..
Ficou em silêncio e bufou.
— Não vamos chamar a polícia por causa de uma porta aberta — deixou claro — Vou ver o que é -se soltou entrando sem hesitar passo algum.
Fechei os olhos preocupada de ouvir tiros ou gritos. Pode realmente ter algum ladrão lá dentro...
— Por que você foi entrar? — resmunguei — Agora tenho que entrar junto — e corri o seguindo e o vi entrando na cozinha.
— Entrou como? — cheguei vendo o Suga conversando com o V que estava de costas.
— Minha chave da sorte abre a porta — mostrou uma chave ainda não virando para nos ver.
Meus lábios tremeram aliviada de ter o visto e o abracei.
— Estava precisando de seu abraço — encostei meu rosto nas suas costas e ele acariciou minhas mãos.
— O que aconteceu alguém morreu? — brincou dando uma risada.
— Ahm.. — Suga pareceu pela primeira vez sem palavras.
— Bem.. — como falar algo tão difícil? Algo que ainda nem aceito?
— Vocês estão estranhos — ele desvencilhou o abraço e virou para nós.
Olhei meus pés tentando evitar que as lágrimas viessem.
— A Sra. Amelia faleceu — respondi o deixando boquiaberto e sentou no chão.
— Estou... — pausou — Eu estava fazendo planos de conquista-la e... Não dar para acreditar! — balançou a cabeça negativamente — Ela estava bem..
— Ela teve um AVC e estava com câncer... — contei secando uma lágrima fugitiva.
— Por que está usando óculos escuros? — Suga perguntou cortando o assunto.
— Olhos inchados, trabalhei esses dias todos direto.. — tocou a sua cicatriz.
— Quando vai sair desse emprego? Isso não está certo... — enquanto eu repetia o meu discurso de sempre Suga se abaixou na frente dele é tirou o óculos — Óh minha nossa! — tampei o rosto muito assustada.
— Quem fez isto contigo? — Suga perscrutou com a voz controlada, entretanto parecia está querendo matar a pessoa que fez isso — TaeHyung?
— O meu treinador.. — contou envergonhado.
— Aquele maluco! — preciso de uma madeira, vou quebrar aquele cara.
— Por que ele fez isso? — Suga continuou com o interrogatório.
— Um fã do time tirou fotos minhas carregando o bolo com a Sulkin no dia dos jogos e descobriram que menti sobre o braço — foi como um soco no meu estômago, ele fez isso para ver como eu estava.
— Precisamos processar esse cara, eu vou ligar para o advogado do meu pai e... — falei indo já procurar na minha agenda, mas o V se levantou me segurando.
— Não faça isso, por favor — implorou , — Eu devo muito ao irmão dele e a ele também...
— TaeHyung, você está se ouvindo? Você passa o dia inteiro como um rato de laboratório desse cara e ainda apanhou dele, o que você deve a ele? — Suga se estressou.
— Minha vida — respondeu sem pensar duas vezes — Eles me ajudaram no momento mais difícil, eu não vou processa-lo...
— Ele te machucou... Machucou injustamente... — choraminguei nervosa.
— Eu já saí do time.. Isto já é o suficiente não? — indagou após respirar fundo — Eu... — pausou corando — Posso morar com vocês?
— Você ainda pergunta? Lógico que pode — o apertei em um abraço.
— Só não quero atrapalhar..
— Não se preocupe, eu já vou me mudar mesmo — me desvencilhei do abraço e segui o Suga até a sala.
— Ainda não decidimos sobre isso! — parei cruzando os braços.
— Ué, achei que já estávamos resolvidos — se abaixou procurando algo.
— O que está acontecendo? — V se ajuntou a nós.
— Ele está querendo se mudar — contei.
— Por quê? — tocou a sua cicatriz confuso.
— Acho que não nos damos muito bem — ele respondeu pegando o kit de primeiros socorros — TaeHyung, sente-se no sofá.
— Vocês nunca se deram bem, por que logo agora? — perguntou se sentando no sofá e fui para o seu lado.
— Isso que não com-compreendendo sempre dis-discutimos... — fiz bico.
— Se mudar é a melhor opção entre voltar para o livro — fiquei surpresa com suas palavras.
— Pare de falar besteira, ninguém ia querer isso... — V pausou e logo me encarou franzindo a testa, mas reclamou de dor — Sulkin, você não disse essas coisas né?
— Eu não quis... — e fui cortada.
— Meu Deus, você tem problemas? Nós somos os napolitanos, quer atrapalhar isso? — chamou minha atenção.
— Já colocou gelo? — Suga estava preocupado com o olho inchado de V.
— Sim, por pouco tempo — respondeu estranhando a atitude dele.
Reparando bem, o Suga não era mais o mesmo que escrevemos, estava mais sensível as pessoas.
— Vou passar esse gel, deve diminuir o inchaço — e passou tendo o V reclamando de dor — Não precisa ser dramático, você poderá me visitar — e eu estava de fora.
— Único sendo dramático aqui é... — ele me lançou seu olhar assassino — .. Vo..cê..
— Gente, a discussão foi tão séria assim? Me contem como foi, acho que consigo resolver — V pediu.
— Eu vou tomar banho, é o melhor que posso fazer no momento — levantou deixando o kit de primeiros socorros de lado — Coloque gelo nesse olho — e se retirou.
Enquanto o Suga estava no banho ficamos eu e o V conversando.
— É complicado para elas duas, nem quero imaginar perdendo um de vocês dois — V estremeceu só de imaginar e ficou em silêncio ficando pensativo.
— V? — o cutuquei.
— Oi? — deu um sorriso, mas depois sentiu dor por isso — Ainda bem que vou passar a dormir como qualquer ser humano, ultimamente vem deixando minha mente muito confusa — contou.
— Pena que teve que ser dessa maneira — reclamei olhando seu machucado.
— Assim ele não cobrou a quebra de contrato — mostrou um lado positivo.
— Mas quase quebrou sua cara — ele me deu língua e retruquei.
Ele ficou em silêncio novamente e logo após me encarou.
— Por que você disse aquilo, Sulkin? — V voltou ao nosso desentendimento.
— Ele disse... Disse que detes-tava tudo em mim, me estressei e acabei... falando algo sem pensar — mordi o lábio inferior lembrando a cena.
— Por que incomodou tanto? Ele sempre te detestou — devo concordar.
Mas a resposta estava muito clara, eu esperei demais, talvez no fundo eu esperasse que sentisse algum sentimento por mim. Até que sente, entretanto, ao contrário do que eu mais queria.
— Eu... Não sei — preferi não receber outro discurso de que o Suga só terá olhos para a Rise.
Para ser sincera, se eu pudesse voltar no tempo colocaria Rise como a que ele nunca olharia, pelo menos eu teria uma chance de tentar.
— Eu não quero que ele vá — ele falou mostrando está chateado com a situação — Acho que somos melhores amigos agora, e não quero que se afaste — confessou.
— Parece está apaixonado por ele — comentei.
— Pelo menos pareceria mais normal que isso — abaixou à cabeça e depois me encarou — Acho que os amigos napolitano sempre teve que existir. Só que o sabor baunilha tivéssemos que encontrar de uma maneira inusitada — contou sua teoria.
— Adoro quando vem com essas maluquices — baguncei seu cabelo — Eu sinto o mesmo, só de um jeito diferente.
— O que vamos comer? — Suga perguntou parando em frente à porta do banheiro, secando o cabelo com a toalha.
— Não sei... — falei tentando lembrar o que poderia preparar.
— Eu e o Suga preparamos juntos, assim vamos ter uma conversa de amigos — V me troca tão rápido.
— Tudo bem — deu de ombros e os dois foram para cozinha.
O detalhe é que nenhum dos dois sabem cozinhar... Estou ferrada.
— Pooooh — a Pooh que estava deitada no tapete me olhou — Eu vou morrer intoxicada ... — reclamei.
Ela se levantou indo para cozinha atrás do Suga.


Os dias foram passando e a vida de nós três começando a encaixar de uma maneira perfeita. Eu preparo a comida, por motivos óbvios; o V e o Suga cuidam da limpeza, mas quem rala mesmo é o V; Suga esta indo trabalhar durante a semana; o V iniciou um trabalho online onde ensina as pessoas jogarem o jogo em que era profissional e esta conseguindo ganhar bem e já eu estou apenas cozinhando.
Vê-los tomar um rumo em suas vidas, me fez perceber que não tenho nada além dos bens que meu pai me deixou. Deu vontade de procurar uma vocação que não seja escrever.
— Sulkin! — V me gritou da sala.
— Oi?! — parei de mexer na panela.
— É a Sra. Grace no telefone! — informou.
Abaixei o fogo e fui para sala indo atender.
— Você precisa de um celular — me passou o telefone.
— Fala Sra. Grace — me sentei no sofá.
"Tem umas caixas aqui na casa da Amelia com o nome do Sr. Becker" meu pai "Gostaria de pegá-las?"
Ultimamente tenho conversado melhor com as minhas vizinhas, elas parecem não me odiar mais.
— Sim, gostaria — meu cérebro "parou" por instante assimilando o que ouvi — Por que meu pai deixou coisas aí?
"A Amelia era beta de seu pai" respondeu.
— Não sabia disso... Então passo aí daqui a pouquinho, tudo bem?
"Só não demore muito, os sobrinhos dela iam jogar fora" advertiu.
— Pode deixar — nos despedimos e desliguei.
— O que ela queria? — V questionou.
— Parece que tem obras do meu pai lá na casa da Sra. Amelia — sorri — Os dois meio que trabalhavam juntos — logo expliquei.
— Nunca ia imaginar uma coisas dessas...
— Tem como você vigiar as panelas? — perguntei já tirando o avental.
— Por que está cozinhando? — ficou confuso.
— Para termos o que comer no jantar — respondi cruzando os braços.
— O Yoongi nos convidou para ir jantar em um restaurante...
— Quando foi isso? — indaguei.
— Hoje às 4hrs da manhã.
O Suga ainda tem o costume de acordar cedo, ultimamente não está me acordando, mas deve ter sido por isso que me acordou hoje, só que eu estava com muito sono para prestar atenção.
— Tinha me esquecido — suspirei — Então vigie a panela mesmo assim, deixo pronto para amanhã no almoço.
— Tudo bem.



Estacionei o carro em frente ao pequeno restaurante, e respirei fundo sentindo minha barriga formigando. Hoje seria primeira vez após quase dois meses sem ficar sozinha com o Suga e não estava me sentindo confiante ou calma com isso.

" Saí do banheiro arrumada indo procurar o batom que havia comprado para o meu encontro fracassado com o Peter, que ultimamente anda me evitando, mas não o encontrava em lugar algum.
— V você viu algum batom rosa claro dando sopa por aí? — questionei, pois ele costuma arrumar as coisas.
— Está na cômoda do meu quarto — agora o quarto tem dois donos e nenhum deles sou eu.
— Obrigada — fui para o quarto procurar e não encontrei de jeito algo — V não estou achando!!
— O que vocês fariam sem mim? — entrou no quarto com ar de "eu faço tudo" e veio até a cômoda tirando o batom de trás do hidratante de rosto do Suga — Nem procurou direito me entregou.
— Foi mal — dei um sorrisinho — Pode ir tomar banho, o banheiro está liberado.
— Eu não vou ao jantar — deu um sorriso desviando o olhar.
— Por quê?
— Tinha marcado uma Live com os inscritos e não posso desmarcar — continuou não me encarando.
— TaeHyung... — fiz cara dramática — Eu e o Suga não estamos nos falando muito bem, vai ser constrangedor.
— Relaxa, é só se concentrar na comida -fez parecer fácil"

— Não é fácil! — vou ter que ir em um jantar com quem estou apaixonada e ele já deixou bem claro que me detesta.
Suspirei percebendo que não tinha saída, eu teria que ir para esse jantar.
Encostei minha cabeça no volante percebendo que sou uma tola por ter me apaixonado por ele.
— Melhor ir logo — desci do carro me encaminhando ao restaurante.
Chegando lá dentro vi o Suga quieto em uma mesa parecendo está com sono ou simplesmente entediado por está no meio de pessoas desconhecidas.
Respirei fundo e fui em sua direção.
— O... — não sei mais falar um simples "oi"? Por que minha barriga está formigando?
— Sente — mostrou a cadeira na sua frente.
— Como... Vai? — preciso me controlar.
— Estou bem — olhou para trás da minha cabeça — TaeHyung veio?
— Ele lembrou que tem um live e decidiu ficar em casa... — respondi.
— Então somos só nós dois... — desviou o olhar.
— Pelo jeito... — encolhi os ombros.
— Gostou mesmo desse vestido — comentou.
Era o primeiro vestido que comprei e o que o Suga comprou era muito lindo para usar para qualquer ocasião.
— Eu prefiro o outro... Mas.. esse é prático pa-para qualquer ocasião — dei um meio sorriso.
— Claro que ia preferir aquele, afinal, eu que escolhi — deu ombros como se fosse algo inevitável.
— Até nisso se sente... — resmunguei.
— Eu não me sinto, eu sou — disse convicto.
Garoto nojento...
— Hmm.. — não pude evitar dá uma risadinha.
— Não ria, estou falando sério — consegui ver o primeiro meio sorriso de dias no rosto dele.
— Tudo bem — segurei meu sorriso e o achei tão fofo no momento.
— Não me olhe assim — mandou.
— Então o que posso fazer nesse jantar? Posso fazer nada — reclamei.
— Não tenho culpa se você é tão irritante... — o garçom apareceu atrapalhando ele começar com os insultos.
E fizemos nossos pedidos, conversamos sobre assuntos normais. Até que resolvi perguntar o que havia me deixado intrigada.
— Por que planejou esse jantar?
Ele descansou os talheres e respirou fundo.
— Durante meus dias de trabalho, um presidente de uma empresa de entretenimento da Coréia do Sul se hospedou lá por alguns dias... — fiquei o encarando tentando entender onde queria chegar.
— Sim?
— Ele achou o meu perfil chamativo e pediu para ir fazer um teste para virar trainer em sua empresa, insistiu bastante — rolou os olhos — Até que eu aceitei e me avaliaram no hotel mesmo, resolveram me contratar como modelo e já até tenho fotos em um site..
— Nossa, isso é demais. Você vai receber... Muito muito mais do que ganha atualmente — nossa posso nem expressar minha alegria por ele, em palavras.
— Verdade — bateu os dedos na mesa — Eu vou ter que ir morar na Coréia do Sul — contou tendo o efeito de um tapa na minha cara — Ma...
— Quando? — indaguei o interrompendo.
— Ainda esse mês...
Foi sem saber o que fazer que levantei saindo as pressas e cambaleando querendo respirar melhor. O Suga vai embora, vai começar uma vida longe de mim, longe do V também que o considera como irmão e vamos ficar sem a baunilha do napolitano.
Já chegando perto do meu carro ele me parou e eu permaneci de costas para ele.
— Por que saiu correndo como uma louca? — questionou — Acabei tendo que correr também — reclamou.
Eu tentei andar de novo mais me impediu novamente.
— Por que está agindo dessa maneira?
Respirei fundo controlando minhas emoções, preciso agir de maneira calma e racional.

— Estou triste... — respondi evitando seus olhos.

— Por que está triste? — ele só pode está me sacaneando.
— PORQUE NÃO QUERO QUE VOCÊ VÁ, EU QUERO VOCÊ COMIGO...

E não deu muito certo ficar parecendo uma pessoa normal

— SEI QUE NÃO TENHO O DIREITO DE PEDIR ISSO, MAS NÃO QUERO QUE SE AFASTE!
— Eu já assinei contrato de 3 anos, não tem como voltar atrás...

Notas finais
Espero que tenham gostado, o próximo será bem mais rápido.